Categoria: Cidades

  • Aproveite a programação cultural deste domingo

    Aproveite a programação cultural deste domingo

    Com gratuidade nas passagens de ônibus, último dia deste fim de semana tem atrações para diferentes públicos

    Domingo, dia em que você não precisa pagar passagem de ônibus no DF graças ao programa Vai de Graça, da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), oferece boa programação cultural.

    No Museu Nacional da República, a Brasília Design Week 2025 (BDW25) estará em cartaz até a próxima terça (24), apresentando exposições, oficinas, bate-papo, desfiles e circuitos urbanos que têm como foco a reflexão sobre o passado, o presente e o futuro do design brasileiro. A mostra principal, Horizonte em Risco, apresenta peças que vão do artesanal ao tecnológico, com entrada livre e experiências interativas para todos os gostos.

    No Setor Oeste do Gama, é dia de se despedir do festival Adore Gama, que une música e espiritualidade com shows de Mattos Nascimento, Karla Milhomem e Kote Santo, a partir das 18h. Serão momentos de adoração e louvor ao ar livre, na Quadra 31, com entrada franca.

    Também neste domingo encerra-se a temporada de Chá com Mel, espetáculo da Cia. Ponto Alto, em cartaz no Teatro Newton Rossi/ Sesc Ceilândia. Com início às 18h, a peça apresenta acrobacias aéreas e memórias de uma viagem à Turquia. Os ingressos custam entre R$ 15 e R$ 30, com 15% das entradas reservadas gratuitamente para estudantes da rede pública.

    Veja, abaixo, o resumo da programação. 

    Brasília Design Week 2025
    Até terça-feira (24), no Museu Nacional da República e outros locais do DF. Evento gratuito. Mais informações neste link. 

    Adore Gama – Festival Gospel
    A partir das 18h, na Área Especial da Quadra 31, Setor Oeste – Gama. Evento gratuito.  

    Chá com Mel
    Às 18h, no Teatro Newton Rossi – Sesc Ceilândia. Ingressos: R$15 (meia) e R$30 (inteira).

  • Produção de pescado bate recordes no Distrito Federal

    Produção de pescado bate recordes no Distrito Federal

    No último ano, o Quadradinho produziu mais de 2 milhões de quilos de diferentes espécies, contando com o apoio de políticas públicas do GDF

    Em 2024, os produtores de peixes do Distrito Federal apoiados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) conseguiram o feito histórico de produzir a maior quantidade de pescado, no período de um ano, em solo brasiliense. Foram 2.163.472 kg de peixes de diferentes espécies, um salto de mais de 6% em relação a 2023, superando o recorde alcançado naquele ano. Entre a série de fatores que compõem o resultado, além do apoio das políticas públicas está o aumento do número de produtores de pescado, que subiu de 919 para 970 no período de um ano.

    A região do Gama lidera a produção no DF, com 546.015 kg, seguida por Ceilândia que alcançou sua melhor marca, com 521.055 kg (um aumento de 57,88% na produção que, em 2023, foi de 330 mil kg). Os produtores do Paranoá alcançaram 353.301 kg de pescado produzido, seguido pelos piscicultores do Núcleo Rural Alexandre Gusmão, com 201.997 kg.

    Considerando o número de produtores rurais, Ceilândia cresceu não apenas em números de produção, mas também no número de piscicultores, que passou de 160, em 2023, para 187 este ano, sendo a região com o maior número de produtores de peixes no DF. No Gama, o número subiu de 148 para 185 produtores, seguido por Planaltina, atualmente com 100 produtores.

    Baixa manutenção

    Dono de uma das propriedades referências em piscicultura no DF, o produtor rural Ademir Gomes, 58 anos, tem oito tanques e uma média de 20 mil peixes na chácara Shallom, localizada no Sol Nascente, de onde saem cerca de 20 toneladas de tilápia por ano. Na atividade desde 2014, ele diz ter escolhido a piscicultura pela facilidade em relação à outras culturas e o retorno que ela proporciona.

    “Deixei de fazer outras culturas porque não estava compensando mais, pela falta de mão de obra. A piscicultura exige menos da gente, vale a pena trabalhar com peixe e eu gosto. A gente tem que estar na ativa e sempre atento, mas é um estoque que, se não tirou, pode ficar para depois. A hortaliça não, quando chega o ponto de colher a produção, tem que ser vendida de qualquer forma”, acentua.

