Autor: Repórter Independente

  • Morre Francisco, o papa de hábitos simples que lutou para mudar a Igreja

    Morre Francisco, o papa de hábitos simples que lutou para mudar a Igreja

    Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, morreu aos 88 anos às 2h35 pelo horário de Brasília, 7h35 pelo horário local, desta segunda-feira (21). As informações foram confirmadas pelo Vaticano, que dará detalhes sobre a causa da morte “provavelmente” às 15h, no horário de Brasília.

    O pontífice, que ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos, se recuperava de uma pneumonia nos dois pulmões após ter ficado 38 dias internado. Ele morreu em seu apartamento, na residência de Santa Marta, na Cidade do Vaticano, onde vivia desde sua eleição em 2013.

    As cerimônias fúnebres de Francisco seguirão uma série de ritos e começam já nas próximas horas desta segunda-feira, segundo o Vaticano. Os horários a seguir estão no horário de Brasília:

    • 14h: missa de sufrágio pelo papa Francisco. Cerimônia ocorrerá na Basílica de São João de Latrão, em Roma, e será realizada pelo cardeal Baldo Reina.
    • 15h: ritos de constatação da morte e deposição do corpo de Francisco no caixão. A cerimônia ocorrerá na capela privada do papa e será presidida pelo camerlengo Farrell.
    • Na manhã de quarta-feira (23), o corpo do papa será levado para a Basílica de São Pedro, em Roma, para que fiéis possam prestar a última homenagem ao papa.

    Francisco será enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, e não na Basílica de São Pedro, no Vaticano. A última vez que isso aconteceu foi em 1903, com o enterro do papa Leão XIII.

    O sino da Basílica de São Pedro, no Vaticano, tocou para anunciar a morte do papa nesta manhã diante de turistas e peregrinos que expressavam choque e tristeza com a notícia neste feriado da Páscoa, segundo a agência de notícias Reuters.

    Nascido em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, na Argentina, Francisco foi o primeiro papa latino-americano da história. Ele também foi o primeiro pontífice da era moderna a assumir o papado após a renúncia do seu antecessor e, ainda, o primeiro jesuíta no posto.

    À frente da Igreja Católica por quase 12 anos, Francisco foi o papa número 266.

    Em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave para eleger o substituto de Bento XVI, Bergoglio foi escolhido como o novo líder – inclusive contra a sua própria vontade, segundo ele mesmo admitiu.

    Fonte: G1
  • Queima de fogos marca a virada para o 21 de abril: Brasília completa 65 anos

    Queima de fogos marca a virada para o 21 de abril: Brasília completa 65 anos

    Espetáculo pirotécnico pôde ser conferido pelo público que acompanhava a segunda noite de shows na Esplanada

    Já é aniversário de Brasília! Uma contagem regressiva e uma queima de fogos no início da madrugada desta segunda-feira (21) marcaram a virada, ou melhor, a chegada da data em que a capital federal completa 65 anos. O espetáculo pirotécnico pôde ser conferido pelo público que acompanhava a segunda noite de shows na Esplanada dos Ministérios, pouco antes da apresentação da cantora Mari Fernandez. Antes dela, passaram pelo palco Fagner, Digão e o trio O Grande Encontro – formado por Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.

    Contagem regressiva e queima de fogos marcaram a chegada dos 65 anos de Brasília, no início da madrugada desta segunda (21), na Esplanada dos Ministérios | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    “Você sente essa energia muito positiva, em um Domingo de Páscoa, as pessoas aqui, para assistir a shows tão importantes. Então, é uma felicidade para a nossa cidade e eu tenho certeza que essa comemoração dos 65 anos da capital vai entrar para a história do Distrito Federal”, destacou o governador Ibaneis Rocha, que, durante o evento, foi à grade e à área destinada a idosos e pessoas com deficiência para interagir com o público presente.

    “A festa está muito organizada, com muita segurança, tem diversão para todo mundo, de todas as idades. É uma festa para a família do Distrito Federal”, emendou a vice-governadora Celina Leão.

    A sensação do piseiro Mari Fernandez fechou a programação de shows deste domingo (20)

    Ao longo desta segunda-feira (21), o público poderá conferir diversas atrações na comemoração pelos 65 anos da capital. Na Esplanada, a música brasiliense dará o tom da festa: a partir das 14h, grandes nomes da cidade – como Menos É Mais, BenzaDeus e Adriana Samartini – prometem agitar o público e encerrar em grande estilo a programação, que começou no sábado (19).

    A fé também terá espaço nesta segunda. Às 10h, no palco da Esplanada, haverá uma celebração gospel, que, a partir das 11h, contará com show do cantor Eli Soares, sete vezes indicado e duas vezes vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa.

    Para os católicos, também às 10h, haverá uma missa especial pelo aniversário de Brasília e pelo jubileu da arquidiocese da capital, na Catedral. Presidida pelo arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, a celebração terá a presença da cruz usada na primeira missa do Brasil, que está em peregrinação pelo país.

    Também na manhã de segunda, às 14h, a Esplanada terá teatrinho infantil e atividades recreativas para crianças.

    Festa

    O Governo do Distrito Federal (GDF) preparou uma programação extensa e diversificada para a celebração dos 65 anos de Brasília. As ações começaram nesta quinta-feira (17) e se estendem por toda a Semana Santa até o dia do aniversário, na segunda-feira (21), com shows, espetáculos teatrais, concertos e ofertas de gratuidade em espaços de lazer.

    Os shows na Esplanada são a grande atração – no sábado (19), Wesley Safadão e Léo Santana agitaram o público. Totalmente gratuita e pensada para oferecer segurança, conforto e diversão para todos, a estrutura montada na área central de Brasília inclui um megapalco, telões, passarela para aproximar o público dos artistas, camarotes, área kids e áreas pet, além de uma praça de alimentação e atrações interativas como roda-gigante, tirolesa e um estúdio para youtubers e influenciadores, além de 60 banheiros químicos. A organização foi liderada pelo Instituto Eleva, com apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF).

    O público também pode chegar às atrações gratuitamente, por meio do programa Vai de Graça. Ônibus e metrô estão operando sem custo entre quinta (17) e segunda-feira (21), inclusive, com reforço nas linhas.

