Reforma de um dos ícones do esporte do Distrito Federal recebeu investimento de R$ 1,7 milhão do GDF e cumpre recomendações do Estatuto do Torcedor
O Gama está cada vez mais perto de receber o Estádio Bezerrão renovado. Nesta semana, as equipes trabalham na manutenção das paredes, revestimentos e redes elétrica e de combate a incêndios.
Com um investimento de aproximadamente R$ 1,7 milhão por parte do governo, a arena está passando pela maior reforma desde que foi construída em 2008. Já tem um gramado totalmente novo e finaliza reparos estruturais, renovação das arquibancadas, vestiários, entre outros – Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília
A parte de Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI) está sendo finalizada, com a troca das mangueiras e um sistema de alarme novo e automatizado. Geradores novos também estão sendo instalados.
Chefe da Assessoria de Obras, Carlos Mohamed diz que nesta semana será feita uma nova reunião com órgãos de segurança para que eles possam fiscalizar tudo que foi apontado anteriormente no primeiro relatório feito sobre as condições do Estádio Bezerrão
Toda parte elétrica foi renovada, com a recomposição de infraestrutura, troca de iluminação, lâmpadas, acendedores e tomadas. As partes de revestimentos dos banheiros e vestiários também estão sendo concluídas, desde a substituição das cerâmicas que estavam caindo ou com problemas de patologia até a instalação de dispensers de sabonete e suporte de papéis higiênicos.
Também está na reta final a pintura da ala leste e interna do estádio. Quanto aos elevadores, um já está funcionando e outro com orçamento para liberação. A verificação de catracas está sendo executada, assim como a de cadeiras – que, segundo o Estatuto do Torcedor, precisam ser todas numeradas.
Entre os trabalhos feitos no Estádio Bezerrão, toda parte elétrica foi renovada, com a recomposição de infraestrutura, troca de iluminação, lâmpadas, acendedores e tomadas
Todas essas informações são de acordo com o chefe da Assessoria de Obras e Infraestrutura da Secretaria de Esporte e Lazer, Carlos Mohamed. Ele afirmou que nesta semana será feita uma nova reunião com órgãos de segurança para que eles possam fiscalizar tudo que foi apontado anteriormente no primeiro relatório feito sobre as condições do Estádio Bezerrão.
“Creio que todos os apontamentos que eles fizeram anteriormente – que é essa parte de fissuras, redes elétrica e incêndio, vigilância sanitária, sifões e hidráulica – já está finalizando ou está finalizada. Acreditamos que, com a nova visita, já é possível conseguir a liberação do estádio, nem que de forma parcial, com pelo menos a liberação de algumas alas”, destaca Mohamed.
Reforma histórica
Essa é a maior reforma desde que a arena foi construída em 2008. Com um investimento de aproximadamente R$ 1,7 milhão por parte do governo, a arena já tem um gramado totalmente novo e finaliza reparos estruturais, renovação das arquibancadas, vestiários, entre outros.
As empresas contratadas pela Novacap e a Secretaria de Esporte são as responsáveis pela recuperação. Com capacidade para até 22 mil pessoas, a expectativa no meio futebolístico é que o Bezerrão, segundo maior estádio do DF, volte aos tempos áureos.
Com a privatização da Arena BRB Mané Garrincha, as despesas para uma partida lá são altas. O Bezerrão é o maior estádio do DF gerido pelo governo, com um custo mais baixo.
Novos itinerário serão operados pela empresa Pioneira e têm foco em aumentar a mobilidade interna nas duas cidades
Na próxima segunda-feira (25), Gama e Park Way ganharão linhas de ônibus. Os usuários de transporte público das duas cidades terão novas opções de trajetos circulares.
No Gama, as circulares 0.204 e 204.1 serão as novas opções que melhorarão os deslocamentos e a mobilidade interna da cidade. A linha 0.204 fará o trajeto circular Gama (Oeste-Leste) e a 204.1, a rota circular Gama (Leste-Oeste). A operação será em sistema binário, com 20 viagens em cada linha em dias úteis e 10 aos sábados.
O subsecretário de Operações da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), Márcio Antônio de Jesus, explica que, com a criação dos novos serviços, as linhas 3208 e 3209, que possuem nove viagens cada uma, serão desativadas. “A mudança evitará a sobreposição de itinerários e as novas linhas criadas farão 40 viagens diárias enquanto as antigas realizavam 18 no total. Além disso, a mobilidade interna no Gama será otimizada”, afirma.
