Categoria: Brasil

  • Do lacre à passarela: Capital Moto Week promove desfile que reinventa a moda e empodera mulheres

    Do lacre à passarela: Capital Moto Week promove desfile que reinventa a moda e empodera mulheres

    Ação integra a Vila do Bem, programação inclusiva que acontece até 30 de julho, com atrações para bem-estar, cultura e oficinas profissionalizantes

    (Foto:Divulgação CMW)

    Como parte da programação social do Capital Moto Week, a arena de shows do festival se transformou em passarela. Nesta segunda-feira (30), um desfile de moda roubou a cena na Vila do Bem ao celebrar o empoderamento feminino e a inclusão social. As modelos, com idade entre 8 e 80 anos, foram 45 moradoras da Cidade Estrutural (DF). O desfile foi promovido por meio do projeto “Encoraja Elas”, que apoia mulheres em vulnerabilidade, reforçando seu protagonismo com coragem e estilo. A programação da Vila do Bem segue até quarta-feira (30) com entrada gratuita, mediante retirada de ingresso na Bilheteria Digital. 

    “As mulheres não precisam entrar em nenhum estereótipo, não precisam estar na moda que é imposta. Ela pode ser do jeito que gosta, sem ter medo de julgamento. Esse é o nosso propósito”, afirmou Suzete Avelino, diretora do Moto Jus MC Brasília, que organizou o desfile. Segundo ela, nesta edição, por se tratar de um assunto de encorajamento e estruturação, o MC buscou conectar mulheres que não integram programas específicos de ONGs, mas que necessitam de acolhimento e de se encontrar. 

    O impacto positivo foi amplificado por parcerias estratégicas: as modelos foram maquiadas pela palestrante e mentora Yara Prado, o brechó Peça Rara doou 70 peças de roupas, que ficaram como presente para as participantes. A ação se estendeu com a doação de 50 kits de higiene bucal e 40 kits de higiene pessoal, além da roda de conversa sobre segurança pública, conduzida pela Polícia Militar do Distrito Federal, que informou sobre o apoio da Casa da Mulher Brasileira e o Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid).

    A sustentabilidade e o empoderamento feminino ecoaram também no Lady Bikers Sebrae. No dia 25, produtos de crochê e bordados da Cia do Lacre e Rosa foram as atrações. No mesmo dia, o espaço promoveu um desfile de moda sustentável assinado pela Federação Habitacional do Sol Nascente (FEHSOLNA), que contou com as modelos:  Juliana Jacinto, Yara Prado, Duda Roque, Pietra, Joana, Thamires, Ayla, Isa, Diana, Amanda e Dila Correia. As peças, assinadas pelo estilista César Correia são produzidas em couro ecológico e jeans. 

    Vila do Bem: um coração pulsante de cidadania

    De 28 a 30 de julho, o Capital Moto Week reforça seu compromisso com a responsabilidade social com a Vila do Bem, que vai acolher mais de 50 instituições e projetos sociais do Distrito Federal, especialmente crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade. A programação inclui corte de cabelo, vacinação, oficinas de primeiros socorros, atendimento psicológico, emissão de documentos, além de apresentações artísticas, oficinas de grafite e um espaço voltado à inclusão de crianças neuro divergentes. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso na Bilheteria Digital, com horário de funcionamento das 10h às 22h20. 

    Entre os destaques de 2025 estão o Cinema ao Ar Livre com sessões diárias em telão de 500 polegadas e cursos gratuitos de Operador de Drone e Sustentabilidade em Eventos. Mais do que uma programação oficial, a Vila do Bem representa o compromisso do Capital Moto Week com a comunidade, reunindo parceiros como Sest, Senat, Detran-DF, Secretaria da Mulher, Na Hora, Instituto Barba na Rua, Programando o Futuro, SLU e diversos embaixadores. Juliana Jacinto, CEO do CWM, explica que a Vila do Bem já faz parte da identidade do festival: “A união do entretenimento com a responsabilidade social cria acesso a serviços fundamentais com impactos para centenas de famílias, principalmente de comunidades mais carentes”. 

    Sobre o Capital Moto Week 2025

    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • Capital Moto Week prepara Passeio Motociclístico Oficial e encerra festival em grande estilo

    Capital Moto Week prepara Passeio Motociclístico Oficial e encerra festival em grande estilo

    (Foto:Divulgação CMW)

    Tradicional comboio sai da Cidade da Moto e transforma os pontos turísticos da capital em passarela da paixão sobre duas rodas. Confira o percurso

    Chegou a hora de transformar os asfaltos de Brasília, em passarela! Sob duas ou três rodas, o maior festival de rock e motos da América Latina reunirá milhares de condutores e garupas neste sábado (2). O tradicional comboio do Passeio Motociclístico Oficial do do Capital Moto Week vai atravessar as avenidas brasilienses para coroar os 10 dias do festival. Em 2024, o passeio reuniu mais de 35 mil pilotos, tornando-se o maior do mundo em número de participantes. A concentração acontecerá às 15h30, na avenida principal da Cidade da Moto, com saída às 16h. 

    Para Pedro Franco, CEO do festival, o passeio celebra a cultura motociclista e os traços de Brasília. “Estamos na reta final de uma edição surpreendente e, neste sábado, vamos escrever mais um capítulo dessa história. Com a energia e um céu que só Brasília e o Capital Moto Week podem oferecer”, convida o organizador. “É um momento de união, de adrenalina e de contemplação, tudo em um só percurso”, acrescenta Franco.

    O circuito, que começa na Avenida Principal do complexo Moto Week, totaliza 50 km. Da Granja do Torto ao Jardim Botânico, os motociclistas passarão pelos principais pontos turísticos da capital, com famosos traços arquitetônicos, clima agradável, céu azul e tons de laranja, iluminado pelo pôr do sol candango. O comboio sairá do Parque de Exposições da Granja do Torto às 16h. De acordo com a organização, qualquer pessoa em moto ou triciclo pode participar do Passeio Motociclístico, seja saindo diretamente do complexo ou se juntando ao comboio ao longo do percurso.

