Categoria: Tecnologia

  • Brasília sediará edição nacional da Campus Party pela primeira vez

    Brasília sediará edição nacional da Campus Party pela primeira vez

    Evento ocorre de 18 a 22 de junho; será a sétima edição da feira na capital federal, mas a primeira representando o país todo

    Brasília vai receber, pela primeira vez, a edição nacional da Campus Party Brasil. O evento, que ocorre de 18 a 22 de junho, na Arena BRB Mané Garrincha, foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (8). Será a sétima edição da feira na capital federal, mas a primeira representando o país todo. Antes, a edição nacional era feita em São Paulo.

    “A Campus Party é um espaço para a troca de conhecimentos, muito aprendizado e estímulos para novas ideias. É um evento que promove a inclusão tecnológica, impulsiona o crescimento de startups, empresas e negócios ligados à inovação, e que a cada ano se fortalece em nossa cidade. Um evento imperdível”, celebrou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.

    O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman, destacou a evolução do engajamento em torno do evento. “A Campus Party Brasília era um evento muito importante da nossa cidade, estava no calendário e veio se destacando frente às outras edições do Brasil, sempre com muito público, sempre com muito engajamento. Brasília, então, naturalmente foi se tornando o espaço da Campus Party nacional, o que foi consolidado neste ano”, apontou.

    O titular da pasta ainda elencou as razões pelas quais Brasília foi escolhida para sediar a edição nacional: “Somos conhecidos como uma capital política, mas a gente tem um grande número de empreendedores, estudantes, mestres, doutores, pesquisadores de altíssima qualidade, além da questão da segurança, da qualidade da internet e de tantas outras coisas que tornam a nossa cidade, por exemplo, a primeira do mundo em um ranking recente para os nômades digitais”.

    Sucesso

    Os bons números dos anos anteriores também foram determinantes para a capital federal receber a edição nacional. Em 2024, a sexta edição da Campus Party Brasília recebeu mais de 145 mil apaixonados por tecnologia. Foram mais de 500 palestras e workshops dedicados à cultura maker, aos games, à educação e ao empreendedorismo. Ao todo, foram mais de 400 horas de atividades.“Não fomos nós [que fizemos a mudança], foram os brasileiros. Primeiro, o evento foi crescendo ano a ano, e hoje é o maior do Brasil. Segundo, os grandes eventos em todos os outros países se fazem nas capitais. E, terceiro, temos o apoio do Governo do Distrito Federal para poder fazer a Campus nacional, a Campus BR, em Brasília. Isso significa que vamos ter uma conotação internacional; palestrantes de maior valor, internacionais; caravanas de todo o Brasil; uma exposição na mídia fora do Brasil maior. Vai ser muito bacana para os brasileiros e também para nós, que curtimos muito vir para Brasília”, enfatizou Francesco Farruggia, proprietário global da Campus Party.

    O grande destaque da 17ª edição da Campus Party Brasil será a participação de Gabriele Mazzini, especialista em governança e regulamentação de inteligência artificial (IA) e responsável pela proposta da Lei de IA da União Europeia. A feira em Brasília também será sede da quarta edição do Fórum do Marco Regulatório de Inteligência Artificial, organizado pelo Instituto Campus Party em parceria com o Cappra Institute e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).

    “É muito importante estar trazendo para essa edição a discussão sobre o marco regulatório de inteligência artificial, que é o que está envolvido no dia a dia de todos nós, no Brasil e no mundo, e que realmente o Estado precisa discutir isso para facilitar com que as empresas possam produzir produtos de alta qualidade e inovadores, utilizando a inteligência artificial”, destacou o diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), Marco Antônio Costa Júnior.

    “É a primeira edição nacional fora de São Paulo, fora do Sudeste. Eu acho que isso corrobora cada vez mais que Brasília é um grande polo de economia criativa, de inovação, de disrupção, de tecnologia, de empreendedorismo digital. E aí a Campus Party, que já vem fazendo uma grande história aqui em Brasília, vem se consolidando agora com a edição nacional aqui no Mané Garrincha”, emendou Tonico Novaes, diretor-geral da Campus Party Brasil. “Brasília é a capital federal, agora é a capital da Campus Party nacional.”

