Categoria: Cidades

  • SLU recolhe 60 toneladas de lixo do acampamento no QG do Exército

    SLU recolhe 60 toneladas de lixo do acampamento no QG do Exército

    Bolsonaristas foram retirados do local na manhã desta segunda-feira (9), após atos de terrorismo nas sedes dos três poderes da República. Foram necessárias 12 viagens de caminhão para transportar resíduos

    O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) recolheu, nesta segunda-feira (9), 60 toneladas de lixo do acampamento no Quartel-General do Exército em Brasília. O espaço estava ocupados por bolsonaristas, mas foi liberado após atos de terrorismo nas sedes dos três poderes da República.

    De acordo com o SLU, foram necessárias 12 viagens de caminhão para recolher 36 toneladas de lixo. Além disso, outros três caminhões compactadores foram usados para retirar outras 24 toneladas de resíduos.

    O acampamento bolsonarista foi desmontado em uma operação da Polícia Militar do Distrito Federal e do Quartel-General do Exército. A ação cumpriu uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou o fim de acampamentos golpistas.

    Prisões

    Os criminosos que participaram dos atos terroristas estavam reunidos no acampamento antes dos crimes. Pouco depois das 9h desta segunda, participantes começaram a ser retirados do local, em cerca de 50 ônibus.

    O grupo de detidos foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e, depois, levados ao ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal, onde os radicais passam por uma triagem.

    Segundo a decisão de Alexandre de Moraes para desmonte do acampamento, a operação deveria ser realizada pelas Polícias Militares dos Estados e DF, com apoio da Força Nacional e Polícia Federal, se necessário. A decisão deveria ser efetivada e auxiliada tanto pelo governador do DF quanto pelo comandante militar do QG.

    Cerca de 1,2 mil bolsonaristas que estavam acampados foram detidos. Na segunda (8), a Polícia Civil informou que prendeu 204 terroristas após os atos de vandalismo.

    Fonte: G1

  • Distritais e partidos de oposição apresentam pedidos de impeachment de Ibaneis Rocha

    Distritais e partidos de oposição apresentam pedidos de impeachment de Ibaneis Rocha

    Acusações são de crime de responsabilidade e abolição violenta do Estado de direito. Documento foi protocolado nesta segunda-feira (9), na Câmara Legislativa do DF

    Deputados distritais e partidos de oposição apresentaram pedidos de impeachment do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), nesta segunda-feira (9), após ataques terroristas cometidos por bolsonaristas radicais em Brasília, no domingo (8).

    As acusações são de crime de responsabilidade e abolição violenta do Estado de direito, pelo Código Penal. Um dos pedidos, assinado por parlamentares do PSol foi protocolado no início da tarde, na Câmara Legislativa do DF (CLDF). Outros dois, do PSB e do PV, também foram apresentados à Casa.

    Os deputados distritais, que estavam em recesso, convocaram uma sessão extraordinária nesta segunda-feira (9), para debater os atos de domingo.

    Por conta dos ataques terroristas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que Ibaneis seja afastado do cargo por 90 dias. A vice Celina Leão assumiu a função nesta segunda.

    No início da tarde, o governador se manifestou pela primeira vez desde o afastamento. Em nota, disse nunca ter imaginado que as tensões escalariam ao nível observado nos ataques.

    “Respeito a decisão do Ministro Alexandre de Moraes, mas reitero minha fé na Justiça e nas instituições democráticas. Vou aguardar com serenidade a decisão sobre as responsabilidades nos lamentáveis fatos que ocorreram em nossa capital”, escreveu.

    Argumentos

    O pedido de impeachment do Psol afirma que houve “nítida omissão e negligência por parte do Governador que não fez a proteção das instituições brasileiras”.

    De acordo com o pedido, Ibaneis “não fez a devida e efetiva defesa do patrimônio público”, o que se “comprova pela inexistência de efetivo policial suficiente a desmobilizar os ataques e a caminhada dos terroristas até a Praça dos Três Poderes”.

