Categoria: Cidades

  • Animais resgatados dos incêndios florestais recebem tratamento do GDF

    Animais resgatados dos incêndios florestais recebem tratamento do GDF

    Equipes de órgãos ambientais trabalham em conjunto para recuperar a fauna prejudicada pelas queimadas que atingiram a capital nas últimas semanas

    Um trabalho ininterrupto executado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para atender os animais vítimas dos incêndios que atingiram o DF nas últimas semanas tem promovido resgates e tratamentos por meio de órgãos ambientais com a estrutura necessária para a recuperação da fauna do Cerrado.

    Anta macho em tratamento no Hospital Veterinário do Zoo de Brasília chegou ao local desidratado e com graves queimaduras nas patas | Foto: Divulgação/FJZB

    No Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília, atualmente, estão sendo atendidos uma anta e dois tamanduás, vítimas de queimadas. O macho de anta foi resgatado do fogo que consumiu parte do Parque Nacional na quarta-feira (18). Ele chegou ao zoo com as quatro patas gravemente queimadas, sem unhas, desidratado e com sinais de inalação de fumaça. Foi iniciado um tratamento especial com pele de tilápia, um método para queimaduras desenvolvido por médicos no Ceará e considerado um grande avanço na medicina devido à capacidade de eficácia na regeneração e cicatrização de ferimentos.

    Fêmea de tamanduá-bandeira foi resgatada de incêndio na Floresta Nacional com o filhote | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Já a tamanduá-bandeira fêmea, vítima do incêndio que se espalhou na Floresta Nacional, foi resgatada na segunda-feira (23) com queimaduras graves nas quatro patas e debilitada para procurar alimento. O filhote, por sua vez, chegou à unidade veterinária com queimaduras nos pés, mãos e na ponta do focinho. Atualmente ele é alimentado por sonda – e, como todos os demais pacientes, recebe cuidados para recuperação e reinserção na flora.

    Segundo a diretora do Hospital Veterinário do Zoológico, Tânia Borges, os tratamentos alternativos incluem métodos fitoterápicos e exames de todos os tipos para o monitoramento e melhora dos animais. Além disso, as equipes fazem uma busca ativa nas áreas atingidas pelo fogo para prestar apoio aos outros órgãos ambientais envolvidos nos resgates.

    “Colaboramos também com o fornecimento de alimentos para os animais, além de materiais de contenção no caso do pessoal do parque precisar fazer algum resgate”, detalha a gestora. “A equipe fica de prontidão 24 horas para atender da melhor forma possível.”

    Animais no Hfaus

    O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) também recebeu diversos pacientes durante esse período. Na quarta-feira (25), um filhote de cachorro-do-mato foi encontrado por policiais militares do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPMA).

    Filhote de cachorro-do-mato recebe tratamento após ter tido a coluna fraturada durante fuga de um incêndio em Brazlândia | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    O animal havia caído em um buraco de cerca de três metros de profundidade após se perder do bando para fugir de um incêndio no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, em Brazlândia. Depois de ser encaminhado ao Hfaus e passar por exames, teve constatada uma fratura na coluna e precisou ser submetido a cirurgia ortopédica. O bichinho passará por tratamento e reabilitação.

    Bugio que se perdeu da mãe ficou desidratado e também foi resgatado pelas equipes do Hfaus

    Um filhote de lobo-guará também recebe cuidados na unidade após ter sido encontrado debaixo de um carro. Apesar de não apresentar sinais de ferimentos, ele não estava em seu habitat natural e foi recolhido pelas equipes para não correr riscos de atropelamento, ataque de cães domésticos ou mesmo atacar por estar assustado.

    O hospital veterinário também acolheu um pequeno bugio, que chegou desidratado e com hipotermia. Um grupo de civis afirma ter visto o filhote de primata cair do colo da mãe durante uma fuga do bando próximo às áreas afetadas pelas queimadas. Os veterinários da unidade pública também cuidam de um tamanduá filhote que ficou para trás durante a fuga da família, além de outros animais, como saruês, micos e ouriços-cacheiros –  a maioria filhotes.

    O biólogo do Hfaus responsável pelo manejo dos animais silvestres, Thiago Marques, lembra que os animais estão chegando com sinais evidentes de que buscam alimento, recurso em escassez pela degradação do ambiente original. “O DF é uma área gigante, e, se o animal se desloca, acaba chegando à civilização”, explica. “O Parque Nacional está dentro de Brasília, cercado por cidade. Então, esgotando os recursos, eles acabam chegando a lugares inadequados e entram em conflito com os humanos”.

