Categoria: Saúde

  • Mitos e verdades sobre os repelentes usados contra o mosquito da dengue

    Mitos e verdades sobre os repelentes usados contra o mosquito da dengue

    Produtos caseiros funcionam? De quanto em quanto tempo tem que reforçar? Perfume atrai ou afasta os insetos? Saiba a resposta para essas e outras questões que envolvem o tema, na visão de especialista da Saúde

    Com a alta dos casos de dengue no país, o medo de contrair a doença faz com que muitas pessoas utilizem métodos que nem sempre são eficazes para evitar as picadas, sem contar as informações diversas que viralizam nas redes sociais.

    Mas o que realmente funciona? Quais substâncias atraem ou repelem o Aedes aegypti? Há diferença entre o repelente em creme e spray? E os repelentes caseiros, funcionam? Essas e outras dúvidas foram respondidas pela médica Fernanda Duran, dermatologista que integra a Sociedade Brasileira de Dermatologia e referência técnica da Secretaria de Saúde (SES-DF) na especialidade.

    Arte: Agência Brasília

    Para desvendar os mitos e verdades dos repelentes, é importante saber que eles agem entupindo os poros das antenas dos mosquitos, impedindo que eles sintam nosso odor e cheguem até a pele. Atualmente, três substâncias são permitidas e reguladas pela Anvisa para o uso nesses produtos de uso tópico (na pele): a icaridina, o IR3535 e o DEET. A diferença entre esses produtos é basicamente o tempo de duração e a recomendação de uso.

    A icaridina deriva da pimenta e tem duração de dez horas, então pode ser aplicada uma vez ao dia. Em estudos feitos até pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, a substância a 25% apresentou-se como o repelente mais eficiente. O DEET tem uma duração de quatro horas, e a do IR3535 tem entre duas e quatro horas, dependendo da concentração – além de ser o único repelente autorizado para o uso em crianças entre seis meses e dois anos.

    Veja, abaixo, as recomendações para cada idade.

    – Menos de 6 meses: não usar repelentes. Algumas alternativas são mosquiteiros, telas e roupas como macacão, que cobrem os pés, e as mãos com luvinhas
    – De 6 meses a 2 anos : IR3535, da Merck
    – Acima de 2 anos: todos, incluindo a icaridina, DEET e IR3535.

    Segundo a Anvisa, as gestantes podem usar as três substâncias (IR3535, icaridina ou DEET), mas a icaridina é a mais indicada nesses casos por ter uma duração maior e a aplicação ser necessária apenas uma vez ao dia, reduzindo a exposição ao odor e diminuindo a chance de enjoos pela gestante.

    Mitos e verdades

    Não há diferença de eficácia entre o repelente spray ou em creme – Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Embora mais acessíveis, as receitas caseiras de repelente não têm eficácia comprovada por estudos ou recomendações pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Fernanda Duran explica que, mesmo que alguns componentes naturais façam parte de formulações industriais, não há uma padronização da concentração ou duração das receitas, que também podem criar irritabilidade ou alergias.

    Já para o uso em ambientes, ela lembra que o odor da citronela, conhecida por repelir os mosquitos, possui uma duração curta. “Você teria que ficar repondo, e a gente não orienta isso em ambientes muito fechados, porque o odor pode ficar forte e levar até à intoxicação”, orienta a médica.

    Algumas dúvidas também giram em torno do uso de produtos tópicos, como perfumes: afinal, eles atraem ou repelem os mosquitos? De acordo com a especialista, os poucos estudos que foram feitos em relação a perfumes mostraram que a fragrância afasta os insetos, porque eles confundem e camuflam o odor natural que o corpo humano exala.

    Repelente por último

    “O mais importante é que você tenha a sensação de que toda a superfície das áreas expostas estejam contempladas pelo spray ou pelo creme”, destaca a médica Fernanda Duran, RTD em dermatologia

    Em relação à ordem dos produtos aplicados na pele, o repelente deve ser sempre o último, utilizado após 15 minutos da aplicação do último produto (depois do protetor solar ou perfume, por exemplo). A repetição da aplicação vai depender da substância, da marca e principalmente da concentração.