A operação será feita pela empresa Pioneira por meio de veículos do tipo miniônibus. A tarifa é de R$ 2,70 e os horários e mapas das linhas estarão disponíveis a partir de segunda-feira.
Mobilidade interna
Os moradores e trabalhadores do Setor de Mansões Park Way terão mais uma opção de transporte coletivo com a criação da linha circular/alimentadora 073.5. O serviço vai melhorar a mobilidade interna da região, permitindo a integração com o BRT Sul e com as demais linhas que operam na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA) e na Estrada Parque Dom Bosco (EPDB).
A linha 073.5 fará o trajeto Circular Park Way (quadras 14 a 25) com 20 viagens diárias em dias úteis. A operação será feita pela Empresa Pioneira, com veículos do tipo miniônibus e tarifa de R$ 2,70.
Outra mudança na região refere-se à alteração de itinerário da linha 073.3, que passará a atender as vias internas das quadras 9 e 11 do Park Way. De acordo com Márcio Antônio de Jesus, “o objetivo é melhorar o acesso ao serviço de transporte coletivo com redução da caminhada dos passageiros.”
Novas linhas
Criação da linha 073.5 Rota: Circular Park Way (quadras 14 a 25) Tarifa: R$ 2,70 Empresa: Pioneira
Voltada para o incentivo a organizações sociais, a iniciativa do BRB reforça compromisso como banco público de estimular o desenvolvimento humano, a partir do apoio financeiro a iniciativas que envolvam a inclusão social
O BRB, por meio do seu instituto, entidade sem fins lucrativos do banco, lançou edital para seleção de projetos de Organizações Sociais voltados a atividades culturais dentro do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE).
Com o certame, a instituição reforça o compromisso como banco público de estimular o desenvolvimento humano, a partir do apoio financeiro a iniciativas que envolvam a inclusão social, por meio do incentivo à cultura para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
“O investimento social privado em projetos culturais promove o crescimento sustentável das comunidades, a geração de emprego e a oferta de oportunidades de inclusão para participantes de Organizações Sociais. Seguiremos investindo em ideias e projetos que contribuam para melhorar a realidade de Brasília, gerando renda e transformando vidas. Esta pauta é um forte papel da agenda ESG do Grupo BRB”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
A chamada pública tem como foco apoiar ONGs que desenvolvam projetos que possibilitem crianças, jovens e adultos participantes de iniciativas das entidades a terem contato com atividades relacionadas ao teatro, música e dança, viabilizando, ainda, o fortalecimento do empreendedorismo e de soluções viáveis para um futuro mais justo desses atores sociais.
O certame inclui as fases de análise documental e técnica, ajustes, seleção e classificação das ONGs. O prazo para inscrições das Organizações Sociais começa no próximo dia 27 de setembro e vai até 20 de outubro. No dia 14 de novembro, está prevista a divulgação da lista definitiva de classificação dos aprovados. Na sequência, deverá ser realizado cadastramento no Sistema Bússola das entidades selecionadas. A assinatura do convênio de parceria ocorrerá ainda no mês de novembro.
Evento neste sábado (23) e domingo (24) vai contar com atrações musicais e culturais e gastronomia
Neste fim de semana, nos dias 23 e 24 de setembro, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek se tornará o cenário do Voa Festival, um evento de caráter musical e cultural ao ar livre. A celebração marca o início das comemorações pelo 45º aniversário do Parque da Cidade e vai ocorrer no Estacionamento 10.
A programação do evento será caracterizada por apresentações de artistas da música brasileira contemporânea, abrangendo diversos gêneros e estilos, como MPB, brasilidades e ritmos urbanos. Entre os nomes que se destacam no festival, figuram Àttooxxá (BA), Tássia Reis (SP), Mestre Ambrósio (PE) e Luiza Lian (SP).
Para o secretário de Esporte e Lazer, Julio Cesar Ribeiro, o Voa Festival é mais uma oportunidade para a população prestigiar o Parque da Cidade e vivenciar apresentações de alta qualidade. “A proposta do festival é trazer à capital novidades e opções de lazer. É uma forma de unir arte, música e gastronomia, proporcionando momentos únicos para o público”, pontua.
O evento busca valorizar a cultura urbana e popular com muita brasilidade. Para isso, além das atrações musicais, o Voa Festival contará com a tradicional feira de arte, moda e gastronomia.