    Percurso

    Às 15h, na arena do palco principal do CMW, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar passará instruções de segurança aos participantes. A concentração acontecerá às 15h30, na avenida principal da Cidade da Moto. O comboio sairá do Parque de Exposições às 16h. As pistas serão fechadas para a circulação acontecer com mais tranquilidade. O BPTRAN/DF, DETRAN/DF, DER, Corpo de Bombeiros e a SAMU acompanharão a rota por via terrestre e aérea. Ambulâncias estarão à disposição para qualquer atendimento.

    O percurso começa na Granja do Torto, desce o Eixão Norte, entra no Eixo Monumental, no sentido EPIA, faz o retorno na Praça do Buriti e desce em direção à Esplanada dos Ministérios. Na sequência, o comboio atravessa a Ponte JK, sobe até o balão do Jardim Botânico, faz o retorno e desce em direção à Ponte JK. O retorno ao Parque de Exposições Granja do Torto será feito pela via L4 Norte.

  • De banho quente a cinema ao ar livre, Vila do Bem transforma o Capital Moto Week em festival de inclusão

    De banho quente a cinema ao ar livre, Vila do Bem transforma o Capital Moto Week em festival de inclusão

    (Foto:Divulgação CMW)

    Com programação recheada, iniciativa recebeu 2 mil crianças, adolescentes, mulheres e idosos, mostrando o lado humano do maior festival de moto e rock da América Latina

    Como braço social do Capital Moto Week, a Vila do Bem é um centro vibrante de esperança e oportunidade que, na edição de 2025, acolheu 2 mil crianças, adolescentes, mulheres e idosos em situação de vulnerabilidade de braços abertos com infinidade de serviços gratuitos. Em três dias intensos, a arena principal do festival se transformou em espaço de cuidado e acolhimento. Nesta quarta-feira (30), último dia da programação da Vila, a Fada Bela encantou centenas de crianças e adolescentes desde o camarote, aos atendimentos e atividades. 

    Logo na entrada, era possível ver o brilho nos olhos de quem chegava pela primeira vez, como a pequena Alice, de 10 anos, do Instituto Mãos Solidárias, da Cidade Estrutural. “Aqui é muito grande e lindo! O passeio está sendo muito legal!”, contou, antes de correr para os brinquedos com as amigas. A magia foi garantida por quem se dedicou a virar personagem para arrancar sorrisos. “Saber que vão guardar na memória esse dia para sempre é indescritível. Quando me vesti de Chiquinha do Chaves, até os adultos se emocionaram. Essa conexão afetiva atravessa gerações”, contou a apresentadora Cami Abreu, que estava vestida de Senhor Cabeça de Batata.

    Neste ano, 50 instituições e projetos sociais foram atendidos, além da comunidade em geral. À frente da iniciativa, a CEO do Capital Moto Week, Juliana Jacinto, comenta a Vila do Bem com o coração aberto: “É aqui que mora o coração do festival. A Vila do Bem alimenta a nossa alma. Claro que queremos entregar os melhores shows, a melhor estrutura, as melhores memórias afetivas. Mas o nosso verdadeiro propósito está nesse legado social. Aqui o que nos move é receber pessoas da periferia, criar experiências e fazer com que elas se sintam pertencentes”.

    Promoção da cidadania e da alegria

    O impacto foi imediato, a exemplo do tão procurado ônibus do banho, oferecido pelo Instituto Barba na Rua. Para Rogério Barba, embaixador da Vila do Bem e fundador do Barba na Rua, a conexão com o CMW é visceral: “É um festival de moto, rock, mas também de humanidade! Na Vila do Bem a gente entrega amor e cuidado. As pessoas recebem banho, vacina, corte de cabelo, atualizam e emitem documentos – tudo que precisam para viver com mais dignidade”, declarou. A Vila do Bem ofereceu desde exames de saúde, multivacinação e atendimento odontológico até serviços de cidadania, como solicitação de seguro-desemprego e consultoria jurídica: o foco estava em atender a comunidade com serviços essenciais.

    Novidade na Vila do Bem, a Banda dos Fuzileiros Navais de Brasília cativou o público jovem com um repertório especial, que incluiu Ô Sol, Fico Assim Sem Você, Trem Bala, Meu Abrigo e Superfantástico, interpretadas por uma vocalista fuzileira naval e acompanhadas por oito músicos. “Tentamos cativar esse público como fazemos em escolas e nas missões da Marinha”, explicou o Comandante Marcos Vinícius Braga. O Instituto Team Ventura, que oferece aulas de MMA no Itapoã, testemunhou: “Ver essa estrutura toda para as crianças é incrível. Elas levam daqui vivência e pertencimento. A cultura aproxima, ensina e inspira”, disse Josiel Golarte.

    Cinema, parque de diversões e passarela

    As famílias que passaram pela Vila também experimentaram momentos únicos, como sessões gratuitas de cinema ao ar livre com audiodescrição, oficinas de grafite e reciclagem, além de shows e espaço dedicado à infância neurodivergente. Para as crianças, o Moto Kids ofereceu atividades lúdicas e brinquedos como roda-gigante, tirolesa e uma pista de mini-motocross. Já o Clubinho Honda, trouxe lições de segurança no trânsito e cidadania, enquanto o “Espaço Psicomotor e Inclusão” ofereceu apoio para crianças neuro divergentes e suas famílias.

