Categoria: Tecnologia

  • O mundo cibernético nas nuvens

    O mundo cibernético nas nuvens

    Brasileiro Joel Correia, com MBA nos Estados Unidos e membro de várias entidades especializadas em tecnologia nas américas, faz uma análise sobre a importância da segurança das informações no mundo da era tecnológica

    A era cibernética, nas últimas décadas, tem dominado o mundo de forma, quase generalizada. Quando se fala nesse estrondoso domínio, não se deve compreender, nesse universo de afirmações, somente os setores industriais, de serviços e produtos, mas também, inserir nesse bojo, a cotidiana vida do ser humano. Seja na mais singular ação, desde o âmbito doméstico e do trabalho, como do lazer e do entretenimento.

    Joel Correia, engenheiro elétrico com MBA nos Estados Unidos e especialização em TI – Foto: Divulgação

    Afinal de contas, estamos cercados em “metros cúbitos” pela tecnologia da era cibernética. E a tendência é que as coisas evoluam ainda mais para um mundo cada vez mais imerso na inteligência artificial. E com informações confinadas nas nuvens.

    Diante a tantos avanços e desafios, com inúmeras vertentes sobre um mundo mais dependente dos robôs e de informações secretas, vem sempre os questionamentos, se horizonte com tantos avanços tecnológicos, não pode nos levar ao abismo da insegurança?

    Em se tratando de segurança cibernética e outros elementos necessários para nos manter mais seguros frente a tantos emaranhados tecnológicos, nesse caminho cibernético, vamos bater um papo com o engenheiro elétrico e especialista em TI, Joel Correia Leite (35), paulista da capital, formado pela Universidade Nove de Julho e com MBA pela Rutgers Business School of New Jersey  Engineering & technology Management nos USA.

    “É importante adotar uma abordagem por camada, para melhorar a segurança de dados” – Foto: Divulgação

    RI: Qual a dinâmica necessária para entendermos melhor o mundo cibernético? E quais as ferramentas necessárias para manter os dados empresariais seguros, principalmente em nuvem?

    Joel: Para entender melhor o mundo cibernético, é necessário adotar uma abordagem dinâmica que envolva várias frentes e necessidades. Entre elas estão: educação e conscientização, criptografia, controle de acesso, monitoramento constante, backup e recuperação de dados, atualização de segurança, entre outros. Lembrando que a segurança cibernética é um campo complexo e em constante evolução, portanto, é recomendável buscar orientação especializada e atualizações regulares sobre as melhores práticas de segurança.

    RI.: Como o senhor vê a relação entre esses dois conceitos cloud e cybersecurity?

    Joel: A relação entre cloud e cybersecurity é extremamente relevante nos dias de hoje. A computação em nuvem oferece muitos benefícios, como escalabilidade e flexibilidade, mas também apresenta desafios em termos de segurança cibernética.

    “A relação entre Cloud e Cybersecurity é extremamente relevante nos dias de hoje”

    Joel Correia

    RI: A segurança nesse mundo tecnológico é uma preocupação muito importante. Quais seriam os principais desafios de segurança que as empresas enfrentam ao adotar soluções em nuvem?

    Joel: Existem vários desafios. Um deles é a proteção dos dados. Com o armazenamento e processamento de informações na nuvem, é fundamental garantir que os dados estejam adequadamente protegidos contra acesso não autorizado. Até porque a empresa estabelece um ele de confiança nos provedores de serviços em nuvem, já que as elas estão confiando a eles a responsabilidade de proteger seus dados.

    RI: E como as empresas podem garantir a segurança de seus dados ao usar serviços em nuvem?

    Joel: É importante adotar uma abordagem em camadas. Isso envolve não apenas confiar nos recursos de segurança fornecidos pelos provedores de serviços em nuvem, mas também implementar medidas adicionais. Isso inclui autenticação multifatorial, criptografia de dados, monitoramento contínuo de atividades suspeitas e treinamento dos funcionários em boas práticas de segurança cibernética.

    RI: Como os provedores de serviços em nuvem têm respondido a essas preocupações de segurança?

    Joel: Os provedores de serviços em nuvem estão cientes sobre o tema segurança, e têm investido significativamente em medidas de proteção. Eles implementam firewalls avançados, sistemas de detecção de intrusões e prevenção de ataques DDoS (ou negação de serviço distribuída), além de realizar auditorias de segurança regulares. Somado a isso, eles trabalham continuamente em parceria com especialistas em segurança cibernética para desenvolver soluções cada vez mais robustas.