    Expectativa

    Outros nomes confirmados no evento são o apresentador e escritor Marcelo Tas; Pedro Chiamulera, fundador da Comunidade AI Brasil e da Clear Sale; o influenciador Peter Jordan, fundador da Petaxxon; o empreendedor social Tiago Mochileiro, conhecido por sua atuação na área de educação; e Camila Farani, sócia-fundadora da G2 Capital e uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina. Também participam da programação Iberê Thenório, Bruno Playhard, Gordox, Muca, Carlos Afonso, Sergio Saccani e Michelle Schneider, entre outros.

    São esperadas ao menos 120 mil pessoas nos cinco dias de evento. Os ingressos já estão sendo vendidos pela internet. Participantes notórios de outras edições foram convidados a prestigiar o lançamento nesta quinta e revelaram estar com grandes expectativas para o evento. “Espero que a Campus seja um dos maiores eventos que a gente tem aqui em Brasília, ela é muito aguardada. A do ano passado foi revolucionária, espero que a deste ano seja estupenda“, projetou a analista de sistemas e cosplayer Thaís Souza.

    “A primeira vez que eu vim na Campus aqui em Brasília foi em 2018, através do convite de um amigo. Não conhecia nada da Campus e me apaixonei. No passado eu vim pela primeira vez trazendo alguns alunos, sou professor de um projeto de aprendizagem profissional, fiz o convite para os alunos e eles toparam”, contou o docente Demontier Camelo. “Foi uma surpresa [a mudança de sede da edição nacional]. Até então a gente estava naquela expectativa de quando é que sai a data, estava demorando. Quando saiu a novidade de que a edição nacional vai ser aqui, a gente ficou sem palavras. Estamos muito felizes, a expectativa está aumentando”, arrematou.

     

  • Tecnologias promovem identificação rápida e segura de medicamentos em farmácia hospitalar

    Tecnologias promovem identificação rápida e segura de medicamentos em farmácia hospitalar

    No HRSM, gerido pelo IgesDF, máquinas garantem agilidade no trabalho dos colaboradores com metodologia para a segurança dos pacientes

    Nesta segunda-feira, 5 de maio, é celebrado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. Uma data que reforça a importância de utilizar os medicamentos de forma correta, segura e consciente, seja no uso domiciliar, seja no ambiente hospitalar. A cada ano, instituições de saúde em todo o país se mobilizam para promover boas práticas nesse campo fundamental da assistência à saúde.

    O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) vem sendo referência no DF com ações que contribuem para a segurança do paciente e a redução de erros no uso de medicamentos. O instituto tem investido na modernização dos processos da farmácia hospitalar, com foco na rastreabilidade e na automação.

    A superintendente de Administração e Logística do IgesDF, Bárbara Santos, destaca que uma das iniciativas de grande relevância é a implantação de máquinas unitarizadoras automáticas, que permitem a separação e identificação dos medicamentos em larga escala, com etiquetas que trazem informações claras e seguras. “Essa medida reduz a margem de erro humano e garante maior controle de cada etapa do processo, desde o armazenamento até a administração ao paciente”, explica.

    Outro diferencial é a adoção de medidas para evitar erros entre medicamentos de nomes semelhantes e com aspecto parecidos – os chamados medicamentos Lasa (Look-Alike, Sound-Alike).

    “O Instituto também investe em planejamento e treinamentos contínuos das equipes, no uso do Sistema MV, incorporação de tecnologias que possibilitem a automação da dispensação pela bipagem dos códigos de barras, que permite o rastreamento completo dos medicamentos, emissão de relatórios e criação de kits padronizados com os insumos necessários para cada tipo de atendimento”, ressalta.

    Segundo Bárbara, essas ações fortalecem o compromisso do IgesDF com o uso racional de medicamentos e a segurança do paciente. O Instituto mostra, na prática, como a combinação de tecnologia, planejamento e capacitação pode transformar a assistência farmacêutica no SUS.

     

    Implantação de palms no HRSM

    Atualmente, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) vem implementando o uso de palms – dispositivos móveis, parecidos com um celular, que permitem a leitura do código de barras do medicamento. Com essa tecnologia, o profissional da farmácia consegue garantir que o medicamento prescrito seja exatamente o que será entregue e administrado, minimizando riscos. Atualmente, os palms já são utilizados na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) e na farmácia-satélite da UTI, contribuindo para a agilidade e precisão no atendimento.