    Desfiles de moda também roubaram a cena na Vila do Bem. Na segunda-feira (28), as modelos foram 45 moradoras da Cidade Estrutural (DF), com idade entre 8 e 80 anos. O desfile foi promovido por meio do projeto “Encoraja Elas”, que reforça o protagonismo das mulheres com coragem e estilo. Já na terça (29) e quarta (30), foi a vez do desfile de moda sustentável da Cia do lacre e pelo FEHSOLNA, respectivamente. A Vila do Bem também olhou para o futuro, com cursos profissionalizantes gratuitos de Operador de Drone e Sustentabilidade em Eventos para 50 pessoas. Concorrida também foi a oficina de tranças por Karina Félix, que faz a cabeça das mulheres no festival. 

    O Capital Moto Week, em nome da Vila do Bem e das 2 mil pessoas beneficiadas, agradece aos parceiros: Sest, Senat, Senac, SECONCI/DF, Na Hora, Cruz Vermelha, Cia do Lacre, Instituto Barba na Rua, Programando o Futuro, Novacap, SLU, CEB, CAESB, WS Studio, Detran-DF, Secretaria de Estado da Mulher/DF, Superintendência Regional do Trabalho/DF, Defensoria Pública/DF; Embaixadas da República Dominicana, Líbano e Grécia; Dr. Artur Gimenes Viegas, Fernando Elom (@elom.ceilandia), Karina Felix @Coisas de Preta, contadora Nyedja Gennari, Quadrilha Junina Si Bobiá a Gente Pimba, Heróis de Moto, Divas sobre Rodas; além dos parceiros Moto Kids: BRB, Podium e Claro. 

    Sobre o Capital Moto Week 2025

    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • Capital Moto Week abre segundo final de semana com shows de Angra e Lobão 

    Capital Moto Week abre segundo final de semana com shows de Angra e Lobão 

    (Foto:Divulgação CMW)

    Artistas comandam noite animada com muito rock, homenagem à Ozzy Osbourn e até gravação de filme na retomada da programação musical após Vila do Bem

    Após três dias dedicados a ações sociais na Vila do Bem, a arena principal do Capital Moto Week voltou a vibrar ao som enérgico do rock. Nesta quinta-feira (31), os palcos foram tomados por Lobão, em sua turnê Power Trio, e pela banda Angra, celebrando os 20 anos do clássico Temple of Shadows. A retomada da programação musical foi marcada por shows históricos, homenagens e até gravação de um filme. O final de semana ainda promete grandes shows, com a presença dos canadenses MAGIC!, Cidade Negra (1) Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Junior e Detonautas.

    Em Power Trio, uma das formações mais icônicas da história do rock, Lobão fez um mergulho em seus mais de 40 anos de carreira com repertório que cruzou gerações. Autêntico, provocador e visceral, ele entregou o que prometeu: um show direto e emblemático, como manda a cartilha do rock’n’roll. Acompanhado por Guto Passos (baixo) e Willian Paiva (bateria), tocou algumas de suas canções mais famosas: ‘Corações Psicodélicos’, ‘Vida Bandida’ e o clássico gravado por Cazuza e Ney Matogrosso, ‘Vida Louca Vida’. ‘Me Chama’ foi um espetáculo à parte, com o público cantando a pleno pulmões a música inteira.

    E não faltou rock no setlist, com pitadas inusitadas. Sem se esconder entre suas guitarras, ele sacou uma viola para fazer músicas improváveis, entre elas ‘Disparada’ de Geraldo Vandre e eternizada na voz de Jair Rodrigues. O show ainda teve ‘Trem Azul’, de Lô Borges, ‘Eu Sei’, da Legião Urbana e  ‘Até Quando Esperar’ da Plebe Rude. Lobão revelou que adora tocar em festivais como o Capital Moto Week, pela relação intrínseca entre motos e rock: “Minhas músicas tem muito a ver com moto, pois são estradeiras, são além do horizonte e eu vejo a rapaziada chegando em grupo de motociclistas e dá uma vibe muito especial para o show”.

    Na sequência, foi a vez do Angra brilhar. A banda, que coleciona fãs por todo o mundo, está no auge de sua turnê Temple of Shadows 20th Anniversary Tour – Interlude. A apresentação trouxe diversas músicas do clássico álbum, como ‘Spread Your Fire’, ‘Angels and Demons’, ‘Waiting Silence’, ‘Wishing Well’, ‘No Pain For Dead’ e ‘Late Redemption’. Mas não poderiam ficar de fora outros sucessos consagrados: ‘Angels Cry’, ‘Carry On’ e ‘Nova Era’, por exemplo. 

    O maior palco do Centro-Oeste também virou cenário de um filme. Amigo da banda, o ator e cantor, Alirio Netto, está gravando um filme e aproveitou a apresentação e a animação do público para gravar cenas da película. O guitarrista Rafael Bittencourt convidou o público a participar gritando pelo nome da personagem, Sebastian. Quando entrou em cena, o ator cantou  com a banda o hit ‘Rebirth’, levando todos à loucura. A julgar pelo que foi visto na Cidade da Moto, é um forte candidato ao Oscar de melhor trilha sonora, pelo menos. 

    Outro ponto alto foi uma homenagem a um dos expoentes do metal e da música no mundo, Ozzy Osbourne, que faleceu recentemente. “Sem ele nenhum de nós estaria aqui curtindo heavy metal”, lembrou Bittencourt. A “singela homenagem”, como frisou o guitarrista, foi uma versão enérgica do clássico  ‘No More Tears’, que fez o público vibrar muito e cantar alto.  O reencontro teve um gostinho de despedida, pois Angra vai dar uma pausa indeterminada na carreira e o show foi parte das últimas datas antes do hiato. Isso tornou a noite ainda mais especial para os fãs do grupo, que lotaram a arena e celebraram cada acorde em uníssono.

    Nos demais palcos do CMW, a música seguiu firme. O Rock Saloon Royal Enfield teve shows das bandas OldPlay, Allycats e Old Chevy. No Moto Bar Spaten, Bando dos Velhos Novos, Macacos Hidráulicos e 4Rock comandaram o som. A Praça Pepsi contou com Renato Paiva em tributo a Elvis Presley, além do já tradicional Bandokê com Banda Lâmina.