    Se a icaridina tiver 25% de concentração, a duração é em torno de dez  horas. Se tiver 10% de concentração, ela vai ter uma duração de cinco horas. “É importante orientar o usuário a ler bem a embalagem, tanto na parte da frente quanto na parte de trás, observando se o produto é aprovado pela Anvisa, indicado para adulto ou para crianças e a partir de que idade”, ressalta Fernanda.

    Ela pontua que não há uma recomendação de quantidade certa na hora de usar o produto, sendo preciso aplicá-lo apenas de uma forma homogênea, com uma camada adequada. “O mais importante é que você tenha a sensação de que toda a superfície das áreas expostas estejam contempladas pelo spray ou pelo creme”, observa.

    Creme ou spray?

    “Eu sempre falo que o melhor produto é aquele que você usa. Respeitando as indicações do rótulo, você vai experimentando diferentes marcas, spray e creme e vai vendo qual você se adapta mais”, afirma a dermatologista. A preferência vai pela textura e praticidade dos produtos, que podem vir em spray ou em creme – mas não há diferença de eficácia entre eles.

    O spray, por ter uma absorção mais rápida, geralmente é o produto preferido por homens, crianças e esportistas. Já as mulheres tendem a preferir o creme, pela maior hidratação da pele ou ser indicado para quem tem baixa tolerância com odor, que costuma ser mais forte nos aerossóis, variando pela marca ou substância.

    Outra dúvida recorrente na aplicação do repelente é se fica apenas nas partes expostas do corpo. De fato não é indicado aplicar o produto no corpo todo e depois colocar a roupa, porque isso pode diminuir a evaporação do repelente, que é por onde a substância age.

    Em relação ao suor, outra afirmação verdadeira é que ele diminui o tempo de duração do repelente. Para quem faz muita atividade física e sua muito, o repelente em spray nas áreas expostas é indicado por ter uma absorção mais rápida. Algumas dicas são se secar com toalhas e usar roupas arejadas com mangas compridas e calças que não retenham o suor, como as de dry fit, que são muito utilizadas por atletas.

    “Altas temperaturas, suor, tudo isso atrai, então é uma receita que aumenta a chance de você ser picado, porque tanto de manhã quanto no fim da tarde o mosquito tem o hábito de frequentar esses ambientes”, destaca Duran.

    Também não é recomendada a aplicação de repelentes dentro de casa durante o período noturno, antes de dormir, visto que a alta concentração em ambientes fechados pode causar intoxicação. Nessas situações, o ideal é a utilização de mosquiteiros, telas nas janelas e repelentes elétricos que tenham certificado da Anvisa, e que devem estar localizados a pelo menos dois metros das camas.

    Vitamina B ajuda?

    Nas décadas de 1960 e 1970 surgiram hipóteses de vitaminas do complexo B ajudarem na proteção de doenças como a dengue. De acordo com Fernanda Duran, foram feitos dois grandes estudos que não demonstraram a eficiência da vitamina B para isso.

    Contudo, é comprovado que ter bons hábitos alimentares, uma boa qualidade de sono, evitar o álcool e o cigarro, ter níveis adequados de vitamina D e controlar o estresse aumentam a imunidade natural – que tem grande impacto no combate à enfermidade e na gravidade que a doença se manifesta.

    A especialista observa também, assim como tem sido orientado por diversos órgãos da saúde no DF, que o uso dos repelentes é uma estratégia importante, mas deve estar combinada com as outras medidas, como evitar os focos de dengue dentro de casa e no ambiente de trabalho, evitando água parada em todas as formas. “Tudo isso junto é que vai aumentar a chance de a gente vencer essa batalha contra essa doença que tem uma mortalidade e está tendo um grande número de casos neste ano”, reforça.

