Autor: Repórter Independente

  • Projeto Borboleta ajuda a reconstruir a autoestima de reeducandas

    Projeto Borboleta ajuda a reconstruir a autoestima de reeducandas

    Comunidade pode colaborar, doando itens de vestuário, cosméticos ou outros acessórios; ação já beneficiou 5 mil pessoas desde 2017

    “É a oportunidade de se vestir, de tirar aquela roupa branca e se sentir diferente e importante na vida; é o primeiro passo para a liberdade”, descreve a reeducanda Samantha*, 50, uma das beneficiadas pelo projeto Borboleta, da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF).

    Vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa disponibiliza roupas e acessórios para elevar a autoestima dos sentenciados em sua nova fase de vida. Desde 2017, essa ação já beneficiou 5 mil pessoas.

    “Assim que eu saí da prisão, a situação financeira estava muito difícil, então ter acesso a roupas novas de graça e poder trabalhar com dignidade é uma força muito grande – é um gasto a menos, uma preocupação a menos”, relembra Samantha.

    Com o apoio da Funap, desde que entrou em regime semiaberto, ela atua há nove meses como manicure e, quando possível, no projeto Borboleta, ajudando outros reeducandos na nova vida.

    As roupas do borboletário, local onde ficam armazenadas, são adquiridas por meio de doações. Cada pessoa (homem e mulher) tem direito a cinco itens, que podem ser escolhidos em araras dispostas na sede da Funap.

    “A doação dessas roupas vai muito além do vestuário; elas representam um novo começo para os reeducandos que estão retomando suas vidas no mercado de trabalho e na sociedade”, ressalta a diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins.

    “Muitos chegam sem condições de se apresentar adequadamente para uma entrevista ou para o primeiro dia de emprego, e o projeto Borboleta lhes dá esse suporte essencial, ajudando a resgatar a dignidade e a autoestima nesse momento de recomeço”, complementa a gestora.

    Andreia escolhe peças no borboletário: “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho”

    A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, também vê na iniciativa um caminho para ressocialização. “O projeto Borboleta resgata autoestima, dignidade e fortalece a reintegração social e profissional dessas pessoas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”, pontua.

    Autoestima e recomeço

    O simples ato de trocar de roupa no borboletário assim que chegou à Funap -DF transformou a vida de Andreia*, 57. Depois de dez anos na prisão, a costureira saiu sem nada. “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho e até nos outros dias,  porque a gente demora 30 dias para receber o primeiro salário”, relata.

    Além do impacto financeiro, ela reforça a importância do projeto para a confiança das reeducandas: “Já pensou todo mundo chegando de branco ao trabalho? Seria constrangedor, né? Aqui, a gente entra presa, mas sai como qualquer outra pessoa da sociedade. Isso é muito bom para a nossa autoestima”.

    Como ajudar

    O projeto Borboleta recebe doações de qualquer item de vestuário, cosmético ou acessório, beneficiando tanto homens quanto mulheres. As peças mais procuradas são roupas de frio, calças jeans (de todos os tamanhos) e camisas, de preferência coloridas.

    As doações podem ser entregues de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede da Funap-DF: Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Trecho 2, lotes 1835/1845, 1º andar. Mais informações pelos telefones (61) 3686-5031 e 3686-5030.

  • Carro da Vacina percorre o Sol Nascente e atrai a população

    Carro da Vacina percorre o Sol Nascente e atrai a população

    De janeiro de 2022, quando foi implementada, até fevereiro deste ano, ação da SES-DF já aplicou mais de 57 mil doses de imunizantes

    “Olha o Carro da Vacina passando na sua rua!” O aviso, apregoado alto e bom som, convidava moradores do Trecho 3 do Sol Nascente a colocar o cartão de vacinação em dia. Com um megafone, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) percorreram rua a rua, e quem estava dentro de casa correu para ver do que se tratava.