    Ainda restam dois dias de festival e eles prometem ser inesquecíveis. Nesta sexta-feira (1), a Cidade da Moto recebe a banda canadense Magic!, conhecida pelos hits ‘Rude’ e ‘No Way No’, além da lendária Cidade Negra, com seu reggae pop que marcou gerações. No sábado (2), o encerramento do Capital Moto Week 2025 será com chave de ouro: Detonautas e Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. prometem levar a arena à última grande catarse deste ano histórico do CMW.

    Sobre o Capital Moto Week 2025

    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • Amor e patas sobre duas rodas: Capital Moto Week recebes pets e incentiva adoção responsável

    Amor e patas sobre duas rodas: Capital Moto Week recebes pets e incentiva adoção responsável

    Pet Friendly, maior festival de motos e rock da América Latina promove desfile para apoiar adoção de animais resgatados

    (Foto:Divulgação CMW)

    Entre o ronco dos motores e a vibração das caixas de som, pequenos latidos e rabinhos abanando chamam a atenção no Capital Moto Week, que, durante 10 dias, se torna também lar e aconchego para as centenas de animais que passam pelo festival, até 2 de agosto. Mais do que pet friendly, o maior festival de motos e rock da América Latina é um espaço para compartilhar amor e cuidado entre humanos e animais.

    Se tem alguém que carrega histórias e amor de sobra na bagagem é Kleber Lopes, de 66 anos. Vindo de Volta Redonda (RJ), ele já cruzou o país de ponta a ponta, sempre com suas companheiras inseparáveis: Kamilla, Bellinha e a recém-chegada à família, Cristal, que foi adotada de um lar em que sofria maus-tratos. São três cadelinhas estilosas e bem equipadas que o acompanham fielmente em cada aventura. “Foram mais de 260 mil Km rodados com elas. A gente já passou por tudo quanto é canto. Eu fui em todos os eventos dos últimos 13 anos e esta é nossa 5ª vez no Moto Week”, conta, orgulhoso.

    As viagens começaram em uma Honda XRE e hoje seguem em uma NC 750. As cadelinhas viajam sempre seguras e amarradas nas casinhas instaladas na moto, com o carinho e a responsabilidade que marcam a jornada do Kleber. A rotina do quarteto sob duas rodas é compartilhada no Instagram e no Youtube (@Cadelamotociclista).

    “Essas meninas mudaram minha vida. E eu, a delas”, resume o motociclista, com a simplicidade de quem entende o valor de um lar, mesmo que seja sobre rodas. A história de Kleber é um exemplo da conexão que pode nascer entre humanos e animais. E reforça a importância de abrir o coração para a adoção responsável, atitude que o CMW incentiva, criando momentos para unir potenciais tutores com animais à espera de um lar.

    (Foto:Divulgação CMW)

    Adoção responsável: um gesto de amor
    A médica veterinária Laís Velloso integra a equipe responsável por viabilizar o Desfile Pet, que faz parte da programação do CMW como um momento de interação e conscientização sobre adoção responsável. Cachorros resgatados ganham destaque e olhares carinhosos enquanto esperam por um novo lar: “Acreditamos muito nesse espaço de convivência. O Capital Moto Week é um festival que acolhe os animais e essa é uma oportunidade de mudar a vida deles. Queremos mostrar como são lindos e dóceis, e o quanto precisam de uma família”, afirma.

    Ao todo, nove cães participaram do desfile. Eles fazem parte do grupo de 130 animais resgatados de uma casa com condições insalubres, como explica Mayara Veloso, médica veterinária e coordenadora da Gerência de Vigilância Ambiental em Zoonoses do DF. “Esses animais vieram de um caso gravíssimo de saúde pública”, relembra Mayara, com a serenidade de quem transformou a dor em ação. “Nós recolhemos, tratamos, castramos, vacinamos, socializamos, agorea eles estão prontos para um novo lar”.

    (Foto:Divulgação CMW)

    Dos 130 cães resgatados, restam 30 à espera de adoção. Entre eles, as cadelinhas Ginger, Dolores e Candy, e o filhote caramelo Pietro, de apenas 9 meses. Em comum, o perfil brincalhão, os hábitos carinhosos e o desejo de serem acolhidos e amados. “A gente entrevista cada candidato, avalia se tem condições para adotar e oferecer qualidade de vida para o cão. É um processo cuidadoso pensando nos bichinhos e futuros tutores”, reforça Mayara. Os interessados pela adoção podem conhecer estes e outros animais pelo Instagram @amigosdazoonoses, onde são divulgadas fotos, comportamentos e perfis ideais.

    Sobre o Capital Moto Week 2025
    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • Da Amazônia à Cidade da Moto: a jornada de fé, estrada e superação até o Capital Moto Week

    Da Amazônia à Cidade da Moto: a jornada de fé, estrada e superação até o Capital Moto Week

    Missionários cruzam rios, desertos, lutos e milagres, tudo para viver o maior festival de moto e rock da América Latina. No CMW, a estrada é missão, recomeço e reencontro

    (Foto:Divulgação CMW)

    Israel Ribeiro (59) embarcou sua moto num barco por quatro dias, cruzou rios, enfrentou uma pane mecânica no caminho e chegou de ônibus a Brasília — tudo para viver o Capital Moto Week, maior festival de moto e rock da América Latina. Sua história se soma às de milhares de motociclistas que transformam a estrada em missão e reencontro. Como ponto de chegada, a Cidade da Moto é um palco de histórias que começam bem longe. Do coração da Amazônia ao cerrado, motociclistas enfrentam desafios, despedidas e travessias improváveis movidos por algo que vai além da paixão pelas duas rodas: a fé e a irmandade.

