Categoria: Variedades

  • GDF lança cartilha LGBTQIA+ para promover respeito e inclusão no DF

    GDF lança cartilha LGBTQIA+ para promover respeito e inclusão no DF

    Capital federal é considerada uma das regiões mais avançadas do país no que diz respeito aos direitos da comunidade

    Inclusão, respeito e dignidade. Esse é o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a população LGBTQIA+, reafirmado nesta sexta-feira (7), com o lançamento de uma cartilha voltada à garantia de direitos da comunidade no DF. Elaborado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o material orienta sobre diversidade sexual, identidade de gênero e formas de enfrentamento à discriminação.

    “A cartilha serve como um guia prático para que todos possam evitar comportamentos discriminatórios e garantir o pleno respeito aos direitos da comunidade LGBTQIA+”, afirma a titular da pasta, Marcela Passamani. “Nosso compromisso é construir um ambiente onde cada pessoa se sinta acolhida e protegida, reafirmando que a dignidade e os direitos humanos não têm exceção.”

    O Distrito Federal tem se destacado nas últimas décadas como uma das regiões mais avançadas do país no que diz respeito aos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Com uma série de políticas públicas voltadas para este público, o GDF tem buscado não só garantir direitos básicos, mas também promover a inclusão e o respeito dessa população.

    Hoje com 33 anos, Nathália Vasconcellos começou a passar pelo processo de afirmação de sua identidade como uma mulher trans aos 19. Segundo ela, este GDF conta com serviços adequados para a comunidade LGBTQIA+, como o Ambulatório Trans – o primeiro do DF a ter sido credenciado no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Arte: Divulgação/Sejus-DF

    “Nós não estamos desassistidos. O lançamento dessa cartilha é muito importante porque ela tem potencial para chegar a espaços que muitas vezes a população LGBTQIA+ não consegue alcançar. O documento está muito bem elaborado e embasado com o que é discutido no movimento social atualmente”, afirma.

    Redes de apoio e serviços públicos

    A cartilha mapeia os serviços disponíveis no DF para atender a comunidade em várias esferas. Para denúncias e crimes, as opções são o disque-denúncia 197, opção 0, ou a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual (Decrin).

    Para apoio na área de segurança e justiça, o recomendado é recorrer ao Núcleo de Assistência Jurídica em Direitos Humanos da Defensoria Pública.

    Já a rede de apoio à comunidade LGBTQIA+ conta com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da Diversidade, que atende especificamente pessoas em situação de violação de direitos em razão de orientação sexual, identidade de gênero, raça, etnia ou religiosidade.

    Outro local é o Ambulatório Trans, onde estão disponíveis serviços médicos que vão desde a saúde física até a saúde mental do usuário, como endocrinologia, enfermagem, ginecologia, psicologia, medicina de família, psiquiatria e terapia ocupacional.

    Legislação

    A cartilha ainda destaca legislações que garantem os direitos da população LGBTQIA+ no Brasil e no Distrito Federal. A Constituição Federal, por exemplo, assegura a igualdade de direitos a todos os cidadãos e proíbe discriminação por orientação sexual e identidade de gênero em todo o território nacional.

    A nível federal, também é assegurado à comunidade o direito de celebração de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, conforme prevê a resolução de número 175 de 2013, do Conselho Nacional de Justiça.

    Na saúde pública, a Portaria 2.803/2013 garante o acesso a serviços específicos para a população trans, incluindo o processo transexualizador no SUS. No DF, é permitido o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero na administração pública.

  • Ponte Honestino Guimarães: Quase meio século de história e transformação

    Ponte Honestino Guimarães: Quase meio século de história e transformação

    Marco do início de Brasília, a estrutura projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer completa 49 anos nesta quinta (6)

    Em 6 de fevereiro de 1976, Brasília ganhou uma nova ligação entre o Plano Piloto e o Lago Sul: a Ponte Honestino Guimarães, chamada de Costa e Silva até 2015. Quase meio século depois, essa estrutura segue como um importante elo entre as duas regiões, suportando o tráfego diário e carregando uma história de desafios.

    Exemplo marcante da arquitetura moderna, a ponte que se estende por 450 metros sobre o Lago Paranoá tem a assinatura de Oscar Niemeyer. A mudança do nome ocorreu para homenagear o líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar. Historicamente, a alteração representou um resgate da memória daqueles que lutaram pela democracia no Brasil.

    Passadas quase cinco décadas, a ponte passou por diversas intervenções para garantir sua segurança e conservação. Em 2023, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) iniciou a primeira grande reforma da estrutura, investindo R$ 13,7 milhões em reforços estruturais, ampliação das passarelas para pedestres e modernização da iluminação pública com lâmpadas de LED.

    No ano seguinte, em 2024, foram realizados serviços preventivos, como a instalação de novos cabos de protensão, aumentando a durabilidade da estrutura. Todas as intervenções foram planejadas para minimizar impactos no tráfego e garantir a continuidade da mobilidade urbana.