    Curioso, de cima de um cavalo, Yuri Daniel Carvalho da Silva, 12, filho da dona de casa Rejane Lopes da Silva, 45, acompanhou os passos da mãe, que foi se vacinar. “Achei legal”, disse. “Se dependesse de mim, eu me vacinava de novo. Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina.”

    Rejane Silva: “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer”

    Yuri e seus oito irmãos estão com o cartão de vacinação em dia. A mãe, elogiada pela equipe por cuidar bem da saúde das crianças, aproveitou para se imunizar contra tétano, hepatite e covid-19, além de fazer o acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família.

    “É importante manter tudo certo por causa da saúde”, afirmou Rejane. “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer. Para mim, foi muito bom ter acesso a esse serviço na porta de casa, ainda mais com crianças.”

    Acesso ampliado

    O veículo da saúde conta com imunizantes, seringas, material de apoio e acesso ao sistema de registro de vacinação, o que permite verificar se a pessoa já tomou alguma dose e quando. Foram disponibilizados imunizantes do calendário vacinal adulto e infantil, com exceção das vacinas BCG e contra a dengue.

    De acordo com Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste (Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol), a iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à vacinação.

    “Com essa ação, buscamos alcançar aqueles que, por algum motivo, não conseguiram ir às unidades básicas de saúde”, explica. “No Sol Nascente, há uma alta vulnerabilidade social. O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região.”

    Gerente de Enfermagem da Atenção Primária da Região de Saúde Oeste, Alessandro Gutemberg detalhou o trabalho: “A gente bate de porta em porta, chamando a população para se vacinar e conferindo os cartões de vacinação. O que estiver faltando nós completamos. O importante é levar a imunização até as pessoas e reduzir as barreiras de acesso”.

    Comodidade

    Maria Alice Baiano foi se vacinar contra hepatite e covid-19: “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”

    Também beneficiada pela abordagem, a cabeleireira Maria Alice Baiano, 48, se vacinou contra hepatite e covid-19. “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”, comentou. “É um serviço muito bom e importante. Facilita muito, principalmente para crianças e idosos”.

    O marido, o pedreiro Ivanilton Pereira da Silva, 41, protegeu-se contra hepatite e febre amarela e também elogiou o serviço: “Achei ótimo, porque a dificuldade aqui é enorme. É complicado para nós, que moramos nessa área. Agradecemos esse serviço e a atenção com a comunidade”.

    De janeiro de 2022, quando foi implementado, até fevereiro deste ano, o Carro da Vacina teve 146 edições, aplicando um total de 18.797 doses contra a covid-19 e 38.854 doses de outras vacinas do calendário básico e da campanha contra a influenza.

    Em janeiro deste ano, foi incorporado o recadastramento do Bolsa Família durante as ações, beneficiando 164 famílias. Além disso, a entrega de kits odontológicos, iniciada em 2024, resultou na distribuição de 6.540 itens até fevereiro de 2025, acompanhada de orientação em saúde bucal.

  • Torre de TV comemora 58 anos com festa neste domingo (9)

    Torre de TV comemora 58 anos com festa neste domingo (9)

    BRB preparou atividades especiais em homenagem a um dos maiores símbolos de Brasília

    Em comemoração ao aniversário de 58 anos da Torre de TV, o Banco BRB preparou atividades especiais para o domingo (9). O local, um dos principais cartões-postais da cidade, será palco de uma grande festa para toda a família. O evento será das 13h às 17h e promete envolver a comunidade local e turistas na região em uma programação interativa e cultural.

    “É uma grande alegria celebrar os 58 anos da Torre de TV, valorizando este importante símbolo da cidade. O banco não poderia ficar de fora desta festa e reafirma seu papel na promoção de ações que geram impacto positivo para os moradores de Brasília e turistas que visitam a região, transformando a Torre de TV em um importante ponto de encontro para a população”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Entre as atrações da festa, estão espaços temático para fotos com o público (PhotoPoint), cama-elástica, totó, ping-pong, distribuição de pipocas e picolés, além da brincadeira “Acerte a Torre”, com a montagem de uma Torre de TV como alvo para as pessoas acertarem o máximo de argolas.

