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  • Senado aprova projeto que reduz em 40% o tamanho da Floresta Nacional de Brasília

    Senado aprova projeto que reduz em 40% o tamanho da Floresta Nacional de Brasília

    Proposta vai destinar áreas da Flona para regularização fundiária. Projeto segue para sanção do presidente da República

    O Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o projeto de Lei que reduz em 40% a área da Floresta Nacional de Brasília (Flona). A proposta tem como objetivo destinar duas das quatro áreas da Flona para regularização fundiária dos assentamentos 26 de Setembro e Maranata, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

    O projeto prevê redução de 3.706,26 hectares (37,06 km²) da Flona, área equivalente a quase nove Parques da Cidade de Brasília (DF). Com a mudança, a floresta passa a ter 5.640 hectares.

    Contudo, diante da resistência de parlamentares da oposição, o relator da matéria, senador Izalci Lucas (PSDB-DF) costurou um acordo para estabelecer uma compensação que, segundo ele, corresponderia a cerca 20% da área. O texto, que foi redigido durante a sessão, não estava disponível para visualização até a última atualização desta reportagem.

    Apesar de alterar o conteúdo da proposta, a mudança costurada na hora foi aprovada como emenda de redação para evitar que o texto retornasse para a Câmara. A proposta segue agora para sanção do presidente da República.

    O que muda

    A Floresta Nacional de Brasília foi criada por um decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em junho de 1999. Na época, o decreto previa que a Flona seria separada em quatro áreas que somadas, totalizavam 9.346,26 hectares.

    Veja o que muda:

    • Área I: passa de 3.353,18 hectares para 3.753 hectares
    • Área II (Assentamento 26 de Setembro): passa de 996,47 hectares para 0
    • Área III (Assentamento Maranata): passa de 3.071 hectares para 0
    • Área IV: passa de 1.925,61 hectares para 1.887 hectares

    ‘Votação simbólica’

    A votação foi de forma simbólica, sem a necessidade de votação nominal. Os senadores Cid Gomes (PDT-CE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foram contra.

    Reservadamente, parlamentares afirmam que a proposta foi levada à votação para suprir uma demanda de parlamentares do Distrito Federal em meio às eleições. O texto não estava inicialmente na pauta de votações, que previa apenas propostas da bancada feminina, em homenagem aos 16 anos da Lei Maria da Penha.

    A ex-ministra e deputada Flávia Arruda (PL-DF), autora da proposta, esteve presente na sessão do Senado. Também esteve presente a deputada federal e candidata a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP-DF).

    O projeto deixa em aberto a definição de como será a compensação “ambiental, social e econômica” após a redução da área. Por isso, o senador Jaques Wagner (PT-BA) propôs uma emenda para ampliar o Parque Nacional da Chapada da Contagem.

    A proposta do senador baiano era aumentar a área da reserva de 3.426,15 hectares para 4.190,71 hectares, como forma de compensação ambiental, aumentando a área de preservação em 764,56 hectares (22%).

    Entretanto, a emenda não foi aprovada pelo relator, Izalci Lucas (PSDB-DF), que justificou que o “benefício trazido [pela emenda] é de menor alcance”, mesmo a proposta votada não definindo formas de compensação ambiental para as retiradas propostas.

    O projeto também aumenta a área I do Floresta Nacional, para que o trecho de proteção ambiental se estenda até às margens da rodovia BR-070, que margeia o local. Também reduz parte da área IV para regularizar os imóveis rurais na região que já possuem escrituração anterior ao da criação da Flona.

    Justificativa

    Por do Sol na Floresta Nacional de Brasília — Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação

    O relator do projeto na Câmara, deputado José Mario Schreiner (DEM-GO), justificou que a demarcação da Floresta Nacional de Brasília ocorreu em 1999, três anos depois que o assentamento 26 de Setembro “foi instalado pelo GDF” na região. O parlamentar também justifica que dentro da Flona existem imóveis rurais há muitos anos instalados e que, por isso, as áreas já não deveriam estar dentro da área de proteção ambiental que foi demarcada na criação da floresta.

    Durante a votação no Senado, Izalci negou que as eleições têm influência no avanço da proposta.

