Categoria: Cultura

  • Começa a instalação das poltronas da sala Martins Pena do Teatro Nacional

    Começa a instalação das poltronas da sala Martins Pena do Teatro Nacional

    Com investimento estimado em R$ 54 milhões, obras terão como próximos passos os acabamentos de pintura, carpete, iluminação e instalação de equipamentos

    Começou a instalação das novas poltronas da Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Claudio Santoro. Gerida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), essa obra representa a primeira etapa do restauro e está prevista para ser concluída na próxima semana.

    A reforma da sala tem como objetivo devolver à população um espaço cultural importante. Isso permite que o público possa assistir a peças e eventos culturais. De acordo com a Novacap, cada etapa concluída, como a instalação das poltronas, traz a expectativa de um retorno ao funcionamento do teatro.

    A obra da sala tem um investimento estimado em R$ 54 milhões. Os próximos passos são os acabamentos de pintura, carpete, iluminação e instalação de equipamentos.

    “A expectativa é que a Sala Martins Pena seja reaberta ao público no fim deste ano”, ressalta o presidente da Novacap, Fernando Leite. Enquanto isso, a elaboração dos projetos das salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno estão em fase de planejamento antes da licitação para as obras.

    As obras do Teatro Nacional Claudio Santoro ocorrem em quatro etapas. A primeira fase inclui a reforma da Sala Martins Pena e seu foyer. As etapas seguintes abrangem a completa reforma da Sala Villa-Lobos, do Espaço Dercy Gonçalves, da Sala Alberto Nepomuceno e do anexo.

  • Exposição gratuita celebra a arte e os artistas do Planalto Central

    Exposição gratuita celebra a arte e os artistas do Planalto Central

    Mostra leva para o Museu Nacional da República mais de 400 obras de 158 pintores, escultores e criadores conectados com Brasília

    Retratar a dimensão estética do surgimento de Brasília e celebrar a diversidade artística da capital são premissas da exposição Brasília, a Arte do Planalto, em cartaz no Museu Nacional da República. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Sara Seilert, a mostra reúne mais de 400 obras de 158 artistas que, de alguma forma, têm ligação com a cidade e a região do Planalto Central.

    A exposição ‘Brasília, a arte do Planalto’ leva a diversidade artística da capital para o Museu Nacional da República em 400 obras de 158 artistas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    A exposição, realizada pela FGV Arte em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), teve início no dia 25 de setembro e segue até 24 de novembro. A entrada é franca e livre para todos os públicos.

    Segundo a diretora do Museu Nacional da República, Fran Favero, as obras levam o visitante para um passeio que começa na criação da cidade e vai até os movimentos recentes em defesa da democracia e da liberdade, mostrando a importância da capital em diversas esferas, além da política.

    “Quando essa exposição veio para Brasília, o curador, Paulo Herkenhoff, teve o cuidado de incluir também a cocuradora Sara Seilert, aqui de Brasília, e de dar uma atenção tanto para acervo do Museu Nacional da República quanto para os artistas daqui do DF. Afinal, é uma exposição sobre Brasília”, explica.

    Diretora do Museu Nacional da República, Fran Favero conta que as obras levam o visitante para uma viagem que começa na criação da cidade e vai até os movimentos recentes em defesa da democracia e da liberdade

    A cocuradora Sara Seilert, por sua vez, ressalta a pluralidade de técnicas, estilos e identidades presentes na exposição, proporcionando ao espectador uma experiência abrangente que celebra a identidade artística da capital. “A gente decidiu acolher outras linguagens, além de novos artistas, para ampliar essa abordagem de uma possível história da arte brasiliense”, destaca.

    “Brasília tem uma produção muito diversa, dispersa e pungente. Aqui, na exposição, a gente vê como essa produção dialoga entre si e até com a academia, porque nós temos obras produzidas por artistas que foram professores, que formaram alunos e alunas, ou artistas que produziram fora do cânone, como autodidatas, mas que também dialogaram com esses artistas”, completa.

    A exposição teve início no dia 25 de setembro e segue até 24 de novembro; a entrada é franca e livre para todas as idades

    As obras

    A exposição destaca artistas contemporâneos, como Christus Nóbrega, em cartaz com a obra Brasília, enfim. Nela, o professor do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB) propõe uma reflexão sobre a ancestralidade e a identidade, imaginando uma capital utópica e abordando a ideia de como construir um futuro sem esquecer o passado.