  • DF amplia vacinação contra HPV para adolescentes até 19 anos

    DF amplia vacinação contra HPV para adolescentes até 19 anos

    Imunizante previne infecção sexualmente transmissível e câncer. Ação vai até 14 de junho

    A partir desta segunda-feira (10), adolescentes de 15 a 19 anos, de ambos os sexos, que não tenham se vacinado contra o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês), podem comparecer a uma das salas de vacina da Secretaria de Saúde (SES-DF) para garantir a proteção. A ampliação do público é temporária e vai até 14 de junho, quando a dose volta a ser exclusiva para crianças e jovens de 9 a 14 anos.

    O imunizante protege contra verrugas genitais e alguns tipos de câncer, como os de útero, pênis, boca, ânus e laringe. “A ação pretende levar a vacina para quem não a recebeu na idade indicada e proteger essa faixa etária, que é altamente vulnerável ao HPV”, afirma o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF, Gustavo Ribas.

    O imunizante aplicado na rede pública possui eficácia contra quatro sorotipos do vírus | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

    Na prática, é uma segunda chance para quem não conseguiu se vacinar na época certa. Na capital federal, há 30 mil doses em estoque. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, aponta que, se for necessário mais imunizantes, eles serão solicitados ao Ministério da Saúde.

    “Iniciamos a aplicação de doses contra o HPV no DF em 2013 e agora vamos possibilitar o acesso para quem já deveria ter sido protegido”, explica Tereza Luiza Pereira. Seja para a faixa etária de 9 a 14 anos, seja para a de 15 a 19 anos, o esquema vacinal é de dose única.

    O imunizante aplicado na rede pública é quadrivalente, ou seja, possui eficácia contra quatro sorotipos do vírus. Por isso, mesmo adolescentes que já tenham tido contato com algum sorotipo do HPV devem se vacinar.

    Transmissão

    O HPV é uma infecção sexualmente transmissível (IST). O vírus é capaz de infectar tanto a pele quanto a mucosa oral, genital e anal de homens e mulheres. Embora a principal forma de transmissão ocorra por via sexual, com penetração desprotegida, ela também pode ocorrer por contato direto entre os órgãos genitais, sem penetração.

  • Transporte coletivo terá reforço para eventos pós-Carnaval no DF

    Transporte coletivo terá reforço para eventos pós-Carnaval no DF

    Público esperado é de 13 mil pessoas em dois blocos carnavalescos e um encontro de mulheres

    Três eventos marcados para este sábado (8) vão movimentar a capital federal no período chamado de pós-Carnaval. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) determinou que as operadoras do transporte público coletivo disponibilizem ônibus para atender à movimentação de pessoas, sobretudo na dispersão do público até uma hora após o término da programação.

    Cerca de quatro mil pessoas devem participar do Encontro de Mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), marcado para as 13h, nas proximidades da Torre de TV, Via S2 e Rodoviária do Plano Piloto. A ação tem previsão de terminar às 17h.

  • Zebrinha chega ao Park Way com três linhas circulares

    Zebrinha chega ao Park Way com três linhas circulares

    Serviço começa nesta segunda-feira (10) e vai funcionar inclusive aos domingos, com total de 97 viagens por semana

    Os ônibus do serviço de transporte de vizinhança, conhecidos como zebrinhas por sua cor vermelha com listras brancas, começam a circular na região administrativa do Park Way, nesta segunda-feira (10). A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) criou três linhas para atender aos usuários do transporte público coletivo da região, com um total de 97 viagens por semana.

    No Park Way, os zebrinhas vão circular todos os dias da semana, inclusive sábados e domingos. As novas linhas vão operar em substituição a outras linhas que circulam pela região. A linha 0.026 irá substituir a linha 073.3, a 0.027 absorve a linha 073.4, e 0.028 substituirá a linha 073.5. Todas as linhas são operadas pela Pioneira e o ponto de partida dos veículos será na área externa da Estação Park Way.

