Categoria: Cidades

  • Capital Moto Week celebra liberdade, diversidade e acessibilidade

    Capital Moto Week celebra liberdade, diversidade e acessibilidade

    Motociclistas com deficiência mostram que, com paixão e apoio, não há limites para quem sonha em seguir em frente. Festival recebeu quase 1.400 PCDs na edição de 2025

    O ronco dos motores no Capital Moto Week vai além da potência. Em cada curva da Cidade da Moto, ecoa também o som da inclusão e da diversidade. Histórias como a de Rafael Augusto Ribas e Leandro Carvalho, dois cariocas que transformaram obstáculos em combustível para acelerar, comprovam isso. Durante o festival, a acessibilidade está em todos os cantos, de banheiros adaptados e rotas sinalizadas à audiodescrição de cardápios e ao concierge exclusivo. Nada ali é improvisado. É projeto, é compromisso.

    Aos 47 anos, Rafael não é apenas um apaixonado por motos: é um engenheiro da própria liberdade. Paraplégico desde 1998, após um acidente enquanto servia ao Exército, ele mesmo desenvolveu o triciclo adaptado com freio hidráulico e embreagem automatizada, que o permite viver intensamente o motociclismo. “Esse já é o meu quarto triciclo, o quarto projeto. E tudo foi feito por mim. Nunca deixei essa paixão de lado”, conta.

    Com mais de 30 mil km rodados, Rafael já cruzou Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraná (Foto:Divulgação CMW)

    Com mais de 30 mil km rodados, Rafael já cruzou Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraná. Em 2025, retornou ao Capital Moto Week, agora com a esposa, que se aventurou pela primeira vez em uma longa viagem no triciclo. Foram 1.200 km do Rio até Brasília. “O Moto Week é muito mais que um festival. É um centro cultural, um encontro de ideias e amizades”, afirma.

    Ao lado de Rafael está Leandro Carvalho, também do Rio, ex-militar e motociclista desde os 20 anos. Após um acidente que o afastou da vida ativa aos 28, encontrou nos triciclos adaptados um novo caminho. “Foi o Rafael quem me apresentou ao triciclo e me ajudou com as adaptações. Hoje, opero tudo com as mãos: freio, embreagem, tudo”.

    Membro do motoclube Abutre Raça e Extinção, Leandro elogia a estrutura do festival: “A acessibilidade é nota 10. Rampas, sinalização, deslocamento fácil. Isso não existe nem no centro do Rio de Janeiro. Vocês estão de parabéns”. No Capital Moto Week, a diversidade não é só bem-vinda, ela é celebrada. Figuras como Rafael e Leandro mostram que, com criatividade e apoio, nenhuma barreira resiste à vontade de seguir em frente.

    Soluções efetivas para todos os públicos
    Em 2025, o CMW ofereceu ingressos gratuitos para 1385 PCDs, além de disponibilizar cordões de identificação, cadeiras de rodas e kits sensoriais, que ajudam a descomprimir, a acalmar e a reduzir a ansiedade de pessoas neurodivergentes. “Com essas ações buscamos fazer com que as pessoas com deficiência e todas as tribos se sintam pertencentes, confortáveis e seguras para entrar, usufruir e se divertir sem barreiras ou preconceitos”, afirma Gabriel Rosa, coordenador de Acessibilidade. 

    O trabalho começa antes mesmo da abertura dos portões do festival por meio de campanha promovida nas redes sociais oficiais do CMW. Lá, o público é orientado a ter uma postura amigável, inclusiva e corresponsável no festival. Entre as iniciativas estão a presença de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos shows principais, a disponibilidade de ingressos gratuitos para pessoas com deficiência e a oferta de apoio personalizado. 