    “É uma grande honra para nós, da Novacap, cuidar da manutenção dessa que é mais uma obra de arte a céu aberto, assim como tantas outras em vários pontos de Brasília”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite.

    A Ponte Honestino Guimarães foi inaugurada em 6 de fevereiro de 1976 – uma estrutura de 450 metros de extensão que se tornou um dos exemplos da arquitetura moderna em Brasília | Foto: Divulgação/Arquivo Público do DF

    Desafios

    Nos anos 1970, Brasília crescia rapidamente, e a necessidade de uma nova ligação com o Lago Sul se tornava urgente. Para erguer a ponte, trabalhadores enfrentaram condições desafiadoras, como o clima seco e quente da cidade, a complexidade de construir sobre a água e a necessidade de concretagem noturna para evitar rachaduras devido às altas temperaturas diurnas.

    A obra de construção da Honestino Guimarães mobilizou mais de mil profissionais, entre operários, engenheiros e arquitetos. Muitos desses trabalhadores, vindos de diversas partes do Brasil, acabaram se estabelecendo na capital e ajudando a construir outros monumentos da cidade.

    Além de sua função estrutural, a ponte foi projetada para se integrar harmoniosamente à paisagem do Lago Paranoá, garantindo que sua presença não obstruísse a vista da Esplanada dos Ministérios – um princípio essencial no planejamento urbanístico de Brasília.

    Para erguer a ponte, trabalhadores enfrentaram a complexidade de construir sobre a água e a necessidade de concretagem noturna para evitar rachaduras devido às altas temperaturas | Foto: Divulgação/Arquivo Público do DF

    Curiosidades

    A primeira ponte do Lago Sul

    Antes da Ponte Honestino Guimarães, a primeira ligação entre o Lago Sul e o Plano Piloto foi a Ponte das Garças, construída entre 1973 e 1974. Informalmente, ela é chamada de Ponte do Gilberto, por sua proximidade com o centro comercial Gilberto Salomão.

    Técnicas inovadoras

    A construção utilizou concreto protendido, permitindo vãos mais longos sem a necessidade de tantos pilares, resultando em um design mais leve e moderno.

    Memórias ocultas

    Em 2018, foram encontrados dentro da estrutura da ponte escritos, desenhos e objetos deixados pelos operários da construção, incluindo luvas, roupas, latas de tinta e até restos de marmitas. Esses vestígios revelam um pedaço da história daqueles que ajudaram a erguer a estrutura.

    Palco de protestos e homenagens

    Além de sua importância estrutural, a ponte se tornou palco de manifestações políticas e homenagens a Honestino Guimarães, reforçando sua ligação com a história da resistência no Brasil.

  • Biblioteca Nacional de Brasília lança mostra para celebrar o Dia do Quadrinho brasileiro

    Biblioteca Nacional de Brasília lança mostra para celebrar o Dia do Quadrinho brasileiro

    Exposição, que segue até o dia 28, traça histórico da produção de HQs no país e na capital federal; entre as peças, está uma ‘visita’ da Liga da Justiça ao DF

    Fãs de quadrinhos já têm um lugar certo para visitar no Distrito Federal nos próximos dias: a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). Desde quinta-feira (30/1), o espaço, na Esplanada dos Ministérios, recebe uma exposição que destaca a história e a importância das HQs brasileiras.

    A mostra gratuita fica na BNB até o dia 28 deste mês e pode ser visitada de segunda a sexta, das 8h às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 14h | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    A abertura ocorreu em uma data comemorativa: 30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional, uma referência à data em que foi publicada a primeira história em quadrinhos genuinamente brasileira, As Aventuras de Nhô-Quim, de Angelo Agostini, em 1869. Quem for ao local vai encontrar originais e reproduções dos primeiros e dos mais importantes quadrinhos brasileiros, além de obras produzidas em Brasília ou com referências à capital federal, como a cópia de um exemplar de 1962 que mostra a Liga da Justiça visitando a então recém-inaugurada cidade.

    “O visitante consegue ver esse início das HQs no Brasil. Muita gente deve imaginar que isso se deu nos anos 1960, 1970, sob influência dos super-heróis americanos, mas não, é uma coisa mais antiga, da época do Império ainda. E passando aqui você vai ter esse apanhado histórico, um pouco do mercado brasileiro, até chegar ao final, onde estão algumas curiosidades sobre os quadrinhos em Brasília”, apontou Daniel Portela, um dos curadores da mostra.

    O garçom Daniel da Silva elogiou a exposição: “Minha infância foi basicamente de desenhos animados e quadrinhos, então adorei a exposição; isso aqui mostra o que vem sendo feito desde os anos 1960”

    As peças que compõem a exposição integram a coleção da Biblioteca Nacional de Brasília, e parte delas pode até ser levada para casa pelos usuários. “A gente tem um acervo muito rico, e aqui está uma amostra dele. E a gente expõe tudo isso para o pessoal; os mais históricos para fazer a pesquisa no nosso acervo raro e os que estão em circulação a gente empresta por 30 dias”, contou a diretora da BNB, Marmenha Rosário.

