Segundo o Corpo de Bombeiros, o apartamento está em reforma e as chamas ficaram restritas na varanda. Ninguém ficou ferido
Um incêndio atingiu a varanda de um apartamento em reforma, na Rua 6 Norte de Águas Claras, em frente à Praça da Coruja, na noite desta terça-feira (26/7), e mobilizou o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF). Segundo a corporação, ninguém ficou ferido.
O fogo começou por volta das 20h25 e, segundo o CBMDF, as chamas ficaram restritas à varanda do apartamento, onde havia materiais de obra. Por volta das 21h30, os bombeiros realizavam o procedimento de rescaldo na área.
No momento do incêndio, ninguém estava no imóvel. A proprietária do apartamento foi acionada, mas como estava fora do DF, a filha compareceu ao local e recusou a perícia do Corpo de Bombeiros.
Vidraças do sexto andar do edifício estouraram por conta das chamas, segundo relato de testemunhas. Corpo de Bombeiros e Polícia Militar estão no local
Um incêndio atingiu o apartamento 602 do Residencial Boulevard, em Águas Claras, na tarde desta quinta-feira (14/7), e assustou moradores. Vidraças do prédio, no sexto andar, estouraram por conta das chamas, segundo relato de testemunhas que estavam no local. O caso ocorreu entre as quadras 7 e 8 da região.
Segundo o sargento Will, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o fogo atingiu somente um cômodo, no quarto. A moradora viu a fumaça e acionou a corporação.
Oito viaturas do CBMDF combatem as chamas com apoio de dois carros da Polícia Militar do DF (PMDF). A reportagem apurou que não há vítimas, e o trabalho de rescaldo apagou as chamas.
Os três pontos de apoio permitirão atendimento mais rápido às vítimas. Cada um tem capacidade para cobrir um território de até 450 mil pessoas
Três novas bases descentralizadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) foram inauguradas na sexta-feira (1º). Os novos pontos de apoio ficam em Águas Claras, Taguatinga e Samambaia, cada um com capacidade para cobrir um território de até 450 mil pessoas.
As bases têm o objetivo de viabilizar a chegada das equipes de atendimento móvel até as vítimas no menor tempo de resposta possível. O Distrito Federal conta com 23 locais como esse. “Essa base é importantíssima para a população e para os servidores da secretaria, porque ela presta assistência a uma das regiões mais populosas do DF em um serviço que o atendimento rápido faz toda a diferença”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.
Para o diretor-geral do Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal, Marcus Antônio Costa, as bases vão auxiliar para que o atendimento chegue mais rápido em um caso de acidente. “É o Samu se aproximando ainda mais da população, contribuindo com o socorro em instantes”, afirma ele.
O diretor do Samu, Victor Queiroz, destaca a importância de intensificar o desenvolvimento de bases descentralizadas para atendimentos pré-hospitalares. “Há cerca de 15 anos que começamos com o Samu, mas os territórios já estavam ocupados. Então há uma dificuldade de encontrar locais que sejam estratégicos e disponíveis para pontos de apoio. Esses três pontos estão muito bem localizados nessas regiões administrativas”, explica.
Cada base modular tem a capacidade de acolher duas viaturas (ou uma viatura e duas motos) devidamente cobertas, com área de desinfecção, higienização e escoamento, além de instalações para acomodar suas respectivas equipes, totalizando até seis servidores com sala de descanso, local para preparo das equipes antes e depois dos atendimentos.
“A Região de Saúde Sudoeste é a maior em quantidade de equipamentos públicos de saúde e que tem mais de um milhão de habitantes”, explica Shirlene Almeida, superintendente-substituta da região – responsável por Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires. No território, há dois hospitais regionais, três Unidades de Pronto-Atendimento, 34 Unidades Básicas de Saúde, cinco Centros de Atenção Psicossocial e três policlínicas.
Para a chefe do Núcleo de Atendimento Pré-Hospitalar Sudoeste 2, Flávia Granja da Silva, responsável pelas operações na nova base de Samambaia, esses pontos fazem com que os socorros sejam não só mais rápidos, mas também mais abrangentes.
“Samambaia é muito grande. Se todos os profissionais estiverem concentrados em um único ponto, no caso de um atendimento em outra extremidade da cidade e com trânsito, o socorro pode demorar a chegar. Por isso, o Samu é muito importante, já que trabalha com minutos preciosos para salvar uma vida”, afirma.