    Confira as ações oferecidas na edição de 2025 para deficientes físicos, auditivos, visuais, intelectuais, pessoas com síndromes variadas e pessoas com mobilidade reduzidas:

    • Ingresso gratuito para PcD e meia-entrada para um acompanhante, garantindo que todos possam participar sem barreiras financeiras. 
    • Estacionamento gratuito com vagas reservadas, facilitando o acesso.
    • Concierge exclusivo para oferecer suporte personalizado às pessoas com deficiência, tornando a experiência no festival o mais agradável possível. 
    • Rota acessível em todo o festival, acesso aos principais locais e atrações com sinalização e rampas, garantindo que as pessoas possam se deslocar com segurança entre os ambientes.
    • Empréstimo de kits sensoriais para pessoas neurodivergentes, ajudando a acalmar e reduzir a ansiedade, gerando sensação de conforto e segurança.
    • Praça de alimentação acessível com mesas preferenciais adaptadas para cadeiras de rodas e um amplo espaço para circulação.
    • Audiodescrição de cardápios, facilitando a escolha de refeições para pessoas com deficiência visual.
    • Banheiros adaptados estrategicamente distribuídos por todo o festival, assegurando acesso facilitado a todos os participantes.
    • Área exclusiva para pessoas com deficiência na arena de shows, próxima ao palco principal, proporcionando uma visão adequada dos shows e ambiente confortável para desfrutar da experiência musical.
    • Intérprete de Língua Brasileira de Sinais nos shows principais.
    • Distribuição de cordão de girassol para identificar deficiências ocultas.
    • Roda gigante acessível e gratuita.
    • Equipe de atendimento orientada, assegurando um serviço atencioso e eficiente, adaptado às necessidades dos participantes.

    Sobre o Capital Moto Week 2025
    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília foi palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atraiu 856 mil pessoas e 370 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos 107 shows de 2025, o CMW ofereceu programação variada com atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • RotaX celebra 20 anos de participação no CMW

    RotaX celebra 20 anos de participação no CMW

    Motoclube de Curitiba comemora em grande estilo no Capital Moto Week e reafirma sua trajetória de sucesso e irmandade no maior festival de motos e rock da América Latina

    Evento registrou recorde de público e de motos em 2025 (Foto: JcBertolucci)

    O Moto Clube Rota X, um dos grupos mais expressivos do motociclismo brasileiro, comemorou este ano uma marca histórica: são 20 anos consecutivos participando do maior festival de motos da América Latina, o Capital Moto Week, em Brasília. Fundado em 31 de maio de 2003, em Curitiba (PR), o Rota X reúne hoje 780 integrantes em todo o país, sendo 100 deles residentes na capital federal.

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    RotaX montou uma big estrutura para comemorar os 20 anos de CMW (Foto: Emanuela Marques – editora RI)

    Desde 2005, a presença do Rota X no evento tornou-se tradição. A cada edição, o clube monta uma estrutura acolhedora para receber seus integrantes e amigos vindos de diversas regiões do Brasil. Este ano, o espaço do Rota X ficou localizado no ambiente Rolling Stones, uma das áreas mais movimentadas do festival (ao lado do Saloon). O clube investiu em uma tenda principal, somada a outra tenda adicional, um container para depósito de materiais e um container-banheiro — um cuidado especial pensando no conforto das motociclistas que frequentam o local.

    “Nosso espaço é uma extensão da nossa casa, sempre de portas abertas para quem compartilha a paixão por duas rodas. Receber bem nossos irmãos de estrada é parte do espírito do Rota X”, explica Francisco Jose dos Santos, um dos coordenadores do RotaX no CMW deste ano.

    Encontro de gerações

    Durante os dez dias de Capital Moto Week, o espaço do Rota X recebe em média de 100 a 150 visitantes por dia. Alguns integrantes participam apenas no fim de semana, enquanto outros aproveitam para viver a experiência completa, acampando ou permanecendo todos os dias do evento. Muitos dos membros aposentados usam a ocasião como oportunidade para longas viagens, rodando milhares de quilômetros para chegar a Brasília.
    Além da paixão pelas motos, o clube é reconhecido pela amizade e pela união. “A estrada cria laços fortes. No Rota X, temos irmãos de todas as idades e histórias, unidos pelo mesmo sentimento de liberdade”, Delson Pires Cavalcante

    Clube se destaca no cenário nacional pelas constantes viagens para ações sociais (Foto: Emanuela Marques – RI)

    Tradição e respeito à estrada
    Com mais de duas décadas de história, o Rota X se consolidou como um dos motoclubes mais respeitados do país. Seu site oficial (www.rotaxmotoclube.org.br) conta com a história completa do grupo, que nasceu em Curitiba, mas ganhou o Brasil.