“O Festival é uma celebração não apenas da música, mas também é um marco do nosso Parque da Cidade, por dar início às festividades pelos 45 anos deste espaço tão significativo para os brasilienses”, afirma o administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno.
Os ingressos para o Voa Festival já estão disponíveis para compra exclusivamente pelo site www.furandofila.com, com opções de meia-entrada para estudantes, professores, idosos, pessoas com deficiência, conforme a legislação vigente.
Serviço Voa Festival Data: 23 e 24 de setembro Horário: Sábado, a partir das 19h, e domingo, a partir das 15h Local: Parque da Cidade Sarah Kubitschek – Estacionamento 10 Ingressos: Link site www.furandofila.com
Câmera de segurança filmou o que aconteceu, mas imagens ainda não foram divulgadas. Ex-marido agrediu vítima com chutes e murros; depois, jogou carro em cima dela pelo menos duas vezes
Um homem de 56 anos é investigado por tentativa de feminicídio após agredir e atropelar a ex-mulher na noite de quarta-feira (20). O crime foi na quadra 406 do Recanto das Emas, no Distrito Federal.
Uma câmera de segurança filmou o que aconteceu, mas as imagens não foram divulgadas até a última atualização desta reportagem. Segundo a polícia, a mulher e o ex-marido discutiram e ele a agrediu com chutes e murros. Depois, o homem jogou o carro em cima da vítima pelo menos duas vezes e fugiu.
Poucas horas depois do crime, o carro usado pelo agressor foi localizado no Guará. O veículo ficou amassado dos lados, resultado do atropelamento, e vai passar por perícia (veja foto acima).
A mulher de 44 anos foi socorrida pelos bombeiros e levada para um hospital particular no Gama, com ferimentos nas duas pernas.
Por enquanto, o caso é tratado como tentativa de feminicídio. O autor do atropelamento e das agressões ainda não foi localizado.
Agência Brasília traz a história do bairro que surgiu junto com a construção da capital da República e abriga uma grande comunidade de pioneiros
Logo no final da Asa Sul, às margens do Lago Paranoá existe um bairro que destoa um pouco das outras quadras da região, repleto de áreas verdes e praças arborizadas. A Vila Telebrasília, com 67 anos, recém-completados, e 5,5 mil moradores, mantém um passado bem vivo como símbolos de união e resistência.
Em vista aérea do acampamento montado pela construtora da nova capital da República, a Camargo Corrêa, o que se tornou a Vila Telebrasília – Foto: Wilson Susuki/Arquivo Público
A Agência Brasília conta, nesta quinta-feira (21), a história da Vila Telebrasília no #TBTDoDF – um especial de matérias que aproveita a sigla em inglês para Throwback Thursday para mostrar fatos que marcaram o Distrito Federal.
Com uma infraestrutura cada vez melhor e com equipamentos que oferecem lazer e diversão para os moradores, os cuidados com a cidade são vistos ao percorrer as ruas com espaços limpos e arborizados, além do campo sintético, símbolo da cidade, reformado – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
A Vila Telebrasília surgiu em 1956, como um dos inúmeros acampamentos construídos para alojar as pessoas que chegavam para trabalhar nas obras da construção da nova capital. No final da década, a região abrigava funcionários da Construtora Camargo Corrêa. Com o fim do processo de urbanização, o local se transformou em refúgio dos funcionários das empresas que se deslocaram para instalar os serviços de telefonia no centro do país. Primeiro a Cotelb e, logo em seguida, a Telebrasília, empresa criada para gerenciar esses serviços de telefonia, que mais tarde virou o nome do bairro.
João Almeida, professor que reside há 40 anos na Vila Telebrasília, com a saída da Camargo Corrêa, a manutenção dos moradores no local ficou precarizada e a comunidade resolveu se unir para reivindicar melhorias – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Anos mais tarde, os funcionários, de posse do alojamento, começaram a repassar e vender os barracos para outras pessoas que chegavam para tentar uma nova vida em Brasília. E foi assim que a cidade começou a crescer. Junto com ela, a luta pela permanência no espaço.
Resistência dos moradores
O professor João Almeida vive na vila há mais de 40 anos e lembra bem do período de acampamento e da trajetória de crescimento da comunidade. “Eu vim pra cá com a minha família no final dos anos 70. Era um acampamento tradicional, com casas de madeira, em uma comunidade pequena e acolhedora. Cheguei aos 17 anos e, logo cedo, começamos a discutir as necessidades dos moradores”, relembra.
Montada em 1956, a hoje Vila Telebrasília era um dos inúmeros acampamentos construídos para alojar as pessoas que chegavam para trabalhar nas obras da construção da nova capital – Foto: Wilson Susuki/Arquivo Público
Segundo ele, com a saída da construtora da cidade, a manutenção dos moradores no local ficou precarizada e a comunidade resolveu se unir para reivindicar melhorias. “Havia a necessidade de manutenção. Então montamos a associação e começamos a lutar pelas nossas causas e pela cidade. Em 1988 demos início a uma grande campanha para regularizar a nossa permanência no local, como um bairro de Brasília”, conta João Almeida.
Dona Maria do Carmo mora na Vila Telebrasília há 35 anos e tem umas história de amor com o local: “Era um assentamento, paguei 8 mil, mas nem me lembro a moeda, em um barraco. Com dez filhos foi muito difícil e uma luta para ficar aqui. Me lembro que mais de 300 famílias ainda foram retiradas da vila. Hoje amo demais morar aqui” – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Dona Maria do Carmo, de 88 anos, reside na vila há 35 anos e também relata o período que chegou. “Era um assentamento, paguei 8 mil, mas nem me lembro a moeda, em um barraco. Com dez filhos foi muito difícil e uma luta para ficar aqui. Me lembro que mais de 300 famílias ainda foram retiradas da vila. Hoje amo demais morar aqui”, ressalta.
A Praça Resistência se tornou símbolo da luta dos moradores, e aqueles que permaneceram não se arrependeram. Em 1991, a Lei nº 161 garantiu aos moradores o direito de fixação na Vila Telebrasília. Sete anos depois foi aprovado o primeiro projeto urbanístico da região, com os padrões de moradia existentes de ocupação original, com a manutenção da volumetria de edificações baixas e presença de vegetação. A comunidade passou a receber rede de energia elétrica e saneamento básico.
Símbolo da luta dos moradores, a Praça da Resistência simboliza as manifestações feitas para a vila em um bairro com infraestrutura e boas condições de residência – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
“A praça ganhou o nome por conta da luta da comunidade e a placa de entrada na cidade também é símbolo dessas manifestações. Foi feita por nós moradores, quando a partir daí veio água, esgoto, asfalto e as outras benfeitorias”, completa o professor Almeida.
Tempos atuais
Hoje os moradores comemoram e aguardam a finalização do primeiro Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) que está sendo construído na Rua 18 da região. Com investimento de cerca de R$ 5 milhões, a previsão é atender aproximadamente 200 crianças. E os cuidados com a cidade são vistos ao percorrer as ruas com espaços limpos e arborizados, além do campo sintético, símbolo da cidade, reformado.
O administrador do Plano Piloto, Valdemar Medeiros, responsável pela gestão da Vila Telebrasília, garante que está sempre atento aos pedidos da comunidade. “A administração, juntamente com a comunidade e os demais órgãos do GDF, vem trazendo melhorias para a vila, que surgiu em 1956 para abrigar trabalhadores e suas famílias que vieram ajudar na construção de Brasília. É uma comunidade batalhadora, que merece todas as benfeitorias”, declara.
Acidente foi na tarde de quarta-feira (20), próximo ao Setor Hospitalar Norte. Segundo Corpo de Bombeiros, motorista de carro tem 70 anos; não há informações sobre o estado de saúde dele
Uma idosa, de 80 anos, morreu após ser atropelada na tarde desta quarta-feira (20), na Asa Norte, em Brasília. O acidente foi na quadra 116, perto do Setor Hospitalar Norte.
O Corpo de Bombeiros foi chamado e chegou a acionar uma aeronave “para proporcionar um melhor atendimento, com médico de socorro avançado”. Os militares tentaram reanimar a vítima, mas “por causa da gravidade dos ferimentos” ela não resistiu.
O motorista do carro tem 70 anos. Até a publicação desta reportagem não havia informações sobre o estado de saúde dele.
São 500 vagas para evento do Detran-DF que acontece no domingo (24), em alusão ao Dia Mundial Sem Carro
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizará, no domingo (24), um passeio ciclístico em alusão ao Dia Mundial Sem Carro, comemorado em 22 de setembro. Para participar, é necessário realizar a inscrição, de 20 a 23 de setembro, por meio deste link. O Detran-DF disponibilizará 500 vagas com direito a um kit contendo sacochila e material educativo. O kit poderá ser retirado no local do evento, a partir das 7h30.
