Provas serão aplicadas durante a tarde, em todas as capitais e em Brasília. Salário é de R$ 3,7 mil para 30 horas semanais
Mais de 60 mil pessoas devem participar do concurso para escriturário do Banco Regional de Brasília (BRB), neste domingo (6). Ao todo, são 500 vagas, sendo 300 para preenchimento imediato e 200 para cadastro reserva.
O salário é de R$ 3.764,66 para 30 horas de trabalho semanais. As provas serão aplicadas no Distrito Federal e em em todas as capitais do país.
Os locais de prova podem ser consultados no site do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades). O início do certame está marcado para 13h45, mas os candidatos devem chegar uma hora antes. Eles terão quatro horas para responder as questões.
Segundo a banca organizadora, o resultado do concurso será publicado em fevereiro de 2023 no Diário Oficial do DF, no site do Iades e também no site do BRB. O edital do concurso prevê cotas para pessoas com deficiência, hipossuficientes, negros, indígenas e quilombolas.
Evento realizado no Eixo Cultural Ibero-Americano é organizado pela Embaixada dos Países Baixos e conta com apoio do GDF
“Uma fotografia vale por mil palavras”. A frase é um clichê, mas no caso da exposição Resiliência – Histórias de mulheres que inspiram mudanças, em cartaz deste sábado (5) ao dia 20 na Galeria Fayga Ostrower, do Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), o chavão é pertinente e potente. Sobretudo por valorizar a luta e o desafio de cidadãs em várias comunidades mundo afora e suscitar questões como sexismo, violência e igualdade de gênero e direitos reprodutivos.
Uma realização da Embaixada dos Países Baixos e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), em parceria com o Escritório de Assuntos Internacionais do GDF, a mostra conta com trabalhos de 17 fotógrafos de 13 nacionalidades premiadas nos concursos da organização independente World Press Photo entre 2000 e 2021. A entrada é gratuita.
“É especialmente gratificante receber em Brasília essa exposição, não somente pelo acervo de fotografias dos renomados artistas internacionais, mas também pela importância desse trabalho para a visibilidade e o diálogo sobre igualdade de gênero”, destaca a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais, Renata Zuquim.
Universais e impactantes em sua beleza realista, as fotos mostram a evolução do olhar fotojornalístico na forma de retratar as mulheres e suas narrativas no século 21. Entre os instantâneos, está Finding Freedom in the Water, da fotógrafa Anna Boyiazis, que conta a história de alunas de uma escola primária aprendendo a nadar e a realizar salvamento na praia de Muyuni, Zanzibar, na África.
‘Crying for Freedom’ – Foto: Forough Alaei / Divulgação
Clique da iraniana Forough Alaei, Crying for Freedom registra o ato de bravura de mulheres que arriscam a própria pele para assistir a uma partida de futebol. No país dos aiatolás, uma teocracia, mulheres são proibidas de entrar em estádios.
A exposição inclui ainda fotos de Finbarr O’Reilly, Maika Elan, Catalina Martin-Chico, Pablo Tosco, Olivia Harris, Terrell Groggins, Jonathan Bachman, Heba Khamis, Daniel Berehulak, Robin Hammond, Diana Markosian, Jan Grarup, Magnus Wennman, Irina Werning e Fulvio Bugani.
Segundo dados da World Press Photo, as mulheres representam apenas 26,1% de cerca de 35.500 bancadas parlamentares, 22,6% de mais de 3.400 ministérios e 27% de todas as posições de gerência. A violência contra a classe prevalece como uma grave ameaça global e um problema de segurança, salienta a entidade que criou o concurso de fotos.
“São fotos de mulheres que inspiram mudanças, transmitindo o compromisso dos Países Baixos com os direitos das mulheres, a igualdade de gênero e a justiça”, afirma o embaixador dos Países Baixos, André Driessen. “São vozes múltiplas, que oferecem maior compreensão sobre como as mulheres e os desafios relacionados ao gênero evoluíram no século 21. A violência contra as mulheres prevalece como uma grave questão global de saúde e proteção.”