A enfermeira Laryssa Lopes comemora a inauguração do local. Ela também trabalha no Núcleo Sudoeste 2, e conta que o espaço serve como um ponto de apoio para os servidores. “Quem cobre a rua pode vir comer alguma coisa e beber água, tomar um banho, porque às vezes tá sujo de sangue de outra ocorrência. Isso aqui melhora a nossa qualidade de vida no ambiente de trabalho”, justifica.
O núcleo Sudoeste 2 tem cerca de 90 servidores, com 60 técnicos de enfermagem, quatro médicos, dez enfermeiros e 20 condutores.
Há 20 dias o TJDFT havia determinado a suspensão das construções na Quadra 104 e na Avenida do Parque de Águas Claras
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) suspendeu a liminar que determinava a suspensão das licenças de construção e paralisação das obras em andamento no lote 02 da Quadra 104 de Águas Claras e no lote 1405 da Avenida do Parque de Águas Claras.
De acordo com o TJDFT, a decisão decorre de uma ação civil pública, ajuizada pela Associação de Moradores e Amigos de Águas Claras (AMAAC), no intuito de invalidar os atos de venda e licenciamento das edificações nos endereços, que inicialmente eram destinados para instalação de equipamentos públicos de saúde e educação.
Na decisão, o desembargador responsável explicou que a ação civil pública adotada pelos autores não seria adequada para a finalidade, que é a declaração de inconstitucionalidade de dispositivos da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). “O caso em análise demonstra que a declaração de inconstitucionalidade de dispositivos da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) se confunde com o pedido principal da ação civil pública, o que torna, em tese, manifesta a impropriedade da via eleita”, disse.
Há 20 dias o juiz da Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF determinou, em decisão liminar, a suspensão dos efeitos das licenças para construir nos endereços da Quadra 104 e da Avenida do Parque de Águas Claras.
Sorteio ocorreu na tarde desta terça-feira (28). Ao todo, 12,6 mil bilhetes foram contemplados com valores a partir de R$ 100; mais de 905 mil contribuintes concorreram nesta edição
Um morador de Águas Claras foi sorteado no programa Nota Legal e levou o prêmio máximo, de R$ 500 mil, por uma compra de R$ 116,78 em um supermercado na região, no Distrito Federal. O primeiro sorteio de 2022 foi realizado na tarde desta terça-feira (28).
Ao todo 12,6 mil bilhetes foram contemplados com prêmios que variam de R$ 100 a R$ 500 mil. Um morador de Planaltina e outro da Asa Norte foram premiados com R$ 200 mil cada.
Segundo a Secretaria de Economia do DF, a lista parcial dos premiados fica disponível no site do Nota Legal. Os contemplados também serão notificados por e-mail cadastrado no programa. Os prêmios foram divididos da seguinte forma:
1 prêmio de R$ 500 mil
2 prêmios de R$ 200 mil
3 prêmios de R$ 100 mil
4 prêmios de R$ 50 mil
10 prêmios de R$ 10 mil
30 prêmios de R$ 5 mil
50 prêmios de R$ 1 mil
500 prêmios de R$ 200
12.000 prêmios de R$ 100
Participaram do sorteio mais de 905 mil contribuintes cadastrados no Nota Legal, que indicaram o CPF em compras no comércio local entre maio e outubro de 2021, e que não possuem débitos com o Governo do Distrito Federal (GDF).
A data limite para os contemplados indicarem a conta bancária para receber a quantia é 24 de dezembro, também pelo site do programa.
“Queremos reiterar aos ganhadores dos prêmios que não esqueçam de acessar o portal do Nota Legal e verifiquem se não foi um dos ganhadores do prêmio. Faça a indicação, para que a gente não tenha necessidade, mais uma vez, de mobilizar nossa equipe para ir atrás do ganhador”, diz subsecretário da Receita do DF, Florisberto Fernandes.
Nesta edição, foram emitidos cerca de 51,3 milhões de bilhetes, portanto, três milhões a mais do que no segundo sorteio de 2021, que ocorreu em dezembro.
Instalação foi feita a pedido de moradora que está reformando apartamento e não queria que funcionários da obra usassem sanitário da casa ou do condomínio. Nesta segunda-feira (27), estrutura foi retirada
A instalação de um banheiro químico no meio na rua 8 de Águas Claras, no Distrito Federal, causou polêmica entre moradores. A estrutura foi colocada na quarta-feira (22), em frente a um prédio e ao lado de um contêiner e da saída da garagem de um condomínio.
O banheiro químico foi instalado por uma moradora do prédio, que está reformando o próprio apartamento, e não permitiu que os pedreiros da obra usassem o banheiro da residência e nem do condomínio. A medida causou críticas de vizinhos.
Na manhã desta segunda-feira (27), uma fiscal do DF Legal esteve no local, tirou foto do banheiro e procurou a moradora pra notificá-la, alegando que a estrutura estava em área pública, e que deveria ser retirada. No início da tarde, o banheiro foi removido do local.
A mulher que determinou a instalação foi procurada pela reportagem, mas não quis se pronunciar.
Críticas
De acordo com Taciana Sousa, que é moradora do condomínio, a instalação prejudicava a imagem do prédio e a higiene da rua. “Além de ser um local que pode ocasionar bichos, como ratos e baratas, tem a questão de que prejudica a nossa imagem perante os outros condôminos”, afirma.
O Ministério do Trabalho tem uma norma que regulamenta as condições de trabalho para empregados da construção civil.
A norma cita que, nas frentes de trabalho, deve ser disponibilizada uma instalação sanitária, podendo ser utilizado banheiro químico, com descarga ou isolamento dos dejetos, com ventilação, material para lavar e enxugar as mãos. Também é proibido o uso de toalhas coletivas, e deve ser garantida a higienização diária do banheiro.
No entanto, o espaço instalado em Águas Claras passava o dia inteiro aberto, sem tranca, permitindo que qualquer pessoa que passasse pelo local pudesse usá-lo. Também não havia lugar para lavar as mãos e nem toalha ou papel toalha.
O síndico do condomínio disse que mandou um e-mail oficial, por mais de uma vez, afirmando que os sanitários do prédio estavam disponíveis para serem usados pelos funcionários da obra, para trazer mais conforto pra eles. Ele afirmou que, após a polêmica, reiterou a informação.
Operação desenvolvida pela SSP-DF, em parceria com outros órgãos e pastas do governo, chega pela quarta vez à cidade. Em outras três ações, 12 veículos abandonados foram retirados das ruas da região
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) segue com a Operação DF Livre de Carcaças, em Águas Claras, nesta quarta-feira (22), a partir das 9h. Desta vez, os órgãos envolvidos se reunirão em frente à Administração Regional de Águas Claras. A previsão é que a ação retire 10 carcaças da região.
Iniciada em fevereiro de 2020, sob coordenação da SSP-DF, a ação itinerante retirou mais de 900 carcaças abandonadas em áreas públicas de 23 regiões administrativas do DF. Além de contribuir com a sensação de segurança da população, a operação visa eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, que é transmissor de dengue, zika e chikungunya.
A DF Livre de Carcaças é realizada em parceria com as secretarias executivas das Cidades e de Políticas Públicas, DF Legal, Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), Polícia Militar do DF (PMDF), Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), Secretaria de Saúde (SES) e Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).
Serviço Operação DF Livre de Carcaças – Data: Quarta-feira (22) – Horário: a partir das 9h – Local: Administração Regional de Águas Claras – R. Manacá, s/n – Contato: ascom.sspdf@gmail.com
Mesmo com ofício do MP solicitando extinção de Ação Civil Pública, juízo concedeu liminar em ação que questiona destinação de terrenos; Terracap está recorrendo da decisão
Os lotes comercializados pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) em Águas Claras, na Praça Tiziu, Lote 2 na Quadra 104, e na Avenida Parque Águas Claras, Lote 1405, sempre foram de propriedade da empresa e não destinados a equipamento público. Corre na Justiça uma Ação Civil Pública proposta pela Associação de Moradores e Amigos de Águas Claras/DF (Amaac) que questiona a destinação do imóvel alienado a terceiro.
A Terracap defende que o processo de venda dos imóveis respeitou a legislação em vigor em todos os seus aspectos. Cabe ressaltar que, intimado a se manifestar no processo, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) oficiou o juízo pela extinção da ação. Nesta terça-feira (14), a empresa está recorrendo da liminar concedida para que o ofício do MP seja acolhido.
Entenda o caso
Em resumo, a associação pede a declaração de inconstitucionalidade dos incisos de I a VII do art. 107 da Lei Complementar Distrital nº 948/2019 (Luos), mantidos pela LC nº 1.007/2022, os quais permitiram a alteração dos usos de lotes situados em Águas Claras, anteriormente qualificados como de uso institucional, educação e saúde. A associação também pretende a alteração da destinação do imóvel alienado a terceiro.
Os lotes sempre foram destinados ao uso privado, ou seja, não foram criados para “uso público” – escola pública, ademais sempre foram de propriedade da Terracap e não destinados a equipamento público, como pressupõe a associação de moradores. Além disso, caso o comprador opte pela construção de escola privada, se for o caso, este uso é permitido.
Por força do Plano Diretor Local de Taguatinga – PDL (Lei Complementar n.º 90/1998), os usos possíveis para estes lotes foram ampliados para a classificação ‘L1’, que permite uso comercial, industrial e institucional, sendo vedado o uso residencial, bem como atividades de alta incomodidade.
Posteriormente, em 2019, por força da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), foram mantidos os usos comercial, industrial e institucional e foi aberta a possibilidade do uso residencial, mediante pagamento de Outorga Onerosa por Alteração de Uso (Onalt).
No pedido pela extinção da ação, a promotora Yara Maciel Camelo destacou que os pedidos da associação se confundem com a causa de pedir da ação, que diz respeito à inconstitucionalidade de dispositivos da Luos.
“O que torna incabível o manejo da ação civil pública, eis que se pretende a declaração de inconstitucionalidade de dispositivos da Luos, sendo certo que tal objetivo deve ser buscado em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Eg. TJDFT e se objetiva, ainda, por consequência, a paralisação de obras que vêm ocorrendo em lotes alienados pela Terracap, em que se requer a declaração de inconstitucionalidade por suposto vício material, obras estas que seguiram o devido trâmite administrativo”, argumentou.
Servidor da companhia fazia limpeza do cano quando encontrou feto, nesta segunda-feira (13). Caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia
Um feto foi encontrado, na manhã desta segunda-feira (13), em uma tubulação da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), em frente à estação elevatória do Parque de Águas Claras, no DF.
De acordo com o boletim de ocorrência, um homem de 44 anos, servidor da Caesb, encontrou o feto quando retirava sujeira da tubulação. Ele foi orientado pelos supervisores a comunicar as autoridades, segundo a Polícia Civil.
Uma equipe da corporação se deslocou até o local e solicitou a perícia. O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul.
Entrega voluntária
A Vara da Infância e da Juventude (VIJ) atende gestantes e mães que desejam entregar bebês para fins de adoção. Ao fazer contato, a grávida ou mãe deve solicitar agendamento para atendimento psicossocial de urgência. Para isso, a mulher pode escolher uma das formas de contato abaixo:
Mandar mensagem para o Whatsapp do serviço de adoção: (61) 99272-7849
Mandar e-mail para: sefam.vij@tjdft.jus.br
Ligar para a assessoria técnica da VIJ, (61) 3103-3388 entre 12h e 19h, de segunda a sexta-feira
A possibilidade de entregar uma criança para adoção está prevista na Lei 13.509/17. Segundo a VIJ, a medida ajuda a prevenir abortos, abandono, esquemas ilegais de adoção ou mesmo ao tráfico humano ou infanticídio.
Dados da Pdad 2021 referentes a oito cidades do DF, apresentados nesta quarta (1º), mostram também que 89,6% dos moradores da RA possuem CNH, número acima da média nacional, que é de quase 63%
Águas Claras está entre as regiões administrativas do Distrito Federal com o maior número de calçadas que dão acesso a domicílios – quase 99% das casas –, de ciclovias (pouco mais de 24 km de trecho) e ciclofaixas – quase 8 km de percursos espalhados pelas avenidas Araucárias e Castanheiras.
Essa estrutura facilita muito, por exemplo, o acesso de serviços delivery, como os de comidas e remédios, e oferece segurança para quem depende do veículo sobre duas rodas para circular pela cidade. Caso do jovem Mário Francisco Alves, 25 anos, morador de Ceilândia e repositor de produtos de um grande atacadista localizado na Avenida das Araucárias, em Águas Claras.
“De segunda a sábado, venho de bicicleta de Ceilândia até Águas Claras. Então circulo bastante de bike por aqui”, conta. “Acho importante as ciclofaixas, me deixam mais seguro. A questão é a responsabilidade de cada motorista ao volante”, observa com convicção.
Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília
Pesquisa Domiciliar 2021
Os números foram revelados na Pesquisa Distrital de Amostragem por Domicílio (Pdad) 2021, apresentados pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), nesta quarta-feira (1º), em evento realizado na Administração Regional do Núcleo Bandeirante.
Os índices fazem parte do terceiro encontro de divulgação de dados por região, que desta vez teve como foco a Unidade de Planejamento Territorial (UPT) Central Adjacente 2. Essa UPT envolve, além de Águas Claras, as cidades de Guará, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, SCIA-Estrutural, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Vicente Pires e Arniqueira. Quase 31 mil domicílios participaram do estudo.
“Essa pesquisa realizada pelo GDF, por meio da Codeplan, é importante porque norteia os gestores em relação aos anseios e demandas da população, nos mostra o caminho que a gente deve seguir para atender a comunidade”, destacou o administrador do Núcleo Bandeirante, Cláudio Márcio de Oliveira.
Ainda sobre mobilidade em Águas Claras, a Pdad 2021 mostra que a cidade é, entre as que participaram da pesquisa, a região administrativa com maior número de moradores com posse de Carteira Nacional de Motorista (CNH), 89,6%. Número, diga-se de passagem, acima da média nacional, que é de quase 63%.
Essa realidade faz parte da rotina da servidora Sarah Vasconcelos, 41 anos, que depende do veículo para comprar mantimentos para casa, levar a filha de quase 1 ano ao médico ou pegar o marido na estação do metrô após o expediente. “Ter carro e habilitação para dirigir há muito tempo deixou de ser luxo e virou necessidade”, observa. “A maioria dos prédios por aqui, eu acredito, têm dois carros por apartamento”, avalia.
Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília
Cães e gatos
Outros dados relevantes da pesquisa revelam que, das oito cidades que fizeram parte dessa fase, Águas Claras também lidera o ranking de pessoas casadas, com 56,4% dos dados. Ao mesmo tempo, o Núcleo Bandeirante apresenta o maior percentual com pessoas morando sozinhas, 25,3%.
O Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) é a RA com o maior número de casais sem filho do grupo, com 30,4%. E também lidera a lista do DF com população economicamente ativa (PEA), representando quase 70% dos casos.
Ainda segundo a pesquisa, 43,8% da população do Guará trabalham no Plano Piloto e número quase idêntico, ou seja, 43,2% de moradores da Estrutural trabalham na própria localidade em que moram.
Com relação aos animais domésticos, o cachorro ainda é a grande preferência dos moradores dessas cidades, sendo que quase 50% de moradores de Vicente Pires têm um ou mais caninos em casa e 18, 5% de gatos estão concentrados nas residências da Estrutural. Em seguida vem o Núcleo Bandeirante, com 14,3% dos números de felinos.
“Depois que fiquei viúva e meus filhos casaram e foram embora, meus gatinhos são minhas únicas companhias”, revela a aposentada Ester Rodrigues Silveira, 73 anos, moradora do Núcleo Bandeirante. “Eles ajudam a preencher o meu tempo, são meus verdadeiros amigos”, garante.
A Pdad é realizada pela Codeplan com periodicidade bianual e tem objetivo de traçar um perfil socioeconômico das 33 RAs. A próxima apresentação de resultados será no dia 8 de junho, em Taguatinga, contemplando a UPT Oeste, que engloba Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga e Sol Nascente/Pôr do Sol.
“Das oito cidades que participam da UPT Central Adjacente 2, Águas Claras é a região administrativa com melhor realidade social, situação que se deve à separação de Arniqueira”, compara Thiago Mendes Rosa, chefe de gabinete da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos da Codeplan. “Uma realidade que vamos ver parecida na semana que vem em relação a Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol”, avalia o técnico.