    “É importante lembrar que a segurança cibernética é um esforço contínuo e que a colaboração entre empresas e provedores de serviços”

    RI: Qual conselho o senhor daria às empresas que estão considerando adotar a nuvem em relação à segurança cibernética?

    Joel: Meu conselho seria que as empresas realizem uma avaliação completa de riscos e adotem uma abordagem proativa para a segurança cibernética. Isso envolve entender suas necessidades de segurança, selecionar provedores de serviços em nuvem confiáveis e implementar medidas adicionais de proteção. É importante lembrar que a segurança cibernética é um esforço contínuo e que a colaboração entre empresas e provedores de serviços em nuvem é fundamental para manter os dados protegidos.

    RI: Muito obrigado por compartilhar seus insights valiosos sobre cloud e cybersecurity.

    Joel: Foi um prazer participar da entrevista e discutir esse tema tão importante.

    *Joel Correia é membro: ABENGE-Associação Brasileira de Educação em Engenharia, do IEEE-Institute of Electrical and Electronics Engineers (USA), AEE-Association of Energy Engineers (USA), ITS-International Telecommunications Society (USA) e CREA-Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Brasil).

  • Jovem sofre queimadura de 1º grau após celular explodir na tomada

    Jovem sofre queimadura de 1º grau após celular explodir na tomada

    O acidente ocorreu na noite deste domingo (14/5), na Quadra 829 de Samambaia. Jovem foi levado ao hospital consciente

    Um jovem de 18 anos sofreu queimaduras de 1º grau na cabeça depois que o celular, que carregava em uma tomada, explodiu. O acidente ocorreu na noite deste domingo (14/5), na Quadra 829 de Samambaia, e mobilizou três militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF).

    Segundo o CBMDF, o jovem apresentava lesões na pele, mas sem a formação de bolhas. Aos militares, o garoto disse que o celular da marca Samsung carregava na tomada, quando explodiu e o atingiu.

    O rapaz foi avaliado pelos socorristas e encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) consciente, orientado e estável.

    Fonte: G1

  • Campus Party Brasília começa nesta quarta-feira (5)

    Campus Party Brasília começa nesta quarta-feira (5)

    Expectativa dos organizadores é chegar a 70 mil visitantes na área aberta. Entre novidades, estão campeonato gastronômico e desfile de moda tecnológico

    A quinta edição da Campus Party Brasília (CPBSB5) começa nesta quarta-feira (5) e vai até domingo (9), no Estádio Mané Garrincha. A feira de tecnologia, ciência e empreendedorismo é realizada em parceria com o Sesi Lab.

    Entre as atrações, estão palestras sobre internet das coisas, blockchain, games, cultura maker, educação e empreendedorismo do mundo. De novidades, a Campus Party tem a competição Printer Chef, um campeonato gastronômico, e a Campus Party Fashion Tech, um desfile de moda tecnológico.

    A expectativa dos organizadores é chegar a 70 mil visitantes na área Open durante os dias 5 e 9 de abril.

    Veja como é a divisão da Campus Party Brasília por setores

    A Campus Party no Estádio Mané Garrincha está dividida em três áreas:

    1. Camping
    2. Arena
    3. Open Campus

    A Open Campus é a área gratuita, com atividades como simuladores de realidade virtual aumentada, batalhas de drones, e mostra de projetos acadêmicos e startups.

    O espaço conta também com o ”Campus Play”, um lugar para os campeonatos de gamers e conteúdos voltados aos jogos digitais, como a Arena de Drones e a Arena Gamer.

    Programe-se

    Campus Party Brasília 2022

    • Quando: de quarta-feira (5) até domingo (9)
    • Onde: Estádio Mané Garrincha
    • Ingressos: no site

    Arena

    • Quarta-feira (5): a partir das 12h
    • Quinta, sexta e sábado (6, 7 e 8): funcionamento 24h
    • Domingo (9): encerra às 17h

    Área Open

    • Quinta, sexta e sábado (6, 7 e 8): das 10h às 21h
    • Domingo (9): das 10h às 17h

    Camping

    • Das 18h de terça-feira (4) até 18h de domingo (9)
    • Funcionamento 24h

    Fonte: G1

  • Festival de Robótica reúne mais de 2 mil estudantes do país na Arena Mané Garrincha

    Festival de Robótica reúne mais de 2 mil estudantes do país na Arena Mané Garrincha

    Evento começa nesta quarta-feira (15). Programação é gratuita e conta com oficinas do SESI Lab e seminários

    5º Festival SESI de Robótica começa nesta quarta-feira (15), em Brasília. O evento reúne mais de 2 mil alunos de escolas públicas e particulares de todo o Brasil e vai até sábado (18), na Arena BRB Mané Garrincha.