    “Na CAF, os palms são usados para atendimento de solicitações dos setores, permitindo maior flexibilidade e agilidade da equipe no atendimento dos pedidos. Já na farmácia da UTI, eles são usados para atendimentos de medicamentos prescritos, mediante solicitações. Permitindo também, a flexibilização operacional dos atendimentos, maior agilidade da equipe, o atendimento do medicamento certo para o paciente certo mediante a baixa imediata e emissão de etiqueta de identificação do paciente imediatamente pelo próprio sistema MV”, conclui.

  • Começa nesta segunda-feira (24) o Cyber Arena em escolas públicas de Ceilândia

    Começa nesta segunda-feira (24) o Cyber Arena em escolas públicas de Ceilândia

    Evento promove inclusão digital e tecnologia e segue até 2 de abril, levando atividades interativas para cinco unidades escolares da região

    Alunos de escolas públicas de Ceilândia terão acesso a uma experiência de games e tecnologia dentro do ambiente escolar. A terceira edição do Cyber Arena ocorrerá a partir desta segunda-feira (24) até 2 de abril, levando atividades interativas para cinco escolas públicas da região.

    A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) e o Instituto Inside Brasil, com o objetivo de aproximar os estudantes do universo digital e apresentar novas formas de aprendizado.

    O secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, destacou a importância do evento para os jovens da região. “O Cyber Arena oferece aos estudantes uma oportunidade de contato com a tecnologia dentro das escolas. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a inclusão digital e o desenvolvimento de novas habilidades entre os jovens”, afirmou o gestor.

    O projeto oferece um ambiente estruturado para a experimentação e o contato com games dentro das escolas. Para muitos alunos, será a primeira oportunidade de utilizar equipamentos modernos e conhecer possibilidades de atuação no setor de tecnologia e inovação. A proposta também busca estimular habilidades como raciocínio lógico, trabalho em equipe e criatividade.

    O projeto oferece um ambiente estruturado para a experimentação e o contato com games dentro das escolas

    Espaços interativos

    A programação inclui três espaços dentro das escolas, voltados para diferentes experiências digitais:

    – Arena Gamer – Free Play: Consoles de última geração, como PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox, estarão disponíveis para os estudantes.
    – Área VR (Realidade Virtual): Espaço imersivo que permite interação com ambientes digitais e explora o potencial da tecnologia.
    – Arena Just Dance – Free Play: Voltada para o jogo Just Dance, promove interação entre os alunos por meio do ritmo e da dança.

    Escolas participantes

    As atividades serão realizadas em cinco escolas públicas de Ceilândia:

    – CEF 04 Ceilândia Sul – 24/3
    – CEF 10 Ceilândia Norte – 26/3
    – CEF Prof. Maria do Rosário Gondim da Silva – Ceilândia Norte – 28/3
    – CED 14 de Ceilândia Norte – 31/3
    – EC 17 de Ceilândia Norte – 2/4

    Evento aberto ao público

    Após a etapa nas escolas, o Cyber Arena terá uma edição aberta ao público entre os dias 7 e 12 de abril, no Centro Olímpico do Setor O, em Ceilândia. A estrutura será ampliada para atender um público maior, com acesso gratuito a diversas atrações relacionadas ao universo dos games e da tecnologia.

  • Programa Horizontes Digitais busca modernizar rede pública de ensino

    Programa Horizontes Digitais busca modernizar rede pública de ensino

    Portaria publicada nesta terça (18) tem como um dos objetivos implementar soluções digitais e tecnológicas para potencializar o ensino e a aprendizagem nas escolas públicas do Distrito Federal

    Com o objetivo de impulsionar e modernizar a educação da rede pública de ensino do Distrito Federal, a Secretaria de Educação (SEEDF) instituiu, nesta segunda-feira (17), o programa Horizontes Digitais, por meio da portaria nº 264, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal(DODF). A norma conta com o compromisso de alinhar-se às exigências da atualidade e reformular o contexto educacional e as práticas pedagógicas a partir da utilização crítica, proveitosa e prazerosa dos recursos digitais disponíveis.

    A estratégia do programa está sustentada pelo tripé Ensino e aprendizagem das tecnologias digitais; Formação dos profissionais da educação e Condições infraestruturais para acesso às tecnologias para fins pedagógicos. Com isso, a SEEDF pretende promover a transformação, modernização e inovação educacional da rede pública.

    “A educação precisa acompanhar as transformações do mundo digital para garantir que nossos estudantes estejam preparados para os desafios do presente e do futuro”, afirma a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “Com iniciativas como o programa Horizontes Digitais, estamos construindo uma escola mais conectada, dinâmica e inclusiva, além de ampliar o acesso ao conhecimento e personalizar o aprendizado.”