    Inspirado por um projeto de lei de 2011, que permitiria a afrodescendentes e indígenas alterarem sobrenomes para recuperar suas origens, Nóbrega criou um “cartório de retificação identitária” como parte de sua exposição. Utilizando inteligência artificial, o artista desenvolveu um agente inteligente com uma base de dados de mais de 8 mil sobrenomes africanos e indígenas, permitindo que visitantes participem de uma experiência interativa que lhes possibilita reconstruir seus sobrenomes, resgatando raízes que foram apagadas ao longo da história.

    “O objetivo é retratar um Brasil que não tem sobrenomes de duas grandes bases da formação do seu país, tendo que conviver com essa ferida. E também é um momento que a gente tem de colocar um pouco em pauta essa lei e quem sabe movimentá-la novamente, já que está engavetada; seria um benefício de restauração identitária para o país sem precedentes na história”, detalha o docente.

    Os visitantes também poderão ver de perto a obra Arco, da artista visual Luciana Paiva. Exposta na mostra, ela aborda a reconfiguração de um objeto cotidiano – uma gaiola – para criar um novo desenho e composição que se relaciona tanto com a cidade de Brasília quanto com o conceito de liberdade.

    Segundo a artista, a escultura reflete a ideia de resgate ao espírito de construção e de pertencimento, que marcaram a fundação da capital, além de trazer uma reflexão sobre a relação entre interior e exterior. “É um trabalho que tem um sentido utópico, que está no início da construção da cidade, e que eu acho que precisa ser resgatado pelas pessoas que hoje vivem aqui, pelas pessoas que fizeram parte, fazem parte desse território”.

    Outra obra em cartaz leva a assinatura de Alice Lara. Intitulada As Ordens do Paraíso, a dupla de pinturas explora a relação entre seres humanos e animais, inspirada por sua vivência no Distrito Federal, onde o contato com a natureza ainda é presente, apesar do avanço natural da urbanização. As peças foram inspiradas em uma experiência que teve em um zoológico, onde ela retrata como a humanidade tenta organizar e controlar a natureza segundo seus próprios padrões.

    Em suas palavras, Alice Lara classifica a cena que a inspirou como um “simulacro de natureza”, uma imagem idealizada e artificial de harmonia entre os animais. “Eu estava no zoológico, quando o pai virou para o filho e disse: ‘Olha, filho, como seria maravilhoso se todos os animais vivessem juntos desse jeito. Seria como o paraíso.’ E é isso que a pintura busca retratar – vários animais juntos nesse simulacro de natureza, onde tudo é verdinho, tudo é perfeito e bonito”.

    Exposição Brasília, a Arte do Planalto

    → Local: Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2)
    → Data: até 24 de novembro, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30
    → Entrada gratuita

  • Espaço de exibições do Cine Brasília se chamará Sala de Cinema Vladimir Carvalho

    Espaço de exibições do Cine Brasília se chamará Sala de Cinema Vladimir Carvalho

    Decreto com homenagem ao cineasta falecido em 24 de outubro foi publicado no DODF desta quarta-feira (6)

    Em homenagem ao cineasta e documentarista Vladimir Carvalho da Silva, o governador Ibaneis Rocha nomeou a sala de exibições do Cine Brasília como Sala de Cinema Vladimir Carvalho. O decreto nº 46.498   foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (6) em reconhecimento por sua contribuição para a cinematografia nacional e pela valorização da cultura brasileira.

    Cena de Rock Brasília – Era de Ouro, um dos destaques da carreira de Vladimir Carvalho | Foto: Divulgação

    Paraibano de Itabaiana, o artista abraçou Brasília e escolheu a capital da República para praticar e partilhar a sua arte. Vladimir faleceu no último dia 24 aos 89 anos, em consequência de um infarto. Considerado um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro, ele produziu mais de dez documentários que permeiam a política e a história nacional.

    Segundo o decreto, ficará a cargo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) providenciar a sinalização e divulgação necessária para identificar a Sala de Cinema Vladimir Carvalho.