    Os estudantes, com idade de 9 a 19 anos, passaram dois meses se dedicando à programação e construção de robôs, além do desenvolvimento de projetos sociais e de inovação para apresentar e competir no festival.

    Além do torneio de robótica, que mostra o impacto da metodologia de ensino Steam (sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia, artes/desing e matemática) na formação pessoal e acadêmica dos jovens, o evento tem uma programação paralela que inclui:

    • Oficinas makers do SESI Lab gratuitas para famílias, com montagem de carrinho movido à vela e a motor, lançador de foguetes e robô;
    • Seminário Internacional SESI Senai de Educação, com participação de especialistas e representantes do Ministério da Educação (MEC), para discutir políticas e inovação na educação brasileira;
    • Exposição sobre o papel da educação na reindustrialização do país, com projetos desenvolvidos pelo SESI, pelo Senai e por seus alunos.

    Programe-se

    5º Festival SESI de Robótica

    • Local: Arena BRB Mané Garrincha
    • Quarta-feira (15): montagem e abertura oficial, das 15h às 18h
    • Quinta-feira (16): competições e seminário, das 9h às 18h
    • Sexta-feira (17): competições e seminário, das 9h às 18h
    • Sábado (18): finais da competição e cerimônia de premiação, das 9h às 18h
    • De graça
    • Veja aqui a programação completa

    Fonte: G1

  • TOI 700: Novo planeta que pode ser habitável foi encontrado pela Nasa

    TOI 700: Novo planeta que pode ser habitável foi encontrado pela Nasa

    Identificado como TOI 700 e, o corpo celeste tem tamanho semelhante ao da Terra e condições ideais para possuir água em sua superfície

    Um novo planeta que pode ser habitável foi descoberto pelo satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da Nasa. Identificado como TOI 700 e, ele está em uma “zona habitável”, isto é, está em uma região de seu sistema planetário que permite a presença de água líquida em sua superfície, viabilizando a existência de vida.

    A descoberta foi apresentada na terça-feira (10) na 241ª reunião da Associação Astronômica Americana, em Seattle, que acontece entre os dias 8 e 12 de janeiro.

    O corpo celeste é um dos poucos planetas do tamanho da Terra descobertos na zona habitável de uma estrela até agora. O sistema onde ele se encontra possui outros três planetas (TOI 700 b, c, d). Dos quatro, apenas dois têm condições para ser habitável.

    Localizado no sistema planetário TOI 700, o planeta está a 100 anos-luz, na constelação Dorado, e tem as seguintes características:

    • Tem 95% do tamanho da Terra;
    • Provavelmente é rochoso; e
    • Completa uma órbita a cada 28 dias.

    “Este é um dos poucos sistemas com vários planetas pequenos e de zona habitável que conhecemos”. — Emily Gilbert, membro do laboratório Jet Propulsion da Nasa.

    De acordo com Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica na sede da Nasa, o satélite TESS que encontrou os planetas desse sistema foi projetado e lançado especificamente para encontrar corpos celestes do tamanho da Terra orbitando estrelas próximas.

    Fonte: G1

  • Cientistas desenvolvem painel solar que produz hidrogênio

    Cientistas desenvolvem painel solar que produz hidrogênio

    Cientistas estão trabalhando em uma nova categoria de painéis de energia solar com capacidade de gerar hidrogênio verde. O equipamento pode produzir 250 litros de hidrogênio por dia

    Painéis de energia solar para telhados que captam a luz solar e água do ar podem se tornar uma realidade no futuro. Assim como os painéis solares, os painéis de hidrogênio serão ligados por meio de tubos de gás, ao invés de cabos elétricos. Esta inovação promete chegar ao mercado em breve, por meio da empresa chamada KU Leuven. Há mais de dez anos os pesquisadores desenvolvem e aprimoram a tecnologia, sendo que o protótipo final foi incorporado em um design atrativo pela Comate Engineering & Design.

    O painel solar para a produção de hidrogênio verde transforma o vapor de água no ar, em hidrogênio, com a ajuda da luz solar. Os  cientistas garantem que conseguem gerar cerca de 250 litros de hidrogênio diário, produzindo uma eficiência de 15%. Este projeto, Solhyd, entrou em fase transição de pesquisa para investimento por meio de uma empresa parceira.

