Categoria: Cidades

  • Projeto Viagem na Via Láctea proporciona experiência imersiva e gratuita no Planetário de Brasília

    Projeto Viagem na Via Láctea proporciona experiência imersiva e gratuita no Planetário de Brasília

    Exposição fotográfica está disponível 24 horas, enquanto o simulador pode ser utilizado das 13h às 19h, de terça a domingo, com capacidade para seis pessoas por vez e acesso por ordem de chegada

    Uma imersão em que o visitante pode conhecer detalhes dos planetas, luas e corpos celestes que compõem o universo. Essa é a proposta do projeto Viagem na Via Láctea, realizado na área externa do Planetário de Brasília desde 23 de janeiro. A iniciativa conta com uma exposição de fotografias e um simulador de realidade virtual, que conta com imagens reais da Nasa e transporta os participantes ao espaço sideral. A entrada é gratuita.

    A exposição está disponível 24 horas, enquanto o simulador pode ser utilizado das 13h às 19h, de terça a domingo, com capacidade para seis pessoas por vez e acesso por ordem de chegada. O evento é realizado pelo Instituto Organizacional Federal (IOF) em parceria com o Instituto Pra Vida e com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). Para atender a todos, há acessibilidade para cadeirantes, além de narração e legendas para deficientes visuais e auditivos.

    “Durante as férias, em janeiro, tivemos quase 19 mil visitantes no Planetário de Brasília, um aumento de cerca de 8 mil pessoas em relação ao mesmo período no ano passado. Sem dúvida, tanto a exposição quanto o simulador foram um dos principais motivadores para este crescimento expressivo”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman. “Além de conhecer todo o acervo e de acompanhar as sessões da Cúpula, nossas crianças e jovens têm a oportunidade de conhecer e aprender Astronomia de forma lúdica e imersiva.”

    A exposição está disponível 24 horas, enquanto o simulador pode ser utilizado das 13h às 19h, de terça a domingo, com capacidade para seis pessoas por vez e acesso por ordem de chegada | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    A atividade é aprovada por todas as idades. Os estudantes Ana Júlia Ferreira, 9 anos, Samuel Resende 10, Victor Araújo, 13, que são primos, se divertiram durante a sessão de realidade virtual. “Colocamos os óculos e vimos uma nave na frente e uma cadeira atrás, e a gente ia passando por todos os planetas”, conta Samuel, ao que Ana completa: “Foi superlegal. Como as cadeiras mexiam, deu a sensação de que a gente estava no espaço mesmo”. Por sua vez, Victor destaca o conhecimento obtido com a atividade. “Aprendemos mais sobre o sistema solar e os planetas”, diz Victor.

    A fisioterapeuta Mariana Moreira, 24, conheceu a exposição junto com a irmã, a estudante Maria Luiza Moreira, 19. As duas não conheciam o Planetário e aproveitaram a oportunidade para desbravar o infinito na imersão virtual. “Conhecemos mais como funciona o nosso mundo. É uma experiência legal não só para crianças, mas para adultos também”, afirma a mais nova. “Foi muito interessante. Levo que a gente é só um pontinho em um universo muito grande, muito gigante, e não temos nem um porcento do conhecimento de tudo”, completa Mariana.

    A estudante Maria Luiza Moreira, 19 anos, não conhecia o Planetário e aproveitou a oportunidade para desbravar o infinito na imersão virtual

    Já a enfermeira Francinete Ribeiro, 48, observou a importância de participar das atividades disponíveis nos equipamentos públicos do DF. “Recomendo às pessoas que moram em Brasília que venham porque raramente saímos para ver uma exposição assim. Só ficamos no nosso cantinho e o pessoal que vem visitar aproveita Brasília mais do que a gente”, disse. “O que falam do nosso planeta mostra que temos que proteger esse planeta, que é a nossa casa e é uma maravilha.”

    Experiência

    A exposição é composta por 28 fotografias do sistema solar provenientes do acervo da Nasa (sigla em inglês da National Aeronautics and Space Administration, dos EUA, traduzido como Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) exibidas em 15 totens ecológicos alimentados por energia solar. Esses equipamentos reforçam a proposta sustentável do projeto, enquanto as imagens despertam o fascínio pelo universo e aproximam o público dos mistérios do cosmos.

    “As imagens foram organizadas simulando uma viagem por objetos de grande escala do universo até o sistema solar, cobrindo vários temas de astronomia que são importantes, como a formação dos planetas, as nebulosas, a estrutura dos aglomerados do universo, e as estruturas de grande escala do universo”, explica o professor do Planetário de Brasília, Luís Cavalcante. Segundo ele, o objetivo do projeto é instigar a curiosidade sobre o assunto: “Mostra o quanto a ciência e a astronomia são interessantes, fazendo com que a pessoa desperte para esses assuntos.”

    O projeto seguirá em andamento até 15 de abril e, de acordo com a Secti-DF, será dividido em duas fases. Nos primeiros dois meses, de janeiro a março, o público poderá aproveitar tanto o simulador quanto a exposição. Nos últimos 30 dias, de 16 de março a 15 de abril, a exposição fotográfica permanecerá como atração principal.

    Viagem na Via Láctea

    → Disponível até 15 de abril
    → Local: área externa do Planetário de Brasília
    → Visitação: das 13h às 19h (simulador) e 24h (exposição)
    → Classificação indicativa livre
    → Entrada gratuita.

  • Projeto itinerante de popularização da ciência é lançado em Ceilândia

    Projeto itinerante de popularização da ciência é lançado em Ceilândia

    Iniciativa contemplará dez regiões administrativas do Distrito Federal

    A partir da próxima semana, a popularização da ciência no Distrito Federal ganhará novo impulso com o lançamento do projeto Ciência na Estrada, resultado de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex). Entre os dias 19 e 23 deste mês, o campus de Ceilândia da Universidade Católica de Brasília (UCB) promoverá palestras, workshops, oficinas e atividades interativas. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingressos na plataforma Sympla.

    “Inspirar as novas gerações a seguir carreiras científicas e tecnológicas é um dos principais objetivos da Secti-DF”

    Leonardo Reisman, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação

    Com uma estrutura itinerante equipada com computadores, materiais didáticos e instalações adaptadas, o projeto visa a engajar diferentes públicos e estimular o interesse pela ciência, especialmente entre os jovens.