    “Com o Park Way, já são 16 localidades atendidas pelo Zebrinha, que é um veículo mais rápido, apropriado para deslocamentos nas vias internas das regiões administrativas, oferecendo à população um transporte confortável para seus acessos aos serviços públicos de saúde, escolas e ao comércio, com possibilidade de integração com várias linhas de ônibus e o BRT”, avaliou o secretário titular da Semob, Zeno Gonçalves.

    Confira os dados de cada linha

    Linha 0.026 – Park Way (Lado Oeste)/ParkShopping/Park Way (Qds. 26 e 27)
    Esta linha terá quatro viagens em dias úteis de segunda a sexta-feira, saindo da área externa da Estação Park Way
    Horários: 6h07, 7h10, 16h e 17h30
    Tarifa: R$ 3,80.

    Linha 0.027 – Park Way/Aeroporto
    Serão 15 viagens em dias úteis de segunda a sexta-feira, 29 viagens aos sábados e 29 viagens aos domingos e feriados. O ponto de partida dos veículos será na área externa da Estação Park Way
    Tarifa: R$ 3,80.
    Horários em dias úteis: 5h, 5h30, 9h20, 10h, 10h30, 11h, 11h30, 12h, 12h30, 13h, 13h30, 14h, 14h30, 15h e 15h30.
    Horários aos sábados e domingos: 5h, 5h30, 6h10, 6h50, 7h30, 8h10, 8h50, 9h30, 10h10, 10h50, 11h30, 12h10, 12h50, 13h30, 14h10, 14h50, 15h30, 16h10, 16h50, 17h30, 18h10, 18h50, 19h30, 20h10, 20h50, 21h30, 22h10, 22h50 e 23h30.

    Linha 0.028 – Park Way (Qds. 14 a 25)
    A linha terá ponto de partida na área externa da Estação Park Way, com 20 viagens por dia útil, de segunda a sexta-feira
    Tarifa: R$ 2,70
    Horários: 6h, 6h41, 7h22, 8h03, 8h44, 9h25, 10h06, 10h47, 11h28, 12h09, 12h50, 13h31, 14h12, 14h53, 15h34, 16h15, 16h56, 17h37, 18h18 e 18h59.

  • Mulheres do campo participam de curso sobre o cultivo de uvas na Fazenda Água Limpa

    Mulheres do campo participam de curso sobre o cultivo de uvas na Fazenda Água Limpa

    Iniciativa visa fomentar a participação feminina no agronegócio sustentável

    Como parte das celebrações pelo Dia Internacional da Mulher, cerca de 60 produtoras rurais participaram, nesta quinta-feira (6), do minicurso do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre viticultura no cerrado. Promovido pela Secretaria da Mulher, a capacitação terá dois dias de duração e faz parte do projeto “Agropecuária Sustentável: Mulheres Transformando o Campo”.

    A iniciativa visa fomentar a participação feminina no agronegócio sustentável. Ao longo do ano, a pasta organiza diversas ações para capacitar e apoiar as mulheres do campo. “No total, são seis minicursos e temos também visitas técnicas até a Fazenda Água Limpa. Elas aprendem sobre criação de gado, corte, leite, ovinos e manuseios de máquinas. Hoje em específico, as mulheres vão ver sobre a produção da uva e a viticultura no geral”, afirmou a subsecretária de Ações Temáticas da Secretaria da Mulher, Dayanne Timóteo.

    A iniciativa visa fomentar a participação feminina no agronegócio sustentável | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Viabilizada por emenda parlamentar da deputada Jaqueline Silva no valor de R$ 330 mil, a formação é conduzida em parceria com a Universidade de Brasília e aborda desde a introdução à viticultura até o planejamento e estruturação de vinhedos, além da seleção de variedades adaptadas ao bioma Cerrado.

    “Esse projeto é um mix de entendimentos e possibilidades para as mulheres que já trabalham com a agricultura ou que desejam ingressar na área. As alunas contam com transporte, lanche e toda a estrutura necessária para a realização do curso”, explicou Dayanne.

    Para Anália Pereira, a capacitação vai servir para colocar em prática em casa: “Eu cresci em lavoura, trabalhei muito tempo na roça com meus pais e hoje tenho algumas plantações em casa, inclusive um pé de uva. Estou aqui para aprender como melhorar o cultivo. Amo mexer com a terra e sou muito grata por essa oportunidade”

    Entre as alunas, Messias Teodora da Rocha, de 73 anos, estava empolgada para poder colocar em prática o aprendizado. “Eu amo a natureza e sempre estou em chácaras. Cultivo rosa do deserto em casa, então eu gosto muito de mexer com isso. Para mim, é uma grande oportunidade para aprender mais sobre agricultura e, quem sabe, expandir meu cultivo”, relatou.

    O mesmo foi compartilhado pela aluna Anália Pereira, 73. Para ela, a capacitação vai servir para colocar em prática em casa: “Eu cresci em lavoura, trabalhei muito tempo na roça com meus pais e hoje tenho algumas plantações em casa, inclusive um pé de uva. Estou aqui para aprender como melhorar o cultivo. Amo mexer com a terra e sou muito grata por essa oportunidade”.

    Os próximos cursos são de prevenção a incêndio em áreas agrícolas; práticas rotineiras de produção agrícola para mulheres; formulação manual de ração para vacas em lactação; e mecanização agrícola para mulheres. As inscrições serão feitas no site do Instituto Movimento.

  • GDF inicia obras do novo complexo aquático do Parque da Cidade

    GDF inicia obras do novo complexo aquático do Parque da Cidade

    Novacap instalou o canteiro de obras e deu início às demolições para fazer as intervenções necessárias para a primeira etapa da reforma

    A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) instalou o canteiro de obras e iniciou as demolições da Piscina com Ondas para transformar o local num moderno parque aquático. Essa é a primeira etapa da reforma que começa, de fato, entre abril e maio.

    “O Distrito Federal vai ter um espaço de lazer de última geração. Além de um local de divertimento, vai ser uma unidade democrática e integradora”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite.

    A companhia foi a responsável pela elaboração do edital e a contratação da empresa que cuidará da obra, no caso, a Engemil Engenharia Empreendimentos, Manutenção e Instalações Ltda. Toda a revitalização conta com investimento estimado de R$ 18 milhões. Nesta quinta-feira (6), a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF) repassou parte do valor com o intuito de dar início aos trabalhos no estacionamento 7 do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek.

  • Moradores do Guará ganham novo horto agroflorestal

    Moradores do Guará ganham novo horto agroflorestal

    Espaço está localizado na UBS 2 da região, na QE 23, onde também funciona o Caps AD

    Quem mora no Guará já pode usufruir e cuidar do Horto Agroflorestal Biodinâmico (Hamb), um espaço voltado ao cultivo de plantas alimentícias não convencionais (Pancs) e medicinais. O intuito é contribuir para o bem-estar físico e mental da população, por meio da integração com a natureza e a saúde.

    O espaço fica na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Guará, onde também funciona o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) da região.  Este é o terceiro Hamb da Região Centro-Sul de Saúde e o primeiro localizado no Guará.

    “Tivemos a participação da comunidade e de profissionais da saúde nessa implementação”, relata a gerente da UBS 2, Valdiane Dutra. “Estamos falando da construção coletiva de um espaço terapêutico fundamental na harmonização do ambiente e na aproximação entre a saúde e seus usuários.”

    Terapia da terra

    Fruto de parceria entre a Fiocruz Brasília e a SES-DF, o projeto da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos fortalece a Atenção Primária à Saúde (APS), intensificando ações de prevenção e cuidado por meio do plantio.

    No local, a comunidade é orientada e convidada a plantar, colher e manter a horta viva e saudável. As atividades também funcionam como terapia complementar para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), lembra o diretor de APS da Região Centro-Sul, Luiz Henrique Mota.

    “Dentro da APS, trabalhamos para ofertar medidas terapêuticas, mas também queremos que os pacientes sejam os  protagonistas desse processo”, afirma Mota. “O horto resgata exatamente isso: a atividade, tanto física quanto mental, da produção agroflorestal.”

    Parceria

    Desde 2018, a Fiocruz tem contribuído com a implementação dos hortos biodinâmicos. O foco é proporcionar uma noção mais ampla de bem-estar. “Isso significa que, se a gente cuida do solo, dos animais, das plantas e do ser humano, cuidamos da nossa saúde”, explica a pesquisadora da Fiocruz Ximena Moreno. “Junto à SES-DF, trabalhamos não só no combate a doenças, mas também na prevenção e na promoção do que é saudável. As mãos na terra permitem essa abordagem”.

  • Aclamado pelo público, ‘Ainda Estou Aqui’ fecha Mostra Oscar 2025 do Cine Brasília

    Aclamado pelo público, ‘Ainda Estou Aqui’ fecha Mostra Oscar 2025 do Cine Brasília

    Sessão do primeiro filme brasileiro a vencer a categoria de Melhor Filme Internacional emocionou os 470 espectadores no último dia de exibição

    Sob aplausos e com a sala cheia, os telespectadores de Brasília assistiram à exibição do filme Ainda Estou Aqui no último dia da Mostra Oscar 2025, no Cine Brasília, nesta quarta-feira (5). Dirigido por Walter Salles, o longa conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, marcando a primeira estatueta da Academia para o Brasil e reafirmando a força do cinema nacional no cenário global.

    Público acompanhou atentamente cada cena do filme | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    O público compareceu em peso para prestigiar a obra. Das 619 poltronas disponíveis no Cine Brasília, 470 foram ocupadas, garantindo uma sala repleta de emoção. Símbolo da cultura cinematográfica da cidade, o local foi escolhido por Cândice Rater, 55, para assistir pela segunda vez ao longa, que retrata a trajetória de Eunice e Rubens Paiva, marcada pelo amor e pela resistência política durante a ditadura militar.

    “Quando vim pela primeira vez, não consegui ver a sessão, pois estava lotada, mas eu acho que a gente precisa valorizar o que é nossa cultura, então não teria lugar melhor para assistir ao filme que não fosse o Cine Brasília e voltei para ver aqui”, conta, reforçando o significado da obra para ela: “A mensagem é muito clara: ditadura nunca mais, sem anistia”.

    Em uma palavra, Cláudia Lima, 55, define Ainda Estou Aqui: “Impactante”. Para a professora, a história do longa reflete um momento histórico vivido no país por muitas pessoas. “Ele mostra a realidade de tudo o que nós vivemos e reforça que ainda faltam respostas”, observa.

    Na avaliação da diretora do Cine Brasília, Sara Rocha, a sessão foi uma oportunidade para o público rever ou assistir à obra aclamada. “Nós democratizamos o acesso ao cinema, promovendo a integração entre o público e o melhor do cinema nacional e internacional, com preços populares que reforçam o papel do Cine Brasília como um cinema público”, ressaltou.

    Filme premiado

    Gustavo Simas lembrou que, para sua geração, a situação abordada no filme é familiar: “É uma recriação de um momento que eu vivi”

    Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui tornou-se um fenômeno de público: arrecadou mais de R$ 150 milhões mundialmente e levou mais de 5 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros, tornando-se um dos maiores sucessos do país.

    A premiação de Melhor Filme Internacional foi um dos motivos que atraiu Erick Coutinho, 20, ao cinema. “Eu já queria ver antes, mas depois do prêmio agilizei para saber da história”, contou. Outra motivação para ir ao cinema foi a atuação de Fernanda Torres e o trabalho de Walter Salles. “Eu acompanho o trabalho deles há muito tempo e não deixaria de ver a obra”, disse o estudante. Após a sessão, ele saiu satisfeito: “Valeria o prêmio de Melhor Filme. Dos indicados que eu vi, esse foi o melhor”.