    A participação no Capital Moto Week vai além do encontro entre amigos: é também uma vitrine para mostrar a cultura motociclística, a camaradagem e o espírito de irmandade que move cada viagem. A presença marcante do Rota X no evento reforça o papel dos motoclubes como pilares da cena motociclística, mantendo vivas as tradições de estrada.

    O Motoclube RotaX ficou instalado em um dos pontos chaves do evento. Ao lado do requintado Saloon Rock (Foto e texto: Emanuela Marques)

  • Cerrado Jazz Festival abre inscrições para bandas locais

    Cerrado Jazz Festival abre inscrições para bandas locais

    Pessoas interessadas podem participar do chamamento público até 4 de julho; executado com recursos do FAC, o festival ocorrerá em agosto

    O Cerrado Jazz Festival está selecionando, por meio de chamamento público, bandas para integrar o line-up da edição deste ano, que ocorrerá entre 7 e 9 de agosto. Serão selecionados dois grupos para se apresentarem, com cachê de R$ 5 mil cada. Podem participar projetos musicais de jazz, soul, choro e música instrumental exclusivamente do Distrito Federal.

    As inscrições podem ser feitas até 4 de julho por meio de formulário disponível no site oficial do festival. É necessário enviar release, duas músicas autorais, link de vídeo ao vivo e links de redes sociais ou plataformas de streaming. O resultado será divulgado em 14 de julho no site e nas redes sociais. O regulamento completo pode ser acessado no perfil do festival no Instagram.

    “O Cerrado Jazz Festival é uma vitrine que promove grandes encontros entre artistas de todas as gerações do jazz e da música brasileira”, afirma a idealizadora do festival, Lorena Oliveira. “É uma excelente oportunidade para realizar intercâmbios, mostrar e valorizar a produção do DF.”

    Este ano, o evento celebra uma década e mais uma vez será promovido com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), fomentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

  • Parques e unidades de conservação terão fechamento temporário para dedetização

    Parques e unidades de conservação terão fechamento temporário para dedetização

    Medida visa garantir a saúde pública e o controle de pragas nas áreas protegidas; confira datas e locais afetados

    O Instituto Brasília Ambiental informa que, entre os dias 1º e 4 de julho, 14 parques e unidades de conservação do Distrito Federal passarão por serviço de dedetização. Durante a aplicação do produto, os locais ficarão temporariamente fechados para acesso do público, com interdição mínima de seis horas, como medida de segurança à população.

    A ação tem como objetivo o controle de pragas urbanas e faz parte do calendário regular de manutenção e conservação dos espaços administrados pela autarquia. Confira abaixo o cronograma completo com os locais, datas e horários de dedetização:

    1º de julho

    · Parque Ecológico do Gama – 9h
    · Parque Distrital do Gama – 10h30
    · Parque Ecológico do Paranoá – 14h

    2 de julho

    · Parque Ecológico do Tororó – 8h30
    · Monumento Natural Dom Bosco – 10h
    · Parque Ecológico Ezechias Heringer (Guará II) – 14h
    · Parque Ecológico da Asa Sul – 16h30

    3 de julho

    · Parque Ecológico do Cortado – 8h30
    · Parque Ecológico Saburo Onoyama – 10h30
    · Parque Ecológico Areal – 14h
    · Parque Ecológico Águas Claras – 15h30
    · Parque Ecológico Três Meninas – 17h

    4 de julho

    · Estação Ecológica Águas Emendadas – 10h30
    · Parque Ecológico Veredinha – 14h

    O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, reforça a importância da ação: “Essas medidas são fundamentais para garantir ambientes seguros e saudáveis aos frequentadores dos nossos parques”.

  • Começam as obras da expansão da Linha 1 do Metrô-DF em Samambaia

    Começam as obras da expansão da Linha 1 do Metrô-DF em Samambaia

    Canteiros de obras de duas novas estações estão em fase de finalização; já foram investidos R$ 16,3 milhões nos trabalhos

    Começaram as obras da expansão da Linha 1 no Ramal Samambaia da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), com destaque para a construção do Emissário Samambaia, as duas novas estações 35 e 36 e a estação de energia SR63. As obras são executadas pelo Consórcio CG–JFJ, vencedor da licitação para a expansão de Samambaia.