    “Inspirar as novas gerações a seguir carreiras científicas e tecnológicas é um dos principais objetivos da Secti-DF”, afirma o titular da pasta, Leonardo Reisman. “O Ciência na Estrada levará experiências imersivas em inovação, robótica, astronomia, tecnologia e outras áreas para dez regiões administrativas do Distrito Federal.”

    Participações especiais

    Entre as atrações de destaque, está a presença do astrofísico Sérgio Sacani, um dos principais divulgadores científicos do Brasil pelo canal Space Today, que abordará astronomia, exploração espacial e a relevância da ciência no cotidiano. O astronauta Victor Hespanha, segundo brasileiro a ir ao espaço, compartilhará sua trajetória. Também haverá uma arena interativa de drones, demonstrações químicas com o projeto Einstein Jr. e experiências conduzidas pelo influenciador Domingos Santos, conhecido por popularizar a ciência de forma criativa.

    As oficinas incluirão a construção de protótipos robóticos, desenvolvimento de jogos digitais e simulações astronômicas. O projeto também promoverá desafios de inovação para soluções de problemas locais e uma feira de ciências com projetos dos participantes.

    O Ciência na Estrada percorrerá Sol Nascente, Pôr do Sol, Brazlândia, Santa Maria, Arapoanga, Vicente Pires, Sobradinho II, Samambaia, Riacho Fundo, Estrutural e Guará, levando a ciência de forma acessível e inspiradora a diferentes comunidades. A iniciativa busca despertar o interesse por carreiras tecnológicas e científicas, transformando o aprendizado em uma ferramenta de empoderamento e desenvolvimento.

    Conheça mais sobre o projeto.

    Ciência na Estrada – Primeira Parada

    ⇒ Data: entre os dias 19 e 23 deste mês, das 14h às 20h
    ⇒ Local: Universidade Católica de Brasília – Ceilândia
    ⇒ Entrada gratuita; ingressos na plataforma Sympla.

  • Programa de castração do GDF já atendeu mais de 700 animais em fevereiro

    Programa de castração do GDF já atendeu mais de 700 animais em fevereiro

    Disponíveis gratuitamente por agendamento online, as cirurgias feitas em clínicas parceiras previnem doenças e ajudam no controle da população de gatos e cachorros de rua

    A castração de cães e gatos no Distrito Federal é uma das medidas essenciais para o controle populacional e saúde animal, reduzindo os casos de abandono e contribuindo para o bem-estar dos pets na prevenção de doenças. Nesta linha, o Programa Castra DF oferece o serviço a tutores de forma gratuita e disponibilizou 720 vagas para cães e gatos em fevereiro de 2025.

    Ao longo de 2024, a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF) atingiu a marca de 15.611 castrações realizadas. “O Governo do Distrito Federal tem um olhar atento e comprometido com essa causa, ampliando o acesso a esse serviço para garantir mais qualidade de vida aos animais e bem-estar à sociedade”, declarou o titular da pasta, Ricardo Villafane.

    Ao longo de 2024, a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF) atingiu a marca de 15.611 castrações realizadas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Os procedimentos são agendados mensalmente pelo site, onde é possível conferir os dias e horários de inscrição, além de mais informações sobre os procedimentos. Entre as clínicas conveniadas está a Coração Peludinho, localizada no Gama; a Clínica Dr. Juzo, que fica em Samambaia; e a Pet Adote, no Paranoá.

    O estudante Sebastian Barroso, 23, mora no Sol Nascente e levou o gatinho Apolo para efetuar o procedimento na Clínica Dr. Juzo por meio do programa. Ele já castrou dois felinos pelo Castra DF e descreveu o processo como tranquilo, além de elogiar o atendimento do local. “Todo mundo é muito educado e paciente, além de ser tudo bem explicadinho. É uma ajuda inestimável, porque a gente sabe que a castração é muito cara no particular. Era realmente um preço inacessível para mim, ainda mais por ser estudante, então fico muito feliz de conseguir essas vagas”, observa.

    Regras e orientações

    Cada CPF pode registrar no máximo dois agendamentos. Apenas moradores do Distrito Federal podem participar, sendo necessário apresentar comprovante de residência no dia da cirurgia. Já menores de 18 anos não podem realizar agendamentos. Também não é permitido trocar, na inscrição, o sexo ou a espécie do animal após o agendamento. Em caso de cancelamento, a vaga será perdida. No dia da cirurgia, os tutores devem apresentar documento de identificação com foto, comprovante de residência no DF em nome do responsável e comprovante de agendamento impresso.

    O médico veterinário Rogério Augusto Juzo explica que o GDF avalia o potencial da clínica no atendimento aos animais, para que a oferta se adeque ao que o local é capaz de comportar

    À frente da clínica parceira em Samambaia, o médico veterinário Rogério Augusto Juzo explica que o GDF avalia o potencial da clínica no atendimento aos animais, para que a oferta se adeque ao que o local é capaz de comportar. “As castrações são subsidiadas pelo governo e, concomitantemente a isso, o movimento na clínica aumenta, ajudando a divulgar nossos serviços para a população. Mas ajuda principalmente a população, porque a maioria dos animais atendidos por nós é de pessoas carentes que não podem pagar uma castração em clínicas particulares”, ressalta o profissional.

    O veterinário reforça as vantagens do procedimento para a saúde e qualidade de vida dos pets: “O benefício é bastante amplo, começando na parte de doenças que não vão se proliferar, como as sexualmente transmissíveis. Quando o animal é castrado, ele para de procurar por parceiras. Nas fêmeas, diminuem as chances de tumores de mama, além de inúmeras doenças, como infecções de útero ou ovários policísticos – sem contar a gestação indesejada, pois na maioria das vezes quem sofre são os filhotes que não têm um lar para ficar. Então a castração é um ato de amor”.

    Pré e pós-operatório

    A parte cirúrgica é totalmente gratuita. Para alguns animais, por conta da idade, é sugerida a realização de exames pré-operatórios, como hemograma, bioquímico ou eletrocardiograma, o que é de responsabilidade do tutor. “É uma orientação, ele não é obrigado a fazer, porém é essencial para nossa segurança”, informa Rogério.