  • Operação recolhe mais de 70 carcaças de veículos em Águas Claras

    Operação recolhe mais de 70 carcaças de veículos em Águas Claras

    Pela segunda semana consecutiva, equipes retiram automóveis abandonados das vias públicas da região administrativa; ação é uma das estratégias no combate à dengue

    Carros abandonados em vias públicas de Águas Claras foram alvo da operação DF Livre de Carcaças. Nesta terça-feira (27), a ação comandada pela Secretaria de Segurança Pública  (SSP-DF) deu destinação adequada a mais de 30 veículos que estavam largados nas ruas da região. Além de representarem um problema de segurança pública, as carcaças propiciam a criação de focos do mosquito transmissor da dengue.

    Desde o início deste ano, a operação DF Livre de Carcaças já retirou mais de 340 carros abandonados das ruas do DF – Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Ao todo, são mais de 70 carcaças recolhidas na cidade: a ação já havia passado por Água Claras na última semana, quando a situação de 41 veículos abandonados foi resolvida. “Permitimos que os proprietários retirem os veículos das ruas dentro de dois, três dias. Caso isso não ocorra, recolhemos o veículo para o depósito”, explica o coordenador da Operação DF Livre de Carcaças, major Luis Carlos Bedendo.

    Segundo balanço da SSP-DF, 342 automóveis foram retirados das ruas desde o início do ano. Em 2023, foram recolhidas 1.132 carcaças em todo o DF. As operações são organizadas semanalmente.

    “Carcaças e veículos em situação de abandono trazem problemas ambientais, de segurança pública e de saúde. Pode haver vazamento de óleo, por exemplo, contaminando o solo”, comentou o major Bedendo. “Os automóveis também podem servir como esconderijo de criminosos ou local para guardar drogas. É uma situação grave que lutamos para resolver.”

    Segundo a coordenadora do Núcleo Regional de Vigilância Ambiental do Guará, Herica Marques, é feito o tratamento com larvicida nos carros recolhidos: “Isso porque os ovos do mosquito podem sobreviver por até um ano no seco”, explica

    Água parada

    Diante da epidemia de dengue, o DF Livre de Carcaças tem mirado também a eliminação de focos do Aedes aegypti. “Acompanhamos toda a ação em busca de pontos com água parada e, mesmo que o veículo seja recolhido, fazemos antes o tratamento com larvicida”, informou a coordenadora do Núcleo Regional de Vigilância Ambiental do Guará, Herica Marques. “Isso porque os ovos do mosquito podem sobreviver por até um ano no seco”.

    “A melhor coisa que existe é deixar a cidade limpa. A gente agradece”, diz o aposentado Eliseu Freitas

    Quem vive em Águas Claras aprovou a iniciativa do Governo do Distrito Federal. É o caso do aposentado Eliseu Freitas, 65 anos. “Moro aqui há mais de 20 anos, e as carcaças, além de causarem uma má imagem na região, só trazem problemas – é água parada, mosquito da dengue se proliferando, gente escondendo droga”, garantiu. “Olha, a melhor coisa que existe é deixar a cidade limpa. A gente agradece”.

    Nesta quarta (28) e na quinta-feira (29), o DF Livre de Carcaças estará em Ceilândia. Já na próxima semana, a ação passa pela Vila Planalto e pelas asas Sul e Norte, no Plano Piloto. A operação reúne diversos órgãos do GDF, incluindo Polícia Militar (PMDF), Departamento de Trânsito (Detran-DF), Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), DF Legal, Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), Novacap e administrações regionais.

    Confira abaixo por onde a operação DF Livre de Carcaças vai passar no mês de março.

    → 5/3 – Asa Norte e Vila Planalto
    → 6/3 – Asa Norte
    → 7/3 – Asa Sul
    → 12/3 – Guará
    → 13/3 – Riacho Fundo
    → 14/3 – Riacho Fundo
    → 19/3 – Arniqueira
    → 20/3 – Recanto das Emas
    → 21/3 – Santa Maria
    → 26/3 – Gama
    → 27/3 – São Sebastião
    → 28/3 – Paranoá.

