Categoria: Brasil

  • A queda do master e o perigo de atingir o GDF

    A queda do master e o perigo de atingir o GDF

    *Paulo César Timm – economista, professor aposentado Universidade de Brasília (UNB) servidor aposentado do Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA)

    Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal (crédito: Agência Brasília)

    Há muita confusão conceitual sobre a origem e natureza do sistema capitalista. Para mim, o capitalismo nasce nos primeiros bancos da Itália, século XV, quando o dinheiro se converte, de meio de troca em meio de vida – e enriquecimento – aos que o controlam. No começo, dadas as restrições morais da Igreja à usura, foram os judeus que, paulatinamente foram expandindo as redes bancárias mundo afora. Oportuno lembrar que tais restrições têm raízes muito antes de Cristo, como no Código de Hamurabi. Mas os tempos mudaram, a introdução do papel moeda flexibilizou as restrições à usura e os bancos se multiplicaram. Cresceram tanto que, já ao final do século passado, e sobretudo, depois da liberação à movimentação eletrônica dos capitais no mercado mundial, suas transações ultrapassaram os valores do comércio mundial e da própria produção. Hoje vivemos sob a bolha do Capitalismo Financeiro. Quer ficar rico? Entre para alguma empresa do ramo financeiro, aprenda as regras do “mercado”, mesmo como empregado aí encontrará os mais altos salários e, se for esperto, comece abrindo uma Financeira, depois uma Fintech, e depois, um Banco. Foi o que fez um latino-americano, “sem dinheiro no bolso”, mas muita ambição e poucos escrúpulos,  Daniel Vorcaro, ao criar o Banco Master.

    Moço bem apessoado, educado, frequentador de salões sociais e políticos, ligado aos evangélicos Vorcaro  correu, primeiro, atrás de clientes privados e, em seguida, percebeu que os clientes “públicos”, a saber agentes do Estado, davam muito mais resultado. Bastava, para isso, chegar-se a influentes figuras dos Poderes Federais, inclusive Judiciário, com atrativos contratos de consultoria a ex ministros – e juízes aposentados -, aí despontando o deputado Ciro Nogueira, Presidente do PP, ex Chefe da Casa Civil de Bolsonaro, amigo de governadores importantes do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Como registra o jornalista investigativo Andrei Meirelles:

    “Vamos começar puxando penas para achar as galinhas e as raposas. (….) Ciro Nogueira e o governador de Brasília Ibaneis Rocha, além de piauienses, têm, entre outras coisas em comum, a escolha de Paulo Henrique Costa, o PH, para presidir o BRB, o banco público de Brasília. (…) A versão mais corrente em Brasília é de que Flávia Arruda ( hoje Flávia Peres, casada com Augusto Ferreira Lima), procurou Ciro Nogueira ( com quem dividiu a articulação política no governo Bolsonaro e o governador Ibaneis Rocha para usarem a influência sobre PH para ajudar o Banco Master a escapar da falência. Pelo comportamento, durante e até o estouro do escândalo, essa versão tem início, meio e fim coerentes com os comportamentos de Ibaneis e Ciro Nogueira.

    Ibaneis foi à luta em defesa da mega mutreta. Conseguiu apoio da Câmara Distrital, em que tem ampla maioria, e atacou quem questionava a compra pelo BRB dos títulos podres do Banco Master, inclusive o Banco Central, de serem adversários de Brasília.”

    Semana passado tudo ruiu. O Banco Central “acordou” para o fechamento do Banco Master,  Vorcari foi preso, já prestes a fugir do país num dos seus jatinhos executivos, Brasília entrou em pânico. Só o tempo dirá sobre o tamanho do rombo, provavelmente na ordem de R$ 20 bilhões, e da responsabilização de todos os que contribuíram para o festim. Certamente apresentarão Atestados Médicos para garantir cumprimento das penas em casa e seus respectivos patrimônios já terão sido pulverizados. Aqui no D.F. , entretanto, dificilmente o Governador Ibaneis, que escapou do 8 de janeiro, prosseguirá sua meteórica carreira.

    Paulo César Timm – Economista, professor aposentado da Universidade de Brasília, servidor aposentado do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea)

  • Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por João Carlos Bertolucci

    A crise desencadeada pela operação “Compliance Zero” – conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal – atingiu de modo profundo não apenas o Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC), mas também o Banco de Brasília (BRB), implicado na compra de carteiras de crédito de aproximadamente R$ 12,2 bilhões. Segundo as investigações, o Master teria vendido créditos inexistentes e apresentado documentos falsos para justificar as transações junto ao regulador, configurando risco sistêmico e falhas graves de governança. O BC, ao identificar tais práticas, optou pela liquidação do Master para proteger terceiros e preservar a integridade do sistema financeiro. Em contraste, o BRB, embora envolvido diretamente nos negócios questionados, não foi liquidado. Em vez disso, passou por medidas prudenciais, sob avaliação intensificada das autoridades supervisoras.

    A justificativa para o BRB continuar em funcionamento reside em fatores operacionais e institucionais significativos. Como banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, o BRB possui receitas estáveis advindas do processamento da folha de pagamento do funcionalismo local. Esse fluxo recorrente contribui para manter liquidez e previsibilidade financeira, o que reduz a propensão de saques em massa e fortalece sua capacidade operacional. Tal característica confere ao regulador uma margem de manobra para aplicar medidas corretivas menos drásticas do que a liquidação, apostando na reestruturação administrativa e financeira da instituição.

    Governador do Distrito Federal troca comando do BRB envolvido em operação de R$ 12,2 bilhões com o banco Master (foto divulgação)

    Entretanto, a situação do BRB se agravou politicamente. Em reação à repercussão da operação, o governador do Distrito Federal já afastou o presidente do banco e parte da diretoria, assumindo compromisso público, e indicou um novo nome para a chefia da instituição. Essa mudança de liderança sinaliza não apenas uma tentativa de recompor a governança interna, mas também uma estratégia para restaurar a credibilidade junto à sociedade, aos mercados e às autoridades regulatórias. Ao trocar a diretoria, o governo busca demonstrar proatividade frente à crise, sinalizando que não tolerará práticas irregulares e que está disposto a assumir responsabilidade institucional, em sintonia com as exigências do BC e dos investigadores.

    Ainda assim, a base de servidores públicos como clientes do BRB — referenciada em sua folha de pagamento —, embora seja um pilar de segurança financeira, não elimina todos os riscos. Se for comprovado que ativos adquiridos eram fraudulentos ou de qualidade duvidosa, esse passivo pode corroer reservas e capital regulatório, exigindo provisões elevadas para perdas, o que impactaria a solvência. A substituição da diretoria é um passo importante, mas depende de ações concretas para reestruturação do balanço: o BRB precisará desfazer operações danosas, recompor capital social e reforçar controles internos.

    Banco de Brasília continua a operar mesmo após varredura da Polícia Federal no caso do banco Master (crédito: divulgação)

    Sob esse “efeito sombra” regulatório, o BC pode impor novas restrições — como limitações a dividendos, exigência de reorganização de carteiras de crédito, bloqueio de ativos e possíveis aportes. Se a situação se deteriorar, intervenção ou até liquidação podem ser consideradas, embora, até o momento, autoridades reguladoras optem por manter a operação do banco, dado seu papel social e institucional. Para os clientes (servidores e demais depositantes), não há risco imediato de perda de depósitos, mas é recomendável manter atenção às comunicações do BRB e do BC.

    Em suma, a exoneração da diretoria do BRB pelo governador do DF e a indicação de nova liderança constituem parte de uma estratégia institucional para demonstrar compromisso com a governança e a transparência. A base de clientes estável e previsível — composta em grande parte por servidores públicos — oferece um amortecedor financeiro importante, mas não substitui a necessidade de uma reestruturação profunda. O BRB, no momento, vive uma fase delicada: sob fiscalização reforçada e com risco elevado de sanções, mas ainda operando com base em seus pontos fortes. Cabe acompanhar os desdobramentos regulatórios, judiciais e financeiros para avaliar se a recomposição será bem-sucedida ou se medidas mais drásticas serão necessárias.

    Deputados da distritais querem CPI do BRB/Master

    Comissão na Câmara Legislativa do Distrito Federal pretende apurar tentativa de compra de R$ 2 bilhões, suspeitas de gestão fraudulenta, uso indevido de recursos públicos, além de irregularidades apontadas na Operação Compliance Zero. A CPI deve analisar todo o processo, desde a aprovação da compra pelo conselho do banco público até o veto do negócio pelo BC (Banco Central) e a liquidação extrajudicial do Master.

    O documento cita possíveis práticas de gestão fraudulenta e temerária, mencionadas pela PF (Polícia Federal) na Operação Compliance Zero, que levou à prisão do controlador do Master, Daniel Vorcaro, e ao afastamento judicial da diretoria do BRB.

    O texto ainda pontua que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), defendeu publicamente a operação, justificando que iria “salvar” as operações do Master e que “fortaleceria o BRB, ampliaria sua competitividade e geraria dividendos revertidos em obras e políticas”.

    Por que só o Master foi liquidado?

    Segundo os especialistas, a principal diferença reside na condição financeira. O BC concluiu que o Master não tinha mais condições seguras de operar, enquanto o BRB — que é um banco público — segue apresentando resultados positivos.

    “O Banco Central aplica soluções diferentes para cada situação. A liquidação ocorre quando o problema é considerado irrecuperável. Já medidas corretivas e sancionatórias graduais são adotadas quando ainda é possível preservar a instituição”, afirma Vanderlei Garcia Jr., doutor em Direito Civil pela USP, especialista em Direito Contratual e Societário e sócio do Ferreira & Garcia Advogados.

    Segundo ele, o BC já havia identificado no Master uma grave crise de liquidez, forte deterioração econômico-financeira e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O BRB, contudo, não apresenta quadro equivalente de insolvência ou risco sistêmico — “ao menos com as informações públicas disponíveis até agora”.

  • Governo do DF nega prejuízo aos cofres públicos após liquidação do Master

    Governo do DF nega prejuízo aos cofres públicos após liquidação do Master

    Fachada do Banco Master na cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025  • WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

    A Secretaria de Economia do Governo do Distrito Federal informou à CNN Brasil que a Operação Compliance Zero não vai afetar os cofres públicos do DF. O Governo é acionista majoritário do BRB (Banco de Brasília), que foi alvo de investigação. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional). Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

    “Não há impacto sobre o Tesouro do GDF. A relação findou-se entre dois entes privados: BRB e Banco Master”, diz o Executivo distrital em nota enviada à CNN Brasil.

    Em março, o BRB anunciou a intenção de comprar 58% das ações do Master pelo valor de R$ 2 bilhões. O processo de aquisição foi negado pelo Banco Central.

    Nesta terça-feira (18), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master menos de um dia após o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição financeira.

    Após a Operação Compliance Zero, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o então diretor executivo financeiro da instituição, Dario Oswaldo Garcia Junior, foram afastados do cargo por 60 dias. Celso Eloi de Souza foi indicado pelo GDF à presidência do banco depois do caso.

    Em nota, o GDF informou que o BRB mantém sua capacidade plena de operação, com total segurança administrativa e financeira, sem qualquer impacto estrutural na liquidez, na solvência ou na continuidade operacional da instituição.
    Segundo o governo, todas as rotinas bancárias, sistemas internos, serviços aos clientes, contratos vigentes, operações de crédito e compromissos institucionais seguem em funcionamento regular.

    “O Governo do Distrito Federal informa, ainda, que medidas internas adicionais serão adotadas para reforçar os mecanismos de governança, compliance e controle interno. A administração pública distrital acompanhará de forma permanente as apurações e colaborará com todas as instâncias regulatórias e fiscalizatórias”, disse o GDF em nota. 

    Deputados distritais protocolaram o pedido de criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

    O requerimento, assinado por Fábio Felix (PSOL) e Chico Vigilante (PT), mira as negociações que previam a compra de 58% do Master pelo BRB por cerca de R$ 2 bilhões.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    A

  • Após operação do Banco Master, oposição a Ibaneis tenta criar CPI do BRB na Câmara do DF

    Após operação do Banco Master, oposição a Ibaneis tenta criar CPI do BRB na Câmara do DF

    Presidente do Banco Master

    Parlamentares de oposição no Distrito Federal se movimentam para que seja instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa para investigar a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

    A comissão teria prazo de 180 dias e seria composta por cinco distritais. O objetivo é investigar a transação que foi barrada pelo Banco Central em setembro.

    O pedido pela CPI ocorre após operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (18) mirar dirigentes das duas instituições financeiras.

    Plenário da Câmara Legislativa do DF durante sessão ordinária. — Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

    Um dos requerimentos é assinado pela deputada Paula Belmonte (Cidadania) e endereçado ao presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB).

    Outro documento é assinado pelo bloco PSOL-PT na Casa. Seis parlamentares assinam o documento também endereçado a Wellington Luiz. São eles:

    • Chico Vigilante (PT)
    • Fábio Felix (PSOL)
    • Dayse Amarílio (PSB)
    • Gabriel Magno (PT)
    • Max Maciel (PSOL)
    • Ricardo do Vale (PT)

    Os requerimentos precisam recolher ao menos oito assinaturas, número equivalente a um terço da Casa, para que sejam apresentados formalmente à Mesa Diretora da CLDF.

    O presidente da CLDF, deputado Weillington Luiz (MDB) — Foto: Divulgação/Weillington Luiz

    Operação da PF

    Operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira (18) mirou dirigentes dos bancos BRB e Master. A chamada Operação Compliance Zero, mira a venda de títulos de crédito falsos.

    Até a manhã desta terça:

    • Foram cumpridos seis mandados de prisão (quatro preventivas e duas temporárias);
    • Bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas dos investigados;
    • Apreensão de carros de luxoobras de arte e relógios;
    • Apreensão de R$ 1,6 milhões em espécie.

    O Banco Master emitia CDBs com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. Esse retorno, contudo, era irreal. Segundo a PF, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões.

    Presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, comenta planejamento para migração de serviços do Detran — Foto: Carolina Cruz/G1

    A operação prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e outros quatro diretores da instituição.

    Já o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo após decisão judicial. O diretor-executivo de finanças e controladoria do banco, Dario Oswaldo Garcia Junior, também foi afastado do posto.

    Banco BRB

    Banco BRB — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

    O Banco de Brasília S.A. (BRB) foi criado em dezembro de 1964 com o objetivo de ser um agente financeiro para captar os recursos necessários para o desenvolvimento do Distrito Federal.
    Em 1991, passou a ser um banco com as carteiras: comercial, câmbio, desenvolvimento e imobiliária.
    A empresa é uma sociedade de economia mista, de capital aberto, e o acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal (71,92%).
    O BRB é uma instituição financeira com atuação no Distrito Federal e com agências no Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Paraíba.

  • Banco Master: Diretor da PF diz que fraudes financeiras podem chegar a R$ 12 bilhões

    Banco Master: Diretor da PF diz que fraudes financeiras podem chegar a R$ 12 bilhões

    O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

    O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (18) que o esquema de fraudes financeiras que resultou na prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de quatro diretores da instituição, pode chegar a R$ 12 bilhões. A declaração foi dada durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga organizações criminosas.

    “Estamos fazendo uma operação importante, com o Banco Central e Coaf atuando em conjunto, em um crime contra o sistema financeiro. Fala-se em R$ 12 bilhões envolvendo esse crime em investigação, com várias prisões. Nessa operação desta terça, a fraude é de R$ 12 bilhões”, afirmou

    Vorcaro e os diretores foram alvo de uma operação que mira a venda de títulos de crédito falsos. Há indícios de que o esquema teria a participação de dirigentes do Banco de Brasília (BRB) – que é um banco público do DF. Em março, o BRB chegou a fechar um acordo para comprar o Banco Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.

    O que dizem as investigações, segundo um documento do Ministério Público Federal, obtido pela TV Globo:

    • O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs, um tipo de título financeiro) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.
    • Nesse tipo de aplicação financeira, o cliente que compra os títulos empresta o dinheiro ao banco, que vai decidir em que vai investir, e recebe juros em troca.
    • Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte desses R$ 50 bilhões em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.
    • O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB – que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para “socorrer” o caixa do Banco Master.
    • Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master – e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.
    • Há indícios de que “o BRB buscou amparar o Banco Master em sua crise de liquidez”. Segundo o documento, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025. Desses, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude.

    Agente da PF conta dinheiro encontrado na casa de um dos dirigentes do Banco Master — Foto: Divulgação/PF

    Prisão de presidente do Banco Master

    Na noite desta segunda-feira (17), a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no aeroporto de Guarulhos (SP), durante a Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, ele estava em um jatinho com destino a Malta, tentando deixar o Brasil.

    Sete mandados de prisão foram cumpridos, incluindo o de Vorcaro, além de 25 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

    Após a prisão, Daniel Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo. A defesa de Vorcaro nega que ele estivesse fugindo do país.

    A prisão de Vorcaro aconteceu horas após o consórcio liderado pelo grupo de investimento Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master — e cerca de dois meses após o Banco Central ter rejeitado a aquisição pelo BRB.

     

    No entanto, ainda nesta terça, o BC determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Na prática, a instituição avaliou que o banco não tem mais condições de funcionar e que as suas operações sejam encerradas. Isso também significa que a compra em curso é automaticamente interrompida.

    O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. Mas os negócios acabaram envolvidos em questionamentos, pressões políticas e falta de transparência.São investigados crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

    • Liquidação do Banco Master: como ficam correntistas e investidores?

    Agentes da PF encontram joias durante operação sobre fraudes do Banco Master — Foto: Divulgação/PF

    Presidente do BRB afastado

     

    Também nesta terça, Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília (BRB), foi afastado do cargo por decisão judicial no âmbito da operação. O afastamento é pelo prazo de 60 dias, segundo o banco.

    Paulo Henrique Costa está nos Estados Unidos, segundo informou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

    Além de Paulo Henrique Costa, o diretor-executivo de finanças e controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Junior, também foi afastado do cargo.

    Em nota, o BRB informou que “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando regularmente informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central do Brasil sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master”.

     

     

     

     

     

     

  • Cras de Arniqueira recebe ação social

    Cras de Arniqueira recebe ação social

    O domingo (16) foi marcado por uma intensa programação sociocultural e de saúde no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Arniqueira, que recebeu uma grande ação realizada pela Administração Regional em parceria com o próprio CRAS. O muro da unidade transformou-se em uma imensa galeria a céu aberto, ocupada pelos artistas do Coletivo Grafitti Capital, que comemorou seus 10 anos de atividades com a presença de grafiteiros de todo o Distrito Federal e de outros estados.

    O evento reuniu ainda uma série de serviços voltados ao Novembro Azul, mês dedicado à conscientização masculina sobre os cuidados com o câncer de próstata. Houve corte de cabelo, apresentações culturais, uma mesa farta de café da manhã e acolhimento especial às pessoas em situação de rua que participaram da iniciativa. A Escola de Trânsito do DETRAN-DF reforçou a programação com uma apresentação educativa sobre a importância do cuidado integral — da saúde masculina aos comportamentos seguros no trânsito.
    A administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, enfatizou a relevância da ação.
    “Assim como valorizamos o Outubro Rosa, é fundamental lembrar que os homens também precisam olhar para sua saúde. A prevenção salva vidas, e nossa gestão está comprometida em levar informação e cuidado para toda a comunidade, tanto na orientação sobre a prevenção do câncer que atinge as mulheres, quanto dos que atingem os homens.”

    Representando o Coletivo Grafitti Capital, o presidente Thiago Ranuki destacou a simbologia da escolha de Arniqueira como palco da celebração.
    “Foram 10 anos de história, e nada mais importante do que comemorar em um local que acolhe, de forma social, pessoas de todo o DF. Recebemos aqui artistas do país inteiro e do entorno, e contar com o apoio da Administração Regional de Arniqueira fez toda a diferença. A arte urbana é isso: união de esforços.” Na jornada artística, foram ilustrados quatro painéis: um de 214 metros e outros de 60, 40 e 30 metros, respectivamente. Ao todo, 102 grafiteiros participaram de forma inteiramente voluntária, arcando com todas as despesas envolvidas — incluindo a aquisição das tintas. Cada artista utilizou, em média, cerca de cinco sprays de tinta para compor as obras, demonstrando não apenas técnica e criatividade, mas também compromisso e generosidade ao contribuir para a transformação visual e cultural do espaço público.
    O secretário de Governo, José Humberto, também ressaltou o impacto social da iniciativa. “Eventos como este mostram que políticas públicas, quando somadas à cultura e ao cuidado com as pessoas, alcançam um horizonte que transborda. É gratificante ver Arniqueira promovendo arte, saúde e cidadania em um único espaço.”


     Para Cecília Mayumi, analista de atividade de trânsito do DETRAN-DF, conscientização também é parte fundamental da saúde masculina.
    “Os homens têm grande presença no trânsito, e falar sobre prevenção, responsabilidade e autocuidado é essencial. Trazer essa orientação dentro do Novembro Azul amplia nosso alcance e reforça a importância de dirigir com consciência.”
    ______________
    Uma reflexão sobre o grafite como arte
    Quase 400 metros lineares de muro ganharam cores, formas e assinaturas dos artistas. Das mãos minuciosas do realista Visão – que veio de São Paulo especialmente para deixar sua marca  – ao talento singular e especial  de Mudof, do Distrito Federal, a avenida Águas Claras, que margeia o imenso “mural”, tornou-se vitrine de expressão criativa e de identidade cultural.
    E aqui cabe uma pausa reflexiva: o grafite, tantas vezes confundido por leigos com a pichação, é, na verdade, um dos mais potentes movimentos artísticos urbanos da contemporaneidade. Enquanto a pichação surge frequentemente como um grito silencioso, uma marca de ruptura ou protesto, o grafite se apresenta como linguagem estética, técnica, estudada e profundamente simbólica. São artistas, e não transgressores, que carregam nas mãos a habilidade rara de transformar superfícies brutas em paisagens narrativas.

    Esses grafiteiros não apenas coloriram um muro: eles ressignificaram um espaço público. Jogaram luz sobre a cidade, substituindo o estigma pela expressão; a marginalização pela criação; o preconceito pela sensibilidade artística. Suas obras dialogam com quem passa, convidando à reflexão, à empatia e ao entendimento de que a arte urbana não é ruído — é voz.
    A cada traço, eles reafirmam que pertencem a um cenário maior: o da cultura que se faz nas ruas, onde o talento se impõe como forma legítima de manifestação humana. E, ao estamparem suas identidades naquele muro, não apenas celebraram 10 anos de trajetória: elevaram Arniqueira ao circuito artístico do DF, deixando como legado um mural que é, acima de tudo, um gesto de gratidão e de esperança por uma sociedade mais aberta, sensível e menos preconceituosa.

     

  • GDF Construíra a Quarta Ponte no Lago Paranoá

    GDF Construíra a Quarta Ponte no Lago Paranoá

    A obra contemplará um tráfego estimado em aproximadamente 60 mil veículos

    O Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo crucial para melhorar a mobilidade na capital. O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) publicou o Edital de Concorrência Eletrônica nº 90028/2025, dando início ao processo de licitação para a contratação de uma empresa especializada na implantação da nova ponte da Barragem do Paranoá e do sistema viário associado sobre a Estrada Parque Contorno (DF-001).

    Detalhes da grande obra

    Com um investimento programado de R$ 709 milhões, a obra é financiada com recursos da Fonte 135 e está prevista para contemplar um tráfego diário estimado em aproximadamente 60 mil veículos, aliviando um gargalo histórico na região.

    O projeto é ambicioso e engloba uma série de melhorias estruturais:

    • Ponte Principal: Será construída com o método de balanços sucessivos, garantindo uma execução por partes que se equilibram.
    • Dimensões: A ponte terá 855 metros de extensão e 35 metros de largura.
    • Mobilidade: Incluirá passagem para pedestres e ciclovia, além das vias de tráfego veicular.
    • Obras Complementares: O sistema viário associado prevê a construção de três viadutos, obras de drenagem, sinalização, ações ambientais e dispositivos de mobilidade e acessibilidade.

    📅 Cronograma da Licitação

    A sessão de disputa de preços está marcada para o dia 9 de março de 2026, às 10h.

    Após a disputa, o processo seguirá as seguintes fases:

    1. Divulgação das empresas habilitadas.
    2. Declaração da empresa vencedora do certame.
    3. Assinatura do contrato.
    4. Assinatura da ordem de serviço, que autoriza o início imediato dos trabalhos.

    A estimativa é que todo o trâmite licitatório, do início da sessão de disputa até a ordem de serviço, leve aproximadamente 60 dias. Após o começo efetivo, a empresa contratada terá 48 meses consecutivos para a execução integral do serviço.

    Fim de um “problema provisório”

    O presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior, celebrou a iniciativa, destacando a importância histórica da obra.

    “Desde a inauguração de Brasília e, consequentemente, do lago e da Barragem do Paranoá, o trecho da rodovia DF-001 atravessa sobre a barragem. Inicialmente, isso deveria acontecer de forma provisória até que fosse construída uma ponte definitiva, e esse problema está chegando ao fim. [A ponte] trará muito mais segurança para a barragem, além de se tornar um novo ponto turístico para nossa capital federal.”

    A nova ponte visa beneficiar milhares de moradores do Distrito Federal, trazendo mais segurança viária e funcional para a infraestrutura da capital, além de potencial para se tornar um novo cartão-postal.

  • Construção de galeria pluvial na descida do Mirante

    Construção de galeria pluvial na descida do Mirante

    A construção da galeria de águas pluviais na descida do Mirante, no Setor Habitacional Arniqueira (SHA), Conjunto 5, próximo à Chácara 134, atingiu 60% de execução nesta quinta-feira (25). Com 600 metros de extensão, a obra foi iniciada em agosto e vai direcionar as águas das chuvas para um córrego próximo, garantindo escoamento contínuo e seguro. A entrega está prevista para o fim de outubro, com investimento de R$ 2,5 milhões. A execução é da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).O Mirante, por estar em uma das áreas mais altas de Arniqueira, sofre historicamente com graves problemas durante o período chuvoso. Em 2024, fortes tempestades arrancaram o asfalto, abriram crateras nas ruas e invadiram condomínios, causando pânico, prejuízos materiais e transtornos à mobilidade.

    Rede de águas pluviais – descida do Mirante com 60% concluída (Foto: Repórter Independente)

    Na ocasião, a vice-governadora Celina Leão, que estava como governadora em exercício, visitou a região acompanhada da administradora regional, Telma Rufino. Além de prestar solidariedade aos moradores, assinou no dia seguinte um decreto emergencial que mobilizou diversos órgãos do GDF em uma força-tarefa para recuperar a área e anunciou investimentos em drenagem pluvial.

    Projeto com os pontos emergenciais – circulo em rosa (Imagem – Coex)

    Levantamento e prioridades

    Após meses de estudos, a Novacap, em parceria com a Secretaria de Obras, identificou oito pontos críticos no SHA que necessitam de intervenções emergenciais até a implantação do macroprojeto de drenagem. A descida do Mirante foi priorizada por seu maior impacto. O investimento inicial estimado para os oito pontos é de R$ 34 milhões.

    Operários trabalham na construção da galeria pluvial (Foto:Repórter Independente )

    A administradora regional Telma Rufino acompanha a execução desde o início e destacou a relevância da intervenção:
    “Tenho lutado diuturnamente por essa obra. Talvez seja uma das mais importantes entre tantas outras conquistas. Ter uma rede de captação de águas pluviais não é apenas uma questão de infraestrutura básica, mas também de respeito pelos moradores. Quando as ruas ficam alagadas e as casas são invadidas pelas águas, milhares de pessoas são prejudicadas.”

    O secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Valter Casimiro, também ressaltou a importância:
    “Arniqueira sofre historicamente com alagamentos pela ausência de galerias pluviais. Essa é uma demanda antiga da comunidade e prioridade do GDF. Nosso objetivo é garantir mais segurança, tranquilidade e qualidade de vida para os moradores, resolvendo de forma definitiva um problema que se arrasta há muitos anos.”

    O presidente da Novacap, Fernando Leite, classificou a obra como uma das maiores entregas em infraestrutura da região:
    “Intensificamos o trabalho para concluir a primeira etapa até o fim do período da seca. Certamente, trará muito conforto e segurança para a população.”

    Investimentos e retorno à comunidade

    Para Telma Rufino, a obra no Mirante representa um retorno direto aos moradores que vêm investindo na regularização de seus lotes junto à Terracap:
    “Essa intervenção é uma conquista coletiva. Estamos devolvendo aos moradores, na forma de infraestrutura e equipamentos públicos, os recursos que eles têm investido na regularização. É um marco na história de Arniqueira.”

    Voz da comunidade

    Moradores que convivem há décadas com os impactos da falta de drenagem celebram o avanço da obra.

    Wilza Maria de Brito e Silva: “A gente vê o governo cuidando e sente que tem alguém lembrando da gente”

    Moradora de Arniqueira há 21 anos, a professora aposentada Wilza Maria de Brito e Silva lembra que o local era tomado pelo barro e por lixo acumulado antes das intervenções. “Aqui virava um rio quando chovia. A água descia com força, era assustador. Agora a gente vê o governo cuidando e sente que tem alguém lembrando da gente”, conta.

    O motorista Valdinar Gama da Silva passa diariamente pela via. “Quando chovia, moto não passava, carro perdia placa, o asfalto era arrancado. Essa obra era esperada há muito tempo. Agora vai dar pra passar ônibus, moto e carro de aplicativo sem medo”, relata.

    Sebastião Ribeiro dos Santos, residente há mais de 20 anos no SHA 05, afirmou:
    “Estou pagando à Terracap pelo lote onde construí minha casa, e essa obra mostra que o governo está reinvestindo o nosso dinheiro em melhorias para nós. É uma conquista enorme.”

    Outro morador, Bruno Ribeiro, também comemorou:
    “Já perdi pneus e quebrei a suspensão do carro por causa dos buracos provocados pelas chuvas. Agora é esperar que esse trabalho chegue a todos os conjuntos do SHA.”

    📌 Nota de Serviço – Pontos emergenciais de drenagem em Arniqueira

    De acordo com levantamento da Novacap e da Secretaria de Obras, oito locais no Setor Habitacional Arniqueira (SHA) foram identificados como prioritários para receber obras emergenciais de drenagem pluvial:

    1. Chácara 35 – Conjunto 5
    2. Descida do Mirante – SHA 05 (próximo à Chácara 134)
    3. Mansão Imperial – SHA 5/6
    4. Chácara 3 – Conjunto 6
    5. Avenida Vereda da Cruz
    6. Chácara 37/38 – Caliandra (descida do Snoop)
    7. Chácara 43
    8. Chácara 41 – Conjunto 3

    🔹 Todas as intervenções fazem parte do plano emergencial do GDF, com investimento estimado em R$ 34 milhões, até a implantação do macroprojeto de drenagem pluvial da região.

     

  • Neoenergia leva o projeto Energia com Cidadania a Arniqueira

    Neoenergia leva o projeto Energia com Cidadania a Arniqueira

    Ação oferece troca de lâmpadas e orientações sobre uso eficiente da energia

    Atenção, moradores de Arniqueira! A Neoenergia está na cidade com o projeto Energia com Cidadania, uma iniciativa de responsabilidade social que tem como objetivo regularizar o fornecimento de energia elétrica, promover a eficiência energética e oferecer benefícios à população de baixa renda.
    Até a próxima sexta-feira (24 de outubro), um veículo tipo van da Neoenergia percorrerá a Região Administrativa de Arniqueira realizando a troca gratuita de lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por lâmpadas de LED, mais econômicas e duráveis.

    Veículo da Neoenergia estará nos condomínios do SHA e nas ruas do Areal  e da Área de Desnvolvimento Econômico (ADE).

    Para participar, o morador deve apresentar:

    • Uma conta de luz emitida pela Neoenergia, em seu nome;
    • Até cinco lâmpadas incandescentes ou fluorescentes para serem trocadas por lâmpadas de LED.
      O veículo do projeto visitará condomínios do Setor Habitacional Arniqueira (SHA) e circulará também pelas ruas do Areal e da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) até o dia 24 de outubro (sexta-feira).

    Economia e eficiência energética
    Além da substituição das lâmpadas, a ação também promove orientações sobre o uso seguro e eficiente da energia elétrica. O projeto é viabilizado com recursos do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Participe dessa campanha e contribua para o consumo consciente de energia em Arniqueira.

     

    Pequenas atitudes fazem grande diferença para o meio ambiente e para o bolso de todos os consumidores.

  • Lojão das Ferramentas: 14 anos de tradição e força no comércio de Arniqueira

    Lojão das Ferramentas: 14 anos de tradição e força no comércio de Arniqueira

    Carlos André da Silva, empresário que adotou Arniqueira como sua base de operações do Lojão das Ferramentas  (Crédito: Repórter Independente).

    Com 14 anos de atuação no mercado, o Lojão das Ferramentas consolidou-se como uma das principais referências no setor de máquinas e equipamentos do Distrito Federal. Localizada em Arniqueira, a loja é reconhecida pela ampla variedade de produtos e pela qualidade no atendimento, fatores que a transformaram em um ponto de referência para profissionais da construção civil, manutenção, limpeza e jardinagem.

    (crédito: Repórter Independente)

    Sob o comando de Carlos André da Silva, empresário carioca que adotou Arniqueira como sua base de operações, o Lojão das Ferramentas oferece hoje mais de 6 mil itens em estoque, atendendo desde o pequeno consumidor até grandes empresas. O destaque vai para o mix de máquinas e ferramentas em geral, além de equipamentos de movimentação, limpeza e construção, que figuram entre os carros-chefes de vendas da loja.

    Vista interna do Lojão das Ferramentas, que possui um dos maiores estoques de ferramentas de alta qualidade do Distrito Federal — (Crédito: Repórter Independente).

    Com uma equipe de 38 funcionários, a empresa mantém uma estrutura sólida e voltada para a eficiência. “Nosso objetivo é crescer com responsabilidade, oferecendo sempre o melhor em produtos e serviços”, afirma André, que também é proprietário da Baifer Distribuidora, empresa voltada à comercialização de ferramentas no atacado. “Quero transformar a Baifer na maior distribuidora de ferramentas do Distrito Federal”, completa.

    Empresa oferece mais de 6 mil itens em estoque (crédito: Repórter Independente)

    Para o empresário, o futuro de Arniqueira como Região Administrativa depende de políticas públicas voltadas ao fortalecimento econômico local. “A cidade tem um enorme potencial de crescimento, mas precisa de mais investimentos em infraestrutura e de menos burocracia para atrair novas empresas”, observa.
    Ele reconhece, entretanto, que o cenário já começa a mudar com o empenho da atual administração. “A administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, não tem medido esforços para trazer melhorias para a cidade, principalmente com a renovação da malha viária nas principais avenidas, como a Avenida Principal, Avenida Brasília, Avenida Águas Claras e, sobretudo, a Avenida JK, que corta toda a Área de Desenvolvimento Econômico — uma via essencial de acesso ao setor industrial e comercial de Arniqueira”, destaca André.

    Com visão empreendedora e espírito de liderança, Carlos André da Silva representa uma geração de empresários que acreditam no desenvolvimento regional e contribuem para o fortalecimento da economia de Arniqueira.