    Tecnologia e conteúdos

    Diversas oportunidades serão facilitadas com a digitalização da educação, como personalização do ensino, de forma que a tecnologia possibilite a adaptação dos conteúdos e o uso de diferentes estratégias de ensino para atender às necessidades individuais dos estudantes; recursos adicionais abertos, oferecendo acesso a uma ampla variedade de recursos educacionais digitais, de maneira a enriquecer os processos de ensino e de aprendizagem; e desenvolvimento de competências digitais, essencial para ampliar o repertório sociocognitivo dos estudantes para a cidadania ativa no mundo digital, além da aprendizagem colaborativa entre estudantes e professores, promovendo o compartilhamento de conhecimento e construção coletiva do saber.

    O programa permitirá implementar e manter a infraestrutura de conectividade nas escolas, utilizando plataformas digitais adequadas à faixa etária escolar, como aplicativos, jogos, educacionais, Moodle (LMS), Google Workspace for Education (AVA), Khan Academy, EduFirst e Canva Education (lms), entre outras.

    Também faz parte das ações implantar o programa da Rede de Inovação para a Educação Híbrida (Rieh) em todas as instituições educacionais que ofertam o ensino médio da rede pública, adquirir e distribuir dispositivos tecnológicos para as unidades escolares, criar contas de e-mail educacional para os estudantes e profissionais da educação e criar laboratórios de criatividade e inovação para a educação básica em parceria com as bibliotecas escolares e comunitárias.

    Principais objetivos da portaria

    ⇒ Implementar soluções digitais e tecnológicas para potencializar o ensino e a aprendizagem nas escolas públicas do Distrito Federal
    ⇒ Assegurar conectividade e infraestrutura com ferramentas tecnológicas e soluções educacionais para potencializar o ensino e a aprendizagem nas escolas públicas do DF
    ⇒ Promover a formação continuada dos profissionais da educação sobre as tecnologias digitais de informação e comunicação (TIDCs)
    ⇒ Promover o uso pedagógico e equitativo das tecnologias digitais na rede pública de ensino do DF, com especial atenção às comunidades educacionais mais vulneráveis
    ⇒ Incentivar o uso criativo, crítico, inovador e ético das tecnologias, para o letramento digital e informacional como base para a formação cidadã na rede pública de ensino do DF
    ⇒ Contribuir com a redução das desigualdades educacionais e com o desenvolvimento de uma cidadania ativa, acolhedora, responsável e sustentável, por meio da inovação e do uso estratégico da tecnologia na educação.

  • Com entrada gratuita, projeto Ciência na Estrada leva aventuras científicas a Samambaia

    Com entrada gratuita, projeto Ciência na Estrada leva aventuras científicas a Samambaia

    Programação oferecerá, entre 19 e 23 de março, atividades e experiências interativas, com o objetivo de despertar o interesse pelas carreiras de ciência e tecnologia

    De quarta-feira (19) a domingo (23), o projeto Ciência na Estrada desembarca em Samambaia, levando uma programação repleta de experimentos, oficinas de robótica, astronomia, simuladores e muito mais. Após o sucesso da primeira edição em Ceilândia, que reuniu mais de 5 mil participantes, agora é a vez de Samambaia receber essa experiência inovadora e imersiva, que busca popularizar a ciência e a tecnologia entre os jovens e toda a comunidade.

    Samambaia recebe o projeto Ciência na Estrada a partir de quarta-feira (19), com entrada gratuita | Fotos: Divulgação/Secti-DF

    O Ciência na Estrada é uma iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) em parceria com o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex). Durante cinco dias, o evento oferecerá palestras, workshops, oficinas e atividades interativas.

    A entrada é gratuita, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla. Com uma estrutura itinerante equipada com computadores, materiais didáticos e instalações adaptadas, o projeto visa engajar diferentes públicos e estimular o interesse pela ciência.

    Um dos principais divulgadores científicos do país, Sérgio Sacani (à esquerda) participará do projeto em Samambaia

    “Inspirar as novas gerações a seguir carreiras científicas e tecnológicas é um dos principais objetivos da Secti-DF. O Ciência na Estrada levará experiências imersivas em inovação, robótica, astronomia e tecnologia para regiões administrativas do Distrito Federal”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman.

    O evento contará com a presença especial de Sérgio Sacani, geofísico e um dos principais divulgadores científicos do Brasil pelo canal Space Today, que falará sobre astronomia, exploração espacial e a importância da ciência no cotidiano.