    O público gostou de saber mais sobre os quadrinhos nacionais. “Achei fantástico. Tem a Liga da Justiça aqui, em uma história com Brasília, e agora que eu fiquei sabendo”, exaltou o garçom Daniel da Silva. “Minha infância foi basicamente de desenhos animados e quadrinhos, então adorei a exposição; isso aqui mostra o que vem sendo feito desde os anos 1960. É muito importante”.

    A mostra fica no local até o dia 28 e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 14h. A entrada é gratuita.

  • Cachaça candanga: produção recebe apoio do GDF e é mais uma opção de turismo rural no Quadradinho

    Cachaça candanga: produção recebe apoio do GDF e é mais uma opção de turismo rural no Quadradinho

    Secretaria de Turismo estuda incluir roteiro dedicado à bebida na Coleção Rotas Brasília. Emater oferece apoio técnico a oito produtores, que produziram mais de 207 mil litros e faturaram mais de R$ 3,6 milhões em 2023

    Com um sabor tipicamente brasiliense, o Distrito Federal produziu mais de 207 mil litros de cachaça em 2023, gerando faturamento superior a R$ 3,6 milhões. Os dados são o último relatório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), que oferece apoio técnico desde o plantio da cana de açúcar até o engarrafamento da aguardente a oito produtores cadastrados.

    Diante da complexidade de sabores e aromas da cachaça assinada no Quadradinho, um grupo de produtores criou a experiência sensorial Brasília Cachaça Tasting. A iniciativa oferece degustações, tours guiados e uma imersão na cultura da cachaça, organizada por rótulos premiados nacional e internacionalmente: a Ararauna Micro Destilaria, a Cachaça Cavaco e a Adega Saracura.

    Promover a cachaça brasiliense também beneficiará o setor de bares e restaurantes, que podem agregar a experiência com o destilado no cardápio | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Para o secretário de Turismo, Cristiano Araújo, a proposta valoriza a riqueza cultural e gastronômica da capital federal, oportunizando a criação de atividades turísticas. A pasta estuda ampliar a Coleção Rotas Brasília com a inclusão de um trajeto voltado à cachaça. Em 2024, a coleção ganhou a Rota das Uvas de Brasília, com foco no enoturismo.

    “Brasília já se destaca no cenário internacional com cachaças premiadas, e incluir essa experiência em roteiros turísticos permite não apenas valorizar nossos produtores locais, mas também oferecer ao visitante uma imersão autêntica nos sabores e tradições da nossa região”, afirma Cristiano Araújo. “Isso diversifica a oferta turística e posiciona a cidade como um destino completo, que vai além da arquitetura e da política, reforçando sua identidade e atraindo um público ainda mais amplo.”

    O sommelier da Ararauna Micro Destilaria e idealizador do Brasília Cachaça Tasting, Carlosmagnum Nunes, destaca que a iniciativa visa aumentar a visibilidade da bebida produzida localmente em restaurantes, mercados e outros estabelecimentos, demonstrando a qualidade do produto. Como resultado, ele pontua o aumento do interesse no turismo rural e a criação de emprego e renda, desde a demanda por novos funcionários no plantio da cana de açúcar ao surgimento de novas destilarias no DF.

    O sommelier da Ararauna Micro Destilaria e idealizador do Brasília Cachaça Tasting, Carlosmagnum Nunes, destaca que a iniciativa visa aumentar a visibilidade da bebida produzida localmente

    “Queremos que o Brasil desponte com uma das referências, não só de produção de cachaça, mas de experiências vividas com a cachaça”, enfatiza Nunes. “Minas Gerais é o polo da produção de cachaça, principalmente na cidade de Salinas, que tem quase a mesma altitude de Brasília. As cachaças de Brasília são semelhantes às cachaças que são produzidas lá, em termos de qualidade, por causa da altitude. Qual a diferença? A nossa é muito melhor.”

    Experiência

    Durante o Brasília Cachaça Tasting, o participante pode conhecer cachaças produzidas em alambiques de cobre, desenvolvidas artesanalmente. O encontro oferece explicações sobre todo o processo e instiga o convidado a analisar desde a aparência aos aromas e notas gustativas das bebidas, verificando os índices de doçura, acidez e intensidade. Os mesmos detalhes são verificados durante o processo de blend das cachaças, que é a mistura de cachaças maturadas em barris diferentes.

    “Recebemos auxílio técnico na produção ecológica da Emater-DF e, consequentemente, conseguimos fazer um trabalho melhor e de maior qualidade”, pontua o master blender Igor Cavalcante

    Três vezes premiada nacional e internacionalmente, a Cachaça Saracura foi a primeira a ser registrada no DF, em 2004, e dispõe de mais de 40 barris europeus para o envelhecimento da aguardente. Quem está à frente deste trabalho minucioso é o master blend e proprietário da marca, Elio Gregório. “Experimento a bebida de cada barril e imagino combinações entre elas. Já consegui fazer a harmonização de 14 barris e a combinação foi excelente, premiada com a medalha de ouro. É um trabalho que exige sensibilidade e atenção aos detalhes”, revela.