    Para os pequenos produtores, o negócio de tilápias pode até não ser o maior foco, mas gera uma renda a mais que é importante para a família. É o caso do piscicultor Joel Félix, 72, que além de agricultor e apicultor, cria peixes em Planaltina. Segundo ele, os alevinos representam cerca de 30% da renda familiar. “Eu resolvi mexer com peixe porque você não tem que correr tanto no dia a dia. Mão de obra hoje é uma coisa muito difícil, especialmente pela minha idade. É uma renda a mais”.

    Joel conta que começou com uma espécie de peixe, mas após ser orientado pela Emater-DF sobre qual alevino se encaixaria melhor nos tanques lonados, mudou a estratégia. Ele descreve o apoio da empresa pública como algo essencial para os produtores do DF: “A Emater é nossa base. Se precisamos de algo, ligamos para os técnicos e imediatamente eles estão no local nos dando assistência e orientações”.

    Crescimento

    O técnico da Emater-DF, Adalmyr Borges, reforça o quanto a aquicultura vem crescendo nos últimos anos, com um avanço de 5% a 6% a cada ano. “Atualmente temos em torno de 2 mil toneladas de peixe sendo produzidas por ano no Distrito Federal, a principal espécie sendo a tilápia, que é um peixe bem adequado às condições na região, com facilidade de ter a forma do filé, sem espinhas e isso atrai muito o consumidor e caiu no gosto da população”, observa.

    A concessão de linha de crédito e o acompanhamento dos extensionistas da Emater-DF – tanto da cadeia produtiva, quanto do escoamento da produção – estão entre as políticas públicas que o Governo do Distrito Federal (GDF) oferece para os piscicultores brasilienses.

    Além de projetos como o Proágua – um acompanhamento contínuo dos produtores de peixe da região – e o Aqua+, com foco no uso eficiente da água, o técnico destaca como fatores de crescimento da produtividade a implantação de unidades de referência no DF, atualmente contando com cinco, que são propriedades onde já existem produtores rurais na região trabalhados como modelos para a demonstração de tecnologias para outros produtores e cursos de capacitação. A aquicultura brasiliense também é alavancada com o novo projeto já sendo instalado pelo GDF, que visa o aproveitamento dos reservatórios de irrigação para criação de peixes nos tanques lonados, em especial na região Planaltina.

    “A gente espera ter um aumento ainda maior da produção nesse ano. Brasília é um grande mercado consumidor, com um consumo per capita dos mais altos do Brasil e, ao mesmo tempo, temos a atuação do Governo do Distrito Federal por meio da Emater, com os programas de estímulo à aquicultura. Trabalhamos orientando os produtores sobre a melhor forma de regularizar a atividade, como controlar a qualidade da água para ter uma produção eficiente de peixes, como utilizar a alimentação… Ou seja, gastar menos dinheiro produzindo a mesma quantidade de peixe e reduzindo os custos de produção”, detalha.

  • Parque da Cidade recebe ação de descarte consciente de eletrônicos

    Parque da Cidade recebe ação de descarte consciente de eletrônicos

    Atividade tomou conta do Estacionamento 13, contando com a participação do público e de autoridades locais

    O Parque da Cidade recebeu, neste sábado (21), mais uma ação de conscientização ambiental: o Dia de Descarte Consciente, promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF),  em parceria com o Instituto Inteligência Ambiental. 

    Além do recolhimento gratuito de equipamentos eletroeletrônicos fora de uso, foi montada uma miniexposição com itens antigos e curiosos da história da tecnologia. Entre os itens estavam rádios de válvula, máquinas de escrever elétricas e os primeiros modelos de celulares, com destaque para os aparelhos chamados de tijolões dos anos 1990.

    Desde o início da manhã, moradores de diversas regiões administrativas levaram celulares antigos, computadores, televisores, cabos, impressoras e outros equipamentos que estavam guardados sem utilidade. A iniciativa faz parte das ações do GDF voltadas para o fortalecimento da logística reversa e da educação ambiental.