    Obras de expansão do Metrô-DF já tiveram investimentos de mais de R$ 16 milhões; recursos são do GDF e do BNDES  | Fotos: Divulgação/Metrô-DF

    Localizado no Parque Gatumé e formado por uma bacia de amortecimento e um canal de restituição de águas pluviais, o emissário fica distante cerca de 5,5 quilômetros da nova via do Metrô-DF e é essencial para a proteção não só da via, mas da região administrativa contra problemas durante o período chuvoso, ao reduzir inundações, erosões e danos ambientais, trazendo benefícios tanto para os moradores quanto para o meio ambiente.

    “A construção da bacia está sendo realizada em uma área com vegetação local, e todos os estudos necessários foram conduzidos para garantir o respeito às normas e legislações ambientais”, informa o presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral. “As obras receberam todas as licenças ambientais exigidas, emitidas pelos órgãos competentes, e foram planejadas para minimizar os impactos e para preservar a vegetação e os recursos hídricos da região”, completa.

    Ao longo do trajeto, haverá duas novas estações, cada uma com 7 mil m² de área construída; estimativa é beneficiar entre 12 mil e 15 mil pessoas que utilizarão o transporte diariamente

    Nas Estações 35, 36 e SR63, os canteiros de obras das estações encontram-se em fase de finalização. O canteiro é o ponto inicial para a execução da obra propriamente dita e, até o momento, já foi concluída a terraplenagem na estação 35 e também na SR63 e estão em andamento os serviços de armação de blocos, vigas baldrames e estacas das fundações e estruturas destas duas áreas. A estação 36 encontra-se com o canteiro de obras em fase de finalização.

    Ordem de serviço

    A ordem de serviço para o início das obras foi assinada no último dia 19 de fevereiro pela vice-governadora Celina Leão, em cerimônia realizada no auditório do Complexo Administrativo e Operacional (CAO) do Metrô-DF em Águas Claras. Serão 3,6 quilômetros a mais de via, a partir da estação Terminal Samambaia até o subcentro oeste do bairro, próximo à 1ª Avenida Sul, que conecta Samambaia Norte à Samambaia Sul.

    Ao longo do trajeto, haverá duas novas estações, cada uma com 7 mil metros quadrados de área construída: as estações nº 35 e nº 36 serão construídas nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e do Centro Olímpico, sendo que esta última passará a ser a estação final do trecho de Samambaia.

    Construção do Emissário Samambaia, que vai proteger a nova via do Metrô-DF – e também a região administrativa – contra problemas durante o período chuvoso, como inundações, erosões e danos ambientais

    Também serão construídos três viadutos com passagem de pedestre integrada e quatro passarelas aéreas, localizadas nos principais pontos de circulação já utilizados pela população. A estimativa é beneficiar entre 12 mil e 15 mil pessoas que utilizarão o transporte diariamente, gerando impacto positivo no desenvolvimento de todo o bairro e na mobilidade da população do DF.

    Expansão

    A expansão da linha 1 do Metrô do Distrito Federal em Samambaia integra o Projeto de Expansão do Sistema Metroviário de Brasília e decorre da previsão legal para Expansão da Rede Ferroviária de Brasília, disposta na Lei n° 4.566, de 4/5/2011.

    A obra em Samambaia conta com a realização de projetos executivos, escavação, remanejamento de interferências, novas redes de drenagem, execução de pavimentação, construção de estações, via permanente semienterrada, emissário e a implantação dos sistemas de energia, telecomunicações e mecânicos.

    O consórcio CG–JFJ, formado pelas empresas CG Construções LTDA e JFJ Tecnologia em Instalações Elétricas, foi o vencedor da licitação para as obras de expansão da linha 1 no trecho Samambaia. A previsão inicial de custo da obra é de R$ 348.976.013,45 em valores atualizados (que chega a mais de R$ 400 milhões com os demais custos associados) e a estimativa de prazo de execução é de 2,5 anos a 4 anos. Os recursos para a realização da obra são do Governo do Distrito Federal (GDF) e do BNDES e já foram investidos, até o momento, R$ 16.361.795,24.

    O Metrô-DF tem 42,38 km e liga a região administrativa de Brasília às de Ceilândia e Samambaia, passando pela Asa Sul, Setor Policial Sul, Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), Guará, Park Way, Águas Claras e Taguatinga. Transporta entre 160 mil e 180 mil usuários por dia útil.

    A via do Metrô-DF possui o formato de Y. Dessa forma, 19,19 km constituem o eixo principal e interligam a Estação Central (localizada na Rodoviária do Plano Piloto) à Estação Águas Claras. Outros 14,31 km compreendem o ramal que parte da estação Águas Claras até Ceilândia Norte. O outro ramal, com 8,8 km, abrange o trecho que liga a estação Águas Claras a Samambaia.

  • Igrejinha da 308 Sul celebra 67 anos neste sábado (28)

    Igrejinha da 308 Sul celebra 67 anos neste sábado (28)

    Ícone da arquitetura modernista, a Igreja Nossa Senhora de Fátima reúne a comunidade para comemorar o aniversário

    A Igreja Nossa Senhora de Fátima, conhecida como Igrejinha da 307/308 Sul, completa 67 anos neste sábado (28), consolidada como um dos marcos históricos, arquitetônicos e culturais mais importantes de Brasília. A programação do dia inclui missas às 7h, 11h, 15h (com o terço da misericórdia) e 18h30. Na frente da igreja, barracas terão comidas típicas de festas juninas e um espaço para música.

    Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2007, a Igrejinha foi o primeiro templo católico em alvenaria da capital federal, construída em apenas 100 dias para cumprir uma promessa da primeira-dama Sarah Kubitschek pela cura de sua filha Márcia, que sofria de um problema na coluna.

    Projetada por Oscar Niemeyer, com estrutura de Joaquim Cardozo, a Igrejinha destaca-se pela arquitetura modernista singular, com três pilares que sustentam uma laje triangular inclinada, remetendo ao chapéu das freiras vicentinas. A obra conta com azulejos figurativos de Athos Bulcão, única nesse estilo, e pinturas que marcaram sua história, como os afrescos originais de Alfredo Volpi e a obra contemporânea de Francisco Galeno.

    O primeiro pároco foi Frei Demétrio de Encantado, conhecido como “o candango de Fátima”, que atendia a comunidade local em um barraco de madeira antes da inauguração do templo. A Igrejinha foi a primeira sede da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, que atualmente tem seu santuário na 906 Sul.

    “A Igrejinha Nossa Senhora de Fátima merece essa festa, é um patrimônio vivo da história de Brasília, que une fé, cultura e arquitetura. Ela foi construída antes mesmo da cidade, em sinal de pura gratidão, e um símbolo de beleza e equilíbrio. Por isso, ela atrai não só os fiéis, mas também grupos de arquitetos e estudantes que vêm conhecer de perto a genialidade de Niemeyer e o modernismo brasileiro”, afirma o secretário de Turismo do Distrito Federal, Cristiano Araújo.

    Recentemente, a Secretaria de Turismo do DF apoiou a recepção de 65 arquitetos do American Institute of Architects (AIA), que vieram a Brasília em novembro passado para o lançamento do Brasília Design Week (BDW), com o objetivo de apresentar a arquitetura americana, suas tecnologias e estreitar os laços entre arquitetura, design e identidade nacional. A mostra deste ano utilizou diversos espaços arquitetônicos simultaneamente, tanto para contemplação quanto para aulas e debates. A Igrejinha foi um local de destaque para os participantes do movimento.

    “Esse tipo de iniciativa reforça o compromisso com o turismo cultural, religioso e a valorização dos patrimônios da capital. A Igrejinha desperta grande admiração e curiosidade nesses visitantes e profissionais, que reconhecem a sua importância para a arquitetura moderna brasileira”, complementa Cristiano Araújo.

  • Festival do Japão em Brasília celebra 13 anos e fortalece o turismo cultural

    Festival do Japão em Brasília celebra 13 anos e fortalece o turismo cultural

    Dessa sexta (27) a domingo (29), o evento promove a integração cultural entre os dois países, valoriza o artesanato e atrai visitantes nacionais e internacionais

    Em sua 13ª edição, o Festival do Japão em Brasília se consolidou como um dos eventos culturais mais significativos do calendário da cidade. De 27 a 29 de junho, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o festival promete transformar a capital em uma réplica de mercados e festas de rua do Japão, reunindo o que há de melhor em gastronomia, arte, música, esportes e cultura popular nipônica.

    A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), sob a gestão do secretário Cristiano Araújo, tem apoiado o evento, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento do turismo cultural e de lazer em Brasília. Nesta edição, o festival contará com um espaço especial para cerca de 60 artesãos e manualistas, todos selecionados por meio de chamamento público realizado pela Unidade de Promoção do Artesanato e do Trabalho Manual (Unart). Essa iniciativa não só fomenta a cultura local, como também valoriza o artesanato e as manualidades, contribuindo para a geração de renda desses profissionais, que diversificam seus canais de venda e fortalecem a economia ligada ao turismo no Distrito Federal.

    “O Festival do Japão em Brasília faz parte do calendário de eventos expressivos para o turismo da cidade. A Secretaria de Turismo reconhece essa importância e sabe como essa troca de culturas fortalece a visibilidade de Brasília em relação ao turismo cultural. Tanto que a cidade conta com um número significativo de restaurantes japoneses, o que confirma o sucesso dessa união centenária de amizade cultural”, diz o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

    Além de celebrar os 130 anos de amizade e intercâmbio cultural entre Brasil e Japão, a programação do festival traz atrações para todas as idades. O público poderá desfrutar de apresentações de taiko (tambores japoneses), danças tradicionais, como Odori e Yosakoi Soran, concursos de cosplay, oficinas de origami e caligrafia, exposições temáticas, espaço infantil e uma praça de alimentação com cardápio variado de pratos típicos da culinária japonesa. Haverá também uma área reservada para a prática de artes marciais e workshops de judô, caratê, aikido e kendo.

    Roberto Nakashima, presidente da Federação das Associações Nipo-Brasileiras do Centro-Oeste (Feanbra), enfatiza que o festival vai além do entretenimento. “É uma ponte entre culturas, proporcionando uma experiência imersiva para que todos conheçam e valorizem a riqueza da cultura japonesa”, afirma.

    Serviço

    Datas: 27, 28 e 29 de junho
    Local: Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade

  • Governo inicia troca do asfalto da Rua dos Transportes, principal via da Candangolândia

    Governo inicia troca do asfalto da Rua dos Transportes, principal via da Candangolândia

    Serviços fazem parte do programa GDF nas Ruas e preveem novo pavimento ao longo de 1,3 quilômetro; investimento é de mais de R$ 1,2 milhão

    A Rua dos Transportes, principal via de circulação da Candangolândia, começou a receber um novo pavimento asfáltico. A obra foi iniciada na última quarta-feira (25) e faz parte das ações previstas do GDF nas Ruas — programa que reforça os serviços de manutenção nas cidades. Para recuperar o asfalto ao longo de 1,3 km da via, o Governo do Distrito Federal (GDF) investe mais de R$ 1,2 milhão.

    O serviço, feito em etapas para minimizar os impactos no trânsito, teve início com a fresagem — retirada do asfalto antigo — no trecho que liga a entrada da cidade ao balão da administração regional. Em seguida, os trabalhos seguirão até a saída sul da cidade. A intervenção prevê a substituição completa do asfalto desde a base em trechos mais comprometidos e reparos localizados onde o pavimento ainda se encontra em condições regulares.

    O asfalto da Rua dos Transportes será totalmente substituído pelo programa GDF nas Ruas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    “É uma obra que a população já aguardava há muitos anos. O asfalto estava bem comprometido, com muitas imperfeições, e essa é uma via por onde passam carros, ônibus e caminhões que acessam praticamente todas as quadras da cidade. É uma avenida que deriva para todo o restante da Candangolândia”, explicou o administrador da cidade, Marcos Paulo Alves da Silva.

    Com um investimento de R$ 1,2 milhão, oriundo de emenda parlamentar do deputado distrital Hermeto, a obra contempla cerca de 1.300 metros de pista. Durante a execução, o trecho em obras ficará interditado das 7h às 18h. O GDF, em parceria com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), realocou temporariamente as linhas de ônibus que passam pelo local, para garantir a continuidade do atendimento à população.

    Marilucia Duarte: “Tinha muita ondulação, era mais complicado andar de carro”

    A aposentada Marilucia Duarte, de 61 anos, comemorou o início da obra. “Eu uso essa rua quase todo dia, e estava precisando mesmo [de uma reforma]. Tinha muita ondulação, era mais complicado andar de carro. Os investimentos estão chegando, e tudo que for de benefício para a cidade a gente aprova”, elogiou.

    Novo programa

    O GDF lançou um novo programa para reforçar os serviços de manutenção nas cidades. Intitulada GDF nas Ruas, a iniciativa tem como objetivo recuperar o asfalto das vias mais movimentadas do DF.

    De acordo com a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), foram identificadas dez regiões administrativas com alto nível de deterioração no pavimento. A proposta é começar o processo de manutenção por essas localidades, incluindo, além da pavimentação, a recuperação de calçadas, parques, praças do exercício comunitário (PECs) e outros equipamentos públicos.

    A ação envolve a Secretaria de Governo (Segov), administrações regionais, Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF). A meta é promover intervenções em calçadas, pavimentação, iluminação pública e limpeza, garantindo mais qualidade de vida à população.

  • Corrida de rua faz parte da comemoração dos 20 anos do SIA

    Corrida de rua faz parte da comemoração dos 20 anos do SIA

    O evento, marcado para o dia 6 de julho, também contará com desfile da Cavalaria do Exército

    No próximo dia 6 de julho, às 7h, a Administração Regional do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) promoverá uma grande celebração em homenagem ao 20º aniversário da região. A principal atração será uma corrida de rua, que marca o início das festividades.

    O diferencial do evento é que toda a estrutura está sendo realizada sem a utilização de recursos públicos, contando exclusivamente com o apoio de parceiros da iniciativa privada. “É um momento de celebração, lazer e integração comunitária, feito com responsabilidade e união”, destaca o administrador do SIA, Bruno Oliveira.

    Além da corrida, o evento contará com desfile da Cavalaria do Exército, distribuição de brindes, café da manhã comunitário e uma série de serviços gratuitos para a população, como atendimento oftalmológico.

    “É uma forma de retribuir à população do SIA e valorizar todos que fazem parte da história da nossa região”, complementa Bruno.

    A corrida e os demais eventos são abertos ao público e toda a comunidade está convidada a participar deste momento especial para o SIA.

  • Público poderá escolher os nomes de dois moradores do Zoológico de Brasília

    Público poderá escolher os nomes de dois moradores do Zoológico de Brasília

    Escolha dos nomes dos dragões-barbudos reforça ações de educação ambiental

    O Zoológico de Brasília convida o público a escolher os nomes de dois dragões-barbudos da espécie Pogona vitticeps. Os répteis, que são machos, chegaram há um ano à instituição após serem apreendidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para promover a educação ambiental, o Zoológico de Brasília convida o público a escolher os nomes dos dois répteis.

    Com aparência única, os dragões-barbudos chamam a atenção pelas escamas que formam uma espécie de “barba” sob o pescoço – característica que inspirou seu nome popular. Originários das regiões áridas da Austrália, os dragões-barbudos são animais dóceis, curiosos e fascinantes de observar.

    Desde a chegada há um ano, os dois dragões-barbudos estão sob os cuidados da equipe técnica da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, em um recinto especialmente preparado para garantir conforto e bem-estar. A equipe estima que os dois dragões-barbudos tenham pouco mais de um ano de vida.

    “Eles se adaptaram bem ao ambiente do Zoológico de Brasília, onde recebem cuidados diários, como alimentação adequada, banho de sol e enriquecimento ambiental. Agora, no frio, dormem com aquecedores para manter uma boa temperatura corporal”, explica a coordenadora de Répteis, Anfíbios e Artrópodes, Raiany Cristine Cruz da Silva.

    Com o objetivo de estimular a participação do público e de promover a educação ambiental, o Zoológico de Brasília convida a sociedade a escolher os nomes dos dois dragões-barbudos. Nesta quinta (26), o público poderá enviar sugestões de nomes no post sobre os dragões-barbudos na página do Zoológico no Instagram e, na sexta-feira (27), será aberta a votação pública no próprio Instagram da instituição. Os nomes escolhidos serão divulgados no dia 30.

    “A interação com o público é importante para aproximar os brasilienses da fauna silvestre e ajudar a despertar o interesse pela conservação ambiental”, explica o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto.

    “Também colaboramos com a criação de um vínculo afetivo entre o público e os animais, o que estimula a criatividade, promove o engajamento e transforma a visita ao zoológico em uma experiência ainda mais educativa e significativa, finaliza o gestor.