    Os painéis de hidrogênio, são painéis solares que dividem as moléculas de H₂O, produzindo o gás hidrogênio, com a ajuda da energia solar. Lugares na Terra que sejam muito secos, não são bons locais para o uso deste tipo de tecnologia.

    Estes novos painéis são, além de tudo, idênticos aos painéis solares comuns, mas em vez de serem ligados por um cabo elétrico, são ligados por tubos de gás. A camada superior do painel gera energia, por baixo, um sistema de tubagem produz o hidrogênio a partir da extração das moléculas de água existentes no ar, por meio de uma membrana.

    Segundo o cientista da KU Leuven, Jan Rongé, os painéis de energia solar que geram hidrogênio são compatíveis com grande parte dos módulos fotovoltaicos atuais, podendo ser ligados diretamente ao sistema.

    Desta forma, é possível se beneficiar dos desenvolvimentos tecnológicos e redução de custos da indústria fotovoltaica. Para melhorar esta sinergia, os painéis de energia solar de hidrogênio Solhyd são compatíveis com grande parte das estruturas de montagem existentes.

    Os painéis de hidrogênio são pequenos, modulares e perfeitos para uma produção descentralizada. A estimativa é que 20 destes painéis possam gerar energia e calor para uma casa bem isolada com uma bomba de calor durante todo o inverno. Quando instalados ao lado de um coletor térmico solar e painéis solares comuns, os painéis de hidrogênio verde podem ajudar a aquecer as casas e gerar energia durante o ano inteiro.

    Foto: Comate Engineering & Design.

    Para qual fim o hidrogênio verde produzido pode ser utilizado?

    Estes painéis não podem armazenar hidrogênio e atuam em baixas pressões, desta forma geram grandes benefícios de custo e segurança. O hidrogênio gerado é recolhido a partir do painel e em seguida, se necessário, é comprimido, permitindo ser armazenado por tempo indefinido. É claro que algumas aplicações não precisam que o gás seja comprimido, ou então serão utilizados outros meios de armazenamento.

    O hidrogênio gerado pelo equipamento pode ser utilizado em diversas aplicações, como a mobilidade. Desta forma, para aplicações de uso médio, como apoio de energia, transportes pesados. Mais tarde, com o desenvolvimento da tecnologia, pode-se pensar em qualquer tipo de aplicação, como a geração de amônio em larga escala ou até mesmo sistemas em pequena escala, fora da rede.

    A empresa afirma que os custos serão idênticos ao mercado de energia solar, pois não são utilizados metais raros na fabricação destes painéis, o que permite manter um preço acessível.

  • ‘Carro voador’ encomendado pela Gol deve chegar ao Brasil em 2025

    ‘Carro voador’ encomendado pela Gol deve chegar ao Brasil em 2025

    Veículo realizou o primeiro voo com sucesso nesta semana; assista. Aeronave deve alcançar 325 km/h e transportar até quatro passageiros

    “carro voador” elétrico VX4 levantou voo na última segunda-feira (26) pela primeira vez, segundo informações da fabricante, a Vertical Aerospace. A aeronave já foi encomendada pela Gol, que planeja usá-la a partir de 2025 no Brasil.

    A aeronave produz pouco barulho e tem zero emissões de gases estufa, mas cobre distâncias menores que helicópteros.

    A expectativa é que o veículo consiga transportar quatro passageiros (além do piloto) e alcance velocidade máxima de até 325 km/h.

    O VX4 faz parte da categoria chamada de veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL, na sigla em inglês).

    Foto: Divulgação/ Vertical Aerospace
    Carro voador encomendado pela GOL — Foto: Divulgação/ Vertical Aerospace

    Como está no Brasil

    A Gol assinou um protocolo de intenções para comprar ou arrendar 250 eVTOLs. O acordo, que não teve os valores revelados, foi realizado com a empresa irlandesa de arrendamento Avolon e trata da aeronave VA-X4, projeto da Vertical Aerospace.

    Carro elétrico encomendado pela Gol voa pela primeira vez — Foto: Divulgação/ Vertical Aerospace

    No Brasil, além da Gol, a Azul planeja adquirir essas aeronaves a partir de 2025, da fabricante alemã Lilium. O negócio, que poderá ter valor total de US$ 1 bilhão, inclui uma frota de 220 aeronaves elétricas com operação prevista a partir de 2025.

    A produção nacional passa pela fabricante de aeronaves Embraer, que promete entregar sua versão da aeronave para clientes a partir de 2026.