    * O cronograma está sujeito a alterações.

  • Novos servidores já atuam no combate à dengue

    Novos servidores já atuam no combate à dengue

    Foram nomeados 75 agentes de Vigilância Ambiental para reforçar ações contra o mosquito Aedes aegypti

    A bióloga Maria Clara da Silveira tomou posse como servidora pública no dia 6 de fevereiro e, no dia seguinte, já estava engajada nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Ela faz parte do grupo de 75 agentes de Vigilância Ambiental (Avas) convocados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para reforçar as ações de combate à dengue. “Estamos vistoriando casas, comércios, residências e escolas, procurando focos do mosquito”, conta.

    Recém-nomeada, a agente de Vigilância Ambiental Maria Clara da Silveira trabalha tanto no combate ao mosquito quanto na conscientização para prevenção à dengue – Foto: Berllany Mourão/Agência Saúde-DF

    A rotina é intensa, mas graficamente. A cada dia, ela visita pelo menos 20 imóveis na Asa Norte, Varjão, Lago Norte e Granja do Torto. “É muita responsabilidade e temos que ter a consciência coletiva de passar para a população a importância do nosso trabalho”, opina. A agente afirma que a maioria das pessoas recebe bem as visitações e se mostra interessada em ajudar a combater os focos de proliferação do Aedes aegypti. “Recebemos o carinho e o retorno da população. Isso aumenta a vontade de ajudar”, relata a agente.

    Os novos servidores já fazem diferença no combate à doença, sendo fundamentais neste momento de epidemia no DF. É o que sustenta a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “Eles têm uma missão nobre, que é entrar na casa das pessoas”, afirma a gestora. O próximo passo será realizar uma nova nomeação para atingir o número de 150 Avas previsto no orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF).

    O subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos, destaca que a SES-DF já contava com o trabalho de mais de 700 Avas, entre servidores da própria pasta e do Ministério da Saúde, além de profissionais de outras carreiras envolvidos no combate à dengue. Agora, com o reforço das equipes, é possível intensificar as ações em regiões selecionadas de acordo com o número de casos da doença. “A estratégia neste momento é direcionar a nossa força de trabalho aos locais com maior ocorrência de casos”, explica.

    Os novos servidores também passaram por treinamento a fim de nivelar os conhecimentos sobre o Aedes aegypti e aprender sobre o uso de novas técnicas para combate ao mosquito, como a aplicação de inseticida em ambientes fechados e implantação de armadilhas.

  • Veja a rota do fumacê nesta segunda-feira (26)

    Veja a rota do fumacê nesta segunda-feira (26)

    Recomendação da Vigilância Ambiental é que as pessoas abram portas e janelas de suas residências quando passar o veículo do inseticida de ultrabaixo volume (UBV), para maior eficácia do produto; aplicações serão feitas das 4h às 6h e das 17h às 19h

    Arte: Agência Brasília
  • Conheça as variações do vírus transmitido pelo Aedes aegypti

    Conheça as variações do vírus transmitido pelo Aedes aegypti

    Infecções podem gerar tanto formas assintomáticas quanto brandas, graves e até fatais

    Considerada uma doença infecciosa, a dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A doença febril aguda se manifesta de forma rápida, sendo mais prevalente em períodos chuvosos e quentes, e possui quatro sorotipos – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 – que podem causar a forma clássica ou evoluir para quadros graves que chegam a comprometer órgãos como fígado, cérebro e coração.

    A distinção entre os vírus é importante para o monitoramento epidemiológico – Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde

    No Distrito Federal, o DENV-1 é o sorotipo mais comum, embora tenha sido observado um aumento significativo do DENV-2. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF) divulgado na terça-feira (20), o sorotipo 2 foi detectado em quase 10 mil casos, enquanto o tipo 1 apareceu em cerca de 1,1 mil ocorrências. Os sorotipos 3 e 4 ainda não foram identificados na capital.