    O estudante Sebastian Barroso, 23, mora no Sol Nascente e levou o gatinho Apolo para efetuar o procedimento na Clínica Dr. Juzo por meio do programa

    Para o processo de castração, o animal deve estar em um jejum de seis até 12 horas, com o intuito de evitar que o paciente regurgite ou vomite por enjoo e o líquido alcance as vias aéreas, chegando ao pulmão e provocando sérios riscos. Antes e depois da castração, os tutores são orientados e levam um panfleto explicando que, no dia da cirurgia, o animal pode ficar mais quieto, não querer comer ou beber, além de não urinar ou defecar devido ao jejum prolongado.

    “Nós não liberamos para casa os animais dormindo ou com pouquíssimas horas de cirurgia, só após o veterinário observar dar o ok. Entre sete e 15 dias, pedimos o retorno para a retirada dos pontos. Caso aconteça algo nesse intervalo, como os pontos abrirem porque o cachorro lambeu, os tutores podem retornar que damos toda a assessoria”, acrescenta o veterinário.

    O profissional também alerta os prejuízos que o não comparecimento no dia do procedimento causam – as ausências chegam a uma média de 30% do total de pessoas que conseguiram as vagas: “Essas faltas atrapalham principalmente quem almeja trazer os pets para castrar e nos atrapalha na clínica, porque temos um cronograma onde poderíamos estar atendendo esses animais. Os mais prejudicados são aqueles que realmente precisam”.

  • WhatsApp aproxima forças de segurança e população como canal de denúncias e envio de informações

    WhatsApp aproxima forças de segurança e população como canal de denúncias e envio de informações

    Polícia Civil usa aplicativo para enviar intimações a cidadãos e fornece dois links para registro de denúncias anônimas. Ferramenta também é usada para monitoramento de áreas rurais e urbanas pela PMDF

    Você sabia que pode denunciar um crime ou ações suspeitas por meio do WhatsApp? O canal de comunicação é utilizado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) para facilitar o acesso do cidadão a serviços essenciais das polícias Civil (PCDF) e Militar (PMDF).

    Por meio do (61) 98626-1197, é possível denunciar foragidos da justiça e crimes que já ocorreram, que estão em andamento ou que estão sendo planejados. Assim que recebe a primeira mensagem, o contato da PCDF fornece dois links para que a denúncia seja finalizada mantendo o anonimato dos comunicantes. O sigilo da fonte é absoluto.

    Para facilitar as investigações, é indicado que seja fornecido o maior número possível de informações, como: endereço completo, ponto de referência, nomes, apelidos, características físicas, placas de veículos, vídeos, fotos, etc. As denúncias são avaliadas, tipificadas, categorizadas e encaminhadas às delegacias circunscricionais e/ou especiais, que ficam responsáveis por cada caso.

    A PCDF também utiliza o canal de comunicação para solicitar o comparecimento dos cidadãos nas delegacias. “Esclarecemos que as intimações via WhatsApp podem ser realizadas para toda e qualquer ocorrência registrada na PCDF, de qualquer natureza criminal, e para qualquer tipo de envolvimento”, diz a corporação, em nota.

    Interação e assertividade

    A PMDF também utiliza o WhatsApp como ferramenta de redução da criminalidade. O projeto Rede de Vizinhos Protegidos (RVP) conecta a corporação com moradores e comerciantes por grupos de WhatsApp.

    Os grupos têm como integrantes moradores e comerciantes das áreas e servem para informar sobre atividades suspeitas nas regiões monitoradas. As informações são avaliadas pelos militares e, na maioria dos casos, são checadas presencialmente.

    O projeto Rede de Vizinhos Protegidos (RVP) da PM conecta a corporação com moradores e comerciantes por grupos de WhatsApp | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Mais de 600 grupos estão ativos no momento em diversas regiões administrativas. Para participar, é preciso morar nas regiões atendidas, entrar em contato com o batalhão responsável pela área e participar de reuniões e palestras ministradas pela corporação sobre policiamento comunitário.

    No Lago Sul, o projeto reúne 4.859 pessoas em 114 grupos, referentes a 179 conjuntos residenciais. “A comunidade pode noticiar ações suspeitas para a polícia por meio desses grupos, como, por exemplo, um carro desconhecido estacionado há muitos dias em alguma rua, pessoas tirando fotos das residências e até mesmo para avisar vizinhos sobre portões abertos e sobre demandas da cidade”, explica o subcomandante em exercício do 5º Batalhão da Polícia Militar do Lago Sul, major Anderson Pinheiro.

    Segundo o major, os grupos são checados diariamente pela equipe de plantão. “As informações que chegam ao nosso conhecimento são analisadas e procedemos com o atendimento se necessário. Já recebemos, por exemplo, denúncias de pessoas fazendo manobras perigosas na rua e fomos intermediar. Ressaltamos que o Disque 190 é o principal canal para a solicitação do apoio, e que os grupos funcionam como policiamento comunitário”, complementa.

    Área rural

    O Batalhão de Policiamento Rural também mantém contato com chacareiros e produtores rurais pelo aplicativo de mensagens instantâneas. Os moradores cadastrados junto ao programa Guardião Rural, voltado à promoção da segurança no campo do DF, são incluídos em grupos de WhatsApp, que funcionam 24 horas por dia para qualquer sinal de alerta.

    Atualmente, mais de cinco mil pessoas participam de 35 grupos, divididos por núcleo e região rural. Os cidadãos podem informar quaisquer sinais suspeitos de criminalidade e estão sempre em contato com as equipes, que monitoram as conversas diariamente.

    Embora a inserção na comunidade virtual seja benéfica para os cidadãos, os carros-chefes do Guardião Rural são o georreferenciamento da propriedade e a instalação de placas de identificação na entrada do local. A placa mostra que a área é monitorada e oferece números de emergência e um QR Code, que, ao ser lido pelos policiais, indica o cadastro do morador e os bens do local.

    Já o georreferenciamento permite que, caso seja necessária alguma intervenção policial, a equipe de plantão consiga encontrar o endereço o mais rápido possível, uma vez que a maioria das residências rurais não são localizadas com facilidade por quem não conhece a região.