    Haverá também demonstrações químicas interativas com o projeto Einstein Jr., além de experiências conduzidas pelo influenciador Domingos Santos, conhecido por tornar a ciência acessível de forma criativa e envolvente.

  • Projeto itinerante de popularização da ciência é lançado em Ceilândia

    Projeto itinerante de popularização da ciência é lançado em Ceilândia

    Iniciativa contemplará dez regiões administrativas do Distrito Federal

    A partir da próxima semana, a popularização da ciência no Distrito Federal ganhará novo impulso com o lançamento do projeto Ciência na Estrada, resultado de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex). Entre os dias 19 e 23 deste mês, o campus de Ceilândia da Universidade Católica de Brasília (UCB) promoverá palestras, workshops, oficinas e atividades interativas. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingressos na plataforma Sympla.

    “Inspirar as novas gerações a seguir carreiras científicas e tecnológicas é um dos principais objetivos da Secti-DF”

    Leonardo Reisman, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação

    Com uma estrutura itinerante equipada com computadores, materiais didáticos e instalações adaptadas, o projeto visa a engajar diferentes públicos e estimular o interesse pela ciência, especialmente entre os jovens.

    “Inspirar as novas gerações a seguir carreiras científicas e tecnológicas é um dos principais objetivos da Secti-DF”, afirma o titular da pasta, Leonardo Reisman. “O Ciência na Estrada levará experiências imersivas em inovação, robótica, astronomia, tecnologia e outras áreas para dez regiões administrativas do Distrito Federal.”

    Participações especiais

    Entre as atrações de destaque, está a presença do astrofísico Sérgio Sacani, um dos principais divulgadores científicos do Brasil pelo canal Space Today, que abordará astronomia, exploração espacial e a relevância da ciência no cotidiano. O astronauta Victor Hespanha, segundo brasileiro a ir ao espaço, compartilhará sua trajetória. Também haverá uma arena interativa de drones, demonstrações químicas com o projeto Einstein Jr. e experiências conduzidas pelo influenciador Domingos Santos, conhecido por popularizar a ciência de forma criativa.

    As oficinas incluirão a construção de protótipos robóticos, desenvolvimento de jogos digitais e simulações astronômicas. O projeto também promoverá desafios de inovação para soluções de problemas locais e uma feira de ciências com projetos dos participantes.

    O Ciência na Estrada percorrerá Sol Nascente, Pôr do Sol, Brazlândia, Santa Maria, Arapoanga, Vicente Pires, Sobradinho II, Samambaia, Riacho Fundo, Estrutural e Guará, levando a ciência de forma acessível e inspiradora a diferentes comunidades. A iniciativa busca despertar o interesse por carreiras tecnológicas e científicas, transformando o aprendizado em uma ferramenta de empoderamento e desenvolvimento.

    Conheça mais sobre o projeto.

    Ciência na Estrada – Primeira Parada

    ⇒ Data: entre os dias 19 e 23 deste mês, das 14h às 20h
    ⇒ Local: Universidade Católica de Brasília – Ceilândia
    ⇒ Entrada gratuita; ingressos na plataforma Sympla.

  • Pixel Show é sucesso de público na capital federal

    Pixel Show é sucesso de público na capital federal

    Mais de 15 mil pessoas participaram do maior festival de arte, criatividade e inovação da América Latina; data para a edição de 2025 já está marcada

    Entre os dias 22 e 24 de novembro, mais de 15 mil pessoas visitaram o subsolo da Arena BRB Mané Garrincha para participar do Festival Internacional de Criatividade Pixel Show. Com 18 edições consagradas em São Paulo – e quatro em outras capitais, sendo duas em Porto Alegre, uma em Recife e uma em Salvador –, a 19ª ocorreu pela primeira vez na capital federal e foi sucesso de público, com palestras, workshops, exposições, negócios criativos e mais de uma centena de atrações gratuitas para todas as idades. O evento fez tanto sucesso que já tem data marcada para 2025: será entre 28 e 30 de novembro.

    “Essa primeira edição do Pixel Show foi um grande sucesso na capital federal. A visita do público evidencia que a chegada do evento à cidade fortaleceu a criatividade e a inovação já existentes em Brasília. Estamos com as datas fechadas para o ano que vem. O público brasiliense poderá aproveitar mais uma edição do maior festival internacional de economia criativa do nosso continente”, comentou Tonico Novaes, sócio do Pixel Show.