    Por sua vez, a Cachaça Cavaco é a primeira com produção 100% brasiliense e única das três empresas à frente do Brasília Cachaça Teasing que dispõe de apoio técnico da Emater-DF. As instalações ficam em Sobradinho dos Melos, no Paranoá. “Recebemos auxílio técnico na produção ecológica da Emater-DF e, consequentemente, conseguimos fazer um trabalho melhor e de maior qualidade. Até porque a cachaça depende da matéria-prima, que deve estar adequada para o processo”, pontua o master blender e sócio proprietário da empresa, Igor Cavalcante.

    Promover a cachaça brasiliense também beneficiará o setor de bares e restaurantes, que podem agregar a experiência com o destilado no cardápio. “O conhecimento de funcionários e empresários sobre a cachaça do DF, com certeza, vai aumentar a visibilidade e o acesso dos consumidores, que poderão consumir bebidas com mais qualidade, feitas artesanalmente”, assinala Cavalcante.

    O grupo também organiza um roteiro ainda mais amplo voltado à produção da cachaça, incluindo visita às instalações da Cachaça Cavaco, almoço em restaurante rural, transporte e, claro, a degustação dos alambiques com harmonização. A experiência é promovida quinzenalmente e pode ser solicitada junto a qualquer uma das três cachaçarias. Para ter acesso a este pacote, o investimento é de R$ 650, enquanto para a degustação individual (sem os outros atrativos) é de R$ 250. Os dois modelos atendem de três a dez pessoas, sempre aos sábados.

  • Com 25 mil visitantes em 2024, Museu Vivo da Memória Candanga fortalece vínculos com as raízes da capital

    Com 25 mil visitantes em 2024, Museu Vivo da Memória Candanga fortalece vínculos com as raízes da capital

    Espaço destaca a história da construção de Brasília por meio das edificações e peças históricas; além do acervo tradicional, o local recebe oficinas, projeto educativo e eventos do Fundo de Apoio à Cultura

    Mais de 25 mil pessoas visitaram o Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC), no Núcleo Bandeirante, ao longo de 2024. Segundo os dados do espaço, os meses com maior frequência foram junho e agosto, com 4.006 e 3.163 visitas, respectivamente. Os períodos são conhecidos no local pela programação educativa voltada para estudantes da rede pública e privada.

    “O nosso foco do dia a dia são as escolas. Temos um programa educativo muito forte. Também recebemos muitas escolas e faculdades do mundo todo porque há uma curiosidade em conhecer a história da nova capital”, destaca a gerente do MVMC, Eliane Falcão. Os projetos realizados com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) também são apontados pela gestora como importantes para o impulsionamento da visitação: “Os eventos apoiados pelo FAC costumam ter um quantitativo maior de público”.

    O acervo do Museu Vivo da Memória Candanga relembra os tempos da construção de Brasília e os primeiros anos da nova capital | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    O Museu Vivo da Memória Candanga é conhecido por remontar a história desde antes da construção da nova capital até a inauguração de Brasília, em 1960. Terceiro espaço a ser construído pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), antes de se tornar um museu, o local abrigou o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO) para atender a demanda dos candangos. O acervo oficial é composto por edificações e peças históricas.

    “O Museu preserva valiosos recortes históricos dos primeiros anos de Brasília, refletindo o esforço e a determinação de milhares de migrantes que, com coragem e trabalho árduo, percorreram quilômetros para edificar a nova capital federal. Este espaço mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa é um ponto de encontro para a memória e a reflexão, sendo também aberto para eventos que conectam a população com a rica história e cultura da cidade, permitindo que todos possam vivenciar e celebrar o legado de nossa construção coletiva”, afirma o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), Felipe Ramón.

    Uso do espaço

    O museu tem foco na educação cultural e recebe cursos diversos, como costura criativa e cinema

    Sob a responsabilidade da Secec-DF, o museu é um espaço cultural disponível para eventos ou oficinas. Para fazer a solicitação de uso, os interessados devem seguir alguns procedimentos, incluindo a assinatura da Secretaria responsável e a verificação de disponibilidade de horário, a fim de evitar conflitos com outras atividades já programadas no museu.

    Os interessados devem enviar um e-mail para o endereço eletrônico mvmc@cultura.df.gov.br solicitando o Formulário de Pauta Espontânea, primeiro passo para a solicitação do uso do espaço. As propostas apresentadas devem incluir o projeto do curso, que deve estar vinculado à temática cultural, e será submetido à apreciação da Subsecretaria de Patrimônio Cultural. Não é obrigatório contar com apoio do FAC, nem realizar as atividades nos horários de funcionamento do museu. Como exemplos, alguns cursos em andamento incluem cinema, costura criativa e crochê no lacre.

