GDF suspende licitação para reforma da piscina de ondas no Parque da Cidade

Após análise do edital, Tribunal de Contas apontou falhas que ‘poderiam comprometer resultado do certame’. Secretaria de Esportes diz que está atendendo adequações solicitadas

O Governo do Distrito Federal (GDF) suspendeu a licitação para reforma da piscina de ondas no Parque da Cidade Sarah Kubitschek. A medida foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta terça-feira (31), data limite para as empresas interessadas entregarem os documentos de habilitação e a proposta de preços.

O valor estimado do contrato era de R$ 10.932.284,65. O cancelamento ocorreu após o corpo técnico do Tribunal de Contas do DF (TCDF) analisar o edital e apontar falhas que “poderiam comprometer o resultado do certame”.

Responsável pelo lançamento do edital, Secretaria de Estado de Esporte e Lazer informou que está atendendo às adequações solicitadas para que as informações sejam encaminhadas ao TCDF.

“A piscina com ondas faz parte da história do Distrito Federal e a entrega desse equipamento em total funcionamento para a população é uma das prioridades desta Secretaria”, diz a pasta.

‘Qual a vantagem?’ questiona Tribunal de Contas

Piscina com Ondas no Parque da Cidade chegou a receber 10 mil pessoas no final de semana. — Foto: Arquivo Público do DF

A empresa contratada por meio do edital suspenso ficaria responsável pela fase inicial da reforma, que abrange a recuperação da piscina de ondas. Os investimentos, eram de cerca de R$ 8 milhões, por meio de emenda parlamentar, além de R$ 3,1 milhões de recursos do GDF.

No entanto, o Tribunal de Contas suspendeu o processo. Entre os problemas encontrados, estão a possível entrega do espaço à iniciativa privada.

“A principal delas [falhas] é a dúvida sobre qual é a vantagem da realização de investimento público na obra de restauração e reforma para, no futuro, eventualmente, lançar esse ativo para a manutenção e conservação privada”, diz o tribunal.

Também foram apontadas outras questões técnicas no edital que, conforme o TCDF, necessitam de adequação. O tribunal orientou a Secretaria de Esporte e Lazer, juntamente com a Secretaria de Projetos Especiais, para que avaliem, “sob o ponto de vista da eficiência da gestão pública, as possibilidades de participação da iniciativa privada na reforma e revitalização da piscina de ondas”.

O projeto de revitalização da piscina de ondas

Na fase inicial do projeto estavam previstos os seguintes serviços:

  • Arquitetura
  • Automação da casa de máquinas
  • Instalações elétricas da casa de máquinas
  • Instalações elétricas de energia e iluminação externa
  • Rede hidráulica de distribuição
  • Sistema de tratamento químico pH/cloro
  • Sistema de tratamento químico físico/filtragem
  • Sistema de tratamento químico com ozônio

O GDF pretende fazer outras duas fases. A segunda é a restauração e a implantação de um complexo aquático, com área de rio lento e espaço com tobogã para crianças. O valor total estimado é de R$ 22 milhões.

Já a terceira e última fase, de acordo com o governo, será dedicada à criação de área para as crianças.

Projeto da Piscina com Ondas do Parque da Cidade, em Brasília — Foto: Divulgação

Espaço abandonado

Inaugurada em 1978, a Piscina com Ondas de Brasília foi a primeira do gênero na América Latina. As ondas chegavam a até um metro de altura.

O local era um dos mais concorridos da capital entre os anos 1980 e 1990. Sob o comando da iniciativa privada, o espaço passou por problemas de gestão e fechou em 1997.

Produtores culturais chegaram a usar o local desativado como um lugar para eventos ao ar livre. No entanto, a pandemia de Covid-19 voltou a fechar o espaço. Atualmente, a administração está sob responsabilidade da Secretaria de Esporte e Lazer do DF.

Fonte: G1

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