    Os deputados distritais e as lideranças partidárias alegam ainda que os atos terroristas já eram divulgados nas redes sociais e que vários ônibus chegaram à capital nos últimos dias para a participação da invasão.

    Forças de segurança

    O pedido de impeachment destaca que Anderson Torres, exonerado nesta segunda do cargo de secretário de Segurança Pública do DF, já tinha sido acusado de omissão quanto à tentativa de invasão à sede da Polícia Federal, em Brasília, em dezembro, e mesmo assim, assumiu a função.

    “A demissão do Secretário em hipótese alguma afasta a responsabilidade do Governador. Em verdade é uma confissão de responsabilidade. Sequer o Secretário deveria estar nesse cargo, vez que foi negligente com a quebradeira do dia 12/12/2022”, apontam.

    Antes de ser exonerado, Anderson Torres repudiou os atos e que lamentava as “hipóteses absurdas de qualquer tipo de conivência minhas com as barbáries que assistimos”. Há dois dias, o ex-secretário está de férias com a família, nos Estados Unidos.

    Para os autores do pedido, “a força policial do DF já estava nitidamente apoiando os atos golpistas”.

    Processo de impeachment na CLDF

    CLDF – Foto: Divulgação

    Para seguir na Câmara Legislativa do DF, o processo de impeachment deve passar por algumas etapas. Veja quais são abaixo:

    1. A denúncia deve ser aceita pelo presidente da Casa, cargo atualmente ocupado pelo distrital Wellington Luiz (MDB).
    2. Em seguida, o pedido deve ser lido em Plenário.
    3. Uma Comissão Especial deve ser criada, com representantes de todos os partidos. O reunião deve ocorrer até 48 horas após a leitura da denúncia em Plenário e emitir um parecer em até dez dias.
    4. O parecer será votado em Plenário 48 horas após a sua publicação. Cinco representantes de cada partido poderão falar, durante uma hora, sobre o documento. Em seguida, será tomada uma decisão sobre o prosseguimento ou não da denúncia.
    5. Caso a decisão seja pela continuidade do processo de impeachment, o denunciado tem 20 dias para oferecer defesa.
    6. Recebida a defesa, a Comissão Especial passa para a produção de provas e realização de diligências e, em dez dias, decide sobre a acusação.
    7. Após a publicação do último parecer, os deputados distritais devem realizar duas discussões sobre a denúncia, com um intervalo de 48 horas entre as duas.
    8. Encerrada a discussão, o parecer é submetido à votação nominal. O parecer deve ser aprovado por 2/3 dos membros da CLDF.

    Fonte: G1

  • Ibaneis Rocha: “Jamais esperei que a situação atingisse o ponto a que assistimos”

    Ibaneis Rocha: “Jamais esperei que a situação atingisse o ponto a que assistimos”

    Governador se manifestou pela primeira vez, nesta segunda-feira (9), após ser afastado do cargo pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Medida é resultado de ataques terroristas cometidos por bolsonaristas às sedes dos três poderes, no domingo (8)

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) se manifestou pela primeira vez após ser afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em nota, Ibaneis diz “jamais” ter “esperado que a situação atingisse o ponto a que, infelizmente, assistimos”.

    Ibaneis foi afastado por resultado dos ataques terroristas cometidos por bolsonaristas radicais às sedes dos três poderes, em Brasília, no domingo (8). O cargo será assumido pela vice, Celina Leão (PP). Em nota (veja íntegra ao fim da reportagem), o governador afirma que respeita a decisão do ministro.

    “Respeito a decisão do Ministro Alexandre de Moraes, mas reitero minha fé na Justiça e nas instituições democráticas. Vou aguardar com serenidade a decisão sobre as responsabilidades nos lamentáveis fatos que ocorreram em nossa capital”, escreveu.

    Ibaneis afirma ainda que o GDF estava à disposição para evitar atentados. “Confio que ao curso da apuração de responsabilidades será devidamente esclarecido o papel de cada um dos agentes públicos, bem como a inteira disposição do Governo do Distrito Federal no sentido de evitar todo e qualquer ato que atentasse contra o patrimônio público de nossa Capital, jamais esperando que a situação atingisse o ponto a que, infelizmente, assistimos.”

