Categoria: Cultura

  • Cultura se destaca no Distrito Federal com apoio da Pnab

    Cultura se destaca no Distrito Federal com apoio da Pnab

    Objetivo é democratizar o acesso aos recursos públicos, fortalecer a cultura local e garantir que a arte chegue a todos os cantos da capital federal

    O Distrito Federal vive um novo tempo para a cultura com a chegada da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), a maior iniciativa pública de fomento cultural do Brasil. Com a condução da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), em parceria com o Instituto Omni, a Pnab DF 2025 apresenta editais que abraçam a diversidade artística. A proposta é democratizar o acesso aos recursos públicos e fortalecer a cultura local, garantindo que a arte chegue a todos os cantos do DF.

    A Secretaria tem atuado para garantir que os agentes culturais tenham todo o suporte necessário para acessar os editais. O trabalho aposta em uma comunicação com plantões para tirar dúvidas, manuais e formações presenciais e virtuais para orientá-los.

    Os editais lançados contemplam diversas linguagens e formatos. São produções culturais e audiovisuais nas áreas de música, teatro, dança, literatura, artes visuais e manifestações populares. Há linhas específicas para coletivos, projetos de estreia, mestres da cultura e grupos liderados por pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. Também integram a política os editais da Cultura Viva, que reconhecem e fortalecem o cenário cultural do DF.

    As ações culturais são voltadas para a promoção de oficinas, espetáculos, exposições, festivais e muito mais. A ideia é gerar inclusão e renda, levando cultura para escolas, praças, centros comunitários e territórios periféricos. São ações que respiram cultura e pertencimento, resgatando histórias e projetando novos futuros para a cena cultural do DF.

    Os editais da Pnab DF visam a beneficiar artistas, produtores, técnicos e agentes culturais. Para mais informações, dúvidas ou sugestões, os canais de atendimento são o e-mail sac@pnabdf.org.br, o WhatsApp (61) 99196-9207 e o Instagram @pnabdf.

  • Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória

    Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória

    Dos arquivos históricos aos museus que preservam os primeiros passos da capital, o DF celebra mais de seis décadas com iniciativas que mantêm viva a história dos fundadores da cidade

    Brasília é a grande protagonista do mês de abril, quando completa 65 anos de história. Mesmo nova, a cidade tem muita história para contar, relembrar e se redescobrir. No Distrito Federal essa memória não se perde. Mais do que isso, ela está muito bem guardada e contada, seja no Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), seja nas ruas, em locais históricos como o Memorial JK, o Museu Vivo da Memória Candanga e Catetinho.

    O Catetinho foi a primeira sede do governo federal oficial no DF | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Responsável por abrigar documentos produzidos pelo Poder Executivo e acervos privados de interesse público, o Arquivo Público tem levado essa memória para outros continentes, a exemplo de Portugal. Recentemente, foi firmada a parceria com a Casa da Arquitectura de Portugal para compartilhar os documentos digitais de Lúcio Costa, urbanista responsável por planejar o Plano Piloto de Brasília. Iniciativa que busca preservar a memória e o legado do arquiteto para que futuras gerações possam desfrutar, já começou a ser compartilhado com o ArPDF. A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos.

    O superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, ressalta que qualquer registro, em qualquer formato, seja audiovisual, textual ou cartográfico, é fundamental para complementar a história de Brasília. Para ele, tudo é relevante, desde fotos e documentos de pioneiros até registros de um grande gênio como o Lúcio Costa, pois cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e garante a preservação dessa história para futuras gerações.

    No Arquivo Público, a história da capital está contada em aproximadamente 6 mil caixas-arquivos, com 4,5 milhões de documentos em pequenos formatos. Além disso, a instituição mantém cerca de 45 mil documentos em grandes formatos, dois milhões de negativos e microfilmes, além de 300 películas e mais de 500 vídeos em diversos suportes.

    Memória de Brasília

    O Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição de fotos especialmente para o aniversário de 65 anos de Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

    A memória da construção de Brasília está espalhada pelo Distrito Federal. Um desses locais é o Museu Vivo da Memória Candanga. Antes de se tornar um museu, o local funcionava como o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), criado para atender à crescente demanda por serviços de saúde no Distrito Federal. Além de socorrer operários, acidentados nas obras, o hospital também realizava partos e prestava atendimento ambulatorial a crianças e donas de casa. O complexo era formado por 23 edificações de madeira e permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi inaugurado o Hospital Distrital, atual Hospital de Base.

    “Esse hospital teve Edson Porto como primeiro diretor. A esposa dele, Marilda Porto, ainda vem aqui às vezes. Quando ela entra, se emociona muito, chora… e nunca senta na cadeira dele. É uma memória forte, né? Ele veio pra Brasília justamente para cuidar desses operários”, comenta a gerente do Museu da Memória Candanga, Eliane Falcão. Além dos itens utilizados pelos operários, o espaço conta com uma exposição que resgata a presença feminina na história de Brasília, muitas vezes esquecida.

    Somente no último ano, o espaço recebeu cerca de 25 mil visitas. Para comemorar o aniversário de 65 anos de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição com fotos coloridas da década de 1970. São 140 fotos do acervo de Joaquim Paiva que ficarão expostas por cerca de dois meses.

    Há também o Museu do Catetinho, que foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. Construído em apenas 10 dias, o projeto de Oscar Niemeyer é um prédio simples, feito de madeira, e conhecido como Palácio das Tábuas. Visitantes encontram referências da época, através da preservação do mobiliário original e outros objetos.

    O Memorial JK recebe, em média, 40 mil pessoas por ano | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    A cidade também conta com o Memorial JK, onde os visitantes encontram objetos que simbolizam a capital, além do acervo pessoal do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. Logo na entrada, o impacto inicial vem da estrutura arquitetônica assinada por Oscar Niemeyer, que traduz em formas a força simbólica da história de JK. O visitante é recebido por uma série de fotografias que contam a trajetória dele, desde a vida pessoal, como médico, até a atuação política e encontros com líderes de outros países. Além disso, o espaço revela momentos marcantes da vida e do legado de JK.

    O acervo tem cerca de 16 mil itens, entre documentos, fotos, condecorações, roupas, livros e objetos pessoais. “Eu acho que o mais importante do museu é que ele preserva uma história singular, essencial para compreendermos o Brasil de hoje. JK foi um homem que realmente cumpriu o que prometeu. Seu plano de governo, que propunha ‘50 anos em 5’, teve como pilares a educação, a energia, o transporte, a alimentação e a indústria de base. E ele entregou”, destaca o vice-presidente do Memorial JK, André Octavio Kubitschek.

    O Memorial JK recebe em média 40 mil pessoas por ano. O espaço promove o programa Museu-Escola, que leva cerca de 20 mil crianças ao longo do ano, principalmente nos períodos escolares, como abril e julho. Os outros 20 mil visitantes adultos, em geral são turistas, estudiosos ou pessoas interessadas na história de Brasília e do Brasil.

  • Música e muita diversão animam o público no primeiro dia da festa dos 65 anos de Brasília

    Música e muita diversão animam o público no primeiro dia da festa dos 65 anos de Brasília

    Além de atrações como Léo Santana e Wesley Safadão, a estrutura montada na Esplanada dos Ministérios contou com espaço kids, tirolesa, roda-gigante, área de alimentação e muito mais – tudo para proporcionar o melhor e maior aniversário da capital federal para toda a população

    Milhares de pessoas curtiram a programação do primeiro dia do aniversário de 65 anos de Brasília, neste sábado (19). O megapalco montado na Esplanada dos Ministérios recebeu os artistas Wesley Safadão e Léo Santana, além de nomes locais como a cantora Dhi Ribeiro e as duplas William & Marlon, e Enzo & Rafael. Com o tema “O melhor tempo é agora”, a festa continua neste domingo (20), com O Grande Encontro, Fagner e Mari Fernandez. Na segunda-feira (21), haverá Menos é Mais e Zé Neto & Cristiano. A entrada é gratuita e não há necessidade de retirada de ingresso.

    O cantor Wesley Safadão agitou o público na Esplanada dos Ministérios | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Este Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 15 milhões para promover o melhor aniversário já vivenciado pela população. “O amor que eu tenho por essa cidade, e poder comemorar esses 65 anos, juntamente com os amigos, com as pessoas e com o povo da cidade, é muito importante. Hoje o mais importante é porque o povo está aqui. Com o programa Vai de Graça conseguimos trazer as pessoas para ver os grandes shows da cidade“, destacou o governador Ibaneis Rocha.

    “É o símbolo da paz que nós estamos implantando em Brasília, isso aqui é paz, é união, são famílias, segurança, o pessoal da polícia está aí trabalhando, todo mundo unido, e vai ser uma festa lindíssima nesses três dias, podem contar com isso”, complementou o chefe do Executivo.

    A fonoaudióloga Janaína Simões, 43, ficou muito animada quando soube das atrações e, junto ao marido, se sentiu segura de levar as duas filhas para o evento

    A vice-governadora, Celina Leão, ressaltou o empenho para que este fosse, de fato, o melhor aniversário da cidade. “As festividades, shows e atrações foram preparados com muito carinho. Essa celebração reflete o trabalho realizado todos os dias por este GDF para levar cada vez mais qualidade de vida para toda a população. Que todos possam aproveitar com a certeza de que faremos da nossa cidade o melhor lugar para se viver”.

    Totalmente gratuita e pensada para oferecer segurança, conforto e diversão para todos, a estrutura dos shows inclui um megapalco, telões, passarela para aproximar o público dos artistas, camarotes, área kids e áreas pet, além de uma praça de alimentação e atrações interativas como roda-gigante, tirolesa e um estúdio para youtubers e influenciadores, além de 60 banheiros químicos. A organização foi liderada pelo Instituto Eleva, com apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF).

    O eletricista Adriano Silva, 37, escolheu um lugar bem próximo ao palco, para não perder nenhuma atração

    “É muita emoção. A festa ficou lotada, várias atrações passaram por aqui, São Pedro colaborou com a gente e não choveu. Então, estamos muito felizes, muito empolgados e vamos estar aqui nos três dias”, destacou o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. “É um investimento para Brasília. Os hotéis estão cheios, os restaurantes estão aquecidos com esse movimento que geramos com o evento. Tenho certeza que vai ser positivo para o DF.”

    População

    Desde a primeira atração até a última, não faltou animação. Antes de subir ao palco, o cantor Wesley Safadão compartilhou o sentimento que é participar de um dos melhores aniversários da capital federal. “Estou muito feliz em estar aqui comemorando esses 65 anos. Estamos juntos sempre. E vamos quebrar tudo hoje”, adiantou o artista que já gravou um DVD na cidade.

    A estudante Bruna Heloísa, 12 anos, fez questão de chegar cedo para garantir um lugar na grade. “Umas 17 h eu já estava aqui, muito ansiosa para a festa. É a minha primeira vez vendo o show deles e de graça é ainda melhor”, contou.

    Acompanhado da esposa e da filha, o eletricista Adriano Silva, 37, também escolheu um lugar bem próximo ao palco, para não perder nenhuma atração. “É uma festa maravilhosa, com uma organização maravilhosa, não tenho do que reclamar”, assegurou. “Chamei todo mundo para curtir o aniversário da nossa cidade, para pular e comemorar bastante. Só alegria.”

    Assim que soube do evento, a representante comercial Sheila Souza, 57, decidiu: não ia perder a chance de assistir grandes artistas de modo gratuito. Junto a filha e a neta, ela chegou cedo e curtiu cada parte da programação. “Vim para comemorar nossa querida Brasília. E estarei aqui amanhã para ver Fagner e Alceu Valença”, disse. “Achei tudo muito lindo, muito organizado. Só não fui na tirolesa porque a idade não permite”, brincou.

    Diferentemente de Sheila, a estudante Eduarda Simões, 10, fez questão de ir na tirolesa e na roda-gigante. “Achei muito legal, as músicas são muito legais, a tirolesa eu fui, eu amei, a roda gigante está muito legal. A tirolesa deu frio na barriga, mas consegui gravar”, comentou.

    A mãe de Eduarda, a fonoaudióloga Janaína Simões, 43, ficou muito animada quando soube das atrações e, junto ao marido, se sentiu segura de levar as duas filhas para o evento. “Senti bastante segurança. Na entrada foi tudo observado, revistaram nossas bolsas. E tá sendo uma coisa nova para elas”, afirmou.

    A dona de casa Beatriz Martins, 30, também foi com a família completa e elogiou a organização. “Ter um espaço kids nos motivou muito a vir. Vim com a minha mãe, minha irmã, minha prima, meus três filhos e sobrinhos. Está muito boa a organização, a segurança, está excelente. Um evento bem tranquilo, bem família.

    Domingo (20) terá Fagner, Mari Fernandez e o clássico espetáculo O Grande Encontro, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Já na segunda-feira (21), data oficial do aniversário de Brasília, o público poderá curtir shows das bandas Menos É Mais e BenzaDeus, além da dupla Zé Neto & Cristiano, que gravará novo conteúdo audiovisual direto do palco brasiliense.

    Gratuidade

    O programa Vai de Graça vai garantir o acesso da população às festividades, com gratuidade do transporte público, incluindo ônibus e metrô, até segunda-feira (21). Os passageiros podem utilizar Cartão Mobilidade, Vale-Transporte, Especial (PcD), Idoso (sênior) ou Passe Livre Estudantil para a liberação automática na catraca. Na ausência dessas opções, podem ser utilizados cartões de crédito e débito, sem qualquer cobrança.

    Programação

    Domingo (20)
    14h – Hudson e Felipe
    15h – Rock beats
    16h10 – Heverton e Everson
    17h20 – Miguel Santos
    18h30 – Fagner
    20h30 – Diggão (Inframérica)
    22h – O grande encontro
    00h – Mari Fernandez (MTUR)
    2h – Encerramento

    Segunda-feira (21)
    10h – Evento gospel
    11h – Eli Lopes
    14h – Doze por oito
    15h10 – Benzadeus
    16h20 – Adriana Samartini
    17h30 – Leon Correia (Inframérica)
    19h – Menos é mais
    21h20 – Bruno César e Rodrigo (MTUR)
    22h30 – Zé Neto e Cristiano (MTUR)
    1h – Encerramento

  • Exposições na Esplanada levam público a um mergulho na história de Brasília

    Exposições na Esplanada levam público a um mergulho na história de Brasília

    Mostras gratuitas, organizadas pelo Arquivo Público do DF, têm imagens da época da construção da capital e rascunhos do Plano Piloto feitos por Lucio Costa

    Mais do que curtir as atrações musicais, o público que for à Esplanada dos Ministérios para a festa em comemoração ao aniversário de Brasília vai poder dar um mergulho na história da capital federal. Duas exposições organizadas pelo Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) — Alma e Concreto e A Cidade que Inventei — apresentam imagens da época da construção e rascunhos de Lucio Costa para o projeto do Plano Piloto.

    “As pessoas fazem a história, mas o Arquivo Público é quem a guarda para sempre e traz à luz aquilo que de mais importante teve nessa epopeia que foi a construção da nossa capital. Pessoas que não tiveram oportunidade de ver, de participar podem agora, aqui com esta exposição, ter um contato mais direto com quem de fato fez e transformou aquilo que era uma ideia em uma realidade: essa cidade que, 65 anos depois, é uma referência de qualidade de vida, referência de arquitetura, referência para o mundo inteiro”, destacou o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, que visitou as duas mostras na tarde deste sábado (19).

    José Humberto Pires de Araújo: “As pessoas fazem a história, mas o Arquivo Público é quem a guarda para sempre e traz à luz aquilo que de mais importante teve nessa epopeia que foi a construção da nossa capital” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    “Nós temos a parte cultural, tem o show, tem a música, mas temos também o resgate histórico das origens. Com esse resgate, o governo dá um grande passo para mostrar para a população o quanto a preservação da memória é importante para que a pessoa crie uma identidade, fortaleça seu civismo, fortaleça o orgulho que ela tem pela capital do Brasil, que é maravilhosa e é um Patrimônio da Humanidade”, acrescentou o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano.

    A primeira mostra, Alma e Concreto, é a que reúne fotos da época em que a capital começou a tomar forma, valorizando, sobretudo, os candangos: pessoas de diferentes regiões que vieram para Brasília a fim de colocar a cidade em pé. “Nós conseguimos nesta exposição trazer uma perspectiva diferente. Não queríamos apenas colocar fotografias com prédios, queríamos que os 65 anos de Brasília fossem representados com alma e concreto, ou seja, queríamos resgatar aqueles que trabalharam, aqueles que produziram, aqueles que deram algo de si, sangue, suor e lágrimas. Então, essa exposição tem essa característica toda própria: a gente quis resgatar aqueles que criaram, que bolaram a cidade, mas também aqueles que botaram a mão no martelo, no concreto, nas ferragens”, enfatizou Elias Manoel da Silva, historiador do ArPDF.

    Elias Manoel da Silva: “Não queríamos apenas colocar fotografias com prédios, queríamos que os 65 anos de Brasília fossem representados com alma e concreto, ou seja, queríamos resgatar aqueles que trabalharam, aqueles que produziram, aqueles que deram algo de si, sangue, suor e lágrimas”

    Lucio Costa

    A outra exposição, situada bem ao lado da primeira, traz um acervo que até bem pouco estava distante de Brasília. Rascunhos originais do projeto do Plano Piloto, feitos pelo urbanista Lucio Costa, que antes eram exclusivos da Casa da Arquitectura de Portugal, foram compartilhados digitalmente com o Arquivo Público após assinatura de um acordo, em fevereiro deste ano. Agora, foram impressos em grande escala e estão à vista de todos na Esplanada. O nome da mostra, A Cidade que Inventei, é uma referência ao título de uma publicação na qual o próprio Lucio Costa descreve como projetou a capital.

    Os rascunhos foram colocados ao lado de fotos que mostram como as construções ficaram depois de prontas. “A intenção foi exatamente mostrar que, a partir desse pequeno traço a lápis ou à caneta, tão simples, no verso de um papel timbrado qualquer, ele já tinha ideias fantásticas. Ao lado a gente coloca uma foto que traz uma visão da Brasília daquela época da inauguração para mostrar o quão real se tornou isso, o quanto um traço de um arquiteto, de um urbanista pode virar uma cidade que mexe com a vida de milhões de pessoas”, apontou o arquivista Hélio Júnior, curador da exposição ao lado da historiadora Cecília Mombelli.

    As duas exposições ficam abertas ao público deste sábado (19) a segunda-feira (21), a partir das 14h. As estruturas estão montadas no gramado central da Esplanada dos Ministérios, na altura da Catedral Metropolitana de Brasília. A entrada é gratuita e não há necessidade de retirada de ingresso.

  • Ponto histórico de Brasília, Praça 21 de Abril será reformada

    Ponto histórico de Brasília, Praça 21 de Abril será reformada

    Investimento é de R$ 1,9 milhão, com recursos do Fundurb, para a restauração de ponto importante da Asa Sul

    Brasília está prestes a completar 65 anos com um presente especial para os moradores da Asa Sul: a tão aguardada obra da Praça 21 de Abril, localizada entre as quadras 707/708. A licitação foi concluída e as obras começarão sob responsabilidade da empresa contratada pela Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF).

    Com investimento de R$ 1.900.956,79, viabilizado pelo Fundo de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Fundurb), o projeto foi elaborado pela Novacap e prevê a transformação completa do espaço público, com foco em acessibilidade, segurança e lazer para todas as idades.

    A reforma vai beneficiar diretamente a comunidade da região, especialmente os alunos e professores de três escolas públicas localizadas no entorno da praça, além de frequentadores do Teatro Renato Russo, um dos principais equipamentos culturais da Asa Sul. A proposta é criar um ambiente mais acolhedor e funcional, que incentive o uso coletivo e o convívio social.

    Entre as obras previstas estão a instalação de calçadas acessíveis, bancos de concreto, lixeiras, bicicletários, pergolados e um novo Ponto de Encontro Comunitário (PEC). O rinque de patinação, atualmente pouco utilizado, será removido e dará lugar a uma área aberta de convivência.

    Com mais de 10 mil metros quadrados, a Praça 21 de Abril foi criada na década de 1960. A proposta da reforma é resgatar a importância histórica e afetiva do espaço, tornando-o mais seguro, bonito e integrado ao cotidiano da cidade.

    “Trabalhar na recuperação de espaços públicos é uma forma de devolver à população locais que estimulam o convívio, o lazer e o sentimento de pertencimento. A reforma da Praça 21 de Abril atende a uma demanda antiga dos moradores da Asa Sul e vai tornar o ambiente mais seguro, acessível e atrativo para todas as idades”, destaca o secretário de Obras, Valter Casimiro.

  • Cine Brasília tem programação gratuita, sessões com acessibilidade e mostra especial no feriado

    Cine Brasília tem programação gratuita, sessões com acessibilidade e mostra especial no feriado

    Entre quinta-feira (17) e terça-feira (22), população pode aproveitar uma variedade de obras nacionais e internacionais no cinema mais tradicional da capital

    Em abril, Brasília comemora 65 anos, data que será celebrada pelo Cine Brasília com uma programação especial que exalta a diversidade, a cultura e as histórias nascidas no coração do país. A mostra Brasílias em Cena foi pensada não apenas para o aniversário da cidade, mas também para celebrar a sua rica produção cinematográfica, reunindo 13 filmes que têm como protagonista a capital candanga em suas múltiplas facetas – da poesia urbana ao ativismo político, da ficção heroica ao documentário histórico. As exibições vão deste sábado (19) a segunda-feira (21), com entrada gratuita para todas as sessões, por ordem de chegada.

    Baseado na música de Renato Russo, Eduardo e Mônica é uma das atrações que estarão em cartaz | Fotos: Divulgação

    A programação começa no sábado, às 10h, com a exibição do longa Manual do Herói, de Fáuston da Silva. A trama acompanha Agnus, um homem comum cuja vida vira do avesso após receber um misterioso “Manual do Herói”, que o conduz a um universo paralelo com heróis, vilões e omissos numa batalha pelo destino da humanidade. O filme será exibido novamente novamente no domingo e na segunda-feira, às 19h e às 14h, respectivamente.

    Ainda no dia 19, às 14h, será exibido O Vazio do Domingo à Tarde, de Gustavo Galvão, integrando a segunda sessão acessível de abril. O filme apresenta as histórias de Mônica, uma famosa atriz em crise, e Kelly, uma adolescente que quer se tornar uma estrela como Mônica. As duas histórias se entrelaçam de forma inesperada. Voltada para pessoas com deficiência, a sessão acessível é gratuita e conta com recursos de acessibilidade de Libras e legendas descritivas projetadas na tela e audiodescrição no sistema de som da sala.

    Capitão Astúcia

    Em seguida, às 16h, entra a exibição de Capitão Astúcia, de Filipe Gontijo, uma divertida ficção sobre um ex-roteirista de quadrinhos que, aos 80 anos, decide se tornar um super-herói para combater um vilão bizarro vindo dos anos 1990. Na sequência, às 18h, será a vez de A Câmara, de Cristiane Bernardes e Tiago de Aragão, um thriller político que mergulha no cotidiano de bastidores do Congresso Nacional. Encerrando a noite, às 20h, o premiado Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós, mergulha em um relato distópico sobre racismo e violência policial em Ceilândia.

    No sábado, às 14h, será exibido Dulcina, documentário de Glória Teixeira sobre a atriz, diretora e produtora Dulcina de Moraes que homenageia sua trajetória com depoimentos de grandes nomes do teatro e imagens de arquivo. Às 16h, O Último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho, narra a reconexão entre pai e filho tendo como cenário o encerramento do último cinema drive-in em funcionamento no Brasil.

    Às 18h, o documentário Rodas de Gigante, de Catarina Accioly, leva o espectador para a intimidade do excêntrico diretor de teatro Hugo Rodas, que, mesmo enfrentando as limitações da idade e da saúde, expressa sua visão poética sobre a arte e a vida. Já às 20h, o aclamado Somos tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, retrata a juventude e transformação de Renato Manfredini Jr. no ícone Renato Russo. O longa resgata o nascimento da Legião Urbana em meio ao fim da ditadura militar, embalado por canções que marcaram gerações.

    Vladimir Carvalho: Cinema e Memória

    No domingo, às 16h, dois curtas se encontram na tela. Vladimir Carvalho: Cinema e Memória, de Marcia Zarur, é uma homenagem ao lendário documentarista que abre as portas de seu acervo pessoal, num registro afetuoso e histórico – seu último depoimento em vida. Logo na sequência, Plano B, de Getsemane Silva, resgata um episódio quase esquecido da história do Cinema Novo: em 1967, um filme sobre os subúrbios de Brasília foi censurado pelos próprios financiadores e ficou desaparecido por 40 anos.

    Às 18h, o sucesso de crítica Democracia em Vertigem, de Petra Costa, ocupa a tela com um olhar pessoal e intenso sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, revelando os bastidores do processo político que marcou o Brasil nos últimos anos. Encerrando a mostra, às 20h20, Eduardo e Mônica, de René Sampaio, traz às telas o romance imortalizado pela canção de Renato Russo. Alice Braga e Gabriel Leone dão vida ao casal improvável que, apesar das diferenças, descobre um amor verdadeiro em meio à Brasília contemporânea.

    Aniversário do Cine Brasília

    Psicose, clássico de Hitchcock, será exibido em programação especial na terça-feira

    O Cine Brasília é um testemunho vivo da história cultural da cidade. E, para comemorar os 65 anos dessa trajetória tão simbólica, haverá uma sessão especial com versão estendida e remasterizada do clássico Psicose, de Alfred Hitchcock, na terça-feira (22), às 20h. Com entrada gratuita por ordem de chegada, a homenagem também revisita a própria história do cinema, já que o filme teve sua pré-estreia nas celebrações de seu primeiro aniversário, em 1961.

    Outra ação comemorativa é a série especial Cine Memórias, que traz depoimentos de grandes nomes do audiovisual brasileiro. Com quatro episódios inéditos, a websérie será lançada semanalmente no Instagram e no canal do Cine Brasília no YouTube. A produção reúne memórias, histórias e reflexões de personalidades que ajudaram a construir e preservar a história do cinema nacional – e que guardam uma relação afetiva com esse espaço simbólico da cultura brasileira.

    Na primeira temporada, o público poderá acompanhar os relatos de Ruy Guerra, Berê Bahia, Sara Silveira e André Luiz Oliveira, que compartilham vivências no Cine Brasília e abordam temas como o papel do DF no audiovisual, transformações urbanísticas e políticas da capital, além de momentos marcantes da trajetória do cinema moderno brasileiro.

    Estreias

    Quatro produções entram em cartaz nesta semana: os longas Baixo CentroPresençaCidade dos Sonhos e a animação nacional Abá e Sua Banda. Dirigido por Samuel Marotta e Ewerton Belico, o drama Baixo Centro apresenta uma narrativa fragmentada e sensorial, ambientada nas madrugadas de Belo Horizonte (MG). O filme acompanha Teresa e Robert, dois jovens que se encontram, se conhecem e se perdem em meio à escuridão de uma cidade que desmorona. Entre memórias da catástrofe e desejos de felicidade irrealizável, os personagens transitam por espaços de resistência e afeto.

    Já o suspense Presença, novo trabalho do premiado diretor Steven Soderbergh, aborda a história de Rebekah, interpretada por Lucy Liu, que se muda com o marido e os dois filhos para uma nova casa – e lá a família começa a sentir uma presença invisível. Narrado do ponto de vista da própria entidade, o filme revela momentos íntimos e inquietantes, com foco especial na relação entre a presença e a filha de Rebekah.

    De volta às telonas, agora em cópia restaurada, Cidade dos Sonhos, de David Lynch, estreia no Cine Brasília. Enigmático, o filme acompanha a aspirante a atriz Betty, recém-chegada a Los Angeles (EUA) que se une a uma mulher sem memória para tentar desvendar seu passado.

    Fechando as estreias da semana, Abá e Sua Banda, animação brasileira dirigida por Humberto Avelar, é uma opção ideal para o público infantojuvenil. A trama acompanha Abá, um jovem príncipe que sonha em ser músico, mas vive em conflito com as expectativas de seu pai. Após romper com a família, ele embarca com amigos rumo a um festival de música e descobre que seu tio está prestes a colocar em risco a diversidade cultural do universo fantástico de Pomar.

    Sessão contraturno

    O documentário Milton Bituca Nascimento é o escolhido para a Sessão Contraturno da sexta-feira, 18. Dirigida por Júlia Moraes, a obra é um tributo à trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira. O filme acompanha a turnê de despedida do cantor e revela a força espiritual e afetiva que marca sua carreira, mostrando a profunda conexão entre Milton e seu público ao redor do mundo.

    Em cartaz

    Parthenope: Os Amores de Nápoles

    Depois de mais de quatro décadas longe das salas, Onda Nova retorna em versão remasterizada em 4K. Dirigido por Ícaro Martins e José Antonio Garcia, o longa gira em torno do fictício time feminino Gayvotas Futebol Clube, criado no ano em que o futebol feminino foi regulamentado no Brasil. Em campo e fora dele, as jogadoras enfrentam o preconceito de gênero e sexualidade.

    Em Parthenope: Os Amores de Nápoles, o diretor Paolo Sorrentino percorre décadas da vida de Parthenope, uma figura quase lendária, cuja trajetória se entrelaça com a alma de Nápoles. É uma ode à cidade, aos amores intensos e à passagem do tempo, em um filme carregado de beleza, dor e poesia.

    Fechando a seleção de produções em cartaz, Meu Nome é Maria, dirigido por Jessica Palud, reconstrói a trajetória da atriz Maria Schneider, marcada para sempre por sua participação em O Último Tango em Paris. O filme lança luz sobre as consequências profundas da violência sexual que ela sofreu durante as filmagens e os efeitos que a denúncia do abuso teve em sua vida pessoal e profissional.

    Ingressos e acessibilidade

    Os ingressos para as sessões regulares, bem como para as sessões Contraturno e Família, custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com exceção das segundas-feiras, quando o valor único é de R$ 5. A mostra Brasílias em Cena, a sessão especial de Psicose e a sessão acessível têm entrada gratuita, sem retirada de ingressos, por ordem de chegada.

    Onda Nova tem recursos de acessibilidade pelo aplicativo PingPlay

    Os filmes PresençaParthenope: Os Amores de Nápoles Milton Bituca Nascimento possuem recursos de acessibilidade de Libras, audiodescrição e legendas, por meio do aplicativo MovieReading; e o filme Onda Nova, pelo PingPlay. Na sessão acessível, os recursos são exibidos na tela e reproduzidos no som da sala.

    O Cine Brasília segue com o programa de fidelidade Cinelover, que recompensa espectadores frequentes. A cada sessão assistida, os participantes acumulam carimbos no cartão fidelidade, que podem ser trocados por prêmios como entradas gratuitas, ímãs, baldes de pipoca, ecobags e camisetas exclusivas. O programa é válido para sessões regulares da grade,b em como para as especiais permanentes Sessão Contraturno, Sessão Família e Sessão ao Meio-Dia. Cada ingresso dessas três sessões especiais dá direito a dois carimbos no cartão fidelidade.

    Programação

    Quinta-feira (17)

    10h — Abá e Sua Banda
    14h — Parthenope: Os Amores de Nápoles
    16h50 — Baixo Centro
    18h30 — Onda Nova
    20h30 — Cidade dos Sonhos

    Sexta-feira (18)

    10h — Sessão Contraturno: Milton Bituca Nascimento
    14h — Abá e Sua Banda
    16h30 — Presença
    18h40 — Baixo Centro
    20h15 — Cidade dos Sonhos

    Sábado (19)

    10h — Mostra Brasílias em Cena: Manual do Herói
    14h — Sessão acessível: Brasílias em Cena – O Vazio de Domingo à Tarde
    16h — Brasílias em Cena: Capitão Astúcia
    18h — Brasílias em Cena: A Câmara
    20h — Brasílias em Cena: Branco Sai, Preto Fica

    Domingo (20)

    10h — Brasílias em Cena: Manual do Herói
    14h — Brasílias em Cena: Dulcina
    16h — Brasílias em Cena: O Último Cine Drive-in
    18h — Brasílias em Cena: Rodas de Gigante
    20h — Brasílias em Cena: Somos tão Jovens

    Segunda-feira (21)

    14h — Brasílias em Cena: Manual do Herói
    16h — Brasílias em Cena:  Vladimir Carvalho: Cinema e Memória (curta-metragem) + Plano B
    18h — Brasílias em Cena: Democracia em Vertigem
    20h20 — Brasílias em Cena: Eduardo e Mônica

    Terça-feira (22)

    10h — Abá e Sua Banda
    15h — Presença
    17h — Cidade dos Sonhos
    20h — 65 anos do Cine Brasília: Psicose

    Cine Brasília

    ⇒ Endereço: Entrequadra Sul 106/107
    ⇒ Ingressos à venda na bilheteria ou neste site.
    ⇒ Mais informações: @cinebrasiliaoficial

  • Abertas inscrições para projetos culturais da Lei de Incentivo à Cultura

    Abertas inscrições para projetos culturais da Lei de Incentivo à Cultura

    Para projetos a serem executados neste ano, pessoas interessadas poderão se inscrever até 30 de setembro

    A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (14), a regulamentação que estabelece prazos para a execução do Programa de Incentivo Fiscal à Cultura do Distrito Federal em 2025. Conforme a portaria Secec nº 85, as inscrições poderão ser feitas desta segunda-feira (14) a 30 de setembro deste ano, observados os limites orçamentários destinados ao Programa de Incentivo Fiscal, conforme indicado na portaria Seec nº 905, de 12 de dezembro de 2024.

    Projetos culturais contam com incentivo total de R$ 14.254.670 do Programa de Incentivo Fiscal à Cultura do DF | Foto: Divulgação/Secec-DF

    Essa portaria da Secretaria de Economia (Seec-DF) 905 destaca que o montante de recursos que pode ser destinado pelo Programa de Incentivo Fiscal para a realização de projetos culturais, a ser concedido no exercício de 2025, fica limitado ao valor de R$ 14.254.670, sendo R$ 11.125.599 relativos ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e R$ 3.129.071,00 relativos ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)

    Os projetos culturais devem ser apresentados com, no mínimo, 60 dias corridos anteriores para o início do período de pré-produção. Também fica estabelecido que o agente cultural não pode captar recursos enquanto não apresentar a prestação de contas de projeto anteriormente incentivado.

    Como participar

    A empresa deve demonstrar interesse no projeto por meio de uma carta de intenção de incentivo, e o agente cultural inscreve sua proposta por meio de formulário de acordo com modelo disponível no site da Secec-DF. A partir daí, o projeto é avaliado em etapas de análise de documentação, técnica e de mérito, até que seja autorizado a captar os recursos e, posteriormente, partir para a execução.

    O agente cultural deve exercer, necessariamente, pelo menos uma função de relevância no projeto, tanto no aspecto artístico-cultural quanto na direção, produção, coordenação e gestão artística. Fica ainda estabelecido que o agente cultural é responsável por protocolar na Secec-DF  uma via do Termo de Compromisso de Incentivo, até cinco dias úteis antes do início da primeira atividade prevista no projeto.

    Mais informações podem ser solicitadas à Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic), pelo e-mail cpif.sufic@cultura.df.gov.br.

    Lei de Incentivo à Cultura 

    Mais conhecido como Lei de Incentivo à Cultura (LIC), o Programa de Incentivo Fiscal do Distrito Federal é um dos mecanismos de fomento da Secec-DF para apoio à produção e difusão da arte em parceria com a iniciativa privada, por meio da isenção fiscal. Parte dos valores de ICMS ou ISS que seriam arrecadados por atividade de pessoas jurídicas sediadas no DF é revertida em financiamento de projetos culturais previamente aprovados pela Secec-DF.

    Os principais objetivos do Programa de Incentivo Fiscal do DF são o estímulo à realização de projetos culturais, a diversificação das fontes de financiamento da cultura, o fortalecimento da economia da cultura e a ampliação do investimento de capital privado na área cultural.

    Tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas estabelecidas no DF podem apresentar projetos no âmbito do Programa de Incentivo Fiscal, desde que possuam registro válido no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac).

  • Menos É Mais, Wesley Safadão, Léo Santana e mais atrações agitam os 65 anos de Brasília

    Menos É Mais, Wesley Safadão, Léo Santana e mais atrações agitam os 65 anos de Brasília

    Serão três dias de shows gratuitos na Esplanada dos Ministérios; a programação terá ainda O Grande Encontro, Fagner e Elis Soares, além dos já confirmados Zé Neto e Cristiano e Mari Fernandez

    A celebração dos 65 anos de Brasília terá shows de atrações nacionais de renome na Esplanada dos Ministérios. Serão três dias de programação gratuita, entre 19 e 21 de abril, com artistas do axé, forró, frevo, pagode, piseiro, sertanejo e gospel. A festa na área central integra a série de ações comemorativas promovidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), sob o tema “O melhor tempo é agora”.

    Os shows começam no sábado (19), tendo como atrações principais os cantores Wesley Safadão – que já gravou dois DVDs da carreira na cidade – e Léo Santana. No domingo (20), subirão ao palco o cantor Fagner – que, na juventude, cursou Arquitetura na Universidade de Brasília (UnB) –, o projeto musical O Grande Encontro e a cantora Mari Fernandez. Já na segunda-feira (21), os destaques são o cantor gospel Eli Soares – que se apresentará no período da manhã –, a banda brasiliense de pagode Menos É Mais e a dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano, que fará a gravação de um novo conteúdo audiovisual da carreira.

    O grupo de pagode local do Menos é Mais é uma das atrações dos 65 anos de Brasília | Foto: Divulgação

    As apresentações musicais ocorrerão em um megapalco com telões e passarela a ser montado na Esplanada dos Ministérios. A estrutura terá camarotes, área kids e pet, roda gigante, tirolesa e praça de alimentação.

    Ao longo da festividade, a população poderá contar com o programa Vai de Graça, que oferece transporte público de graça ao cidadão. De forma estendida, a gratuidade estará disponível deste a Quinta-feira Santa (17) até o dia do aniversário de Brasília, segunda-feira (21). Além disso, o GDF anunciou também o programa Lazer Para Todos durante os cinco dias de feriado, permitindo o acesso livre ao Jardim Botânico e ao Zoológico de Brasília.

    Diversidade

    Os 65 anos de Brasília incluem ainda os eventos religiosos da Semana Santa. Este ano, a Via Sacra na sexta-feira (18), no Morro da Capelinha, terá participação efetiva dos órgãos do GDF. A missa em ação de graças a Brasília será celebrada na segunda-feira, às 10h, pelo arcebispo Dom Paulo Cezar na Catedral Metropolitana de Brasília. A expectativa é receber 3 mil fiéis.

    Mari Fernandez se apresenta no domingo

    O setor produtivo também estará mobilizado no aniversário da capital. A rede hoteleira anunciou que alguns hotéis terão 35% de descontos nas hospedagens. A área gastronômica terá dois festivais em curso: Restaurant Week, entre 14 e 27 de abril, e Comida di Buteco, entre 11 de abril e 4 de maio.

    A corrida de rua também faz parte das atrações. Nos dias 20 e 21, ocorre mais uma edição da Maratona Brasília. Além da principal modalidade de 42.195 km, os atletas e amadores poderão participar de percursos de 3 km (caminhada), 5 km, 10 km e 21 km, na Esplanada dos Ministérios, com largada em frente ao Museu Nacional da República.

    Os principais equipamentos públicos do Distrito Federal vinculados à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) estarão com programações especiais gratuitas durante o aniversário. A Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Claudio Santoro, recebe no dia 19 atrações teatrais, no dia 20 um espetáculo de mágica, e no dia 21 a Medalha do Boi de Seu Teodoro e o concerto Rock Sinfônico da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.

  • Cine Brasília vai ganhar anexo com cinemateca

    Cine Brasília vai ganhar anexo com cinemateca

    Secec-DF informa que edital para construção do espaço será publicado nas próximas semanas

    O anexo do Cine Brasília, espaço que constava do projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer para o cinema, vai começar a ser construído. Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, estão em andamento os trâmites para a construção do prédio.

    De acordo com o titular da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), já foi feita uma reunião entre a pasta e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) para tratar do concurso público de arquitetura para escolha do projeto do anexo. O edital tem previsão de ser publicado nas próximas semanas.

    “Este é um pedido antigo da comunidade cultural e que, agora, tem tudo para sair do papel”, afirma Abrantes. “Este concurso visa a contratar o projeto, que será voltado para uma espécie de memorial, com salas de discussão, por exemplo. É também uma vocação do Cine Brasília formar uma cinemateca. O novo espaço, inclusive, poderá abrigar o acervo do cineasta Vladimir Carvalho.”

    O professor e cineasta Sérgio Moriconi comemora a novidade: “É muito importante que esta ideia tenha voltado, com a ampliação do Cine Brasília abrindo outras pequenas salas de cinema, salas de discussão, biblioteca”.

    Moriconi também reforça a ideia de montar uma cinemateca: “Nossa cidade tem uma história heroica, com cinegrafistas que documentaram a construção de Brasília desde o início. Então, a cinemateca seria essa lugar de memória, dinâmico, de discussão do cinema de Brasília e da guarda de todas as obras cinematográficas e fotográficas que documentaram a cidade – e que a documentarão no futuro também”.

  • Trânsito em trecho da W3 Sul será alterado nesta terça-feira (8), para gravação de filme

    Trânsito em trecho da W3 Sul será alterado nesta terça-feira (8), para gravação de filme

    A partir das 23h, o tráfego de veículos será bloqueado na altura do Espaço Cultural Renato Russo

    Nesta terça-feira (8), devido às gravações do filme A Menor Distância Entre Dois Pontos, que ocorrerão nas proximidades do Espaço Cultural Renato Russo, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará alterações no trânsito da W3 Sul, sentido sul-norte. A partir das 23h, na altura da 508 Sul, a via será bloqueada e o fluxo de veículos desviado para a via W2 Sul.

    Imagem: Detran-DF

    Os agentes do Detran-DF atuarão na região para garantir a segurança e fluidez do trânsito. A previsão é que a interdição vá até as 6h desta quarta-feira (9).