Passeio ciclístico com saída do Parque da Cidade será realizado em alusão ao Dia Mundial Sem Carro – Foto: Divulgação/Detran-DF
A concentração dos participantes ocorrerá no estacionamento 11 do Parque da Cidade Dona Sara Kubitschek, a partir das 7h30, com saída prevista para as 9h. No percurso, os ciclistas vão seguir pelo parque, em sentido horário, até a saída localizada na 910 Sul. Em seguida, eles vão para a via W4 Sul e seguem até na altura do Setor de Rádio e TV Sul (SRTV Sul), de onde retornam ao Parque da Cidade. O deslocamento dos ciclistas será acompanhado por viaturas do Detran-DF para garantir a segurança dos participantes.
O passeio faz parte das ações da Semana Nacional de Trânsito 2023, que tem como tema No trânsito, escolha a vida!. De acordo com a Diretoria de Educação de Trânsito do Detran-DF, o passeio tem o objetivo de estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte, conscientizar sobre os benefícios do uso da bike, além de destacar o papel ativo do ciclista na construção de um trânsito mais seguro.
Obra de construção da nova sede do herbário da estação ecológica tem investimento de R$ 790 mil do GDF. Acervo científico do DF é um dos mais completos do país
A construção da nova sede do Herbário do Jardim Botânico de Brasília (JBB) entrou em sua fase final. É no espaço que ficarão abrigadas as quase 40 mil espécimes de plantas e vegetações nativas do Cerrado, que ajudam a compor um dos acervos científicos mais completos do país.
Foram investidos R$ 790 mil na construção do novo prédio, que leva o nome de Ezechias Paulo Heringer – ambientalista responsável por realizar as primeiras coletas depositadas no Herbário do JBB. O montante investido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) viabilizou a ampliação e modernização do acervo, que contará também com salas de reunião e catalogação de espécies coletadas.
Com toda parte estrutural e de acabamento já finalizadas, as equipes, agora, trabalham nos serviços de instalação das redes de telefonia e de internet, e de climatização, etapa importante para garantir as condições adequadas ao armazenamento dos exemplares da estação ecológica.
As melhorias ajudarão a ampliar esta verdadeira biblioteca viva do Cerrado. “O prédio novo nos permitirá aumentar o número de coletas de espécimes e, consequentemente, ampliar a nossa produção”, enfatiza Priscila Oliveira Rosa, gerente de Vegetação e Flora do JBB. “Manter uma coleção dessa é um grande investimento para que ela sirva de base de pesquisa para as pessoas daqui a 20, 30, 50 anos”, prossegue.
Priscila Oliveira Rosa: “Manter uma coleção dessa é um grande investimento para que ela sirva de base de pesquisa para as pessoas daqui a 20, 30, 50 anos”
A gerente está entre as várias pessoas que ajudam, diariamente, a preservar o legado do bioma. “O material que coletamos serve de pesquisa, banco de informações para várias áreas. Recebemos constantemente muitos pesquisadores, químicos, farmacêuticos, ecólogos”, completa.
Outro trabalho de excelência desenvolvido no Jardim Botânico de Brasília é a produção de plantas do Cerrado ameaçadas de extinção. Hoje, a estação ecológica conta com um moderno laboratório que oferece um ambiente controlado para o desenvolvimento de mudas nativas do bioma.
Atualmente, há 20 mil mudas de 10 espécies diferentes em produção na instalação, sendo que cinco delas estão ameaçadas. “É aqui que começa o trabalho de preservação. Nosso foco está em desenvolver mudas dentro de um ambiente controlado, que inclui desde a captação das sementes até a manutenção das condições adequadas para que elas cresçam”, explica Daniel Oliveira Mata, gerente de laboratório do JBB.
Categoria A
Daniel Oliveira Mata: “Nosso foco está em desenvolver mudas dentro de um ambiente controlado, que inclui desde a captação das sementes até a manutenção das condições adequadas para que elas cresçam”
A manutenção do vasto e complexo acervo científico e o trabalho desenvolvido por técnicos no laboratório estão entre os critérios que tornam o Jardim Botânico de Brasília um dos mais completos do país. Recentemente, a estação ecológica foi classificada como categoria A, a mais alta categorização existente entre jardins botânicos.