    O artista foi um dos fundadores do curso de cinema da Universidade de Brasília (UnB), instituição pela qual tornou-se professor emérito em 2012. De Romeiros da Guia (1962) a O País de São SaruêBarra 68 Rock Brasília – Era de Ouro (2011), Vladimir Carvalho deixa uma extensa colaboração e um importante acervo para o país.

  • Cine Brasília recebe mostra inédita sobre doenças raras a partir desta terça-feira (29)

    Cine Brasília recebe mostra inédita sobre doenças raras a partir desta terça-feira (29)

    Com apoio do GDF, festival pioneiro no país exibe nove obras que retratam a vida de pacientes com patologias raras, com sessões até sexta (1º)

    O Festival Raro de Cinema começa nesta terça-feira (29) no Cine Brasília, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). Pioneira no país, a mostra busca conscientizar o público sobre a realidade de pacientes com patologias raras e a luta por inclusão na sociedade. A programação reúne nove obras e segue até sexta-feira (1º), com sessões às 9h30, às 14h e às 16h. A entrada é gratuita.

    Esta é a primeira mostra de filmes no Brasil focada exclusivamente em produções sobre condições raras. Segundo o jornalista Guilherme Vicente de Morais, idealizador e curador do festival, são abordados os desafios inerentes às enfermidades, como diagnósticos frequentemente tardios, tratamentos limitados, dificuldade no acesso a medicamentos e falta de informações adequadas, além dos impactos psicológicos ao paciente e familiares.

    “Busquei filmes com representações verdadeiras e, ao mesmo tempo, com recursos de acessibilidade”, comentou Morais. “São obras que trazem a realidade clínica do paciente, mas que também têm qualidade cinematográfica e um olhar sensível sobre as doenças raras, que mostram o lado emocional da jornada entre a suspeita e o diagnóstico. Esse costuma ser o grande gargalo, porque o diagnóstico é fechado muito tardiamente, às vezes demora cinco, sete anos, devido ao desconhecimento dos sintomas.”

    Mais de 8 mil doenças raras são catalogadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As patologias são crônicas, progressivas e degenerativas, como, por exemplo, a distrofia muscular de Duchenne, alteração genética congênita que afeta a musculatura esquelética e cardíaca, e a esclerose lateral amiotrófica (ELA), condição neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios responsáveis pela inervação dos músculos.

    Os filmes contam com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, tradução em libras e legendas em português

    Para o curador da mostra, embora o número de pessoas afetadas seja elevado, o tema ainda é insuficientemente debatido. “Mais de 13 milhões de pessoas no país têm uma doença rara e, no DF, pelo menos 5% da população faz parte desse grupo. A nossa expectativa é que o festival gere empatia e conscientização, que quem vier assistir a algum filme saia com uma visão mais ampla, que se sinta tocado com as histórias retratadas. É um tema urgente que precisa ser discutido de forma massiva porque, neste caso, a informação salva vidas”, observa.

    Os filmes contam com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, tradução em libras e legendas em português. A classificação indicativa é de 14 anos. Entre os títulos, há os documentários A Planta, de Bento Brant, e Tin Soldiers, de Odette Schwegler, além dos longas A História de Cada Um, de Pedro Henrique Moutinho, e Ilegal, de Rapha Erichsen e Tarso Araújo.

    Serviço
    Festival Raro de Cinema
    Local: Cine Brasília 106/107 Sul
    Data: 29/10 a 1º/11
    Programação completa: www.rarotalks.com.br/festivalrarodecinema

  • BNB Musical recebe pocket show com clássicos da música popular brasileira

    BNB Musical recebe pocket show com clássicos da música popular brasileira

    Com entrada franca, Myriam Greco e Régis Torres vão apresentar, nesta terça (29), obras de compositores como Cartola e Tom Jobim

    O BNB Musical deste mês promete resgatar pérolas da MPB no auditório da maior biblioteca pública da capital nesta terça-feira (29), às 19h30. O pocket show Brasilidades, com entrada franca, contará com a cantora Myriam Greco, acompanhada pelo marido, o violonista Régis Torres, em um espetáculo com obras de Cartola, Tom Jobim, Joyce, Eduardo Gudin e outros grandes nomes da música brasileira.