    A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) trouxe o Pixel Show à capital federal por ser o principal evento do ecossistema de economia criativa da América Latina. “O Distrito Federal tem mais de 130 mil pessoas envolvidas na indústria criativa, que vão de designers, a artistas e startups que desenvolvem games. Nós acreditamos que o Pixel Show é um evento diferente, já que não traz apenas exposições, mas, sim, experiências. Sem dúvida, o festival pode se tornar referência em economia criativa da nossa cidade”, afirmou o titular da pasta, Leonardo Reisman.

    Especificamente sobre o mercado de games, o último estudo da Associação Brasileira de Games (Abragames), realizado em 2023, revela que o Brasil conta com 1.042 estúdios ativos. Desses, 17% operam há mais de 10 anos, enquanto 19% têm menos de dois anos de atividade. Além disso, 85% dos estúdios já fazem parte da economia formal.

    O festival tangibiliza o quanto o hobby pode se transformar em profissão e se tornar a principal fonte de renda das pessoas. Um exemplo é o arquiteto Wilker Marcelino, 31 anos, sócio e proprietário da Virtual Arenas. Criada há dois anos com um investimento de R$ 50 mil, a empresa atingiu um faturamento de R$ 400 mil em 2024, sempre participando de eventos pelo Brasil.

    “Depois que eu comecei a faculdade, parei de jogar. Com a pandemia, muitas obras em São Paulo foram paralisadas e precisei buscar uma renda extra. Foi quando descobri os jogos de realidade virtual, como o laser tag, onde os jogadores usam óculos de VR. Formei uma parceria com um estúdio vietnamita e trouxe essa tecnologia para o Brasil”, contou Marcelino.

    Para o criador e organizador do evento, Simon Szacher, o objetivo de fomentar o cenário criativo de Brasília foi cumprido. “Celebramos a arte e a inovação com diversos expositores, designers e criadores de diversas áreas. Esperamos que a edição do ano que vem seja mais um sucesso de criatividade, inspiração e inovação para todo o público da capital”, concluiu.

    Sucesso de público, o festival contou com palestras, workshops, exposições, negócios criativos e mais de uma centena de atrações gratuitas para todas as idades

    Redes sociais

    O engenheiro de software Orkut Buyukkökten, criador da rede social que leva seu nome e que deu início ao ambiente de relacionamento online que conhecemos hoje, foi um dos principais palestrantes deste domingo (24). Orkut falou sobre como a tecnologia e as redes sociais reformularam, negativamente, a essência da conexão entre os seres humanos – segundo dados da TIC Kids Online Brasil 2024, 83% das crianças e adolescentes brasileiros que usam internet têm contas em redes sociais.

    “Em 2009, um em cada dez adolescentes utilizavam mídias sociais todos os dias. Três anos depois, passou para três em cada quatorze. Hoje em dia, as redes sociais, como o Instagram e o Facebook, colocam o lucro acima de tudo. Elas estimulam a raiva nas pessoas para lucrar em cima disso, fomentando a depressão, cultura do cancelamento e fake news. Eu acredito que as redes sociais podem unir as pessoas e melhorar a nossa felicidade. Podemos mudar sua trajetória negativa para uma trajetória positiva e ter um arco de redenção nessa história”, avaliou Orkut.

    O engenheiro também comentou sobre a sua vinda à Brasília e a importância da realização de eventos como o Pixel Show para fortalecer comunidades presenciais. “Mais do que nunca, precisamos nos encontrar cara a cara e estarmos juntos no mesmo espaço. Somos todos estudantes da vida e a melhor forma de aprendermos não é estando online, mas unidos em comunidades como a que esse festival oferece. Eu amo o Brasil, é minha primeira vez em Brasília e estou impressionado com o quanto a cidade é bonita e organizada. Mal posso esperar para estar aqui novamente”, ressaltou.

    Scarlett Rocha, produtora de conteúdo de 33 anos, acompanhou a palestra do Orkut Buyukkökten e participou do seu Meet & Greet. Ela conta que durante a adolescência colecionava as revistas de arte e criatividade Zupi, que faz parte do evento. “Eu sigo as redes sociais do Pixel Show e, quando vi que o Orkut ia participar, tive que marcar presença. Eu quero vir nas próximas edições para conhecer e ter contato com palestrantes que não conheceríamos se não fosse por conta do evento”, disse.

