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  • Distritais cobram GDF após infarto seguido de morte em fila do Cras

    Distritais cobram GDF após infarto seguido de morte em fila do Cras

    Deputados distritais mostram indignação com saúde pública do DF depois de mulher infartar e morrer aguardando atendimento na fila do Cras. Óbito foi confirmado na manhã desta quarta-feira (17/8)

    Chegou ao plenário da Câmara Legislativa o caso da morte de Janaína Nunes Araújo, 44 anos, que infartou e não resistiu, após aguardar atendimento na fila do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Paranoá. Durante oito dias, ela buscou atendimento no centro. Alguns deputados distritais, durante sessão ordinária, responsabilizaram diretamente o governador Ibaneis Rocha (MDB) pela morte de Janaína, e prestaram solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

    O deputado Chico Vigilante (PT), por exemplo, lembrou que a bancada de oposição reclama quase diariamente das filas que estão sendo formadas nas unidades do Cras em todo o DF. Para ele, era evidente que uma tragédia poderia acontecer a qualquer momento. “O senhor governador vai permitir que estas filas continuem, que pessoas continuem morrendo?”, disse o deputado.

    Além disso, Vigilante disse que as filas são “fruto da incompetência do governo federal e do governo do DF”. Mas ele não foi o único a se posicionar sobre a tragédia. O deputado Fábio Félix (Psol) disse que “hoje é um dia de luto”. O distrital considera que a morte mostra o descaso total do governo com a situação das pessoas que precisam dos benefícios, e poderia ser evitada se houvesse “cuidado, planejamento e preocupação social”.

    Inconformado com tal situação, Fábio Félix colocou a Comissão de Direitos Humanos da CLDF, da qual é presidente, à disposição, pois segundo ele, “a situação merece uma denúncia a organismos internacionais, já que o que aconteceu foi uma violação gravíssima dos direitos humanos”.

    Posicionamentos

    A deputada Arlete Sampaio (PT) disse que Ibaneis Rocha “se caracteriza por ser um governador de rico para ricos, sem qualquer empatia com a população mais carente do DF”. Segundo ela, atualmente 220 mil pessoas passam fome no DF e 260 mil pessoas tentam obter benefícios, mas não conseguem.

    “São mães com crianças, idosos e pessoas com deficiência. Janaina procurava, pela oitava vez, o Cras para ter acesso aos benefícios. É inaceitável que uma pessoa passe por tamanha humilhação a ponto de ter um infarto. É inaceitável um governo que não tem empatia com o sofrimento humano”, falou a deputada.

    Candidato ao Palácio do Buriti, o deputado Leandro Grass (PV) afirmou que o governo Ibaneis mata pessoas. “Quando a gente fala que este governo mata pessoas, muitas vezes dizem que estamos exagerando, mas este governo mata sim”, completou.

    Fonte: CB

  • Crianças sofrem cortes no pescoço após serem atingidas por linha de pipa com cerol, em Ceilândia

    Crianças sofrem cortes no pescoço após serem atingidas por linha de pipa com cerol, em Ceilândia

    Segundo mãe de uma das crianças, havia um campeonato de pipa no momento do acidente. Organizadora do evento disse que participantes foram avisados sobre proibição do uso de cerol e de linha chilena; uso das misturas é proibido por lei no DF

    Duas crianças tiveram cortes no pescoço, causados por uma linha de pipa com cerol, neste fim de semana. O acidente ocorreu enquanto elas brincavam em um parquinho da QNN 6/8 de Ceilândia, no Distrito Federal.

    Ágatha, de 5 anos, ficou com o ferimento no pescoço, teve sangramento e sentiu muita ardência. Já Cristopher, de 4 anos, teve um corte ainda maior e precisou levar um ponto. As duas crianças foram levadas para o Hospital Regional de Ceilândia e passam bem.

    Criança de 4 anos precisou levar ponto por causa do ferimento — Foto: Reprodução TV

    Segundo a mãe de uma das crianças, havia um campeonato de pipa na praça da quadra, no momento do acidente. A Administração de Ceilândia afirmou que não recebeu pedido de autorização nem foi avisada sobre o evento.

    Já a organizadora disse que não era um campeonato, mas um festival de pipas gigantes, e que os participantes foram avisados sobre a proibição do uso de cerol e de linha chilena (veja detalhes abaixo).

    Outro organizador afirmou que eles sempre se reúnem, por isso não houve pedido de autorização. No entanto, ainda segundo os responsáveis, o evento recebeu mais pessoas que o esperado e, por isso, não sabem de quem é a pipa que causou o ferimento nas duas crianças.

    Após o acidente, um boletim de ocorrência foi registrado e as crianças passaram por exames no Insituto Médico Legal (IML).

    Acidentes

    Cerol e linha chilena são proibidos por lei no DF — Foto: Reprodução TV

    O cerol é uma mistura de cola com vidro moído e é usado para cortar a linha de outras pipas. Já a linha chilena, mais cortante que o cerol, é uma mistura de óxido de alumínio e quartzo moído. No Distrito Federal, o uso e a comercialização dessas misturas é proibido por lei desde 2018.

    De acordo com a Neoenergia, de janeiro a julho do ano passado, a capital registrou 134 acidentes com pipa na rede elétrica. No mesmo período deste ano, o número saltou para 199, o que representa um aumento de 48%.

    Os meses de férias são os que registram o maior número de acidentes. Em janeiro, foram registrados 40 casos. Já em julho, foram 53.

    Fonte: G1

  • Após recesso parlamentar, CLDF retoma atividades nesta terça-feira

    Após recesso parlamentar, CLDF retoma atividades nesta terça-feira

    Distritais realizaram última sessão do primeiro semestre no dia 29 de junho. Na ordem do dia, estão cerca de 250 itens, entre votações de projetos de lei e apreciação de vetos

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retoma as atividades, nesta terça-feira (2), após o recesso parlamentar. Os distritais realizaram a última sessão do primeiro semestre no dia 29 de junho.

    A primeira sessão após o retorno está marcada para às 15h. Na ordem do dia, estão cerca de 250 itens, entre votações de projetos de lei e apreciação de vetos. Direitos das mulheres, saúde pública e benefícios sociais estão entre os temas discutidos na pauta.

    Também deve ser lido em Plenário o projeto de lei que adia o início da fiscalização do uso de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais da capital para 1º de março de 2023.

    As atividades da Câmara Legislativa são retomadas próximo ao fim do prazo para a escolha de candidatos que vão disputar as eleições deste ano. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

    O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.

    Fonte: G1

  • Lei que proíbe uso de sacolas plásticas em supermercados começa a valer nesta segunda no DF

    Lei que proíbe uso de sacolas plásticas em supermercados começa a valer nesta segunda no DF

    Itens deverão ser substituídos por sacolas biodegradáveis ou biocompostáveis. Comerciantes pedem que fiscalização só comece em março de 2023

    Começa a valer, nesta segunda-feira (1º) a lei que proíbe supermercados e demais estabelecimentos comerciais do Distrito Federal de usarem sacolas plásticas comuns para entregar mercadorias aos consumidores.

    Os itens devem ser substituídos por sacolas biodegradáveis ou biocompostáveis, que demoram menos tempo para se decompor. A proibição é resultado de uma lei, proposta pelo deputado distrital Leandro Grass (PV), e aprovada em 2019.

    Apesar da entrada em vigor, o governo do DF ainda não informou qual órgão será responsável pela fiscalização da regra. Os empresários pedem que a cobrança da medida ocorra apenas a partir de março de 2023 (veja mais abaixo).

    De acordo com a Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), os clientes terão três opções para armazenar e transportar as compras. São elas:

    • sacola biodegradável, com custo de R$ 0,08 a R$ 0,13, que será cobrado do cliente
    • sacola reutilizável de pano ou fibra, à venda nos mercados
    • caixas de papelão

    Já para os estabelecimentos que descumprirem a regra, estão previstas penalidades como suspensão parcial ou total de atividades, interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade e proibição de contratar com o poder público, assim como dele obter subsídios, subvenções ou doações.

    Segundo a proposta, a medida tem o objetivo de tornar Brasília uma cidade mais sustentável, já que o plástico não biodegradável é um material com maior tempo de decomposição.

    A lei foi sancionada em julho de 2019 e previa a implementação da regra em até um 12 meses. A medida entrou em vigor, mas não foi regulamentada e, em junho de 2021, um novo texto foi aprovado para ampliar o prazo até 31 de julho de 2022.

    Possível novo prazo

    Na sexta-feira (29), representantes do setor produtivo e o deputado Leandro Grass se reuniram para debater os efeitos da lei. Segundo os empresários, o parlamentar se comprometeu a apresentar um novo projeto de lei, para adiar o início da fiscalização para 1º de março de 2023.

    Até a última atualização desta reportagem, a proposta não tinha sido apresentada. Para que a cobrança seja adiada, o texto precisa ser aprovado pela Câmara Legislativa do DF (CLDF).

    Os comerciantes afirmam que o objetivo é dar um prazo mais flexível ao comércio para se adaptar à nova realidade, utilizando as sacolas atualmente em estoque.

    Fonte: G1