    O governador afastado também voltou a dizer que repudia as “cenas de barbarismo amplamente divulgadas, necessário se faz buscar, sim, a responsabilização de toda a rede que possa existir de financiamento de atos antidemocráticos, observando-se, por óbvio, o devido processo legal”.

    Afastamento

    Foto: Divulgação

    A ordem de afastamento de Ibaneis Rocha do cargo de governador, inicialmente por 90 dias, foi publicada na madrugada desta segunda-feira (9).

    O ministro Alexandre de Moraes tomou a decisão no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos, do qual é relator, ao analisar um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e da Advocacia-Geral da União.

    O ministro disse que os atos terroristas do domingo só podem ter tido a anuência do governo do DF, uma vez que os preparativos para a arruaça eram conhecidos.

    “A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”, escreveu Moraes na decisão.

    Veja a íntegra da nota de Ibaneis Rocha:

    “Diante do grave episódio de invasão das sedes dos três poderes da República neste domingo e das providências já adotadas pelo Executivo Federal e Judiciário, venho a público reafirmar e minha inabalável defesa e crença nas instituições, no Estado de Direito Democrático, na observância das leis e da Constituição, princípios que forjaram a minha carreira de advogado e homem público.

    Confio que ao curso da apuração de responsabilidades será devidamente esclarecido o papel de cada um dos agentes públicos, bem como a inteira disposição do Governo do Distrito Federal no sentido de evitar todo e qualquer ato que atentasse contra o patrimônio público de nossa Capital, jamais esperando que a situação atingisse o ponto a que, infelizmente, assistimos.

    Além do mais veemente repúdio às cenas de barbarismo amplamente divulgadas, necessário se faz buscar, sim, a responsabilização de toda a rede que possa existir de financiamento de atos antidemocráticos, observando-se, por óbvio, o devido processo legal.

    Reitero a minha inteira solidariedade aos presidentes e integrantes dos Poderes constituídos, na certeza de que sairá a democracia fortalecida perante os olhos do mundo, do povo do Distrito Federal e de todo o Brasil.

    Em outros momentos graves, agi com rigor de forma a proteger não apenas o patrimônio, mas a honra do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, como na tentativa de invasão de maio de 2020, quando várias pessoas foram presas.

    Respeito a decisão do Ministro Alexandre de Moraes, mas reitero minha fé na Justiça e nas instituições democráticas. Vou aguardar com serenidade a decisão sobre as responsabilidades nos lamentáveis fatos que ocorreram em nossa Capital.

    Ibaneis Rocha”

    Fonte: G1

  • Quem é Celina Leão, vice que assume governo do DF após afastamento de Ibaneis Rocha

    Quem é Celina Leão, vice que assume governo do DF após afastamento de Ibaneis Rocha

    Ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu afastar chefe do Executivo por 90 dias, após ataques terroristas em Brasília. Durante mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, Celina Leão o apoiou em diversas ocasiões, como na campanha de reeleição

    A vice-governadora Celina Leão (PP) assume, nesta segunda-feira (9), o governo do Distrito Federal, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar o afastamento de Ibaneis Rocha do cargo por, inicialmente, 90 dias.

    A decisão é um dos impactos dos ataques terroristas cometidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro às sedes dos três poderes, em Brasília, no domingo (8). Segundo o ministro, as invasões ao Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto só podem ter tido a anuência do governo do DF, uma vez que os preparativos para os atos terroristas eram conhecidos.

    Celina Leão tem 45 anos, é natural de Goiânia, em Goiás, e é administradora. Durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela o apoiou em diversas ocasiões, como na campanha de reeleição do ex-mandatário, em que atuou ativamente.

    Em uma rede social, antes da decisão de Moraes, a governadora interina se manifestou contra as invasões deste domingo. “Democracia não é a invasão e dilapidação do patrimônio público! Inadmissível a invasão aos poderes da República”, afirmou.