    Educação ambiental 

    “Este é o mês do meio ambiente, e temos um calendário com várias programações, sendo essa uma delas, que tem o cunho da educação ambiental”, declarou o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes. “Nós estamos trazendo aqui um ponto de coleta de eletroeletrônicos no Parque da Cidade porque é um local de maior movimentação em um sábado para justamente despertar a conscientização ambiental sobre o descarte seguro desses eletroeletrônicos.”

    Segundo o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema-DF, Luciano Miguel, quem não puder participar da ação pode fazer o descarte adequado em outros endereços fixos: “Temos 120 pontos de entrega voluntária no Distrito Federal. No site da secretaria nós temos a relação desses locais. Basta colocar o CEP da sua residência que você vai saber onde tem um mais próximo para esse tipo de descarte” .

    A bióloga Luciana Brito, 31 anos, mora no Lago Norte e foi até o Parque da Cidade para participar do evento. “Eu sei da importância de fazer o reaproveitamento desses materiais, principalmente do material eletrônico, porque em sua composição há elementos tóxicos”, disse. “Por isso, trouxe aparelhos de som, controles remotos e fitas cassete que estavam lá em casa e na casa da minha mãe”.

    A expectativa é que diversos itens sejam recolhidos ao longo da ação. Todo o material arrecadado será encaminhado para empresas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de componentes.

  • Praça dos Estados, na Candangolândia, tem piso substituído e novas opções de lazer

    Praça dos Estados, na Candangolândia, tem piso substituído e novas opções de lazer

    Com investimento de mais de R$ 1,3 milhão, espaço passa por uma reforma geral para ampliar segurança e estimular a cultura na cidade

    Um dos espaços mais tradicionais da Candangolândia, a Praça dos Estados está passando por uma reforma completa para garantir mais segurança, conforto e novas opções de lazer para os moradores da região. Com investimento de R$ 1.363.000, as obras incluem a substituição do piso de bloquetes por concreto liso, a construção de uma quadra de beach tênis, a instalação de um novo parquinho infantil, além de um novo estacionamento e a troca da iluminação por lâmpadas de LED.

    Criada em 2005, a praça é um símbolo da história de Brasília, reunindo as bandeiras das 27 unidades federativas, além da bandeira nacional e da própria Candangolândia. O espaço, localizado na entrada da cidade, também é um importante ponto de encontro e convivência para moradores de outras regiões próximas.

    Segundo o administrador regional da Candangolândia, Marcos Paulo Alves da Silva, a reforma atende a uma demanda antiga da população. “Aqui era só bloquete que havia sido instalado em 2007. Estava muito danificado por conta dos eventos que aconteciam. As crianças tinham dificuldade de brincar, havia risco de quedas. Agora, vamos ter um piso de concreto, nos moldes da Praça da Bíblia, mais seguro e acessível”, explicou.

    A reforma contou com recursos oriundos de emenda parlamentar do deputado distrital Hermeto. Além das intervenções estruturais, a administração regional também trabalha para ampliar a iluminação da praça e reforçar o paisagismo.

    “Nossa ideia é que a comunidade volte a ocupar a praça. Queremos incentivar a prática de esportes, promover mais eventos e transformar o local em um espaço vivo, seguro e acolhedor para todos”, completou o administrador.

    Para quem utiliza a praça em atividades culturais e esportivas, a expectativa é positiva, como é o caso do mestre de capoeira Wisley Pereira de Souza, de 46 anos. Ele destaca que as condições da praça prejudicavam o uso pelos alunos. “Como desenvolvemos atividades com crianças e adolescentes, os buracos entre os bloquetes dificultavam os movimentos. Agora, com o novo piso, melhor iluminação e estrutura, a gente vai poder trabalhar com mais segurança e visibilidade. Isso valoriza a cultura, o esporte e a qualidade de vida da comunidade”, afirmou.

    A reforma também foi bem vista pelo servidor público Neilton Português, de 59 anos. “Essa é uma praça muito simbólica, com as bandeiras de todos os estados. Eu moro aqui desde 1985 e já trouxe meus filhos para brincar aqui e hoje trago minha neta. Era necessário esse cuidado com o piso, principalmente para proteger as crianças e os idosos. O governo vem fazendo um trabalho muito bom aqui na cidade, não só na praça, mas em vários outros espaços públicos”, comentou.