Fotografia de Catalina Martin-Chico destaca a importância da amamentação – Foto: Divulgação
Criado em 1955 por um grupo de fotógrafos holandeses, o concurso da World Press Photo tem desde então o objetivo de apresentar trabalhos do segmento a um público internacional.
Serviço →Exposição: Resiliência – Histórias de mulheres que inspiram mudanças →Data: De sábado (5) ao dia 20 →Endereço: Eixo Cultural Ibero-americano, na Galeria Fayga Ostrower – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural Lote 2 (antiga Funarte) →Visitação: De terça-feira a domingo, das 12h às 18h; e aos fins de semana, das 10h às 18h.
Ação teve foco no combate à sonegação do ICMS e recolheu alimentos, bebidas, produtos eletrônicos, agropecuários e automotivos, além de outras mercadorias
A Receita do Distrito Federal apreendeu R$ 536,7 milhões em produtos nesta sexta-feira (4). A Operação Tributum Pretiosum (tributo precioso, em latim) decorre de investigação realizada durante o mês de outubro, que culminou na ação ostensiva desta sexta e resultou na recuperação de R$ 203 milhões em créditos tributários. Desde a madrugada, 45 auditores fiscais estiveram envolvidos na operação.
A operação teve como foco o combate à evasão fiscal relativa à sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Uma das principais formas de fraudes combatidas é a utilização de empresas “noteiras”, que realizam a emissão de notas fiscais fraudulentas. Com isso, os sonegadores tentam transportar mercadorias com documentos inidôneos em quantidades ou características.
Os auditores da Secretaria de Fazenda atuaram nas rodovias de acesso ao DF, em transportadoras, estabelecimentos comerciais e também na Rodoviária Interestadual de Brasília e no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Brasília. Nestes locais, a Receita fiscaliza também exportações não averbadas e verifica a regularidade fiscal do transporte de mercadorias.
Entre as mercadorias apreendidas, estão produtos alimentícios, bebidas, produtos eletrônicos, agropecuários e automotivos, além de outras mercadorias. Os produtos apreendidos foram avaliados em R$ 536.786.480,09. O total de crédito tributário chegou a R$ 203.793.643,69, referentes aos impostos e às multas.
Os valores recolhidos são utilizados pelo Estado como receitas tributárias aplicadas no desenvolvimento de políticas públicas, como obras, educação, saúde, segurança e programas sociais. A atuação sistemática do Fisco tem por objetivo recuperar recursos que deixariam de entrar nos cofres públicos do DF.
A Receita do DF atua constantemente para evitar a evasão fiscal e evitar a concorrência de mercado desleal por empresas que não pagam seus impostos. A ação contribui para a manutenção de um ambiente de negócio saudável para os contribuintes que cumprem regularmente suas obrigações fiscais com a Receita do DF.
Divulgado o terceiro e maior chamamento público de venda direta da URB 001 do setor habitacional – antiga Colônia Agrícola Vereda da Cruz; ocupantes têm até 5 de dezembro para apresentar a proposta de compra ou concessão do terreno junto à Terracap
A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) dá prosseguimento à regularização dos imóveis da URB 001 do Setor Habitacional Arniqueira, local popularmente conhecido por Colônia Agrícola Vereda da Cruz. Foi publicado nesta sexta-feira (4), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o terceiro e maior chamamento público de venda direta da área, contemplando 473 imóveis de usos residencial e misto. Desses, 52 são registrados com uso misto, sendo facultado ao ocupante optar adquirir o lote pelo uso exclusivamente unifamiliar, sempre observando a mudança no seu preço final.
Os ocupantes têm até 5 de dezembro para apresentar a proposta de compra ou concessão do terreno junto à Terracap.
O valor dos terrenos varia entre R$ 11,2 mil (76 m²) e R$ 699,299,61 (2,5 mil m²) para os de uso residencial exclusivo e entre R$ 170 mil (239 m²) e R$ 1.087.206,78 (2,5 mil m²) para os imóveis de uso misto. Tais valores já preveem a dedução da infraestrutura feita pelos moradores, bem como a valorização decorrente desta implantação.
É importante que os ocupantes atentem às regras, segundo a Resolução 269/2022, da Terracap. O artigo 13 estabelece que o mesmo imóvel pode ser incluído em até três editais, porém com redução gradual dos descontos e benefícios previstos. Assim, somente o primeiro edital garante todos os benefícios oferecidos pela Terracap.
Aqueles que optarem pelo pagamento à vista terão 25% de desconto no valor de venda do imóvel. Atualmente, instituições financeiras oferecem linhas de crédito específicas para financiar imóveis oriundos da regularização fundiária. Nesse caso, quem escolher obter o recurso em uma dessas instituições pagará a prazo para o banco, mas a Terracap receberá o valor integral do imóvel com o desconto para pagamento à vista.
Os moradores também podem financiar os terrenos diretamente pela Terracap; nesse caso, o prazo máximo de pagamento é de até 360 meses para pessoa física e até 240 meses para pessoas jurídicas. No caso das associações e cooperativas, o prazo estabelecido é de 36 meses, conforme edital de venda direta.
Ainda de acordo com a Resolução 269, pessoas jurídicas – empresas, sociedades de propósito específico (SPEs), associações e cooperativas – podem adquirir os lotes com uso misto. Por sua vez, as pessoas físicas podem adquirir os lotes já ocupados com qualquer destinação.
Como proceder?
Foto: Divulgação
Para obter todos os benefícios do primeiro edital de chamamento até 5 de dezembro, os ocupantes devem entregar a proposta de compra do imóvel e a documentação exigida em edital para dar prosseguimento ao processo de aquisição do imóvel.
Há duas maneiras de realizar este procedimento: presencialmente, das 7h às 19h, no edifício-sede da Terracap (Setor de Áreas Municipais/SAM, Bloco F – atrás do Anexo do Palácio do Buriti) ou de forma remota, pelo site da Terracap.
Para as propostas online, o ocupante deverá entrar no site da Terracap e procurar pelo menu Serviços. Ao encontrá-lo, deve seguir os passos: clique em “Regularização (Venda Direta)”. Ao abrir a página “Terracap – Serviços online”, acesse a plataforma com os dados de login. Na página inicial, clique em “Regularize Venda Direta”. Selecionado esse item, opte por “Passo 1 – Criar Cadastro”. Após o cadastro, um novo passo será inserido: “Passo 2 – Criar proposta”. Neste momento, será feita a confirmação das informações inseridas e o upload dos documentos. Encaminhe-os. O processo de envio estará concluído e somente após esta fase a proposta será válida.
Mais informações podem ser obtidas por meio dos canais de atendimento da Terracap, no call center (61) 3350-2222, ou pelo atendimento remoto, por meio do chat online. Basta acessar www.terracap.df.gov.br.
Retrospectiva
O governador do DF, Ibaneis Rocha, assinou o projeto de regularização fundiária da URB 001 do Setor Habitacional Arniqueira em fevereiro de 2021. Em julho do mesmo ano, cerca de mil lotes, entre residenciais familiares, comerciais, institucionais e equipamentos públicos, foram levados a registro cartorial. Após o registro, a URB 001 passou a ser a nova Quadra 10 da região administrativa.
O primeiro edital, lançado em outubro de 2021, contemplou 206 lotes. No mês seguinte, mais 198 ocupantes puderam adquirir os imóveis e ter a tão sonhada escritura pública em mãos, quando foi publicado outro chamamento público de venda direta para a região.
Caso ocorreu na noite desta quarta-feira (2), em parada de ônibus na Epia Sul. Segundo Polícia Civil, suspeito já foi identificado
Uma mulher de 21 anos foi estuprada e feita refém por 22 horas por um homem que se passou por motorista de transporte pirata, na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) Sul, no Distrito Federal, na última quarta-feira (2).
A vítima só foi liberada na noite de quinta (3), depois que o suspeito chamou um motorista de aplicativo para levá-la para casa. O criminoso afirmou que a jovem era namorada dele (veja detalhes abaixo). De acordo com o delegado da 4ª Delegacia de Polícia, no Guará, que investiga o caso, o homem já foi identificado, mas não foi localizado.
Moradora de Valparaíso, a vítima, que não quer se identificar, conta que, por ser feriado, as lotações que costumavam passar não apareceram. O agressor foi o primeiro a oferecer o serviço na parada em que ela estava, perto de um shopping. Por isso, ela entrou no veículo.
“Quando chegou no Park Way, ele estacionou o carro, disse para eu ficar calma, que não tinha como abrir a porta porque já estava trancada, e que ele estava armado, que ele só queria celular e dinheiro. Ele deu umas voltas comigo. Ele parou no mato, aí me estuprou”, conta.
Em seguida, de acordo com a mulher, o homem a levou a um local não identificado, onde trocou a bolsa e o celular dela por drogas. Depois, o criminoso foi com ela para um motel em Taguatinga, onde a vítima foi estuprada novamente.
Suspeito fingiu que vítima era sua namorada após chamar motorista de aplicativo em motel em Taguatinga, no DF — Foto: Reprodução
Só na noite de quinta-feira (6), o homem decidiu liberar a jovem e chamou um transporte de aplicativo para levá-la mulher em casa. Para o motorista, o suspeito disse que ela era namorada dele. No entanto, assim que a mulher entrou no carro, contou que havia sido estuprada e seguiu direto para a delegacia.
Depoimento
Segundo o delegado Herbet Léda, a vítima chegou à unidade bastante abalada. “Ela está machucada nos pulsos, no rosto. Ele chegou a dar alguns tapas, intimidou moralmente, com coerção moral, para poder praticar os atos libidinosos contra a vontade dela.”
À polícia, a vítima contou que o suspeito ainda confessou ter praticado outro estupro na terça-feira (4), também se passando por motorista de transporte pirata. De acordo com o delegado, o homem já tem passagens por roubo e estupro.
Após prestar depoimento na delegacia, a jovem foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer os exames de corpo de delito. O pai da vítima já havia registrado uma ocorrência de desaparecimento.
Quando concluída, a pavimentação vai permitir o tráfego no sentido Eixo Monumental-EPTG
A pavimentação das pistas do Viaduto Luiz Carlos Botelho, também conhecido como Viaduto do Sudoeste, segue em andamento. Quando a etapa atual for concluída, vai permitir que seja liberado o trânsito sobre uma das vias, no sentido Eixo Monumental-Estrada Parque Taguatinga (EPTG).
Além de uma das pistas da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), estão recebendo asfalto as alças de entrada no Parque da Cidade, ao lado do complexo da Polícia Civil, e de saída, perto dos pinheiros. Em razão da construção da rede de drenagem na avenida das Jaqueiras – entre as quadras SQSW 104 e SQSW 105 -, as alças de entrada e saída do Sudoeste e as quatro tesourinhas do viaduto ainda não foram abertas para pavimentação.
Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília.
De acordo com um dos engenheiros fiscais da Secretaria de Obras Carlos Magno Rodrigues, 70% da rede de drenagem do complexo estão prontas, sendo que a parte inferior da via, no Parque da Cidade, segue em operação. “Em breve, os carros que vierem do Eixo Monumental e seguirem no sentido da EPTG não vão mais precisar se desviar e seguirão em linha reta, com mais fluidez no trânsito”, afirma ele.
Dentro do canteiro de obras, as duas passagens do viaduto já estão prontas. A última etapa da construção foi a colocação dos guarda-rodas – que são as barreiras new jersey que servem de proteção para os carros – e o acabamento decorativo da estrutura. Ali não haverá passagem para pedestres.
Medida foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e entrou em vigor nesta quinta-feira (3). Novo preço virá na conta de luz de dezembro
Entrou em vigor nesta quinta-feira (3), o aumento de 11,17% na tarifa de energia elétrica no Distrito Federal. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste na última terça-feira (1º).
O aumento vale para clientes residenciais e comerciais. Os novos valores já serão cobrados na conta de luz que chega em dezembro.
O reajuste leva em consideração os repasses de créditos tributários que diminuem a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia elétrica.
10 estratégias para economizar energia
Adquira aparelhos elétricos eficientes
Eletrodomésticos mais antigos costumam ser menos eficientes. Se puder, substitua-os por aparelhos mais novos e com selo Procel de eficiência energética. Pesquise modelos e potências mais eficientes.
Evite banhos longos
Tome banhos de, no máximo, cinco minutos. Ao ficar tempo demais debaixo do chuveiro, você desperdiça água e consome energia elétrica em excesso, principalmente no inverno. Priorize também pelo modo “morno” ou “verão” em dias quentes.
Fique de olho no carregador de celular
Não deixe o carregador de celular na tomada sozinho ou depois que o aparelho estiver completamente carregado. Além de evitar acidentes domésticos, ele consome energia elétrica.
Foto: Divulgação
Aproveite a luz natural
Além de ser confortável para os olhos, aproveitar a luz natural do dia ajuda a reduzir o desperdício de energia. Evite acender luzes em ambientes já naturalmente iluminados, dê preferência por lugares com janelas amplas e paredes claras.
Evite o ‘modo espera’ dos aparelhos
Nunca deixe os aparelhos ligados no “modo espera”. Não há necessidade de continuar consumindo energia se você não os está utilizando. Tire o eletrodoméstico da tomada quando não estiver em uso.
Escolha lâmpadas LED
Dê sempre preferência às lâmpadas LED. Elas consomem até 80% menos que as lâmpadas convencionais.
Utilize a função “timer” das TVs
Evite dormir com a TV ligada. Utilize a função “timer” ou “sleep” para que ele desligue sozinho.
Utilize a geladeira com eficiência
Evite utilizar a parte de trás da geladeira ou do freezer para secar panos e roupas. Verifique sempre o estado da borracha de vedação e evite abrir a porta a todo momento.
Passe as roupas de uma única vez
Junte a maior quantidade possível de roupas para passar e sempre utilize a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Deixe as roupas leves para passar com o ferro desligado.
Confira os fios de casa
Fios desencapados ou expostos podem gerar acidentes e contribuem para perda de energia. O recomendado é trocá-los com urgência.
A 13 km do Plano Piloto, cidade que surgiu para alojar os primeiros operários da capital é a 19ª região administrativa do DF; investimentos do governo desde 2019 na área são de pelo menos R$ 10 milhões
O ano era o de 1956. Brasília se preparava para sair dos croquis de Lucio Costa e, em meio ao cerrado, virar a nova capital do Brasil. Ali, de onde as primeiras máquinas partiram e onde estava a fábrica dos tijolos usados para erguer os prédios monumentais de Oscar Niemeyer na Esplanada dos Ministérios, nascia também um vilarejo. Era a então Cidade Livre, hoje Candangolândia, abrigo dos acampamentos dos candangos – nome pelo qual são conhecidos os operários que atuaram na construção da cidade.
Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
Nesta quinta-feira (3), a 19ª região administrativa do Distrito Federal completa 66 anos. Com cerca de 17 mil habitantes, a cidade, que conserva ares interioranos, mesmo estando a apenas 13 km do Plano Piloto, somou, em menos de quatro anos, pelo menos R$ 10 milhões de investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF).
De janeiro de 2019 a outubro deste ano, a Candangolândia recebeu diversas benfeitorias executadas por meio de recursos próprios do Executivo e de verbas destinadas em emendas parlamentares. Foram reformas de praças, escolas e de pontos emblemáticos da história da cidade, como áreas de esporte, além da modernização na rede de iluminação pública.
Arte: Agência Brasília
Nesses 46 meses, as cinco escolas públicas da Candangolândia foram reformadas, com obras que vão desde a pintura de paredes a trocas de piso e manutenção do sistema elétrico. A reforma se estendeu à Biblioteca Pública – onde atualmente se encontra o cofre usado pelo então presidente Juscelino Kubitschek para guardar o dinheiro pago aos operários da construção de Brasília – e à Feira Permanente, que, com boxes renovados, proporciona conforto aos trabalhadores e a quem consome por lá.
Com boxes renovados, a Feira Permanente proporciona conforto aos trabalhadores e também para quem consome por lá – Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
A Praça do Bosque é outro espaço bastante frequentado que está totalmente reestruturado. A quadra poliesportiva coberta teve alambrados, piso e equipamentos substituídos. O espaço também ganhou um campo sintético novo. Em outro ponto da cidade, uma quadra de basquete 3×3 – com 15 m de largura e 11 m de comprimento – foi construída para treinos e competições.
A quadra poliesportiva coberta da Praça do Bosque teve alambrados, piso e equipamentos substituídos – Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
A entrada sul da cidade – em frente à passarela de pedestres da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) – também passou por obras que incluíram o primeiro ponto de táxi do Distrito Federal. O espaço atendia comerciantes e autoridades e servia de base para levar e buscar pessoas no antigo Aeroporto Vera Cruz.
O primeiro ponto de táxi de Brasília, na Candangolândia, foi totalmente reformado pelo Governo do Distrito Federal – Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
Administrador regional da Candangolândia, Pablo Valente lembra que 100% da região conta com lâmpadas LED na rede de iluminação pública. “A vantagem de [a cidade] ser pequena nos garante um melhor serviço de zeladoria e uma segurança pública monitorada, sem contar com o fácil acesso ao Plano Piloto e ao aeroporto, com menos problemas de trânsito”, aponta.
Perto de tudo
No primeiro ponto de táxi de Brasília, totalmente reformado pelo GDF, Armando Araújo, 63 anos, descansava enquanto aguardava passageiros para a próxima corrida. Taxista desde 2017, ele é também morador da Candangolândia, região onde viveu entre 1988 e 1992 e para onde voltou em 2013.
Casado e com quatro filhos, dois deles criados na cidade, o maranhense, por muitos anos, viveu do garimpo no norte do país, até que, a caminho de São Paulo, conheceu a Candangolândia e se encantou com o estilo de vida na região. “Aqui é bem perto e fácil de se deslocar para muitos lugares, com uma variedade enorme de linhas de ônibus, inclusive; é uma cidade bem-estruturada, muito melhor do que era antes”, garante.
Quem também gosta de viver na Candangolândia é a costureira Ivana Carvalho, 58. Sentada enquanto costurava em seu ateliê na Feira Permanente, ela diz ter chegado à cidade quando a filha tinha apenas 1 ano – a menina hoje já tem 27. “É uma cidade pequena, perto de tudo; e, pelo tamanho, acho mais seguro e cômodo de morar [aqui]”, conclui.
Segundo polícia, funcionária deu informações para que namorado pudesse cometer crime, no último dia 8 de setembro. Criminoso rendeu duas pessoas e levou R$ 100; ele também foi preso
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (3), uma mulher, de 42 anos, suspeita de planejar um assalto à casa dos empregadores, no Lago Sul. Segundo a corporação, a era babá para a família há oito anos e deu informações para que o namorado, de 48 anos, cometesse o crime. O homem também foi preso.
O assalto ocorreu no último dia 8 de setembro. Segundo a polícia, à ocasião, o suspeito estava armado e invadiu a casa das vítimas. Ele rendeu a dona da residência e uma funcionária, imobilizou as mãos delas com lacres plásticos e as prendeu em um cômodo.
Em seguida, começou a vasculhar o imóvel por objetos de valor, mas não encontrou. Por isso, levou apenas o celular da funcionária rendida e R$ 100, em espécie. Câmeras de segurança da rua flagraram o momento em que o suspeito se aproximou da casa (imagem abaixo).
Suspeito de assaltar casa no Lago Sul — Foto: Polícia Civil/Divulgação
A 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul, iniciou as investigações e encontrou indícios da participação da babá no crime. Ela era responsável por cuidar da neta dos donos da casa, de 6 anos.
Segundo a apuração, ela planejou o assalto, e deu a chave da residência e o código de desativação do alarme ao namorado, para a execução do crime. A polícia afirma ter descoberto, ainda, um plano do casal para sequestrar a neta dos empregadores, por conta da frustração com o roubo.
Os dois envolvidos vão responder pelos crimes de roubo majorado – por emprego de arma de fogo e restrição da liberdade das vítimas. Se condenados, a pena pode chegar a 15 anos de reclusão.
Irregularidade foi identificada em estabelecimento na Asa Sul. De acordo com proprietário, concessionária anterior havia informado que consumo estava normal; Neoenergia contesta
A Neoenergia Brasília identificou desvio de 283.066 kWh de energia elétrica, em uma padaria na quadra 116 da Asa Sul. De acordo com a concessionária, a quantidade seria suficiente para abastecer mais de 1,5 mil moradias por um mês inteiro.
Segundo a distribuidora, a irregularidade foi verificada por meio do recolhimento do medidor da padaria, e análise em laboratório.
Já o proprietário diz que adquiriu o estabelecimento em outubro de 2019, quando a distribuidora na capital era a Companhia Energética de Brasília (CEB). Ele afirma que percebeu que o consumo da estava abaixo da média de outras lojas, e pediu que a empresa fizesse uma vistoria. Depois da verificação, segundo o proprietário, a CEB “disse que estava tudo certo” (veja mais abaixo).
A identificação da irregularidade foi resultado da Operação Massa Fresca, realizada pela empresa, em parceria com a corporação. A concessionária afirma que toda energia não medida e consumida é cobrada por meio de processo administrativo.
“As constatações, inclusive com registros fotográficos, serão enviadas à Polícia Civil para que os responsáveis respondam em âmbito criminal”, diz a Neoenergia.
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de reclusão.
O que diz a padaria?
O o dono do estabelecimento nega ter conhecimento de qualquer irregularidade e afirma que, quando a Neoenergia apareceu na loja para pegar o medidor, no mês passado, “a padaria foi pega de surpresa”.
O proprietário disse, ainda, que não foi informado formalmente de nenhum furto de energia ou processo similar.
Outros desvios de energia
A Neoenergia afirma que encontrou, nos últimos dois meses, mais três estabelecimentos com irregularidades significativas na medição consumida e mensurada pelos medidores de energia. Um em Águas Claras, outro no Riacho Fundo e um no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN).
De acordo com a distribuidora, o volume de energia recuperado nesses estabelecimentos foi mais de 1,8 milhões de kWh, equivalente ao consumo de aproximadamente 10 mil residências por um mês.
Em agosto, na primeira fase da operação “Massa Fresca”, a empresa encontrou três estabelecimentos – duas padarias e uma pizzaria -, todos localizados no Gama, com irregularidades. O volume de energia recuperado foi de 450 mil kWh, equivalente ao consumo de aproximadamente 2,5 mil residências por mês.
Em outra operação, em outubro, a Neoenergia Brasília encontrou irregularidades no consumo de energia de um clube da Asa Sul. O desvio de energia era de mais de 1,3 milhões kWh, suficiente para abastecer mais de 7 mil casas.
Já na Operação Happy Hour, em julho, a distribuidora encontrou bares e restaurantes com irregularidades. Na primeira, um estabelecimento, na Asa Sul, teve o volume de energia recuperado de 250 mil kWh, equivalente ao consumo de aproximadamente 1,4 mil residências por mês.