    Myriam relata que, além de resgatar canções, pesquisa as histórias por trás delas e as revela nos shows. “A escolha do nome do espetáculo se deve ao fato de apresentarmos algumas canções que compõem a pluralidade da música nacional e são pura brasilidade”, disse.

  • Corpo do cineasta Vladimir Carvalho será velado no Cine Brasília nesta sexta (25)

    Corpo do cineasta Vladimir Carvalho será velado no Cine Brasília nesta sexta (25)

    Velório vai das 9h30 às 13h30; em seguida, sepultamento será no Campo da Esperança, às 14h30

    O cineasta Vladimir Carvalho, que faleceu nesta quinta-feira (24), terá seu corpo velado no Cine Brasília, das 9h30 às 13h30, na sexta (25). Ele tinha 89 anos e era considerado um dos maiores mestres do cinema brasileiro. O Cine Brasília fica na Entrequadra 106/107 da Asa Sul.

    ‘Conterrâneos Velhos de Guerra’, um dos filmes de grande repercussão de Vladimir Carvalho | Foto: Divulgação

    Vladimir deixa um legado de filmes que retratam a história e a luta do povo brasileiro, como O País de São SaruêConterrâneos Velhos de Guerra, O Itinerário de Niemeyer e Barra 68, entre outros.

    O sepultamento será realizado às 14h30 no Jazigo dos Pioneiros, no cemitério Campo da Esperança. Será um momento de despedida, mas também de homenagem ao homem e artista que tanto contribuiu para o cinema e para a cultura brasileira.

    Em nota, a direção do cinema mais tradicional da capital federal ressalta: “O Cine Brasília se orgulha de ter sido palco de diversas exibições e debates sobre sua obra, e lamenta profundamente essa perda. Seu talento, coragem e dedicação à arte seguirão inspirando cineastas, críticos e amantes do cinema por gerações. O cinema brasileiro está de luto, mas o legado de Vladimir permanecerá gravado em nossa história”.

  • Feira na Asa Norte exalta produtoras rurais do DF

    Feira na Asa Norte exalta produtoras rurais do DF

    Iniciativa organizada pela Emater-DF abre espaço para mais de 20 empreendedoras comercializarem seus produtos no Boulevard Shopping no fim de semana

    Para celebrar o Dia Internacional das Mulheres Rurais, comemorado em 15 de outubro, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e o Boulevard Shopping Brasília se uniram para realizar a Feira de Mulheres Rurais Empreendedoras. O evento será realizado na sexta-feira (18) e no sábado (19), das 10h às 22h – uma oportunidade para o público conhecer a qualidade dos produtos elaborados por mulheres da zona rural do DF.

    A Feira de Mulheres Rurais Empreendedoras permitirá que mais de 20 produtoras rurais do DF exponham e comercializem seus produtos | Foto: Divulgação/Emater-DF

    A feira contará com a participação de mais de 20 produtoras rurais de diversas regiões do Distrito Federal. Os visitantes poderão adquirir produtos artesanais como bolos, panificados, doces, geleias, biscoitos, cafés e plantas ornamentais, todos produzidos por empreendedoras e trabalhadoras rurais atendidas pela Emater-DF.

    A iniciativa permite que as mulheres exponham e comercializem seus produtos, promovendo o contato direto com o consumidor final. Além disso, contribui para a inclusão socioprodutiva, valorização e empoderamento dessas produtoras, que muitas vezes permanecem invisíveis nas áreas rurais e lutam pelo sustento de suas famílias e pela geração de renda.

    “Temos observado e incentivado cada vez mais o empreendedorismo feminino. A feira é uma forma de homenagear e valorizar esse trabalho. Essas mulheres desempenham um papel fundamental na agricultura, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional, na gestão dos recursos naturais, na liderança no campo e em ações comunitárias”, ressalta a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade.

    “O Boulevard tem um compromisso contínuo com projetos que promovem impactos sociais e ambientais positivos. Apoiamos ações que valorizam o empreendedorismo feminino e a produção local, como a Feira de Mulheres Rurais Empreendedoras, pois acreditamos na importância de abrir espaço para iniciativas que transformam vidas e fortalecem a economia regional”, afirma a gerente de marketing do shopping, Luana Citon.

  • Lançados os editais da Política Nacional Aldir Blanc no DF

    Lançados os editais da Política Nacional Aldir Blanc no DF

    Serão destinados mais de R$ 30 milhões para o fomento à cultura, abrangendo diversos segmentos; inscrições começam nesta quinta-feira (10)

    Atenção, comunidade cultural do Distrito Federal: os quatro editais da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) foram lançados nesta terça-feira (8). A ação faz parte de um esforço contínuo para promover e apoiar iniciativas culturais na região, oferecendo oportunidades de financiamento e desenvolvimento para projetos locais.

    Os editais foram divididos em dois blocos:

    Bloco 1 – Apoio Direto a Produções Audiovisuais e Culturais;

    Bloco 2 – Editais do Bloco Cultura Viva.

    Serão injetados R$ 30.506.206,84 milhões, com mais de R$ 24 milhões destinados ao audiovisual e demais áreas culturais, e mais de R$ 6 milhões distribuídos entre os três editais específicos para o Bloco Cultura Viva. Ao todo, serão seis linhas para o audiovisual, 67 para as demais áreas culturais e 57 linhas distribuídas nos editais do Cultura Viva, incluindo premiações.

    Dentro das áreas contempladas, há oportunidades diretas para pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas e ampla concorrência. O objetivo é apoiar as mais diversas expressões artísticas e culturais, atendendo aos anseios de produtores, artistas independentes, coletivos e espaços culturais de diferentes portes. Também estão incluídos segmentos populares, urbanos e periféricos, fundamentais para a identidade cultural do DF.

    O Instituto Omni, organização da sociedade civil (OSC) encarregada de executar a Pnab, junto à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), enfatiza que todos os proponentes receberão acompanhamento detalhado durante as fases de inscrição e avaliação. A intenção é garantir que os recursos cheguem de forma justa a quem realmente necessita, priorizando a democratização do acesso aos incentivos culturais.

    O secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, destaca que a Pnab é um marco na recuperação da economia cultural pós-pandemia. “Esses recursos representam um alívio para milhares de profissionais da cultura que foram profundamente impactados nos últimos anos. A expectativa é que as linhas de financiamento abram espaço para novos projetos inovadores, além de manter viva a tradição cultural do DF”, afirma.

    Inscrições e prazos

    As inscrições para os editais serão abertas nesta quinta-feira (10) e poderão ser feitas exclusivamente pelo site www.pnabdf.org.br, onde os candidatos terão acesso ao edital completo, às orientações para inscrição e aos formulários necessários. O processo será totalmente digital, permitindo maior facilidade e acessibilidade aos interessados.

    O prazo para inscrição vai até o dia 24 deste mês, e os projetos selecionados serão conhecidos após um criterioso processo de avaliação e habilitação. O resultado preliminar será divulgado em 11 de novembro, e os responsáveis pelos projetos terão entre 11 e 13 de novembro para submeter eventuais recursos. A divulgação final dos selecionados está prevista para o fim de novembro, com convocação para o plano de trabalho no início de dezembro.

    Sobre a Pnab

    A Política Nacional Aldir Blanc foi criada para apoiar o setor cultural, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19. O repasse de recursos federais para estados e municípios visa à manutenção de espaços culturais, à realização de produções artísticas e ao estímulo à economia criativa. No DF, a gestão dos recursos tem sido realizada de forma eficiente, com foco em garantir o acesso a todas as regiões administrativas, especialmente aquelas mais vulneráveis social e economicamente.

    Para participar dos editais, basta acessar o portal da Pnab, onde estão disponíveis todas as informações sobre a documentação necessária, critérios de elegibilidade e o passo a passo para inscrição. É importante que os proponentes leiam atentamente o regulamento e fiquem atentos aos prazos.

    Cronograma da PNAB-DF

    • Lançamento oficial dos editais – dia 8 deste mês
    • Abertura das inscrições – dia 10 deste mês
    • Prazo para envio de propostas – 10 a 24 deste mês
    • Análise de mérito – 11 de novembro
    • Período para interposição de recursos – 11 a 13 de novembro
    • Divulgação do resultado preliminar – 18 de novembro
    • Habilitação dos projetos selecionados – 18 a 22 de novembro
    • Divulgação do resultado final – 29 de novembro.