    Fonte: G1

  • Brasil vive melhor momento para investir em energia solar

    Brasil vive melhor momento para investir em energia solar

    Retorno de investimento em painéis solares é de 15% a 20% ao ano. Quem tiver os painéis solares instalados até janeiro do ano que vem ficará isento de tarifa até 2045

    O avanço da energia solar no país no último ano colocou o Brasil em 4º no ranking de países que mais acrescentaram capacidade solar fotovoltaica no mundo, segundo apuração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Investir no segmento se tornou uma boa opção diante do aumento no preço da energia elétrica, além de questões como sustentabilidade, valorização do imóvel e retorno de investimento. Para se ter uma ideia, o lucro para um investidor em painéis solares pode chegar de 15% a 20% ao ano.

    “Temos um exemplo de uma usina em Rio do Sul que o investimento inicial foi de aproximadamente R$220 mil nos módulos fotovoltaicos e a rentabilidade é de R$4,2 mil por mês, isso representa quase 2% de ganho. É um lucro superior ao do mercado imobiliário, por exemplo, além de ser um valor que continuará todo mês durante os 25 anos de vida útil do sistema, um prazo muito maior do que você precisa para quitá-lo”, explica o diretor da importadora catarinense de painéis solares, Tek Trade, Sandro Marin.

    Nova legislação institui cobrança na geração de energia solar

    Depois de dois anos de discussão e tramitação no Congresso Nacional, o Brasil conta, agora, com um marco legal para a energia solar. Em vigência desde o início deste ano, a Lei Federal 14.300/2022 institui uma cobrança, que começa a valer a partir de janeiro de 2023, para quem instalar novos painéis fotovoltaicos. A chamada geração distribuída é feita, na maioria dos casos, por painéis solares instalados em casas, condomínios e para as chamadas “usinas solares”, quando um cliente usa energia solar, mas ela está sendo gerada fora da sua casa ou escritório.

    “Antes, quem instalava painéis fotovoltaicos em casa ficava isento dessa parte da tarifa, o que contribuía para a grande economia obtida na conta de luz. Com a nova lei, investir nos próximos meses é garantir a isenção da tarifa e os benefícios que a energia solar proporciona”, afirma Marin. 

    A legislação também estabelece que quem já tinha instalado o sistema em casa antes da sua publicação ou quem o instalar até início de janeiro de 2023 continua isento da cobrança até 2045.

  • Recanto das Emas: Alunos da rede pública criam robôs com habilidade de fala

    Recanto das Emas: Alunos da rede pública criam robôs com habilidade de fala

    Estudantes dos CEFs 405 e 103 participam do projeto

    Com a orientação do professor Francenylson Luiz Dantas, os alunos dos Centros de Ensino Fundamental (CEF) 405 e 113, do Recanto das Emas, já desenvolveram robôs para aplicação na vida real como hortas inteligentes, humanoides e braços robóticos com diversas habilidades humanas. O último humanoide, como é chamado, possui habilidade de fala e recebe o comando por meio de um controle que os próprios estudantes produziram em sala de aula.

    Idealizador do projeto de robótica da unidade escolar, Francenylson lembra que as atividades desenvolvidas vão além de uma programação de robôs. “É um processo de aprendizagem e também de poder incentivar os nossos estudantes a pensarem de forma criativa, prática, empreendedora e eficiente, a fim de resolver os problemas estudados em sala de aula”, aponta. “Além disso, podemos identificar o perfil de cada um deles e ajudá-los no interesse profissional.”

    Ao praticarem atividades de montagem de robôs e sistemas automatizados, os mais de 100 estudantes que passam pela oficina não desenvolvem apenas aptidões no campo das ciências exatas, mas também estimulam habilidades de relacionamento e emocionais, como empatia, trabalho em grupo, comprometimento e liderança.

    “Nós acabamos descobrindo habilidades e talentos que nem sabíamos que tínhamos”, afirma Letícia Alves, 13 anos, aluna do CEF 405. “É muito legal fazer parte desse projeto e poder contar futuramente que ajudei e fiz parte do início das criações desses humanoides.”

    Desde a época em que a palavra robô foi usada pela primeira vez, na década de 1920, o sistema automatizado se tornou um campo de conhecimento que floresceu entre inventores, matemáticos, cientistas e engenheiros. Para os jovens da rede de ensino, a robótica funciona como ferramenta educativa, melhora o desenvolvimento cognitivo e o processo de aquisição do que é ensinado em sala de aula.

