Categoria: Animais

  • Estudantes da rede pública aprendem sobre cuidado com animais em feira pet, no Parque da Cidade

    Estudantes da rede pública aprendem sobre cuidado com animais em feira pet, no Parque da Cidade

    Atividade educativa foi promovida pelo Manias Festival e Feira Pet Friendly, que conta com recursos do GDF e segue até domingo (10), com entrada gratuita

    Cerca de 300 estudantes de escolas públicas da Estrutural e de São Sebastião assistiram a uma sessão teatral sobre cuidado com os animais, nesta sexta-feira (8), no Manias Festival e Feira Pet Friendly. Realizado com recursos do Governo do Distrito Federal (GDF), o evento ocorre no Estacionamento 12 do Parque da Cidade até domingo (10), das 8h30 às 18h, com exposição de produtos para os pets, animais para doação, palestras e conscientização sobre a saúde de cães e gatos. A entrada é gratuita.

    “Estava muito animada para vir a esse teatro. Acho que foi o melhor que já vi”, contou a estudante Alicia Magalhães, 8 anos. A menina tem dois cachorrinhos em casa e conta que faz questão de manter a saúde deles em dia: “É muito importante cuidar deles e deixá-los bem quentinhos. Não pode deixar na chuva, senão eles podem ficar doentes.” Quem também pensa desta forma é a estudante Natália Luz, 8, que convive com duas cadelinhas. “A Lupita e a Mel são minhas cachorrinhas desde sempre. São praticamente gente. Minha mãe até deixa elas dormirem comigo”, brinca.

    Cerca de 300 estudantes de escolas públicas da Estrutural e de São Sebastião assistiram uma sessão teatral sobre cuidado com os animais | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    O festival recebeu investimento de cerca de R$ 400 mil da Secretaria de Turismo (Setur-DF). O titular da pasta, Cristiano Araújo, lembrou que Brasília é uma cidade turística amiga dos animais, título reconhecido e incentivado pela lei 7.225/2023. “A lei visa promover o turismo e o bem-estar dos animais, além de encorajar a convivência de pessoas e pets em ambientes públicos e privados”, destacou o gestor. “É importante fomentar os eventos que acolham os pets, pois hoje em dia as famílias buscam estar em lugares que acomodam tanto elas quanto seus animais.”

    Um dos professores presentes na feira, Renivaldo Araújo disse que os cuidados com a natureza e animais são tema de estudo nas escolas, mas que, ao serem abordados por outras pessoas, podem ser mais absorvidos pela garotada. “Foi um momento para as crianças aprenderem a valorizar não só o meio-ambiente, mas também os animais, fortalecendo o trabalho dos professores. Quando ficamos muito presos na sala de aula, a educação fica mais mecânica. Agora, quando a gente sai, que vem com uma atividade como essa, que é bem mais lúdica, tornamos a educação mais efetiva”, frisou.

    Programação

    No sábado (9), o público poderá participar de oficinas artesanais de patinhas pet, além de prestigiar performances interativas com o Grupo Posers e um desfile pet. No dia seguinte, haverá uma palestra com o especialista em saúde animal Alexandre Rossi, conhecido como Dr. Pet, às 10h30, oficinas de artesanato e mais um desfile pet, às 15h.

    O evento conta com 40 expositores, que apresentam desde artesanatos dedicados aos animais, a café gourmets, produtos agrícolas e mais. Um dos estandes é dedicado às campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul Pet, com foco na prevenção do câncer em cães e gatos. “Brasília é um cidade que adota o turismo pet nos restaurantes, hotéis, parques, e, assim como em outros projetos que já desenvolvemos, o festival envolve turismo e artesanato, gerando emprego e renda para os manualistas da área pet e aquecendo a economia do DF”, salientou o idealizador do Roney Arnout, presidente do Instituto Integra Mais Um.

    A artesã Lilia Maria dos Santos trabalha com arranhadores, camas, toucas e outros artigos para cães e gatos. Para ela, a oportunidade de expor em uma feira com foco em pets incentiva o mercado: “Aqui podemos divulgar o nosso trabalho e conquistar novos clientes, principalmente no final de semana, que esperamos ter boas vendas. Nosso trabalho é personalizado e não pode ser encontrado em pet shops”,

    Um dos organizadores do festival e responsável pela parte educativa, Gleison Wily afirmou que são esperadas mais de 2 mil pessoas no final de semana. “Essa é a quinta edição do evento, já tivemos edições em Taguatinga, Gama e aqui no Parque da Cidade”, assinalou. “A ideia é trazer um espaço pet friendly, conscientizando as pessoas sobre os bons tratos aos animais por meio do teatro e palestras.”