  • Estudantes das escolas da rede pública participam da Campus Party

    Estudantes das escolas da rede pública participam da Campus Party

    Divididos entre os turnos da manhã e da tarde, os estudantes percorreram os espaços gratuitos e pagos da feira numa iniciativa da SSP-DF

    Cerca de mil alunos das Escolas de Gestão Compartilhada do Distrito Federal participaram, nesta sexta-feira (20), de uma visita especial à Campus Party Brasil, uma das maiores feiras de tecnologia e inovação do mundo, realizada na Arena BRB. A ação foi promovida pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), em parceria com a organização do evento, como objetivo de democratizar o acesso à ciência, tecnologia e inovação entre jovens da rede pública. Esta é a segunda vez que estudantes deste sistema de ensino participam da feira.

    “Esta é uma oportunidade que contribui muito positivamente com a formação desses alunos. É um privilégio poder participar de um evento tecnológico tão reconhecido e que proporcionará conexões, aprendizado e experiências. Um dos objetivos da feira é descobrir talentos e dar a eles protagonismo. Essa pode ser a chance de despertar o talento desses estudantes”, destaca o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. “A presença dos estudantes na Campus Party representa não apenas uma visita a um evento de tecnologia, mas um passo importante rumo à inclusão digital e à formação de jovens mais preparados”, completa.

    Além de explorarem as atrações tecnológicas, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer de perto os equipamentos das forças de segurança do DF, que também participam da Campus Party com estande interativo, viaturas e aeronaves, reforçando o compromisso da pasta com a aproximação entre segurança pública, educação e inovação.

    Inclusão e acesso

    O subsecretário de Escolas de Gestão Compartilhada, Alexandre Ferro, ressalta o papel da inclusão na iniciativa. “É importante oferecer novamente aos nossos alunos a oportunidade de visitar a maior feira de tecnologia do mundo. A SSPDF realiza, assim, a filosofia da Segurança Integral, facilitando aos jovens o acesso à inclusão digital, à ciência e à tecnologia, promovendo uma educação de qualidade. Promover inclusão é fazer a diferença na vida dessas crianças”.

    A ação foi elogiada pelos participantes. Para Derek Adrian, do Centro Educacional 7 de Ceilândia, foi importante para aumentar o conhecimento. “É um evento muito grande e com muitas possibilidades de conhecimento, jogos e contato com áreas do conhecimento”. A aluna Ana Raquel Rodrigues, também do CED 07, fez um convite a quem ainda não foi à feira. “É minha primeira vez neste evento e estou achando muito interessante. Para quem gosta de tecnologia e games, deve vir. É um grande evento em que podemos nos divertir bastante”.

    Atualmente, 25 escolas públicas integram o projeto de gestão compartilhada no DF. A participação na Campus Party é mais uma das iniciativas que buscam integrar conhecimento, cidadania e oportunidades para os estudantes dessas unidades.

  • Prepare-se para o frio: como manter a saúde no inverno

    Prepare-se para o frio: como manter a saúde no inverno

    Especialistas do IgesDF explicam como evitar doenças comuns da estação e se proteger

    Com a chegada do inverno, que começa nesta sexta-feira (20), aumentam os casos de gripes, resfriados, crises alérgicas e outras doenças respiratórias. As oscilações de temperatura, associadas à baixa umidade do ar, criam um cenário propício para a propagação de vírus e o agravamento de quadros de saúde, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

    Além das doenças respiratórias, como rinite, sinusite, bronquite e pneumonia, o frio também exige atenção redobrada com a saúde do coração. De acordo com a chefe da cardiologia do Hospital de Base, Ruiza Teixeira, os infartos podem aumentar em até 30% nos dias frios.

    “O frio faz os vasos sanguíneos se contraírem, o que pode aumentar a pressão arterial e agravar problemas cardíacos já existentes”, explica.

    O infectologista Tazio Vanni, do IgesDF, alerta que a sazonalidade dos vírus, aliada ao ar seco e à permanência prolongada em locais fechados, favorece a disseminação de doenças. “Por isso, os cuidados precisam ser intensificados durante o inverno”, orienta.

    Veja a seguir três dicas importantes para manter a saúde em dia durante a estação.