    Para pessoas físicas, é necessário preencher o Formulário de Pauta Espontânea, apresentar documento de identificação com CPF, comprovante de residência e assinar o termo de responsabilidade pelo uso do espaço. No caso de pessoas jurídicas, a solicitação requer o Formulário de Pauta Espontânea, documento de identificação, CNPJ, Contrato Social, ata de reunião de assembleia, estatuto e termo de responsabilidade.

    As solicitações devem ser feitas com, no mínimo, 40 dias de antecedência ao evento, e os documentos devem ser preenchidos digitalmente. Caso haja necessidade, o setor administrativo do MVMC está disponível para fornecer suporte. Além disso, é imprescindível fazer um aviso prévio, seja por e-mail ou telefone, para garantir a reserva e o bom andamento do processo.

    Os cursos oferecidos são, geralmente, gratuitos. No entanto, caso haja cobrança, o valor máximo permitido para a participação é de R$ 50, conforme estabelecido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Esse valor deve ser destinado exclusivamente à aquisição de materiais necessários para o curso.

  • DF Raízes do Sertão celebra a cultura nordestina

    DF Raízes do Sertão celebra a cultura nordestina

    Música, teatro, performances e literatura estão entre as atrações da iniciativa, que promove encontros gratuitos em 11 cidades do DF nos próximos fins de semana durante três meses

    Uma viagem ao coração do Nordeste está prestes a começar no Distrito Federal. O projeto DF Raízes do Sertão levará, entre este sábado (25) e 13 de abril, uma vasta programação cultural gratuita para 11 cidades do DF e do Entorno. Com palcos temáticos que homenageiam estados nordestinos, o evento tem entrada gratuita à comunidade e oferece um mergulho nas manifestações tradicionais, como música, literatura de cordel, teatro, danças e homenagens a mestres da cultura popular.

    A primeira parada, batizada de Nordeste nas Cidades, será neste fim de semana (25 e 26), em Ceilândia. Com teatro infantil, contação de histórias, cordelistas, quadrilha caipira e shows musicais, famílias e entusiastas da cultura nordestina poderão se divertir e festejar.

    O projeto é fruto de um chamamento público promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), em parceria com a organização da sociedade civil (OSC) Brasil Sapiens, e busca, além de entreter, promover o diálogo entre a comunidade local e as raízes culturais do Nordeste. Para participar, basta acessar o site oficial do evento, que será realizado sempre aos sábados e domingos, e garantir ingressos gratuitos.

    Programação

    “Brasília é a capital mais nordestina do nosso país, e nada mais justo do que não só homenagearmos, mas valorizarmos a cultura nordestina por meio dos nossos artistas, mestres e mestras da cultura popular”, afirma o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes.

    Em Ceilândia, a programação de sábado começa às 17h, com encenação do grupo teatral Mamulengo Fuzuê, e segue com Bumba meu boi Jatobá Cia Articum (18h20), show com Som de Classe (20h) e show com Rapadura XC (21h30). Já no domingo, a festa abre às 16h, com os Mamulengos Sem Fronteira, seguido por uma apresentação de Reisado (17h10), performance dos Meninos de Ceilândia – frevo e bonecos gigantes (20h30) e grupo Taleta de Bambu (20h30).

    Veja, abaixo, o cronograma das apresentações.

    Santa Maria – Maranhão
    ⇒ 1º e 2 de fevereiro

    Planaltina de Goiás – Conexão Nordeste
    ⇒ 8 e 9 de fevereiro

    Gama – Rio Grande do Norte
    ⇒ 15 e 16 de fevereiro

    Guará – Pernambuco
    ⇒ 
    22 e 23 de fevereiro

    Sobradinho – Alagoas
    ⇒ 
    8 e 9 de março

    São Sebastião – Bahia
    ⇒ 15 e 16 de março

    Samambaia – Sergipe
    ⇒ 22 e 23 de março

    Recanto das Emas – Ceará
    ⇒ 29 e 30 de março

    Planaltina – Paraíba
    ⇒ 5 e 6 de abril.

    Plano Piloto – Mestre Teodoro Freire
    ⇒ 12 e 13 de abril.

    Mais informações: @raizesdosertaodf e www.sympla.com.br/evento/raizes-do-sertao-conexao-nordeste/2773244

  • Planetário recebe simulador de realidade virtual e exposição fotográfica

    Planetário recebe simulador de realidade virtual e exposição fotográfica

    Até abril, público visitante poderá conferir as novas atrações gratuitas na área externa do monumento

    A partir desta quinta (23), Brasília será palco do projeto Viagem na Via Láctea, uma experiência inovadora que reúne educação, ciência, tecnologia e inclusão. Realizado na área externa do Planetário de Brasília, o evento promete levar o público de todas as idades a uma jornada fascinante pelo sistema solar, unindo realidade virtual, imagens reais da Nasa e sustentabilidade. A entrada é gratuita.

    Elaborado pelo Instituto Organizacional Federal (IOF) em parceria com o Instituto Pra Vida e com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), o projeto foi planejado para ser acessível a todos. A estrutura conta com narração e legendas para deficientes visuais e auditivos, além de garantir acessibilidade para cadeirantes.

