Categoria: Animais

  • GDF cria Secretaria Extraordinária de Proteção Animal

    GDF cria Secretaria Extraordinária de Proteção Animal

    Órgão ficará responsável exclusivamente pelos direitos e bem-estar de cães e gatos do Distrito Federal

    O governador Ibaneis Rocha criou a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal, órgão que ficará responsável exclusivamente pelos direitos e bem-estar de cães e gatos do Distrito Federal. O decreto que determina a institucionalização da pasta foi publicado em edição extra do Diário Oficial do DF nesta quarta-feira (4).

    A criação da secretaria visa fortalecer as ações de proteção animal no DF e melhorar a resposta a situações de maus-tratos e necessidades de bem-estar animal | Foto: Matheus H Souza/Agência Brasília

    A nova secretaria terá a missão de elaborar políticas públicas e programas voltados para a proteção desses animais, bem como articular parcerias e gerenciar acordos relacionados ao manejo populacional, vacinação, atendimento veterinário e reabilitação em casos de maus-tratos.

    Desta forma, a secretaria absorverá a estrutura e os cargos da antiga Subsecretaria de Proteção Animal, agora renomeada para Subsecretaria de Bem-estar Animal. A reorganização inclui a transferência dos recursos humanos e materiais, bem como dos recursos orçamentários e financeiros, da antiga Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal para a nova Secretaria Extraordinária de Proteção Animal. A Secretaria do Meio Ambiente volta, inclusive, a ter o seu nome original, mas continuará responsável pelo apoio operacional, administrativo e financeiro da nova secretaria.

    A criação da secretaria visa fortalecer as ações de proteção animal no DF e melhorar a resposta a situações de maus-tratos e necessidades de bem-estar animal.

  • Zoológico de Brasília recebe fêmea de cateto criada como animal doméstico

    Zoológico de Brasília recebe fêmea de cateto criada como animal doméstico

    Tutores entregaram animal ao Ibama após ele apresentar sinais de agressividade

    O Zoológico de Brasília recebeu uma nova integrante em seu plantel: Helena, uma jovem fêmea de cateto (Pecari tajacu), que foi entregue voluntariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) pelos antigos tutores.

    Criada de forma ilegal desde filhote, a fêmea de cateto começou a apresentar sinais de agressividade, o que motivou a entrega ao órgão ambiental. O Ibama, por sua vez, encaminhou o animal ao Zoológico de Brasília para que ele pudesse receber os cuidados necessários.

    Após a chegada, Helena passou por um período de quarentena e observação, no qual foi acompanhada por veterinários e biólogos para garantir a adaptação ao novo ambiente. Esse processo é fundamental para a saúde do animal e para garantir que não há riscos de transmissão de doenças para os outros animais do zoológico.

    “A história de Helena é um exemplo dos desafios enfrentados na luta contra a posse ilegal de animais silvestres, que muitas vezes resultam em maus-tratos, já que esse animal não vive na condição em que deveria”, comentou o diretor-presidente do Zoológico, Wallison Couto.

    Totalmente adaptada, Helena se juntou a dois companheiros de espécie: Pumba e Pepa, catetos que já viviam no Zoológico de Brasília. Os animais agora dividem um recinto especialmente preparado para eles, onde podem socializar e viver em segurança.

    Por ser um animal com sinais de domesticação, Helena não tem condições de retornar à natureza. O Zoológico de Brasília reforça a importância de respeitar as leis ambientais e lembra que a posse de animais silvestres sem autorização é crime.

  • Enquete vai escolher o nome da fêmea de suricato do Zoológico

    Enquete vai escolher o nome da fêmea de suricato do Zoológico

    Votação será via Instagram até as 11h desta sexta-feira (23)

    O Zoológico de Brasília abriu uma votação no Instagram para que o público escolha o nome da fêmea de suricato que chegou ao local no dia 12 de julho, vinda do Animália Park, em São Paulo. A enquete ficará disponível por 24 horas, a partir das 11h desta quinta-feira (22), e o resultado será divulgado na sexta-feira (23), nas redes sociais do Zoo.

    A equipe do zoo selecionou quatro opções de nomes que foram sugeridos pelo público nas redes sociais: Suri, Kira, Tina e Mirtes. Essas foram as opções mais populares entre os seguidores do Zoológico, que agora terão a chance de votar na sua preferida.

    A fêmea veio acompanhada do companheiro, Timão, e desde então passou por um período de adaptação até ter o recinto aberto para visitação. Agora, com quase um ano de vida – que será completado em novembro –, o Zoológico decidiu envolver a comunidade na escolha do nome do animal.

    Para o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, essa interação com a comunidade é fundamental para o trabalho de conservação e educação ambiental que o zoológico realiza. “Envolver o público em momentos como esse é uma maneira de aproximar as pessoas dos animais, gerando empatia e conscientização sobre a importância de cada espécie. Queremos que todos sintam que fazem parte da nossa missão de cuidar e proteger esses animais”, afirmou Couto.

    Além de promover a participação popular, o Zoológico de Brasília destaca que ações como essa ajudam a fortalecer o vínculo da instituição com a comunidade. “Quando as pessoas se sentem conectadas com os animais, elas se tornam mais engajadas na preservação da fauna e do meio ambiente”, acrescentou Wallison Couto.

  • Hospital da Fauna Silvestre do DF já prestou mais de 500 atendimentos

    Hospital da Fauna Silvestre do DF já prestou mais de 500 atendimentos

    Unidade, que também funciona como centro de reabilitação, foi inaugurada em março deste ano; atualmente, cerca de 30 animais, entre eles um filhote de veado-catingueiro e uma pequena onça-parda, são tratados no local

    O Distrito Federal conta com um modelo único de atendimento a animais silvestres, um dos primeiros no Brasil. É o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) do DF, que já prestou mais de 500 atendimentos desde que foi inaugurado, em março deste ano. A unidade fica em Taguatinga.

    Filhote de onça-parda é um dos pacientes do hospital, referência em nível nacional do segmento | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Atualmente, o Hfaus conta com cerca de 30 animais internados, entre eles um filhote de veado-catingueiro, um filhote de onça-parda, um tamanduá- bandeira, um lobo-guará, um mico e dois saruês. Desde março, já passaram por lá 121 mamíferos, 23 répteis e 356 aves de espécies variadas. A unidade é referência no atendimento de animais silvestres e funciona com uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental, mantenedor, e a Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), que coordena os trabalhos.

    Novos pacientes

    Ainda em reabilitação, uma filhote fêmea de veado-catingueiro já está com 3 kg – quase dois quilos a mais do que quando chegou, em 20 de julho, apresentando desidratação e uma lesão por escoriação na cabeça. O animal foi encontrado em Sobradinho, na casa de uma família, que acionou o Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). Outro recém-chegado é um gambá-de-orelha-preta, que chamou atenção por ter uma pelagem mais clara que os saruês mais comuns.

    Outro filhote que passa por reabilitação nas dependências do hospital é uma pequena onça-parda resgatada no início do mês. Encontrada em um lote em Formosa (GO), ela estava desidratada e com problemas de crescimento. A equipe do hospital também cuida de um lobo-guará encontrado em Santa Maria em 13 de julho. Vítima de atropelamento, ele já passou por cirurgia ortopédica e está se recuperando. Chegaram ainda à unidade aves que tiveram colisão com vidraça e alguns miquinhos que sofreram choques elétricos.

    De acordo com o biólogo responsável pelo Hfaus, Thiago Marques, os animais estão lá por motivos variados, e nem sempre é possível determinar como foram feridos. “Eles passam por uma triagem, e cada um é direcionado a um local para ter a melhor recuperação possível”, relata. “Hoje o Hfaus tem praticamente todos os atendimentos necessários para fazer a reparação de qualquer animal dentro da nossa capacidade”. O hospital conta com recursos como exames laboratoriais (sangue e urina), de oftalmologia, ultrassom e até mesmo raio-X e tomografia.

    Bruna Nascimento, responsável pelo setor de nutrição: “Todo animal que passa por aqui é encaminhado por um zootecnista para montar uma dieta baseada nas necessidades nutricionais de como o animal chega, caso esteja muito magrinho ou muito gordinho”

    O Hfaus é dividido em alas para separar os animais e evitar a convivência entre predadores e presas, separando também mamíferos, répteis e aves. Cada animal recebe um tratamento diferente, de acordo com sua condição – tanto os que precisam de hidratação, quanto aqueles que sofrem colisões ou alguma fratura. A bióloga responsável pelo setor de nutrição, Bruna Nascimento, explica que são levadas em consideração as características de cada espécie.

    “Todo animal que passa por aqui é encaminhado por um zootecnista para montar uma dieta baseada nas necessidades nutricionais de como o animal chega, caso esteja muito magrinho ou muito gordinho”, explica. “E tudo é descrito em um quadro para que todos possam ter acesso, porque é um hospital que funciona 24h. Assim todos são aptos a preparar a alimentação para esse animal.”.

    Retorno ao habitat

    Responsável pelo hospital, Thiago Marques lembra que é fundamental evitar contato direto entre um humano e um animal silvestre: “Dessa forma, buscamos sempre facilitar na hora de devolvê-lo à natureza”

    O objetivo final do hospital é sempre reabilitar os animais para que sejam reinseridos na natureza – parte que é executada pelo Brasília Ambiental por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Após o diagnóstico, os animais passam por tratamento e, caso recebam alta e estejam aptos a se reintegrar na fauna, são encaminhados para devolução à natureza. Entre os animais mais emblemáticos que já foram atendidos pelo Hfaus e retornaram ao habitat natural estão diversos macacos, um tamanduá-bandeira, um lobo-guará, tucanos, araras e outras aves recuperadas.

    “É por isso que muitas vezes os animais estão cobertos ou em ambientes fechadinhos e tapados, para que a gente evite contato com os humanos e que não se acostumem com a gente – inclusive a gente sempre recomenda para o cidadão não tentar fazer contenção caso encontre um animal silvestre, seja qual for o estado, mas acionar o BPMA ou o órgão ambiental local que fará a destinação correta”, aponta Thiago Marques. “Dessa forma, buscamos sempre facilitar na hora de devolvê-lo à natureza.”

    Técnica administrativa do Hfaus, a bióloga Vilma dos Reis reforça que os animais chegam apenas por meio do Batalhão Ambiental da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros, lembrando que a unidade não atende demandas diretas dos civis, apenas órgãos estaduais e distritais.

    Até um filhote de saruê faz parte da “população flutuante” do hospital

    “O BPMA entra em contato conosco, a gente dá o sinal positivo e eles trazem o animal para cá”, detalha. “Fazemos o registro no sistema, onde ele [o animal] recebe uma numeração, e o biólogo faz a identificação dele com o microchip para monitoração ou para identificá-lo caso ele volte ou aconteça alguma coisa com ele nesse trajeto. Depois de ser avaliado pela veterinária e começar o tratamento, é determinado se ele será enviado ao Cetas para soltura após o documento de alta.”

    Resgate

    Ao se deparar com algum animal da fauna silvestre ferido ou bichos silvestres que precisam de cuidados neonatais – os filhotes -, o melhor a fazer é entrar em contato com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental do DF, pelo telefone 190. Os animais silvestres que não apresentam ferimentos também podem ser recolhidos pelo batalhão ambiental, direcionados a órgãos diferentes que fazem a identificação do bicho e a soltura.

  • Zoo inaugura tanque de água para onças-pintadas

    Zoo inaugura tanque de água para onças-pintadas

    Medida aumenta a sensação de bem-estar dos irmãos George e Peter

    O Zoológico de Brasília dá mais um passo em seu compromisso com o bem-estar animal inaugurando um tanque de água projetado para as onças-pintadas George e Peter. A nova estrutura atende as necessidades comportamentais e fisiológicas desses felinos.

    As onças-pintadas são conhecidas pela afinidade natural com a água e pela habilidade de nadar. A introdução do tanque de água é essencial para proporcionar um ambiente que estimule tanto o aspecto físico quanto o mental dos animais.

    O novo tanque atende necessidades físicas e mentais dos irmãos Peter e George | Fotos: Divulgação/ Zoológico de Brasília

    “Além de ser um meio de exercício que contribui para a manutenção da musculatura e melhora da circulação, o acesso à água oferece aos felinos uma forma de alívio do calor durante os dias mais quentes”, comentou o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto.

    Para George e Peter, a presença do tanque de água não só enriquece a rotina, apresentando uma aproximação do habitat natural, mas também é essencial para garantir que tenham uma vida saudável e feliz no zoológico.

    Resgate

    Os irmãos George e Peter chegaram ao Zoológico de Brasília em outubro de 2021, por recomendação do programa de conservação da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

    Originários de uma região afetada por queimadas no Mato Grosso, os filhotes foram resgatados órfãos, deixados desamparados em meio ao cenário das chamas.

    Ao chegarem ao Zoo de Brasília, os pequenos felinos foram recebidos com cuidado e dedicação pela equipe de especialistas em fauna selvagem. Atualmente, fazem parte dos projetos de conservação e educação ambiental do Zoo.

  • Transporte de animais de estimação no metrô tem regras especiais

    Transporte de animais de estimação no metrô tem regras especiais

    São permitidos pets de até 12 quilos fora do horário de pico; cães de guarda e de ataque só podem embarcar com focinheira

    Quem tem algum animal de estimação vira e mexe precisa se deslocar com o bichinho para algum lugar, o que muitas vezes, pode ser desafiador. No Distrito Federal, no entanto, os usuários do metrô podem embarcar sem nenhuma dor de cabeça, assim como em todo transporte público da capital.

    Podem ser transportados animais de estimação de até 12 quilos. Quando se tratar de cães de guarda ou ataque, eles só podem ser embarcados se estiverem usando focinheira. Cães-guia ou de serviço não precisam usar o equipamento. Até 2022, era necessário utilizar caixa para transportar os bichos, mas, a partir da sanção da lei nº 7.207 pelo governador Ibaneis Rocha, basta a coleira e a guia para garantir o embarque dos pets.

    O tutor é responsável por garantir a segurança do animal e dos passageiros | Foto: Matheus H. Souza/ Agência Brasília

    Existem algumas restrições para garantir a segurança e o conforto de todos os usuários. São permitidos apenas dois animais por trem. Além disso, o embarque de pets é proibido no horário de pico – entre as 6h e as 9h e entre as 16h30 e as 19h40.

    “Até hoje não tivemos nenhuma ocorrência grave”, destaca o superintendente de Operações do Metrô-DF, Renato Avelar. “Só não se pode andar com animais peçonhentos e perigosos”, complementa. De acordo com a legislação, bichos que provoquem desconforto ou comprometam a segurança do veículo, dos usuários e de terceiros não podem utilizar o transporte público.

    O tutor é responsável por garantir a segurança do animal e dos passageiros. Cabe a ele também garantir a segurança, a higiene e o conforto do animal e dos demais passageiros. Em caso de intercorrências, ele responderá civilmente por danos ou lesões causados pelo animal que estiver conduzindo.

     

  • Novas regras para garantir o bem-estar de animais apreendidos no DF

    Novas regras para garantir o bem-estar de animais apreendidos no DF

    Portaria da Seagri tem o objetivo de obrigar proprietários a vacinarem seus animais e evitar que cavalos abandonados retornem a donos negligentes

    A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) estabeleceu novos procedimentos para a restituição de animais de grande porte apreendidos em vias públicas. A portaria visa tornar os critérios mais objetivos e claros para os proprietários dos animais, endurecendo as normas para a reclamação da propriedade de animais recolhidos em vias públicas e daqueles que sofreram maus-tratos.

    De acordo com a nova portaria, os animais apreendidos ficam à disposição de seus proprietários pelo prazo de 30 dias, medida que já estava em vigor anteriormente. A novidade está na exigência de documentação mais rigorosa para comprovar a propriedade dos animais. Agora, são aceitos como comprovantes o passaporte equestre, exames de Anemia Infecciosa Equina ou Mormo realizados nos últimos dois anos, atestado de propriedade emitido por médico veterinário com CRMV-DF ativo e fotos individualizadas dos animais com boa resolução. Essas exigências visam garantir que os proprietários tenham maior responsabilidade e cuidado com seus animais, já que a necessidade de exames e atestados médicos implica a obrigatoriedade de vacinas e cuidados veterinários regulares.

    Para solicitar a restituição de animais apreendidos, os proprietários devem preencher um Requerimento de Restituição sem rasuras, entregar o documento no setor de protocolo da Seagri-DF e apresentar identificação com foto, comprovante de endereço em nome do requerente e comprovante de propriedade do animal. A documentação é analisada pelo Núcleo de Apoio Operacional, Logístico e Administrativo (Nuloa/Gean) no prazo de 10 dias, prorrogável por igual período.

    A entrega dos animais exige que o Requerimento de Restituição seja deferido, que haja agendamento prévio de data e horário, a apresentação do comprovante de pagamento dos custos relativos ao tratamento veterinário, se houver, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e a conferência dos chips dos animais antes do embarque. É necessário também apresentar um veículo apropriado para o transporte dos animais.

    Caso os animais não sejam reclamados ou retirados dentro do prazo estabelecido, eles podem ser destinados à doação ou a outras destinações previstas em lei, garantindo assim a segurança dos animais e das vias públicas, além de incentivar a adoção responsável.

    Além de regulamentar a restituição, a Seagri-DF também promove o projeto Adote um Animal, que visa encontrar novos lares para animais de grande porte resgatados das vias do Distrito Federal. De janeiro a maio deste ano foram recolhidos 209 animais e, atualmente, 74 animais estão abrigados pela Seagri-DF. Desses, 39 aguardam a devolução aos seus donos, enquanto 27 estão aptos para serem adotados.

    Com essas medidas, a Seagri-DF busca promover maior responsabilidade entre os proprietários e assegurar que os animais resgatados recebam os cuidados necessários enquanto aguardam a restituição ou adoção, garantindo assim o bem-estar dos animais e a segurança nas vias públicas.

  • Zoológico de Brasília abre todos os dias em julho

    Zoológico de Brasília abre todos os dias em julho

    Público poderá visitar os animais durante toda a semana, nos mesmos horários; bilheteria segue funcionando só até as 16h

    Durante este mês, o Zoológico de Brasília estará aberto todos os dias da semana, oferecendo aos visitantes a chance de explorar a diversidade da vida animal e participar de atividades especiais durante as férias. O expediente será das 8h às 17h, e a bilheteria funciona até as 16h.

    Normalmente fechado às segundas-feiras para manutenção e cuidado com os animais, o zoo decidiu ampliar seus dias de funcionamento para proporcionar uma experiência ainda mais acessível aos visitantes.

    “Esta decisão vem em resposta à demanda crescente durante o período de férias escolares, quando famílias buscam atividades educativas e divertidas para desfrutar juntas”, explica o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto.

    É uma boa oportunidade, acentua o gestor, para apreciar a beleza da vida selvagem, promovendo a conscientização ambiental e incentivando a conservação das espécies ameaçadas. A equipe do zoológico está empenhada em proporcionar uma experiência enriquecedora para visitantes de todas as idades.

    Os ingressos para o Zoológico de Brasília podem ser adquiridos na bilheteria local. De segunda a quinta-feira, custam R$ 5 para todos. Às sextas, sábados, domingos e feriados, o preço é R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada, para crianças de até 12 anos, idosos acima de 60 anos, estudantes, beneficiários de programas sociais do governo e professores).

  • Lobo-guará é devolvido ao Cerrado após atendimento em hospital especializado

    Lobo-guará é devolvido ao Cerrado após atendimento em hospital especializado

    Animal ameaçado de extinção ficou internado no Hfaus por 44 dias, após ter sido encontrado debilitado e com uma lesão na região craniana

    O Instituto Brasília Ambiental realizou, na quinta-feira (27), a reintegração de um lobo-guará à natureza. O animal estava internado no Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (Hfaus), instituição administrada pela autarquia ambiental, em convênio com a Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV). A internação aconteceu no dia 14 de maio, em decorrência de uma lesão na região craniana, próximo à orelha esquerda.

    A soltura foi realizada no mesmo dia de sua alta, após receber uma marcação, na orelha direita, para ser reconhecido e monitorado pelas armadilhas fotográficas instaladas em locais estratégicos na região do Instituto Teosófico de Brasília, em Brazlândia. Esse foi o local escolhido pelo Brasília Ambiental, juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para seu retorno ao Cerrado.

    “Esse trabalho de devolução do lobo-guará realizado por nós, em parceria com o Ibama, reforça o nosso papel de defender o meio ambiente, pelo fato de ser um animal ameaçado de extinção. Parabenizo, também, toda a equipe do Hfaus pelo atendimento prestado durante todo o período em que o animal esteve naquela instituição, sendo cuidado“, disse o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, que acompanhou a soltura do animal na reserva ecológica.

    De espécie ameaçada de extinção, o animal recebeu tratamento no Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre por mais de 40 dias | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

    O lobo-guará devolvido ao Cerrado é um macho adulto que foi encontrado no Lago Oeste. Durante os 44 dias de internação, os profissionais do Hfaus prezaram por mantê-lo o mais isolado possível, acessando-o apenas para alimentação e assepsia da ferida. Tudo isso para não acostumá-lo com a presença humana e aumentar as chances de sucesso no seu retorno ao ambiente natural.

    “É muito emocionante conseguirmos recuperar e soltar um animal deste, que é um símbolo não só para o Cerrado brasileiro como também para a fauna como um todo. Ele é um excelente dispersor de sementes. Apesar da cicatriz que ficou da ferida, ainda é muito saudável e vai poder perpetuar a espécie”, afirma Clara Costa, chefe substituta do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama.

  • Zoológico de Brasília adota medidas para o bem-estar de animais no inverno

    Zoológico de Brasília adota medidas para o bem-estar de animais no inverno

    Prioridade é o conforto de seus residentes, que estão recebendo tratamento especial para conviver com o frio

    Com a chegada da temporada de frio, o Zoológico de Brasília está implementando medidas para garantir o conforto e o bem-estar de seus residentes. A fundação tem se dedicado a desenvolver medidas específicas para atender às necessidades de determinadas espécies durante esse período.

    Funcionária prepara cama aquecida para micos: ambiente fica mais acolhedor | Foto: Divulgação/FJZB

    Os profissionais estão elaborando dietas personalizadas, preparando camas de feno e disponibilizando aquecedores, além de fornecerem cobertores para mamíferos e aves. Essas adaptações são ajustadas às exigências individuais de cada animal. No micário e no hospital veterinário, pequenos primatas agora desfrutam de cobertores macios, que não apenas proporcionam calor, mas também criam um ambiente acolhedor.

    Classificados como exotérmicos – não conseguem manter a temperatura de seus corpos dentro de uma faixa ideal, necessitando de fontes externas para essa manutenção -, os répteis são os que mais sofrem na época do frio.

    Dependendo de alguma fonte de energia para que o metabolismo não seja afetado pelas baixas temperaturas, medidas especiais foram adotadas para esses animais. As cobras recebem aquecedores para que consigam manter a temperatura ideal.

    Ao criar um ambiente acolhedor e seguro, o Zoológico de Brasília reforça seu compromisso contínuo em garantir que cada animal receba cuidados especiais, promovendo saúde física e bem-estar geral.