    Para participar, a pessoa deve entrar em contato com o programa e agendar um encontro com os militares para que sejam explicados os detalhes do trabalho. A propriedade não pode estar desocupada, deve ser produtiva, ter destinação rural e possuir, no mínimo, dois hectares, além da documentação do terreno. O telefone geral do batalhão é (61) 99985-6080.

    Serviço

    – Canais de denúncia da PCDF
    Disque 197
    E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br
    WhatsApp: 98626-1197
    Site: https://www.pcdf.df.gov.br/servicos/197

    – Denúncias para a PMDF
    Disque 190

    – Telefones do Batalhão de Policiamento Rural – PMDF
    Telefone geral: (61) 99985-6080

    – Companhia de Policiamento Rural Leste
    Atendimento: Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Sobradinho II – incluindo Lago Oeste e PAD-DF, Itapoã e Fercal
    Contato: (61) 99503-4781 (WhatsApp) e 3190-7100

    – Companhia de Policiamento Rural Oeste
    Atendimento: áreas rurais de Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente/Pôr do Sol
    Contato: (61) 99173-6965 (WhatsApp) e 99131-7294

    – Companhia de Policiamento Rural Sul
    Atendimento: áreas rurais de Gama, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Park Way e Jardim Botânico
    Contato: (61) 99985.6080 (WhatsApp)

  • Cerca de 470 mil estudantes voltaram às aulas na rede pública do DF nesta segunda (10)

    Cerca de 470 mil estudantes voltaram às aulas na rede pública do DF nesta segunda (10)

    Com o início do ano letivo, o GDF tem intensificado as entregas de recursos essenciais, como novos mobiliários e materiais pedagógicos; secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, acompanhou o primeiro dia de aulas em Ceilândia

    A volta às aulas é um dos momentos mais aguardados do ano, tanto para os estudantes e suas famílias quanto para a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Para o início de 2025, a pasta se preparou com dedicação para receber cerca de 470 mil alunos, com um planejamento repleto de novidades e melhorias para a rede pública de ensino. O retorno às atividades escolares marca também a entrega de novos recursos, garantindo que todos os alunos tenham acesso a um aprendizado de qualidade.

    A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, visitou diversas escolas na manhã do primeiro dia de aula. “A educação é um dos alicerces fundamentais da nossa gestão, e trabalhamos incansavelmente para garantir que cada estudante tenha uma trajetória escolar de excelência. Para isso, ampliamos investimentos em infraestrutura, asseguramos uma alimentação de qualidade, fortalecemos o transporte escolar e valorizamos os profissionais da educação, que são essenciais para a formação de nossas crianças e jovens”, afirmou.

    Com o início das aulas, a SEEDF tem intensificado as entregas de recursos essenciais, como novos mobiliários e materiais pedagógicos, além de realizar a ampliação das unidades escolares. Atualmente, a rede pública de ensino do DF conta com 948 unidades, sendo 708 escolas públicas, 63 centros educacionais de primeira infância (Cepis), 76 Instituições Educacionais Parceiras (IEPs) e 101 instituições que atendem estudantes com Cartão Creche.

    Visitas às escolas

    Na manhã desta segunda (10), a secretária de Educação esteve na Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Ceilândia, que abrange 98 escolas e 11 Cepis, 7 IEPs e 21 instituições que atendem beneficiários do Cartão Creche. As visitas começaram pelo Centro Educacional (CED) 07, passando pelo Centro de Ensino Médio (CEM) 10 e terminando na Escola Classe (EC) 10 de Ceilândia. Apenas o CED 07 contabiliza 2.150 estudantes, atendendo ao ensino médio, fundamental, classes especiais e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    A diretora da unidade escolar, Adriana de Barros, revelou as expectativas para o início do ano letivo de 2025. “Nós estamos muito ansiosos por esse novo ano letivo, acreditamos que será um ano muito promissor. No ano passado, trabalhamos bastante a questão pedagógica e conseguimos avançar. Tivemos uma melhora significativa no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]. Sabemos que isso não acontece de um dia para o outro, mas estamos construindo um processo sólido e estamos alcançando nossos objetivos”, observou.

    A estudante Ana Alice Gomes Ferreira, de 17 anos, garantiu uma vaga no CED 07 e está animada para o ano letivo de 2025. “Por ser uma escola pública e cívico-militar, acredito que vai ser mais organizada”, afirmou Ana Alice, destacando a impressão que teve já no primeiro dia de aula. Aluna do terceiro ano, ela se prepara para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e planeja seguir carreira em odontologia. “O curso de odontologia não é fácil, mas eu estou me preparando. Estudo desde o primeiro ano para o Enem e faço o PAS da UnB também”, contou.

    Alunos e comunidade escolar celebraram o início do ano letivo no CEM 10 de Ceilândia, uma das escolas visitadas pela secretária de Educação Hélvia Paranaguá (de branco)

    Educação em tempo integral

    A ampliação do ensino integral na rede pública do DF é uma das prioridades e desafios da SEEDF para o ano de 2025. Um exemplo é a Escola Classe (EC) Chapadinha, em Brazlândia, que este ano passa a oferecer aulas em período integral, das 7h30 às 17h30.

    A unidade recebeu os alunos com novas salas e um módulo para refeições. “Nós atendemos os filhos dos agricultores que trabalham na região rural da cidade, por isso sabemos da necessidade destas famílias em contar com uma escola em tempo integral”, comentou Jacirene Morais, diretora da escola, que oferecerá café da manhã, almoço, lanche e ceia para aproximadamente 280 alunos.

  • Trânsito alterado nesta segunda-feira (10) por causa de jogo no Mané Garrincha

    Trânsito alterado nesta segunda-feira (10) por causa de jogo no Mané Garrincha

    Partida entre São Paulo e Inter de Limeira, que começa às 21h30, demanda alterações a partir das 16h30

    Nesta segunda-feira, devido à partida de futebol entre São Paulo e Inter de Limeira, os agentes do Detran-DF farão alterações nas vias próximas à Arena BRB Mané Garrincha. O evento terá início às 21h30, com uma estimativa de público de 22 mil pessoas.