    O Pixel Show já tem data marcada para retornar à capital federal em 2025: o festival será entre 28 e 30 de novembro

    Atrações

    O espaço do festival contou com 160 atrações em um ambiente que prestigiou o trabalho de inúmeros artistas e criadores independentes. Os brasilienses puderam desfrutar de concurso de cosplay, inúmeras apresentações gratuitas, exposições de artistas, experiências imersivas, área gastronômica, criação de games e muito mais.

    O Pixel Show destaca a economia criativa além dos dispositivos, como o Sobradinho de Sérgio Free, que foi um dos espaços mais visitados. Sérgio, nascido em Jequié (BA), mudou-se para São Paulo aos 4 anos e começou a expressar sua arte aos 11, influenciado por um grupo de pichadores do bairro onde morava, o Tucuruvi. Em tamanho natural (5 metros de altura por 3 metros de largura), quem passou pelo Sobradinho posou para fotos na janela, ao lado do palhaço Bozo. Foi um dos espaços mais instagramáveis do evento.

    “Fazer essa instalação no Pixel Show foi muito importante, porque remete à minha memória de infância, aos primeiros sobradinhos que vi quando cheguei em São Paulo”, revelou Sérgio. “Há sete anos eu vivo da minha arte e estar aqui é uma forma de mostrar a evolução do meu trabalho. O convite de expor em um festival dessa magnitude valoriza o currículo. Para mim, o evento traz um mar de inspiração, criatividade e novas informações.”

  • Aberta a 21ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

    Aberta a 21ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

    Com entrada gratuita, evento terá programação ao lado do Museu Nacional da República

    Começa nesta terça-feira (5) a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), com atividades das 8h30 às 17h, até domingo (10), ao lado do Museu Nacional da República. Promovido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o encontro tem a participação de diversos centros de pesquisa, ministérios, entidades do setor e do Sistema S, organizações sociais e universidades. A entrada é gratuita.

    Programação terá oficinas, seminários, exposições e palestras | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) participará do evento com dois estandes e oferecerá uma arena gamer com pontos de entrega voluntária (PEVs) para recolhimento de lixo eletrônico. Já o Planetário de Brasília promoverá atividades de astronomia, enquanto a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) apresentará seus principais projetos.

    Reconhecida como o principal evento de popularização da ciência do país, a edição deste ano tem como tema Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais. A programação inclui palestras, oficinas, exposições, lançamentos de publicações, seminários, atividades culturais, entre outras atrações.

    Um dos destaques será a segunda etapa do hackathon sobre o combate à desinformação sobre as mudanças climáticas. A competição contará com cinco equipes de estudantes de escolas públicas de todas as regiões do país, que deverão aprimorar o plano de ação elaborado na fase anterior e desenvolver o produto proposto com a orientação de mentores.

    A apresentação das soluções será na sexta (8), quando a equipe deverá responder à pergunta: “Como combater a desinformação sobre mudanças do clima considerando a sua realidade local?”

    21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

    ⇒ Data: desta terça (5) a domingo (10), das 8h30 às 17h, na área externa do Museu da República. Entrada gratuita. Classificação indicativa livre.

  • A Importância da Segurança Cibernética na Era da Computação em Nuvem

    A Importância da Segurança Cibernética na Era da Computação em Nuvem

    *Joel Correia

    A computação em nuvem revolucionou a maneira como empresas e indivíduos armazenam, acessam e compartilham dados. Com benefícios como escalabilidade, flexibilidade e custos reduzidos, a nuvem se tornou uma solução popular para muitas necessidades tecnológicas. No entanto, à medida que mais informações são transferidas para o ambiente digital, a segurança cibernética se torna uma preocupação crucial. Neste artigo, discutiremos a importância da segurança cibernética na era da computação em nuvem.

    Proteção de Dados

    Ao migrar para a nuvem, as empresas precisam garantir a segurança de seus dados confidenciais. Isso envolve a implementação de medidas de proteção, como criptografia de dados e controle de acesso rigoroso. A criptografia protege os dados durante o armazenamento e a transmissão, garantindo que apenas as partes autorizadas possam acessá-los. Além disso, o controle de acesso garante que apenas usuários autenticados tenham permissão para visualizar ou modificar os dados.