    “Nós temos pessoas, são quarenta e poucas mil pessoas que moram lá consolidadas que precisam de água, que precisa de luz, que tem que ter asfalto, tem que ter escola. E há 20 anos não se faz nada disso”, disse. “Não tem questão aqui partidária, questão não é de eleição, a questão aqui são as pessoas”.

    Ambientalistas criticam

    Organizações ligadas ao meio ambiente criticaram a proposta, pedindo que o texto fosse retirado de votação. “Querem fazer sumir, num estalar de dedos, quase metade da Floresta Nacional de Brasília. Será um precedente desastroso para todas as Unidades de Conservação do Brasil”, escreveu o Instituto Socioambiental em uma rede social.

    Já o Observatório do Clima escreveu, também em uma rede social, que “a Floresta Nacional de Brasília corre perigo” e alertou: “esse trator vai alterar os limites de uma unidade de conservação sem compensação de área e sem debate”.

    A Associação Nacional dos Servidores de Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) pediu maior debate sobre o tema. “No tapetão, Izalci?! Queremos debate! Não ao PL que altera os limites da Floresta Nacional de Brasília”, diz em uma publicação na rede social.

    O coordenador da frente ambientalista da Câmara, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), criticou a proposta. Na Câmara, o texto passou de forma terminativa pelas comissões, sem a necessidade de passar pelo plenário da Casa.

    “Existia consenso entre ambientalistas na primeira proposta, que incluía uma compensação pela perda de uma área tão grande e já se encontra ocupada. A Câmara aprovou a matéria, mas tirou a compensação, o que transforma o projeto em algo ruim e que apenas reduz o tamanho do parque”, disse Agostinho.

    Na Câmara, contudo, a pressão pela redução do parque foi maior do que as tentativas da bancada ambientalista e o dispositivo que estabelecia a compensação foi retirado já na Comissão do Meio Ambiente.

    Tramitação

    Ao todo, quatro projetos tramitam no Congresso com o mesmo objetivo: modificar a área da Floresta Nacional de Brasília para regularização fundiária dos assentamentos existentes. Três deles são de deputados federais e o outro partiu do Senado, de autoria de Izalci.

    Na Câmara, as deputadas Paula Belmonte (Cidadania-DF), Celina Leão (PP-DF) e Flávia Arruda (PL-DF) são as autoras dos projetos. A proposta de Flávia Arruda foi a adotada pela Casa para seguir tramitação.

    Para a deputada Belmonte, o projeto deveria retirar a área III da Flona para regularizar o assentamento Maranata e deveria destinar a área IV para bombeiros e policiais militares do DF, sem compensação ambiental.

    Já o projeto da deputada Leão, propunha apenas a retirada da área II, onde fica o assentamento 26 de Setembro, mas com compensação ambiental aumentando a área I. Uma proposta parecida com a do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que diferiria apenas com transformação da Reserva Biológica da Contagem em Parque Nacional.

    E o projeto escolhido para continuar a tramitação, da deputada Arruda, previa que a retirada da Flona deveria ser das áreas I e II, sem recomposição ambiental. O projeto sofreu alteração na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) pelo relator Schreiner.

    Ele manteve a área I como proteção ambiental, discordando do projeto da deputada Arruda. Acatou os pedidos das deputadas Belmonte e Leão e do senador Izalci para retirara as proteções das áreas II e III, mas não propôs qualquer medida de compensação ambiental.

    Após ser votado pela Comissão de Meio Ambiente, o projeto foi enviado para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), onde foi aprovada de forma conclusiva – sem a necessidade de aprovação no plenário da Casa – e foi enviado para o Senado.

    Fonte: G1

  • Reguffe não é mais candidato ao GDF e diz que sai da vida pública

    Reguffe não é mais candidato ao GDF e diz que sai da vida pública

    União Brasil ofereceu vaga à Câmara Federal, no entanto, senador recusou. Nesta terça-feira (9), ele confirmou desistência ao Palácio do Buriti e saída do partido

    O senador José Antônio Reguffe (sem partido) reafirmou nesta terça-feira (9) que não é mais candidato ao governo do Distrito Federal e disse, ainda, que vai sair da vida pública. A assessoria de Reguffe afirmou que ele se desfiliou do União Brasil.

