TRE pede que GDF conceda passe livre no transporte público no dia do segundo turno

Desembargador Roberval Belinati entregou requerimento ao governador Ibaneis Rocha (MDB), em reunião no Palácio do Buriti, nesta quarta-feira (19). Mais cedo, chefe do Executivo indicou que não permitiria gratuidade

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), desembargador Roberval Belinati, pediu ao governador Ibaneis Rocha (MDB) que conceda gratuidade no transporte público da capital em 30 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais.

Belinati e Ibaneis se reuniram na manhã desta quarta-feira (19), no Palácio do Buriti. O desembargador entregou um requerimento ao chefe do Executivo local. Segundo o presidente do TRE-DF, Ibaneis disse que estudaria o pedido.

Mais cedo, no entanto, o governador indicou que não permitiria a gratuidade. Até a última atualização desta reportagem, a Secretaria de Mobilidade do DF (Semob-DF) afirmava que o plano de transporte público para o segundo turno ainda estava sendo definido.

“Solicito avaliar a possibilidade de oferecer referida gratuidade aos eleitores do Distrito Federal, a fim de reduzir os índices de abstenção eleitoral”, diz o requerimento do TRE-DF.

No documento, o desembargador Roberval Belinati pede ainda que, se não for possível acatar o pedido, o GDF mantenha as providências adotadas no primeiro turno “para a manutenção dos horários e da frota em circulação em quantitativo equivalente aos dias úteis”.

Decisão do STF

STF – Foto: Divulgação

A gratuidade nos ônibus e metrô no dia da votação foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (18). A decisão, no entanto, não obriga os governos a adotarem a medida.

Na determinação, o ministro afirma que a prática não pode levar a punição de prefeitos e gestores por crimes eleitorais ou de improbidade administrativa. Isso porque a medida tem o objetivo de viabilizar a garantia constitucional do direito de voto.

Barroso também deixou expresso que não pode haver qualquer discriminação de posição política no serviço.

Fonte: G1

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