    1. Hidrate-se — por dentro e por fora

    Inverno exige mais atenção para evitar o risco de desidratação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A hidratação é fundamental o ano todo, mas merece atenção especial no inverno. Com o frio, o organismo gasta mais energia para manter a temperatura corporal, o que aumenta o risco de desidratação — mesmo quando não sentimos sede.

    Além de beber bastante água, também é importante manter a pele e as vias respiratórias hidratadas. Algumas medidas recomendadas:

    · Use umidificadores de ar ou toalhas molhadas no ambiente;
    · Evite banhos longos e muito quentes, que ressecam a pele;
    · Aplique cremes hidratantes regularmente.

    2. Deixe o ar circular

    Ambientes fechados favorecem a proliferação de vírus, ácaros e fungos, aumentando o risco de doenças respiratórias e alergias. Apesar do frio, é essencial manter os locais bem-ventilados.

    · Abra janelas diariamente para renovar o ar
    · Evite aglomerações em locais fechados
    · Lave e higienize com frequência roupas de cama, cobertores e cortinas.

    2. Vacine-se

    Imunização é fundamental para a prevenção de doenças | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF 

    A vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção. No inverno, a vacina contra a gripe (influenza) é fundamental, especialmente para os grupos prioritários — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

    Além de proteger contra os sintomas da gripe, a imunização ajuda a evitar complicações como a pneumonia e reduz a sobrecarga nos serviços de saúde.

  • Na DF-010, rota alternativa entre a Epia e a Cidade Estrutural vai desafogar trânsito

    Na DF-010, rota alternativa entre a Epia e a Cidade Estrutural vai desafogar trânsito

    Investimento de R$ 28,8 milhões duplica mais de sete quilômetros de pista para beneficiar cerca de 20 mil motoristas que transitam todos os dias pelas vias

    O Governo do Distrito Federal (GDF) deu início a mais uma importante obra de mobilidade. A construção de uma nova ligação entre a Cidade Estrutural e a DF-010 beneficiará diretamente cerca de 20 mil motoristas por dia e, quando pronta, vai aliviar o tráfego nas vias centrais da capital, como a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) e a Via Estrutural. O investimento é de R$ 28,8 milhões.

    A nova rota alternativa parte da Cidade do Automóvel, entre o Complexo de Reciclagem e o Instituto Federal de Brasília (IFB), passa por uma área do Exército e segue pela Estrada Parque Abastecimento e Armazenagem (DF-010), até as imediações do Setor de Garagens Oficiais (SGO), próximo ao Palácio do Buriti.

    O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) executa os serviços, que incluem 4,8 km de implantação de nova pista e mais 2,3 km de duplicação da DF-010, totalizando 7,1 km de obra. A execução contempla terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical, além de obras complementares.

    Segundo o superintendente de Obras do DER, Cristiano Cavalcante, a intervenção vai oferecer uma alternativa para quem trafega da região norte do DF em direção a cidades como Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. “Essa obra tem uma importância muito grande porque alivia o fluxo da Epia e da Estrutural. Parte daquele movimento que vem de Planaltina, Sobradinho e outras regiões poderá acessar a faixa oeste do DF por essa nova via”, explica.

    As frentes de trabalho atuam simultaneamente tanto na implantação da nova pista quanto na duplicação da DF-010. Atualmente, a obra está na fase de terraplenagem, com cerca de 150 empregos diretos e indiretos gerados.

  • Com aparições de onças-pardas em áreas rurais do DF, saiba como proceder para proteger animais de criação e propriedades

    Com aparições de onças-pardas em áreas rurais do DF, saiba como proceder para proteger animais de criação e propriedades

    Recomendações do Instituto Brasília Ambiental visam evitar ataques da fauna silvestre, especialmente no período noturno, e garantir a segurança da população

    Pegadas incomuns, inquietude dos animais de criação e um barulho semelhante a um ronronado: sinais que poderiam passar despercebidos para quem não tem experiência na área rural, mas que sinalizaram para a aposentada Sandra Gorayeb a possível presença de um animal silvestre em sua propriedade, no Núcleo Rural Córrego do Palha, no Lago Norte.