    Formação

    Com o objetivo de expandir o conhecimento, Francenylson atua na formação para os professores de toda a regional do Recanto das Emas, para que eles possam aplicar o projeto durante as aulas com os estudantes dos anos iniciais, finais e do ensino médio.

    “Com a montagem desses equipamentos, nós conseguimos trabalhar diversas matérias – como física, matemática, ciências – e até mesmo incentivar aqueles estudantes de ensino médio que pretendem fazer engenharia civil futuramente”, explica.

    A atividade recebe todo apoio, explica a coordenadora regional de ensino do Recanto das Emas, Mariana Ayres. “Damos todo o incentivo pedagógico e também financeiro”, diz a gestora. “Quando recebemos [os recursos do Pdaf [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira], sempre separamos uma quantia para ajudar, e também procuramos recursos parlamentares para auxiliar o projeto de robótica.”

    Campus Party

    Os alunos dos CEFs 405 e 113 representaram a rede pública na quarta edição da Campus Party, em março deste ano. O evento de tecnologia, inovação e empreendedorismo contou com a exposição dos robôs criados pelos estudantes e apresentações para o público. Cerca de 100 mil pessoas visitaram os estandes no Mané Garrincha.

    Poder representar uma escola pública do DF em uma das maiores feiras de tecnologia do país foi gratificante não só para as crianças e adolescentes, mas também para os professores. “Colocar os alunos do Recanto das Emas como protagonistas na Campus Party é um sentimento indescritível”, conta Francenylson. “Apesar da dificuldade que foi para chegar até aqui, é um sonho que está se realizando todos os dias”.

  • Victor Hespanha viaja em nave de Bezos e se torna o segundo brasileiro a ir ao espaço

    Victor Hespanha viaja em nave de Bezos e se torna o segundo brasileiro a ir ao espaço

    Engenheiro de Minas Gerais ganhou vaga em sorteio e virou o primeiro turista espacial do país; veja vídeos e fotos. Ele fez voo suborbital de cerca de 10 minutos

    O engenheiro de produção mineiro Victor Correa Hespanha, de 28 anos, decolou por volta das 10h25 (horário de Brasília) deste sábado (4) e se tornou o primeiro turista espacial do país e o segundo brasileiro a ir ao espaço.

    Ele participou de um voo da Blue Origin, empresa do bilionário Jeff Bezos, no Texas, nos Estados Unidos. Hespanha levou uma bandeira do Brasil e ocupou o assento número 2 da missão, que tinha outras cinco pessoas e durou cerca de dez minutos.

    Brasileiro viaja ao espaço em voo da Blue Origin — Foto: Reprodução

    A jornada foi idêntica à que o próprio Bezos fez em julho passado. Desta vez, todos os seis tripulantes eram turistas espaciais – não havia um astronauta profissional a bordo, e a nave não precisa de piloto.

    voo foi do tipo suborbital, uma espécie de “bate-volta”. Nessa modalidade, o foguete alcança uma altitude máxima – cerca de 100 km – e depois cai em queda livre de volta à Terra.

    O grupo deveria ter decolado em 20 de maio, mas a viagem foi adiada por questões de segurança, após uma vistoria no foguete.

    A jornada de Hespanha ocorreu em uma época marcada pela corrida espacial de bilionários que querem investir cada vez mais no turismo fora da Terra e também na internet via satélite. É o caso da própria Blue Origin, de Bezos, e da SpaceX, de Elon Musk.

    Hespanha é engenheiro de produção e conseguiu seu lugar na nave depois de comprar um token não fungível (NFT) pela Crypto Space Agency (CSA) por R$ 4 mil. A CSA sorteou a viagem entre os compradores, e o mineiro levou.

    Cápsula da Blue Origin pousa — Foto: Reprodução

    Antes dele, o único brasileiro a ter ido ao espaço era o astronauta e ex-ministro Marcos Pontes, que em 2006 passou oito dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Aquele era um voo orbital: Pontes decolou da base de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo da nave russa Soyuz-TMA.

    Victor Hespanha foi ao espaço 16 depois da única experiência anterior de um brasileiro nesse tipo de missão

    Em entrevista concedida logo depois do sorteio que definiu seu nome como integrante da missão, o engenheiro afirmou:

    “É assustador, nunca pensei [que conseguiria], sou pessoa comum, mas estou tendo essa oportunidade incrível. Isso é para mostrar que viagem ao espaço não é só coisa de bilionário”.

    Fonte: G1