Para obter esse status, o JBB teve que atender a critérios técnicos que levam em consideração a infraestrutura, qualificação do corpo técnico e de pesquisadores, os objetivos, a localização e a especialização operacional.
A categorização é realizada a cada dois anos por uma comissão formada por servidores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Esta avaliação é fundamentada na Resolução nº 339, de setembro de 2003, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Com recursos do FAC, oficinas culturais e arte-educativas ocorrem até novembro em unidades de Sobradinho e Planaltina
Brincadeiras de rodas, cirandas, cantigas, entre outras tradições populares são incentivadas pelo projeto Ciranda do Brincar: valorizando a primeira infância. Com o estímulo do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), a iniciativa leva cultura e diversão para crianças de 4 a 6 anos matriculadas nos centros de educação infantil (CEI) 1 de Planaltina e de Sobradinho.
Até novembro, serão realizadas 49 oficinas culturais e arte-educativas para 800 crianças e oito oficinas de cunho formativo, com 24 horas-aula, para 40 professores. Duas oficinas para o público infantil são adaptadas para crianças com algum tipo de transtorno global de desenvolvimento (TGD). Também haverá quatro apresentações artísticas direcionadas à comunidade escolar, com espetáculos de palhaçaria e mamulengo.
O projeto Ciranda do Brincar: valorizando a primeira infância foi concebido pelos grupos Ciranda de Alecrim, Casa Moringa e Justa Trama Produções, com o objetivo de promover brinquedos e brincadeiras de tradição oral brasileira. A experiência tem como fundamentação metodológica a Pedagogia Griô, criada pela coordenadora pedagógica do projeto, Líllian Pacheco.
A experiência cultural é passada para os pequenos pelos arte-educadores Rayla Costa e Matheus Lima. Rayla acredita que o contato excessivo com telas, como televisões e celulares, impacta na relação das crianças com brincadeiras tradicionais. “Nas grandes metrópoles, as crianças estão mais isoladas, mais fechadas, sem o convívio comunitário, onde os saberes tradicionais são passados. O projeto tem o cunho de resgatar e valorizar essa cultura.”
Educadores reforçam que a prática de brincar é essencial para o desenvolvimento das habilidades dos pequenos e enfatiza que os momentos de diversão e criatividade não devem ser negligenciados – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Por isso, além de incentivar as crianças, o projeto abrange também os professores e a comunidade escolar. “Um dos objetivos é fazer com que os professores, pais e familiares alcancem a criança que tem guardada dentro de si, porque traz uma relação mais empática com os alunos no dia a dia e para que consigam brincar com eles de maneira espontânea e inteira, não apenas com o olhar pedagógico”, aponta Matheus.
A coordenadora do Fundo de Apoio à Cultura, Cecília Carvalho, ressalta a importância do trabalho desenvolvido. “Sabemos que as brincadeiras tradicionais não são apenas divertidas, mas também fundamentais para o desenvolvimento saudável das crianças. Elas estimulam a imaginação, a criatividade e a interação social, proporcionando às crianças uma base sólida para o aprendizado futuro”, avalia Carvalho. “Acreditamos que a cultura não deve ser um privilégio, mas um direito de todos. É crucial fomentar a riqueza artística e educacional a todas as crianças, independentemente de onde vivam ou de suas circunstâncias”, completa.
As apresentações começaram no CEI 1 de Planaltina na última semana. A instituição atende a 594 alunos de 4 a 6 anos nos turnos matutino e vespertino. Professora da escola há cinco anos, Daniele Rangel, 38 anos, afirma que a prática de brincar é essencial para o desenvolvimento das habilidades dos pequenos e enfatiza que os momentos de diversão e criatividade não devem ser negligenciados.
“O brincar para as crianças, principalmente na primeira infância, é de suma importância para o desenvolvimento dos sistemas motor e cognitivo. Existem brincadeiras que ativam todo o corpo, mas também brincadeiras que mexem com pontos específicos, como a coordenação motora grossa, que é o mexer das mãos, e a capacidade de raciocínio, no caso das brincadeiras que exigem que a criança crie estratégias”, explica Rangel. “Esse projeto nos ajuda a pensar em mais formas de auxiliar o crescimento dos alunos e ainda faz com que tenham mais contato com a nossa cultura, que é tão rica”, completa.