    Thiago afirma ainda que a demanda do hospital veterinário tem aumentado de forma nítida desde que os incêndios florestais começaram, e frisa que nem sempre os animais vão chegar com ferimentos causados pelo fogo – mas também por incidentes provocados por fuga, abandono das famílias, escassez de alimentos, procura de abrigo e outras questões que são impactos diretos das queimadas.

    “Percebemos um aumento de casos, por exemplo, de ataque de cachorros, colisões com carros e vidraças, além de animais indo parar em locais urbanos”, aponta o biólogo. “As pessoas se assustam com eles e acabam tendo esses casos de ferimentos. Nosso trabalho é tentar resgatar, melhorar a vidinha deles e devolvê-los para a natureza o mais breve possível. Mas a grande maioria a gente não vai conseguir atender, que são anfíbios, répteis e invertebrados que não conseguem fugir. Eles são a base para muitos outros; e, quando há um problema com a base, afeta toda a cadeia alimentar.”

    Como ajudar

    Os profissionais do hospital veterinário ressaltam que os animais da fauna silvestre não devem ser tratados por civis, já que, por mais que o animal pareça que não está machucado, pode estar extremamente assustado ou com fome, enfrentando dias de fuga. Foi o caso da fêmea de tamanduá, que, antes de ser trazida pelos bombeiros ao Hfaus, estava correndo havia dois dias dentro da cidade.

    Ao encontrar um animal na rua, filhote ou adulto, primeiramente é preciso verificar se ele está ferido ou precisa de socorro, pois nem todos os casos exigem intervenção humana.

    “Mesmo que ele seja filhote, às vezes a mãe deixa ele em um cantinho para buscar alimento; e, querendo ajudar, a gente faz um resgate que não era necessário”, pontua a chefe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Clara Costa. “A partir do momento em que ele é retirado da natureza, há chances de  não conseguir retornar.”

    O ideal é sempre acionar os órgãos públicos ambientais, que atuam na linha de frente com apoio do BPMA, por meio do telefone 190, ou o Corpo de Bombeiros Militar do DF pelo telefone 193.

    Destinação dos resgatados

    Desde o início do ano há um acordo de cooperação técnica para o atendimento da fauna do DF e Entorno que envolve o Ibama, os institutos Brasília Ambiental (Ibram) e Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além do Jardim Zoológico de Brasília.A representante do Cetas, divisão do Ibama que recebe os bichos resgatados de incêndios florestais, atropelamentos, colisões, apreensões ou até entregas voluntárias, ressalta que, após os animais receberam alta dos hospitais veterinários parceiros, as equipes fazem uma avaliação física e comportamental dos resgatados, para saber se há alguma avaria que os impossibilite de retornar para a natureza.

    “Isso é fundamental caso seja um animal manso ou que não apresente os comportamentos típicos da espécie que vão auxiliá-lo a sobreviver na natureza”, detalha. “Após essa avaliação criteriosa, a gente define a destinação desses animais – que pode ser a soltura, que é o objetivo final sempre, ou cativeiro, nos casos em que eles não sobreviveriam sozinhos. Existe também a possibilidade de destiná-los aos zoológicos, criadouros ou mantenedores licenciados pelo Ibama.”

  • Detran-DF lança campanha sobre o uso do celular ao volante

    Detran-DF lança campanha sobre o uso do celular ao volante

    Em média, são multados 208 condutores por dia por causa dessa infração, que expõe a grave risco

    Na quinta-feira (26), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) lançou a campanha Comportamento Seguro – Celular 2024. A ação tem o objetivo de chamar a atenção para os riscos do uso do telefone celular no trânsito e incentivar a prática de atitudes que promovam a segurança viária. A campanha será veiculada até 11 de outubro em diversos veículos de comunicação e redes sociais. Além disso, serão produzidos materiais impressos para a distribuição em ações educativas.

    O diretor-geral do Detran-DF, Takane do Nascimento, lembra que o uso do celular no trânsito é um fator de risco para a ocorrência de acidentes. “Tanto condutores quanto pedestres devem estar atentos às normas de circulação e evitar o uso do aparelho enquanto se deslocam pelas vias. A intenção do Detran-DF é conscientizar condutores, pedestres e ciclistas sobre a importância de boas práticas no trânsito”, reforça.

    Celular ao volante

    Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), digitar uma mensagem de texto enquanto se conduz um veículo a 80 km/h equivale a dirigir com os olhos vendados por um percurso de até 100 metros. O uso do aparelho prejudica a atenção do condutor, a percepção periférica do ambiente e o tempo de resposta diante de uma ocorrência súbita no trânsito.

    De acordo com dados do Detran-DF, de janeiro a agosto de 2024, foram autuados 50.782 condutores pelo uso do celular durante a direção do veículo. Em média, são flagrados diariamente 208 condutores utilizando ou manuseando o celular.

    Conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir o veículo utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular é uma infração média, cuja penalidade é multa de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Caso o condutor esteja segurando ou manuseando o telefone celular, a infração é considerada gravíssima e a penalidade é multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.

  • Atenção, motoristas: fiscalização com cobrança de CRLV atualizado começa nesta terça (1º/10)

    Atenção, motoristas: fiscalização com cobrança de CRLV atualizado começa nesta terça (1º/10)

    Proprietários de veículos com placas de finais 1 e 2 têm até esta segunda (30) para quitar dívidas e receber o documento renovado; confira calendário relativo às demais placas

    Termina nesta segunda-feira (30) o prazo para que proprietários de veículos com placa de finais 1 e 2 renovem o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). É importante estar atento, pois, no dia seguinte, terça-feira (1º/10), já terá início a fiscalização com cobrança do documento atualizado.

    Para emitir ou obter o documento digital atualizado é preciso estar em dia com o pagamento de impostos e multas | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Para os veículos com placas que tenham outros finais, os prazos terminam nos últimos dias dos meses seguintes. Finais 3, 4 e 5, em 31 de outubro; 6, 7 e 8, em 30 de novembro; 9 e 0, em 31 de dezembro. A cobrança também passa a ser feita no dia seguinte ao fim do prazo: 1º de novembro, 1º de dezembro e 1º de janeiro de 2025, respectivamente.

    Para emitir ou obter o documento digital atualizado é preciso estar em dia com o pagamento do Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), de multas e dos demais impostos anuais obrigatórios. “É importante que a pessoa esteja com o licenciamento para comprovar a regularidade da circulação do veículo todo ano. Esse documento é de porte obrigatório – hoje pode ser apresentado de forma digital – e ele comprova que o carro está apto a circular pelas vias, que está em situação de regularidade. Além de comprovar a propriedade, que é algo importante também nas fiscalizações”, explica o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Departamento de Trânsito (Detran-DF), Glauber Peixoto.

    O condutor que for flagrado com o documento fora do prazo pode ser autuado. “É uma infração de natureza gravíssima, que rende sete pontos na carteira, multa de R$ 293,47 e remoção do veículo ao depósito do Detran. Soma-se ainda o deslocamento do guincho e outras taxas do depósito, o que, muitas vezes, fica mais caro que a própria infração”, ressalta Peixoto. “O governo divide os valores do IPVA. Então, as pessoas tiveram ao longo do ano um prazo para resolver essas questões e a fiscalização é escalonada justamente para o proprietário ter tempo de regularizar a situação do veículo”, acrescenta.

    Retorno

    Segundo o Detran, o DF tem hoje uma frota total de 2.072.179 veículos. Desses, 753.777 haviam quitado o IPVA até a quarta-feira (25), de acordo com a Secretaria de Economia (Seec). No início do ano, a pasta lançou R$ 2,1 bilhões em boletos de IPVA, sendo que, também até quarta-feira, haviam sido pagos R$ 1,6 bilhão.

    A coordenadora de Tributos Diretos da Subsecretaria da Receita da Secretaria de Economia (Seec-DF), Lucília Borges, destaca que o valor pago retorna à população. “O IPVA é um tributo de arrecadação não vinculada, ou seja, não está vinculado a nenhum destino específico. Por isso, pode ser usado na implementação de políticas públicas, em obras, saúde, segurança e educação”, aponta.

    Fique atento aos prazos:

    Limite para renovação do CRLV

    • Placas com finais 1 e 2: 30/9
    • Finais 3, 4 e 5: 31/10
    • Finais 6, 7 e 8: 30/11
    • Finais 9 e 0: 31/12

    Início da fiscalização

    • Placas com finais 1 e 2: 1º/10
    • Finais 3, 4 e 5: 1º/11
    • Finais 6, 7 e 8: 1º/12
    • Finais 9 e 0: 1º/1/2025.

  • Denúncia sobre perturbação de sossego no DF pode ser feita por formulário online

    Denúncia sobre perturbação de sossego no DF pode ser feita por formulário online

    O serviço está em funcionamento desde março para a comunicação de situações que envolvam barulhos como som alto; o GDF também fiscaliza e recebe denúncias de poluição sonora

    Só no ano passado foram registradas mais de 63 mil ocorrências de perturbação de sossego alheio pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Este ano, entre janeiro e setembro, a corporação recebeu mais de 14 mil denúncias. Com o objetivo de agilizar a comunicação dos casos, a PMDF conta desde março com um mecanismo online para o cadastro da queixa: um formulário digital, em que o cidadão preenche os dados da ocorrência, com endereço, informações e resumo do fato.

    Cabe ao Brasília Ambiental fiscalizar e medir a conformidade dos decibéis nas diferentes áreas do DF, por meio do decibelímetro, mais conhecido como sonômetro | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    “Temos informado sobre o link para os cidadãos que ligam no 190. É algo que facilita a fila de atendimento, porque recebemos ligações sobre crimes de maior periculosidade. O formulário é bem fácil de ser preenchido. Ele gera um pedido de ocorrência, para que os policiais façam a averiguação posteriormente”, explica a subchefe do Copom da PMDF, major Rozeneide dos Santos.

    A perturbação de sossego alheio é uma contravenção penal prevista no Artigo 32 da Lei nº 3.688/41, que estabelece como perturbação gritaria, algazarra ou sons altos em bares, festas, casas e condomínios. “A primeira abordagem é uma conversa com o cidadão, explicando o que é o crime e no sentido de uma advertência”, revela a major. Segundo a legislação, a pena pode variar entre 15 dias a três meses de reclusão, além de multa.

    Poluição sonora

    Do ponto de vista da avaliação da poluição sonora, a fiscalização é feita pelo Instituto Brasília Ambiental. As denúncias podem ser feitas pela população pela Ouvidoria, por meio do telefone 162 e pelo site Participa DF. “80% das nossas demandas de fiscalização são via Ouvidoria. As denúncias facilitam muito e dão agilidade ao nosso trabalho”, afirma a superintendente de Auditoria, Fiscalização e Monitoramento Ambiental do Brasília Ambiental, Simone de Moura.

    Cabe ao órgão fiscalizar e medir a conformidade dos decibéis nas diferentes áreas do DF, por meio do decibelímetro, mais conhecido como sonômetro, seguindo as diretrizes da legislação prevista na Lei Distrital nº 4.092/2008, que conceitua como poluição sonora “toda emissão de som que, direta ou indiretamente, seja ofensiva ou nociva à saúde, à segurança e ao bem-estar da coletividade”.

    “Sempre prezamos pelo máximo da legalidade e em ajudar a população a ter sossego dentro de casa. Nossas medições também ajudam as administrações e outros órgãos do governo a analisar os melhores locais para eventos. A ideia é ajudar o lazer e o descanso das pessoas”, destaca a superintendente.

    Nos dois últimos anos, o órgão registrou um aumento das reclamações. Em 2022, foram recebidas 4.559, enquanto no ano passado subiu para 4.732. Este ano, entre janeiro e setembro, já foram contabilizadas 3.889 denúncias. A região com mais registros é o Plano Piloto, com um total de 929.

    Apesar do alto número de denúncias, a superintendente do Brasília Ambiental explica que apenas 25% dos casos de ruídos são classificados como delito de poluição sonora, gerando uma autuação que pode ir desde advertência, multa, interdição parcial ou até integral do estabelecimento. “Temos limites legais dependendo da área. Vamos até o local com o aparelho para fazer a medição desconsiderando os barulhos externos e fazendo algumas medições para chegarmos a uma média, que é emitida no extrato”, complementa Simone.

  • Equipes iniciam pavimentação das alças de acesso ao Viaduto do Riacho Fundo

    Equipes iniciam pavimentação das alças de acesso ao Viaduto do Riacho Fundo

    Paredes internas da obra que vai desafogar o trânsito na região começaram a receber concreto projetado. Construção beneficiará cerca de 100 mil motoristas e tem investimento de R$ 22 milhões do GDF

    O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para concluir a obra do Viaduto do Riacho Fundo, em construção nas margens da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). Nesta semana, as equipes iniciaram a pavimentação das alças de acesso às trincheiras que passam por debaixo das vias. Essa etapa marca o início da fase de conclusão da obra e vai beneficiar cerca de 100 mil motoristas que passam diariamente pela rodovia distrital (DF-075), no acesso à rodovia federal (BR-060) utilizada para ir a Goiânia.

    Além desse serviço, as equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) também fazem a proteção das paredes de contenção das trincheiras e obras de drenagem. Na sequência, serão executados os serviços de acabamento, com a sinalização vertical e horizontal, implantação de grama e de meio-fio. São mais de R$ 22 milhões investidos pelo GDF na obra, com a geração de mais de 300 empregos.

    “Essas obras vão trazer avanços significativos na vida de quem passa por aqui todos os dias. Com os gradis, garantimos também que os pedestres que precisam atravessar o façam de modo seguro, sem se arriscar no trânsito, que ganhará mais fluidez. Nosso intuito é levar melhorias para todas as regiões e proporcionar mais qualidade de vida em todo o DF”, afirma a vice-governadora Celina Leão.

    Segundo a engenheira do DER-DF responsável pela obra, Sandra Martins, a fase de execução da capa asfáltica é uma das últimas a serem feitas. “Vamos colocar em torno de 400 metros, que é toda a alça, finalizando essa parte. Aí vem a pintura e a drenagem a serem concluídas desse lado da alça, depois é aguardar os retoques finais para poder liberar o trânsito”, ressalta.

    Mais segurança

    O GDF também instalou gradis de metal na EPNB para impedir a travessia arriscada dos pedestres, especialmente nos locais onde existem passarelas. As estruturas foram instaladas em três locais: na altura de Samambaia, próximo ao DER-DF; na altura do Riacho Fundo, próximo ao viaduto e após o balão no sentido Samambaia; e na altura do Núcleo Bandeirante, debaixo da passarela. Outro trecho que vai ganhar os gradis será abaixo da passarela no trecho após a rotatória no sentido do Plano Piloto.

    “Eu passo aqui quase todo dia e, de uns meses para cá, essa obra evoluiu bastante e já tem outra forma. Vai trazer muitos benefícios para a nossa comunidade”, afirma o professor de educação física Edimar de Santana

    Para o morador Eddy Santos, 33, ver a estrutura avançando é animador. “Vai causar alívio no trânsito dessa BR. É uma obra que a gente vem lutando há muito tempo para acontecer. Hoje, ao ver algo concretizado e finalizando, ficamos muito felizes e agradecemos muito o governo por estar fazendo uma obra desse porte e nesse nível para nossa comunidade”, observa.

    Já o professor de educação física Edimar de Santana, 34, mora na região há cerca de 30 anos e reforça que, após entregue, o viaduto proporcionará mais segurança para a comunidade. “Quem convive aqui conhece o fluxo intenso de carros que passam diariamente e também o alto índice de acidentes por não ter um viaduto. Esse balão acaba congestionando muito e às vezes quem vai entrar para o Riacho Fundo acaba causando fatalidades. Eu mesmo já perdi um amigo aqui nessa BR”, conta Edimar.

    “Eu passo aqui quase todo dia e, de uns meses para cá, essa obra evoluiu bastante e já tem outra forma. Vai trazer muitos benefícios para a nossa comunidade”, acrescenta.

    Mais fluidez

    O administrador regional do Riacho Fundo, Anderson Junio Siqueira Braga, acentua que o viaduto também será uma forma de escape mais rápida para os caminhões que passam na região e vão sentido Goiânia, usando as alças para evitar engarrafamentos na BR.

    “Vai acabar com o congestionamento de quem sobe do Bandeirante para o Riacho Fundo ou quem vai para Samambaia, onde não será mais necessário fazer o balão, evitando aquele entroncamento que travava o fluxo de carros aqui no Riacho Fundo”, detalha.

  • Primeira edição de concurso distrital premia 40 queijos artesanais

    Primeira edição de concurso distrital premia 40 queijos artesanais

    Com a entrega de medalhas de ouro, prata e bronze, evento destaca a excelência dos produtores locais e impulsiona o mercado regional

    Na manhã deste sábado (28), o Teta Cheese Bar, na Asa Sul, foi o cenário do aguardado I Concurso Distrital de Queijos Artesanais, promovido pela Emater-DF em parceria com o Teta Cheese Bar, o Banco de Brasília (BRB) e a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). O evento reuniu 20 queijarias do Distrito Federal e Entorno, com a participação de 66 queijos inscritos, que concorreram em diversas categorias. Ao final, 40 queijos foram premiados com medalhas de ouro, prata e bronze, celebrando a qualidade e a riqueza da produção artesanal local.

    Os 15 jurados do concurso avaliaram quatro categorias de queijos: queijo fresco de leite de vaca; queijo maturado de leite de vaca; queijo fresco de cabra, de ovelha e de búfala; e queijo maturado de cabra, de ovelha e de búfala | Fotos: Divulgação/Emater-DF

    Confira aqui o resultado final do I Concurso Distrital de Queijos Artesanais.

    O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, reforçou o impacto positivo do evento. “Com esse concurso, ficou claro que o futuro dos queijos artesanais no Distrito Federal é promissor. Nosso objetivo é que os produtores reconheçam a qualidade de seus produtos e que esse concurso sirva de incentivo para buscarem o registro e expandirem suas vendas, alcançando novos clientes. O que presenciamos aqui é a prova de que a produção artesanal do DF possui qualidade de nível nacional.”

    O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ao lado de Andrea Attanasio, proprietário da Apulia Queijos e Mozzarellas, que ganhou uma medalha de ouro e duas de prata

    A queijaria Apulia Queijos e Mozzarellas, situada em Ceilândia, tem oito anos de atividade e ganhou uma medalha de ouro e duas de prata. A medalha de ouro foi com o queijo burrata. “Trazer um queijo típico do sul da Itália para o coração do Brasil e ser premiado é uma alegria imensa. A burrata ganhou ouro e é uma burrata feita com leite de vaca. Os clientes são acostumados com leite de búfala que tem outro sabor. Mas a gente trouxe a nossa tradição para Brasília e tá tendo uma aceitação muito boa”, celebrou Andrea Attanasio, proprietário da queijaria.

    O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, elogiou a iniciativa e reforçou a importância do concurso como incentivo para regularização e adequação às normas sanitárias. “Nós temos um mercado muito bom e podem contar com a Secretaria de Agricultura, desde as ações da portaria em que nós facilitamos o registro provisório a outras ações de fomento. O importante é estarmos sempre juntos.”

    O presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra, esteve no evento, reforçando o compromisso da instituição com o fortalecimento do setor agropecuário, assim como o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, ambos parceiros da Emater-DF e do Teta Cheese Bar no concurso.

    “É a primeira premiação que a gente ganha. Minha mãe, que não pôde vir hoje, começou há pouco tempo e está muito emocionada. É muito bom ter esse reconhecimento”, diz a produtora Marina Almeida

    No concurso, que teve o julgamento na manhã deste sábado (28), os 15 jurados avaliaram quatro categorias de queijo: queijo fresco de leite de vaca; queijo maturado de leite de vaca; queijo fresco de cabra, de ovelha e de búfala e queijo maturado de cabra, de ovelha e de búfala.

    A produtora Marina Almeida, 30 anos, da Queijaria Dona Aroeira, que fica em Abadiânia (GO), conquistou uma medalha de prata e duas de bronze. De acordo com ela, um dos queijos premiados, o Dona Aroeira, é uma homenagem à sua avó.

    “É a primeira premiação que a gente ganha. Minha mãe, que não pôde vir hoje, começou há pouco tempo e está muito emocionada. É muito bom ter esse reconhecimento. Queremos produzir mais queijos na região e também que as pessoas conheçam. Esse é um incentivo muito grande”, diz Marina.

    Outro produtor emocionado foi Celso Lúcio Ferreira, de Cocalzinho, que levou três medalhas de bronze e uma de prata. “São dez anos de luta, e ver todos os meus queijos premiados, mesmo que não seja com ouro, é uma alegria imensa. Agora, o objetivo é conquistar o ouro na próxima edição”, afirmou, com entusiasmo. Além das medalhas, o produtor vai poder colocar no queijo o selo da premiação e também receberá um certificado.

    O evento também contou com a presença da deputada federal Bia Kicis e do deputado distrital Tiago Manzoni. Os parlamentares ressaltaram a importância da iniciativa como forma de levar visibilidade e desenvolvimento aos produtores.

  • Prazo para inscrição nos centros olímpicos e paralímpicos termina na segunda-feira (30)

    Prazo para inscrição nos centros olímpicos e paralímpicos termina na segunda-feira (30)

    São oferecidas mais de 16 mil vagas em 32 modalidades; DF tem 12 centros espalhados pelas regiões administrativas

    Terminam na segunda-feira (30) as inscrições para concorrer a uma vaga nos centros olímpicos e paralímpicos (COPs). Ao todo, são ofertadas 16.557 vagas em 32 modalidades, distribuídas nas 12 unidades espalhadas pelo Distrito Federal. As matrículas seriam feitas até o dia 20, mas foram prorrogadas devido à suspensão das aulas nos centros. As atividades foram pausadas por causa das condições climáticas.

    As candidaturas serão analisadas conforme os seguintes critérios: ser estudante da rede pública de ensino, ser de família considerada de baixa renda — o que pode ser comprovado por meio da participação no CadÚnico, Bolsa Família, Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência ou Benefício Assistencial ao Idoso. Estar na lista de espera também é um critério classificatório.

  • GDF planeja 15 novos trens de metrô com investimento de R$ 900 milhões

    GDF planeja 15 novos trens de metrô com investimento de R$ 900 milhões

    Gestores do governo participam de feira internacional de transporte ferroviário para identificar tecnologias viáveis para a ampliação da frota

    O Metrô do Distrito Federal tem projeto para aumentar a oferta de trens nos horários de pico nos dias úteis e ampliar a capacidade de transporte de passageiros. A meta é adquirir 15 novos trens, com quatro carros cada. O investimento previsto é estimado em R$ 900 milhões.

    Para conhecer as novidades tecnológicas da indústria internacional e identificar soluções importantes para o projeto, os gestores da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) e da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) participam da InnoTrans, a principal feira internacional de tecnologia de transporte.

    Gestores da Semob e do Metrô-DF participam, em Berlim, da InnoTrans, a principal feira internacional de tecnologia de transporte; GDF planeja adquirir 15 novos trens, com investimento estimado em R$ 900 milhões | Foto: Divulgação/ Semob

    O secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, o presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral, e o diretor de Manutenção e Operações, Márcio Guimarães de Aquino, participaram do Fórum sobre Transporte Público e estão visitando a exposição de trens e equipamentos de transporte ferroviário.

    “Nos reunimos com diretorias de empresas do setor, entre elas a CRRC, que é uma das maiores fornecedoras mundiais de equipamentos de transporte ferroviário”, informou o secretário Zeno Gonçalves. Segundo ele, o objetivo “é reunir o máximo de informações sobre tecnologias e oportunidades de negócios para subsidiar as decisões do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão sobre a aquisição de novos trens para o Metrô-DF”.

    Nos encontros com os empresários da indústria de equipamentos de transporte, o presidente do Metrô apresentou o projeto de ampliação e modernização do GDF. O objetivo é aumentar a capacidade de operação e oferecer maior conforto, rapidez e segurança para os usuários do sistema.

    “O projeto tem como meta reduzir o intervalo entre os trens, passando dos atuais 3 minutos e 48 segundos no tronco para cerca de 2 minutos e 36 segundos, juntamente com as modernizações dos Sistemas de Energia da Linha 1 do Metrô-DF, que se encontra em execução, e a de Sinalização e Controle, em fase de planejamento da contratação”, explicou Handerson Cabral.

    A Innotrans é uma feira realizada a cada dois anos, em Berlim, capital da Alemanha. Em sua 14ª edição este ano, o evento foi encerrado nesta sexta-feira (27). Um dos maiores atrativos da Innotrans é a exposição ao ar livre de vagões e até trens de alta velocidade, que são exibidos em pátio com 3.500 metros de trilhos.

     

  • Polícia Civil investiga incêndio criminoso em área de vegetação do Gama

    Polícia Civil investiga incêndio criminoso em área de vegetação do Gama

    Ação dos suspeitos foi registrada por câmeras de segurança de um terreno vizinho à área queimada

    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um incêndio criminoso ocorrido nessa quarta-feira (25), nas proximidades da DF-290, na altura do Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama. Toda a ação dos suspeitos foi registrada por câmeras de segurança de um terreno vizinho à área queimada.

    A investigação é conduzida pela Coordenação Especial de Proteção ao Meio Ambiente, à Ordem Urbanística e ao Animal (Cepema). Até a publicação desta reportagem, a corporação trabalhava para identificar os suspeitos. Ninguém foi preso.

    De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma testemunha do crime comunicou ter visto, por volta das 10h43, um início de fumaça na beira da rodovia e decidiu se aproximar. “No local, foram identificados dois focos de incêndio: o primeiro, aparentemente, recém-ateado, e o segundo já mais espalhado, com uma distância de aproximadamente 10 metros entre ambos”, diz o documento.

    À PCDF, a testemunha também relatou que as chamas haviam gerado “uma grande quantidade de fumaça” e, que, ao se aproximar da rodovia, se deparou com “as margens tomadas por chamas”.

    Além de atentar contra o meio ambiente, a prática de atear fogo em áreas de mata pode configurar crime ambiental previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que impõe penas de detenção e multas a quem causar danos à flora.

    A ação também pode ser classificada como incêndio, tipificada no Código Penal (Art. 250), passível de punição para o autor, agravada em caso de incidente que coloque em risco a vida, a integridade física ou o patrimônio de terceiros.

    Operação Curupira

    Recentemente, a PCDF instaurou a Operação Curupira para identificar e punir pessoas envolvidas em queimadas no Distrito Federal. A ação faz parte da força-tarefa montada pelo Governo do DF (GDF) para apurar a autoria dos incêndios criminosos que resultaram na devastação de áreas de vegetação e Cerrado da capital do País.

    O GDF convoca a população a denunciar os incêndios florestais na capital. Os cidadãos devem entrar em contato imediatamente com o número 193, o canal de emergência do CBMDF.

    Durante a ligação, é necessário passar informações como a localização exata do fato e as proporções das chamas e, se possível, relatos sobre as condições de acesso ao local e sobre a presença de suspeitos de autoria do crime. De acordo com o artigo 41 da Lei 9.605/98, provocar incêndio em mata ou floresta é tipificado como crime ambiental.

    Combate a incêndios florestais
    → 193 (Corpo de Bombeiros)
    → (61) 9224-7202 (Instituto Brasília Ambiental)

    Informações sobre autores de incêndios florestais
    → 190 (Polícia Militar)
    → 197 (Polícia Civil)

  • Primeiro Concurso Distrital de Queijos Artesanais ocorre neste sábado (28)

    Primeiro Concurso Distrital de Queijos Artesanais ocorre neste sábado (28)

    Iniciativa visa incentivar, valorizar e divulgar a alta qualidade da produção local

    O 1º Concurso Distrital de Queijos Artesanais, reunindo produtores rurais atendidos pela Emater-DF, acontece neste sábado (28). O evento irá premiar queijos feitos com leite de vaca, cabra, ovelha e búfala, valorizando a diversidade e a qualidade dos produtos artesanais da região. Ao todo, 20 queijarias se inscreveram, trazendo 66 queijos para avaliação. A partir das 11h, o evento abre ao público.

    De acordo com a extensionista rural Fernanda Lima, que faz parte da comissão organizadora do concurso, a iniciativa tem como foco fortalecer a produção local e incentivar boas práticas na fabricação. “Nosso objetivo é valorizar a produção de queijos artesanais com qualidade sanitária, apresentar o trabalho dos produtores ao consumidor e identificar as queijarias que podem ser inseridas na Rota do Queijo”, explica Fernanda.

    Ao todo, 20 queijarias se inscreveram, trazendo 66 queijos para avaliação | Foto: Divulgação/Emater-DF

    Os queijos serão avaliados em cinco critérios: apresentação, textura, aroma, cor e consistência. O júri será composto por 16 especialistas, entre gastrônomos, queijistas, professores universitários e engenheiros de alimentos. Os melhores colocados serão premiados com ouro (90 a 100 pontos), prata (79 a 89 pontos) e bronze (69 a 78 pontos).

    Organizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), o concurso conta com a parceria do Teta Cheese Bar, do Bando de Brasília (BRB) e da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite).

    Serviço
    1º Concurso Distrital de Queijos Artesanais
    Data: 28/9 (sábado)
    Horário: 11h (aberto ao público)
    Local: Teta Cheese Bar — CLS 103, bloco B, loja 34

    Programação
    7h – Recepção dos jurados (fechado ao público)
    7h30 às 10h – Avaliação dos queijos inscritos (fechado ao público)
    10h às 10h45 – Apuração e processamento das avaliações (fechado ao público)
    11h – Abertura oficial do evento (aberto ao público)
    11h30 – Entrega dos certificados aos jurados
    11h45 – Anúncio dos vencedores
    13h – Abertura da mesa de degustação com os queijos participantes
    13h – Roda de Choro
    13h às 16h – Feira de produtores de queijos