    Um dos destaques do projeto é o simulador imersivo, que utiliza tecnologia de realidade virtual para transportar os visitantes aos planetas, luas e outros corpos celestes. Com capacidade para até seis pessoas por vez, a experiência dura cinco minutos e funciona diariamente, das 13h às 19h, com acesso por ordem de chegada.

    Mostra interativa

    Além do simulador, a iniciativa oferece uma exposição interativa e educativa, composta por 28 fotografias do sistema solar provenientes do acervo da Nasa (sigla em inglês da National Aeronautics and Space Administration, dos EUA, traduzido como Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) exibidas em 15 totens ecológicos alimentados por energia solar. Esses totens, disponíveis 24 horas por dia, reforçam a proposta sustentável do projeto, enquanto as imagens despertam o fascínio pelo universo e aproximam o público dos mistérios do cosmos.

    A experiência será dividida em duas fases. Nos primeiros dois meses, de janeiro a março, o público poderá aproveitar tanto o simulador quanto a exposição. Nos últimos 30 dias, de 16 de março a 15 de abril, a exposição fotográfica permanecerá como atração principal.

    Diferenciais do projeto

    Segundo Melissa Viana, curadora da iniciativa, a proposta é ampliar o acesso à astronomia de forma lúdica e inclusiva. “Queremos tornar a astronomia acessível, encantando o público com a grandiosidade do universo e despertando a curiosidade de forma inclusiva e sustentável. É uma oportunidade única para aprender e se conectar com o cosmos sem sair de Brasília”, afirma.

    A expectativa é atrair cerca de 20 mil pessoas, incluindo estudantes, educadores, famílias e entusiastas da Astronomia. A classificação indicativa é livre.

    Viagem na Via Láctea

    → Abertura nesta quinta-feira (23), com visitação até 15 de abril
    → Local:  área externa do Planetário de Brasília
    → Visitação: das 13h às 19h (simulador) e 24h (exposição)
    → Classificação indicativa livre
    → Entrada gratuita.

  • Biblioteca Nacional de Brasília oferece aulas gratuitas de samba de gafieira

    Biblioteca Nacional de Brasília oferece aulas gratuitas de samba de gafieira

    Inscrições estão abertas para 20 vagas, sendo 10 para condutores e a outra metade para conduzidos; oficina inaugural será no dia 12 de fevereiro e curso terá duração de seis meses

    A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) está com inscrições abertas para aulas gratuitas de samba de gafieira com o professor Daniel Rivas. Ao todo, serão ofertadas 20 vagas, sendo 10 para condutores e a outra metade para conduzidos. As 10 primeiras vagas serão preenchidas conforme a ordem de inscrição e as demais, por sorteio

    Os interessados podem se candidatar preenchendo um formulário disponível nas redes sociais do equipamento público. Para participar, é preciso que o candidato tenha 18 anos completos.

    É a primeira vez que a BNB oferece aos usuários aulas de dança. “É uma forma de chamar o público da dança para ocupar esse equipamento público. A biblioteca não é um espaço apenas de silêncio e estudos, é um ambiente de cultura, de música e de troca. O professor Daniel Rivas é um voluntário que quer compartilhar conhecimento sobre a dança”, explica a bibliotecária Suelen da Silva dos Santos.

    O curso

    A aula inaugural será no dia 12 de fevereiro e o curso terá duração de seis meses. As aulas serão ministradas às quartas-feiras, das 12h às 13h30, no foyer da Biblioteca Nacional de Brasília, localizado no segundo andar.

    Daniel Rivas afirma que o objetivo do curso é democratizar o acesso a um dos gêneros musicais mais tradicionais do país, o samba, originário do maxixe e que ganhou popularidade no início do século XX. “Eu vejo o samba como uma parte fundamental da identidade brasileira, é uma sensação de pertencimento. Mesmo sendo algo tão parte do Brasil, o samba de gafieira, que é dançado em par, ainda é pouco conhecido aqui em Brasília”, conta.

    “No geral, quando se fala em dança de par, as pessoas só conhecem o forró. Dessa forma, com este projeto, meu objetivo é difundir o samba de gafieira de uma forma descomplicada e acessível, para que todo mundo possa dançar no dia a dia, seja no pagodinho ou no churrasco de família”, prossegue o dançarino.

  • Planetário de Brasília promove Colônia de Férias educativa e gratuita

    Planetário de Brasília promove Colônia de Férias educativa e gratuita

    Entre as várias atividades disponíveis para as crianças no espaço, destacaram-se o lançamento de foguetes, a exibição de filmes na cúpula e o passeio no simulador

    Na contagem regressiva, um coro de crianças entoava animado: “5… 4… 3… 2… 1” – e lá se ia mais um foguete de garrafa pet lançado pelos pequenos participantes da décima edição da Colônia de Férias, que acontece desta terça-feira (21) a sexta-feira (24) no Planetário de Brasília Luiz Cruls. Nesta semana, o espaço recebe as crianças em uma experiência única de aprendizado e diversão durante a iniciativa que busca aliar educação, entretenimento e solidariedade, promovendo uma programação especial voltada para o universo da astronomia e da ciência.