    As intervenções começam às 16h30, quando as equipes atuarão no controle de tráfego nas imediações da Arena, em pontos fixos e realizando o patrulhamento na região a fim de melhorar a fluidez, garantir a segurança viária e coibir infrações. O estacionamento do Planetário será isolado, sendo destinado para táxis. Nas proximidades do local, os agentes do Detran-DF vão auxiliar a travessia de pedestres.

    Dispersão

    Durante a dispersão, a partir das 23h, na altura do estacionamento rotativo, os veículos da saída A serão direcionados para a via N1, enquanto os veículos vindos da saída B seguirão no sentido Colégio Militar. O Detran-DF implantará sinalização para canalizar o fluxo de veículos em sentido único; para tanto, ficará bloqueada a rotatória da Curva do Chinelo, próxima ao Complexo Aquático Cláudio Coutinho.

    A via SRPN, na altura do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), ficará em sentido único, em direção à N1. Na via S1, nos cruzamentos na altura do Memorial dos Povos Indígenas e na altura do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, será implantada sinalização com cones para facilitar a dispersão do fluxo proveniente da via N1. Haverá ainda alterações semafóricas em diversos pontos para auxiliar na fluidez do tráfego.

    Na via N2, próximo à rotatória da 5° Delegacia de Polícia, serão feitas interdições com o objetivo de direcionar o fluxo de veículos para o Eixo Monumental. Os agentes do Detran-DF farão o fechamento do cruzamento da via N2/W3 Norte, próximo ao Brasília Shopping, impedindo o acesso dos veículos provenientes da W3 à via N2. Os agentes do Detran-DF implantarão uma sinalização para favorecer a dispersão dos veículos da N2 para a W3 Norte.

  • Crianças e adolescentes do Gama têm acesso a oficinas de circo gratuitas

    Crianças e adolescentes do Gama têm acesso a oficinas de circo gratuitas

    Com investimento do FAC, o projeto oferece aulas de bambolê, cama elástica, malabares, lira, slackline, tecido e trapézio no contraturno escolar

    Atenção no picadeiro, é hora de oficina! Por trás da lona do Circo Vitória, no Gama, crianças e adolescentes desbravam técnicas da arte milenar circense. Bambolê, cama elástica, malabares, lira, slackline, tecido e trapézio são as opções ofertadas gratuitamente no contraturno escolar para a comunidade.

    Instalado no Gama, o Circo Vitória oferece gratuitamente oficinas de bambolê, cama elástica, malabares, lira, slackline, tecido e trapézio | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    A ação conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), e promove um circuito de oficinas itinerantes, que passará por cinco regiões administrativas ao longo de dez meses. Guará, Samambaia e Riacho Fundo II receberam a iniciativa ao longo de 2024 e, a partir de março deste ano, o Circo Vitória se instala no Recanto das Emas para a última fase das atividades.

    “Iniciamos o ano de 2025 no Gama com dois meses de espetáculos e oficinas, com o desejo de que o público tenha acesso ao nosso dia a dia no picadeiro. Porque as pessoas só conseguem ter uma visão melhor do que é o circo quando se aproximam dessa realidade”, aponta a diretora-geral Loiri Teresinha Mocellin, que administra o Circo Vitória com o marido, filhos e netos.

    Oportunidade

    Unindo arte, diversão e inclusão, o projeto, além de ensinar, também possibilita fortalecer os laços comunitários na região. É o que garante Samy da Rocha, 23 anos, moradora do Gama. “Eu já faço parte de uma turma de circo acrobático e chamei todo mundo para participar das oficinas, além dos meus familiares. Acho incrível que seja acessível para todo mundo e que a cidade tenha opções para quem gosta dessa área”, comenta.

    Novata no circo, a modalidade que mais chamou a atenção da aluna foi o trapézio voador. “É uma novidade para a gente, porque ele é um aparelho que só encontramos em circos. O que costumamos encontrar em aulas tradicionais é o trapézio parado. Então, estou aproveitando muito as aulas para aprender mais sobre a técnica”, diz, animada.

    Moradora do Gama, Samy da Rocha faz parte da turma de circo acrobático: “Acho incrível que seja acessível para todo mundo e que a cidade tenha opções para quem gosta dessa área”

    Já Vinícius Ferreira, 25, além de fazer as aulas de trapézio, também aproveitou para conhecer as técnicas do bambolê. “Infelizmente, não consigo frequentar todas as oficinas por conta do horário de trabalho, mas está sendo uma experiência interessante e enriquecedora”, conta o jovem, impressionado com os resultados. “Você percebe que consegue fazer os exercícios propostos e que tem coragem de realizar algo que nunca achou que conseguiria. É incrível”, descreve.

    Espectadora do desenvolvimento dos alunos, a professora da oficina de bambolê, Vitória Gabrielly Mocellin, 21, se sente realizada com o trabalho desenvolvido nas oficinas: “É muito legal poder ensinar as pessoas que nos procuram com vontade de aprender e atender um público diversificado”, avalia. Para tornar a experiência dos alunos agradável, Gabrielly busca dar uma aula personalizada, de acordo com os conhecimentos de cada um: “A gente tenta fazer uma aula interativa e deixar todos muito à vontade para desenvolver as técnicas dentro dos seus limites”.

    Além de fazer as aulas de trapézio, Vinícius Ferreira aproveita para conhecer as técnicas do bambolê: “Está sendo uma experiência interessante e enriquecedora”

    Como participar?

    As inscrições para as oficinas gratuitas estão abertas e podem ser feitas de forma presencial, pelas redes sociais ou pelo telefone (61) 98381-5537, enquanto houver vagas. O Circo Vitória está instalado no Setor Central da Ponte Alta Norte, ao lado da 14ª Delegacia de Polícia. As aulas ocorrem às segundas e terças-feiras, nos períodos matutino e vespertino. Não é necessária experiência prévia.

    Já os espetáculos circenses do Circo Vitória ocorrem na quinta e na sexta-feira, às 20h30; no sábado, domingo e feriados, nos horários de 16h30, 18h30 e 20h30. Os ingressos custam R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira). Adultos pagantes de inteira têm direito à entrada gratuita de uma criança de até 10 anos.

