Tag: Tribunal do Júri

  • Brazlândia: Pai e filho serão julgados por feminicídio cometido em 2016

    Brazlândia: Pai e filho serão julgados por feminicídio cometido em 2016

    A vítima, Franciele da Silva, ficou desaparecida dois anos. Segundo a PCDF, o ex-companheiro dela e o filho dele cometeram o crime

    Franciele da Silva Moreira, 22 anos (foto em destaque), foi sequestrada, assassinada e enterrada em 2016. Inicialmente, o caso foi classificado como desaparecimento, mas as investigações apontaram para feminícidio. O ex-companheiro da vítima Cláudio da Silva Rosa e o filho dele Wilker da Silva Rosa são acusados pelo crime. E serão julgados pelo Tribunal do Júri de Brazlândia na próxima terça-feira (2/8).

    Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Cláudio por feminicídio com duas qualificadoras: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Franciele foi morta em dezembro de 2016. Ficou dois anos desaparecida. Os restos mortais só foram encontrados em 2018. Pai e filho também acabaram denunciados por ocultação de cadáver.

    Cláudio teve relacionamento amoroso com a vítima e não aceitava o término. Segundo o MPDFT, o crime ocorreu em 4 de dezembro de 2016, entre as 17h e as 19h, em uma chácara próxima à Rota Sertaneja, no Setor Bucanhão, às margens da BR-080, em Brazlândia. De acordo com a investigação, o acusado atraiu a vítima prometendo ajuda para o pagamento de uma dívida. Lá, a amarrou e a esganou.

    Pai e filho colocaram o corpo de Franciele no interior de um veículo e o enterraram às margens da DF-001. O caso foi investigado pela equipe da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia). De acordo com a apuração, Cláudio nutria um ciúme doentio por Franciele, que havia rompido o relacionamento. No dia do encontro, a mulher também pretendia colocar um fim definitivo no namoro.

    Antes do crime, de acordo com os investigadores, Cláudio teria feito ameaças contra Franciele. As investigações apontam que o homem havia premeditado o crime usando, inclusive, telefones celulares com linhas compradas em nome de terceiros.

    Segundo a apuração policial, o filho Wilker teria aceitado participar do crime porque tinha raiva da vítima por ela ter sido o pivô da separação dos pais.

    Fonte: Metrópoles

  • Marinésio Olinto vai a júri popular no DF pela morte de Genir Pereira, nesta segunda (18)

    Marinésio Olinto vai a júri popular no DF pela morte de Genir Pereira, nesta segunda (18)

    Assassinato da empregada doméstica, de 47 anos, foi em junho de 2019. Marinésio já foi condenado por outro feminicídio e por crimes sexuais; g1 tenta contato com defesa

    O Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, julga, nesta segunda-feira (18), o cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto pelo assassinato da empregada doméstica Genir Pereira de Sousa, em junho de 2019. Apontado como “maníaco em série”, ele já foi condenado pelo feminicídio da advogada Letícia Curado, que ocorreu no mesmo ano, além de uma série de crimes sexuais (relembre abaixo).

    ‘Maníaco em série’: Marinésio Olinto acusado de assassinar funcionária do MEC, Letícia Curado — Foto: Reprodução

    O julgamento ocorre quase três anos após o assassinato de Genir. A vítima desapareceu depois de sair do trabalho, no Paranoá. O corpo dela só foi encontrado na semana seguinte.

    Marinésio Olinto está preso desde agosto de 2019. 

    O assassinato de Genir

    Genir Pereira, empregada doméstica assassinada por Marinésio Olinto, participou de campanha do Metrô-DF no Dia Internacional da Mulher de 2017 — Foto: Metrô-DF/Reprodução

    Após ser preso pela morte da advogada Letícia Curado, Marinésio confessou o assassinato de Genir Pereira, praticado dois meses antes. Segundo a Polícia Civil, ele fingiu ser motorista de transporte pirata e atacou a empregada doméstica.

    A dona da casa onde Genir trabalhava foi quem comunicou o sumiço à polícia. Segundo a empresária, em 15 anos de trabalho, ela nunca tinha faltado sem avisar.

    O corpo de Genir foi encontrado em uma região entre Planaltina e o Paranoá, no dia 12 de junho de 2019. Pelo crime, o Ministério Público do DF (MPDFT) denunciou Marinésio por homicídio quintuplamente qualificado, além de estupro e omissão de cadáver.

    ‘Maníaco em série’

    Após a descoberta dos casos, Marinésio Olinto foi ligado a uma série de crimes sexuais, envolvendo, pelo menos, 11 mulheres em Brasília.

    Ele já foi condenado, a mais de 34 anos, pela morte de Letícia Curado e também sentenciado a 10 anos de prisão pelo estupro de uma adolescente de 17 anos, e por importunação sexual contra uma vítima. Em um outro caso de estupro, em Sobradinho, Marinésio foi absolvido.

    Fonte: G1