    Responsabilidade Compartilhada

    Embora os provedores de serviços em nuvem tenham a responsabilidade de garantir a segurança de seus sistemas e infraestrutura, a segurança cibernética é uma responsabilidade compartilhada entre o provedor e o cliente. Os clientes devem implementar boas práticas de segurança, como o uso de senhas fortes, atualizações regulares de software e treinamento de conscientização de segurança para os funcionários. Ao trabalhar em conjunto com os provedores de nuvem, é possível mitigar efetivamente os riscos de segurança.

    Monitoramento e Detecção

    A segurança cibernética não se limita apenas à prevenção, mas também inclui monitoramento e detecção de ameaças em tempo real. Os provedores de serviços em nuvem geralmente têm sistemas avançados de monitoramento, que ajudam a identificar atividades suspeitas e possíveis violações de segurança. Além disso, a implementação de soluções de detecção de intrusões e análise de segurança ajuda a identificar padrões de comportamento malicioso e agir rapidamente para mitigar quaisquer ameaças.

    Foto: Divulgação

    Atualizações e Testes

    A segurança cibernética na nuvem requer uma abordagem contínua e proativa. Isso inclui manter sistemas e aplicativos atualizados com as últimas correções de segurança. Os provedores de nuvem geralmente lidam com essas atualizações, mas os clientes devem garantir que estejam utilizando as versões mais recentes dos serviços contratados. Além disso, realizar testes de segurança regulares, como varreduras de vulnerabilidade e testes de penetração, é fundamental para identificar possíveis brechas e corrigi-las antes que sejam exploradas por hackers.

    Em um mundo cada vez mais conectado e dependente da tecnologia, a segurança cibernética na computação em nuvem se tornou uma preocupação indispensável. A proteção de dados, a responsabilidade compartilhada, o monitoramento constante, as atualizações e os testes de segurança são elementos-chave para garantir a segurança na nuvem. A colaboração entre os provedores de serviços em nuvem e os clientes é essencial para mitigar os riscos e proteger as informações confidenciais. Ao adotar medidas de segurança adequadas, podemos desfrutar dos benefícios da nuvem sem comprometer a privacidade e a integridade dos dados. A segurança cibernética é uma jornada contínua, e devemos estar constantemente atualizados e atentos às novas ameaças e soluções de proteção. Juntos, podemos enfrentar os desafios da segurança cibernética na era da computação em nuvem e aproveitar as oportunidades oferecidas por essa tecnologia inovadora.

  • Como motivar os jovens a trabalhar na área de tecnologia, TI e cybersecurity.

    Como motivar os jovens a trabalhar na área de tecnologia, TI e cybersecurity.

    *Por Joel Correia

    Motivar os jovens a ingressar nas áreas de tecnologia, TI e segurança cibernética é essencial para construir um futuro digital seguro e inovador. É importante transmitir a eles a empolgação e as oportunidades que esses campos oferecem. Mostrar como a tecnologia está transformando o mundo e como eles podem ser agentes dessa transformação é um caminho para despertar seu interesse.

    É fundamental enfatizar que a área de tecnologia é dinâmica e cheia de desafios estimulantes. Os jovens são naturalmente curiosos e apaixonados por explorar novas possibilidades. Mostrar a eles como podem criar soluções para problemas reais, impulsionar a inovação e moldar o futuro através da tecnologia pode despertar seu entusiasmo.

    Além disso, é importante destacar as perspectivas de carreira e crescimento profissional. A tecnologia é um setor em constante expansão, com uma demanda crescente por profissionais qualificados. Informar sobre as oportunidades de emprego, salários competitivos e a possibilidade de trabalhar em projetos desafiadores e de impacto global pode ser uma grande motivação para os jovens escolherem essas áreas.

    Também é essencial promover a educação em tecnologia desde cedo, tanto nas escolas quanto em programas extracurriculares. Incentivar a participação em competições de programação, hackathons e workshops relacionados à segurança cibernética pode despertar o interesse e as habilidades necessárias para seguir carreira nessas áreas.

    Acima de tudo, é preciso transmitir a mensagem de que a tecnologia tem o poder de mudar o mundo e resolver problemas complexos. Ao mostrar aos jovens que eles podem fazer a diferença, protegendo sistemas contra ataques cibernéticos, desenvolvendo aplicativos inovadores ou liderando equipes de tecnologia, estaremos capacitando a próxima geração a se envolver ativamente no avanço da sociedade digital.

    *Joel Correira – engenheiro elétrico, especialista em TI, formado pela Universidade Nove de Julho e com MBA pela Rutgers Business School of New Jersey  Engineering & technology Management nos USA.