    Crianças se surpreenderam com o lançamento de um foguete de garrafa pet na Colônia de Férias do Planetário de Brasília | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    A experiência inédita encantou Mariana Santos, de 7 anos. “Gostei muito dessa parte do foguete, de ver eles indo parar lá em cima”, observou, animada. Também foi a parte favorita do João Lovatto, de 7 anos: “Gostei demais quando ele explode para voar”. O pequeno também compartilhou o aprendizado que absorveu no filme assistido na cúpula, mais cedo: “As nebulosas são nuvens feitas de poeira e gás”.

    As inscrições finalizadas na segunda-feira (20) contaram com uma ação solidária para recolher agasalhos e alimentos não perecíveis. Com 24 vagas por dia, a colônia ocorre em dois ciclos: nos dias 21 e 22 são atendidas crianças de 6 a 8 anos e, nos dias 23 e 24, crianças de 9 a 12 anos. As atividades são sempre no período da manhã, das 8h às 12h. Além de conhecer as exposições permanentes e acompanhar as exibições da cúpula, os participantes têm a oportunidade de aprender astronomia por meio de oficinas, gincanas e jogos pedagógicos.

    Espaço de aprendizado

    Na programação especial de férias, as crianças chegam às 8h e trazem um café da manhã para lancharem em grupo. Em seguida começam as atividades, onde a primeira é um jogo de tabuleiro voltado para astronomia. De lá as crianças assistem um filme na cúpula e também utilizam um simulador de realidade virtual para um passeio no espaço.

    Nas oficinas, os pequenos constroem um carrinho de corrida com motor feito de balão, onde o impulso é o ar solto pela bexiga. Há também o lançamento de foguetes, feito com garrafas pet, água e ar comprimido. A programação é direcionada de acordo com a faixa etária do grupo atendido, que também tem acesso a visitação do espaço e, no fim do dia, ganham uma mochila do Planetário de brinde.

    “Eu gostei de tudo: soltar o foguete, montar os carrinhos para a corrida e também ficar na cápsula”, disse Joaquim de Oliveira Costa, de 8 anos

    Noah Klassen, de 8 anos, confessou que implorou à mãe para ficar em casa, porque não estava lá muito animado para o passeio. Mas, quando ele chegou no Planetário, não deu outra: a animação das atividades com os coleguinhas tomou conta. “Eu amei, foi muito legal. Teve a corrida de carrinhos, onde o motor é feito de balão e os monitores que me ajudaram a fazer. Eles são muito simpáticos. Aprendi sobre o espaço e muitas coisas”, comentou.

    Junto ao amigo Noah, o pequeno Joaquim de Oliveira Costa, 8, disse ter gostado de todas as atividades que fizeram no espaço. Para o pequeno, a parte mais legal da Colônia de Férias é fazer novos amigos. “É mais divertido vir aqui com os amigos. Eu gostei de tudo: soltar o foguete, montar os carrinhos para a corrida e também ficar na cápsula. Estou muito feliz”.

    “Aqui eles aprendem brincando”, diz o diretor do Planetário, Junior Berbet

    O diretor do Planetário, Junior Berbet, ressaltou que a Colônia de férias já virou um ponto de acerto do espaço, que é atualmente um ponto turístico acessível para toda população do DF e atende inclusive visitantes de outros estados. Desde a semana passada, entre terça e domingo, mais de mil pessoas passaram diariamente pelo Planetário.

    “Aqui eles aprendem brincando, mudam um pouquinho a rotina e queimam as energias que todo pai quer que a criança queime para chegar em casa mais tranquilo. E essa é a questão, tirar um pouquinho a criança de casa e das telas para ter uma brincadeira com ensino. Tudo aqui envolve adquirir conhecimento – no foguete e no carrinho, por exemplo, há conhecimentos de física envolvidos”, detalhou.

    Nas oficinas, os pequenos constroem um carrinho de corrida com motor feito de balão, onde o impulso é o ar solto pela bexiga

    O diretor pontuou, ainda, que até o final da semana, serão cerca de 100 crianças participando da programação. Sobre o retorno dos pais, ele recorda que a pergunta que fazem aos filhos é sempre a mesma: se gostou do dia no Planetário. “Eles sempre respondem que sim com empolgação. E criança é bem transparente, então é fácil ver quando ela gosta ou não de algo”.

    Participando da programação especial, Lorenzo Galdino, de 8 anos, contou o que aprendeu com entusiasmo: “temos que encher o balão e daí o carrinho tem que atravessar a pista com o ar que sai da bexiga. Eu aprendi que os foguetes precisam de muita energia para serem lançados no espaço. A gente lanchou, fez atividades, jogou alguns jogos e também brincou um pouco. Gostei de tudo”, narrou a criança.

