Categoria: Negócios

  • Rota da Fruticultura desperta interesse de missão da Malásia

    Rota da Fruticultura desperta interesse de missão da Malásia

    Programa conta com a assistência técnica do Governo do Distrito Federal (GDF) para pequenos produtores; assistência passa pela produção, comercialização e gestão do negócio

    “Nós todos somos seres humanos e podemos ajudar uns aos outros a ter uma vida melhor”, afirmou a embaixadora da Malásia no Brasil, Gloria Corina Anak Peter Tiwet, durante visita à propriedade rural Flor do Cerrado, no Lago Oeste. “Vim não apenas como embaixadora, meu interesse é também pessoal. Queria saber como funciona o trabalho da Emater com os produtores, como os produtores produzem as frutas vermelhas aqui, como a Emater ajuda no aumento de renda do produtor. Quis ver como é o dia a dia do produtor, todo o plantio e a colheita.”

    A embaixadora se interessou pelo trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater) em visita ao estande da empresa na AgroBrasília, feira de tecnologia e negócios voltada para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos, que ocorreu em maio.

    “No dia internacional da AgroBrasília nós recebemos vários embaixadores para mostrar o agro brasileiro”, lembrou o presidente da Emater, Cleison Duval. “Na ocasião, a embaixadora se interessou em conhecer a nossa área rural. Ela viu que o Distrito Federal é pujante na agricultura quando ela viu a feira. O projeto escolhido para ser apresentado à embaixadora foi a Rota da Fruticultura, que é um programa novo, promissor, grande e que visa a exportação, fazendo o DF um grande exportador de frutas vermelhas.”

    Frutas vermelhas

    A Flor do Cerrado é uma propriedade que produz framboesa e conta com o apoio do GDF por meio da Emater. O pequeno estabelecimento faz parte do programa Rota da Fruticultura, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri) e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

    A Rota da Fruticultura visa à expansão da produção de frutas vermelhas na zona rural do Distrito Federal para transformá-lo em um grande polo. Em 2023, foram plantados 380 hectares de açaí no DF e no Entorno. Já para este ano o foco é o mirtilo: a Emater vai plantar 500 mil mudas, atendendo 250 pequenos produtores rurais.

    “Esse é um projeto que veio do governo federal, o projeto Rotas, e começou em 2020 no DF”, relatou Cleison Duval. “A Codevasf escolheu a produção de frutas vermelhas para a produção aqui. Nós temos condições climáticas excepcionais, um mercado gigante interno e externo, e incluímos dentro desse programa, além das frutas vermelhas como mirtilo, morango, framboesa e amora, o açaí. É um projeto que atende os agricultores familiares.”

    Tecnologia

    A Emater atua no projeto com a assistência técnica do manejo e também na gestão do negócio. A empresa trata a propriedade como um empreendimento que precisa de apoio de contabilidade. Todo esse trabalho atraiu a atenção da Embaixada da Malásia no Brasil para acompanhar em campo como os frutos são plantados, colhidos e preparados para o agronegócio, além da tecnologia aplicada na produção.

    Em 2023, foram produzidas no Distrito Federal 49,50 toneladas de açaí e 6.589 toneladas de morango. A arrendatária rural gaúcha Ledir Cecília Klein, 61, chegou a Brasília em 2022 e colaborou para esse número. Hoje já tem mais de 3,5 mil mudas produzidas para o mercado de sorveterias, confeitarias e cervejas artesanais. Na última quarta-feira (12), ela recebeu a embaixadora Gloria Corina Anak Peter Tiwet para mostrar a produção.

    “Em 2017, eu ainda morava no Rio Grande do Sul e plantava morango, também assistida pela Emater de lá”, contou. “Para acompanhar meus filhos que vieram para Brasília, eu vim também. Eu já vinha pesquisando o mix completo do programa das frutas vermelhas. Em 2022, comecei a trabalhar com a framboesa e com o morango. Quando me mudei para Brasília, o primeiro órgão que procurei foi a Emater, que me assistiu desde o início. Esse apoio mostra para a gente como é o mercado e como podemos dar vazão à nossa produção. Não posso reclamar, estamos crescendo a cada dia.”

  • Inscrições abertas para oficina gratuita de Empreendedorismo

    Inscrições abertas para oficina gratuita de Empreendedorismo

    Aulas serão realizadas de 17 a 21 de junho e são destinadas a jovens e adultos a partir dos 16 anos

    Se você tem planos de empreender, poderá conhecer um pouco mais sobre esse universo, com a oficina de Empreendedorismo do projeto DF Curso. As aulas são gratuitas e começam na segunda-feira (17/06). Inscrições até domingo (16) pelo endereço www.dfcurso.com.br. Até agosto, o DF Curso oferecerá 1.920 vagas em oficinas de capacitação nas áreas de comunicação, tecnologia, informática, estética, beleza e administração.

    De acordo com a diretora do projeto Mônica Lemets, a falta de qualificação é um dos principais entraves no acesso ao mercado de trabalho, principalmente por parte dos jovens que buscam um primeiro emprego. “A maioria das empresas exigem capacitação adequada, mesmo para cargos mais simples e que não demandem tanto conhecimento técnico”, complementa.

    O projeto é uma parceria da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa com o Instituto Amigos da Reserva da Biosfera do Cerrado. Todos os módulos contam com a presença de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Após cada etapa, os inscritos receberão certificação do curso.

    O único pré-requisito para participar é possuir um dispositivo eletrônico (computador, tablet ou celular) conectado à internet. Ao todo, serão 24 módulos semanais.

    Programe-se:

    Empreendedorismo: 17/06 a 21/06
    Noções de Contabilidade e Redação Documental: 24/06 a 28/06
    Nail designer: 01/07 a 05/07
    Designer de sobrancelhas: 08/07 a 12/07
    Maquiagem: 15/07 a 19/07
    Micropigmentação: 22/07 a 26/07
    Podologia: 29/07 a 02/08

    Serviço: DF Curso oferece 1.920 vagas de capacitação profissional
    Data: 19/02 a 02/08
    Inscrições: www.dfcurso.com.br
    Informações: (61) 99692-0947

  • Abertas inscrições para mais uma turma de mecânica para mulheres

    Abertas inscrições para mais uma turma de mecânica para mulheres

    O curso, que começa no dia 10, tem como público-alvo habilitadas que estejam interessadas em atualizar os conhecimentos sobre o funcionamento básico dos veículos

    Na próxima segunda-feira (10), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) inicia mais uma turma do curso de mecânica para mulheres. As inscrições para as 20 vagas estão abertas e podem ser realizadas presencialmente na Escola Pública de Trânsito (EPT), localizada na 706/906 Sul.

    O curso é gratuito e destinado a mulheres habilitadas que estejam interessadas em atualizar os conhecimentos sobre o funcionamento básico dos veículos.

    O curso proporciona às alunas, por meio de metodologias ativas de aprendizagem, o conhecimento necessário sobre os problemas corriqueiros do veículo em decorrência do tempo de uso, manutenção veicular, principais indicadores do painel de instrumentos. A principal finalidade do curso é garantir maior segurança no trânsito e independência às mulheres.

    As aulas presenciais têm a carga horária de 20h e serão realizadas na EPT, das 18h30 às 22h.

  • Conheça a Rota do Artesanato do DF

    Conheça a Rota do Artesanato do DF

    O artesanato é uma das paixões do brasiliense. Seja ele produzido a partir das riquezas do cerrado ou refletindo um pouco da identidade e a origem das pessoas que ajudaram e ajudam a construir a história da capital, ele está presente na casa e na vida das famílias. O episódio do Brasília para Brasília que vai ao ar sábado (1/06), mostra a Rota do Artesanato.

    Entre os locais mais emblemáticos, está a Feira da Torre de TV. Localizado aos pés da grande antena de transmissão, o espaço reúne peças e produtos de diversas regiões do Brasil. Na Feira da Torre é possível adquirir desde lembrancinhas a móveis sofisticados. Tudo produzido pelos próprios vendedores.

    Outro ponto de parada obrigatório e, até mesmo, incomum, é a entrada da Catedral. O espaço reúne peças produzidas com flores secas, típicas do Cerrado. Além de outros objetos muito procurados por turistas.

    O Brasília para Brasília vai ao ar às 12h, no canal @brasiliaparabrasilia. O podcast é apresentado pelo jornalista Marcelo Moura e, a cada fim de semana, recebe convidados e personalidades que ajudam a contar a história da capital do país.

  • Festival da Cachaça de Brasília reuniu mais de 17 mil pessoas

    Festival da Cachaça de Brasília reuniu mais de 17 mil pessoas

    Além de degustação da bebida para o público, o evento promoveu palestras, oficinas e rodadas de negócio

    Mais de 17 mil pessoas visitaram a primeira edição do Festival da Cachaça de Brasília, realizado entre os dias 22 e 26 de maio, no estacionamento da Arena Mané Garrincha. O evento reuniu 48 expositores, que levaram para o público mais de 200 rótulos da bebida mais tradicional do país. Além das degustações, a mostra promoveu palestras, rodadas de negócio e uma vasta programação cultural, com shows de artistas consagrados, como Renato Teixeira.

    De acordo com a presidente do Instituto Brasileiro de Integração (IBI) e organizadora do evento, Edilane Oliveira, o Festival alcançou seu objetivo de divulgar e promover a cachaça. “Precisamos acabar com o estigma de cachaça como bebida de baixa qualidade. Nesse evento, reunimos rótulos premiados no Brasil e no exterior”, explicou.

    Para valorizar o produto genuinamente brasileiro e mostrar como é produzido, os organizadores do evento instalaram um alambique real na entrada do Festival. “A cultura da cachaça precisa ser enaltecida. Fiquei muito feliz em reunir famílias e pessoas de diferentes gerações e estilos convivendo em harmonia e um mesmo espaço. Brasília é formada por gente de todas as etnias, regiões, cores, credos… uma síntese do Brasil que esteve bem representada em nosso festival”, completou.

    Para Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, o evento foi muito importante como incentivo para a produção da bebida. “É essencial fomentar a cultura do consumo da cachaça, gerando negócios e oportunidades para os empreendedores de Brasília. Queremos incluir este festival no calendário oficial da cidade, promovendo de forma contínua este produto genuinamente nacional”, ressaltou.

    “Além disso, para o empresariado em geral, temos linhas de créditos para pequenos e grandes empreendedores, programas de benefícios fiscais e concessão de direito real de uso de imóveis para empresas, além de um alto investimento em qualificação profissional de pessoas. Tudo isso, visando aperfeiçoar e otimizar os esforços de promoção econômica e melhoria da qualidade de vida”, concluiu Mendes.

    Presidente da Associação Cachaças Brasília, João Chaves também comemorou o resultado do evento. “Os expositores saíram satisfeitos com o festival. As vendas superaram nossas expectativas, assim como o público presente. A cachaça não pode mais ser marginalizada, mas valorizada como produto de altíssima qualidade”, ponderou.

    O Festival da Cachaça de Brasília foi organizado pelo IBI, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Transferência de Renda.

  • Os desafios da produção de cachaça serão debatidos durante festival

    Os desafios da produção de cachaça serão debatidos durante festival

    O público poderá participar der oficinas e palestras sobre a produção da cachaça no país. O vento gratuito, acontece no estacionamento do Mané Garrincha, de 22 a 26 de maio

    Fomentar a produção da cachaça por meio do conhecimento. Esse é um dos objetivos do Festival da Cachaça de Brasília, que acontece de 22 a 26 de maio, no estacionamento da Arena Mané Garrincha. Além de conhecer um pouco mais sobre a história da bebida, os visitantes poderão participar de palestras e workshops com especialistas do setor. O evento é gratuito e reunirá mais de 200 rótulos de diversas regiões do país.

    Sócio do Alambique Remedin – detentor do título de melhor cachaça do país – João Chaves é um dos palestrantes do evento. Para o jovem empreendedor, o festival é uma oportunidade de apresentar o conceito da cachaça para o público brasiliense, destacando os atrativos e a legislação sobre a atividade.

    “O potencial da cachaça do Distrito Federal é muito grande. O terroir de Brasília é diferenciado. O vinho eleito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o melhor do Brasil, é de Brasília. A melhor cachaça de alambique do Brasil, é de Brasília. O melhor café do Brasil, é de Brasília…”, explica. Segundo ele, o DF possui 936 estabelecimentos de cachaças cadastrados, com produção de 80 mil litros anuais.

    A programação musical é outro ponto alto do Festival da Cachaça de Brasília, que reunirá clássicos da música regional, samba, sertanejo e chorinho. Gilberto e Gilmar, Karika, Leandro Kato, Renato Teixeira e Rick e Rangel estão entre os artistas que subirão ao palco.

    O evento é uma realização do Instituto Brasileiro de Integração (IBI), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda. Ao todo, serão oferecidas 80 vagas por tema. Inscrições no local do evento.

    Programação de palestras

    22/5
    14h: Reforma Tributária no mercado da Cachaça;
    14h50: Consumo da cachaça em bares, restaurantes e hotéis;
    15h40: Case: Loja de Bebidas de Pernambuco;
    16h30: Divulgação do Programa Prospera;
    17h20: Mesa redonda: Fomento do mercado da cachaça;

    23/05
    14h: Projetos de pesquisa do GEHORTI/UnB;
    14h30: Boas práticas para produção de cachaça de qualidade;
    15h40: Pontos críticos de controle no processo de destilação da Cachaça de alambique;
    16h20: Cartas de cachaça;
    17h40: Mesa redonda: Melhorias na performance no ciclo da produção da Cachaça;

    24/05
    14h: Cachaça Artesanal: Ferramentas e soluções para produtores;
    14h50: Acesso ao mercado para exportação da Cachaça (Estados Unidos, Alemanha, França e Paraguai);
    15h40: Registro e certificação de bebidas para exportação;
    16h30: União do setor produtivo da Cachaça;
    17h20: Mesa redonda: Valorização da Cachaça no mercado internacional;

    25/05
    14h: Os perigos que rondam o setor da cachaça;
    15h10: Sanhaçu: alto teor de turismo e sustentabilidade;
    16h20: Madeiras do cerrado no processo de envelhecimento de Cachaças;
    15h30: Mesa redonda: Tecnologia e inovação na produção e comercialização da Cachaça;

    26/05
    13h: Blend: o que é, como é feito e como degustar;
    13h40: Segredos da padronização e envelhecimento da Cachaça;
    14h20: Como degustar Cachaça – vídeo gravado / acompanhado e assistido por João Chaves;
    15h: Desafios e prazeres de empreender em casal;
    15h40: Cachaça + Gastronomia = Sabores do Brasil;
    16h20: Faturando até 100k por mês com cachaça. Segredo da propaganda;

    Programação de Oficinas:
    22/05 – Desafios do mercado da cachaça
    23/05 – Como beber cachaça
    24/05 – Blend Experience
    25/05 – Coquetelaria com cachaça

    Programação artística:
    22/05
    18h20 – Chorinho
    21h – Gilberto e Gilmar
    23/05
    18h30 – Karika
    21h – Rick e Rangel
    24/05
    18h30 – Chorinho
    21h – Leandro Kato
    25/05
    17h – Karika
    21h – Renato Teixeira
    26/05
    16h – Chorinho
    19h – Heróis de botequim
    *Programação sujeita a alteração

    Serviço | Festival da Cachaça de Brasília
    Data: 22 a 26 de maio
    Horário: 12h30 às 23h
    Local: Mané Mercado
    Entrada gratuita
    Classificação: 18 anos

  • Agro do Quadrado: Criação de pescados bate recorde com formalização de produtores rurais

    Agro do Quadrado: Criação de pescados bate recorde com formalização de produtores rurais

    Em 2023, Distrito Federal produziu duas mil toneladas de peixe; trabalho de capacitação e suporte técnico deu resultado, e número de piscicultores cresceu 47,3%

    Atividade agropecuária milenar, a piscicultura tem encontrado um cenário próspero de crescimento na capital federal, detentora do terceiro maior mercado consumidor de pescados do país. Em solo brasiliense, a prática vem ganhando força especialmente entre novos produtores rurais, que contam com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) para se consolidarem no ramo.

    Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), em 2023 a produção de pescados superou impressionantes 2 mil toneladas – a maior da história da capital, representando um aumento de quase 25% em relação a 2019. Esse salto expressivo na criação reflete o potencial e a atratividade do negócio no Quadradinho.

    Os números da Emater indicam que o quantitativo de produtores rurais dedicados à criação de peixes também acompanhou a tendência de crescimento da atividade. Nos últimos cinco anos, o montante de piscicultores cresceu 47,3%, saltando de 624, em 2019, para 919, no último ano.

    Nesse cenário de expansão, a Emater tem desempenhado papel fundamental na oferta de capacitação, suporte técnico e orientação tanto para os novos piscicultores quanto para os produtores rurais já consolidados na atividade.

    O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, diz que a empresa atua para incentivar a agroindústria de pequeno porte

    “A empresa atua no sentido de ajudar os produtores a obterem o licenciamento ambiental e a outorga de água”, resume Adalmyr Morais Borges, coordenador do programa de aquicultura. “Também estimulamos a adoção de novas tecnologias e métodos de produção sustentáveis, utilizando-se da energia fotovoltaica e voltada para o menor consumo de água possível.”

    Do total de criadores, em torno de 100 comercializam regularmente a produção. Os demais produzem para a própria subsistência ou para o comércio informal. Para o presidente da Emater, Cleison Duval, um dos desafios da empresa está justamente na formalização desses piscicultores menores. “O nosso grande projeto é incentivar a agroindústria de pequeno porte. É uma preocupação nossa formalizar esses produtores para eles se inserirem no mercado formal e institucional”, afirma.

    A comerciante Rayane Araújo, dona de restaurante, compra pescado produzido no DF: “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa”

    Atualmente, são poucos os produtores locais capazes de acessar o mercado brasiliense, ainda que a capital esteja entre as unidades da Federação onde mais se consome peixe. “Queremos transformar Brasília em mais que um grande consumidor, mas um grande produtor também, formalizando todo o processo e conseguindo fechar esse ciclo. É fomento para a economia local, gerando mais empregos e renda para esses produtores”, defende o presidente.

    Gama lidera produção

    Nenhuma outra região administrativa do DF produz mais pescados que o Gama (veja a relação completa abaixo). Sozinha, a cidade concentra mais de um quarto de toda a produção local e, em 2023, foi responsável pela criação de 555 mil kg de peixes. Entre os maiores piscicultores gamenses, está Éber Maia, da Terra Mare Pescados.

    Arte: Agência Brasília

    No segmento há dez anos, o produtor é o único de todo o DF a exportar peixes para outros estados. Atualmente, ele concentra sua atividade na criação de tilápias juvenis, ou seja, em estágio de desenvolvimento. “Faço parte de um nicho específico da cadeia produtora. Eu recebo o peixe alevino, transformo em juvenil e posteriormente vendo para pesque-pagues e empresas de engorda da tilápia para abate”, detalha Maia.

    Os números de comercialização da criação impressionam. “Estamos vendendo uma média mensal de 240 mil juvenis. Em abril, foram 320 mil comercializados. É um mercado em crescimento, e a gente conta com todo apoio da Emater para seguir expandindo. Aqui, as visitas dos técnicos da empresa são periódicas”, continua o piscicultor.

    Um dos clientes de Maia está localizado a poucos quilômetros da sua propriedade, na Ponte Alta Norte, ainda no Gama. Trata-se da Piscicultura Olimpo, onde o peixe juvenil comercializado pelo produtor é engordado para ser abatido. “Além de produzir o nosso próprio juvenil, contamos com essa parceria para ampliar a nossa produção, que vem aumentando ano a ano”, afirma o proprietário, Guilherme Gonçalves.

    Na propriedade, os peixes juvenis são alimentados por seis meses em viveiros escavados sem revestimento e com solo natural. “Meu produto é o peixe gordo para ser vendido para frigorífico e restaurantes. Já são mais de dez anos nessa atividade em constante crescimento, pois a demanda também é crescente e se trata de um produto de alto valor agregado e com grande apelo do consumidor local”, diz.

    A comerciante Rayane Araújo é compradora recorrente das tilápias criadas por Gonçalves. “É um fornecedor de bastante confiança, e compramos com ele uma vez por semana”, conta. “Por ser de um produtor local, o preço é bem mais em conta, sem falar na qualidade de ter um peixe fresco na mesa. Aqui no restaurante, a tilápia frita é um dos pratos mais vendidos”.

  • Viva Brasília 64 anos: a diversidade da gastronomia brasiliense

    Viva Brasília 64 anos: a diversidade da gastronomia brasiliense

    Considerada o terceiro polo gastronômico do país, a capital federal é conhecida por reunir todas as culinárias do Brasil e do mundo

    Definir de forma prática a culinária do Distrito Federal pode ser um grande desafio, já que a cidade que está prestes a completar 64 anos teve a população forjada por representantes das cinco regiões do Brasil. Ao reunir vários “brasis” – e até o mundo –, Brasília ficou conhecida por apresentar uma gastronomia múltipla, que abarca o regionalismo brasileiro e a influência internacional, ao mesmo tempo em que busca uma identidade própria. E o resultado é o título de terceiro polo gastronômico do país.

    “O Distrito Federal conta com muitas opções gastronômicas devido à pluralidade cultural. Temos pessoas de todas as regiões do país e do mundo – com as mais de 130 embaixadas –, que trouxeram um pouco de cada cultura, tudo isso contribui para o potencial gastronômico no centro e nas regiões administrativas”, analisa o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

    Há alguns anos, o cenário gastronômico de Brasília movimenta a economia gerando emprego e renda, e colocando a cidade na rota turística. Um exemplo disso é a quantidade de estabelecimentos em expansão na cidade, desde iniciativas genuinamente locais até a implantação de unidades renomadas de outros estados.

    “Tem um bom tempo que o cenário da gastronomia tem crescido no Brasil. Começamos a ver essa cena servindo como referência para fora desde 2016. Temos vários chefs e restaurantes de fora vindo para Brasília, além de turistas em busca da nossa culinária. Então, se eles estão vindo é porque alguma coisa tem. Isso é bem legal para todos nós”, destaca o chef brasiliense Thiago Paraíso, 32 anos.

    Um dos sabores afetivos mais antigos surgiu há mais de 30 anos no Guará: a “bomba atômica” leva pão de hambúrguer, carne de hambúrguer, ovo, salsicha, presunto, queijo, tomate e alface servido com maionese especial

    O chef está à frente de cinco operações gastronômicas (Ouriço, Ouriço Farol, Moca, Saveur Bistrot e Maré) que tem as culinárias francesa, nordestina e nortista como inspirações. “Sou a segunda geração de Brasília da minha família. Minha mãe nasceu aqui, mas meus avós são de fora e se encontram aqui. Essa formação familiar tão comum aos brasilienses é a resposta para a característica da culinária local ser a união do Brasil no coração do país”, defende.

    Thiago Paraíso acredita que os chefs locais abraçam as raízes, mas as tornam originais em seus projetos, incluindo uma pegada candanga. “Vejo que todos os chefs em Brasília tem essa cabeça de querer mostrar o Brasil para fora, porque o nosso cliente também não conhece. O país é gigante e há tanto para desbravar com os nossos produtos que são mais ricos e frescos”, comenta. Para isso, Paraíso incorpora ingredientes do bioma do Centro-Oeste em suas receitas. Os insumos mais usados por ele são a baunilha do Cerrado, a castanha de baru, o cajuzinho do Cerrado, o buriti e o pequi.

    Sabores internacionais

    Outra característica do cenário gastronômico de Brasília é o espaço cativo de restaurantes e chefs estrangeiros. Há mais de uma década, o italiano Francesco Bravin celebra a culinária italiana no restaurante Vittoria D’Italia. “No começo foi um pouco traumático, porque estava acostumado com uma forma de cozinhar bem parecida com os italianos. Só que fui me adaptando. O interessante é que Brasília é um pequeno mundo, com um pouco de tudo. Hoje tenho um restaurante que os clientes buscam quando querem uma comida típica italiana”, diz.

    O intercâmbio de sabores tem sido estimulado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de ações da Secretaria de Relações Internacionais, como o projeto Paladar Internacional, onde chefs internacionais dão aulas shows de pratos típicos de seus países, e a inserção de embaixadores na culinária local, como a participação no evento Comida di Buteco, onde eles atuam no festival provando os petiscos em diversos bares do DF e votam nos que mais gostam.

    “Temos desenvolvido muitas ações envolvendo a gastronomia até porque as embaixadas têm muito a contribuir com a cidade em relação a isso. Algumas delas têm trazido chefs de seus países para difundir sua gastronomia”, comenta o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. A pasta também estimula a gastronomia local ao apresentá-la aos diplomatas que vivem na cidade. “Temos convidado e acompanhado os embaixadores em dezenas de eventos no DF e no Entorno, onde apresentamos não apenas o evento em si, mas as comidas que são servidas neles”, acrescenta.

    O titular da pasta destaca a importância do setor gastronômico para a economia da cidade: “Está entre o quarto ou quinto segmento com maior arrecadação no DF, empregando 100 mil trabalhadores diretos. Além de fazer parte do segmento de turismo, que é essencial para o desenvolvimento da nossa capital”.

    O intercâmbio de sabores tem sido estimulado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de ações da Secretaria de Relações Internacionais, como o projeto Paladar Internacional – Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Comida afetiva

    Outra característica da culinária brasiliense é a formação da identidade própria, ainda em construção. Em suas mais de seis décadas de inauguração, Brasília ainda não tem um prato típico para chamar de seu, mas tem alguns candidatos marcados no paladar candango, como o cachorro quente de rua, o sanduíche bomba, a pizza de muçarela com molho de tomate e o pastel de feira.

    Um dos sabores afetivos mais antigos surgiu há mais de 30 anos no Guará em um restaurante próximo a um cinema na QE 7. Para alimentar os cinéfilos após as sessões, o dono de um estabelecimento local criou a “bomba atômica”, um sanduíche com pão de hambúrguer, carne de hambúrguer, ovo, salsicha, presunto, queijo, tomate e alface servido com maionese especial. O prato fez tanto sucesso que tomou a região administrativa por completo. Quase em cada esquina da cidade há uma bomba diferente para alimentar os moradores.

    Na QE 17, Ênio dos Santos faz a receita há 25 anos no quiosque Alô Bomba. Ele foi um dos funcionários da bomba original e anos depois criou a própria. “Trabalhei nove anos na lanchonete onde conheci a bomba, aprendi a fazer e até onde sei a minha é a que tem mais sabor”, afirma. Ênio diz que é difícil explicar o sucesso do sanduíche, mas arrisca: “é um sanduíche de primeira qualidade”.

    O fascínio pelo prato é tanto que ele tem clientes que vêm de fora para provar o sabor: “Tenho um cliente que vem uma vez por ano dos Estados Unidos a Brasília e no dia de ir embora vem aqui. Ele chega a levar 10 bombas. Tenho uma outra cliente que vem de Maceió e leva bomba na caixinha de isopor”.

    Outra iguaria que é a cara de Brasília é o cachorro quente de rua. Um dos mais aclamados na cidade é o Dog da Igrejinha. Entre os pioneiros, ele surgiu em 1998 na entrequadra da 307/308 da Asa Sul. “A maioria das carrocinhas de hot dog que tem hoje nas quadras do Plano Piloto foram inspiradas no Dog da Igrejinha. Fomos os primeiros ao lado do Dog do Baixinho e do Landi”, comenta Raimundo Sousa, proprietário da marca.

    O projeto fez tanto sucesso na rua que hoje tem braços no aeroporto, em shoppings e em prédios comerciais, totalizando mais cinco lojas. “Nenhum dog teve coragem de fazer o que a gente fez. Fizemos confiando na marca e aqui estamos com cinco anos de aeroporto renovados para mais cinco”, destaca.

    A implantação da loja em outros espaços serviu para expandir a visibilidade do produto. “Na 307/308 ficamos muito conhecidos pelo brasiliense, mas quando chegamos a outros locais passamos a ser conhecidos no Brasil. Hoje temos pedidos para levar a marca para São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Mas, por enquanto, estamos focados em atender a demanda de Brasília”, completa.

    Ao ser questionado sobre o segredo do sucesso, Raimundo garante que vem do diferencial do produto: “Produzimos a nossa própria maionese e o pão é feito diariamente. Também fomos os primeiros a trazer a ideia do cachorro quente na chapa para Brasília”.

     

  • 9ª Feira da Goiaba terá 30 estandes para venda de flores e plantas ornamentais

    9ª Feira da Goiaba terá 30 estandes para venda de flores e plantas ornamentais

    Evento será realizado em Brazlândia de 5 a 7 de abril e de 12 a 14 de abril

    Apaixonados por plantas ornamentais, flores e jardinagem poderão conferir a próxima edição da Feira de Floricultura e Jardinagem de Brazlândia (Florabraz), que será realizada durante a 9ª Feira da Goiaba, de 5 a 7 e de 12 a 14 de abril. A feira é uma oportunidade do público comprar flores e plantas ornamentais direto dos produtores rurais do Distrito Federal. Serão 30 estandes com diversos tipos de plantas cultivadas aqui na região. Entre os destaques estão as orquídeas, bromélias, cactos e suculentas, paisagismo em geral, além de mudas de hortaliças e frutíferas.

    A Feira da Goiaba é realizada na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, localizada no Incra 6, em Brazlândia. Para o gerente da Emater-DF em Brazlândia, Claudinei Machado Vieira, comprar plantas produzidas localmente tem a vantagem da adaptabilidade e da durabilidade da planta, além de valorizar a produção local. “A Florabraz deixa o espaço da Feira da Goiaba ainda mais bonito e proporciona uma oportunidade de comercialização para produtores e consumidores, que terão não só os produtos derivados da goiaba, mas também plantas, flores e paisagismo”, disse o gerente.

    “Produtores de todo o Distrito Federal vêm comercializar aqui na Florabraz, todos assistidos pela Emater-DF, que auxilia para que as plantas oferecidas tenham qualidade, além da diversidade que é apresentada pelos produtores”, completa Vieira.

    Para a produtora rural Leila Januária Camargo, do Núcleo Rural Vale da Samambaia, que fica no Setor habitacional Água Quente, as expectativas para participar da Florabraz são as melhores possíveis. Ela produz e vende plantas em vasos e pendentes, como caladium, samambaias e coleus. “Essas participações são muito boas, em primeiro lugar porque a gente vende e vende bem, e também a gente divulga o nosso produto e traz o cliente para a nossa propriedade”, afirma a produtora, que não perde uma oportunidade de expor nessa feira.

    A Florabraz tem duas edições por ano. A primeira durante a Feira da Goiaba e a segunda na Feira do Morango, que geralmente entre os meses de agosto e setembro.

  • Oficina ensina a construir um currículo atrativo e objetivo

    Oficina ensina a construir um currículo atrativo e objetivo

    Capacitação faz parte do Projeto DF Curso, que oferece oportunidades de formação nas áreas de comunicação, tecnologia, informática, estética, beleza e administração

    Na próxima semana, o projeto DF Curso auxiliará jovens e adultos com 16 anos ou mais a elaborarem um currículo atrativo e que facilite o ingresso no mercado de trabalho. As aulas são gratuitas e começam na segunda-feira (01/04). Inscrições até domingo (31/03), pelo portal www.dfcurso.com.br.

    De acordo com a diretora do projeto Mônica Lemets, a oficina abordará um tema que parece simples, mas que, na verdade, funciona como o cartão de visitas do candidato a um posto de trabalho. “Será uma oficina ampla na qual serão abordados três pontos: LinkedIn: torne seu perfil mais atrativo; Estrutura de um currículo profissional; e Elaboração de Currículo Lattes”, explica.

    “As dificuldades valem tanto para quem está ingressando no mercado de trabalho quanto para quem busca uma recolocação. O modelo adotado anos atrás já não é mais eficiente, e precisamos causar uma boa impressão com o currículo”, pontua. “Também não podemos esquecer que hoje existem redes como o Linkedin, que cumprem um papel de portfólio. Mas precisam ser bem alimentadas”, completa.

    O DF Curso é uma parceria da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa com o Instituto Amigos da Reserva da Biosfera do Cerrado. Até agosto, serão oferecidas oficinas gratuitas de qualificação nas áreas de comunicação, tecnologia, informática, estética, beleza e administração. Ao todo, são 1.920 vagas. Todos os módulos contam com a presença de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Após cada etapa, os inscritos receberão certificação do curso.

    O único pré-requisito para participar é possuir um dispositivo eletrônico (computador, tablet ou celular) conectado à internet. Ao todo, serão 24 módulos semanais.

    Programe-se:

    LinkedIn: torne seu perfil mais atrativo / Estrutura de um currículo profissional / Elaboração de Currículo Lattes: 01/04 a 05/04
    Curso de Informática Básica: 08/04 a 12/04
    Curso de Informática Avançado: 15/04 a 19/04
    Excel (Recursos Básicos e Avançados): 22/04 a 26/04
    Powerpoint e Word (Recursos Avançados e Básicos): 29 e 30/04 – 02 e 03/05
    Formatação de Computadores e Notebook (Recursos Básicos): 06/05 a 10/05
    Coreldraw: 13/05 a 17/05
    Photoshop: 20/05 a 24/05
    Indesign: 27, 28, 29 e 31/05
    Criação De Websites (Recursos Básicos): 03/06 a 07/06
    Atendimento ao Público: 10/06 a 14/06
    Empreendedorismo: 17/06 a 21/06
    Noções de Contabilidade e Redação Documental: 24/06 a 28/06
    Nail designer: 01/07 a 05/07
    Designer de sobrancelhas: 08/07 a 12/07
    Maquiagem: 15/07 a 19/07
    Micropigmentação: 22/07 a 26/07
    Podologia: 29/07 a 02/08

    Serviço: DF Curso oferece 1.920 vagas de capacitação profissional
    Data: 19/02 a 02/08
    Inscrições: www.dfcurso.com.br
    Informações: (61) 99692-0947