    O governo do Distrito Federal não se pronunciou oficialmente sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

    Cargos políticos

    Celina Leão – Foto: Divulgação

    Antes de assumir o cargo de vice-governadora neste ano, Celina Leão atuou como deputada federal pelo DF, também pelo PP, entre 2019 e 2022. A ex-parlamentar se licenciou do mandato por sete meses em 2020, quando assumiu a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal, no primeiro mandato de Ibaneis.

    Ela deixou a pasta para participar das eleições para a presidência da Câmara dos Deputados e foi uma das principais articuladoras da campanha de Arthur Lira (PP-AL), que venceu a disputa.

    Celina Leão também atuou como deputada distrital por dois mandatos consecutivos, entre 2011 e 2019, à época pelo PDT. Ao ser reeleita, em 2015, a ex-parlamentar assumiu a presidência da Casa.

    Denúncia

    Celina Leão – Foto: Divulgação

    Em 2017, Celina e outros quatro deputados foram alvo de uma denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) por corrupção passiva, no âmbito da Operação Drácon.

    Os promotores alegaram que os envolvidos teriam supostamente negociado propina em troca da liberação de R$ 30 milhões em emendas parlamentares para custear serviços de UTI.

    Na denúncia, o Ministério Público afirmou que foi negociada uma propina de 10% sobre o valor das emendas. Ou seja, R$ 3 milhões. As defesas dos réus negaram as acusações à época.

    Após a operação, a ex-parlamentar foi afastada da presidência da Câmara Legislativa. No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão da ação penal da Operação Drácon.

    Fonte: G1

  • Após ataques, terroristas são transferidos para Papuda e Penitenciária Feminina do DF

    Após ataques, terroristas são transferidos para Papuda e Penitenciária Feminina do DF

    Segundo Polícia Civil, 204 pessoas foram presas. Juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do DF, permitiu transferência sem audiência de custódia; Secretaria de Administração Penitenciária diz que ainda não sabe quantos detidos chegaram às unidades

    Os terroristas presos após os ataques às sedes dos três poderes em Brasília, neste domingo (8), já começaram a ser transferidos para o Complexo Penitenciário da Papuda e para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.

    Segundo a Polícia Civil (PCDF), 300 pessoas encaminhadas ao Departamento de Polícia Especializada (DPE), e 204 foram efetivamente presas por envolvimento nos ataques. Na noite de domingo, a juíza da Vara de Execuções Penais do DF, Leila Cury, permitiu a transferência dos detidos, da carceragem da PCDF para os presídios, sem necessidade de audiência de custódia.

    Questionada a Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape-DF), disse que ainda não tem o número de pessoas que já chegaram à Papuda e à colmeia. Os criminosos estão sendo levados em grupos, em veículos das forças de segurança do DF.

    Resumo dos ataques

    Radical segura bandeira do Brasil durante invasão ao Congresso em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado
    • Bolsonaristas terroristas invadiram e depredaram Palácio do Planalto, Congresso e STF.
    • O movimento golpista que ocorre há semanas em Brasília foi engrossado por dezenas de ônibus que chegaram no fim de semana.
    • Apesar disso, a PM do DF mantinha poucos homens no local e não conseguiu frear os terroristas. A polícia foi criticada e acusada de omissão.
    • Obras de arte e móveis foram quebrados no palácio presidencial. O plenário do STF ficou destruído.
    • Lula decretou intervenção federal para assumir a segurança do DF, e o governo pediu a prisão do bolsonarista Anderson Torres, que respondia pela segurança em Brasília.
    • O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB) por, pelo menos, 90 dias. Quem assume o cargo é a vice, Celina Leão (PP).

    Fonte: G1

  • PM e Exército fazem operação para desmontar acampamento bolsonarista no QG do Exército

    PM e Exército fazem operação para desmontar acampamento bolsonarista no QG do Exército

    Entrada de carros no local está proibida, mas pedestres ainda circulam livremente. Equipes das forças de segurança reforçam presença no local, após decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e o Exército realizam, na manhã desta segunda-feira (9), uma operação no Quartel-General do Exército, em Brasília. A expectativa é que as forças de segurança cumpram a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para desmontar imediatamente o acampamento bolsonarista montado no local.

    Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro deixam acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, nesta segunda-feira (9) — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

    A decisão foi tomada após os ataques terroristas às sedes dos três poderes, no domingo (8). Os criminosos estavam reunidos no acampamento antes dos atos.

    A entrada de carros no local está proibida nesta manhã, mas pedestres ainda circulam livremente. Uma barreira de agentes de segurança acompanha a movimentação, com forte policiamento no local. Após o reforço, grupos de bolsonaristas começaram a deixar o local.

    Golpistas começam a deixar o acampamento em Brasília — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

    Segundo a decisão de Alexandre de Moraes, a operação deve ser realizada pelas Polícias Militares dos Estados e DF, com apoio da Força Nacional e Polícia Federal se necessário. A decisão deve ser efetivada e auxiliada tanto pelo governador do DF quanto pelo comandante militar do QG.

    Ato terrorista

    Vândalos invadem e depredam prédios do Congresso, STF e Planalto em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado

    Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, neste domingo (8). Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.

    Policiais militares tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta, no entanto, eles invadiram a área de contenção que cercava o Congresso Nacional. Imagens do local mostram que um veículo da Força Nacional caiu no espelho d’água do Congresso.

    Vidraças da sede do Congresso foram quebradas. Os bolsonaristas radicais também alcançaram a Câmara dos Deputados e o Palácio do Planalto, onde depredaram os espaços, além do STF.

    Fonte: G1

  • Alexandre de Moraes decide afastar o governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, por 90 dias

    Alexandre de Moraes decide afastar o governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, por 90 dias

    Ministro do STF entendeu que governo do DF foi conivente com golpistas que invadiram e depredaram sedes dos três poderes. Atos ‘desprezíveis’ não ficarão impunes, escreveu Moraes

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na madrugada desta segunda-feira (9) afastar o governador do Distrito Federal do cargo por 90 dias.

    No domingo (8), as forças de segurança do DF não contiveram vândalos bolsonaristas que invadiram e depredaram o Congresso, o Palácio do Planalto e o prédio do STF.

    Moraes tomou a decisão no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos, do qual é relator, ao analisar um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e da Advocacia-Geral da União.

    O ministro disse que os atos terroristas do domingo só podem ter tido a anuência do governo do DF, uma vez que os preparativos para a arruaça eram conhecidos.

    “A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”, escreveu Moraes na decisão.

    O ministro afirmou ainda que os ataques aos prédios e às instituições da República foram “desprezíveis” e não ficarão impunes.

    “Os desprezíveis ataques terroristas à democracia e às Instituições Republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores e os anteriores e atuais agentes públicos coniventes e criminosos, que continuam na ilícita conduta da prática de atos antidemocráticos”, afirmou o ministro.

    Moraes disse que o afastamento de Ibaneis se justifica diante do cometimento de crimes como: atos preparatórios de terrorismo, associação criminosa, dano, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

    “A democracia brasileira não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas”, completou.

    Logo após os atos de vandalismo, Ibaneis gravou um vídeo pedindo desculpa ao presidente Lula e aos demais poderes.

    Indícios de irregularidades

    Entre os indícios apontados contra Ibaneis, segundo Moraes, estão:

    • os terroristas e criminosos foram escoltados por viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal até os locais dos crimes;
    • não foi apresentada, pela Polícia Militar do Distrito Federal, a resistência exigida para a gravidade da situação, havendo notícia, inclusive, de abandono dos postos por parte de alguns policiais
    • parte do efetivo deslocado para impedir a ocorrência de atos violentos não adotou as providências regulares próprias dos órgãos de segurança, tendo filmado, de forma jocosa e para entretenimento pessoal, os atos terroristas e criminosos
    • Anderson Torres (secretário de segurança) foi exonerado do cargo no momento em que os atos terroristas ainda estavam ocorrendo

    Acampamento deve ser desfeito

    Moraes determinou também o desmonte imediato do acampamento de bolsonaristas golpistas na frente do quartel-general do Exército, em Brasília.