    Público geral

    Com cinco décadas de existência, o equipamento público alcançou a marca de 100 mil visitantes em 2024, consolidando-se como um dos principais polos de educação científica e lazer da capital federal. A programação da cúpula para o público em geral continua de terça a domingo com cinco sessões nos horários de 11h, 14h30, 16h, 17h e 18h.

    Durante a visita, o público pode conferir uma projeção do céu estrelado e um vídeo sobre astronomia, com 35 minutos de duração. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos pessoalmente 30 minutos antes da sessão, com capacidade máxima de 80 lugares.

  • Planetário de Brasília traz sessões especiais para público durante as férias

    Planetário de Brasília traz sessões especiais para público durante as férias

    São cinco sessões, de terça a domingo, das 11h até às 18h, A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão

    Juntar aprendizado com diversão no período das férias da criançada. É com essa proposta que o Planetário de Brasília Luiz Cruls oferece uma programação especial durante o mês de janeiro para despertar ainda mais o espírito explorador sobre o cosmos e a ciência, não só dos pequenos, mas de toda a família.

    Durante a visita, o público pode conferir uma projeção do céu estrelado e um vídeo sobre astronomia, com 35 minutos de duração, por meio do projetor central astronômico SpaceMaster. São cinco sessões, de terça a domingo, nos horários das 11h, 14h30, 16h, 17h e 18h. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos pessoalmente 30 minutos antes da sessão. A capacidade máxima é de 80 lugares.

    Durante a visita, o público pode conferir uma projeção do céu estrelado e um vídeo sobre astronomia, com 35 minutos de duração, por meio do projetor central astronômico SpaceMaster | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    No local, os visitantes podem ver a exposição Uma viagem no espaço-tempo, com visita guiada, além de conhecer um local destinado à Agência Espacial Brasileira. “Nesse período nós fazemos atividades que são mais recreativas, então utilizamos a parte do ensino com jogos e brincadeiras e o importante é a difusão científica”, destaca o diretor do Planetário, Junior Berbet.

    A estimativa é que, ao todo, mais de 10 mil pessoas visitem a instalação neste mês. “Por isso, a gente pede para que os interessados cheguem com a antecedência de 30 a 60 minutos para conseguir pegar senha e assistir as atrações na cúpula” orienta Berbet.

    Para o diretor, o local é um espaço onde as crianças podem instigar a curiosidade pela astronomia e aprofundar os conhecimentos na ciência. “É uma chance única de se conectar com aspectos que vão além da percepção visual humana, oferecendo também a oportunidade de aprofundar o conhecimento em astronomia”, destaca.

    “Ele tem muita curiosidade no assunto e gosta de assistir planetas, então meu pai deu a ideia da gente vir conhecer o Planetário”, relata a mãe Iara Ramos

    Astronomia em família

    Com muita cultura, história e entretenimento, a visita ao local promove sensações diversas em quem passa por lá. O pequeno Nycolas, de 7 anos, por exemplo, chegou ansioso para conhecer os mistérios dos astros e da astronomia. Acompanhado dos pais, a criança queria saber mais sobre o sistema solar. “Ele tem muita curiosidade no assunto e gosta de assistir planetas, então meu pai deu a ideia da gente vir conhecer o Planetário”, relata a mãe Iara Ramos, 28, que também aproveitou a ida para levar os outros dois filhos, de 6 e 2 anos. Foi a primeira vez da família no Planetário e a expectativa era vivenciar um local que é referência em Brasília. “Aproveitar para conhecer e também gastar um pouco de energia das crianças”, conta a mãe animada.

    Pessoas de outros estados e países, que vivenciam as experiências educativas e imersivas sobre astronomia e ciências espaciais também aprovam a experiência, como Onésima Aguiar Campos, 41. Ela saiu de Palmas, no Tocantins, com o marido, o filho e a sobrinha para conhecer a capital federal durante as férias, uma das atividades era conhecer o Planetário de Brasília. “Meu filho tem um encantamento muito grande pela astronomia. Ele gosta e é muito curioso com relação aos planetas, aos meteoros, meteoritos e ao sistema solar como um todo. Então um dos passeios que escolhemos fazer aqui era o Planetário”, contou a professora. A ida possibilitou a família a ter mais conhecimentos sobre o espaço. “Nós viemos para tornar esse contexto mais prático para as crianças”, destacou Onésima.

    Planetário de Brasília

    O icônico espaço brasiliense completou 50 anos em 2024, com mais de 102 mil visitantes em 2024. O equipamento público é espaço cultural, histórico e de entretenimento, voltado à educação e divulgação científica e o possui três pavimentos.

    O visitante é consultado na recepção sobre o modelo de visitas que prefere ter, podendo ser livres ou guiadas. Não é necessário agendamento prévio para ter acesso à exposição, basta comparecer ao local. A visita é gratuita e atende a todas as idades. Para grupos organizados, escolas e outros é solicitado agendamento antecipado pelo telefone: (61) 98199-2692.