    A Política Nacional Aldir Blanc é uma realização do Ministério da Cultura, da Secec-DF e do Instituto Omni.

  • Última edição de temporada de shows no Parque da Cidade tem programação especial

    Última edição de temporada de shows no Parque da Cidade tem programação especial

    “Pôr do Sol no Parque” terá shows de artistas locais no sábado e domingo, no Estacionamento 11; evento se firmou entre as grandes atrações do calendário da cidade

    O Parque da Cidade Sarah Kubitscheck receberá, neste fim de semana, a última edição da temporada do evento “Pôr do Sol no Parque”. A programação começa no sábado (5) e se encerra no domingo (6), a partir das 16h. Iniciado em abril deste ano, o evento se consolidou como um dos mais aguardados no calendário da cidade, promovendo apresentações culturais ao ar livre.

    A programação deste fim de semana inclui shows de artistas locais, como Pagode do Béli, Nego Regis, Viano Dueto e Luno Sax, todos gratuitos e abertos ao público. O evento marca o encerramento do “pôr do sol especial” que agradou os brasilienses ao longo de seis meses.

    Segundo o secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, a ação reforça o compromisso de oferecer espaços de lazer acessíveis à população. “Estamos empenhados em garantir que o Parque da Cidade continue sendo um ponto de encontro para todos, promovendo saúde, lazer e cultura em um ambiente acolhedor”, destacou o gestor.

    A previsão é que o evento retorne em maio de 2025, dando continuidade ao sucesso desta temporada, que reuniu famílias, jovens e visitantes de todas as idades em um dos principais cartões-postais de Brasília.

    O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, reforçou a importância do evento. “O pôr do sol se tornou um dos eventos mais esperados, fortalecendo a relação da população com o parque e criando memórias positivas para os frequentadores”, comentou.

    Programação

    Sábado
    – 16h10: Pagode do Béli
    – 18h10: Nego Regis

    Domingo
    – 16h10: Viano Dueto
    – 18h15: Luno Sax
    – 19h15: Nego Regis

    Local: Estacionamento 11, Parque da Cidade, Brasília, DF

  • Café com Viola homenageia a chegada da primavera no Museu Vivo da Memória Candanga

    Café com Viola homenageia a chegada da primavera no Museu Vivo da Memória Candanga

    Evento deste sábado (21) ocorrerá na parte da manhã e terá apresentação de cantores regionais, além de um café cultural coletivo

    Para celebrar a estação mais florida do ano, a primavera, o Museu Vivo da Memória Candanga será o anfitrião da quarta edição do Café com Viola, neste sábado (21), das 9h às 12h. O evento contará com a apresentação de cantores regionais e um café cultural coletivo, dando a oportunidade ao público de trocar experiências. A entrada é gratuita e a ação conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

    Entre os artistas locais que farão parte da programação estão Júlia e Gaby Viola e a dupla Anderes e Fernandes. No espaço também haverá uma feira de artesanato e um bate-papo com prosa reflexiva. O palco estará aberto para manifestação de quem desejar mostrar o talento artístico.

    Para o idealizador do evento, Volmi Batista, uma das propostas do projeto é dialogar com diferentes gerações da música e mostrar a diversidade musical regional caipira, interagindo com a história de Brasília. O produtor cultural destaca, ainda, que as edições têm buscado cada vez mais a presença artística feminina, com as últimas edições levando um coral formado por mulheres.

    “Há pessoas que nasceram neste lugar e não conhecem esse espaço público. A ideia principal desse projeto ser em um horário diferenciado é também um fator comunitário, para promover um evento para toda a família, com uma troca rica de experiências. É um local arborizado e preservado em questão de ambiente e memória, observando a tradição do museu de ser um espaço de convivência onde cada um pode levar algo — seja um bolo, seja um café, seja uma música”, destacou Batista, lembrando que, antes de ser museu, o local abrigava o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO).

    A arte de um museu vivo

    O Museu Vivo da Memória Candanga é um núcleo pioneiro da cultura local e um equipamento cultural com tombamento permanente homologado em 2015 como Patrimônio Histórico e Cultural Nacional. Cada edição do Café com Viola visa celebrar uma data especial brasileira. As edições passadas contaram com temas como folclore e outros assuntos ligados à história e cultura nacional.