    A dúvida foi confirmada dias depois, após a notícia de que uma onça-parda adulta e dois filhotes foram avistados na região. Diante da descoberta, ela colocou em prática uma série de recomendações do Instituto Brasília Ambiental para afastar os bichos da chácara e, assim, manter sua segurança e a de seus cavalos. O órgão faz parte do Governo do Distrito Federal (GDF) e é vinculado à Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF).

    A aposentada Sandra Gorayeb desconfiou que havia um animais silvestre de grande porte rondando sua propriedade ao perceber pegadas incomuns, inquietude dos cavalos e um barulho semelhante a um ronronado | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    “Os cavalos começaram a ficar muito agitados, as araras pararam de ficar por aqui e comecei a ouvir barulhos na mata como de um animal pesado. Achei aquilo estranho, fiquei meio amedrontada e até imaginei que era uma capivara, mas depois me falaram que realmente tinha uma onça por aqui”, conta a aposentada, que é bióloga. “Moramos aqui desde 1980, sempre criamos animais e nunca tinha visto um rastro [de onça].”

    A primeira medida imposta por Sandra foi soltar bombinhas para assustar os animais pelo barulho. Depois, instalou cercas elétricas para proteger a casa e a área dos cavalos. Também colocou piscas-piscas, luzes com sensor de movimento e outras luminárias, além de sacos de ração vazios nas cercas para fazer barulho com o vento – tudo com o objetivo de afugentar os felinos, que preferem lugares escuros e silenciosos para a caçada.

    “Dá para pegar uma palha de coqueiro ou uma garrafa e pendurar em uma árvore, fazer um espantalho, criar coisas para que a onça ache que tem alguém ali”, frisa Sandra. “Tive que aumentar a minha cerca porque o pessoal do Brasília Ambiental explicou que a onça pula até quatro metros sem precisar correr. Também coloquei arame farpado em árvores que ficam perto dos cavalos, porque ela sobe com muita facilidade.”

    Estas e outras práticas são recomendadas pelo Instituto Brasília Ambiental. De acordo com Marina Motta, agente de Unidade de Conservação, os cuidados são eficientes contra o ataque de onças-pardas e outros bichos, como cachorros-do-mato e quatis, a animais domésticos ou de grande porte, como gado e equinos. As dicas valem especialmente para o período noturno e contribuem para a segurança dos produtores e moradores da área rural.

    “As onças são animais predadores topo de cadeia e têm o hábito de caçar os seus animais por emboscada. Os vestígios no ambiente são muito sutis. Elas têm o hábito de sempre estar à espreita, então geralmente as presas não veem a onça antes do ataque. É preciso estar muito atento ao ambiente e ter o conhecimento necessário para diferenciar os rastros dos outros animais silvestres”, esclarece a agente.

    Motta explica que o aparecimento da fauna silvestre na região é esperada uma vez que trata-se de área de conservação. “Estamos dentro de um conector ambiental que liga importantes unidades de conservação do Distrito Federal. Nós entendemos que a onça assusta os moradores, mas com informação e conhecimento conseguimos adotar medidas e estratégias de manejo dos animais de criação domésticos para evitar o conflito com esses grandes predadores”, defende. “E a Sandra é um exemplo, porque, com a instalação de dispositivos luminosos, sonoros, e cercas elétricas, ela já constatou a diminuição do movimento da fauna silvestre na propriedade dela”.

    Além de passar as recomendações para a população, as equipes técnicas do Brasília Ambiental também instalaram armadilhas fotográficas para “capturar” registros da onça-parda e seus filhotes. “No momento, estamos com três armadilhas fotográficas que funcionam por sensor de movimento 24 horas por dia e temos revisado as imagens uma vez por semana para tentar identificar a presença ou a ausência da espécie aqui na região”, detalha Motta.

    Vale ressaltar, ainda, que os animais oferecem risco mínimo aos seres humanos e não devem ser caçados. Conforme o artigo 29 da Lei nº 9.605, “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida” é crime, com pena de detenção de seis meses a um ano e multa.

    “A fauna silvestre presta serviços ambientais para nós. Esses animais são os dispersores de sementes e os polinizadores. Só temos água de qualidade nas nossas casas porque a fauna está cuidando das nascentes. Cada espécie tem um papel importante e único nos ecossistemas, por isso temos que aprender a conviver com eles, para também garantir a qualidade de vida da população humana do Distrito Federal”, ressalta Motta.