    A operação deve ser realizada pelas Polícias Militares dos Estados e DF, com apoio da Força Nacional e Polícia Federal se necessário, devendo o governador do Estado e DF ser intimado para efetivar a decisão, sob pena de responsabilidade pessoal.

    O comandante militar do QG deverá, igualmente, prestar todo o auxílio necessário para o efetivo cumprimento da medida.

    “Absolutamente nada justifica e existência de acampamentos cheios de terroristas, patrocinados por diversos financiadores e com a complacência de autoridades civis e militares em total subversão ao necessário respeito à Constituição Federal”, escreveu Moraes.

    Fonte: G1

  • Terroristas invadem Praça dos Três Poderes

    Terroristas invadem Praça dos Três Poderes

    Ministros do STF defendem intervenção no GDF

    Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pela reportagem defendem intervenção no Governo do Distrito Federal ou pelo menos na segurança do DF.

    Segundo eles, houve omissão ou conivência do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, na montagem do plano de segurança contra a ação de bolsonaristas radicais.

    Segundo eles, o GDF sabia da chegada de cem ônibus em Brasília neste fim de semana, com mais de 4 mil bolsonaristas radicais chegando na capital, e o efetivo montado pelo governador do DF foi aquém do necessário.

    Relatos de equipes passados ao STF indicam que os policiais colocados para conter os bolsonaristas radicais simplesmente foram “atropelados” pelos vândalos.

    Um ministro do STF disse que as pessoas que participaram da invasão do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF vão ser identificados e punidos de forma rigorosa

    O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também defede a intervenção no governo do DF.

    Vândalos invadem e depredam prédios do Congresso, STF e Planalto em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado

    “O chefe da Segurança do GDF e a leniência local do governo exigem uma intervenção federal imediata Os golpistas não passarão e a ordem prevalecerá”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.

    Invasão aos Três Poderes

    Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o STF e o Palácio do Planalto neste domingo (8), após entrar em confronto com a Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.

    No local, há pontos com fumaça. Além disso, vidraças do monumento foram quebradas. Os bolsonaristas radicais alcançaram o Salão Verde da Câmara dos Deputados, área que dá acesso ao plenário da Casa.

    Radical segura bandeira do Brasil durante invasão ao Congresso em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado

    Os policiais também usaram bombas de efeito moral na tentativa de conter os participantes do ato antidemocrático. Até a última atualização desta publicação, a Polícia Militar ainda não havia se manifestado sobre a invasão.

    Após a invasão ao Congresso Nacional, os bolsonaristas radicais também invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF). Os participantes do ato antidemocrático quebraram vidros da fachada e entraram no prédio.

    Fonte: G1

  • Bebê morre aguardando cirurgia cardíaca no Hospital Regional de Taguatinga

    Bebê morre aguardando cirurgia cardíaca no Hospital Regional de Taguatinga

    Maria Júlia não resistiu a cardiopatia congênita, neste sábado (7). Justiça já havia determinado, em duas decisões, que governo do DF realizasse operação; Saúde diz que transferência não ocorreu por falta de leitos de UTI pediátricos

    Morreu neste sábado (7), data em que completaria um mês de vida, a pequena Maria Júlia Barbosa, que aguardava uma cirurgia cardíaca no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) há 30 dias. A bebê nasceu com uma cardiopatia congênita e precisava de uma operação no Instituto de Cardiologia do DF (ICDF).

    A menina estava internada desde o nascimento e aguardava a transferência para o ICDF. A Justiça já tinha determinado, em duas decisões, que o governo do DF providenciasse a cirurgia. Na sexta (6), a Secretaria de Saúde informou que ela seria transferida até a manhã deste sábado, mas isso não ocorreu a tempo de salvar a vida da criança. A família cobra respostas.

    “A gente sabe que o caso da minha irmã, da minha sobrinha não foi o primeiro e nem será o último. Enquanto o governo que está ai não tomar providências, quantas crianças a mais terão que morrer pra ter um leito de UTI?”, questiona Ana Ingristy, tia da bebê.