    Foi essa motivação que levou Israel Ribeiro, militar da reserva e presidente dos Águias de Cristo em Manaus (AM), a embarcar sua moto em um barco que desceu os rios Amazonas e Madeira por quatro dias, até Porto Velho. De lá, seguiria por terra até Brasília. Mas o trajeto não saiu como o planejado: a moto quebrou em Aragarças (GO), e ele precisou terminar o percurso de ônibus. “Não cheguei com a moto, mas cheguei com a missão no coração. A estrada sempre tem surpresas. Às vezes ela quebra a moto, mas fortalece a gente”, conta Israel.

    Mesmo sem sua companheira de viagem, ele foi recebido com festa pelos membros do moto clube Águias de Cristo e passou a circular pelo festival montado no “Motoboi”, uma Twister 2005 customizada com couro e chifres, mascote do grupo. “A gente chama atenção com a moto customizada. E toda atenção pode virar uma conversa, um sorriso, uma oração. A evangelização acontece nos encontros mais improváveis”, afirma o amazonense.

    Com 25 anos de estrada, o Águias de Cristo MC reúne integrantes em praticamente todos os estados brasileiros e em países como Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia e Estados Unidos. Só nesta edição, 800 motociclistas devem passar pelo acampamento Águias de Cristo no Capital Moto Week — cada um com uma história que reafirma que a estrada pode ser sagrada. De Cabo Frio (RJ), o casal Flávio Beltrão (59) e a esposa rodaram 1.319 km em 17 horas sem parar para dormir. 

    “A missão começa antes da chegada. Tem gente com tudo em casa, mas sem vontade de viver. Queremos mostrar que recomeçar é um ato de fé”, diz Flávio. Para aguentar o ritmo, os dois fizeram caminhada, mudaram a alimentação e usaram o comunicador de capacete para conversar e rir. Já João Gonçalves (68) rodou pela primeira vez sem a esposa, que faleceu há pouco mais de um ano. Foram 48 anos de parceria e mais de 45 viagens de moto. “Ela amava a estrada. É por ela que sigo. Quase desisti, mas vim”, afirmou João, saudoso.

    Onde a fé encontra a estrada
    O acolhimento é parte essencial da experiência do Águias de Cristo MC no festival. Kennedy Dornelas (50), presidente do MC em Brasília, comanda o acampamento que recebe mais de 800 pessoas durante o festival. A estrutura oferece alimentação, oração, cultos e apoio emocional. “Tem gente que não teria onde ficar. A gente abre as portas. A fé é prática”, resume. Todos os dias, às 9h e às 19h30, no espaço deles há cultos com música, louvor e mensagens inspiradoras. “É onde a estrada vira altar e cada abraço é uma chance de espalhar esperança”, completa Kennedy.

  • Capital Moto Week leva 32 mil motos às ruas de Brasília

    Capital Moto Week leva 32 mil motos às ruas de Brasília

    Com céu alaranjado, ronco dos motores e milhares de apaixonados sobre duas rodas, festival chega ao último dia em clima de união, contemplação e liberdade

    (Foto:Divulgação CMW)

    O céu de Brasília se tingiu de laranja enquanto um mar de motos cortava a capital em um dos momentos mais emblemáticos do Capital Moto Week 2025. O Passeio Motociclístico oficial reuniu 32 mil motos neste sábado (2), celebrando a cultura motociclística e marcando o encerramento de uma edição surpreendente do maior festival de motos e rock da América Latina. Foram 50 km de pura emoção sobre duas e três rodas. O comboio partiu da Cidade da Moto, na Granja do Torto (DF), e transformou o asfalto de Brasília em uma verdadeira passarela da liberdade.

    Ao longo do percurso, aplausos, buzinas e registros entusiasmados de quem acompanhava a passagem do comboio pelos cartões-postais da capital, como o Eixão, a Esplanada, a Catedral e a Ponte JK. “É mais que um passeio. É uma celebração da nossa paixão em movimento, com Brasília como palco”, definiu Pedro Franco, CEO do Capital Moto Week. Ele destaca o clima e o engajamento coletivo como marcas desta edição. “Brasília tem um céu único e esse pôr do sol acompanhando cada quilômetro do comboio é uma cena que fica gravada na memória.”

    De acordo com a organização, esta edição reuniu 32 mil motos, consolidando sua posição como o maior passeio motociclístico a céu aberto do mundo. Entre os participantes, pais com filhos na garupa, casais com décadas de estrada compartilhada, jovens estreando em suas primeiras motos e veteranos que não perdem uma edição do festival. “Esse passeio é o puro espírito da liberdade e da estrada aberta. Aqui ninguém anda sozinho”, declarou o uruguaio Esteban Gomez (39), que percorreu 2,7 mil km para chegar ao festival e participar do passeio.

    (Foto:Divulgação CMW)

    O percurso começou na Granja do Torto, desceu o Eixão Norte, entrou no Eixo Monumental, no sentido EPIA, fez o retorno na Praça do Buriti e desceu em direção à Esplanada dos Ministérios. Na sequência, atravessou a Ponte JK, subiu até o balão do Jardim Botânico, fez o retorno e desceu novamente. O BPTRAN/DF, DETRAN/DF, DER, Corpo de Bombeiros e a SAMU acompanharam a rota por via terrestre e aérea.

    Encerramento em grande estilo
    Para muitos dos participantes – de todas as regiões do Brasil e de diversos países – foi o ponto alto de uma jornada de resistência e irmandade vivida ao longo dos 10 dias de festival. O passeio oficial marcou o fim do Capital Moto Week 2025, que reuniu mais de 800 mil pessoas em 10 dias intensos de shows, experiências radicais, diversidade cultural e conexão entre motoclubes do Brasil e do mundo. “Ao som de motores e guitarras, a edição de 2025 se despede reforçando o que já é tradição: a estrada une, Brasília acolhe e o CMW transforma”, acrescenta Pedro Franco.

    Sobre o Capital Moto Week 2025
    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • Recorde de público e rock em dose dupla marcam o encerramento do Capital Moto Week 2025

    Recorde de público e rock em dose dupla marcam o encerramento do Capital Moto Week 2025

    Festival se despede com shows eletrizantes de Detonautas e Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. Próxima edição será de 23 de julho a 1 de agosto de 2026

    (Foto:Divulgação CMW)

    O Capital Moto Week chegou ao fim com a mesma energia que o caracterizou desde o primeiro dia: surpreendente! A maior edição de todos os tempos bateu recorde de público: foram 856 mil pessoas, além de 300 mil motos e 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil nos 10 dias. Em sua história, mais de 8 milhões de pessoas já estiveram na Cidade da Moto. No sábado (2), o encerramento foi à altura: imersão no espírito do festival com união, celebração e potência sonora. Detonautas e Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. levaram emoção e tributo ao rock. E a próxima edição já está marcada: de 23 de julho a 1º de agosto de 2026.

    “Foi uma edição surpreendente do início ao fim, que nos emocionou e reafirmou o Capital Moto Week como um dos principais festivais do Brasil e do mundo”, celebra o CEO do CMW, Pedro Franco. “É hora de celebrar, agradecer e começar a planejar a próxima edição”, conclui. No encerramento deste sábado (2), cada banda com seu show completo e participações especiais no set da outra: Detonautas (feat. Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr.) e Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. (feat. Detonautas). Um intercâmbio musical que prestou tributo à força do rock nacional.

    Com 27 anos de carreira, o Detonautas mostrou porque segue como uma das bandas mais relevantes. Em turnê com o espetáculo ‘Elétrico’, trouxe os sucessos da carreira: ‘Você Me Faz Tão Bem’, ‘Olhos Certos’, ‘O Amanhã’, ‘Só por Hoje’, entre outros. “Estar no Capital Moto Week é uma honra, é um dos maiores festivais do país. Aqui a gente vive música, cultura, diversão e encontros de todos os cantos do Brasil”, destacou o vocalista Tico Santa Cruz. ‘Quando o Sol se For’ animou o público, que dançou e se divertiu na arena principal. Ainda tiveram versões de clássicos da música brasileira: ‘Minha Alma’, do Rappa, ‘Segredos’, de Frejat, e versão blues bem pesada de ‘Um Sonhador’. 

    Em um dos momentos mais aguardados, Tico convidou os guitarristas Marcão Britto e Thiago Castanho, membros originais do Charlie Brown Jr. “Eles fizeram parte de um momento muito importante da minha vida, nos anos 90. Eu era um jovem que tinha um sonho de pisar nesse lugar onde estou pisando hoje”, confessou, Tico. ‘Você Me Faz Tão Bem’ e ‘Outro Lugar’ fizeram a Cidade da Moto tremer, com o peso das guitarras e com o público pulando no tradicional terremoto do show dos Detonautas. 

    Em seguida, em seu próprio show, Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. conduziram o público em uma jornada com os clássicos eternizados por Chorão. Faixas como ‘Proibida Pra Mim’, ‘Zoio de Lula’, ‘Papo Reto’, ‘Só os Loucos Sabem’, ‘Pontes Indestrutíveis’ e ‘Hoje Eu Acordei Feliz’ foram entoados em uníssono por uma multidão comovida. Como prometido, Tico Santa Cruz voltou ao palco para um potente feat de ‘Samba Makossa’, clássico de Chico Science & Nação Zumbi, e ‘Tudo Que Ela Gosta’, criando um elo simbólico entre as gerações do rock nacional e o espírito colaborativo do festival. 

    “Salve Capital Moto Week, satisfação imensa tocar neste mega festival. A casa está lotada, muito obrigado pela receptividade”, declarou o vocalista do grupo, Rafael Carleto. Ele ganhou coro do guitarrista da formação original do Charlie Brown Jr, Thiago Castanho: “Vou dar um salve para Brasília e para esse festival louco, nacional, com gente da gente, maravilhoso”, disse . Rolou homenagem aos antigos companheiros da banda, Champignon e Chorão. A música ‘Como Tudo Deve Ser’ foi um espetáculo visual, com as luzes baixas do palco, com lanternas de celulares acesas. A guitarra de Marcão Britto, acompanhada por um beat box do baterista Pinguim fez a galera cantar alto. “Que noite inesquecível”, comemorou. 

    Com recorde de público e entrega artística de alto nível, o Capital Moto Week encerra 2025 com a certeza de que está entre os grandes festivais do mundo. Mais de 8 milhões de pessoas já passaram pela Cidade da Moto desde sua criação e a edição de 2026 promete ir ainda mais longe. De mãos para o alto, motores ainda vibrando e corações acelerados, o CMW se despede em grande estilo, celebrando a cultura motociclista, a diversidade e o melhor do rock. Que venha a próxima edição: de 23 de julho a 1º de agosto de 2026. 

    (Foto:Divulgação CMW)

    CMW de rolê por Brasília 
    O Passeio Motociclístico oficial do Capital Moto Week reuniu 32 mil motos em um trajeto de 50 km pelas principais vias e cartões-postais de Brasília. O comboio partiu da Cidade da Moto, na Granja do Torto, e atravessou pontos emblemáticos como o Eixão, a Esplanada e a Ponte JK, transformando a capital em uma verdadeira celebração da liberdade sobre duas e três rodas. O céu alaranjado do entardecer e o entusiasmo do público nas ruas reforçaram o clima coletivo e memorável do festival. 

    “É mais que um passeio. É uma celebração da nossa paixão em movimento, com Brasília como palco”, definiu o CEO do festival, Pedro Franco. Considerado o maior passeio motociclístico a céu aberto do mundo, atraiu participantes de todas as idades e origens, como o uruguaio Esteban Gomez, que percorreu 2,7 mil km para estar presente. O encerramento do festival foi marcado por um forte sentimento de irmandade, após 10 dias de intensa programação com shows, experiências radicais e conexões entre motoclubes de diferentes países.

     Sobre o Capital Moto Week 2025
    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • Capital Moto Week transforma resíduos em  recurso e transformação

    Capital Moto Week transforma resíduos em  recurso e transformação

    De montanhas de lixo a um modelo de sustentabilidade: como o maior festival de moto e rock da América Latina transforma resíduos em recurso, renda e legado

    (Foto:Divulgação CMW)

    Por trás dos motores, acampamentos e lições de irmandade durante os 10 dias do maior festival de moto e rock da América Latina, existe outro tipo de movimento que não dorme e é absolutamente essencial. Em uma cidade inteligente, a coleta e seleção dos resíduos protege o planeta, movimenta e economia, sustenta famílias e conscientiza parceiros e público sobre o ciclo sábio da natureza, de consumir e devolver para o curso natural do ecossistema. No Capital Moto Week, lixo é matéria-prima, transformação social, ambiental e humana. 

    Rumo ao seu 4º ano como referência em triagem de resíduos, o CMW orgulhosamente ostenta o selo internacional Lixo Zero, chancelado pela Zero Waste International Alliance, e mantém o rigor da norma ABNT NBR ISO 20121, que atesta a sustentabilidade em grandes eventos. “O que antes era um problema, virou missão” resume Juliana Jacinto, CEO do Capital Moto Week. “Hoje, não geramos lixo. Geramos adubo, renda e oportunidade. Em 2017, começamos com apenas 5% de desvio de aterro. Já em 2024, alcançamos a taxa de desvio de aterro de 92,7%, com mais de 37 toneladas de resíduos encaminhados corretamente”, vibra a CEO. 

    A revolução, plantada em 2022, fez escola para outros grandes festivais no país. A primeira e mais crucial medida? Convocar quem realmente entende de lixo: os catadores. A Associação dos Catadores e Recicladores de Resíduos Sólidos de Brazlândia (ACOBRAZ) foi parceira desde o primeiro dia. “Para executar nosso plano, os colaboradores foram treinados, valorizados e colocados no centro da operação” explica Kallel Kopp, coordenador de sustentabilidade do festival. Neste ano, 20 cooperados trabalham no Centro de Triagem de resíduos do CMW.

    Quem entra no galpão de triagem do CMW se surpreende pela disciplina (Foto:Divulgação CMW)

    O caminho dos resíduos
    Quem entra no galpão de triagem do CMW se surpreende pela disciplina na seleção e processo vivo de transformação. Após a coleta realizada na Cidade da Moto, sacos chegam de caminhão, lacrados e organizados por rota. Lá tudo é aberto, pesado e separado. Cada lata de alumínio, cada pedaço de papelão, cada frasco de vidro é tratado como matéria-prima. Ao lado, bombonas azuis armazenam os restos de comida, que são enviados para o pátio de compostagem de Vicente Pires (DF),  transformando-se em fertilizante rico para a terra.

    “É tudo ensacado, limpo. Aqui, focamos em selecionar o que realmente interessa”, revela Severino Pacheco (53), uma das lideranças da cooperativa. “Eu sou do tempo do lixão da Estrutural, debaixo do sol quente. Hoje é diferente. Aqui a gente trabalha como uma engrenagem, todos organizados em prol de valorizar resíduos que voltam para o consumidor e geram renda”. Severino, que participa desde a primeira edição com triagem, lembra com orgulho da evolução: “Esse trabalho transformou a minha vida e a de muita gente. A gente ganha aqui em poucos dias o que levaria meses para fazer”.

    Entre as mesas de triagem, vozes femininas se destacam. Uma delas é de Sebastiana Celino, (30), mãe de quatro filhos e natural de Brejo Santo, Ceará. Na triagem, ela seleciona não só os resíduos, mas oportunidades. “Aqui garanto o sustento e descanso a mente. Nosso trabalho se transforma em uma grande confraternização. Aqui mudamos o futuro das próximas gerações”, celebra. Jaqueline Souza, 30, também mãe de quatro, viu no festival a chance de investir nos próprios sonhos: “Lá em casa, eles mesmos separam o reciclável. Sabem que a latinha vira dinheiro para a nossa casa. E cuidar do planeta é cuidar da gente”. 

    Entre as iniciativas estão a utilização exclusiva de descartáveis compostáveis e de copos retornáveis, a instalação de um centro de triagem de resíduos dentro do festival, a coleta de resíduo eletroeletrônico nas comunidades vizinhas e o incentivo à doação por meio de descontos nos ingressos.

    Na Cidade da Moto, nada se perde, tudo se transforma
    Durante os 10 dias do Capital Moto Week, mais de 20 mil pessoas vivem acampadas no complexo do festival. Elas cozinham, fazem churrasco, montam suas tendas, lavam louça. Geram resíduos, sim, mas também aprendem e colaboram. Além da instalação do centro de triagem de resíduos dentro do complexo, o CMW utiliza exclusivamente descartáveis compostáveis e copos retornáveis, realiza a coleta de resíduo eletroeletrônico nas comunidades vizinhas e incentiva a doação por meio de descontos nos ingressos.

    Na montagem e logística interna, palcos, lonas e elementos de cenografia são reaproveitados ano após ano. A icônica caveira gigante do festival, por exemplo, já foi palco, decoração e este ano ganhou nova função, sem jamais virar lixo. “Aqui, tudo é pensado para durar, ser reutilizado, virar recurso. Essa é a nossa cultura”, revela Kallel. A cada nova caçamba de alumínio enviada para reciclagem, cresce também o sentimento de missão cumprida, como atesta a CEO do festival. “O que começou como um problema, virou propósito. A gente não fala mais em lixo. A gente fala em recurso, em transformação, em pertencimento”, finaliza.

    Sobre o Capital Moto Week 2025
    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília foi palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atraiu 856 mil pessoas e 370 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos 107 shows de 2025, o CMW ofereceu programação variada com atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

  • Capital Moto Week celebra liberdade, diversidade e acessibilidade

    Capital Moto Week celebra liberdade, diversidade e acessibilidade

    Motociclistas com deficiência mostram que, com paixão e apoio, não há limites para quem sonha em seguir em frente. Festival recebeu quase 1.400 PCDs na edição de 2025

    O ronco dos motores no Capital Moto Week vai além da potência. Em cada curva da Cidade da Moto, ecoa também o som da inclusão e da diversidade. Histórias como a de Rafael Augusto Ribas e Leandro Carvalho, dois cariocas que transformaram obstáculos em combustível para acelerar, comprovam isso. Durante o festival, a acessibilidade está em todos os cantos, de banheiros adaptados e rotas sinalizadas à audiodescrição de cardápios e ao concierge exclusivo. Nada ali é improvisado. É projeto, é compromisso.

    Aos 47 anos, Rafael não é apenas um apaixonado por motos: é um engenheiro da própria liberdade. Paraplégico desde 1998, após um acidente enquanto servia ao Exército, ele mesmo desenvolveu o triciclo adaptado com freio hidráulico e embreagem automatizada, que o permite viver intensamente o motociclismo. “Esse já é o meu quarto triciclo, o quarto projeto. E tudo foi feito por mim. Nunca deixei essa paixão de lado”, conta.

    Com mais de 30 mil km rodados, Rafael já cruzou Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraná (Foto:Divulgação CMW)

    Com mais de 30 mil km rodados, Rafael já cruzou Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraná. Em 2025, retornou ao Capital Moto Week, agora com a esposa, que se aventurou pela primeira vez em uma longa viagem no triciclo. Foram 1.200 km do Rio até Brasília. “O Moto Week é muito mais que um festival. É um centro cultural, um encontro de ideias e amizades”, afirma.

    Ao lado de Rafael está Leandro Carvalho, também do Rio, ex-militar e motociclista desde os 20 anos. Após um acidente que o afastou da vida ativa aos 28, encontrou nos triciclos adaptados um novo caminho. “Foi o Rafael quem me apresentou ao triciclo e me ajudou com as adaptações. Hoje, opero tudo com as mãos: freio, embreagem, tudo”.

    Membro do motoclube Abutre Raça e Extinção, Leandro elogia a estrutura do festival: “A acessibilidade é nota 10. Rampas, sinalização, deslocamento fácil. Isso não existe nem no centro do Rio de Janeiro. Vocês estão de parabéns”. No Capital Moto Week, a diversidade não é só bem-vinda, ela é celebrada. Figuras como Rafael e Leandro mostram que, com criatividade e apoio, nenhuma barreira resiste à vontade de seguir em frente.

    Soluções efetivas para todos os públicos
    Em 2025, o CMW ofereceu ingressos gratuitos para 1385 PCDs, além de disponibilizar cordões de identificação, cadeiras de rodas e kits sensoriais, que ajudam a descomprimir, a acalmar e a reduzir a ansiedade de pessoas neurodivergentes. “Com essas ações buscamos fazer com que as pessoas com deficiência e todas as tribos se sintam pertencentes, confortáveis e seguras para entrar, usufruir e se divertir sem barreiras ou preconceitos”, afirma Gabriel Rosa, coordenador de Acessibilidade. 

    O trabalho começa antes mesmo da abertura dos portões do festival por meio de campanha promovida nas redes sociais oficiais do CMW. Lá, o público é orientado a ter uma postura amigável, inclusiva e corresponsável no festival. Entre as iniciativas estão a presença de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos shows principais, a disponibilidade de ingressos gratuitos para pessoas com deficiência e a oferta de apoio personalizado. 

    Confira as ações oferecidas na edição de 2025 para deficientes físicos, auditivos, visuais, intelectuais, pessoas com síndromes variadas e pessoas com mobilidade reduzidas:

    • Ingresso gratuito para PcD e meia-entrada para um acompanhante, garantindo que todos possam participar sem barreiras financeiras. 
    • Estacionamento gratuito com vagas reservadas, facilitando o acesso.
    • Concierge exclusivo para oferecer suporte personalizado às pessoas com deficiência, tornando a experiência no festival o mais agradável possível. 
    • Rota acessível em todo o festival, acesso aos principais locais e atrações com sinalização e rampas, garantindo que as pessoas possam se deslocar com segurança entre os ambientes.
    • Empréstimo de kits sensoriais para pessoas neurodivergentes, ajudando a acalmar e reduzir a ansiedade, gerando sensação de conforto e segurança.
    • Praça de alimentação acessível com mesas preferenciais adaptadas para cadeiras de rodas e um amplo espaço para circulação.
    • Audiodescrição de cardápios, facilitando a escolha de refeições para pessoas com deficiência visual.
    • Banheiros adaptados estrategicamente distribuídos por todo o festival, assegurando acesso facilitado a todos os participantes.
    • Área exclusiva para pessoas com deficiência na arena de shows, próxima ao palco principal, proporcionando uma visão adequada dos shows e ambiente confortável para desfrutar da experiência musical.
    • Intérprete de Língua Brasileira de Sinais nos shows principais.
    • Distribuição de cordão de girassol para identificar deficiências ocultas.
    • Roda gigante acessível e gratuita.
    • Equipe de atendimento orientada, assegurando um serviço atencioso e eficiente, adaptado às necessidades dos participantes.

    Sobre o Capital Moto Week 2025
    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília foi palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atraiu 856 mil pessoas e 370 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos 107 shows de 2025, o CMW ofereceu programação variada com atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.