  • Cartão Material Escolar garante acesso de mais de 200 mil estudantes a itens de qualidade e aquece economia local

    Cartão Material Escolar garante acesso de mais de 200 mil estudantes a itens de qualidade e aquece economia local

    Criado por este GDF em 2019, programa promove inclusão social, igualdade educacional e injeta dinheiro no comércio das regiões administrativas. Neste ano, governo ampliou em 15% o número de alunos atendidos e aumentou a rede de papelarias credenciadas

    O sorriso da dona de casa Juliana de Oliveira, 36 anos, evidencia a felicidade que é comprar os itens que vão acompanhar o filho Abner, 10 anos, durante o ano letivo. Graças ao Cartão Material Escolar (CME), benefício ofertado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019, a mãe pode adquirir a lista escolar e, ainda, escolher conforme a qualidade e as preferências da criança. Antes do benefício, o gasto pesava no orçamento familiar e não era possível adquirir nem metade da lista.

    “Era muito complicado. Chegava em janeiro pensando se ia conseguir comprar um caderno e um lápis, pelo menos, e sempre do mais barato”, lembra a moradora de Samambaia. “Hoje conseguimos comprar a lista completa e escolher o que deixa a criança feliz, para que vá para a escola de cabeça erguida. Muitas vezes uma borracha diferente deixa a criança encantada, e ver o filho ir sorrindo para a escola é o melhor presente para uma mãe.”

    Executado pela Secretaria de Educação (SEEDF) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), o benefício oferta R$ 320 aos estudantes da educação infantil e ensino fundamental e R$ 240 aos que cursam o ensino médio. Em 2019, a iniciativa beneficiou mais de 64 mil alunos com orçamento de cerca de R$ 20 milhões. Desde então, os números cresceram significativamente, alcançando mais de 175 mil estudantes em 2024, com aporte na ordem de R$ 54 milhões.

    Neste ano, um novo recorde deve ser registrado: a previsão é que sejam atendidos 200 mil discentes, um crescimento de 15%, com um investimento de R$ 58 milhões. O primeiro lote de 2025 foi pago em 31 de janeiro para 132.048 estudantes, com o valor investido de R$ 41,1 milhões. A etapa inicial foi destinada às famílias que já eram beneficiárias e já possuem os cartões físicos. Outros dois lotes estão previstos para novos contemplados que ainda não possuem o cartão e outros casos, desde que estejam dentro dos critérios. O pagamento para o segundo lote deve ocorrer até 10 de março, e para o terceiro, até 2 de abril.

    Graças ao Cartão Material Escolar (CME), benefício ofertado pelo GDF desde 2019, Juliana de Oliveira pode adquirir a lista escolar e, ainda, escolher conforme a qualidade e as preferências do filho Abner | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Incentivo à educação

    A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destaca que o CME contribui com a inclusão social de alunos em situação de vulnerabilidade. “Sempre fui uma grande defensora do Cartão Material Escolar porque é de extrema importância que os estudantes carentes tenham igualdade de escolha dos próprios materiais como aqueles que têm condições de comprar. É um programa que promove a inclusão e, por isso, nós prezamos por ele e por sua expansão”, afirma.

    Beneficiária da iniciativa desde 2021, Juliana reforça o impacto do valor recebido para a jornada estudantil. “Quando a gente não tem muita renda, vai nos mais baratinhos. Mas agora posso comprar uma coisa melhor para meu filho, que dura mais. Para muita gente pode parecer besteira, mas é emocionante, e agradeço por poder contar com o governo para isso”, enfatiza Juliana, que recebe o CME desde 2021.

    Fã de super-heróis e videogames, Abner esperava ansiosamente pelo momento de ir à papelaria. “É muito legal ter materiais novos. Não dá vontade nem de ir para o recreio, só de ficar desenhando”, diz. “Antes minha mãe comprava o material sem nenhum desenho, e eu tinha que me contentar, né? Agora é felicidade, posso andar pela escola feliz da vida, com um caderninho novo, com a mochila do Batman. Posso até pegar aqueles lápis com aquelas borrachinhas.”

    Segundo Francisca, o valor disponibilizado pelo CME é suficiente para cobrir as despesas relacionadas ao material escolar e aliviar o orçamento familiar

    Este é o segundo ano em que a dona de casa Francisca de Sousa Araújo, 44, pode contar também com o CME para atender as necessidades da filha Clara Vitória, 13. “Faz uma diferença enorme. Dá para comprar coisas melhores e as coisas que ela mais gosta. Antes, era só o básico do básico mesmo. Caderno, caneta, lápis, pouca coisa. Agora, compramos com mais qualidade e os materiais duram o ano inteiro”, afirma a mãe, que cita como exemplo da eficiência do recurso o reúso da mochila adquirida no ano passado.

    Segundo Francisca, o valor disponibilizado pelo CME é suficiente para cobrir as despesas relacionadas ao material escolar e aliviar o orçamento familiar. “Às vezes ela pedia algo e eu não podia comprar. Hoje ela vem comigo, escolhe as coisinhas do jeito dela. Isso é muito especial”, afirma ela, que também é beneficiária do Cartão Prato Cheio.

    Economia local

    O impacto positivo do CME abrange, ainda, a economia local, impulsionando os ganhos de papelarias e comércios especializados. Neste ano, houve ampliação do número de papelarias credenciadas para a compra de materiais escolares. Em 2023, eram 473 empresas cadastradas no programa, passando para 503 no ano seguinte. Para 2025, pais e responsáveis terão 530 pontos habilitados à disposição. As regiões que com maior concentração de participantes são São Sebastião (20,7%) e Ceilândia (15,7%).

    Há mais de quatro anos cadastrado no CME, o empresário Alcenir Ribeiro incentiva a participação de outros comerciantes

    Assim que abriu seu empreendimento, no Recanto das Emas, a empresária Valqueria Silva solicitou participação no programa do GDF. Com uma faixa na entrada indicando que ali é um ponto cadastrado, ela chama a atenção dos beneficiários e, assim, consegue aumentar os lucros. “Do dia 31 de janeiro, quando saiu a primeira parcela, até essa quinta (6), vendi mais do que em todo o mês de janeiro. Vale muito a pena”, destaca. “O período de volta às aulas é o mais esperado pelas empresas de papelaria. Com o programa, nós também conseguimos fidelizar os clientes – muitos vieram ano passado e voltaram.”

    Há mais de quatro anos cadastrado no CME, o empresário Alcenir Ribeiro incentiva a participação de outros comerciantes. “O benefício maior é trazer novos clientes para o estabelecimento, dando uma aquecida no comércio. São vendas à vista, então, vendemos hoje e amanhã já está na conta, o que é bom demais”, afirma. “Recomendo a outros empresários que mantenham a documentação em dia, façam o cadastro e participem, vale a pena.”

    Como funciona

    O Cartão Material Escolar atende alunos de 4 a 17 anos matriculados na rede pública do DF, cujos responsáveis sejam beneficiários do Bolsa Família, devidamente cadastrados. Não é necessário solicitar o cartão, visto que o estudante é automaticamente encontrado com o cruzamento de dados entre o cadastro do Bolsa Família e o sistema da Secretaria de Educação. Por isso, é importante que as informações dos interessados estejam corretas, completas e sempre atualizadas.

    O pagamento é realizado antes do começo do ano letivo, no início de fevereiro. São três lotes de pagamento: o primeiro contempla quem já recebe o benefício e nos outros dois são incluídos os novos beneficiários que estiverem dentro das regras do programa. O responsável familiar pode consultar a lista de contemplados no GDF Social, disponível no aplicativo do BRB, ou por meio da Central de Atendimento ao Cidadão, no telefone 156.

    O cartão físico fica disponível em uma das agências do BRB, onde o beneficiário pode buscá-lo após consultar a data e o local pelo aplicativo do GDF Social. A compra de materiais deve ser feita em papelarias credenciadas pelo programa. Neste ano, o BRB prorrogou o prazo de validade dos cartões vencidos e a vencer. Assim, as famílias contempladas no programa poderão utilizá-los normalmente.

    Os materiais que poderão ser adquiridos encontram-se no site da Secretaria de Educação. Já a lista de papelarias credenciadas está disponível no site da Sedes neste link.

  • Museu de Arte de Brasília tem programação especial gratuita para crianças em fevereiro

    Museu de Arte de Brasília tem programação especial gratuita para crianças em fevereiro

    Iniciativa, que conta com aporte do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), tem atividades como contação de histórias, oficinas de fotografia e bailinho de carnaval

    O Museu de Arte de Brasília (MAB), por meio de seu Programa Educativo, lançou uma programação especial para o mês de fevereiro, com atividades para crianças que vão de oficinas de fotografia a bailinho de carnaval. As ações, que ocorrem nos fins de semana, são gratuitas e contam com aporte do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

    Após ter ficado fechado por 14 anos, o MAB foi reaberto no aniversário de Brasília em 2021 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    “Aqui no MAB, a nossa programação está sempre conversando com acervo e também com as exposições temporárias. De fevereiro a maio a gente está recebendo a Brasília Photo Show, que é uma exposição incrível, cheia de conteúdo interessante, e a gente faz a programação tanto para as escolas quanto para público espontâneo no fim de semana. As escolas realizam oficinas durante as visitas que eles fazem aqui no museu e, para o público espontâneo, nós temos atividades como a contação de histórias, que é para crianças mais jovens. Durante a tarde [às 14h30], a gente tem as visitas mediadas ao acervo, tem visitas bilíngues em inglês, e a gente também tem as oficinas como câmara escura e oficina de colagem”, explicou a coordenadora pedagógica do MAB Educativo, Isabela Formiga.

    Ela ainda reforçou a importância do aporte do FAC para a execução do projeto. “O apoio do FAC é importantíssimo, sem ele a gente não conseguiria estar aqui fazendo esse projeto tão bonito. As oficinas exigem uma demanda de verba para que a gente possa comprar esses materiais, executar o treinamento dos mediadores. É muito importante”, disse Isabela, acrescentando o convite: “A gente convida todo mundo a vir”.

    “A gente tem um contato muito grande com a arte, eu gosto muito de arte, essa é minha área de estudo, de pesquisa, e na escola ela está vendo sombras e luz agora nesse início de ano”, contou a psicóloga Aline Farias, que levou a filha, Cora Linda, de 5 anos

    Na manhã deste domingo (9), pais e crianças acompanharam uma apresentação de teatro de luz e sombra. “A gente tem um contato muito grande com a arte, eu gosto muito de arte, essa é minha área de estudo, de pesquisa, e na escola ela está vendo sombras e luz agora nesse início de ano. Aí a gente achou que seria uma oportunidade de juntar as duas coisas: a arte, que é uma coisa muito importante para a nossa família, e o que ela está estudando na escola”, contou a psicóloga Aline Farias, que levou a filha, Cora Linda, de 5 anos, para a apresentação. “Concretiza o que ela está aprendendo, traz de uma forma prática para ela introjetar isso no conhecimento e não esquecer mais”, emendou o pai, o servidor público Saulo Pereira.

    Já Ana Claudia Reis avaliou que “qualquer estímulo à sensibilidade artística é uma possibilidade de linguagem” para a filha, Mariana Reis, 3. “Hoje com tanta imagem de celular, eu acho que é uma alternativa para vivenciar no corpo a arte.” A terapeuta ocupacional também exaltou as novas instalações do MAB: “Há muito tempo que eu não vinha, não tinha vindo ainda depois que ele reformou e fiquei super feliz de estar deste tamanho. Estou impressionada com o acervo e estou feliz demais”.

    Após ter ficado fechado por 14 anos, o MAB foi reaberto no aniversário de Brasília em 2021. Localizado no Setor de Hotéis e Turismo Norte, entre a Concha Acústica e o Palácio da Alvorada, o espaço foi reformado por este Governo do Distrito Federal (GDF), que investiu R$ 9 milhões para recuperar e modernizar o equipamento público. Em 2024, o governo também incrementou a área ao redor do MAB, com a construção de novas calçadas, estacionamentos, paisagismo e uma praça, com investimento de R$ 8 milhões.

    Confira a programação completa:

    8 a 16 de fevereiro

    Sextas-feiras
    16h30 – Oficina de Jogos na Brasília Photo Show (a partir de 6 anos) – 10 vagas

    Sábados
    10h30 – Contação de Histórias para bebês (a partir de 18 meses a 3 anos) – 10 vagas
    14h – Mediação em Inglês na Exposição Brasília Photo Show
    15h – Mediação com Jogos na Exposição Brasília Photo Show (dia 8/2 com intérprete de LIBRAS)
    16h30 – Oficina de Colagem Fotográfica (a partir de 6 anos) – 12 vagas

    Domingos
    10h30 – Teatro de Luz e Sombra para crianças (a partir de 3 anos) – 10 vagas
    15h – Mediação Patrimonial com Jogos
    16h30 – Oficina de Câmara Escura (a partir de 8 anos) – 12 vagas

    Programação especial de Carnaval (22 e 23 de fevereiro)

    Sábado
    10h30 – Contação de Histórias para bebês (de 18 meses a 3 anos) – 10 vagas
    15h – Mediação especial de Carnaval na Brasília Photo Show
    16h – Oficina de Máscaras de Carnaval e Bailinho de Carnaval no MAB (a partir de 6 anos) – 12 vagas

    Domingo
    10h30 – Teatro de Luz e Sombras para crianças (a partir de 3 anos) – 10 vagas
    15h – Mediação Patrimonial com Jogos
    16h – Oficina de Estandarte e Cortejo de Carnaval no MAB (a partir de 4 anos) – 12 vagas

  • GDF Mais Perto do Cidadão leva serviços gratuitos do governo para Brazlândia

    GDF Mais Perto do Cidadão leva serviços gratuitos do governo para Brazlândia

    Destaque desta edição foi a iniciativa que concedeu exames oftalmológicos e óculos de grau a idosos; população também pôde atualizar documentos e até cortar o cabelo

    Atualizar documentos, receber orientação jurídica e até cortar o cabelo. Moradores de Brazlândia puderam contar com esses e diversos outros serviços perto de casa, nesta sexta-feira (7) e sábado (8), quando o projeto GDF Mais Perto do Cidadão, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), chegou à região.

    A estrutura itinerante foi montada na Vila São José, Quadra 36, ao lado do Restaurante Comunitário. No local, a população teve acesso a atendimentos da Sejus, do Na Hora e da Polícia Civil, além de vacinação, serviços para pets, apresentações artísticas, atividades para crianças e ações voltadas à beleza e ao bem-estar.

    Um dos destaques desta edição foi o projeto Um Novo Olhar para a Melhor Idade. A iniciativa, que será realizada ao longo de sete meses, tem como objetivo atender 3.500 pessoas idosas, oferecendo exames oftalmológicos completos e óculos gratuitos.

    “A cada edição a gente traz uma coisa a mais para dar mais robustez a esse serviço público que é específico para as pessoas em vulnerabilidade social nas cidades que a gente visita de 15 em 15 dias. Então, hoje nós estamos lançando esse projeto de exame de vista e fornecimento de óculos para as pessoas 60+, nós atendemos aqui aproximadamente 200 idosos na sexta e no sábado e já fornecemos os óculos. Isso é mais um serviço que a população pedia muito, [havia] a necessidade de ter esse acesso aos óculos, ao exame de vista perto de casa”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

    A aposentada Terezinha Rodrigues, 68 anos, foi uma das beneficiadas pela iniciativa. “Estou feliz por mim, pela minha consulta, e feliz por toda a população de Brazlândia. Encontrei gente ali na fila com exames para fazer há dois anos e hoje fez tudo. Estou saindo com meu óculos, minha consulta e estou feliz”, celebrou.

    “A cada edição a gente traz uma coisa a mais para dar mais robustez a esse serviço público que é específico para as pessoas em vulnerabilidade social nas cidades que a gente visita de 15 em 15 dias”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

    A artesã Tatiane da Silva, 33, aproveitou o GDF Mais Perto do Cidadão para tirar a segunda via da carteira de identidade: “Achei um atendimento muito rápido, muito bacana, o pessoal muito educado, elogio muito o atendimento. E mais próximo da minha residência também, não precisou deslocar para outro lugar mais longe para poder fazer então um serviço”.

    Já o casal de produtores rurais Lucas do Prado e Engel Magalhães garantiu a inscrição na próxima edição do Casamento Comunitário, marcada para 23 de março. “A gente participa do projeto GDF Mais Perto do Cidadão como expositores, sempre acompanha e já tem seis anos que a gente namora. Aí eu falei: ‘Vamos lá, amor, vamos aproveitar a oportunidade’”, contou ela. “Não achei que fosse tão fácil assim, achei que fosse mais burocrático, mas realmente é muito fácil, super desenrolado, muito rápido e de graça”, emendou ele.

    A aposentada Terezinha Rodrigues, 68 anos, foi uma das beneficiadas pela iniciativa Um Novo Olhar Para a Melhor Idade

    Criado em 2023 pelo Decreto nº 44.213, o GDF Mais Perto do Cidadão é organizado em eixos temáticos, como Justiça e Cidadania, Saúde, Cultura e Educação, e Esporte e Lazer. Periodicamente, a Sejus mobiliza equipes de diversos órgãos do DF para prestar atendimentos em diferentes cidades da capital do país ao longo de dois dias. Esta foi a 46ª edição do evento que, em 2025, já passou também por Planaltina e Sobradinho. Desde a sua criação, o programa soma mais de 300 mil atendimentos.

    Saúde

    Como vem ocorrendo nos últimos meses, o GDF Mais Perto do Cidadão foi simultaneamente com o Saúde Mais Perto do Cidadão. No mesmo local, a população de Brazlândia pôde contar, desde quarta-feira (5), com atendimentos gratuitos de saúde, como consultas nas áreas de clínica médica, nutrição, psicologia, serviço social, ginecologia, nefrologia, cardiologia, endocrinologia, oftalmologia, urologia e mastologia, além de exames de eletrocardiograma, mamografia e ultrassonografia.

    A secretária escolar Jaqueline Dias, 44, foi à estrutura e deixou todos os exames em dia. “Eu procurei mais na área preventiva, fiz uma ecografia da mama e uma cistoscopia ontem. Hoje já recebi o resultado dos dois exames e estou aguardando o oftalmologista. O atendimento é muito bom”, exaltou.

    A edição de Brazlândia foi a do Saúde Mais Perto do Cidadão – Minha Saúde, que conta com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Gilvan Máximo e já registrou mais de 174 mil atendimentos desde a criação, em agosto do ano passado.