    Confira abaixo as principais orientações para a segurança de animais de criação, produtores e propriedades rurais.

  • Lei Seca completa 17 anos preservando vidas no trânsito

    Lei Seca completa 17 anos preservando vidas no trânsito

    Ações voltadas para coibir a combinação de álcool e direção têm contribuído para a redução de mortes nas vias do Distrito Federal

    Nesta quinta-feira (19), a lei 11.705, de 19 de junho de 2008, conhecida como Lei Seca, completa 17 anos. A norma alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), definindo como infração gravíssima a condução de veículo após o consumo de bebida alcoólica. Desde o início da aplicação da lei, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) priorizou as ações de educação e fiscalização voltadas ao combate da combinação de bebida alcoólica e direção.

    O álcool é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de sinistros fatais. Em 2024, 339 condutores se envolveram em sinistros com mortes no Distrito Federal. Desse total, 28 (8%) apresentavam sintomas de alcoolemia. O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, destaca a relevância da Lei Seca, que além de possibilitar a punição de quem insiste em dirigir alcoolizado, tem contribuído para a redução das mortes no trânsito.

    “Ao longo desses 17 anos, o Detran-DF tem atuado com foco em ações de conscientização, buscando sempre preservar vidas. Atualmente, nas abordagens, nós percebemos que uma minoria de condutores insiste em dirigir após o consumo de álcool, mas isso ainda representa um grande risco para a sociedade, por isso, as nossas ações são constantes”, ressalta Bellini.

    Segundo a Gerência de Estatísticas do Detran-DF, no período de 20 de junho de 2007 a 19 de junho de 2008, ano anterior à vigência da Lei Seca, o Distrito Federal registrou 500 mortes no trânsito. Nos anos subsequentes houve uma redução no número de vítimas fatais.

    No primeiro ano de vigência da Lei Seca, por exemplo, ocorreu uma redução de 15,5%, sendo registrados 422 óbitos no trânsito. Considerando o 17° ano, período de 20 de junho de 2024 a 31 de maio de 2025, os dados preliminares indicam a ocorrência de 225 mortes, uma redução de 55% em relação ao ano anterior à Lei Seca.

    Fiscalização

    De 2008 a maio de 2025, os órgãos de fiscalização de trânsito do DF registraram 294.226 infrações por dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa. No primeiro ano da Lei Seca foram 2.633 multas. Já em 2022, ano com o maior número de autuações, foram 31.442 condutores flagrados sob o efeito de álcool. Neste ano, de janeiro a maio, foram registradas 10.123 infrações, uma média de 67 motoristas multados por dia nas vias do DF.

    De acordo com o CTB, dirigir após o consumo de álcool é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano. Caso ocorra a reincidência da infração no período de até 12 meses, a multa é em dobro, ou seja, R$ 5.869,40. A recusa em realizar o teste do etilômetro também é considerada infração com as mesmas penalidades.

    Além disso, a conduta pode ser considerada crime se o resultado do teste indicar uma concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Nesse caso, a pena é detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão da CNH ou proibição de se obter a habilitação para dirigir.

  • Vias de São Sebastião recebem obras de recapeamento

    Vias de São Sebastião recebem obras de recapeamento

    Trabalhos em duas quadras já foram finalizados pela Novacap

    O asfalto das ruas de São Sebastião está passando por obras de recapeamento. O serviço começou em abril e já foi concluído nas quadras 201 e 204. Atualmente, as equipes trabalham na Avenida São Sebastião. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) investiu R$ 2,7 milhões nessa obra, que é executada pelo Consórcio Bela Top.

    “Todas essas obras são muito importantes para a cidade já que o asfalto dessas avenidas estava bastante danificado. O piso novo trará qualidade, conforto e segurança no trânsito para os moradores e usuários destas ruas e avenida”, enfatiza o administrador regional de São Sebastião, Roberto Medeiros.  

    A escolha dos trechos beneficiados priorizou áreas de grande movimentação e desgaste do asfalto. “Trata-se de um local de grande fluxo e que precisava de uma atenção especial. A administração nos mapeou e nos acionou para que atuássemos o quanto antes. Acreditamos que a obra vai melhorar muito as condições da via e gerar mais segurança para os condutores”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite.