Caso ocorreu neste sábado (7), dentro do Parque Três Meninas. Segundo corporação, homem conduzia moto roubada e atirou contra equipe
Policiais militares mataram um suspeito durante uma perseguição na madrugada deste sábado (7), em Samambaia, no Distrito Federal. Segundo a corporação, o homem estava circulando em uma moto roubada no momento da ocorrência.
A Polícia Militar afirma que, durante a perseguição, o homem atirou contra os policiais, que revidaram e o atingiram. Ainda segundo a PM, a própria equipe que baleou o suspeito o levou ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No entanto, ele não resistiu aos ferimentos.
A identidade do homem não tinha sido divulgada até a última atualização desta reportagem. O caso é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia.
Duas pessoas estavam no veículo, mas não se feriram. Corpo de Bombeiros conseguiu conter chamas
Um carro pegou fogo, no fim da tarde deste sábado (7), em frente ao Hospital São Francisco, em Ceilândia, no Distrito Federal. As chamas foram combatidas pelo Corpo de Bombeiros.
No veículo, estavam o motorista e o passageiro. Segundo os militares, ninguém ficou ferido.
“As equipes conseguiram chegar ao local e realizar o combate e evitar que o incêndio se espalhasse por todo veículo”, disse a corporação.
Durante o combate ao incêndio, a via da QNN 28 precisou ser interditada. Após o incidente o dono do carro ficou no local para providenciar a retirada do veículo.
Será possível, nos dias 9 e 10 de janeiro, apresentar recurso ao resultado presencialmente na Fundação Jardim Zoológico de Brasília
A Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) anunciou, nesta sexta-feira (6), os quatro selecionados do Chamamento Público nº 4/2022 para autorização de uso de área pública voltada à oferta de alimentação diversificada por meio da prestação de serviços ambulantes com ponto fixo. O objetivo é atender às necessidades do zoo no período de 14 de janeiro até 26 de fevereiro deste ano, sem possibilidade de prorrogação.
Os selecionados, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas, vão poder servir, além de bebidas não alcoólicas, até duas especialidades, como culinária regional (acarajé, vatapá, tapioca, cuscuz, cocada); sanduíches (hamburgueria); pastéis; bolos e/ou doces; creperia (crepes diversos); alimentação vegana e produtos naturais; sorvetes, picolés e açaí (industrializados).
Para conferir a lista, clique aqui. Será possível apresentar recurso presencialmente na segunda-feira (9) e na terça-feira (10), no protocolo da Fundação, localizado na Avenida das Nações, Via L4 Sul, s/n.
A previsão é que o resultado final seja divulgado ainda na semana que vem, dia 12 de janeiro.
Segundo dados do órgão, no ano passado, foram 15.810 registros. Número é bem menor que em 2021, quando foram 26.443, mas chamadas falsas ainda atrapalham atendimento
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Distrito Federal recebeu 15.810 ligações de falsas emergências durante todo o ano de 2022. A média é de 43 trotes por dia, segundo os dados do órgão.
O número é o menor dos últimos quatro anos. Em 2021, foram registradas 26.443 ligações de falsas emergências. Já nos anos de 2020 e 2019, os números foram de 51.744 e 68.002, respectivamente. Mesmo assim, os trotes continuam a congestionar as linhas e impedir o atendimento rápido a casos de real urgência.
De acordo com o diretor do Samu, Victor Arimatea, a diminuição nos números está relacionada às iniciativas de conscientização.
“A gente consegue entender de várias maneiras a contribuição para a diminuição do trote. A divulgação nas mídias, que fazem um processo de fixação e atualização contínua da população. Assim como projetos como o Samuzinho, onde explicamos as nossas ações nas escolas, e atividades em locais públicos”, diz.
O Samu também percebeu a redução nas falsas emergências com a pandemia de Covid-19. “Teve uma redução significativa. Acredito que porque a saúde e o Samu estavam na mídia. Trouxe esse alerta e o estado de conscientização da importância da saúde. Mas é claro que o trote ideal é o zero”, explica o diretor.
Prejuízo aos atendimentos
Os operadores do Samu são treinados e, com a experiência, passam a perceber os indícios de um trote. No entanto, o órgão afirma que ligações desnecessárias congestionam as linhas.
“Existe um treinamento para cada um dos postos da central de regulação. O posto dos técnicos auxiliares de regulação médica é onde param a maior parte dos trotes, diria que 99%. Existe um protocolo e uma nota técnica, além do aprendizado. Por isso, eles já conseguem identificar o trote e impedir que chegue até a mesa do médico regulador e até o atendimento avançado nas ruas”, explica o diretor do órgão.
Porém, quando o trote acaba passando do primeiro filtro de atendimento na central, o prejuízo é ainda maior. “Quando acontece de ir uma viatura, é o que mais impacta. Temos uma demanda reprimida e precisamos utilizar os recursos de forma consciente. Quando acontece, é muito danoso. Porque a gente entende que um caso que precisa vai ficar sem uma viatura disponível”, diz Victor Arimatea.
“Todo trote em si prejudica o sistema. Se tenho a linha congestionada, uma quantidade de ligações não puderam ser atendidas e temos que atender. O trote em qualquer nível vai ter impacto porque afeta o atendimento de uma pessoa com urgência”, afirma.
Caso ocorreu na tarde desta sexta-feira (6). Animal estava na via em frente ao Zoológico de Brasília
O Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) resgatou um bicho-preguiça, na tarde desta sexta-feira (6), em Brasília. O animal estava na mureta de proteção da pista em frente ao Zoológico, sentido aeroporto.
O animal foi colocado em uma caixa transportadora. De acordo com a corporação, o bicho foi avaliado e levado ao Zoológico de Brasília.
Resgate seguro
O BPMA orienta que, ao encontrar um animal silvestre, o ideal é acionar a corporação. Quando resgatados, se estiverem em bom estado, os bichos são soltos na área de preservação mais próxima.
Caso estejam feridos, são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. A corporação pode ser acionada pelo telefone 190.
Caso ocorreu em Planaltina. De acordo com investigação, um dos investigados era conhecido da família
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três homens suspeitos de fazer uma família refém e agredir uma mulher na frente dos filhos, no bairro Mestre D’Armas, em Planaltina. Segundo a investigação, um dos criminosos era “conhecido” das vítimas.
O crime ocorreu no dia 23 de agosto de 2022, quando um dos suspeitos chegou na casa e perguntou à moradora pelo marido dela. A mulher disse que ele não estava em casa.
“Ocorre que o envolvido ficou à espreita, monitorando o movimento da casa e moradores”, conta o delegado da 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina, Diego Cavalcante.
As investigações apontaram que, minutos depois, a moradora abriu o portão para guardar o carro na garagem, quando foi surpreendida por um segundo criminoso.
A mulher e os três filhos foram levados para o segundo andar da casa e amarrados em um quarto. Segundo a polícia, o grupo começou a agredir e ameaçar a mulher.
“Esse homem, por sua vez, passou a cortar o cabelo da vítima e a furar as suas pernas com a ponta de uma faca, na frente das crianças e no intuito que ela dissesse onde havia dinheiro”, diz o delegado.
Segundo a investigação, o trio ficou na casa por mais de três horas. Em seguida, tentou fugir no carro da família. Quando o dono da casa chegou, foi surpreendido com três disparos de arma de fogo efetuados por um dos suspeitos, mas ele não foi atingido.
Depois do crime, os investigadores identificaram os três criminosos. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do trio, que foi decretada pelo Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público do DF.
Quem são os presos
Alex Gomes Pereira foi preso suspeito de fazer família refém em Planaltina, no Distrito Federal — Foto: Divulgação/Polícia Civil
O trio foi preso três meses depois do crime, mas o caso só foi divulgado nesta sexta-feira (6). De acordo com o delegado, Alex Gomes Pereira, de 44 anos, conhecido como “LX”, estava foragido do sistema penitenciário há três anos. Ele foi preso em um posto de gasolina, com de um revólver, calibre .38.
Ruan Rafael de Oliveira Moura foi preso suspeito de fazer família refém em Planaltina, no Distrito Federal — Foto: Divulgação/Polícia Civil
O segundo envolvido, Ruan Rafael de Oliveira Moura, de 31 anos, foi preso na Vila Nossa Senhora de Fátima, em Planaltina. O terceiro suspeito, Dihego de Sousa Ramos, de 33 anos, conhecido como Suquinho, foi preso em flagrante na cidade de Cavalcante (GO), após invadir uma casa e tentar matar um dos moradores.
Dihego de Sousa Ramos foi preso suspeito de fazer família refém em Planaltina, no Distrito Federal — Foto: Reprodução/Polícia Civil
“Os três indivíduos já foram denunciados pelo Ministério Público por roubo com restrição de liberdade da vítima com emprego de arma de fogo, arma branca e em concurso de pessoas. Também já foram denunciados por tentativa de latrocínio”, diz o delegado.
A Polícia Civil divulgou a foto dos suspeitos para que possíveis vítimas de casos semelhantes registrem ocorrência. As denúncias podem ser feitas diretamente na 16ª DP, pelos canais online de denúncia ou pelo 197 (disque-denúncia).
Hermes Antônio de Magalhães foi indiciado pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto. Crime ocorreu no dia 21 de dezembro de 2022
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou o suspeito de esfaquear uma jovem de 23 anos, grávida, no dia 21 de dezembro de 2022, na quadra 708 da Asa Norte, em Brasília. Hermes Antônio de Magalhães (foto acima) foi indiciado pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto, e é procurado pela corporação.
De acordo com a PCDF, a vítima, gestante de sete meses, foi atingida por cinco facadas, nas costas e nos braços. Segundo a polícia, após o crime, “por desconfiar que estava sendo procurado, [o suspeito] fugiu do local e passou a se esconder”.
A motivação do crime está sendo apurada mas, segundo a investigação, há indícios de ligação com drogas. À época, a vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e transportada consciente, desorientada e estável para o Hospital de Base.
A 2ª Delegacia de Polícia, da Asa Norte, que investiga o caso, pede o apoio da população para localizar Hermes Antônio de Magalhães. Qualquer informação pode ser fornecida à PCDF através de denúncia anônima, pelo número 197. Os dados do denunciante são mantidos em absoluto sigilo.
Primeiro passo para alcançar a meta é a revisão Política Habitacional para o Distrito Federal. Imóveis, que deverão ser entregues até final de 2026, serão erguidos com recursos dos governos do DF e federal
A redução do déficit habitacional no Distrito Federal, com foco na população de baixa renda, é uma das prioridades do governador Ibaneis Rocha, que já traçou a meta de entregar 40 mil unidades habitacionais nessa gestão. Atualizar a legislação sobre o tema é condição fundamental para atingir o objetivo. Por isso, o governo pretende anunciar ainda este semestre uma nova proposta de Política Habitacional para o Distrito Federal. O grupo de trabalho, que vai discutir a revisão da Lei n° 3.877, de 26 de junho de 2006, foi criado pela Portaria Conjunta nº 6 e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta quinta-feira (5).
De acordo com a portaria, o prazo para apresentação da minuta de Projeto de Lei que revisa a Política Habitacional do Distrito Federal é de 90 dias, prorrogáveis por mais 90.
A coordenação ficará a cargo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). As reuniões ordinárias deverão ser semanais.
Para implementar essa meta serão necessários recursos próprios e do governo federal que pretende retomar o Minha Casa Minha Vida, programa de habitação popular, cujo investimento é de R$ 10 bilhões.
“A atualização da lei da política habitacional é fundamental para permitir ao DF receber os recursos federais que estarão disponíveis nesses próximos anos”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento Hurbano e Habitação, Mateus Oliveira.
Para o presidente da Codhab, João Monteiro, a revisão é um passo importantíssimo que o governo dá para tornar mais eficiente a política habitacional do DF.
“Dará acessibilidade às entidades habitacionais e à população de uma maneira geral, na oferta de habitação de interesse social para as pessoas mais carentes”, explicou João Monteiro.
No âmbito do DF, o Plano Distrital de Habitação de Interesse Social (Plandhis) é o instrumento de planejamento urbano que traça as diretrizes para a oferta de moradia à população de baixa renda. A prioridade são aqueles com renda familiar entre 0 e 5 salários mínimos.O plano elaborado em 2012 foi revisado em 2021 por uma Câmara Técnica coordenada pela Seduh, que contou com representantes da sociedade civil organizada, entidades e órgãos dos governos distrital e federal.
O texto prevê a venda subsidiada de lotes urbanizados ou de unidades habitacionais prontas, como as oferecidas em programas sociais, a exemplo do Morar Bem, no Distrito Federal, e o Minha Casa Minha Vida que será recriado.
Outra opção seria a Locação Social, a Assistência Técnica e o Abrigo Emergencial. No primeiro, será previsto um subsídio no pagamento de aluguel ou a oferta de imóvel para aluguel. O segundo é um apoio técnico especializado para a melhoria da moradia e de obras de urbanização. O último trata de moradia temporária para a população em vulnerabilidade social, como pessoas em situações excepcionais sem abrigo.
Rede pública de saúde oferece soro antiescorpiônico em dez hospitais regionais e no Hospital Materno Infantil de Brasília
O soro contra o veneno do escorpião está disponível em dez hospitais regionais do Distrito Federal e no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). O antídoto escorpiônico é administrado nos pacientes com quadros de saúde considerados graves e moderados, conforme avaliação médica.
As unidades regionais que oferecem o serviço são a do Guará, Asa Norte, Brazlândia, Paranoá, Ceilândia, Gama, Planaltina, Santa Maria, Sobradinho e Taguatinga. O hospital de Samambaia não armazena o soro, mas, sempre que necessário, solicita o antídoto à unidade de Taguatinga (HRT).
Já a rede privada de saúde não disponibiliza soros antiescorpiônicos. Estabelecimentos particulares podem encaminhar pacientes picados por escorpião a uma unidade regional ou solicitar o contraveneno à rede pública.
“O melhor e mais rápido caminho é procurar um dos hospitais que ministram o soro, já que a aplicação deve ser o mais precoce possível. A função do antídoto é inibir, neutralizar a ação do veneno, evitando o efeito tóxico no organismo”, explica Luiz Antônio de Almeida Silva, médico emergencista pediatra do HRT.
O protocolo seguido pela Secretaria de Saúde, estipulado pelo Ministério da Saúde, é que acidentes com quadro considerado leve não precisam receber o antídoto.
A picada de escorpião pode ser letal, dependendo das condições da vítima, como peso, idade, alergias e outras patologias. “Via de regra, crianças e idosos têm maior chance de complicação pela fragilidade natural da saúde”, explica o médico.
Todos os cidadãos picados pelo aracnídeo permanecem em observação no ambiente hospitalar por mais de quatro horas. Em 2022, foram registrados 2.187 acidentes por escorpião – mais do que em 2021, em que houve a notificação de 2.019 acidentes com os bichos.
Em seguida à picada, há orientação de que o animal seja fotografado para a identificação da espécie e da gravidade do acidente. Além disso, é recomendado que o local afetado seja lavado com água e sabão, desde que não haja atraso na ida ao pronto-socorro.
Cuidados
Os escorpiões são aracnídeos noturnos, por isso, costumam se esconder em ambientes escuros e úmidos durante o dia e, à noite, saem em busca de alimentos. O cardápio é formado por insetos em geral, mas, principalmente, baratas. E o mais importante: não atacam as pessoas, só reagem quando são tocados.
“A melhor prevenção que existe é cuidar do quintal e da casa, no sentido de tentar minimizar ao máximo possível o risco de contato com eles. Sabendo que gostam de se esconder, esteja atento a possíveis esconderijos para que não haja encontro aversivo”, explica Vilma Feitosa, bióloga da Vigilância Ambiental.
Portanto, o ideal é manter a residência limpa, sem entulho, fechar ralos de banheiros, tanques e pias, limpar periodicamente as caixas de esgoto e gordura, providenciar a vedação de frestas em paredes, muros, rodapés, janelas e portas. Também é aconselhável manter fechados os pontos de energia e de telefone e utilizar borracha de vedação ou rolos de areia nas portas.
A bióloga também orienta a realização de limpezas frequentes atrás de móveis e eletrodomésticos, bem como atenção a camas, sofás e até roupas. “Sempre olhe embaixo de travesseiros, faça uma busca geral em armários, levante o colchão, sacuda roupas antes de vestir, e não deixe que se acumule roupas por lavar ou até lavadas nos cômodos, porque são bons esconderijos para o escorpião. É muito importante a busca ativa e a constante limpeza e supervisão na casa, dentro e fora”, enfatiza.
Além disso, é necessário atenção ao mexer em possíveis esconderijos. “O escorpião não ataca, se defende. Então, é justamente na hora em que a pessoa está mexendo em áreas externas, arrumando alguma coisa, que é picado”, explica Vilma Feitosa, que indica o uso de botas e luvas como proteção.
Arte: Agência Brasília
O aparecimento de escorpiões deve ser comunicado à Vigilância Ambiental pelos números 160 e (61) 2017-1344 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com para agendamento da inspeção. Assim que possível, uma equipe é enviada à residência para a busca dos bichos em caixas de esgoto, entulhos e outros locais, além da orientação aos moradores.
Serviço
Além do antídoto antiescorpiônico, também estão disponíveis no DF soros antibotrópicos, para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara; anticrotálico, contra veneno de cascavel; antiaracnídico, para acidentes com aranhas armadeira e marrom (também útil contra picada de escorpiões); antielapídico, contra o veneno da coral; e antilonômico, para acidentes com taturanas.
Confira aqui a relação de antídotos disponíveis em cada hospital regional.
Segundo Polícia Militar, vítima estava dentro do carro, quando foi encurralada por dois homens, que desceram de outro veículo atirando. Ninguém foi preso
Um jovem de 23 anos levou sete tiros e ficou gravemente ferido, na noite desta quarta-feira (4), na quadra 406 Norte, em Brasília. Segundo a Polícia Militar, a vítima estava dentro do carro, quando foi encurralada por dois homens, que chegaram em outro veículo e desceram atirando.
O rapaz desceu do automóvel e tentou fugir a pé em direção a um dos blocos da quadra, mas foi atingido na escada que dá acesso ao edifício. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele foi baleado no braço, ombro e perna. O jovem foi levado para o Hospital de Base, consciente e estável.
A Polícia Militar afirmou que a vítima é moradora de Sobradinho e possui passagens por diversos crimes. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de acerto de contas. Ninguém tinha sido preso até a última atualização desta reportagem.
Além do carro da vítima, pelo menos outros três veículos foram atingidos pelos disparos. A perícia da Polícia Civil esteve no local. O local do crime é cercado por câmeras de segurança, que já foram solicitadas pelos investigadores.
Disparo acertou vidro de carro durante tiroteio na Asa Norte, em Brasília — Foto: Reprodução TV
Segundo testemunhas ouvidas pela reportagem, os dois atiradores estavam de capuz e, após balearem a vítima, atiraram para cima e, em seguida, fugiram no carro que dava apoio.
“Na hora, a gente agachou, mas poderia ter pegado nas casas, nos prédios. Eu fiquei morrendo de medo, porque o quarto da minha neném é bem aqui na frente e eu pensei que poderia ter atingido. Foram momentos muito tensos”, disse Emily Barbosa.
Outro morador também presenciou o crime. “Quando eu cheguei na janela tinha um cara correndo e dois atrás, encapuzados, e deram vários tiros”, disse Marcos Neri.
Foi o bancário que chamou o socorro. “Eu desci correndo e já liguei para o Samu. Cheguei perto e ele estava baleado, mas consciente. Eu vi que o cara estava pedindo socorro”, afirma Marcos.
Um dos carros atingidos pelos tiros é o do bancário. As balas acertaram os vidros do passageiro e o para-brisa.