Categoria: Cidades

  • Mais 203 linhas de ônibus deixam de aceitar dinheiro em espécie a partir desta quinta (14)

    Mais 203 linhas de ônibus deixam de aceitar dinheiro em espécie a partir desta quinta (14)

    Até o final do ano, medida passa a valer para todos os coletivos do DF; população deve emitir o Cartão Mobilidade para aproveitar as facilidades de pagamento e de integração

    A partir desta quinta-feira (14), mais 203 linhas de ônibus do Distrito Federal (DF) não aceitarão mais dinheiro em espécie dentro dos coletivos. Este é o penúltimo lote que passa a valer com a nova forma de pagamento, totalizando 636 linhas que fazem parte do programa Dinheiro Não Vai Mais Andar de Ônibus. Até o fim do ano, todos os coletivos devem operar sem o recebimento de dinheiro em espécie.

    “Quando anunciamos a medida, no primeiro semestre, naturalmente o pagamento em dinheiro começou a cair mesmo nos coletivos que ainda aceitam”, lembra o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves. “As pessoas estão migrando para essa forma de pagamento. Hoje, os acessos pagos em dinheiro em espécie em todas as 926 linhas são menos do que 9% do total.”

    De julho, quando a novidade foi implementada, até outubro, foram emitidos 184,6 mil cartões Mobilidade em primeira ou segunda via no DF. Essa é a única forma de pagamento que permite ao usuário a integração de três acessos pelo valor de um. Os veículos que fazem parte do programa Dinheiro Não Vai Mais Andar de Ônibus também aceitam cartões bancários (débito ou crédito), Vale-Transporte e via bilhete avulso (QR Code). As gratuidades para estudantes, pessoas com deficiência e idosos continuam sendo aceitas.

    Perfil de usuários

    “Fizemos um estudo para analisar o perfil do usuário de cada linha”, explica Zeno Gonçalves. “As que têm maior adesão por dinheiro em espécie serão as últimas a mudarem a forma de pagamento, que são aquelas mais distantes do Plano Piloto, como Planaltina, Gama, Fercal e Sol Nascente. Neste momento, a gente entende que o sistema já está maduro e que seja o período ideal para inserir em 100% o pagamento digital ou via QR Code.”

    Os novos meios de pagamento foram bem-avaliados pelos usuários do transporte público coletivo do DF, como o estudante André Vinícius Pereira, 26, morador do Gama. “Desde a retirada do dinheiro, tem facilitado bastante a minha vida”, comenta. “Às vezes a gente não tem nem tempo para sacar dinheiro, e com o Cartão Mobilidade isso ajuda muito, principalmente para mim, que preciso de mais de um ônibus e utilizo a integração. Isso sem contar que a gente se sente mais seguro.”

    A segurança também foi um dos fatores abordados pelo revisor de textos Marcus Vinícius Ribeiro Cunha, 23: “A gente não precisa mais andar com o dinheiro, e nem tem essa questão do armazenamento das cédulas dentro do ônibus, além de ter reduzido as filas, tanto para entrar no ônibus quanto para passar na catraca. Com o cartão, é muito mais fácil e rápido, não tem conferência de troco, por exemplo. A novidade de aceitar cartões de débito ou crédito foi ótima também, porque às vezes não consigo manter o Mobilidade recarregado”.

    Pagamento eletrônico

    Em 2023, o pagamento da passagem com dinheiro em espécie representava um montante de R$ 278,5 milhões, o equivalente a 31% do total de acessos. Em junho de 2024, antes do lançamento do sistema de pagamento eletrônico, o dinheiro em espécie havia caído para 24,8%, mostrando uma tendência dos usuários pelos meios digitais.

    Atualmente, o uso do dinheiro em espécie está em torno de 9%. A expectativa é que até o final do ano esse número caia para cerca de 5%. A tendência é que os usuários migrem principalmente para o Cartão Mobilidade, que já passa de 615 mil cadastros ativos.

    Foram emitidos 7.335 bilhetes avulsos de agosto até agora. Já a recarga por Pix cresceu, representando hoje cerca de 52% do movimento de quem o utiliza para abastecer o saldo dos cartões Mobilidade.

  • Brasília recebe a 2ª edição da Expo Favela 2024

    Brasília recebe a 2ª edição da Expo Favela 2024

    Além de uma vaga na grande final nacional, que ocorrerá em São Paulo, os vencedores ganham bolsas de graduação na Universidade Católica de Brasília

    Nos dias 16 e 17 de novembro, a partir das 13h, o Sesi Lab receberá a 2ª edição da Expo Favela Innovation, um evento dedicado a fomentar o empreendedorismo periférico e criar uma plataforma de visibilidade para negócios nascidos na favela. Fruto de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e a Central Única das Favelas (Cufa), a feira de negócios reúne empreendedores, startups e empresários do Distrito Federal para estimular a criação de redes, promover parcerias e fortalecer a economia criativa nas comunidades.

    Arte: Secti-DF

    A Expo Favela vai além de uma simples exposição: é uma iniciativa social que conecta comunidades e investidores, promovendo oportunidades de crescimento para empreendimentos periféricos. Criada por Celso Athayde, em 2022, a feira, que ocorre nas principais capitais do país, já se consolidou como uma referência nacional para acelerar negócios e abrir portas para projetos periféricos inovadores. O evento em Brasília manterá a essência de sua primeira edição, mas agora em um formato ainda mais abrangente e interativo, com mesas de debate, exposições, mentorias, pitches de startups e camelódromo para a comercialização de produtos e marcas locais, além de atividades culturais.

    “Neste ano, queremos expandir o alcance do evento e oferecer uma experiência ainda mais intensa e completa para os empreendedores locais,” afirma Bruno Kesseler, presidente da Cufa-DF. “Nossa expectativa é que essa edição seja um marco de transformação, com mais conexões e mais oportunidades de empregabilidade e visibilidade para os negócios das quebradas do DF.”

    A superintendente de cultura do Sesi, Cláudia Ramalho, explica que o Sesi Lab mantém parceria com a Cufa desde a abertura do museu. “Nosso objetivo é que o Sesi Lab seja um espaço para todas as pessoas e sirva de palco para projetos que falem sobre educação, arte, ciência, tecnologia e, sobretudo, inclusão. Iniciamos, em 2024, um projeto importante com territórios periféricos no Distrito Federal, buscando incluir diferentes públicos em nossas atividades e também aprender sobre suas realidades e potencialidades. A realização da Expo Favela pela segunda vez em nosso espaço coroa esse esforço”, afirma.

    Mesas temáticas

    A programação inclui mesas de debates que abordarão temas essenciais para o desenvolvimento periférico, como inovação, comunicação, economia criativa e tecnologia. A composição das mesas busca representar um equilíbrio entre diferentes perspectivas, trazendo vozes de empresários, comunicadores e especialistas, criando uma ponte entre o conhecimento da favela e do asfalto.

    “As mesas foram idealizadas para refletir a diversidade de experiências e ampliar o debate sobre temas que impactam diretamente as comunidades periféricas”, explica Anderson Quack, diretor artístico da Expo Favela. “Teremos convidados com perfis divergentes e convergentes para enriquecer cada discussão e promover diálogos transformadores.”

    Palco da Expo Favela pela segunda vez, o Sesi Lab iniciou, em 2024, um projeto importante com territórios periféricos no DF, buscando incluir diferentes públicos nas atividades do museu | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Programação

    ⇒ Além das mesas temáticas, a programação geral da Expo Favela Brasília 2024 inclui uma série de atividades:

    ⇒ Rodadas de negócios – Onde empreendedores terão a oportunidade de apresentar seus projetos a potenciais investidores;

    ⇒ Mentorias – Orientações práticas e técnicas para capacitar empreendedores no desenvolvimento de suas ideias e apresentações de pitches;

    ⇒ Pitches de startups – Espaço para novos empreendedores exporem suas ideias de negócio, com a chance de conquistar investidores e ampliar sua visibilidade;

    ⇒ Shows e apresentações culturais.

    Oportunidade acadêmica

    A Expo Favela Brasília oferece aos finalistas dez bolsas de graduação na Universidade Católica de Brasília e, ainda, uma bolsa de mestrado em Economia Criativa, a ser sorteada entre os participantes.

    Impacto

    Desde sua criação, a Expo Favela tem promovido uma transformação no cenário empreendedor brasileiro, abrindo caminhos para que empresas e startups periféricas ganhem espaço e reconhecimento. Na edição passada, Igor Pereira, fundador da Piff, venceu a competição e compartilhou seu entusiasmo com o impacto do evento: “A Expo Favela expandiu a minha mente e visão de negócio, me fez entender a importância da autoestima e autoconfiança, uma coisa normalmente muito difícil para um jovem periférico. Veio para me mostrar que eu posso muito mais do que imaginava”.

    Expo Favela Innovation 

    • Datas – 16 e 17 de novembro
    • Horário – Das 13h às 21h
    • Local – Sesi Lab (Setor Cultural Sul)
    • Ingressos gratuitos disponíveis pelo Sympla

  • Programa Nota Legal sorteia R$ 3 milhões em prêmios nesta quarta-feira (13)

    Programa Nota Legal sorteia R$ 3 milhões em prêmios nesta quarta-feira (13)

    Nesta edição, mais de 64,6 milhões de bilhetes estão concorrendo. Número de participantes aumentou

    O Programa Nota Legal distribuirá R$ 3 milhões em prêmios, nesta quarta-feira (13), em transmissão ao vivo pelo YouTube, a partir das 15h. São 12,6 mil prêmios, que variam de R$ 100 a R$ 500 mil cada um.

    A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) registrou um aumento no número de participantes desde o último sorteio realizado no 1º semestre de 2024. O número de participantes no atual sorteio é 4,25% maior do que no sorteio anterior, o que representa 41.675 pessoas a mais concorrendo aos prêmios.

    A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) registrou um aumento no número de participantes desde o último sorteio realizado no 1º semestre de 2024 | Foto: Divulgação/Seec-DF

    Para este segundo sorteio do ano foram gerados 64.675.372 bilhetes, que serão selecionados eletronicamente.

    Como participar

    Para participar dos sorteios do Programa Nota Legal, as pessoas físicas devem estar cadastradas no programa, não ter débitos com a Receita do DF e informar o número do CPF nas compras efetuadas no período anterior aos dois sorteios programados para o ano.

    Cada compra feita pelo consumidor vale como um bilhete para concorrer aos prêmios que serão sorteados. O limite é de até 200 bilhetes mensais. Conforme estabelecido pelo Decreto nº 29.396 de 2008, as premiações estão divididas da seguinte forma: um prêmio de R$ 500 mil, dois de R$ 200 mil, três de R$ 100 mil, quatro de R$ 50 mil, dez de R$ 10 mil, 30 de R$ 5 mil, 50 de R$ 1 mil, 500 de R$ 200 e 12 mil de R$ 100.

    Prêmio principal

    A partir do ano que vem, o prêmio máximo do sorteio do programa Nota Legal vai dobrar de valor passando de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. A partir de 2025, os prêmios se apresentarão desta forma:

    • 1 prêmio de R$ 1 milhão
    • 2 prêmios de R$ 200 mil
    • 3 prêmios de R$ 100 mil
    • 4 prêmios de R$ 50 mil
    • 10 prêmios de R$ 10 mil
    • 30 prêmios de R$ 5 mil
    • 50 prêmios de R$ 1 mil
    • 500 prêmios de R$ 200
    • 12.000 prêmios de R$ 100

    Vale lembrar

    O Nota Legal foi criado para incentivar o consumidor a solicitar a emissão de documento fiscal. Os incentivos são concedidos na forma de créditos, que podem ser utilizados para abatimento nos impostos sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ou para depósito em conta bancária.

  • Obra do Viaduto do Riacho Fundo recebe pavimentação e equipes iniciam sinalização

    Obra do Viaduto do Riacho Fundo recebe pavimentação e equipes iniciam sinalização

    Governadora em exercício Celina Leão acompanhou os trabalhos da construção aguardada por milhares de motoristas que trafegam diariamente pela EPNB

    O aguardado Viaduto do Riacho Fundo, localizado na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), está na última etapa de obras, com a conclusão do asfaltamento dos acessos e a instalação de meios-fios. Os trabalhos foram acompanhados de perto pela governadora em exercício Celina Leão e pelo secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, nesta terça-feira (12).

    “Essa é uma obra muito aguardada pela população do Riacho Fundo e também pelas pessoas que passam por aqui todo dia. Esse viaduto vai reduzir um fluxo intenso aqui na região, que é utilizada de passagem por quem vem do Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga. A gente tem certeza de que essa obra vai ser uma melhoria diária para essas pessoas”, destacou Celina Leão durante a visita.

    Nos próximos dias, as equipes farão a pintura da sinalização viária e o paisagismo – plantio de grama e recomposição ambiental –, sendo estas as etapas finais do projeto. O viaduto vai aliviar o trânsito para cerca de 100 mil motoristas que trafegam pela EPNB. Com um investimento superior a R$ 23 milhões, a obra gerou mais de 300 empregos e está a cargo de empresa contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).

  • Plantio de 1.850 mudas renova a paisagem da Hélio Prates, em Taguatinga

    Plantio de 1.850 mudas renova a paisagem da Hélio Prates, em Taguatinga

    Arborização com palmeiras, grama e flores em trecho entre o Pistão Norte e a Avenida Samdu transforma uma das principais avenidas comerciais da cidade

    Quem passa por Taguatinga pode notar uma nova paisagem se formando ao longo da Avenida Hélio Prates, com a presença de palmeiras e a implantação de canteiros centrais. A iniciativa é parte do projeto de paisagismo do Governo do Distrito Federal (GDF), que iniciou o plantio de 1.850 mudas ao longo do trecho entre o Pistão Norte e a Avenida Samdu, uma das principais avenidas comerciais da cidade.

    O GDF investe mais de R$354 mil para o paisagismo na região | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Além da estética, o verde traz mais qualidade de vida para a região. “É importante ter árvores para diminuir o calor, proporcionar sombra e trazer mais harmonia para a cidade”, comenta Fátima Alves Matos, 64 anos, moradora de Taguatinga há mais de 15 anos. “Quando arrancaram as árvores, eu fiquei chateada, mas com o novo plantio fiquei animada. Está ficando tudo muito bonito.”

    O GDF investe mais de R$354 mil para o paisagismo na região, executado por empresa contratada pela Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF), com o contrato de nove meses – três para plantio e seis para conservação. Para o administrador de Taguatinga, Renato Andrade dos Santos, a iniciativa é um complemento das obras realizadas na Hélio Prates. “A ação ajuda a trazer uma estética diferente para nossa cidade. É uma junção com as grandes obras que o governador Ibaneis fez na Hélio Prates. Foi exatamente para trazer o conjunto da obra completa”, descreve.

    Fátima Alves Matos, 64 anos, moradora de Taguatinga: “É importante ter árvores para diminuir o calor, proporcionar sombra e trazer mais harmonia para a cidade”

    Preservação e sustentabilidade

    O administrador reforça a importância da arborização para o bem-estar local, especialmente em um contexto de mudanças climáticas: “Trazer mais verde para a cidade é fundamental,” ressalta o administrador regional. “Com a rede de parques e áreas verdes de Taguatinga, é natural que o paisagismo acompanhe as obras da região.”

    Segundo Letícia Gomes, engenheira agrônoma da Novacap, o projeto conta com 3.332 m² de grama do tipo batatais e espécies adaptadas ao clima da cidade, como palmeiras guariroba e jerivá, além de alamandas e canna. “Escolhemos espécies mais resistentes à seca, que causam menos impacto ambiental,” explica Letícia.

  • Restaurante Comunitário do Paranoá é o 10º no DF a oferecer três refeições por R$ 2

    Restaurante Comunitário do Paranoá é o 10º no DF a oferecer três refeições por R$ 2

    Com a inclusão do jantar no cardápio e a abertura aos domingos e feriados, a unidade estima servir 3,5 mil pratos por dia para a população

    O Distrito Federal chegou ao 10º restaurante comunitário a oferecer as três refeições mais importantes do dia por R$ 2 e a abrir aos domingos e feriados. Nesta segunda-feira (11), a unidade do Paranoá inaugurou a ampliação do serviço, passando a servir por dia 3,5 mil refeições. O café da manhã sai a R$ 0,50, o almoço fica por R$ 1 e o jantar custa R$ 0,50. Outra novidade é que o espaço passou a aceitar diferentes formas de pagamento: dinheiro, Pix, cartão de crédito e débito, além dos benefícios sociais Prato Cheio e DF Social.

    “Acreditamos que assim conseguimos acessar as pessoas que mais precisam. A Secretaria de Desenvolvimento Social [Sedes] entende que estamos no caminho certo e vamos continuar ampliando [o serviço]. Temos mais oito restaurantes que vão contar com essa ampliação em breve”, afirmou a secretária substituta de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo.

    A mudança tem ocorrido de forma gradual e já está disponível nos restaurantes de Planaltina, Itapoã, Recanto das Emas, Samambaia Expansão, Sol Nascente (Pôr do Sol), São Sebastião, Arniqueira, Varjão e Sobradinho II. Na próxima quinta-feira (14), a extensão chega ao restaurante de Brazlândia.

    “O objetivo é que os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal tenham essa modalidade de três refeições diárias por R$ 2. Assim, conseguimos atingir um número maior de pessoas e também garantir as três alimentações necessárias para a segurança alimentar da população”, explica a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Vanderlea Cremonini.

    De janeiro de 2019 até 4 de novembro deste ano, os restaurantes comunitários do DF serviram 3.258.921 refeições, sendo 261.514 para as pessoas em situação de rua. No mesmo período, o governo investiu um total de R$ 18.852.820,79.

    De janeiro de 2019 até 4 de novembro deste ano, os restaurantes comunitários do Distrito Federal serviram 3.258.921 refeições

    População aprova

    Moradora do Paranoá, a aposentada Maria Marlene da Costa, 73 anos, garante o almoço da família de segunda a sexta-feira no Restaurante Comunitário da cidade. “Venho todo dia no almoço e levo quatro marmitas para casa. É muito bom porque acaba ajudando, diminui o trabalho em casa”, comentou. Sobre a ampliação, ela comemorou: “Vai ser melhor, principalmente, para quem trabalha fora. A pessoa vai poder descansar o domingo e vir comer aqui”.

    Quem também celebrou foi o aposentado Julião Bispo da Silva, 50. Ele costuma andar de bicicleta do Varjão até o Paranoá e aproveita para se alimentar no Restaurante Comunitário da região. “De vez em quando eu estou aqui e acho um espaço muito legal. Agora, com o jantar, vai ser bom porque vai dar para economizar um pouco no bolso”, avaliou.

    O aposentado Julião Bispo da Silva comemorou a ampliação do serviço: “Agora com o jantar vai ser bom porque vai dar para economizar um pouco no bolso”

    Para a dona de casa Maria de Nazaré Rodrigues, 60, o Restaurante Comunitário é uma política fundamental para os moradores do DF. “Tem muitas pessoas que não têm condições de ter uma alimentação adequada, então o restaurante comunitário beneficia muito, porque diminui as necessidades de quem precisa de um prato de comida. Sem falar que a comida é maravilhosa”, elogiou a mulher, que escolheu almoçar carne moída com bastante verdura.

  • Evento Pixel Show terá 40 vagas para o trabalho de ambulantes em barraca

    Evento Pixel Show terá 40 vagas para o trabalho de ambulantes em barraca

    Os interessados devem fazer cadastro nesta terça-feira (12), no Edifício Anexo do Buriti, das 9h às 17h

    A Secretaria Executiva das Cidades vai cadastrar os interessados em trabalhar como ambulante no Pixel Show, entre os dias 22 e 24 deste mês, no subsolo da Arena BRB Estádio Mané Garrincha. Serão disponibilizadas 40 vagas para barracas, das quais 25 ficarão situadas na SRPN Quadra 901 e outras 15, no gramado do estacionamento do Planetário.

    Os interessados devem fazer cadastro nesta terça-feira (12), no Edifício Anexo do Buriti, 9º andar, sala 917, das 9h às 17h, portando original e cópia de documento pessoal com foto e comprovante de endereço em seu nome ou declaração de residência. Serão reservadas duas vagas, uma para cada área, para atender pessoas com deficiência (PcDs). Se houver inscrições acima da quantidade de vagas ofertadas, será feito sorteio no aplicativo sorteio fácil.

  • Feira no Parque da Cidade alerta para os cuidados de prevenção do câncer em cães e gatos

    Feira no Parque da Cidade alerta para os cuidados de prevenção do câncer em cães e gatos

    Encerramento do Manias Festival contou com a participação do especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, o Dr. Pet

    O encerramento da feira Manias Festival, no Estacionamento 11 do Parque da Cidade, neste domingo (10), contou com a participação do especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, popularmente conhecido como Dr. Pet. Apoiado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o evento trouxe uma série de atividades voltadas à conscientização e prevenção de câncer em cães e gatos e reforçou a importância da adoção responsável.

    Rossi é referência nacional quando o assunto é bem-estar e educação de animais domésticos. A presença dos especialista atraiu muitos “pais” de pets curiosos para entender mais sobre os cuidados e a relação com seus companheiros de quatro patas. “É muito bom a gente procurar, através de datas e eventos, focar algumas doenças que são importantes e que muitas vezes são negligenciadas”, enfatizou.

    Foram expostos produtos confeccionados por reeducandos da Funap e da Sejus-DF. O catálogo inclui arranhadores, camas e laços para os bichinhos

    “Quando a gente reúne e fala sobre o assunto, a gente está cuidando da saúde da população de cães e gatos, mas também da população de humanos, pois, para muitas dessas pessoas que vêm aqui, os pets são os filhos delas. Estamos aqui para mostrar a esses tutores alguns sinais que o câncer dá e que podemos identificar no dia a dia para prevenir e até mesmo tratar nossos pets”, acrescentou Dr. Pet.

    Especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, popularmente conhecido como Dr. Pet., é referência nacional quando o assunto é bem-estar e educação de animais domésticos

    O Manias Festival teve início na sexta-feira (8) e recebeu investimento de quase R$ 400 mil da Secretaria de Turismo (Setur-DF). O evento reuniu 40 expositores, que apresentaram desde artesanato dedicado aos animais a degustação de café, produtos agrícolas e mais.

    O secretário de Proteção Animal do Distrito Federal, Ricardo Villafane Gomes, destacou a importância do festival para promover a adoção responsável de cães e gatos

    Também foram expostos produtos confeccionados por reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). O catálogo inclui arranhadores, camas e laços para os bichinhos.

    Adoção responsável

    Presente ao evento, o secretário de Proteção Animal do Distrito Federal, Ricardo Villafane Gomes, destacou a importância do festival para promover a adoção responsável de cães e gatos. “Hoje, nosso maior desafio é cuidar dos animais de rua, e esse evento é uma forma de dar um lar para esses bichinhos, sempre de forma responsável”, ressaltou o titular da pasta.

    Foi justamente a possibilidade de adotar um novo amigo que motivou o instrumentador cirúrgico Matheus Douglas Silva, 24 anos, a se dirigir até o Estacionamento 11 do Parque da Cidade. “Fiquei sabendo hoje de manhã sobre a feira de adoção. Eu estava querendo adotar um cachorro há um tempo, cheguei a ir em canis, mas sem sucesso. Estou muito feliz”, disse.

    O engenheiro civil Iran Correia, 34, por sua vez, trouxe a pequena Beatriz, de apenas um ano, para ensinar desde cedo a importância do cuidado com os animais. “Vim passear com a família, como costumamos fazer aos domingos, e vimos a feira. Acho bacana dar a oportunidade das pessoas adotarem um pet e creio que em breve será a nossa vez”, relatou.

  • Projeto Bombeiro Mirim usa atividades educativas e disciplina para formar jovens de todo o DF

    Projeto Bombeiro Mirim usa atividades educativas e disciplina para formar jovens de todo o DF

    Programa do Corpo de Bombeiros é oferecido gratuitamente em 12 unidades, de diferentes regiões; crianças e adolescentes de 7 a 14 anos têm aulas três vezes por semana, no contraturno escolar

    Desde que era (ainda) mais nova, a pequena Clarice Ferreira, 10 anos, sonha em ser bombeira: “Tem muitas aventuras e eu gosto de salvar as pessoas”. Há três anos e meio, ela começou a realizar esse desejo, ao entrar para o programa Bombeiro Mirim, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). “Faço [aulas de] flauta, taekwondo, a gente aprende sobre fogo, como cuidar de machucados… Aprendo várias coisas”, elenca.

    Clarice Ferreira participa do Bombeiro Mirim há 3 anos: “Gosto de salvar as pessoas” | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

    Assim como ela, outras 1,5 mil crianças e adolescentes de 7 a 14 anos integram o projeto, oferecido em 12 unidades do CBMDF de diferentes regiões administrativas. Nesses locais, os jovens têm atividades educativas, esportivas, culturais e recreativas no contraturno escolar, três vezes por semana — com possibilidade de ações extras em outros dias. Entre essas atividades estão artes marciais, música e lições sobre prevenção e combate ao fogo.

    “A gente busca, em primeiro lugar, mostrar para eles a importância da cidadania, formar um bom cidadão, e, depois, a gente tenta mostrar que eles conseguem fazer muitas coisas em casa, principalmente nos cuidados para evitar acidentes domésticos. Esse é o nosso foco principal, como acionar um socorro corretamente, se algum familiar passar mal quem eles devem chamar, qual o número que eles vão ligar e qual o atendimento inicial que eles podem dar, mesmo como criança”, conta o sargento Marcos Costa, coordenador do 8º Grupamento de Bombeiro Militar, em Ceilândia. “A missão do bombeiro é ‘vidas alheias e riquezas a salvar’, então, acho que iniciando desde pequeno essa missão de salvar vidas, o trabalho do bombeiro lá na ponta com certeza vai diminuir”, acrescenta.

    O projeto é totalmente gratuito. As inscrições abrem em fevereiro e devem ser feitas diretamente nas unidades que ofertam o programa (Ceilândia, Brazlândia, Estrutural, Gama, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho). Para participar é necessário ser estudante da rede pública de ensino. Depois que entram, os brigadinos — como são chamados os participantes — podem seguir inscritos até completar 14 anos. “Eles entram soldados bombeiros mirins e, à medida que vão ficando, a cada ano, passam a ser cabo, terceiro sargento, segundo sargento, primeiro sargento… Eles vão aprendendo comandos e desenvolvendo as suas funções, aumentando a responsabilidade nessas atribuições”, explica o capitão Ivaldo Pessoa, que coordena o Bombeiro Mirim em Ceilândia.

    Bernardo Assunção: “Quando a gente crescer, já vai saber tudo”

    A iniciativa foi criada em 1999, pela Lei 2.449. Desde então, o retorno, aponta o capitão Pessoa, tem sido bom. “Os relatos que a gente recebe, os feedbacks de pais, da comunidade de uma forma geral, são muito positivos. A gente percebe que os brigadinos — trabalhando aqui a parte de hierarquia, de disciplina — melhoram na questão escolar, melhoram com relação ao respeito aos mais velhos e aos pais. A aula afasta os brigadinos da questão da violência, do uso de drogas. Então a gente tem recebido um relato muito positivo nesse sentido durante todo esse tempo.”

    Mas o melhor feedback vem mesmo das crianças. “É um programa que ajuda bastante, [na questão da] maturidade, obediência também, e me deu várias amizades legais”, destaca Isabele Almeida, 11. “A gente aprende a marchar, faz atividades sobre o fogo, aprende sobre [cuidados com] eletrodomésticos e várias outras coisas que um bombeiro precisa saber”, emenda Thor Muniz, 9. “Quando a gente crescer, já vai saber tudo”, arremata Bernardo Assunção, 8.

  • Saiba como e onde descartar embalagens de vidro corretamente

    Saiba como e onde descartar embalagens de vidro corretamente

    Material reciclável deve ser levado a um Ponto de Entrega Voluntária, sem resíduos e embalado corretamente; conscientização garante mais segurança para garis e catadores

    Você sabe onde descartar embalagens de vidro, como frascos, garrafas e até mesmo copos quebrados? Os materiais devem ser levados a Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), sem resíduos e armazenados corretamente, preferencialmente em caixas de papelão para evitar acidentes. Os pontos de coleta estão espalhados pelo Distrito Federal, em regiões como Gama, Santa Maria, Guará, Sobradinho e Plano Piloto, sob responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF).

    Os objetos devem estar sem líquidos e sem rótulos ou tampas. Os papéis, plásticos e metais devem ser destinados à coleta seletiva. Além disso, o cidadão deve descartar o vidro corretamente para garantir a segurança de garis e catadores. “Um material descartado com resto de bebida ou comida causa mau cheiro ao espaço da cooperativa e pode atrair vetores de doenças, como roedores e baratas, prejudicando o trabalho e o bem-estar das pessoas. O ideal é descartar recipientes secos e limpos”, explica o coordenador de Resíduos Sólidos da Sema-DF, Amir Bittar.

    Os objetos de vidro devem ser descartados em Pontos de Entrega Voluntária sem tampa ou rótulos | Foto: Arquivo/ Agência Brasília

    O vidro que chega aos pontos de coleta é triado por cooperativas de catadores e são vendidos a indústrias para trituração e reinserção no setor produtivo. “As embalagens são recicladas e transformadas em outros produtos. Esse processo evita que haja extração de mais matéria-prima da natureza para novas embalagens”, frisa Bittar. “Ao fazer a separação e o descarte correto, a população contribui com a preservação do meio ambiente, já que o vidro é um material que demora a degradar e, ao ir para o lixo comum, acaba diminuindo a vida útil do aterro sanitário.”

    Neste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) adquiriu o maquinário necessário para a trituração do vidro no Completo Integrado de Reciclagem (CIR), um dos mais modernos espaços públicos para reaproveitamento de resíduos do país. O equipamento está em fase de instalação, com funcionamento previsto para o início de 2025. A gestão do CIR é compartilhada entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Sema-DF, a Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e as associações de catadores que atuam na região.

    O chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes, afirma que o maquinário terá impacto na geração de renda das cooperativas. “Será a primeira máquina que teremos em Brasília para fazer a trituração das embalagens de vidro, agregando mais valor às operações das cooperativas”, explica. “A Centcoop, por meio do complexo, poderá centralizar a trituração das embalagens de vidro, otimizando também o transporte dos materiais, que terão a granulometria definida pelo mercado.”

    Atualmente, o SLU mantém 42 contratos de coleta seletiva e triagem com 31 cooperativas. “Acreditamos que haverá um impacto positivo na melhora de preço de mercado a partir do momento em que a máquina de trituração começar a funcionar, em que as cooperativas serão melhor remuneradas”, enfatiza Mendes.

    Os pontos de coleta estão disponíveis no site da Sema-DF. Na página, o cidadão pode identificar também os locais apropriados para o recebimento de eletroeletrônicos, lâmpadas – que não devem ser levadas aos PEVs que recebem vidro -, medicamentos, óleo de cozinha, pilhas e baterias, pneus, televisão analógica e chapa de raio-X.