    Na última sexta-feira (5), o partido desistiu de lançar a candidatura de Reguffe ao Palácio do Buriti e anunciou apoio à Ibaneis Rocha (MDB), candidato à reeleição. A data marcou o encerramento das convenções partidárias, e, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente candidatos aprovados nestas reuniões podem concorrer às eleições.

    Para Reguffe, o União Brasil ofereceu a possibilidade de se candidatar à Câmara dos Deputados, mas ele recusou e disse que só concorreria se fosse ao governo do DF.

    “Eu sonhei com essa candidatura e despertei o sonho em muita gente. Por isso não seria correto de minha parte ser candidato a deputado federal. Nos últimos dias teve uma grande mobilização de pessoas. Eu não me sentiria a vontade”, disse em uma rede social.

    E completou:

    “Até breve de quatro anos (…) Saio de cabeça erguida, com a sensação de dever cumprido”.

    Nesta terça-feira, durante o retorno dos trabalhos legislativos no Senado Federal, Reguffe agradeceu aos colegas pelas manifestações de solidariedade, entre eles, estava o senador Izalci Lucas (PSDB), que é candidato ao GDF.

    “Com relação a você, meu amigo, vá firme! Você tem todo o preparo para enfrentar essa eleição, para enfrentar um governo, para devolver à nossa população o que a nossa população precisa e merece. Você é uma pessoa preparada. Você é uma pessoa que tem muito conteúdo, que tem muito o que oferecer para a nossa população”, declarou Reguffe.

    A assessoria de Reguffe, no entanto, diz que o político não manifestou apoio à nenhum candidato.

    Fonte: G1

  • PDT oficializa candidatura de Leila Barros ao governo do DF

    PDT oficializa candidatura de Leila Barros ao governo do DF

    Joe Valle, também do PDT, será vice. Anúncio foi feito durante convenção da sigla, nesta quinta-feira (4)

    O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou, nesta quinta-feira (4), a candidatura de Leila Barros ao governo do Distrito Federal. O ex-deputado distrital Joe Valle (PDT) será o candidato a vice-governador.

    A sigla se reuniu para o anúncio em uma convenção, na sede do partido, em Brasília. Esta será a primeira vez que Leila concorre ao Palácio do Buriti.

    Aos 50 anos, a ex-jogadora de vôlei nascida em Taguatinga está no primeiro mandato como senadora, e foi secretária de Esporte e Lazer do DF na gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em 2018, pelo PSB, Leila foi eleita senadora com mais de 467 mil votos, ficando em primeiro lugar na disputa.

    No Senado, a parlamentar ocupa o posto de Procuradora da Mulher e tem a defesa das mulheres e o incentivo ao esporte como principais bandeiras. Em agosto do ano passado, a congressista migrou para o Cidadania, após divergências com o comando do PSB.

    A passagem pelo Cidadania foi breve e, no primeiro semestre deste ano, ela se filiou ao PDT depois que o Cidadania iniciou processo de federação com o PSDB.

    Prazos eleitorais

    As siglas têm até esta sexta-feira (5) para deliberar sobre a formação de coligações e escolher candidatas e candidatos que vão disputar as eleições. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

    O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.

    Fonte: G1

  • Flávia Arruda, a pior deputada do DF

    Flávia Arruda, a pior deputada do DF

    A deputada Flávia Arruda (PL), agora candidata ao Senado, foi avaliada como a pior parlamentar do Distrito Federal, segundo o Índice Legisla Brasil. Numa escala de cinco estrelas, onde cinco é excelência no trabalho parlamentar, Flávia ficou com apenas duas estrelas. Erika Kokay (PT), Paula Belmonte (Cidadania), Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos) e Luís Miranda (União Brasil) foram contemplados com as cinco estrelas. Celina Leão (PP), lançada candidata a vice-governadora, na chapa de Ibaneis Rocha (MDB), e Professor Israel Batista (PSB) ficaram com quatro estrelas. Bia Kicis (PL) recebeu três estrelas.

    A nota de cada parlamentar é calculada a partir de indicadores como a produção legislativa (elaboração, análise e votação de marcos legislativos), a ação fiscalizadora em relação ao Executivo Federal; capacidade de articular e cooperar com outros agentes políticos; e fidelidade partidária (alinhamento partidário em relação à votação da maioria do seu partido).