    Todos os quatro tipos de vírus podem gerar formas assintomáticas, leves ou graves e, inclusive, levar a óbito. Após contrair um vírus da dengue, o corpo desenvolve imunidade a ele. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a segunda infecção por qualquer sorotipo da doença tende a ser mais grave que a primeira, independentemente da ordem dos sorotipos. O DENV-2 e o DENV-3 são considerados mais virulentos.

    Nesse contexto, a reinfecção por um sorotipo diferente é fator de risco para a dengue hemorrágica, pois o sistema imunológico pode reagir de maneira intensificada. Embora a dengue afete todas as faixas etárias, alguns grupos têm maiores chances de desenvolver complicações. “Crianças de até 2 anos, idosos e imunossuprimidos, como diabéticos e hipertensos, são os que têm mais risco de evolução para a dengue grave”, afirma o médico David Urbaez, referência técnica distrital (RTD) de infectologia da SES-DF.

    Sinais de alerta

    A primeira manifestação da dengue, normalmente, é a febre alta (acima de 38 graus), de início abrupto, que costuma persistir por dois a sete dias, acompanhada de dores de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações, além de prostração, fraqueza, manchas vermelhas, erupções e coceira na pele.

    Tanto a dengue clássica quanto a grave têm os mesmos sintomas nos primeiros dias. Entre os sinais de alerta que ocorrem, habitualmente, entre o quarto e o quinto dia, no intervalo de três a sete dias de doença, estão dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Há ainda casos assintomáticos ou com a presença de apenas um sintoma.

    Detecção

    A distinção entre os vírus é importante para o monitoramento epidemiológico, enquanto os exames laboratoriais são fundamentais no diagnóstico da dengue, além de contribuírem para a implementação de medidas preventivas e controle da doença.

    No DF, a SES-DF oferece o exame PCR em Tempo Real (RT-PCR), responsável por determinar qual dos sorotipos está causando a infecção. O material é analisado no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) a partir da amostra de sangue colhida na Atenção Primária – tendas de hidratação ou unidades básicas de saúde (UBSs). 

    “A técnica é capaz de identificar o vírus precocemente, auxiliando na conduta terapêutica do paciente”, explica a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo da Silva. “O diagnóstico é rápido, sensível e específico, o que a torna uma ferramenta diagnóstica de alta confiabilidade.”

    O tempo de coleta do sangue para a realização do exame RT-PCR é do primeiro ao quinto dia do início de sintomas. Quando a amostra chega ao laboratório, é processada para a extração e a identificação do material genético do vírus. Isso é feito com reagentes específicos e equipamentos próprios. Ao final, os profissionais analisam os resultados obtidos para subsidiar os laudos.

    A liberação dos resultados ocorre em até três dias após o recebimento das amostras, podendo ser menor nos casos prioritários ou graves previamente indicados. Desde o início deste ano, o laboratório registrou mais de 17 mil amostras de casos suspeitos de dengue processadas por meio da técnica de RT-PCR.

    Atendimento

    Ao primeiro sinal de sintomas, a pessoa com suspeita de dengue deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. As estruturas desses espaços foram adaptadas para realizar hidratação venosa, se necessário. Caso haja sinais mais graves, os pacientes serão encaminhados às unidades de pronto atendimento (UPAs) ou aos hospitais regionais.

    Além das UBSs e das UPAs, há tendas de acolhimento à população, das 7h às 19h, nas seguintes regiões do DF: Ceilândia (P Sul), Samambaia, Sol Nascente, Brazlândia, Taguatinga, Santa Maria, Recanto das Emas, São Sebastião, Estrutural e Sobradinho.