    Confira a programação desta segunda-feira, 21 de abril:

    • 10h — Evento gospel
    • 11h — Eli Lopes
    • 14h — Doze por oito
    • 15h10 — BenzaDeus
    • 16h20 — Adriana Samartini
    • 17h30 — Leon Correia
    • 19h — Menos é Mais
    • 21h20 — Bruno Cesar & Rodrigo
    • 22h30 — Zé Neto & Cristiano
    • 1h — Encerramento

  • Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória

    Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória

    Dos arquivos históricos aos museus que preservam os primeiros passos da capital, o DF celebra mais de seis décadas com iniciativas que mantêm viva a história dos fundadores da cidade

    Brasília é a grande protagonista do mês de abril, quando completa 65 anos de história. Mesmo nova, a cidade tem muita história para contar, relembrar e se redescobrir. No Distrito Federal essa memória não se perde. Mais do que isso, ela está muito bem guardada e contada, seja no Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), seja nas ruas, em locais históricos como o Memorial JK, o Museu Vivo da Memória Candanga e Catetinho.

    O Catetinho foi a primeira sede do governo federal oficial no DF | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Responsável por abrigar documentos produzidos pelo Poder Executivo e acervos privados de interesse público, o Arquivo Público tem levado essa memória para outros continentes, a exemplo de Portugal. Recentemente, foi firmada a parceria com a Casa da Arquitectura de Portugal para compartilhar os documentos digitais de Lúcio Costa, urbanista responsável por planejar o Plano Piloto de Brasília. Iniciativa que busca preservar a memória e o legado do arquiteto para que futuras gerações possam desfrutar, já começou a ser compartilhado com o ArPDF. A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos.

    O superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, ressalta que qualquer registro, em qualquer formato, seja audiovisual, textual ou cartográfico, é fundamental para complementar a história de Brasília. Para ele, tudo é relevante, desde fotos e documentos de pioneiros até registros de um grande gênio como o Lúcio Costa, pois cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e garante a preservação dessa história para futuras gerações.

    No Arquivo Público, a história da capital está contada em aproximadamente 6 mil caixas-arquivos, com 4,5 milhões de documentos em pequenos formatos. Além disso, a instituição mantém cerca de 45 mil documentos em grandes formatos, dois milhões de negativos e microfilmes, além de 300 películas e mais de 500 vídeos em diversos suportes.

    Memória de Brasília

    O Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição de fotos especialmente para o aniversário de 65 anos de Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

    A memória da construção de Brasília está espalhada pelo Distrito Federal. Um desses locais é o Museu Vivo da Memória Candanga. Antes de se tornar um museu, o local funcionava como o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), criado para atender à crescente demanda por serviços de saúde no Distrito Federal. Além de socorrer operários, acidentados nas obras, o hospital também realizava partos e prestava atendimento ambulatorial a crianças e donas de casa. O complexo era formado por 23 edificações de madeira e permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi inaugurado o Hospital Distrital, atual Hospital de Base.

    “Esse hospital teve Edson Porto como primeiro diretor. A esposa dele, Marilda Porto, ainda vem aqui às vezes. Quando ela entra, se emociona muito, chora… e nunca senta na cadeira dele. É uma memória forte, né? Ele veio pra Brasília justamente para cuidar desses operários”, comenta a gerente do Museu da Memória Candanga, Eliane Falcão. Além dos itens utilizados pelos operários, o espaço conta com uma exposição que resgata a presença feminina na história de Brasília, muitas vezes esquecida.

    Somente no último ano, o espaço recebeu cerca de 25 mil visitas. Para comemorar o aniversário de 65 anos de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição com fotos coloridas da década de 1970. São 140 fotos do acervo de Joaquim Paiva que ficarão expostas por cerca de dois meses.

    Há também o Museu do Catetinho, que foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. Construído em apenas 10 dias, o projeto de Oscar Niemeyer é um prédio simples, feito de madeira, e conhecido como Palácio das Tábuas. Visitantes encontram referências da época, através da preservação do mobiliário original e outros objetos.

    O Memorial JK recebe, em média, 40 mil pessoas por ano | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    A cidade também conta com o Memorial JK, onde os visitantes encontram objetos que simbolizam a capital, além do acervo pessoal do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. Logo na entrada, o impacto inicial vem da estrutura arquitetônica assinada por Oscar Niemeyer, que traduz em formas a força simbólica da história de JK. O visitante é recebido por uma série de fotografias que contam a trajetória dele, desde a vida pessoal, como médico, até a atuação política e encontros com líderes de outros países. Além disso, o espaço revela momentos marcantes da vida e do legado de JK.

    O acervo tem cerca de 16 mil itens, entre documentos, fotos, condecorações, roupas, livros e objetos pessoais. “Eu acho que o mais importante do museu é que ele preserva uma história singular, essencial para compreendermos o Brasil de hoje. JK foi um homem que realmente cumpriu o que prometeu. Seu plano de governo, que propunha ‘50 anos em 5’, teve como pilares a educação, a energia, o transporte, a alimentação e a indústria de base. E ele entregou”, destaca o vice-presidente do Memorial JK, André Octavio Kubitschek.

    O Memorial JK recebe em média 40 mil pessoas por ano. O espaço promove o programa Museu-Escola, que leva cerca de 20 mil crianças ao longo do ano, principalmente nos períodos escolares, como abril e julho. Os outros 20 mil visitantes adultos, em geral são turistas, estudiosos ou pessoas interessadas na história de Brasília e do Brasil.

  • Aniversário de Brasília terá programação especial para pessoas idosas na Esplanada

    Aniversário de Brasília terá programação especial para pessoas idosas na Esplanada

    Manhã de segunda-feira (21) terá atividades de saúde, bem-estar e lazer

    Para celebrar os 65 anos de Brasília, a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) promove, na próxima segunda-feira (21), uma manhã dedicada às pessoas idosas, com atividades gratuitas de bem-estar, saúde, cultura e lazer. O evento deve receber mais de 2 mil participantes em um espaço exclusivo na Esplanada dos Ministérios, em frente ao palco principal da festa.

    A iniciativa faz parte do projeto Viver 60+, que promove ações contínuas de valorização da pessoa idosa no DF. Ao todo, dezenas de tendas temáticas estarão montadas com serviços e experiências voltadas ao envelhecimento ativo e saudável.