    Um dos professores presentes na feira, Renivaldo Araújo disse que os cuidados com a natureza e animais são tema de estudo nas escolas, mas que, ao serem abordados por outras pessoas, podem ser mais absorvidos pela garotada

    Também estão expostos produtos confeccionados por reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). O catálogo inclui arranhadores, camas e laços para os bichinhos. A diretora-executiva da Funap, Deuselita Martins, explicou que a produção dos itens faz parte do processo de ressocialização.

    “Nossos reeducandos, por meio das oficinas de artesanato e marcenaria, têm a oportunidade de transformar materiais recicláveis em produtos úteis e de alta qualidade para pets”, disse Martins. “Essa experiência reforça o valor do trabalho e contribui para o desenvolvimento pessoal de cada reeducando, além de promover a inclusão e a responsabilidade social. Estamos felizes em compartilhar com a comunidade o resultado desse trabalho e esperamos que ele inspire ainda mais ações de solidariedade e reintegração.”

    Por sua vez, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, enfatizou que “oferecer profissionalização aos reeducandos é contribuir para a função ressocializadora atribuída às penas privativas de liberdade a fim de reintegrá-los à sociedade.” A gestora complementou: “A questão da não reincidência está muito vinculada à possibilidade de essas pessoas terem vínculos empregatícios, portanto é preciso criar as oportunidades para que esses detentos se capacitem.”

    Serviço

    Manias Festival e Feira Pet Friendly
    Data: sábado (8) e domingo (9)
    Horário: das 8h30 às 18h
    Local: Estacionamento 12, Parque da Cidade
    Mais informações em Instagram (@feiramanias)

     

  • Aves raras, duas ararinhas-de-testa-vermelha nascem no Zoo de Brasília

    Aves raras, duas ararinhas-de-testa-vermelha nascem no Zoo de Brasília

    Estima-se que a população da espécie esteja entre 600 e 800 indivíduos vivendo nas montanhas da Bolívia

    O Zoológico de Brasília comemora o nascimento de duas ararinhas-de-testa-vermelha, espécie criticamente ameaçada e de ocorrência rara. As duas novas ararinhas nasceram no início de setembro e são filhas de Dalila e Salvador, um casal que vive no zoo e que tem sido parte de um programa de reprodução monitorada.

    Com menos de mil indivíduos na natureza, estima-se que a população das ararinhas-de-testa-vermelha esteja entre 600 e 800 indivíduos vivendo nas montanhas da Bolívia. A chegada dos filhotes, fruto de incubação artificial, exigiu dedicação integral da equipe, que acompanha o desenvolvimento dos filhotes dia e noite.

    “O nascimento dessas araras aqui no Zoológico de Brasília é uma vitória para a conservação da espécie e um sinal de esperança. Sabemos o quanto cada vida conta quando se trata de uma população tão pequena e ameaçada. Nossa equipe se dedica a cada detalhe, e ver esses filhotes crescendo nos motiva a seguir trabalhando,” destaca Wallison Couto, diretor-presidente do Zoológico de Brasília.

    O nascimento das ararinhas foi seguido de exames, pesagem e monitoramento constante, uma vez que elas ainda são “filhotes de ninho” — altamente dependentes dos cuidados da equipe do zoológico. O processo de crescimento é lento e exige atenção, mas cada etapa vencida é comemorada como um avanço significativo na conservação da espécie.

    A ararinha-de-testa-vermelha é uma espécie exótica, que vive nas montanhas da Bolívia. No momento, os filhotes não estão disponíveis para visitação no Zoo, mas a população pode acompanhar o crescimento dos pequenos pelas redes sociais da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB).

  • Vai levar o pet para um passeio de carro? Confira as regras e dicas

    Vai levar o pet para um passeio de carro? Confira as regras e dicas

    Com o aumento das infrações relacionadas ao transporte inadequado de animais no DF, é fundamental adotar medidas que garantam o bem-estar dos bichinhos durante o percurso

    Quando se trata de levar os amigos de quatro patas para um passeio de carro, a empolgação é grande entre os tutores e os bichinhos. No entanto, é preciso redobrar os cuidados e a atenção com a segurança dos pets para que o momento de alegria não se transforme em uma dor de cabeça.

    Quando transportados no carro, animais domésticos, obrigatoriamente, devem estar protegidos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    A Resolução n.º 791/2020 do Departamento de Trânsito (Detran-DF) enfatiza que o transporte de animais deve priorizar o bem-estar e a segurança, evitando riscos para todos os ocupantes do veículo. Mesmo com a determinação, muitos pets ainda são vistos soltos no carro ou com a cabeça para fora da janela. A prática, além de gerar agitação e sofrimento desnecessário para os animais, também pode resultar em infrações de trânsito.

    Riscos

    “Em hipótese alguma o animal deve ser transportado solto”,  enfatiza a diretora de Educação de Trânsito do Detran, Ana Moreira. “Às vezes, o tutor acha que está fazendo um bem para o animal levando-o embaixo do banco, mas é muito perigoso, colocando em risco a sua vida e a do animal, além de ser uma infração de trânsito.”

    Dados do Detran-DF apontam que as ocorrências envolvendo transporte inadequado de animais têm crescido no DF. Entre 2019 e setembro deste ano, o departamento registrou 1.814 infrações ao artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo 227 contabilizadas apenas nos nove primeiros meses de 2024.

    A norma do CTB classifica como infração média a prática de dirigir com animais ou objetos entre os braços e pernas, resultando em multa de R$ 130,16 e quatro pontos na carteira de habilitação.

    Dicas

    Caixas adequadas ao tamanho do animal são recomendadas para o transporte dos pets | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Para garantir uma viagem tranquila, uma das orientações é não deixá-los soltos nem no banco dianteiro, nem no traseiro, muito menos no colo do motorista.

    Em caso de uso de caminhonetes, o animal nunca deve ser transportado solto na caçamba. “Lembrando que é expressamente proibido o transporte de animal em motocicletas, em qualquer circunstância”, adverte a diretora do Detran.

    Segundo a servidora, uma alternativa é utilizar caixas de transporte adequadas ao tamanho do animal ou transportar o bicho preso a cintos de segurança para uso exclusivo de pets e que podem ser acoplados ao cinto do carro. Para animais menores, as bolsas de transporte são uma boa opção. Elas devem ser mantidas no banco traseiro e presas.

    Em viagens longas, o recomendado é fazer paradas regulares para que o bichinho possa se esticar, se hidratar e fazer suas necessidades. O tutor deve se certificar a todo momento de que o pet esteja confortável e fresco.

  • Programa de adoção dá novos lares a animais de grande porte no Distrito Federal

    Programa de adoção dá novos lares a animais de grande porte no Distrito Federal

    Com uma média anual de 270 bichos resgatados em vias públicas no DF, Secretaria de Agricultura promove encontro entre bichos que sofreram maus-tratos ou abandono e seus novos tutores

    A adoção de animais de grande porte resgatados tem se tornado uma alternativa importante para dar uma nova vida a equinos e bovinos que sofreram maus-tratos ou abandono. Os adotantes podem oferecer os cuidados necessários e aliviar lotações em abrigos. Realizando um trabalho de resgate e uma ponte com quem tem interesse em adotar, o Governo do Distrito Federal (GDF) disponibiliza os bichos apreendidos por meio do projeto Adote um Animal.

    Criado em 2020, o programa da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) tem uma média anual que gira em torno de 270 resgates. Sob custódia do Estado, os animais recebem alimentação e cuidados veterinários. Eles são apreendidos em ações de fiscalização da Seagri por diversos motivos, principalmente por estarem soltos em vias públicas – o que é um risco tanto para eles, que podem ser atropelados ou vítimas de maus-tratos, quanto para quem trafega pelas vias, podendo resultar em graves acidentes de trânsito.

    Programa Adote um Animal alimenta e dá tratamento veterinários aos bichos antes de eles serem adotados | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    Ao ser notificada da ocorrência, que pode ser efetuada por meio de chamados e denúncias da população, a Seagri envia equipes ao local com maquinário adequado e servidores qualificados para fazer o recolhimento dos bichos. Após a apreensão, os proprietários têm até 30 dias para reivindicar a posse dos resgatados. Caso não o façam, eles são direcionados à Gerência de Apreensão.

    Após serem resgatados, os animais passam por um processo de triagem inicial, onde são colocados em um piquete de espera. Lá, eles passam por avaliação veterinária, feita em parceria com o Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB), para determinar a condição clínica – se estão debilitados ou precisam de um tratamento diferenciado. Em seguida, recebem microchip e são separados em currais onde aguardam restituição ou adoção. Nessa fase, passam por inspeções veterinárias detalhadas e por períodos de quarentena, a fim de monitorar possíveis manifestações clínicas de doenças.

    Redução de casos

    Alesson Macena: “Os carroceiros não deixam mais tantos bichos soltos nas vias porque não há mais uma impunidade. Antes, acontecia de buscarem um animal e, no outro mês, deixá-lo solto de novo na BR”

    De acordo com o chefe de núcleo operacional logístico e administrativo do curral da Seagri, Alesson Macena, a maioria dos animais chega bastante machucada e debilitada, geralmente tendo sido usada em carrocerias no passado. O gestor reforça a importância da Portaria nº 171, instituída em julho de 2024, que dispõe sobre os critérios de restituição e colabora para inibir práticas de abandono.

    “Os carroceiros não deixam mais tantos bichos soltos nas vias porque não há mais uma impunidade. Antes, acontecia de buscarem um animal e, no outro mês, deixá-lo solto de novo na BR”, detalha. Alesson destaca que houve queda de bichos soltos nas vias públicas em julho deste ano e reforça as regras implementadas pela nova portaria, como a impossibilidade de uma pessoa que já retirou um resgatado da unidade poder adotar mais um ou retirar o mesmo novamente.

    Atualmente, quatro equinos estão disponíveis para adoção na unidade, que já chegou a abrigar 70 bichos em um único mês

    Segundo o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), este ano foram registrados dois acidentes de trânsito envolvendo grandes animais, sendo um deles fatal. “Nosso objetivo é tirar esses bichos de vias e logradouros públicos. Além dos acidentes que podem causar, eles também podem acabar comendo lixo – o que não só causa poluição e bagunça nas residências, mas também pode fazer mal ao organismo do animal”, ressalta.

    Atualmente, quatro equinos estão disponíveis para adoção na unidade, que já chegou a abrigar 70 bichos em um único mês. “Tiveram muitos interessados nesses últimos meses e a maioria dos adotantes quer o animal para monta ou estimação em suas propriedades, tratando dos que sofreram maus-tratos e fazendo o bem”, observa o gestor.

    Como adotar

    Para adotar os animais de grande porte disponíveis no curral da Seagri, os interessados devem comparecer à sede da pasta, portanto comprovante de residência, carteira de identidade e cadastro de pessoa física (CPF). Também é necessário preencher formulários de responsabilidade, juntamente com informações detalhadas sobre a propriedade e finalidade da adoção. Caso o cadastro seja aprovado, a adoção é autorizada e o adotante terá direito a três visitas de veterinários da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para garantir que o resgatado esteja recebendo os cuidados adequados em seu novo lar.

  • Zoológico de Brasília abre inscrições para Zoo Noturno em outubro

    Zoológico de Brasília abre inscrições para Zoo Noturno em outubro

    Interessados podem se inscrever a partir desta quarta-feira (25); o passeio é uma oportunidade para o público conhecer os animais que possuem hábitos noturnos

    A partir desta quarta-feira (25), o Zoológico de Brasília abre inscrições para o Zoo Noturno do mês de outubro. Serão disponibilizadas 240 vagas para o projeto, que ocorre todas as terças e quintas-feiras às 19h, com grupos de até 30 pessoas por noite. O passeio, que custa R$ 50, é uma oportunidade única para o público conhecer de perto os animais que possuem hábitos noturnos, como antas, onças-pintadas e serpentes.

    O programa inclui uma visita guiada pelas áreas do zoo onde esses animais vivem, permitindo que os visitantes observem seus comportamentos naturais durante a noite. Além disso, a atividade é educativa, com monitores explicando curiosidades sobre cada espécie e a importância da preservação desses animais.

    Segundo o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, o projeto tem sido um grande sucesso. “O Zoo Noturno é uma experiência mágica. Ver os animais noturnos em plena atividade é algo que encanta adultos e crianças, e essa é uma forma de conscientizarmos o público sobre a importância da conservação das espécies. Convidamos todos a participarem desta experiência especial no mês de outubro”, afirma.

    As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail zoonoturno@zoo.df.gov.br, a partir das 10h desta quarta-feira. Para o mês de novembro, as vagas serão abertas na última semana de outubro.

    Orientações para a visitação noturna

    O projeto Zoo Noturno é uma excelente oportunidade para os amantes da natureza descobrirem o Zoológico de Brasília em um contexto diferente, explorando os mistérios da vida noturna e aprendendo mais sobre a conservação da fauna.

    A atividade é educativa, com monitores explicando curiosidades sobre cada espécie e a importância da preservação desses animais

    Como muitos animais possuem hábitos diurnos, o Zoo solicita que os visitantes respeitem o silêncio durante a visita para evitar incomodar os animais que não fazem parte do passeio. Além disso, há outras orientações:

    1 – Use roupas confortáveis e sapatos fechados;
    2 – Use agasalhos;
    3 – Traga garrafinha de água;
    4 – É proibido o uso de lanternas, fotos e filmagens com flashs;
    5 – O passeio é proibido para crianças menores de 7 anos.

    Serviço
    – Datas e horário: Terças e quintas-feiras, às 19h.
    – Inscrições: Abertura nesta quarta-feira (25/9), às 10h. Inscrições via e-mail: zoonoturno@zoo.df.gov.br.
    – Valor: R$ 50 por pessoa.

  • Frescor em meio à seca: os cuidados do Zoológico de Brasília com os animais

    Frescor em meio à seca: os cuidados do Zoológico de Brasília com os animais

    Além dos clássicos picolés de fruta e carne, os animais também recebem chuvas artificiais para aliviar as altas temperaturas

    Em meio a um clima seco com altas temperaturas e quase 150 dias sem chuva no Distrito Federal, um banho frio e alguns picolés caem muito bem. E quem ganha esse tratamento refrescante são os animais do Zoológico de Brasília, como parte do enriquecimento de ambiente promovido nesta terça-feira (17).

    Com apoio de um caminhão-pipa de 15 mil litros de água, o elefante Chocolate tomou um banho de mangueira e chuva artificial. Em seguida, os micos do zoo receberam picolés de fruta para hidratar e ajudar a refrescar.

    “Queria estar no lugar dele, com esse calor”, afirmou a estudante Fernanda Ribeiro, 17 anos, ao passear perto do recinto do elefante. Ela comentou a relevância da ação em um dia tão quente. “Assim como a gente, os animais sofrem com esse calor e poluição, então é muito importante. Na hora em que estão jogando água, vem um refresco muito bom”, completa.

    Comportamento natural dos animais

    O diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, Wallison Couto, destacou que há uma equipe voltada ao bem-estar dos animais que os acompanha no dia a dia, realizando treinamentos e condicionamentos — um trabalho que se intensifica no período de clima mais hostil.

    “Esse condicionamento serve também para quando precisamos pegar o animal para realizar retirada de sangue ou algum tratamento, de forma que não cause um estresse maior, que pode exigir sedação. Principalmente nessa época seca, temos o banho, os tanques cheios de água ou lama, e eles gostam bastante”, afirma.

    Os animais herbívoros recebem frutas congeladas para aliviar o calor | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Ele acrescenta ainda que, nos próximos meses, o cronograma dessas ações com os animais poderá ser acompanhado pelo público, com os horários dos banhos marcados e também oportunidades para presenciar os enriquecimentos.

    Segundo a bióloga do Zoológico de Brasília Andressa Teles, além dos banhos para os animais que gostam, os condicionamentos também levam em consideração a dieta de cada espécie. Para os animais herbívoros, frutas congeladas; para os carnívoros, picolés de carne. “A gente procura simular o que os animais encontrariam na natureza. Então, oferecemos situações ou objetos que vão aliviar um pouco esse calor e também ajudar a diminuir o estresse dos animais. Assim como nós, quando estamos com calor, queremos um local para nos refrescar ou um alimento mais geladinho”, observa.

     

  • Período de seca exige cuidados extras com pets

    Período de seca exige cuidados extras com pets

    Confira dicas para garantir a saúde e bem-estar de cães e gatos; em caso de necessidade, o DF conta com atendimento veterinário gratuito no Hvep, em Taguatinga

    A baixa umidade provocada pela seca pode afetar de forma significativa a saúde dos animais de estimação, como gatos e cachorros. O tempo seco pode irritar as vias respiratórias dos pets, causando desconforto e, em alguns casos, complicações mais sérias. Por isso, é importante prestar atenção aos sinais e adotar medidas preventivas para garantir o bem-estar dos pets durante esses períodos.

    Especialmente durante a seca, é preciso redobrar os cuidados com cães, gatos e demais animais domésticos, que podem ser diretamente afetados pela baixa umidade do ar | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    A veterinária Mariana Rezende, da Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema-DF), explica que a umidade baixa resseca as mucosas das vias respiratórias dos animais, tornando-os mais vulneráveis a infecções respiratórias. Além disso, o ar mais quente e seco pode agravar condições pré-existentes e contribuir para o desenvolvimento de irritações na pele.

    Para proteger os pets, o uso de umidificadores é uma recomendação eficaz. Esses equipamentos ajudam a manter um nível de umidade que reduz a secura das vias respiratórias.

    Umidificadores

    “É preciso aspirar o ambiente frequentemente e usar um pano úmido para limpar superfícies para reduzir a poeira”, recomenda Mariana. “Também é bom manter o ambiente livre de fumaça e produtos de limpeza fortes, além de conservar uma temperatura confortável do ambiente, evitando mudanças bruscas de clima.”

    Segundo a veterinária, os sinais de problemas respiratórios incluem tosse persistente, espirros frequentes, dificuldade para respirar e narinas secas ou irritadas. Já distúrbios dermatológicos, como pele seca e escamosa, coceira intensa e lesões, são comuns durante a seca. Para proteger os pets, Mariana recomenda a adoção de diversas estratégias além do uso de umidificadores.

    “É importante manter a pele do animal bem-hidratada,” orienta. “O uso de xampus hidratantes e a aplicação de produtos específicos para cuidados com a pele podem ajudar a minimizar esses problemas.”

    Mas atenção: esses cuidados não exigem que você aumente o número de banhos do seu pet.

    Alimentação e hidratação

    Na dieta dos pets, frutas com alto teor de água, como melancia e maçã, também são uma boa dica para refrescar os animais. É preciso, porém, evitar frutas tóxicas, como uvas e abacate. O iogurte não é recomendável em caso de intolerância à lactose – nessa situação, vale optar por frutas congeladas ou água como alternativa refrescante.

    “Outra boa medida a ser adotada é oferecer ração úmida e alimentos ricos em água, além de manter água fresca disponível constantemente”, lembra a veterinária. “Cubos de gelo e caldo sem sal também podem ser úteis para tornar a água mais atraente.”

    Atendimento gratuito

    Hvep tem atendimento veterinário gratuito | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    A consulta com um veterinário é essencial para garantir a saúde e o bem-estar dos animais domésticos. Para os brasilienses que buscam suporte para a saúde de seus pets, a Sema-DF oferece atendimento veterinário gratuito no Hospital Veterinário Público (Hvep), em Taguatinga, próximo ao Parque Lago do Cortado, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h.

  • Campanha de vacinação antirrábica do GDF começa neste sábado (14)

    Campanha de vacinação antirrábica do GDF começa neste sábado (14)

    Aplicação dos imunizantes ocorrerá em outras duas datas; meta é imunizar 80% da população de animais contra a doença, representando um total de quase 300 mil cães e gatos

    O Governo do Distrito Federal (GDF) inicia, neste sábado (14), a campanha anual de vacinação antirrábica de cães e gatos. A ação ocorrerá em três datas (14, 21 e 28 de setembro) e tem como meta imunizar 80% da população de animais contra a doença, o que representa um montante de 300 mil pets.

    “A vacinação é importante, uma vez que o vírus da raiva circula no meio aéreo e pode ocorrer de algum animal silvestre contaminado passar a doença para o cão ou para o gato, trazendo riscos também à saúde humana. Dessa forma, a imunização contribui para o fortalecimento sanitário da própria população”, explica a médica veterinária Marcelle Farias, da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).

    A vacinação antirrábica deste sábado será voltada para cães e gatos das áreas rurais | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Nesta primeira data, serão contempladas as áreas rurais. Para isso, a Secretaria de Saúde disponibiliza 157 pontos de imunização distribuídos em 26 regiões administrativas. O endereço das unidades que estarão aplicando o imunizante e os respectivos horários de funcionamento estão disponíveis no site da pasta.

    Outra alternativa é levar o animalzinho no Drive-Thru montado no estacionamento 10 do Parque da Cidade, das 9h às 16h. A modalidade é indicada aos tutores cuja residência não possua uma unidade de aplicação próxima.

    Por questões de segurança durante a vacinação, é necessário que os cães estejam com a coleira e os gatos em caixas de transporte apropriadas. Animais com temperamento agressivo precisam estar com focinheira.

    Só serão imunizados os pets saudáveis com mais de 3 meses de vida e fêmeas que não estejam prenhas ou amamentando. “Outra recomendação é levar os comprovantes vacinais dos últimos anos e, se possível, uma toalha para ajudar na contenção do gatinho, caso ele fique nervoso”, prossegue a veterinária.

    Doença letal

    De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, 23 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, realizam campanhas de vacinação contra a raiva em cães e gatos. Os dados fornecidos pelos entes indicam que, hoje, a cobertura vacinal antirrábica é de 60,4%.

    A raiva é uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo cães, gatos e humanos. Transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, ela é quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

    A vacinação antirrábica é essencial para a prevenção, pois estimula o sistema imunológico dos animais e os prepara para combater o vírus caso sejam expostos. Além de proteger os pets, a imunização também blinda tutores e outras pessoas do risco de transmissão da doença.

  • Feira pet integra ação do Detran-DF em adesão ao Setembro Amarelo

    Feira pet integra ação do Detran-DF em adesão ao Setembro Amarelo

    Iniciativa destaca a importância da convivência com animais, que pode auxiliar na redução de sintomas de depressão, ansiedade e estresse; evento será nesta terça (10), das 9h às 17h, com vacinação disponível para os pets

    Nesta terça-feira (10), o Departamento de Trânsito (Detran-DF) realizará um evento especial em adesão à campanha do Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio. A ação acontece no estacionamento em frente à sede do Detran-DF (SAM Lote A Bl. B), das 9h às 17h, e contará com uma programação diversificada voltada para a conscientização e promoção da saúde mental.

    Entre as atividades previstas estão a distribuição de kits com brindes e materiais informativos sobre o tema, dicas de bem-estar mental, além de uma aula de alongamento focada em yoga. O espaço também contará com um totem para fotos e uma Feira Pet, em parceria com a Secretaria de Saúde (SES-DF), onde os participantes poderão vacinar seus animais de estimação e realizar testes de leishmaniose.

  • Zoonoses disponibiliza seis cães para adoção

    Zoonoses disponibiliza seis cães para adoção

    Animais passaram por exames e vacinação. Novos tutores devem ter mais de 18 anos e precisam assinar termo de responsabilidade

    A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES-DF) está com seis cães disponíveis para adoção. Os animais passaram por exames de leishmaniose, receberam vacina antirrábica e tratamento contra pulgas e carrapatos.

    Os seis animais estão saudáveis e aptos para a adoção. Visitas podem ser feitas na própria Zoonoses, de segunda a sexta-feira, das 11h às 16h | Foto: Divulgação/Zoonoses

    Os interessados em adotar um dos animais devem comparecer a Zoonoses, de segunda a sexta-feira, das 11h às 16h. Para iniciar o processo, é necessário que o novo tutor seja maior de 18 anos e assine um termo de responsabilidade. No momento da adoção, são repassadas orientações sobre guarda responsável e medidas de prevenção e controle de doenças, além de ser possível indicar o desejo de castrar o animal, gratuitamente.

    Além de promover adoções, a Zoonoses também se dedica ao cuidado de animais recolhidos. Em 2024, foram resgatados 52 cães e gatos; destes, 27 encontraram um novo lar e 16 retornaram aos seus tutores.

    Responsabilidade

    A médica veterinária da Zoonoses Marcelle Farias dos Santos de Oliveira reforça que a adoção de um animal também implica em alguns custos. “Além da alimentação, os tutores devem realizar exames anuais, aplicar vacinas regulares e administrar vermífugos. No caso dos cães, é necessário ainda o uso de produtos contra pulgas, carrapatos e repelentes de flebótomos, conhecidos como mosquito-palha, que transmite o parasita da leishmaniose visceral canina”.

    A recomendação da profissional é levar anualmente o animal ao médico veterinário para realizar exames de rotina e a imunoprofilaxia, um procedimento que previne cães e gatos contra doenças infecciosas. Outra dica é a utilização de coleiras com inseticidas que contenham repelentes.