    Questionada pela reportagem, a Secretaria de Saúde afirmou que “a paciente não foi transferida anteriormente em razão do quarto delicado de outros três bebês que se encontravam na UTI do ICTDF, não podendo esses serem transferidos para outras UTIs pediátricas” (veja íntegra abaixo).

    Espera por cirurgia

    Maria Júlia morreu no dia em que completaria um mês, enquanto aguardava cirurgia em hospital do DF — Foto: Arquivo pessoal

    A cardiopatia congênita é uma anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação. A pequena Maria Júlia estava sedada e intubada enquanto aguardava a cirurgia para corrigir o problema.

    Os problemas de atendimento na rede pública ocorreram desde o início. Primeiro, os pais tiveram que pagar um exame de ecocardiograma na rede particular, para ter o diagnóstico do problema. Depois, para conseguir a cirurgia, a família recorreu duas vezes à Defensoria Pública.

    No dia 29 de dezembro, uma liminar na Justiça determinou que a operação fosse feita imediatamente. Nove dias antes, o Instituto de Cardiologia já tinha encaminhado um documento à Justiça informando que a Maria Júlia era a primeira da fila de convocação, aguardando a liberação do leito de UTI pra que ela fosse transferida.

    Durante a espera, a menina era mantida com remédios que, segundo a família, deixaram de funcionar. “Ela ficou um mês com medicamento, mas o medicamento não estava mais fazendo efeito, então, era a cirurgia e a vida dela”, diz a tia Ana Ingristy.

    “Cadê a saúde púiblica em primeiro lugar que o governador prometeu pra gente? Cadê a Secretaria de Saúde? Cadê?”, continua, emocionada.

    Documento do ICDF sobre transferência de Maria Júlia Barbosa — Foto: Reprodução TV

    O que diz a Secretaria de Saúde

    Confira a íntegra da nota da SES-DF sobre o caso:

    “A Secretaria de Saúde informa que a transferência da paciente Maria Júlia Barbosa Lima, da UTI do HRT para a UTI do ICTDF, estava programada para ocorrer neste sábado (7), às 7h, seguindo todos os protocolos de segurança que o caso necessitava em razão da sua gravidade. No ICTDF, já estava programado o procedimento cirúrgico, de alta complexidade, na tentativa de reverter o quadro clínico da paciente.

    A paciente veio a óbito na madrugada deste sábado em razão da sensibilidade do seu caso. A Secretaria de Saúde lamenta a morte da Maria Júlia, solidarizando-se com os familiares e amigos.

    A SES informa ainda que a paciente não foi transferida anteriormente em razão do quarto delicado de outros três bebês que se encontravam na UTI do ICTDF, não podendo esses serem transferidos para outras UTIs pediátricas.”

    Fonte: G1

  • Motorista perde controle de carro, invade portaria de hotel e atropela duas pessoas

    Motorista perde controle de carro, invade portaria de hotel e atropela duas pessoas

    Vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e levadas ao Hospital de Base. Acidente ocorreu neste sábado (7), no Royal Tulip

    Um motorista, de 44 anos, perdeu o controle do carro e invadiu a portaria do hotel Royal Tulip, em Brasília, no início da tarde deste sábado (7). De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas pessoas foram atingidas pelo veículo e precisaram ser levadas ao Hospital de Base.

    Segundo os militares, uma mulher, de 44 anos, sofreu um corte na cabeça e foi levada à unidade de saúde “consciente, orientada e estável”. A outra vítima, de 59 anos, também foi atingida pelo carro e se queixou de dor na coluna e no braço direito.

    Ela ainda disse aos militares que “perdeu a consciência” no momento do impacto. Ela foi levada “consciente, orientada e estável” ao Hospital de Base.

    Em nota, o Royal Tulip informou que disse que o motorista teve um “mal súbito” e colidiu na portaria do hotel. De acordo com o hotel, o condutor fez teste do bafômetro, que deu negativo.

    “O Royal Tulip Brasília Alvorada segue cooperando com as autoridades nas questões relacionadas a esta ocorrência”, disse o texto.

    Fonte: G1