    Programação

    8h30 às 9h – Cantores sertanejos
    9h às 9h20 – Alongamento
    9h20 às 9h40 – Zumba
    9h40 às 10h – Funcional Idosa
    10h às 10h20 – Relaxamento com técnicas de respiração, ioga e meditação
    10h20 às 10h30 – Louvores com cantores sertanejos

  • Música e muita diversão animam o público no primeiro dia da festa dos 65 anos de Brasília

    Música e muita diversão animam o público no primeiro dia da festa dos 65 anos de Brasília

    Além de atrações como Léo Santana e Wesley Safadão, a estrutura montada na Esplanada dos Ministérios contou com espaço kids, tirolesa, roda-gigante, área de alimentação e muito mais – tudo para proporcionar o melhor e maior aniversário da capital federal para toda a população

    Milhares de pessoas curtiram a programação do primeiro dia do aniversário de 65 anos de Brasília, neste sábado (19). O megapalco montado na Esplanada dos Ministérios recebeu os artistas Wesley Safadão e Léo Santana, além de nomes locais como a cantora Dhi Ribeiro e as duplas William & Marlon, e Enzo & Rafael. Com o tema “O melhor tempo é agora”, a festa continua neste domingo (20), com O Grande Encontro, Fagner e Mari Fernandez. Na segunda-feira (21), haverá Menos é Mais e Zé Neto & Cristiano. A entrada é gratuita e não há necessidade de retirada de ingresso.

    O cantor Wesley Safadão agitou o público na Esplanada dos Ministérios | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Este Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 15 milhões para promover o melhor aniversário já vivenciado pela população. “O amor que eu tenho por essa cidade, e poder comemorar esses 65 anos, juntamente com os amigos, com as pessoas e com o povo da cidade, é muito importante. Hoje o mais importante é porque o povo está aqui. Com o programa Vai de Graça conseguimos trazer as pessoas para ver os grandes shows da cidade“, destacou o governador Ibaneis Rocha.

    “É o símbolo da paz que nós estamos implantando em Brasília, isso aqui é paz, é união, são famílias, segurança, o pessoal da polícia está aí trabalhando, todo mundo unido, e vai ser uma festa lindíssima nesses três dias, podem contar com isso”, complementou o chefe do Executivo.

    A fonoaudióloga Janaína Simões, 43, ficou muito animada quando soube das atrações e, junto ao marido, se sentiu segura de levar as duas filhas para o evento

    A vice-governadora, Celina Leão, ressaltou o empenho para que este fosse, de fato, o melhor aniversário da cidade. “As festividades, shows e atrações foram preparados com muito carinho. Essa celebração reflete o trabalho realizado todos os dias por este GDF para levar cada vez mais qualidade de vida para toda a população. Que todos possam aproveitar com a certeza de que faremos da nossa cidade o melhor lugar para se viver”.

    Totalmente gratuita e pensada para oferecer segurança, conforto e diversão para todos, a estrutura dos shows inclui um megapalco, telões, passarela para aproximar o público dos artistas, camarotes, área kids e áreas pet, além de uma praça de alimentação e atrações interativas como roda-gigante, tirolesa e um estúdio para youtubers e influenciadores, além de 60 banheiros químicos. A organização foi liderada pelo Instituto Eleva, com apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF).

    O eletricista Adriano Silva, 37, escolheu um lugar bem próximo ao palco, para não perder nenhuma atração

    “É muita emoção. A festa ficou lotada, várias atrações passaram por aqui, São Pedro colaborou com a gente e não choveu. Então, estamos muito felizes, muito empolgados e vamos estar aqui nos três dias”, destacou o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. “É um investimento para Brasília. Os hotéis estão cheios, os restaurantes estão aquecidos com esse movimento que geramos com o evento. Tenho certeza que vai ser positivo para o DF.”

    População

    Desde a primeira atração até a última, não faltou animação. Antes de subir ao palco, o cantor Wesley Safadão compartilhou o sentimento que é participar de um dos melhores aniversários da capital federal. “Estou muito feliz em estar aqui comemorando esses 65 anos. Estamos juntos sempre. E vamos quebrar tudo hoje”, adiantou o artista que já gravou um DVD na cidade.

    A estudante Bruna Heloísa, 12 anos, fez questão de chegar cedo para garantir um lugar na grade. “Umas 17 h eu já estava aqui, muito ansiosa para a festa. É a minha primeira vez vendo o show deles e de graça é ainda melhor”, contou.

    Acompanhado da esposa e da filha, o eletricista Adriano Silva, 37, também escolheu um lugar bem próximo ao palco, para não perder nenhuma atração. “É uma festa maravilhosa, com uma organização maravilhosa, não tenho do que reclamar”, assegurou. “Chamei todo mundo para curtir o aniversário da nossa cidade, para pular e comemorar bastante. Só alegria.”

    Assim que soube do evento, a representante comercial Sheila Souza, 57, decidiu: não ia perder a chance de assistir grandes artistas de modo gratuito. Junto a filha e a neta, ela chegou cedo e curtiu cada parte da programação. “Vim para comemorar nossa querida Brasília. E estarei aqui amanhã para ver Fagner e Alceu Valença”, disse. “Achei tudo muito lindo, muito organizado. Só não fui na tirolesa porque a idade não permite”, brincou.

    Diferentemente de Sheila, a estudante Eduarda Simões, 10, fez questão de ir na tirolesa e na roda-gigante. “Achei muito legal, as músicas são muito legais, a tirolesa eu fui, eu amei, a roda gigante está muito legal. A tirolesa deu frio na barriga, mas consegui gravar”, comentou.

    A mãe de Eduarda, a fonoaudióloga Janaína Simões, 43, ficou muito animada quando soube das atrações e, junto ao marido, se sentiu segura de levar as duas filhas para o evento. “Senti bastante segurança. Na entrada foi tudo observado, revistaram nossas bolsas. E tá sendo uma coisa nova para elas”, afirmou.

    A dona de casa Beatriz Martins, 30, também foi com a família completa e elogiou a organização. “Ter um espaço kids nos motivou muito a vir. Vim com a minha mãe, minha irmã, minha prima, meus três filhos e sobrinhos. Está muito boa a organização, a segurança, está excelente. Um evento bem tranquilo, bem família.

    Domingo (20) terá Fagner, Mari Fernandez e o clássico espetáculo O Grande Encontro, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Já na segunda-feira (21), data oficial do aniversário de Brasília, o público poderá curtir shows das bandas Menos É Mais e BenzaDeus, além da dupla Zé Neto & Cristiano, que gravará novo conteúdo audiovisual direto do palco brasiliense.

    Gratuidade

    O programa Vai de Graça vai garantir o acesso da população às festividades, com gratuidade do transporte público, incluindo ônibus e metrô, até segunda-feira (21). Os passageiros podem utilizar Cartão Mobilidade, Vale-Transporte, Especial (PcD), Idoso (sênior) ou Passe Livre Estudantil para a liberação automática na catraca. Na ausência dessas opções, podem ser utilizados cartões de crédito e débito, sem qualquer cobrança.

    Programação

    Domingo (20)
    14h – Hudson e Felipe
    15h – Rock beats
    16h10 – Heverton e Everson
    17h20 – Miguel Santos
    18h30 – Fagner
    20h30 – Diggão (Inframérica)
    22h – O grande encontro
    00h – Mari Fernandez (MTUR)
    2h – Encerramento

    Segunda-feira (21)
    10h – Evento gospel
    11h – Eli Lopes
    14h – Doze por oito
    15h10 – Benzadeus
    16h20 – Adriana Samartini
    17h30 – Leon Correia (Inframérica)
    19h – Menos é mais
    21h20 – Bruno César e Rodrigo (MTUR)
    22h30 – Zé Neto e Cristiano (MTUR)
    1h – Encerramento

  • Exposições na Esplanada levam público a um mergulho na história de Brasília

    Exposições na Esplanada levam público a um mergulho na história de Brasília

    Mostras gratuitas, organizadas pelo Arquivo Público do DF, têm imagens da época da construção da capital e rascunhos do Plano Piloto feitos por Lucio Costa

    Mais do que curtir as atrações musicais, o público que for à Esplanada dos Ministérios para a festa em comemoração ao aniversário de Brasília vai poder dar um mergulho na história da capital federal. Duas exposições organizadas pelo Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) — Alma e Concreto e A Cidade que Inventei — apresentam imagens da época da construção e rascunhos de Lucio Costa para o projeto do Plano Piloto.

    “As pessoas fazem a história, mas o Arquivo Público é quem a guarda para sempre e traz à luz aquilo que de mais importante teve nessa epopeia que foi a construção da nossa capital. Pessoas que não tiveram oportunidade de ver, de participar podem agora, aqui com esta exposição, ter um contato mais direto com quem de fato fez e transformou aquilo que era uma ideia em uma realidade: essa cidade que, 65 anos depois, é uma referência de qualidade de vida, referência de arquitetura, referência para o mundo inteiro”, destacou o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, que visitou as duas mostras na tarde deste sábado (19).

    José Humberto Pires de Araújo: “As pessoas fazem a história, mas o Arquivo Público é quem a guarda para sempre e traz à luz aquilo que de mais importante teve nessa epopeia que foi a construção da nossa capital” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    “Nós temos a parte cultural, tem o show, tem a música, mas temos também o resgate histórico das origens. Com esse resgate, o governo dá um grande passo para mostrar para a população o quanto a preservação da memória é importante para que a pessoa crie uma identidade, fortaleça seu civismo, fortaleça o orgulho que ela tem pela capital do Brasil, que é maravilhosa e é um Patrimônio da Humanidade”, acrescentou o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano.

    A primeira mostra, Alma e Concreto, é a que reúne fotos da época em que a capital começou a tomar forma, valorizando, sobretudo, os candangos: pessoas de diferentes regiões que vieram para Brasília a fim de colocar a cidade em pé. “Nós conseguimos nesta exposição trazer uma perspectiva diferente. Não queríamos apenas colocar fotografias com prédios, queríamos que os 65 anos de Brasília fossem representados com alma e concreto, ou seja, queríamos resgatar aqueles que trabalharam, aqueles que produziram, aqueles que deram algo de si, sangue, suor e lágrimas. Então, essa exposição tem essa característica toda própria: a gente quis resgatar aqueles que criaram, que bolaram a cidade, mas também aqueles que botaram a mão no martelo, no concreto, nas ferragens”, enfatizou Elias Manoel da Silva, historiador do ArPDF.

    Elias Manoel da Silva: “Não queríamos apenas colocar fotografias com prédios, queríamos que os 65 anos de Brasília fossem representados com alma e concreto, ou seja, queríamos resgatar aqueles que trabalharam, aqueles que produziram, aqueles que deram algo de si, sangue, suor e lágrimas”

    Lucio Costa

    A outra exposição, situada bem ao lado da primeira, traz um acervo que até bem pouco estava distante de Brasília. Rascunhos originais do projeto do Plano Piloto, feitos pelo urbanista Lucio Costa, que antes eram exclusivos da Casa da Arquitectura de Portugal, foram compartilhados digitalmente com o Arquivo Público após assinatura de um acordo, em fevereiro deste ano. Agora, foram impressos em grande escala e estão à vista de todos na Esplanada. O nome da mostra, A Cidade que Inventei, é uma referência ao título de uma publicação na qual o próprio Lucio Costa descreve como projetou a capital.

    Os rascunhos foram colocados ao lado de fotos que mostram como as construções ficaram depois de prontas. “A intenção foi exatamente mostrar que, a partir desse pequeno traço a lápis ou à caneta, tão simples, no verso de um papel timbrado qualquer, ele já tinha ideias fantásticas. Ao lado a gente coloca uma foto que traz uma visão da Brasília daquela época da inauguração para mostrar o quão real se tornou isso, o quanto um traço de um arquiteto, de um urbanista pode virar uma cidade que mexe com a vida de milhões de pessoas”, apontou o arquivista Hélio Júnior, curador da exposição ao lado da historiadora Cecília Mombelli.

    As duas exposições ficam abertas ao público deste sábado (19) a segunda-feira (21), a partir das 14h. As estruturas estão montadas no gramado central da Esplanada dos Ministérios, na altura da Catedral Metropolitana de Brasília. A entrada é gratuita e não há necessidade de retirada de ingresso.

  • Via Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina, emociona milhares de fiéis

    Via Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina, emociona milhares de fiéis

    Encenação baseada na liturgia cristã conta com investimento de R$ 1,7 milhão do GDF e reuniu 1,4 mil voluntários para garantir segurança, estrutura e emoção a céu aberto

    Com mais de 50 anos de tradição, a Via Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina, reuniu milhares de fiéis, nesta sexta-feira (18), para a encenação da Paixão de Cristo. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do DF, a celebração é feita a muitas mãos, com participação de 1,4 mil voluntários, e contou com investimento de mais de R$ 1,7 milhão do Governo do Distrito Federal (GDF). O aporte foi direcionado por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF), oriundo da Fonte 100, um dos principais meios de recursos do orçamento público do DF.

    Diversas autoridades do GDF prestigiaram a celebração que une fé e cultura | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    O evento começou às 15h, com uma missa presidida pelo arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa. Depois, foi iniciado o espetáculo principal, que durante quatro horas levou o público pelas 14 estações da Via Sacra — em um trajeto de 800 metros que retrata o julgamento, a prisão, a crucificação, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

    “É um dia de muita fé, de milagre, em que as pessoas se renovam. Sempre falo para quem não conhece a experiência para vir aqui, ver o momento doloroso de Jesus. É algo muito especial, é um momento em que as pessoas se unem para orar e se restabelecer novamente”, declarou a governadora em exercício, Celina Leão. “É um evento que tem 100% de apoio do GDF. Esse ano tivemos o maior número de policiais da história, ou seja, é um lugar onde as famílias podem ir com tranquilidade. Tem todo um aparato de policiais militares, policiais de serviço, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar.”

    O administrador regional de Planaltina, Wesley Fonseca, celebrou o sucesso de mais uma edição da festa religiosa e disse que a expectativa era reunir mais de 100 mil pessoas. “Toda a força de segurança e o governo estiveram presentes para garantir que o evento saísse de forma excelente”, destacou. “É um evento familiar. A Secretaria de Segurança Pública coordena todos os órgãos envolvidos, e a organização do evento direcionou bem as atividades. Houve policiamento, pontos de distribuição de água, tudo para acolher bem o público.”

    Celina Leão: “Sempre falo para quem não conhece a experiência para vir aqui, ver o momento doloroso de Jesus. É algo muito especial, é um momento em que as pessoas se unem para orar e se restabelecer novamente” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Fonseca também observou que, diferentemente do ano passado, em que não houve precipitações, nesta edição houve registro de chuva na cidade logo no início da tarde. “Choveu forte por volta de meio-dia até uma da tarde, o que fez com que muita gente começasse a chegar depois desse horário. Mas, ainda assim, o público compareceu em massa. Tenho certeza que este ano bateu recorde de público”, completou.

    Milhares de fiéis foram ao Morro da Capelinha, mesmo com a chuva no início da tarde | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Diversos órgãos prestaram apoio logístico ao evento, como a Polícia Militar (PMDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Departamento de Trânsito (Detran-DF), Conselho Tutelar e Administração Regional de Planaltina. A CEB Ipes também auxiliou com a instalação de 80 refletores de iluminação provisória, com o objetivo de garantir mais sensação de segurança, visibilidade e conforto para o público.

    Fé e emoção

    A via-sacra do Morro da Capelinha é considerada Patrimônio Cultural Imaterial do DF desde 2008 | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    A via-sacra do Morro da Capelinha nasceu de um sonho do padre Aleixo Susin, antigo pároco de Planaltina que faleceu em 2021, aos 92 anos. Consolidado como uma tradição brasiliense, o espetáculo cênico da morte e ressurreição de Jesus Cristo é considerado Patrimônio Cultural Imaterial do DF desde 2008, pelo Decreto nº 28.870/2008, e foi incluído no calendário oficial de eventos da capital federal em 1986. A primeira montagem ocorreu em 1973.

    Thaísa Martins participa da celebração há cinco anos: “As pessoas se dedicam para estar aqui, para representar uma história que aconteceu há tanto tempo” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    A estudante Thaisa Martins, 19, participa da celebração há cinco anos consecutivos e conta que a motivação é a fé em Jesus Cristo. “Também é muito bonito ver a encenação. As pessoas se dedicam para estar aqui, para representar uma história que aconteceu há tanto tempo. Então é um pouco de tudo: a fé, o evento, as pessoas”, afirmou. Sobre a estrutura do evento este ano, elogiou a organização: “Hoje está diferente. Vi bastante policiamento, mais banheiros, tudo bem organizado.”

    A comerciante Anorasi Ramos, 64, moradora de Ceilândia, contou que esta é a terceira vez que participa da Via Sacra no Morro da Capelinha. “Já fazia seis anos que eu não vinha, mas hoje voltei”, disse. “A gente faz promessa, então tem que vir, tem que subir [o morro]”, afirmou. Sobre a organização do evento, elogiou a presença da segurança: “Muito bom. Vi tanta polícia. Está tudo muito bem organizado, mesmo chegando em cima da hora, com a missa já começando”.

    Nilson dos Santos: “Para mim, essa encenação é uma forma de vivenciar um pouco do que Jesus passou, claro, à nossa maneira” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    O fotógrafo Nilson dos Santos, 43, participa do evento desde os 11 anos de idade. “Já perdi as contas de quantas vezes subi. Para mim, essa encenação é uma forma de vivenciar um pouco do que Jesus passou, claro, à nossa maneira. Essa peregrinação com tanta gente é uma experiência única”, contou. Nilson também falou sobre o sentido espiritual da caminhada: “Já fiz promessas e hoje venho para agradecer”.

    Movidos pela fé

    Diante da magnitude da celebração, são necessários meses de planejamento e ensaios. Do total de voluntários envolvidos, cerca de 1,1 mil são atores e 300, da produção. Os ensaios começam oito semanas antes, junto da preparação do Morro da Capelinha, para que os fiéis sejam recebidos da melhor maneira possível.

    Rafael Gonçalves viveu Jesus Cristo pela segunda vez e se emocionou com a oportunidade | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Antes da encenação, nesta sexta, os atores foram reunidos no Centro de Ensino Médio 01 de Planaltina, para preparação do figurino e maquiagem. Em uma das salas, estavam o Rei Herodes e Salomé, importantes personagens da liturgia católica, representados pelo empresário Paulo Castro e pela bailarina Kênia Cavalcante, respectivamente.

    Há 15 anos participando do evento, este foi o primeiro de Paulo no papel de um dos vilões da história de Jesus Cristo. Ele conta detalhes dos preparativos para o grande dia: “Começamos os ensaios no segundo domingo da Quaresma, com ensaios semanais e, na Semana Santa, um por dia, justamente para chegar no dia mais tranquilo — apesar de que a emoção não deixa.” Mesmo com o nervosismo, ele confiava que as coisas sairiam do jeito certo. “Sem o apoio do governo, a Via Sacra não tem como ser realizada. Toda a estrutura física, de segurança, saúde, é o GDF que dá esse apoio para a gente e traz tranquilidade e segurança para todos que estão presentes.”

    Para Kênia, a oportunidade ficará marcada em sua história pessoal. “Está sendo uma experiência totalmente diferente do que eu já tinha feito na Via Sacra. É um desafio, é uma responsabilidade”, contou ela, que antes atuava apenas na parte de coreografia. “A Salomé é um personagem muito forte, muito marcante. Então, eu precisei me redobrar ali nos ensaios e hoje vai ser a realização de um sonho e de uma construção artística muito forte. A Via Sacra tem esse poder, sabe? É muito da fé também e muito da realização de cada um. Estar aqui, estar por dentro, e acompanhar as outras pessoas, ver a devoção que elas têm, tem sido muito importante para mim”, completa.

    O papel mais importante da Via Sacra ficou com o gerente de comércio Rafael Gonçalves, que interpretou Jesus Cristo pelo segundo ano consecutivo. “É uma emoção muito grande representar Jesus Cristo. Nos preparamos bastante durante toda a Quaresma, com ensaios todos os dias à noite, nos finais de semana no Morro da Capelinha, para levar essa mensagem que nós tanto buscamos, que é o amor de Deus para as pessoas que irão nos assistir”, comentou. “Se não tivesse apoio, a gente não conseguiria fazer esse evento. Então, o apoio do governador, da Secretaria de Turismo, dos parlamentares que fizeram todo o trâmite, foi necessário e essencial para que a gente realizasse tudo isso.”

  • Brasilienses e turistas aproveitam a Sexta-feira Santa no Jardim Botânico e no Zoológico de Brasília

    Brasilienses e turistas aproveitam a Sexta-feira Santa no Jardim Botânico e no Zoológico de Brasília

    Os dois espaços estão com acesso gratuito devido ao programa do GDF, Lazer Para Todos, que foi estendido para todo o feriado da Semana Santa até o aniversário de Brasília, em 21 de abril

    Famílias, turistas e moradores da capital aproveitaram o feriado prolongado para curtir os espaços ao ar livre da cidade. Centenas de pessoas escolheram a Sexta-feira Santa (18) para visitar o Jardim Botânico (JBB) e o Zoológico de Brasília, que estão com acesso gratuito devido ao programa do Governo do Distrito Federal (GDF), Lazer Para Todos, que estendeu a entrada franca desde a quinta-feira (17) a segunda-feira (21).

    Brasiliense, o analista jurídico Ramon Lopes, 36 anos, levou a filha Luana, 2, para conhecer os animais no Zoológico. O preferido da menina foi o elefante. “Vi como uma oportunidade de mostrar animais que ela ainda não conhece e também porque eu e minha esposa, quando crianças frequentávamos bastante o Zoológico, então quisemos passar essa cultura para ela”, revelou.

    Ramon Lopes levou a pequena Luana para ver o elefante e os outros bichos do zoológico | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    A gratuidade foi uma surpresa boa para a família. “Chegamos aqui cedo para não pegar fila e foi superagradável descobrir que estava com entrada franca no feriado. Sem dúvidas, com o acesso de graça, o fluxo de entrada é mais rápido e, como mais pessoas visitam, isso é importante para o comércio, para quem tem lanchonete ou vende lanches aqui”, analisou.

    A dentista Gabriela Moreira, 25, também reuniu a família no Zoológico. Ela, o marido Alessandro e a filha Izie vieram de Tocantins, para passar o feriado na capital federal. “A gente costuma passar as datas comemorativas em Brasília. Vi que a entrada estava de graça, então quis trazer a minha filha. Estamos amando a experiência. É um ambiente bem espaçoso e dá para ver que os animais são bem cuidados”, comentou.

    A dentista Krislibiane Tomish foi surpreendida pela gratuidade da entrada no zoológico e aprovou a medida: “Deu para economizar bem”

    O Zoológico foi o destino escolhido pela dentista Krislibiane Tomish, 40, para um dia com o marido Alexandre e os três filhos Catherine, Sophie e Alexandre. “Viemos de Goiânia para trazer as crianças para essa experiência de ver os animais e interagir com a natureza. Brasília é uma cidade que a gente sempre vem por ser muito cultural”, disse. “Não sabíamos que estaria de graça e foi uma surpresa boa, porque deu para economizar bem”, completou.

    O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, comemorou a ampla visitação do público. “É uma grande satisfação abrir as portas do nosso Zoológico gratuitamente durante o feriado prolongado. É uma oportunidade valiosa para promover a educação ambiental e sensibilizar a população sobre a importância da conservação das espécies ameaçadas”. Até o último domingo, o Zoo já havia acumulado 30.400 visitantes gratuitos pelo programa.

    Incentivo

    Thaís Macedo comemorou o aniversário da mãe com um piquenique no Jardim Botânico

    O Jardim Botânico de Brasília também atraiu vários frequentadores nesta sexta-feira. O advogado Marcelo Santos, 45, disse que o passeio aconteceu graças ao incentivo da gratuidade. “Já tinha muito tempo que a gente não vinha. A última vez que a gente veio a Luna tinha apenas 1 ano. Com toda a certeza o acesso gratuito foi o que nos fez estar aqui hoje”, disse.

    Já a professora Thaís Macedo, 42 anos, descobriu a gratuidade apenas quando chegou ao local. Ela e os familiares marcaram um piquenique para comemorar o aniversário da mãe. “Foi uma coincidência e uma grata surpresa termos marcado o aniversário aqui bem no dia da gratuidade”, afirmou. “Acho que é uma iniciativa importante porque a população mais carente não tem como acessar esse espaço se ele não for gratuito”, acrescentou. Desde o início do programa, o JBB recebeu 9.569 visitantes gratuitamente.

    Lazer para Todos

    O Lazer para Todos foi instituído em 27 de março pelo governador Ibaneis Rocha por meio do decreto nº 47.009, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O programa estabelece a entrada gratuita ao Jardim Botânico e ao Zoológico de Brasília aos domingos e feriados. A execução fica a cargo da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), do Jardim Botânico de Brasília e do Zoológico de Brasília.

    Devido ao feriado da Semana Santa e ao aniversário de Brasília, o GDF estendeu o programa. Serão cinco dias de gratuidade de quinta-feira a segunda-feira. O Zoológico funcionará todos os dias, das 8h às 16h. Já o Jardim Botânico de Brasília estará aberto de quinta-feira a domingo, das 9h às 17h. Na segunda-feira, o espaço ficará fechado para manutenção seguindo as normas internas do JBB.

  • Bicampeã sul-americana de atletismo participará da Maratona Brasília

    Bicampeã sul-americana de atletismo participará da Maratona Brasília

    Corrida, que conta com o apoio de distribuidora de energia no DF, vai movimentar o aniversário da capital federal

    A atleta pernambucana Mirelle Leite, 23, bicampeã sul-americana sub-23 nos 3 mil metros com obstáculos e embaixadora do time Neoenergia, será destaque na Maratona Brasília, uma das mais tradicionais corridas de rua do Distrito Federal. A prova é uma das atrações em comemoração ao 65º aniversário de Brasília e conta com o apoio da Neoenergia Brasília.

    A largada será na segunda-feira (21), às 6h30, em frente ao Museu da República. A competição oferece percursos de 42 km (maratona), 21 km (meia maratona), 10 km, 5 km e 3 km (caminhada). Além disso, os corredores poderão participar dos desafios BSB 65 Anos e JK, que combinam provas de longa distância em dois dias consecutivos.

    Mirelle volta ao DF após correr duas provas na capital federal e subir no lugar mais alto do pódio nas duas vezes. “Brasília é sempre um lugar especial para mim”, afirma. “Sei a tradição da Maratona Brasília e espero repetir os meus resultados. Estou muito animada para essa prova”.

    Dedicação

    Natural da reserva Xukuru, no distrito de Cimbres, município de Pesqueira (PE), Mirelle Leite carrega o sonho de ser a primeira atleta brasileira indígena a representar o país nos próximos jogos, daqui a três anos, em Los Angeles (EUA).

    “Vou me dedicar ao máximo para estar lá em 2028; isso vai representar um importante marco para ampliar a inclusão social dos povos originários no Brasil”, afirma ela, que, além do bicampeonato sul-americano (2021-2022), venceu o brasileiro sub-18 (2019), e foi bicampeã brasileira sub-20, em 2020, e sub-23, em 2021.

    Apoiadora do esporte feminino, a Neoenergia, atualmente, conta com um grupo de oito atletas de várias modalidades,  que são as embaixadoras do time da companhia. Além de Mirelle Leite, atuam nesse time Rayane Soares (brasiliense e atleta paralímpica de atletismo), Bia Souza (judô), Ana Marcela Cunha (águas abertas), Antonia Silva (futebol), Ana Vitória Magalhães (ciclismo), Bruna Kajiya (kitesurfe) e Celine Bispo (natação).

     

  • Capital da cultura e do turismo: Brasília reinventa o acesso ao lazer para a população

    Capital da cultura e do turismo: Brasília reinventa o acesso ao lazer para a população

    Programas de gratuidade, reformas e manutenção de equipamentos públicos se destacam como formas de impulsionar cenário cultural da cidade

    Cidade jovem de alma modernista, Brasília é mais do que o centro administrativo e político do país: é a capital de todos, retrato vivo da diversidade da população. Prestes a completar 65 anos, ela está se redescobrindo como reduto de lazer e cultura por meio da reabertura e reformas de espaços consagrados no coração dos brasilienses  como o Teatro Nacional Claudio Santoro e a Torre de TV , junto à criação de programas de gratuidades que impulsionam o acesso da população ao que há de melhor no Quadradinho.

    Ações como estas reafirmam que Brasília é, de fato, um mosaico de culturas, cores e sabores, fruto da pluralidade das 35 regiões administrativas do Distrito Federal. A região foi reconhecida como Patrimônio Cultural Mundial e Cidade Criativa do Design pela Unesco, em 1987 e em 2017, respectivamente. Em 2024, mais um título foi alcançado: o de capital com melhor qualidade de vida do Brasil, demonstração de que os ambientes públicos são democráticos, inclusivos e destinados às mais diversas atividades.

    O Jardim Botânico terá acesso gratuito de quinta-feira a segunda-feira devido ao aniversário da cidade e ao projeto Lazer para Todos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Neste ano, os cidadãos ganharam novas formas de aproveitar ainda mais a cidade com os programas Vai de Graça e Lazer para Todos. Aos domingos e feriados, é possível circular gratuitamente de ônibus e metrô, além de visitar sem custo lugares queridos como a Fundação Zoológico de Brasília e o Jardim Botânico de Brasília (JBB). Essas oportunidades estarão disponíveis também durante as celebrações do aniversário da capital, entre os dias 17 e 21 deste mês.

    “Criamos programas para que as pessoas possam ir aos museus, ao Zoológico e Jardim Botânico, e, principalmente, a igrejas e eventos pessoais. É com muita alegria que estamos impulsionando a economia e incentivando o turismo local”, assegura o governador Ibaneis Rocha.

    Os números comprovam a efetividade das políticas públicas. Desde o lançamento do Lazer para Todos, em 27 de março, quase 40 mil pessoas passaram pelos dois pontos. Para se ter uma ideia do impacto, só no primeiro dia de gratuidade (30 de março) houve 12.862 visitas nos dois locais, mais que o dobro do alcançado no domingo anterior, quando a entrada ainda era paga.

    Riqueza cultural

    Gianna Rosa: “A proposta, além de incentivar o contato com a natureza, também beneficia os comerciantes que atuam no espaço” | Foto: Arquivo Pessoal

    Presença confirmada no JBB aos domingos, a nutricionista Gianna Rosa, 44 anos, elogia a iniciativa deste Governo do Distrito Federal (GDF). Ela é condutora no grupo Trilheiras de Brasília, que oferece percursos guiados a mulheres, e enfatiza a importância da medida para a economia local. “A proposta, além de incentivar o contato com a natureza, também beneficia os comerciantes que atuam no espaço”, afirma.

    Gianna ainda observa que a entrada gratuita chama a atenção de quem ainda não conhece o JBB. “Mesmo sendo um valor simbólico de R$ 5, a gratuidade funciona como um estímulo, especialmente para quem mora mais longe ou ainda não conhece o jardim. É uma oportunidade de levar familiares e amigos, porque o Jardim Botânico oferece muitas opções: trilhas, orquidário, parques infantis e alternativas gastronômicas. É uma excelente escolha para passar o dia e fazer turismo”, reforça.

    Maria Elisa ganhou sorvete comprado com o dinheiro economizado pela mãe na passagem para o Zoológico | Foto: Arquivo pessoal

    A técnica em enfermagem Jenifer França, 27 anos, escolheu o Zoo para passear com a filha, a estudante Maria Elisa, 8, no início deste mês. O recinto de animais selvagens é um dos lugares preferidos da menina, que, em todas as visitas, se encanta pelas girafas e elefantes. “Foi um dia muito divertido e o que não gastei com a entrada e com as passagens, pude gastar com coisinhas para ela, como um sorvete”, conta a mãe.

    Além do Zoo, as duas já passearam por outros pontos especiais de Brasília aos domingos, bem como foram ao encontro de familiares e amigos, sempre aproveitando a tarifa zero. “Já fomos no Parque da Cidade e na Torre de TV. Acredito que é muito bom para pessoas que às vezes não conseguiriam sair por conta do valor da passagem. É uma mão na roda para termos mais lazer”, afirma Jenifer.

    Vai de Graça

    O público pôde torcer na final do Campeonato Brasiliense de Futebol indo de graça ao estádio | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Instituído no dia 28 de fevereiro deste ano, o programa Vai de Graça tem revolucionado o acesso da população aos equipamentos de diversão e esporte. Com a gratuidade, os brasilienses podem se divertir e curtir os espaços públicos sem se preocuparem com o deslocamento. A medida estreou no Carnaval e caiu no gosto dos foliões: em quatro dias de festa, foram mais de 2,5 milhões de acessos, índice cerca de 46,5% maior do que o movimento total da população no feriado do ano passado.

    No dia 29 de março, a medida também esteve em vigor para a final do Campeonato Brasiliense de Futebol de 2025 entre Gama e Capital. Os ingressos foram liberados sem custo, confirmando compromisso deste GDF com inclusão social, a geração de emprego e renda e, principalmente, o lazer e o esporte. Mais de 37,8 mil pessoas presenciaram a partida que consagrou o Gama como campeão do Candangão 2025.

    Torcedora do alviverde, a advogada Rayane Silva Machado, 25 anos, ficou muito feliz quando soube das gratuidades. “O Gama é meu time do coração e a energia do jogo foi incrível. O transporte e a entrada liberados incentivaram as pessoas a irem e o estádio estava lotado, o que deixou tudo ainda mais emocionante”, conta. “Nesse dia parece até que os ônibus estavam mais rápidos, cheguei no Plano Piloto em 35 minutos. Desci na rodoviária e subi para o Eixo Monumental com um circular, sem pegar engarrafamento por causa da pista exclusiva.”

    Equipamentos públicos

    Rosania Ulacia vende artesanato na Torre de TV há mais de 20 anos: “Esse investimento é essencial para nós, que dependemos desse espaço” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Brasília também se reinventa ao promover a manutenção dos monumentos. Exemplo disso é a reforma da Torre de TV, presente em quatro dos roteiros da Coleção de Rotas Brasília  um projeto da Secretaria de Turismo (Setur-DF) que celebra a diversidade e a identidade cultural do DF. As rotas incluem circuitos como Cerrado, Arquitetônica, Náutica, Cultural, da Diversão, do Pôr do Sol, entre outros, conectando brasilienses e visitantes aos marcos da cidade.

    Fechada por mais de três anos, a Torre de TV voltou a funcionar em outubro de 2020. Com isso, foram retomadas as visitas ao mezanino, ao mirante e à Feira da Torre, além das projeções da fonte, presente na memória afetiva de quem conheceu a estrutura original, inaugurada em 1967.

    A reabertura tem impacto direto na vida de quem vive do turismo e do comércio local, como a designer de joias Rosania Ulacia, de 55 anos, que há mais de duas décadas trabalha na Feira da Torre. Segundo ela, o olhar do governo é essencial para a valorização dos lojistas que ocupam os mais de 500 boxes do local. “Já virou patrimônio, faz parte da história e atrai gente do Brasil inteiro. Esse investimento é essencial para nós, que dependemos desse espaço”, aponta Ulácia.

    Além do comércio de artesanato, a feira reflete a mistura de culturas presente no Quadradinho, com barracas de comidas típicas de diversos estados. Localizada no coração da cidade e com fácil acesso, a Torre de TV é hoje um símbolo da memória afetiva dos brasilienses e da capacidade da cidade de se reinventar  como nos tempos da construção, nos anos 1950.

    A imponência da Torre marcou a primeira visita de Rosania ao DF, aos 17 anos. “Foi o primeiro ponto turístico que conheci. Lá de cima, olhei a Esplanada e comecei a chorar. Ali decidi que moraria em Brasília”, relembra. Anos depois, já como moradora e designer, ela passou a transformar sua admiração pela cidade em arte. “No Pontão, vi a Ponte JK e imaginei um brinco. Hoje, de cada dez peças que vendo, pelo menos sete são inspiradas nos monumentos da cidade”, conta.

    Na vitrine de Ulacia, estão peças que representam o Congresso Nacional, o Palácio do Itamaraty, a Igrejinha e outros ícones da capital – todos estes presentes nas rotas turísticas que valorizam Brasília como destino turístico em potencial, projetando o futuro sem esquecer o passado.