  • Sábado terá vacinação para público de todas as idades

    Sábado terá vacinação para público de todas as idades

    Crianças de 10 e 11 anos poderão receber imunizante contra a dengue. Já as demais faixas etárias podem se proteger contra outras doenças

    Sábado (24) é dia de vacinação no Distrito Federal. No evento GDF Mais Perto do Cidadão, que ocorre no Varjão, das 9h às 12h, e em 18 unidades básicas de saúde (UBSs) em outras regiões administrativas, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos poderão se proteger contra doenças como covid-19, tétano e febre amarela, conforme os imunizantes indicados para cada faixa etária. Nas UBSs, as crianças de 10 e 11 anos também poderão receber a vacina contra a dengue.

    Os atendimentos começam às 8h. Em 11 UBSs, o trabalho vai até as 17 horas. Em outras sete, o funcionamento encerra ao meio-dia. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde.

    A orientação é levar documento e cartão de vacinação. A equipe de saúde vai analisar como estão todos os esquemas vacinais e fazer a atualização conforme a necessidade. Em alguns casos, é possível receber até mais de uma vacina no mesmo dia e garantir a proteção contra diversas doenças de uma só vez.

  • Veja a rota do fumacê nesta sexta (23)

    Veja a rota do fumacê nesta sexta (23)

    Recomendação da Vigilância Ambiental é que as pessoas abram portas e janelas de suas residências quando passar o veículo do inseticida de ultrabaixo volume (UBV), para maior eficácia do produto; aplicações serão feitas das 4h às 6h e das 17h às 19h

    Arte: Agência Brasília
  • Ações de combate à dengue intensificadas no Plano Piloto

    Ações de combate à dengue intensificadas no Plano Piloto

    Trabalho está sendo realizado diariamente na região com limpeza, retirada de entulhos e capina, além da aplicação de inseticida. Cerca de 50 toneladas de inservíveis são retiradas por dia na região

    O Governo do Distrital Federal (GDF), por meio da Administração do Plano Piloto, têm intensificado as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya – na região do Plano Piloto e vilas Telebrasília e Planalto. Agentes da Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde estão promovendo mutirões orientativos e educativos junto às comunidades dessas regiões.

    Equipes da RA recolhem diariamente das ruas cerca de 50 toneladas de inservíveis, como entulhos, lixo verde, restos de obras, pneus velhos, garrafas e latas, entre outros – Foto: Divulgação/Ascom Plano Piloto

    Os servidores estão passando de casa em casa para fazer vistoria nas residências e avaliar possíveis criadouros do mosquito, bem como proceder com orientações e aplicação de inseticida. Nos dias 27 e 28, as quadras das 700 e 900 Sul serão percorridas pelo mutirão.

    O administrador regional do Plano Piloto explica que, há alguns meses, as campanhas de combate à dengue que já estavam sendo prmovidas na região foram intensificadas. “O mutirão de orientação e as visitas não têm a intenção de punir ninguém, mas sim orientar e conscientizar a população, que também precisa fazer a parte dela para conter a proliferação de mosquitos”, esclarece Valdemar Medeiros.

    Operação

    O acúmulo irregular de resíduos em terrenos baldios ou residências contribui para que os recipientes acumulem água e se tornem potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Para amenizar o problema, equipes da RA recolhem diariamente cerca de 50 toneladas de inservíveis, como entulhos, lixo verde, restos de obras, pneus velhos, garrafas e latas, entre outros.

    A administração conta nas operações com a participação de equipes de diversos órgãos do GDF, incluindo a Subsecretaria de Vigilância à Saúde, Novacap, SLU, Corpo de Bombeiros, DF Legal e Detran.

  • Veja a rota do fumacê nesta quarta (21)

    Veja a rota do fumacê nesta quarta (21)

    Recomendação da Vigilância Ambiental é que as pessoas abram portas e janelas de suas residências quando passar o veículo do inseticida de ultrabaixo volume (UBV), para maior eficácia do produto; aplicações serão feitas das 4h às 6h e das 17h às 19h

    Arte: Agência Brasília
  • Tendas atendem mais de 37 mil pessoas com dengue no DF em um mês

    Tendas atendem mais de 37 mil pessoas com dengue no DF em um mês

    Estruturas foram criadas para ampliar acesso da população ao tratamento inicial da doença e têm funcionado como um importante braço para as unidades básicas de saúde

    Ferramentas essenciais no combate à dengue no Distrito Federal, as tendas de acolhimento completaram um mês de funcionamento nesta terça-feira (20) com 37.162 atendimentos. As nove estruturas foram lançadas neste mesmo dia, em janeiro, e desde então tornaram-se mais uma opção a quem busca hidratação e informações sobre a doença.

    Foi justamente a necessidade de ampliar a assistência aos usuários com suspeita de dengue, reduzindo as chances de ocorrerem complicações e óbitos, que levou o GDF a criar esses espaços.

    A procura tem sido grande e as tendas respondem a mais de 27% do total de atendimentos na rede pública, somando unidades básicas de saúde e esses espaços. Por semana, foram atendidas, em média, 9 mil pessoas, sendo as de maior movimento as instaladas em Samambaia, São Sebastião e Ceilândia. Além destas cidades, elas estão funcionando também no Sol Nascente, em Brazlândia, na Estrutural, no Recanto das Emas, em Santa Maria e em Sobradinho.

    Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, o alto número de atendimentos demonstra a cooperação, compromisso e comprometimento dos trabalhadores da pasta neste momento com maior incidência de casos de dengue na capital federal. “São mais de 37 mil pessoas acolhidas durante um mês, o que evidencia a conjunção da ampliação de acesso ao serviço de saúde à necessidade da população do Distrito Federal e à capacidade de respostas às demandas de emergências”, disse.

    A lista das UBSs disponíveis pode ser conferida neste link aqui.

    E o GDF já anunciou que vai ampliar de nove para 20 o número de estruturas. As novas serão instaladas em Vicente Pires, Varjão, Gama, Taguatinga, Guará, Plano Piloto, Paranoá, Planaltina e Águas Claras, Ceilândia e Samambaia, que já contam com a estrutura, também serão beneficiadas com mais um espaço de acolhimento.

    Até agora, o DF registrou 84.151 casos de dengue desde o início do ano. Deste total, 81.104 são casos prováveis, sendo 1.812 de residentes de outros estados. Ceilândia lidera entre as cidades com maior número de casos, com 14.718, seguida por Taguatinga, com 4.428, e Sol Nascente/Pôr do Sol, com 4.352.

    Vale lembrar que a Secretaria de Saúde conta atualmente com 67 UBSs onde crianças de 10 e 11 anos de idade podem receber a vacina contra a dengue. Desde o dia 9 de fevereiro, já foram aplicadas 19.588 doses. Em outra frente, o governo ampliou os atendimentos com o Hospital Cidade do Sol (HSol), em Ceilândia, e conta com a parceria da Força Aérea Brasileira (FAB) que instalou um hospital de campanha (HCamp) ao lado do HSol.

    Funcionamento

    As tendas funcionam diariamente, das 7h às 19h, em estruturas montadas junto às administrações regionais. Os pacientes também podem procurar atendimento nas UBSs – 60 delas funcionam com horário estendido, sendo dez abertas todos os dias, de 7h às 19h; 49 abertas aos sábados, de 7h às 12h; e 11 abertas de segunda a sexta-feira, até as 22h.

    Endereços de tendas:

    – Ceilândia – QNM 13, Módulo B
    – Sol Nascente/Pôr do Sol – SHSN VC 311 Trecho II
    – Samambaia – Quadra 302 conjunto 13 Lote 05 – Centro Urbano
    – Sobradinho – Quadra Central, St. Administrativo Lote A
    – São Sebastião – Q. 101 Conjunto 08
    – Estrutural – Setor Central, Área Especial 5 s/n
    – Recanto das Emas – 85, Av. Recanto das Emas Q 206, 300
    – Brazlândia – St. Tradicional Q 16
    – Santa Maria – Quadra Central 01. Conjunto H Lote 01.