Categoria: Cidades

  • Onças-pardas retornam ao Zoológico de Brasília após ambiente ser reformado

    Onças-pardas retornam ao Zoológico de Brasília após ambiente ser reformado

    Durante as obras no recinto, os três felinos estavam recebendo cuidados no Hospital Veterinário da unidade

    Para quem nunca viu de perto uma onça-parda, o segundo maior felino das Américas, a oportunidade retorna após dois anos, na capital federal. Três felinos resgatados entre 2012 e 2014 estão em exposição no Zoológico de Brasília desde outubro: o macho Fred e as duas fêmeas Cristal e Nala. Os animais ficaram sob os cuidados do Hospital Veterinário da unidade durante o período de reforma no recinto onde se encontram atualmente.

    Depois de um hiato de dois anos, as três onças-pardas do Zoológico de Brasília voltaram à exposição; o recinto onde vivem Fred, Cristal e Nala foi reformado | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, explicou que um novo paisagismo foi feito no ambiente dos animais; além disso, as estruturas foram reformadas. Após cuidar da grama, das podas e da troca das madeiras, as equipes realizaram a pintura do local e recuperaram a parte de serralheria. O gestor comentou também sobre a recepção positiva do público com o retorno dos felinos.

    “É muito bacana ver que são animais da nossa fauna – o público tem esse apreço maior, também pelo fato de serem animais de resgate, às vezes de tráfico ou de incêndios. A gente recebe esses animais aqui, dá o tratamento devido e é feita uma análise entre a nossa equipe e a do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que é responsável pela devolução à natureza, dependendo da situação do animal. Se a espécie não estiver bem ou não conseguir se alimentar sozinha, pode ficar no zoo”, detalhou.

    Público encantado

    Fazendo sucesso entre brasilienses e turistas, as três onças-pardas atraem diversos elogios, seja pelo tamanho, seja pela elegância da espécie, que pode medir entre 1,6 e 2,75 metros e pesar até 100 kg. A professora Valquíria Guimarães, 47, mora em Palmas (TO) e contou que não há um zoológico na cidade, apesar dos diversos jardins que fazem parte da região. Ela comemorou o fato de poder levar o filho pequeno para conhecer as onças. “Ficamos muito encantados e felizes em saber que tivemos a sorte de vir bem na data em que elas retornaram”, acentuou.

    A professora Marise de Almeida Pantel, 61, foi ao Zoológico com a família toda, incluindo alguns parentes que vieram do Rio de Janeiro para visitar a capital. “Trouxe meu netinho, que estava louco para ver os bichinhos daqui, e vimos as onças-pardas. As crianças adoram e sabemos que esses animais são super bem cuidados aqui. O Zoológico de Brasília é muito bom, acho maravilhoso”, frisou.

    A professora Marise de Almeida Pantel levou os parentes do Rio de Janeiro para visitar o zoo: “As crianças adoram e sabemos que esses animais são super bem cuidados aqui”

    Também parte da família Pantel, as estudantes Marina, 23, e Maria Eduarda, 23, são primas e moram no Rio de Janeiro. Elas destacaram o quanto gostaram do passeio ao zoo. “Como temos um primo pequeno, queríamos apresentar os animais para ele e foi super interessante com as novas espécies. E saber dessa parte do resgate, que estamos vendo animais que estão sendo bem cuidados e antes talvez não estivessem em boas condições, é muito bom”, ressaltou Marina. Maria Eduarda observou que nunca viu uma onça-parda, nem no Zoológico do Rio de Janeiro. “É bem legal estar aqui e ver animais de outras partes do Brasil com os quais a gente não tem contato”, afirmou.

    Há também quem tenha vindo de outro país e se encantado com os animais do Zoológico de Brasília. O aposentado alemão Klaus Gressbach, 73, veio visitar um amigo e aproveitou o tempo livre com a esposa para o passeio. “Fizemos uma tour pela cidade e agora viemos ao zoológico. Eu acho esses animais muito bonitos e creio que estão em boas mãos aqui, vão viver uma vida boa”, comentou.

    O alemão Klaus Gressbach gostou de ver as onças-pardas, conhecidas como pumas em seu país natal: “Eu acho esses animais muito bonitos e creio que estão em boas mãos aqui, vão viver uma vida boa”

    Curiosidades

    A onça-parda, ou puma, também conhecida no Brasil por suçuarana e leão-baio, é um mamífero carnívoro da família dos felídeos e do gênero Puma, nativo das Américas. Podem ser encontradas na natureza desde o Canadá até a região meridional da Cordilheira dos Andes, o que faz deste animal um dos mamíferos ocidentais vivos com a área de distribuição mais extensa.

    É um felino de médio porte e os machos são maiores do que as fêmeas. Os filhotes nascem com pintas escuras, que vão praticamente desaparecendo à medida que crescem, sendo substituídas por uma pelagem parda no dorso e esbranquiçada com pintas amarronzadas no ventre. As onças-pardas habitam uma grande variedade de ambientes, desde florestas tropicais densas, savanas (como o Cerrado), regiões semidesérticas, montanhas e até florestas de coníferas. No entanto, desapareceram ou tiveram sua população drasticamente reduzida em várias áreas.

    De acordo com a educadora ambiental do Zoológico de Brasília, Tamires Carvalho, há uma importância não apenas em preservar as espécies no equipamento público, mas também em levar conhecimento a quem frequenta o zoo e tem um contato mais próximo com as espécies ameaçadas. “Muita gente não conhece a história dos animais e acaba falando coisas erradas; então, informamos como eles chegaram e o que estão fazendo aqui, além da importância desse trabalho de preservação”, observou.

  • Plantas aquáticas não afetam a qualidade das águas do Paranoá

    Plantas aquáticas não afetam a qualidade das águas do Paranoá

    A proliferação de algumas espécies é provocada pelas chuvas intensas; Caesb garante que o lago continua em condições de uso para banho, esporte e lazer

    As chuvas intensas no Distrito Federal estão provocando a repetição de um fenômeno que ocorre todos os anos nesta época: a proliferação de plantas aquáticas no Lago Paranoá. Quem passou nesta quarta-feira (20) pela orla do ponto turístico pôde observar que, em alguns pontos, o espelho-d’água estava coberto por bolsões de plantas aquáticas. Mas, ao contrário do que possa parecer, essas plantas não ameaçam a qualidade da água.

    Apesar de prejudicar a imagem do maior cartão-postal de Brasília, a presença dessas plantas não é indicativa de poluição nem de que o lago não apresenta condições de balneabilidade. Elas, ao contrário, indicam a boa qualidade das águas do Paranoá. Isso porque essas plantas só se proliferam em águas limpas, garante a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

    Embora frequentemente confundidas com cianobactérias ou algas, essas plantas pertencem à espécie das macrófitas, que vivem em ambientes aquáticos. No Lago Paranoá, a Caesb já identificou a predominância de três espécies: o aguapé, o pistia (também conhecido como alface-d’água) e a salvinia (ou orelha-de-rato).

    Durante o período de estiagem, bolsões dessas plantas tendem a crescer devido à exposição constante ao sol, ao tempo claro e à calmaria das águas do lago, segundo explica o engenheiro da Caesb Antônio Luís Harada. No período das chuvas, aumenta o fluxo dos ribeirões Gama e Riacho Fundo, que abastecem o Paranoá. “Com o impacto, essas plantas podem se desprender e se espalhar, formando grandes agrupamentos em alguns pontos do lago, como está ocorrendo agora”, observa Harada.

    Presidente da Caesb, Luís Antônio Reis enfatiza: “As pequenas ilhas flutuantes que se espalham no lago, embora não proporcionem ao espelho-d’água uma aparência agradável, não são prejudiciais ao banho nem ao uso do Paranoá como fonte de esporte e lazer para a população. São apenas fenômenos naturais gerados pelo ciclo concentrado de chuvas no Distrito Federal”.

    Monitoramento da qualidade

    O monitoramento do Paranoá é feito pelo laboratório da Caesb por meio de amostras de água recolhidas semanalmente em dez pontos de pesquisa, distribuídos em torno dos 48 quilômetros quadrados abrangidos pelo lago. Dois tipos de testes são realizados: um para medir o pH (grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água) e outro para aferir a quantidade de coliformes fecais (bactéria Escherichia coli) e de algas.

    O monitoramento da qualidade da água do Lago Paranoá é feito pelo laboratório da Caesb por meio de amostras recolhidas semanalmente em 10 pontos de pesquisa | Foto: Cristiano Carvalho/Caesb

    A companhia lembra que as águas das áreas próximas às estações de tratamento de esgoto (ETEs) da Asa Norte e da Asa Sul, mesmo após o tratamento, são permanentemente impróprias para banho ou atividades esportivas.

    Limpeza

    Além de monitorar a qualidade da água, a Caesb também é responsável pela remoção dos bolsões de plantas aquáticas. Esse trabalho é feito, principalmente, pelo barco Papaguapé, uma embarcação especial projetada para esse tipo de operação. No momento, o Papaguapé está em manutenção, aguardando peças de reposição fabricadas no exterior. Em breve, o barco voltará a operar, de acordo com a Caesb.

  • Projeto antirracista auxilia na formação de identidade de jovens negros da rede pública

    Projeto antirracista auxilia na formação de identidade de jovens negros da rede pública

    Cerca de 45% dos estudantes da rede de ensino do DF se declararam pretos ou pardos; GDF está elaborando protocolo de consolidação de educação antirracista nas escolas da capital

    A estudante Júlia Brandão, de 17 anos, reconheceu a beleza da sua negritude em meio a uma das rodas de conversas do projeto Afrocientistas, criado pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). No Distrito Federal, o projeto é coordenado pela Universidade de Brasília (UnB) e acompanhado pela Secretaria de Educação (SEEDF).

    “Eu me enxerguei como uma mulher preta. Em uma das rodas nós começamos a falar sobre os nossos traços físicos – ‘seu cabelo é lindo; sua cor é linda’. Isso foi reforçando uma alegria dentro de mim”, relata.

    Com uma abordagem interdisciplinar, o Afrocientistas oferece informações e metodologias inovadoras que inspiram estudantes afro-brasileiros do ensino médio. Presente em diversos estados do Brasil, o projeto já lançou várias produções como podcasts, crônicas, poemas, vídeos, jornais e livros – todos abordando questões étnico-raciais e mostrando como o projeto é uma fonte de reflexão e debate importante.

    Por meio da iniciativa, Júlia e outros 10 alunos do Centro Educacional (CED) 01 do Riacho Fundo II estão chamando a atenção da sociedade sobre as contribuições afro-brasileiras à cultura e à identidade do Brasil. A escola é uma das instituições de ensino da rede pública do DF que tem buscado desenvolver projetos antirracistas. Para os participantes do Afrocientistas não é exagero dizer que a iniciativa ajudou na formação e reconhecimento de identidade como pessoas negras.

    “Eu sempre fui um jovem periférico. Chegar à escola e ter acesso a projetos como esse faz com que nos sintamos abraçados não apenas como alunos, mas como pessoas negras. Me sinto muito representado com o projeto”, diz William Rosa, de 18 anos.

    Segundo dados do EducaCenso, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), o DF tem mais de 427 mil estudantes matriculados na rede de ensino; desses, mais de 192 mil se declararam pretos ou pardos – o que equivale a 45% dos alunos da capital. A partir desse percentual, o Governo do Distrito Federal (GDF), por intermédio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, tem promovido diversas ações visando a promoção e valorização da educação para as relações étnico-raciais.

    De acordo com a diretora de Serviços de Apoio à Aprendizagem, Direitos Humanos e Diversidade, como relata Patrícia Melo, a pasta está elaborando um protocolo de consolidação de educação antirracista na rede de ensino do DF.

    “A diretoria produz cadernos pedagógicos com legislação, orientações e sugestões sobre a educação antirracista, assim como promove formações para as escolas e regionais de ensino, e fóruns de partilhas de práticas inspiradoras. O objetivo é que a rede pública consolide a compreensão de que não basta não ser racista, é preciso educar nossas crianças e jovens para serem antirracistas”, afirma.

    William Rosa, 18 anos: “Eu sempre fui um jovem periférico. Chegar à escola e ter acesso a projetos como esse faz com que nos sintamos abraçados não apenas como alunos, mas como pessoas negras. Me sinto muito representado com o projeto”

    Segundo o diretor do CED 01 do Riacho Fundo II, Júlio César de Souza Moronari, mais de 63% dos estudantes da instituição se autodeclaram negros. “A partir daí, percebemos que era preciso abraçar um projeto mais contundente, voltado a uma reflexão do dia a dia. Então veio o Afrocientistas. O maior feedback que nós temos é a satisfação e a valorização deles serem negros, sem se sentirem invisibilizados”, diz.

    Coordenador da oficina de dança na escola, o estudante Marcos Vinícios Gomes, 18,  conta que é possível falar sobre antirracismo por meio da arte. “Por meio da dança, que é uma arte muito energética, nós conseguimos levar esse tipo de cultura. Muitas vezes as pessoas não têm muita paciência para ouvir palestras, mas quando você coloca uma dança, quando você coloca uma música que as pessoas gostam, elas prestam mais atenção. É uma das várias formas de manifestar esse conhecimento”, observa.

    Durante seu processo de identificação e graças ao Afrocientistas, Matheus Miranda, também de 18 anos, percebeu que a luta contra o racismo é conjunta e, por isso, não precisa caminhar sozinho.

    “Nas rodas de conversa, por vezes, relatamos as experiências em comum que nós passamos por sermos negros. Eu admito que foi bem reconfortante poder compartilhar isso e ver que tem gente que passou pela mesma coisa ou algo parecido. Mostra que não estamos sozinhos nessa luta”, confessa.

  • Galeria dos Estados celebra afroempreendedorismo em ação do mês da Consciência Negra

    Galeria dos Estados celebra afroempreendedorismo em ação do mês da Consciência Negra

    Espaço Cidadania Criativa reúne empreendedoras negras com produtos artesanais e temáticos para valorizar a cultura afrodescendente e fomentar a economia local

    Até o dia 22 deste mês, quem atravessar a Galeria dos Estados pelas passagens subterrâneas que conectam o Setor Comercial Sul (SCS) ao Setor Bancário Sul (SBS) poderá conferir produtos e trabalhos de afroempreendedores da capital. A iniciativa integra a programação do Governo do Distrito Federal (GDF) para o Mês da Consciência Negra e conta com a participação de oito expositoras que se revezam de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no Espaço Cidadania Criativa. No local, estão disponíveis produtos artesanais, vestuário, calçados e artigos com temáticas afrodescendentes, além de peças não temáticas.

    O Espaço Cidadania Criativa, na Galeria dos Estados, foi planejado para acolher e capacitar empreendedores locais | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Promovida pela Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (Subdhir), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a ação busca defender os direitos humanos, promover a igualdade racial e apoiar mulheres empreendedoras.

    “Essa é mais uma iniciativa da Sejus em apoio às mulheres para que cada vez mais elas estejam à frente de negócios e da economia. Desenvolvemos projetos para fomentar e divulgar o trabalho de empreendedoras afrodescendentes. É dar espaço para compartilhar experiências, desafios e histórias de superação”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

    Afroempreendedorismo e impacto social

    Produtos com representatividade ajudam na autoestima das crianças, diz a agente administrativa Meire Ribeiro, que comprou uma boneca de pano negra para presentear a filha

    A empreendedora Joice Marques, 36, é uma das participantes da ação e trouxe roupas do brechó Casa Akotirene, iniciativa que também apoia um projeto social voltado para mulheres negras em Ceilândia. “Essa é uma oportunidade para que mais pessoas conheçam nosso trabalho e apoie nossos projetos”, celebra Joice. Para ela, o espaço vai além da venda: “É importante pensarmos em como essas ações podem ter continuidade e em como podemos ocupar esses espaços de forma permanente.”

    Produtos expostos no Espaço Cidadania Criativa, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

    Com seis anos de experiência no empreendedorismo, Joice também destaca a colaboração entre as artesãs. “Nós fazemos um revezamento ao longo da semana e vendemos produtos umas das outras, promovendo a parceria e o fortalecimento coletivo”, explica.

    A iniciativa chamou a atenção da agente administrativa Meire Ribeiro, 41, que trabalha próximo à Galeria dos Estados. Durante uma pausa, ela encontrou uma boneca de pano negra e decidiu presentear a filha. “Achei maravilhoso ter esse espaço aqui. Produtos com representatividade ajudam na autoestima e segurança da criança, além de apoiar o empreendedor local”, afirmou.

    Inclusão e representatividade

    O Espaço Cidadania Criativa foi especialmente decorado para o evento, com destaque para uma obra em papel machê da artista plástica Edinar Valeriano Gomes. Segundo Roze Mendes, supervisora da Galeria dos Estados, o local é pensado para acolher e capacitar os empreendedores. “O espaço é delas, e tudo aqui dentro é preparado para impulsionar as vendas. Além disso, elas aprendem a cuidar da loja e a trabalhar em equipe”, conta.

    Para Mendes, oferecer um ponto fixo para projetos de empreendedorismo é um passo importante para a inclusão. “O artesanato precisa de venda diária, e iniciativas como essa garantem a presença em um espaço estruturado, fortalecendo os negócios.”

    Consciência negra todos os dias

    “Estamos trabalhando no fortalecimento dos empreendedores, capacitando-os para buscar microcréditos, melhorar a qualidade dos produtos e expandir seus negócios”, afirma o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, Juvenal Araújo

    “O Dia da Consciência Negra não é um dia que nós celebramos, é o dia que nós utilizamos para além de rememorar, falar da importância de nós, independente da cor da pele, lutarmos pela igualdade racial e contra o racismo e qualquer tipo de discriminação”, afirma o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, Juvenal Araújo.

    Além de promover o empreendedorismo, a Sejus-DF reforça o combate ao racismo e o estímulo ao letramento racial. A programação de novembro inclui palestras em órgãos públicos e atividades como a exposição de afroempreendedores na Galeria dos Estados, Torre de TV e Anexo do Buriti. “Estamos trabalhando no fortalecimento dos empreendedores, capacitando-os para buscar microcréditos, melhorar a qualidade dos produtos e expandir seus negócios”, conclui Araújo.

  • Cultura afro em debate e oficinas de dança agitam festival Consciência Negra 2024

    Cultura afro em debate e oficinas de dança agitam festival Consciência Negra 2024

    Alunos da rede pública de ensino visitaram estrutura do evento apoiado pelo GDF, na Torre de TV; agenda desta terça tem shows de Seu Jorge e Raça Negra

    Alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal participaram, nesta terça-feira (19), de uma visita guiada à estrutura do festival Consciência Negra 2024, montada na Torre de TV. Na ocasião, os estudantes de escolas do Gama, Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Santa Maria participaram de palestras sobre ancestralidade e sobre a cultura afro-brasileira, além de oficinas de breakdance e capoeira.

    Alunos de escolas do Gama, Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Gama e Santa Maria participaram, nesta terça (19), de uma visita guiada ao festival Consciência Negra 2024 | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    O Consciência Negra 2024, um festival de exaltação à cultura afro-brasileira, é promovido pelas secretarias de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), com apoio da Associação de Educação, Cultura e Economia Criativa (Aecec), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Ministério do Turismo. O investimento total foi de cerca de R$ 7 milhões.

    O Dia da Consciência Negra foi instituído em 2011, em memória de Zumbi dos Palmares, importante líder quilombola assassinado em 20 de novembro de 1695; mas só foi oficializado como feriado nacional em dezembro do ano passado. No DF – onde 57,3% da população se autodeclara negra, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) –, a data vinha sendo considerada ponto facultativo desde 2019.

    Para a professora Juliana Leonardo Santos, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 32 do Pôr do Sol/Sol Nascente, a visita foi uma oportunidade para os estudantes aprenderem sobre a importância da data. “Vindo pra cá, os alunos viram como é possível sair da escola e vivenciar na prática o que trabalhamos em sala. Desde o meio do ano, estamos promovendo ações antirracistas e, agora, essas vivências fortalecem ainda mais o aprendizado”, destacou.

    A professora Juliana Leonardo Santos comemorou a oportunidade de visitar o festival com os alunos: “Estamos promovendo ações antirracistas e, agora, essas vivências fortalecem ainda mais o aprendizado”

    O jovem Samuel Dias, 15 anos, é apaixonado por capoeira e fez questão de participar da oficina promovida pelo evento. “Escolhi a oficina de capoeira pela dança e pela luta. A capoeira é uma expressão cultural e histórica incrível, com instrumentos e ritmos que contam a história do povo negro”.

    Já o estudante Breno Fonseca, 18, aluno do Centro Educacional 310 de Santa Maria, compartilhou como o evento aprofundou sua percepção sobre o tema: “Aprendi sobre a importância da consciência negra e como devemos quebrar o racismo desde cedo. Essa vivência traz realidade a um tema que muitos ainda não conhecem”.

    O estudante Samuel Dias participou da oficina de capoeira promovida pelo evento: “É uma expressão cultural e histórica incrível, com instrumentos e ritmos que contam a história do povo negro”

    Programação

    O festival também é um espaço para valorizar a música e as artes afro-brasileiras. Ellen Oléria, Marcelo Falcão e Nação Zumbi abriram a primeira noite de shows do Consciência Negra 2024, nessa segunda-feira (18). Além deles, o primeiro dia do evento teve ainda apresentações de Afoxé Ogum Pá, Filhos de Dona Maria e Patakori + Folha Seca.

    A programação segue nesta noite com a apresentação de grandes nomes como Seu Jorge e Raça Negra, e de artistas locais como Dhi Ribeiro e Nego Dé. Os shows começam às 17h e seguem até o início da madrugada do feriado. Para assistir, é preciso retirar o ingresso antecipado na plataforma Sympla.

  • Primeira noite de shows do Consciência Negra 2024 tem Ellen Oléria, Falcão e Nação Zumbi

    Primeira noite de shows do Consciência Negra 2024 tem Ellen Oléria, Falcão e Nação Zumbi

    Festival na Torre de TV também recebeu estudantes da rede pública para palestras e oficinas; programação segue até quarta-feira (20)

    Ellen Oléria, Marcelo Falcão e Nação Zumbi abriram a primeira noite de shows do festival Consciência Negra 2024, nesta segunda-feira (18), na Torre de TV. Além deles, o primeiro dia do evento teve ainda apresentações de Afoxé Ogum Pá, Filhos de Dona Maria e Patakori + Folha Seca.

    “Estou super lisonjeada de estar aqui, de ser parte desse grande encontro, e acho que voltar para casa para falar desses assuntos que nos tocam, nos atravessam é muito importante para nós, a gente estar junto enquanto comunidade. A gente sai de Brasília e as pessoas não entendem muito o que é esse lugar, mas a gente que é daqui sabe, a gente sente Brasília. Então, acho que para a gente é mais um momento de encontro, de fortalecimento, de compreensão da nossa identidade cultural enquanto cidade jovem que somos”, pontuou Ellen Oléria.

    Ellen Oléria: “Voltar para casa para falar desses assuntos que nos tocam, nos atravessam é muito importante para nós” | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    O público marcou presença para conferir as atrações. “É maravilhoso a gente na cidade poder contar com um evento tão grandioso, com tantas atrações bacanas, com uma estrutura maravilhosa. O Dia da Consciência Negra merece realmente essa importância toda”, exaltou a professora Fabiana Sabino, que aguardava a banda Nação Zumbi.

    Já o jornalista Paulo Matos esperava principalmente pelo ex-Rappa Marcelo Falcão, mas aproveitou também para conferir os artistas locais: “Prestigiar o nosso povo daqui de Brasília, prestigiar nossas bandas, prestigiar essa mistura cultural que a gente tem em Brasília é lindo demais. A gente é uma mistura de essência, de energia, de povo que, se você rodar o país inteiro, você não tem como a gente tem aqui no Distrito Federal”.

    Fã de Marcelo Falcão, o jornalista Paulo Matos aproveitou para prestigiar atrações locais também

    O Consciência Negra 2024, um festival de exaltação à cultura afro-brasileira, é promovido pelas secretarias de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), com apoio da Associação de Educação, Cultura e Economia Criativa (Aecec), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Ministério do Turismo. O investimento total foi de cerca de R$ 7 milhões.

    “É uma grande festa e que tende a crescer e se tornar um marco. Brasília, como capital do país, dá uma sinalização muito forte para todos os cantos do Brasil”, destacou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. “A expectativa para os shows é a melhor possível. Grandes artistas da nossa música brasileira, da música negra brasileira, mas também grandes expoentes daqui de Brasília. Tem tanta gente boa vindo de fora, mas a gente também tem muita gente boa aqui do nosso quadradinho”, completou.

    “O tamanho do evento, por si só, mostra a relevância do tema da consciência negra, que é de responsabilidade da nossa pasta. A comemoração que vai durar três dias, de muito reconhecimento e defesa da igualdade racial, já pode ser considerada a maior manifestação do Brasil. E é a primeira vez, em 13 anos, que a data de 20 de novembro será comemorada nacionalmente”, reforçou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

    O Dia da Consciência Negra foi instituído em 2011, em memória de Zumbi dos Palmares, importante líder quilombola, assassinado em 20 de novembro de 1695, mas só foi oficializado como feriado nacional em dezembro do ano passado. No DF — onde 57,3% da população se autodeclara negra, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) —, a data vinha sendo considerada ponto facultativo desde 2019.

    Oficinas e palestras

    Ana Beatriz Souza: “É um momento para demonstrar, não só para nós, mas para toda a escola e para todas as pessoas, que nós somos importantes”

    Antes dos shows, durante a tarde, o evento recebeu estudantes da rede pública para oficinas, palestras e uma visita guiada pela estrutura montada no local, que conta com exposições, gastronomia, feira de artesanato e moda, e espaço para crianças. “Nós tiramos esse dia para vir aqui nesse evento e eu estou achando super especial, porque eu acho que é um momento para demonstrar, não só para nós, mas para toda a escola e para todas as pessoas, que nós somos importantes. Também estou bem feliz que agora [o Dia da Consciência Negra] vai ser feriado, então acho que a gente ganhou ali mais um reconhecimento”, celebrou Ana Beatriz Souza, 15 anos, aluna do Centro de Ensino Médio (CEM) 123 de Samambaia. “É bom mostrar que a gente tem nossos valores”, emendou Diego Cardoso, 15, também do CEM 123.

    “É importante falar do povo negro, é importante nós termos aqui um espaço em que eles estejam presentes e que a população conheça a cultura, a história e, o mais importante, o combate ao racismo. Não é possível que nós até hoje tenhamos que discutir a importância de se combater o racismo sendo que todos somos iguais”, apontou o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo Júnior. “Nós temos aqui adolescentes que estão tendo palestras, nós chamamos de letramento racial — explicar sobre o racismo e a importância de combatê-lo. Um público de adolescentes, para nós, é primordial, porque são eles realmente que começam a discutir a necessidade de que nós não tenhamos racismo nas escolas”, acrescentou.

    Mais cedo, também nesta segunda, estudantes participaram de uma palestra com o cantor Toni GarridoA programação do Consciência Negra segue até a próxima quarta-feira (20). Nesta terça (19), pela manhã, haverá uma oficina de breaking dance. Na parte musical, entre as atrações da terça estão Dhi Ribeiro, Seu Jorge e Raça Negra. Já na quarta, será a vez de Olodum, Vanessa da Mata e Tribo da Periferia. Todas as atividades são gratuitas, mas, para os shows, é preciso retirar o ingresso antecipado na plataforma Sympla.

  • Obras de mobilidade em andamento vão beneficiar 400 mil motoristas em todo o DF

    Obras de mobilidade em andamento vão beneficiar 400 mil motoristas em todo o DF

    Com investimento superior a R$ 190 milhões, intervenções do DER-DF não param em meio às chuvas e atendem diferentes regiões da capital, do Jardim Botânico a Planaltina, passando pelo Riacho Fundo e a área rural

    Mesmo durante o período chuvoso, o Governo do Distrito Federal (GDF) mantém em andamento importantes obras viárias que serão inauguradas nos próximos meses, a exemplo do Viaduto do Jardim Botânico, liberado no dia 8 deste mês. Sob a coordenação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), as intervenções, que somam um investimento de mais de R$ 190 milhões, vão melhorar a mobilidade e a qualidade de vida nas regiões leste, norte, central e na zona rural, entre outras, atendendo mais de 400 mil motoristas.

    Complexo Vário do Jardim Botânico já apresenta benefícios para quem circula pela região | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Uma das obras de destaque é o Complexo Viário do Jardim Botânico, que, localizado no balão da antiga Escola de Administração Fazendária (Esaf), conta com três faixas em cada sentido. Quem estiver indo ou voltando da Ponte JK passará por baixo do viaduto, enquanto aqueles que desejarem ir para o Lago Sul utilizarão a parte de cima. O objetivo é desafogar o trânsito na via, por onde circulam, diariamente, cerca de 50 mil veículos vindos do Jardim Botânico, São Sebastião, Tororó, Paranoá, Jardins Mangueiral, Jardim ABC e de regiões vizinhas.

    Fernanda Peixoto comemora: “A gente estava aguardando ansiosamente a liberação desse viaduto, e estou bem esperançosa de que a obra irá conseguir nos dar a normalidade que tínhamos antigamente” | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A professora de pilates Fernanda Peixoto, 43, é uma das beneficiadas com a inauguração do viaduto. “Eu moro aqui no Jardim Botânico há dez anos”, conta. “No início era tudo tranquilo, mas com esse crescimento da cidade e surgimento de muitas moradias, de bairros novos, o trânsito ficou caótico. A gente quase não conseguia se locomover aqui. Eu, por exemplo, levava uma hora para fazer um trajeto curto. A gente estava aguardando ansiosamente a liberação desse viaduto, e estou bem esperançosa de que a obra irá conseguir nos dar a normalidade que tínhamos antigamente”.

    Ampliação da BR-020

    BR-020 também está na mira de novas obras que vão ampliar as pistas  | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    O viaduto não é a única novidade para os moradores do Jardim Botânico, Jardins Mangueiral e São Sebastião, conforme explica o superintendente de Obras do DER-DF, Cristiano Cavalcante. “Estamos concluindo este viaduto e já iniciando a licitação para um novo, que facilitará o acesso a São Sebastião, pela DF-463, em frente ao Jardins Mangueiral”, anuncia.

    Outro projeto bastante aguardado e parcialmente em uso pelos motoristas é a ampliação da BR-020. Nessa importante rodovia do DF, cujo investimento na obra ultrapassa R$ 24 milhões e gera cerca de 100 empregos, está sendo construída uma terceira faixa nos dois sentidos entre Sobradinho e Planaltina, além de novas ciclovias. Na DF-010, o empenho previsto de R$ 37,4 milhões possibilita a execução de obras de recuperação asfáltica e implantação de novas faixas para aliviar o tráfego entre a Cidade do Automóvel e a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) Norte, beneficiando 35 mil motoristas que circulam na região.

    Outra obra para melhorar a mobilidade e reduzir os congestionamentos é a conclusão do viaduto do Riacho Fundo, às margens da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que contará com pistas com 200 metros de comprimento cada uma, para melhorar a circulação de 100 mil motoristas na região. Com um investimento de R$ 22,3 milhões, a obra gerou 300 empregos diretos e indiretos. Já a aplicação de R$ 29,6 milhões para a construção ainda inicial do viaduto do Noroeste, que conecta o bairro à Epia pela via W9, vai contribuir para o fluxo de 100 mil motoristas e gerar cerca de 300 empregos.

    A área rural também é atendida por este GDF. Com um investimento de mais de R$ 43 milhões, as vias DF-131 e DF-220 estão sendo pavimentadas, o que deverá fortalecer a conexão de Planaltina e Brazlândia com outras regiões do país, assim como o escoamento da produção agrícola. As obras atendem cerca de 50 mil motoristas.

    Planejamento contra as chuvas

    O DER-DF diz ter se planejado para minimizar o impacto das chuvas em suas obras. “Temos focado reparos pontuais ao longo do ano, o que reduziu o surgimento de buracos e a deterioração do asfalto durante as chuvas, beneficiando a população com menos problemas de trepidação e buracos nas vias”, explica Cristiano Cavalcante.

    Para o próximo ano, novos projetos devem ser licitados, como o viaduto que ligará a BR-020 à DF-128, em Planaltina. Esse complexo reforça o trabalho de mobilidade na região norte, assim como a terceira faixa da BR-020, o Viaduto de Sobradinho e o Complexo Viário Governador Roriz.

  • Mutirão de combate à dengue recolhe mais de 100 toneladas de lixo no Guará II

    Mutirão de combate à dengue recolhe mais de 100 toneladas de lixo no Guará II

    Sob o comando da administração regional, força-tarefa orientou moradores para a prevenção da doença

    Mais de 200 servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) participaram do Dia D de combate, realizado nesta segunda-feira (18) na região da QE 38, no Guará II. A ação foi coordenada pela Administração Regional do Guará e também recolheu mais de 100 toneladas de lixo e entulho. Além disso, foram efetuadas orientações aos moradores, vistorias domiciliares e distribuição de material informativo relacionado à prevenção.

    Entre os órgãos que participaram da força-tarefa contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti estiveram a Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF), o Serviço de Limpeza Urbano (SLU), a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

    A ação foi coordenada pela Administração Regional do Guará, com repasse de orientações aos moradores para a prevenção da dengue | Foto: Divulgação/Administração Regional do Guará

    A ação também contou com a limpeza em terrenos vazios, capina e roçagem. A Unidade Básica de Saúde 05 passou por mutirão de limpeza externa, com a retirada de pneus, garrafas e possíveis focos de dengue. A quadra também receberá o serviço de fumacê ao longo da semana.

    “A prevenção é a nossa melhor arma contra a dengue. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, mais de 90% dos focos do Aedes aegypti estão dentro da casa das pessoas. O GDF tem atuado preventivamente em uma série de ações, mas o apoio da população também é fundamental para vencermos esse mosquito”, destaca o administrador em exercício, José Manoel Neto.

    A chefe da Vigilância Ambiental do Guará, Roberta Ferreira, explicou que os casos tendem a aumentar com o início das chuvas e pediu o apoio da população. “É muito importante a conscientização dos moradores. Na ação de hoje, conseguimos transmitir essa mensagem a comunidade. Se cada morador tirar 10 minutos da sua semana para verificar o interior das residências, certamente iremos diminuir os casos de dengue na nossa cidade”.

  • Festival em celebração ao Dia da Consciência Negra começa nesta segunda-feira (18)

    Festival em celebração ao Dia da Consciência Negra começa nesta segunda-feira (18)

    Com entrada gratuita mediante retirada de ingresso no Sympla, festa terá palestras e eventos de moda e gastronomia, além de curtir shows com Ellen Oléria, Seu Jorge, Raça Negra, Olodum, entre outros

    O primeiro festival de exaltação à cultura afro-brasileira do Distrito Federal começa nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, e segue até quarta-feira (20), quando é celebrado o Dia da Consciência Negra. A programação inclui palestras, gastronomia, moda e muita música, tudo com entrada gratuita. A estrutura será montada em frente à Torre de TV e, para participar, basta retirar o ingresso antecipadamente na plataforma Sympla.

    O Consciência Negra 2024 é promovido pelas secretarias de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), com apoio da Associação de Educação, Cultura e Economia Criativa (Aecec), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Ministério do Turismo. O investimento total será de R$ 6 milhões.

    O primeiro dia do festival terá como atrações principais nomes como Ellen Oléria, Marcelo Falcão e Nação Zumbi. Na terça (19), será a vez, entre outros, de Dhi Ribeiro, Seu Jorge e Raça Negra. Já na quarta (20) terá apresentações de Olodum, Vanessa da Mata e Tribo da Periferia.

    Também haverá palestras com personalidades nacionais, como o rapper MV Bill; venda de pratos assinados pelo chef Edilson Oliveira e de doces e sucos feitos por comunidades quilombolas; e uma feira, a Afro Brasília, onde serão vendidos peças de moda afro e produtos feitos por artesãos e empreendedores afro-brasileiros.

    Para as crianças, terá peças teatrais, contação de histórias, atividades pedagógicas e brinquedos infláveis. Estudantes da rede pública participarão de ações como aulas de dança, capoeira e hip-hop. Na segunda e na terça-feira, as atividades começam às 9h. Já na quarta, a programação tem início às 10h.

    Feriado nacional pela primeira vez, o Dia da Consciência Negra foi instituído em 2011, em homenagem a Zumbi dos Palmares, importante líder quilombola, assassinado em 20 de novembro de 1695. No DF — onde 57,3% da população se autodeclara negra, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) —, a data vem sendo considerada ponto facultativo desde 2019.

    Confira a programação completa

    18 de novembro (segunda-feira)

    • 9h: Abertura do evento com autoridades
    • 10h: Palestra com Toni Garrido
    • 11h30: Palestra da Sejus com a professora Renata Nogueira
    • 13h: DJ HOOL Ramos
    • 14h: Palestra da Secretaria de Justiça e Cidadania com a professora Renata Nogueira
    • 14h40: Visita guiada das exposições Trança no Mapa e Brasília Negra; oficina de rap; e oficina de capoeira com o Mestre Mancha
    • 15h30: Brincadeiras afro-brasileiras, com o Instituto Mãe África
    • 16h: Teatro infantil com o Grupo Formigueiro
    • 17h: Afoxé Ogum pá
    • 18h: Filhos de Dona Maria
    • 19h: Patakori + Folha Seca
    • 20h: Ellen Oléria
    • 21h30: Marcelo Falcão
    • 23h: Nação Zumbi

    19 de novembro (terça-feira)

    • 9h: Abertura do evento + palestra “Construindo Pontes: a importância da empatia e da escuta ativa no atendimento a adolescentes negros”, com Magali Dantas
    • 9h40: Visita guiada às exposições Tranças no Mapa e Brasília Negra, no Espaço Quilombo; oficina de dança urbana; brincadeiras afro-brasileiras, com o Instituto Mãe África; e oficina de capoeira com Mestre Mancha
    • 14h: Palestra “Construindo Pontes: a importância da empatia e da escuta ativa no atendimento a adolescentes negros”, com Magali Dantas
    • 14h40: Visita guiada às exposições Tranças no Mapa e Brasília Negra, no Espaço Quilombo, e oficina de dança urbana
    • 16h: Atividade lúdica com o Grupo Formigueiro
    • 16h40: Brincadeiras afro-brasileiras, com o Instituto Mãe África
    • 17h: Nego Dé
    • 19h: Senhora B
    • 20h: Júlia Moreno
    • 21h30: Dhi Ribeiro
    • 23h: Seu Jorge
    • 23h45: Raça Negra

    20 de novembro (quarta-feira – Dia da Consciência Negra)

    • 9h: Abertura do evento + atividade lúdica com o Grupo Formigueiro
    • 10h: Batalha de rima e de breaking kids; live paint + graffiti
    • 13h: Batalha de breaking com B. Boys e B. Girls
    • 14h: Chikin Pessanha
    • 15h: Samba de roda e Tropa de Elite
    • 16h: Workshop de breaking e roda de capoeira
    • 17h: Marvyn
    • 18h: Olodum
    • 19h30: Vanessa da Mata
    • 21h: Tribo da Periferia

  • Ícone da Praça dos Três Poderes, Casa de Chá reabre para visitação do público

    Ícone da Praça dos Três Poderes, Casa de Chá reabre para visitação do público

    Local ficou fechado após atentado ocorrido próximo ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (13); região está segura e monitorada pelo GDF

    Fechada desde quinta-feira (14) por causa das explosões na Praça dos Três Poderes, a Casa de Chá reabriu neste sábado (16) com a tradicional programação do café-escola, ícone da capital federal. A retomada foi marcada pelo carinho dos moradores do Distrito Federal e turistas, sendo que das 10h às 14h cerca de 480 pessoas visitaram o espaço e aproveitaram a decoração e a gastronomia com a cara de Brasília.

    A Casa de Chá reabriu neste sábado (16) após passar dois dias fechada por conta do atentado na Praça dos Três Poderes| Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Com a reabertura, o local volta a funcionar nos mesmos dias e horários de antes: de quarta a domingo, das 10h às 19h. Desde o fim de junho, quando o GDF firmou parceria com o Senac, mais de 45 mil pessoas passaram pelo local.

    A governadora em exercício Celina Leão comentou a retomada do espaço e reforçou o compromisso do GDF com a segurança da população. “Essa cidade tem comando, tem governo, tem polícia. A gente fez a liberação do espaço com toda a segurança. A reabertura da Casa de Chá também segue um protocolo de segurança. O monitoramento continua acontecendo naquela área, com segurança reforçada, e um trabalho de inteligência que é feito entre a Polícia Civil, a Polícia Federal e a nossa Polícia Militar. Então, eu acredito que as forças de segurança do Distrito Federal estão atentas e vigilantes”, afirmou Celina Leão.

    Desde o fim de junho, o café-escola administrado pelo Senac-DF recebeu mais de 45 mil pessoas; o espaço funciona de quarta a domingo, das 10h às 19h

    Diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa vê com otimismo a volta da Casa de Chá. “Fomos muito bem recebidos pela população. Tivemos mais de 45 mil visitantes nos 100 primeiros dias de funcionamento. Somente hoje, já tivemos visitas de gente de São Paulo, Mato Grosso e até da Alemanha. É um espaço charmoso e importante para a cidade. A Praça dos Três Poderes é o principal cartão-postal para o visitante”, disse.

    Vitor contou que a Casa de Chá está com decoração especial e convidou a população e os turistas a visitá-la. “Podem tomar chá, café e vinho de Brasília, além de experimentar sabores do Cerrado, como o baru e o pequi. Essa reabertura foi feita com segurança e o local acolhido pelo visitante. Trata-se de um ícone de Brasília”, acrescentou.

    Nessa mesma linha, o secretário de Turismo, Cristiano Araújo, comemorou o funcionamento rápido do ponto turístico após as explosões de quarta-feira (13). “Ela sempre foi um ponto de apoio para os moradores e visitantes da Praça dos Três Poderes. Neste ano, uma parceria entre a Setur-DF e o Senac-DF transformou o espaço, que já funcionava como Centro de Atendimento ao Turista (CAT), em um ambiente ainda mais aconchegante e acolhedor”, pontuou.

    Patrimônio tombado

    Com uma arquitetura singular, a Casa de Chá é um edifício semienterrado, com janelas que se estendem ao longo de sua extensão, proporcionando aos visitantes uma vista livre do horizonte, onde se avistam as sedes dos Três Poderes. O espaço é considerado patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

    A influência de Brasília está em cada detalhe: móveis projetados por designers locais em parceria com a Associação dos Designers de Produto do Distrito Federal (Adepro-DF), cerâmicas de artistas da cidade e uma carta de vinhos exclusiva com rótulos da Vinícola Brasília. O chef Gil Guimarães, que traz elementos da culinária do Cerrado e de outros biomas brasileiros, comanda o menu, enquanto os alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) cuidam da cozinha, do bar e do atendimento.

    Desde o fim de junho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) passou a administrar o espaço, após o Governo do Distrito Federal (GDF) repassá-lo para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF).