Categoria: Destaque

  • Imperial Diesel: 30 anos de tradição

    O casal Agnaldo e Maria Celestina – fundadores da empresa Imperial Diesel, há 30 anos em Taguatinga Sul –   (Foto: Divulgação)
       Com uma história marcada por dedicação, experiência, conhecimento técnico e compromisso com a qualidade, a Imperial Diesel se consolidou como uma das principais referências em manutenção de veículos a diesel no Distrito Federal. Fundada há três décadas pelo casal Agnaldo Gonçalves de Oliveira e Maria Celestina, a empresa carrega em sua essência uma trajetória que une compromisso, inovação e valores familiares.

    A história do negócio começa ainda na década de 1980, em Goiânia, onde Agnaldo e Maria se conheceram trabalhando em uma empresa do setor diesel que, anos mais tarde, daria nome ao empreendimento próprio do casal. Após o casamento e a mudança para Brasília, decidiram empreender e, inspirados pelo local onde tudo começou, criaram a Imperial Diesel, hoje reconhecida pela excelência em serviços especializados no segmento.

    Empresário Agnaldo Gonçalves, apaixonado pela profissão (foto:arquivo pessoal)
    Com impressionantes 45 anos de experiência na área de bombas injetoras e injeção eletrônica diesel, Agnaldo lidera a parte técnica da empresa, enquanto Maria Celestina é responsável pela gestão administrativa. Moradores de Arniqueira há 26 anos, o casal construiu não apenas uma empresa sólida, mas também uma relação de confiança com clientes que atravessa gerações.

    Localizada na QSE Área Especial 15, lote 14, no Setor de Oficinas de Taguatinga Sul, a Imperial Diesel atua na manutenção e reparação de sistemas diesel, sendo uma autorizada Bosch Diesel Center, referência mundial no segmento. A empresa conta com equipamentos de alta precisão e tecnologia de ponta para diagnósticos e reparos em bombas injetoras, bicos injetores e sistemas eletrônicos, garantindo serviços rápidos, eficientes e com alto padrão de qualidade.

    Tecnologia em equipamentos de ponta, com qualificação profissional – segredo para o sucesso (fot:divulgação)
    Ao longo dos 30 anos de atuação, a empresa sempre investiu na atualização tecnológica de seus laboratórios e na capacitação contínua de sua equipe técnica. O compromisso com a excelência é refletido na missão de oferecer soluções completas e precisas, priorizando a satisfação de clientes e parceiros. O início, no entanto, não foi fácil. Como em muitos negócios, o maior desafio era conquistar clientes. Com o passar do tempo, a credibilidade foi sendo construída, principalmente por meio de indicações. Hoje, a Imperial Diesel mantém clientes desde sua fundação, que por sinal, muitos deles, transformados em amigos ao longo da jornada.

    A escolha por Taguatinga como sede do negócio foi estratégica. A região conta com um setor específico voltado para oficinas, o que contribuiu para o desenvolvimento da empresa e sua consolidação no mercado. Atenta às transformações do setor, a empresa acompanha um perfil de consumidor cada vez mais exigente, que busca qualidade, preço justo e confiança. Nesse cenário, a Imperial Diesel segue firme, mantendo uma boa demanda e reafirmando seu compromisso com o bom atendimento.

    Mais do que crescimento, o futuro da empresa está diretamente ligado à continuidade de um legado. Construída com esforço, dedicação e paixão pelo que faz, a Imperial Diesel projeta sua história para as próximas gerações da família, com o objetivo de manter vivos os valores que sempre nortearam sua trajetória: honestidade, dedicação e amor pelo trabalho.

     

  • Algo Mais: tradição e resistência no comércio de Arniqueira

    Comerciante Paulo Roberto, há 16 anos acreditando no desenvolvimento de Arniqueira (foto: JCBertolucci)

         Há mais de 16 anos, a loja de materiais de construção Algo Mais faz parte da história do Areal, em Arniqueira. À frente do empreendimento está o comerciante Paulo Roberto Messias dos Santos, de 65 anos, que encontrou na região o lugar ideal para recomeçar a vida e investir no próprio negócio após retornar dos Estados Unidos.  A empresa foi fundada em 2009, pouco tempo depois de sua volta ao Brasil. Diante da necessidade de se estabelecer financeiramente e sustentar a família — especialmente com duas filhas  pequenas estudando em escola particular —, Paulo decidiu empreender.

    Antes de abrir o negócio, buscou orientação no Sebrae, onde recebeu a recomendação de investir em Brasília. Determinado a não ficar parado, iniciou rapidamente o projeto. Com algum capital disponível e disposição para trabalhar – virtude que nunca lhe faltou, Paulo apostou na abertura da loja.

    Conforme o comerciante, o início foi promissor. “Janeiro, fevereiro e março foram bons demais, vendemos muito”, relembra.  Inicialmente, a ideia dele era abrir o comércio em outra região, como Ceilândia. No entanto, uma indicação acabou mudando os planos. Ao conhecer o ponto comercial no Areal, decidiu investir ali mesmo. Morando nas proximidades do Taguaparque, viu na região uma oportunidade estratégica e deu início à trajetória da Algo Mais.  O nome da empresa nasceu em família. Em uma reunião com a esposa e as filhas, diversas sugestões foram colocadas em pauta até que “Algo Mais” fosse escolhido — uma proposta que representava o compromisso de oferecer sempre um diferencial aos clientes.

    Instalada na QS 11, Conjunto G, Lote 11, Loja 01, a loja conta atualmente com cerca de 12 mil itens, oferecendo ampla variedade de produtos para construção e reformas.  Nos primeiros anos de funcionamento, o cenário era bastante diferente do atual. Havia apenas duas lojas do segmento na região, o que favorecia o crescimento do negócio. “Era excelente. Ficamos por anos praticamente só nós e mais uma loja”, conta o comerciante. Com o passar do tempo, o comércio local se expandiu. Hoje, cerca de 35 estabelecimentos atuam no mesmo segmento nas proximidades. Apesar da concorrência, Paulo vê a situação com naturalidade e destaca o comportamento do consumidor. “O cliente pesquisa, compara preços e escolhe onde comprar. Muitas vezes, o atendimento faz a diferença, mesmo quando o preço não é o menor”, avalia.

    Mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo país, ele afirma que o negócio segue firme, sustentado por princípios que considera fundamentais. “O comércio não está fácil para ninguém, mas, com dignidade, honestidade e fé, seguimos trabalhando e superando as dificuldades”, conclui o lojista veterano de Arniqueira.

  • Ótica Alcance… de todos

    Ótica aposta na proximidade e na comodidade para conquistar moradores de Arniqueira

    Ótica inaugurada em 2025 – Casal aposta no tratamento mais humanizado para os clientes – foto: divulgação
       
    Inaugurada em 2 de setembro de 2025, a Ótica Alcance nasce com uma proposta simples e objetiva: oferecer praticidade aos moradores do Areal e de toda Arniqueira, evitando deslocamentos para outras regiões na hora de adquirir óculos de qualidade. Localizada na QS 11, a loja já começa a se consolidar como uma alternativa acessível e eficiente no comércio local.
    Uma dezena de produtos diversificam o mostruário, para o cliente mais exigente – crédito: divulgação
              À frente do empreendimento estão os sócios Ocivon da Silva Santos, de 57 anos, e Rivanete Nelson da Silva Santos, de 51 – detalhe casados e moradores da cidade; O casal decidiu investir no próprio negócio após anos de experiência no mercado de trabalho formal. Rivanete deixou o regime CLT após 15 anos, enquanto Ocivon acumulava 35 anos de atuação no ramo óptico — bagagem que contribuiu diretamente para a criação da empresa.
           
               A ideia de abrir a ótica surgiu da observação do dia a dia dos moradores. Segundo os empresários, havia uma demanda clara por serviços ópticos na região, obrigando muitos a buscarem atendimento em outras localidades. A proposta, então, foi justamente preencher essa lacuna com qualidade e comodidade.
             A Ótica Alcance trabalha com uma ampla variedade de produtos, incluindo armações masculinas, femininas e infantis, além de óculos solares esportivos e convencionais. As lentes oferecidas contam com proteção UVA e UVB, opções polarizadas e modelos com grau, incluindo lentes digitais de alta definição e tratamentos específicos, que garantem mais conforto visual ao cliente.
         
    Empresa aposta em produtos de qualidade e atendimento diferenciado – crédito: divulgação 
             Outro diferencial é a política de preços e promoções. Atualmente, a loja oferece uma condição atrativa: na compra das lentes de grau, a armação sai gratuitamente. Além disso, o estabelecimento realiza pequenos consertos, como troca de parafusos, plaquetas e hastes, ampliando o atendimento e a fidelização do público.
              Apesar dos desafios iniciais — especialmente financeiros e relacionados à localização — os empresários mantêm uma visão otimista. A escolha por Arniqueira foi estratégica: além de residirem na região, acreditam no potencial de crescimento da RA 33.
             Com o comércio local em expansão e cada vez mais diversificado, a expectativa é de um futuro promissor. “Nosso movimento já é muito bom, e acreditamos que Arniqueira tem tudo para continuar crescendo de forma dinâmica”, destacam os sócios.
             A Ótica Alcance chega, assim, não apenas como um novo ponto comercial, mas como parte do desenvolvimento econômico e da valorização dos serviços locais na região.
  • Fast Escova, no coração de Arniqueira

    Fast Escova, no coração de Arniqueira

    Cláudia de Souza Medeiros, empresária da franquia Fast Escova, com unidade moderna em Arniqueira (foto: divulgação)
    Instalada há quase um ano em Arniqueira, a Fast Escova Arniqueira já conquistou seu espaço no cenário local ao unir agilidade, qualidade e acolhimento no atendimento à beleza feminina. À frente do empreendimento está a empresária Cláudia de Souza Medeiros (51),  que transformou um sonho antigo em realidade e hoje colhe os frutos de uma trajetória marcada por dedicação e propósito.
    Empresária e funcionária pública, Cláudia chegou a Arniqueira para ajudar a cidade no seu desenvolvimento e, encontrou um ambiente ideal para empreender. A unidade foi inaugurada em maio de 2025, trazendo para a região um salão especializado em escovas, tratamentos capilares, manicure, maquiagem e penteados, com foco na mulher moderna, que busca praticidade sem abrir mão da qualidade e do bem-estar.
    Localizada na SHA Conjunto 4, Chácara 60, Lote 1, lj 6, a Fast Escova oferece atendimento presencial e mantém um relacionamento próximo com as clientes por meio das redes sociais e do whatsapp, divulgando serviços, promoções e novidades. Mais do que um salão de beleza, o espaço se propõe a ser um ambiente de cuidado, escuta e valorização da autoestima.
    A ideia de abrir o negócio nasceu ainda em Goiânia, quando Cláudia frequentava e admirava a franquia, sem imaginar que aquele encantamento se transformaria em um projeto de vida. A mudança para Brasília foi o impulso necessário para tirar o sonho do papel. “Arniqueira nos mostrou muito mais do que um ponto comercial. Vimos aqui a oportunidade de acolher pessoas e transformar autoestima”, relata.
    Segundo a empresária, empreender na cidade foi uma escolha estratégica. “Arniqueira está em constante crescimento e possui um público exigente, mas extremamente fiel quando bem atendido. Acreditamos no potencial da região e na força do comércio local”, afirma.
    Com trabalho sério, equipe alinhada e atendimento humanizado, a Fast Escova Arniqueira se consolida como exemplo de empreendedorismo feminino e de como sonhos, quando cultivados com dedicação, podem gerar impacto positivo na comunidade.
  • Que país é esse…?

    A pergunta “Que país é esse?” não é nova, tampouco pertence exclusivamente a um autor ou a um momento específico da história brasileira. Imortalizada na canção da Legião Urbana, escrita por Renato Russo em 1978 e lançada em 1987, a indagação atravessou décadas como um grito de inconformismo diante das desigualdades, dos abusos de poder e das contradições do Brasil. Mais tarde, Cazuza também ecoaria esse questionamento em sua música “Brasil”, inspirada na mesma inquietação, retratando o abismo entre pobres e ricos e a sensação de abandono social.

    Passados tantos anos, a pergunta segue atual e perturbadora. Analistas da grande imprensa, em diferentes veículos, demonstram indignação ao observar um país em que a punição a golpistas convive com parte do eleitorado disposta a relativizar a democracia; em que comportamentos autoritários são naturalizados; e em que cenas simbólicas, como pessoas ajoelhadas rezando para um pneu, revelam um cenário de perplexidade coletiva. Os números reforçam esse quadro alarmante: quase 45 mil assassinatos por ano, cerca de 35 mil mortes no trânsito, cidades brasileiras entre as mais violentas do mundo e o crescimento acelerado das favelas, que hoje abrigam milhões de cidadãos.

    Diante desse retrato, o autor amplia o questionamento e o transforma em uma sequência de indagações que escancaram a brutalidade cotidiana. Que país é esse em que operações policiais resultam em dezenas de mortos em um único dia, com policiais também vitimados, enquanto outros são flagrados cometendo crimes? Que país é esse que figura entre as maiores economias do planeta, mas mantém milhões de pessoas na miséria, quase cem milhões sobrevivendo com um dos menores salários mínimos da América do Sul e dezenas de milhões sem perspectivas claras de trabalho?

    A lista segue com episódios de extrema violência e desumanização: crimes bárbaros contra crianças, feminicídios em números alarmantes, tragédias familiares provocadas por ódio e intolerância, além de escândalos envolvendo grandes sonegadores que escapam impunes. Soma-se a isso a presença de líderes religiosos que ameaçam os mais vulneráveis e figuras expulsas das Forças Armadas que, paradoxalmente, ascendem como referências políticas.

    Ao repetir insistentemente a pergunta “Que país é esse?”, o texto não busca uma resposta simples, mas provoca reflexão. Trata-se de um grito de indignação, um convite à consciência crítica e um alerta: enquanto essas contradições persistirem, a pergunta continuará ecoando — incômoda, urgente e necessária.

  • Vende-se Bloco do Eu Sozinho

    Vende-se Bloco do Eu Sozinho

    A política deveria ser um pilar de representação popular e serviço público. No entanto, enfrenta uma grave crise de identidade. A linha entre o interesse coletivo e o negócio privado torna-se perigosamente tênue, como exemplificado pelo caso do senador Flavio Bolsonaro. Após anunciar uma pré-candidatura independente, ele declarou que essa candidatura “tem um preço”. Esse episódio não se resume a uma manobra política; é um doloroso testemunho da mercantilização da democracia.

    Colocar à venda e botar preço em uma “candidatura imaginária” — sem o apoio de qualquer partido político de direita — transformam um potencial mandato público em uma fonte de lucro pessoal, negociável no mercado de influência. Tal prática é eticamente catastrófica, pois mina a lógica da representação, sugerindo que as alavancas do poder não emanam do povo, mas podem ser adquiridas pelo maior lance, por aqueles que detêm capital financeiro ou político. Isso pode corroer a integridade do processo eleitoral, tratando a soberania popular como um item de leilão e o cargo público como um produto, não como uma responsabilidade.

    Se não fosse pela natureza absolutamente pessoal do negócio proposto no cenário nacional — que visa livrar seu pai de uma condenação em processo legal, com direito a ampla defesa, publicidade dos atos processuais e decisões fundamentadas —, poder-se-ia também questionar a moralidade de tentar vender um mandato que não lhe pertence, e que nem se sabe se será disputado por ele. Essa candidatura imaginária se assemelha aos meios utilizados para adquirir sua luxuosa residência.

    Uma vez que o pré-candidato se apresenta afirmando ter um preço para desistir da candidatura, uma conclusão se torna evidente: não há um programa de governo. Cuida-se, apenas, um negócio, com lucro pessoal como prioridade. Essa ação cínica corrói a confiança do público e despreza os princípios democráticos. Independentemente do que ocorra, nada é mais urgente do que uma reflexão coletiva sobre os limites morais na política, para que a representação popular não seja entregue a quem a enxerga, apenas, como mais uma mercadoria, uma ferramenta para auferir vantagens

  • 35 contêineres públicos no combate ao lixo urbano em Arniqueira

    35 contêineres públicos no combate ao lixo urbano em Arniqueira

              A Administração Regional de Arniqueira recebeu, no mês de novembro 35 contêineres de 500 litros cada, entregues pelo Governo do Distrito Federal por meio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Esses equipamentos serão instalados em pontos estratégicos da cidade, especialmente nos locais onde há maior incidência de descarte irregular de resíduos.

    Telma Rufino, administradora regional de Arniqueira e Everaldo Araújo, diretor operacional do SLU, em visita às ruas da região (crédito: JcBertolucci).

    A iniciativa integra uma campanha de combate ao descarte inadequado do lixo, prática que, ao longo dos anos, tem contribuído para a degradação visual da região e para o agravamento de problemas sanitários. Os pontos que receberão os contêineres foram identificados pela Administração Regional, levando em conta áreas onde os veículos de coleta do SLU têm dificuldade de manobrar devido à configuração urbana, marcada por vias estreitas — muitas delas resultantes do processo histórico de ocupação da região.

    Lixo descartado irregularmente é um dos principais desafios da RA33 (Crédito: JcBertolucci)

    A administradora regional solicitou à Diretoria de Meio Ambiente um estudo detalhado para mapear os locais que apresentam maior volume de descarte irregular. Segundo ela, alguns desses pontos receberão atenção especial do SLU, com ações intensificadas de limpeza e campanhas de conscientização sobre o descarte adequado dos resíduos.

    Telma Rufino, ao centro, “defende um macro projeto de conscientização sobre o descarte do lixo em Arniqueira” (crédito: JcBertolucci).

    “Arniqueira é uma cidade em processo de regularização fundiária; surgiu sem
    planejamento urbano e, por consequência, possui muitas vias extremamente
    estreitas, quase vielas, o que dificulta a circulação dos caminhões de coleta.
    Em alguns desses locais, a instalação dos contêineres será fundamental para
    mitigar esse grave problema do descarte irregular”, destaca a administradora.

    A implantação dos equipamentos seguirá um modelo de parceria: cada contêiner será “apadrinhado” por uma empresa ou condomínio da região, que ficará responsável pelo monitoramento e bom uso, em articulação com a Administração Regional. O objetivo é somar esforços entre poder público e comunidade para criar uma rede de corresponsabilidade na monitoramento do contêiner.

    Equipamentos serão disponibilizados em locais com alto volume de descarte irregular do lixo, onde os veículos do SLU não tem acesso (crédito: JcBertolucci)

    O diretor operacional do SLU, Everaldo Araújo, afirma que o órgão está estudando uma nova estratégia de coleta para Arniqueira, incluindo a adoção de veículos menores, capazes de acessar áreas onde os caminhões tradicionais não conseguem entrar. “Estamos em constante diálogo com a Administração Regional para buscar alternativas que tornem a coleta mais capilar e eficiente. Isso requer novos equipamentos e um modelo de operação alinhado às características urbanas peculiares da cidade”, explica.

    As consequências do descarte irregular do lixo em Arniqueira

    O descarte irregular de resíduos sólidos é um dos principais fatores que comprometem a qualidade de vida em Arniqueira. Embora a sujeira espalhada por ruas, becos, áreas verdes e margens de córregos seja o aspecto mais visível, seus impactos vão muito além da estética urbana. Trata-se de um problema que atinge a saúde pública, o meio ambiente e a própria percepção de organização e cuidado com a cidade.

    A primeira consequência evidente é a proliferação de vetores de doenças. O lixo descartado em locais inadequados cria ambientes ideais para o acúmulo de água parada e para a reprodução de insetos e animais peçonhentos. Entre esses vetores, destaca-se o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Seu ciclo reprodutivo é diretamente favorecido pela presença de recipientes expostos às chuvas, como baldes, restos de móveis, plásticos e sucatas abandonadas. Ratos, baratas e escorpiões também encontram nesses pontos condições ideais de abrigo e alimentação, ampliando riscos sanitários, especialmente para crianças e idosos. Telma Rufino reforça, em suas apresentações públicas, a importância do descarte consciente do lixo, enfatizando a necessidade de maior responsabilidade e colaboração por parte da população. “Estamos trabalhando incansavelmente para deixar a cidade mais limpa. Mas, se a população não colaborar, não vamos avançar. A prática do descarte irregular traz enormes problemas para todos nós. Cada um deve fazer a sua parte. Estou sempre pedindo o apoio de todos; só assim conseguiremos manter nossa cidade mais limpa e evitar graves problemas de saúde”, destaca a administradora regional de Arniqueira.

    O impacto ambiental é igualmente severo. Resíduos depositados inadequadamente em áreas verdes ou próximos a corpos d’água podem causar contaminação do solo, obstrução de bocas de lobo e enchentes durante o período chuvoso. Materiais como plásticos e metais se degradam lentamente e permanecem no ambiente por décadas, prejudicando a fauna local e deteriorando a paisagem da cidade. Em uma região com características residenciais e áreas de preservação ambiental, como Arniqueira, esses danos são ainda mais sensíveis.

    No âmbito social, o descarte irregular gera sensação de abandono e desordem. Ambientes limpos e organizados estimulam o cuidado coletivo, enquanto espaços degradados tendem a reforçar comportamentos inadequados. A ausência de consciência ambiental e a falta de práticas corretas de separação e destinação dos resíduos alimentam um ciclo contínuo de deterioração urbana.

    Combater o descarte irregular do lixo em Arniqueira é, portanto, muito mais do que uma tarefa de limpeza: é uma ação integrada de saúde pública, preservação ambiental e fortalecimento do senso comunitário. A junção de medidas estruturais, como a chegada dos contêineres, com ações educativas, fiscalização eficaz e participação da população, é o caminho essencial para transformar essa realidade e construir uma cidade mais limpa, saudável e acolhedora.

    SLU lançou o aplicativo SLU Coleta DF, disponível para Android e iOS, que permite aos cidadãos acompanhar a rota dos caminhões de lixo em tempo real, consultar dias e horários da coleta (convencional e seletiva) e receber alertas sobre a chegada do caminhão. O app também oferece informações sobre como separar o lixo, os locais de descarte de resíduos especiais e conteúdos educativos sobre gestão de resíduos.

  • A queda do master e o perigo de atingir o GDF

    A queda do master e o perigo de atingir o GDF

    *Paulo César Timm – economista, professor aposentado Universidade de Brasília (UNB) servidor aposentado do Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA)

    Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal (crédito: Agência Brasília)

    Há muita confusão conceitual sobre a origem e natureza do sistema capitalista. Para mim, o capitalismo nasce nos primeiros bancos da Itália, século XV, quando o dinheiro se converte, de meio de troca em meio de vida – e enriquecimento – aos que o controlam. No começo, dadas as restrições morais da Igreja à usura, foram os judeus que, paulatinamente foram expandindo as redes bancárias mundo afora. Oportuno lembrar que tais restrições têm raízes muito antes de Cristo, como no Código de Hamurabi. Mas os tempos mudaram, a introdução do papel moeda flexibilizou as restrições à usura e os bancos se multiplicaram. Cresceram tanto que, já ao final do século passado, e sobretudo, depois da liberação à movimentação eletrônica dos capitais no mercado mundial, suas transações ultrapassaram os valores do comércio mundial e da própria produção. Hoje vivemos sob a bolha do Capitalismo Financeiro. Quer ficar rico? Entre para alguma empresa do ramo financeiro, aprenda as regras do “mercado”, mesmo como empregado aí encontrará os mais altos salários e, se for esperto, comece abrindo uma Financeira, depois uma Fintech, e depois, um Banco. Foi o que fez um latino-americano, “sem dinheiro no bolso”, mas muita ambição e poucos escrúpulos,  Daniel Vorcaro, ao criar o Banco Master.

    Moço bem apessoado, educado, frequentador de salões sociais e políticos, ligado aos evangélicos Vorcaro  correu, primeiro, atrás de clientes privados e, em seguida, percebeu que os clientes “públicos”, a saber agentes do Estado, davam muito mais resultado. Bastava, para isso, chegar-se a influentes figuras dos Poderes Federais, inclusive Judiciário, com atrativos contratos de consultoria a ex ministros – e juízes aposentados -, aí despontando o deputado Ciro Nogueira, Presidente do PP, ex Chefe da Casa Civil de Bolsonaro, amigo de governadores importantes do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Como registra o jornalista investigativo Andrei Meirelles:

    “Vamos começar puxando penas para achar as galinhas e as raposas. (….) Ciro Nogueira e o governador de Brasília Ibaneis Rocha, além de piauienses, têm, entre outras coisas em comum, a escolha de Paulo Henrique Costa, o PH, para presidir o BRB, o banco público de Brasília. (…) A versão mais corrente em Brasília é de que Flávia Arruda ( hoje Flávia Peres, casada com Augusto Ferreira Lima), procurou Ciro Nogueira ( com quem dividiu a articulação política no governo Bolsonaro e o governador Ibaneis Rocha para usarem a influência sobre PH para ajudar o Banco Master a escapar da falência. Pelo comportamento, durante e até o estouro do escândalo, essa versão tem início, meio e fim coerentes com os comportamentos de Ibaneis e Ciro Nogueira.

    Ibaneis foi à luta em defesa da mega mutreta. Conseguiu apoio da Câmara Distrital, em que tem ampla maioria, e atacou quem questionava a compra pelo BRB dos títulos podres do Banco Master, inclusive o Banco Central, de serem adversários de Brasília.”

    Semana passado tudo ruiu. O Banco Central “acordou” para o fechamento do Banco Master,  Vorcari foi preso, já prestes a fugir do país num dos seus jatinhos executivos, Brasília entrou em pânico. Só o tempo dirá sobre o tamanho do rombo, provavelmente na ordem de R$ 20 bilhões, e da responsabilização de todos os que contribuíram para o festim. Certamente apresentarão Atestados Médicos para garantir cumprimento das penas em casa e seus respectivos patrimônios já terão sido pulverizados. Aqui no D.F. , entretanto, dificilmente o Governador Ibaneis, que escapou do 8 de janeiro, prosseguirá sua meteórica carreira.

    Paulo César Timm – Economista, professor aposentado da Universidade de Brasília, servidor aposentado do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea)

  • RotaX celebra 20 anos de participação no CMW

    RotaX celebra 20 anos de participação no CMW

    Motoclube de Curitiba comemora em grande estilo no Capital Moto Week e reafirma sua trajetória de sucesso e irmandade no maior festival de motos e rock da América Latina

    Evento registrou recorde de público e de motos em 2025 (Foto: JcBertolucci)

    O Moto Clube Rota X, um dos grupos mais expressivos do motociclismo brasileiro, comemorou este ano uma marca histórica: são 20 anos consecutivos participando do maior festival de motos da América Latina, o Capital Moto Week, em Brasília. Fundado em 31 de maio de 2003, em Curitiba (PR), o Rota X reúne hoje 780 integrantes em todo o país, sendo 100 deles residentes na capital federal.

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    RotaX montou uma big estrutura para comemorar os 20 anos de CMW (Foto: Emanuela Marques – editora RI)

    Desde 2005, a presença do Rota X no evento tornou-se tradição. A cada edição, o clube monta uma estrutura acolhedora para receber seus integrantes e amigos vindos de diversas regiões do Brasil. Este ano, o espaço do Rota X ficou localizado no ambiente Rolling Stones, uma das áreas mais movimentadas do festival (ao lado do Saloon). O clube investiu em uma tenda principal, somada a outra tenda adicional, um container para depósito de materiais e um container-banheiro — um cuidado especial pensando no conforto das motociclistas que frequentam o local.

    “Nosso espaço é uma extensão da nossa casa, sempre de portas abertas para quem compartilha a paixão por duas rodas. Receber bem nossos irmãos de estrada é parte do espírito do Rota X”, explica Francisco Jose dos Santos, um dos coordenadores do RotaX no CMW deste ano.

    Encontro de gerações

    Durante os dez dias de Capital Moto Week, o espaço do Rota X recebe em média de 100 a 150 visitantes por dia. Alguns integrantes participam apenas no fim de semana, enquanto outros aproveitam para viver a experiência completa, acampando ou permanecendo todos os dias do evento. Muitos dos membros aposentados usam a ocasião como oportunidade para longas viagens, rodando milhares de quilômetros para chegar a Brasília.
    Além da paixão pelas motos, o clube é reconhecido pela amizade e pela união. “A estrada cria laços fortes. No Rota X, temos irmãos de todas as idades e histórias, unidos pelo mesmo sentimento de liberdade”, Delson Pires Cavalcante

    Clube se destaca no cenário nacional pelas constantes viagens para ações sociais (Foto: Emanuela Marques – RI)

    Tradição e respeito à estrada
    Com mais de duas décadas de história, o Rota X se consolidou como um dos motoclubes mais respeitados do país. Seu site oficial (www.rotaxmotoclube.org.br) conta com a história completa do grupo, que nasceu em Curitiba, mas ganhou o Brasil.

    A participação no Capital Moto Week vai além do encontro entre amigos: é também uma vitrine para mostrar a cultura motociclística, a camaradagem e o espírito de irmandade que move cada viagem. A presença marcante do Rota X no evento reforça o papel dos motoclubes como pilares da cena motociclística, mantendo vivas as tradições de estrada.

    O Motoclube RotaX ficou instalado em um dos pontos chaves do evento. Ao lado do requintado Saloon Rock (Foto e texto: Emanuela Marques)

  • Nova iluminação transforma o Parque Ecológico do Areal

    Nova iluminação transforma o Parque Ecológico do Areal

                                          Iluminação de led em todo a extensão do Parque Ecológico do Areal  (foto: Adm. Arniqueira)

             Após intensa articulação da administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, junto à Companhia Energética de Brasília (CEB Ipes), o Parque Ecológico do Areal recebeu um importante investimento na revitalização da sua iluminação pública. A substituição das antigas lâmpadas por novas luminárias de LED de alta potência foi concluída na tarde da última sexta-feira (13), e as luzes foram acesas no início da noite, proporcionando um verdadeiro espetáculo visual em toda a extensão do parque.

             A melhoria vai além da estética: representa um avanço significativo na segurança e no bem-estar dos frequentadores, especialmente daqueles que utilizam a área para atividades noturnas. Com a pista de caminhada totalmente iluminada, os moradores podem realizar suas caminhadas e exercícios físicos com mais tranquilidade e conforto, mesmo após o pôr do sol. A nova iluminação também beneficia os praticantes de esportes, que agora contam com quadras e campos bem iluminados, favorecendo jogos de futebol, vôlei e outras atividades recreativas à noite.

              A ação reforça o compromisso da Administração Regional em valorizar os espaços públicos, incentivando hábitos saudáveis e a convivência comunitária. Segundo Telma Rufino, a iluminação é um fator essencial para devolver vida ao parque durante o período noturno.
    “A população do Areal merece espaços públicos iluminados, seguros e acolhedores. Com essa nova iluminação, damos um passo importante para que mais famílias aproveitem o parque também à noite, seja para se exercitar, brincar ou simplesmente caminhar com tranquilidade,” afirmou a administradora.

              Com a intervenção, o Parque Ecológico do Areal se consolida como um dos principais pontos de lazer da Região Administrativa de Arniqueira, atendendo moradores do Areal, Veredão, ADE e bairros vizinhos.

    Informações: Ascom Administração de Arniqueira