Categoria: Cultura

  • Escolas de samba fecham desfile e reforçam diversidade presente na capital

    Escolas de samba fecham desfile e reforçam diversidade presente na capital

    No segundo dia do Carnaval fora de época, agremiações levaram emoção e identidade cultural à avenida

    A espera pelo toque da sirene que autoriza a entrada no sambódromo Marcelo Sena, no Eixo Cultural Ibero-americano, chegou ao fim para mais seis escolas de samba do Distrito Federal entre a noite de sábado (24) e a madrugada deste domingo (25). A grande campeã será conhecida pelo público na tarde deste domingo.

    Além de cores, alegria, fantasias, interpretações e uma enxurrada de alegorias que encantaram o público brasiliense, as agremiações colocaram na avenida uma relevante amostra da diversidade cultural brasileira e, sobretudo, contribuíram para enobrecer ainda mais o samba na capital do país.

    Pelo grupo de acesso entraram na avenida a Acadêmicos do Riacho Fundo II, seguida pela Capela Imperial de Taguatinga e pela Acadêmicos de Santa Maria. A primeira agremiação levou ao sambódromo um enredo sobre a relação Brasil-Portugal, com referência ao vinho e à cachaça. A escola de Taguatinga, uma das mais antigas do DF, por sua vez, apresentou uma letra em que exalta as belezas da cidade, que celebrou 65 anos em 5 de junho. Já a escola de Santa Maria homenageou a expressão artística e diversidade do Pará.

    A Capela Imperial de Taguatinga sonha com a volta ao Grupo Especial – Fotos: André Luís/ Divulgação Secec

    Tomada pela emoção logo após deixar a avenida, Sueli Gaspar, mais conhecida como Lili, presidente da Capela Imperial de Taguatinga, não economizou agradecimentos a cada integrante da agremiação. Ela lembrou das barreiras superadas, principalmente da falta de uma quadra para realizar os ensaios, mas enalteceu o apoio da comunidade de Taguatinga, que acolheu o projeto da escola que tenta voltar ao grupo de elite do samba brasiliense.

    “Não foi fácil fazer esse desfile ganhar forma. Temos o objetivo de retornar ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído, o grupo especial, e, a partir disso, fizemos um ótimo trabalho. Agora vamos esperar pela apuração e torcer para que o resultado seja positivo para a Capela Imperial”, afirmou ela.

    Grupo especial

    São Jorge foi o enredo da Mocidade do Gama, primeira escola do Grupo Especial a desfilar no segundo dia de Carnaval

    Pouco antes da meia-noite, a Mocidade do Gama, primeira escola do grupo especial a desfilar na noite, entrou na avenida para animar o público com um samba sobre a história de São Jorge, também chamado Jorge da Capadócia e venerado por cristãos e por religiões de matriz africana.

    Na sequência, desfilaram a Bola Preta de Sobradinho e a atual tricampeã do Carnaval do DF, a Acadêmicos da Asa Norte. A agremiação da cidade serrana embalou o sambódromo com o enredo O jeito bola de ser — No bonde do Bola Preta você é o eterno folião, exaltando elementos culturais da cidade, como o Boi de Seu Teodoro. A escola do Plano Piloto abordou a história de mulheres negras que exerceram protagonismo na história do Brasil, prestando homenagem a personalidades como Elza Soares, Leci Brandão, Margareth Menezes e Marielle Franco. A figura da mulher brasileira que vive longe dos holofotes também foi abordada pela escola durante a apresentação no sambódromo.

    O carnavalesco responsável pelo desfile da atual campeã, Robson Salazar, comemorou o retorno dos desfiles e mostrou confiança na conquista do quarto campeonato consecutivo da agremiação. “A história do nosso enredo tem início na ancestralidade e percorre uma trajetória até os dias atuais. Vamos mostrar a importância da mulher negra, que faz com que esse país seja diferente e, com isso, lutar para que o troféu permaneça na Asa Norte”, disse Robson antes do início do desfile.

    A alegria dos integrantes da Bola Preta de Sobradinho contagiou a arquibancada

    O trabalho de cada escola foi conferido de perto não apenas pelo time de jurados, mas também por personalidades do universo do samba. O carnavalesco Milton Cunha foi novamente o mestre de cerimônias e comandou a transmissão pelo canal do YouTube Carnavalesco, compartilhando informações sobre as escolas.

    O presidente da Federação Nacional do Samba (Fenasamba), Kaxitu Ricardo Campos, foi outra personalidade a acompanhar de perto a realização dos desfiles. Ele parabenizou a volta do evento e elogiou o projeto de reestruturação do Carnaval brasiliense, por meio da Escola de Carnaval, iniciativa criada e fomentada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) para capacitar os amantes da festa mais popular do país.

    “O que acontece aqui, hoje, é um marco na história do samba. Brasília sempre teve um dos maiores e melhores Carnavais do país e muita gente sentia falta de ver essa alegria, essa diversidade. Na federação acompanhamos de perto a reestruturação para que essa festa pudesse acontecer e vejo que é uma estratégia que precisa ser partilhada com outras regiões do país. É histórico e importante para o segmento de escolas e samba no Brasil”, analisou Kaxitu.

    O colorido das fantasias da Acadêmicos de Santa Maria chamou a atenção

    Entre as mais de 1 mil pessoas que acompanharam a segunda noite de desfiles, estava Mauro Jorge Chaves, presidente de uma agremiação caçula de Brasília, a Unidos do Jardim Botânico, criada em 2015 e que nunca desfilou oficialmente em um carnaval da cidade. Com o retorno das apresentações após quase uma década, o dirigente acredita no fortalecimento do samba brasiliense.

    Mauro espera, também, pela próxima edição dos desfiles. A oportunidade irá marcar a estreia da agremiação no sambódromo do DF. “Já fizemos apresentações monumentais no Jardim Botânico, apesar de sermos uma organização caçula ainda. Esse retorno dos desfiles representa uma retomada importante para Brasília, mas é ainda mais relevante para nós, que podemos vislumbrar novos objetivos daqui para frente”, concluiu o dirigente.

  • Foi aberta, com muita alegria, a Passarela do Samba Marcelo Sena

    Foi aberta, com muita alegria, a Passarela do Samba Marcelo Sena

    Durante esta sexta e também no sábado, desfiles tomam conta do Eixo Cultural Ibero-Americano; no total, incluindo editais anteriores, GDF investiu R$ 12 milhões no evento

    Foi aberto oficialmente na noite desta quinta (22) o desfile das escolas carnavalescas de 2023 na Passarela do Samba Marcelo Sena – nome dado em homenagem ao sambista do DF que faleceu em janeiro –, montada no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). Os desfiles serão realizados até sábado (24), com a divulgação dos resultados e aclamação da grande campeã no domingo (25).

    Integrado à cerimônia, o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues (C), comemorou: “O samba está voltando. Não existe época para sonhar, nem época para que o sonho se realize. Está aqui o sonho sendo realizado” – Fotos: Cario Marins/SEcec

    Presentes à cerimônia, representantes de 13 escolas e de suas comunidades, membros do candomblé, da corte do Momo e outras personalidades do carnaval e do samba assistiram à lavagem da pista com água de quartinha – uma infusão com ervas para abrir os caminhos desse importante segmento da economia criativa.

    As escolas de samba do DF não desfilavam desde 2014. “O samba está voltando”, ressaltou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “Não existe época para sonhar, nem época para que o sonho se realize. Está aqui o sonho sendo realizado. O desafio é continuar [com o desfile] ano após ano. Ano que vem, tem de ser ainda mais bonito”. 

    Caminhos abertos

    Para que os grupos carnavalescos pudessem sair às ruas neste ano, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) investiu R$ 7 milhões em recursos diretos, além de R$ 5 milhões em editais anteriores, como o que criou a Escola de Carnaval. A medida foi fundamental para capacitar o segmento.

    À frente da Escola de Carnaval, Milton Cunha foi o mestre de cerimônias. O carnavalesco paraense, que divide suas atividades entre Rio de Janeiro e Brasília, era todo alegria. “Estou muito feliz”, disse. “Foram nove anos de espera. Eu penso no soldador, no serralheiro, na bordadeira, nesses artistas populares que precisam ocupar esse território, vindos de todas as regiões administrativas”. 

    A  subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural da Secec, Sol Montes, também era toda alegria. “Só tenho a agradecer a essas pessoas, pois são muitos sonhos reunidos num só”, declarou. “Quando eu pus o pé nessa avenida pela primeira vez, vi nos olhos de muita gente a dúvida: ‘será que vai ter carnaval?’ Hoje eu ouvi tanto ‘obrigado’ que valeu a minha vida”.

    Tradição africana

    Tradição da lavagem das ruas com uma infusão de ervas celebra caminhos abertos

    Ao som de um ponto cantado para Exu Onan, reverenciado na Umbanda como o orixá que abre caminhos, o sambista Dilson Marimba, homenageado da noite, foi um dos primeiros a entrar na Passarela do Samba, ao lado de Sol Montes e do titular da Secec. 

    Segundo a tradição, as escolas de samba nasceram dos terreiros de candomblé africanos. Nesses rituais, reza a crença, as divindades comparecem e protegem seus filhos quando convocadas pelos atabaques – e foi assim que os africanos escravizados fizeram ao longo de mais de 350 anos, tempo durante o qual foram vítimas da desumana prática.

    Ao assumir a cerimônia, o presidente da Escola de Samba Bola Preta ,de Sobradinho, Francisco Paulo Ferreira, se disse dividido entre a alegria de ver o desfile voltar e “a tristeza de saber que muita gente não tem o devido respeito” a essa manifestação cultural. “Foi tudo meio ‘atropelado’, mas te digo uma coisa: segunda-feira vamos começar a planejar o carnaval de 2024”, afirmou.

    Ferreira sonha alto. Pensa no projeto de fazer um desfile na capital com as escolas vencedoras dos principais carnavais do país. O sambista acredita que a grande tarefa desse segmento da economia criativa é buscar sustentabilidade, fugindo da sazonalidade impressa pelo calendário. Defende que o carnaval saia da aba do Estado e caminhe com as próprias pernas. “Desfile fora de época vai atrair muito turismo, e os empresários vão ganhar muito dinheiro”, acredita.

  • Visita do MPDFT constata bom andamento das obras no Teatro Nacional

    Visita do MPDFT constata bom andamento das obras no Teatro Nacional

    Procurador distrital Eduardo Sabo observa que a reforma está recebendo atenção especial em todas as fases e sendo feita de acordo com as determinações sobre infraestrutura e segurança

    Transparência, eficiência, comprometimento e segurança. São adjetivos que resumem a avaliação da visita de representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) às obras de restauração da Sala Martins Pena do Teatro Nacional. O encontro, na manhã desta quarta-feira (21), foi liderado pelo secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec), Bartolomeu Rodrigues, acompanhado pelo secretário adjunto, Carlos Alberto Jr, e contou ainda com o presidente da Novacap, Fernando Leite.

    O secretário Bartolomeu Rodrigues e o presidente da Novacap, Fernando Leite, acompanharam a visita de representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) às obras de restauração da Sala Martins Pena do Teatro Nacional – Fotos: Caio Marins/Ascom Secec

    Na última segunda (19), um corpo técnico formado por membros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também vistoriou os trabalhos no espaço. “É importantíssimo para todos nós, para a sociedade, sobretudo, que uma obra dessa magnitude seja observada, fiscalizada pelos órgãos competentes”, destaca o secretário. “Mostra o esforço do Governo do DF em devolver esse equipamento que é não só um espaço importante da capital, mas um ícone da cultura nacional”, resume o gestor.

    Para o procurador distrital dos Direitos do Cidadão do MPDFT, Eduardo Sabo, os trabalhos de reforma da primeira fase do espaço seguem em ordem em todas as suas etapas. “Tem sido um trabalho conjunto da Secec e da Novacap e podemos verificar, inclusive até analisando não só o cronograma físico e financeiro, mas a própria obra, que felizmente os trabalhos estão tendo uma atenção especial em todas as fases”, observa. “Principalmente, gostaria de deixar claro, nas questões de infraestrutura e de segurança que foram determinadas pelo Corpo de Bombeiro no que diz respeito a energia e água”, reforça.

    De acordo com o procurador distrital dos Direitos do Cidadão, Eduardo Sabo, os trabalhos de reforma da primeira fase do espaço seguem em ordem em todas as suas etapas

    Readequação física

    Em janeiro de 2014, o Teatro Nacional Claudio Santoro foi fechado por recomendação do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público, por não atender às normas de acessibilidade e segurança vigentes. A reforma da Sala Martins Pena teve início em dezembro de 2022 com a assinatura da ordem de serviço e, de lá para cá, as obras no local seguem em ritmo acelerado, com intervenções importantes de readequação física.

    “Estamos de mangas arregaçadas e literalmente com as mãos na obra. Que os deuses da Cultura nos ajudem!”, enfatiza o secretário Bartô.

    Entre as novidades do projeto, estão a construção de um reservatório de água para combate a incêndio, com capacidade para saídas de fuga e elevadores. O novo layout interno do espaço traz ainda o aumento da capacidade de público na Martins Pena, ampliada de 407 para 497 lugares. “Ou seja, o espaço está sendo bem dotado de infraestrutura adequada, considerando que estamos no ano de 2023 e não na década de 60, quando essa obra foi edificada”, salienta o procurador do MPDFT.

    Com investimento de R$ 49,7 milhões, a primeira fase da obra Teatro Nacional tem previsão de duração de 18 meses. A empresa responsável pelos serviços, a goiana Porto Belo Engenharia, conta com os serviços de cerca de 80 operários trabalhando no local direta ou indiretamente.

    Os serviços que estão sendo realizados, atualmente, na parte interna do espaço são o tratamento das armações expostas, remoção do forro da área da plateia, montagem dos dutos de ar-condicionado, montagem da estrutura metálica para construção de banheiros no foyer. Na parte externa, a concretagem das paredes do reservatório de incêndio – uma estrutura de 202 metros quadrados que servirá de imensa caixa d’água – e início da fundação da sala do gerador.

  • Cine Brasília recebe mostra latino-americana

    Cine Brasília recebe mostra latino-americana

    Filmes são de 15 países da região e de um convidado, Canadá

    O Cine Brasília recebe neste mês, entre os dias 22 e 29, a 6ª Mostra de Cinema Latino-Americana e Caribenha. O evento, com entrada franca, é fruto de cooperação entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e o Grupo dos Chefes de Missão da América Latina e Caribe (Grulac), um dos cinco grupos regionais das Nações Unidas.

    São 16 filmes legendados em português, provenientes de 15 países do subcontinente – Argentina, Barbados, Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, El Salvador, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidade e Tobago, Uruguai – e um do Canadá, país convidado.

    “A seleção de filmes da mostra reflete a diversidade e riqueza da produção existente na América Latina. Os espectadores terão a oportunidade tanto de revisitar alguns dos títulos icônicos da cinematografia da região dos anos 1990 quanto de descobrir obras de jovens talentos”, afirma o diretor da LatAm, entidade que congrega realizadores de cinema na América Latina, Gerardo Michelin. “A mostra também permite que se viaje por nossos países, de norte a sul, passando pelo Caribe, com histórias que tocarão todo mundo”, complementa o uruguaio.

    Programação

     Quinta (22)
    → 19h – Costa Rica: Tenho sonhos elétricos. Classificação indicativa: 18 anos
    Eva é uma garota de 16 anos, inquieta e de temperamento forte, que vive com sua mãe, sua irmã mais nova e seu gato, mas quer desesperadamente morar com seu pai, de quem é distante. Agarrando-se ao gato enquanto seu pai passa por uma segunda adolescência, Eva se equilibra entre a ternura e a sensibilidade da juventude e a dureza do mundo adulto.
    → 21h – Bolívia: Cuidando do sol. Classificação indicativa: livre
    No Lago Titicaca, na Bolívia, uma menina de 10 anos enfrenta uma série de emoções novas e conflitantes quando seu pai vai embora. Lucía construiu seu dia a dia em torno da espera pelo retorno de seu pai.

     Sexta (23)
    → 18h30 – Chile: Allende em seu laberinto. Classificação indicativa: livre
    O filme narra as últimas horas do ex-presidente Salvador Allende, junto a seus colaboradores mais próximos, dentro do Palácio da Moeda, em 11 de setembro de 1973. Angústia, desespero, solidariedade, amor são emoções que se misturam e se sobrepõem a cada minuto, na  contagem regressiva para um desfecho que mudará para sempre a história do Chile.
    → 20h15 – Argentina: Bem-vinda, Violeta! Classificação indicativa14 anos
    Ana (Débora Falabella) é uma escritora que, ansiosa em busca de alguma inspiração para escrever Violeta, seu próximo romance, ingressa em um reconhecido laboratório literário na Cordilheira dos Andes. Nessa viagem, ela se envolve com Holden (Darío Grandinetti), criador do método pelo qual os escritores abandonam suas próprias vidas para viver como seus personagens. O líder carismático acaba cativando a escritora, que mergulha em uma intensa investigação artística, vivendo, segundo o método orienta, como sua personagem Violeta – até que o equilíbrio entre realidade e ficção sai do controle. O longa é inspirado no romance Cordilheira, de Daniel Galera.

     Sábado (24)
    → 18h30 – República Dominicana: Amanhã não esqueça. Classificação indicativa: 16 anos
    Um adolescente com síndrome de Down e seu avô diagnosticado com Alzheimer formam uma relação especial para escapar das hostilidades diárias a tentar encontrar a felicidade. Quando a esposa de Roberto morre, ele acaba indo morar com Jan, o neto de 22 anos com síndrome de Down. Os dois começam a se aproximar, descobrindo que têm muitas coisas em comum, inclusive sonhos que vão realizar juntos.
    → 20h30 – Barbados: Fire in Babylon. Classificação indicativa: livre
    Traçando a gloriosa hegemonia da equipe de críquete das Índias Ocidentais no final dos anos 1970 e 1980, o filme descreve como um taco e uma bola foram mais eficazes do que tiros na batalha contra a injustiça racial e a luta pelos direitos dos negros. A história é contada por homens que estiveram lá – como Viv Richards, Michael Holding e Clive Lloyd. Fire in Babylon possui arquivo dinâmico, trilha sonora com clássicos de Bob Marley e The Wailers, Gregory Issacs e Burning Spear. É uma história que celebra a emancipação de um povo através do esporte – no caso, o críquete.

     Domingo (25)
    → 17h30 – Uruguai: A teoria dos vidros quebrados. Classificação indicativa: livre
    O especialista de seguros Claudio pensava que teria uma vida tranquila ao ser transferido para uma pacata cidade. Contudo, ele acaba se envolvendo em uma série de eventos estranhos e misteriosos.
    → 19h15 – Cuba: Morango e chocolate, Classificação indicativa: 16 anos
    O filme é centrado no papel de David, um estudante universitário diligente, correto, mas homofóbico. Seus conceitos sobre o que é bom e o que é ruim são lançados em um dilema quando ele faz amizade com Diego, um artista homossexual. Entre os dois se desenvolve uma relação que quebra mal-entendidos, preconceitos e intolerâncias. História baseada no conto El Lobo, el bosque y el hombre, do escritor cubano Senel Paz.

     Segunda-feira (26)
    → 18h30 – Trinidade e Tobago: Dias verdes à beira do rio. Classificação indicativa: 14 anos
    Em uma remota vila à beira-mar em 1952, em Trinidad, uma negra ambiciosa de 15 anos, Shell, fica encantada com a atraente indiana Rosalie e lisonjeada com a amizade de seu pai, Gidharee, que mentalmente o aceita como um futuro filho. Apesar da doença terminal de seu pai, Shell segue um compassivo Gidharee para trabalhar em sua plantação exótica ao longo do rio com seus grandes cães de caça, na esperança de atrair Rosalie. Enquanto isso, Shell se apaixona por uma garota delicada e delicada da cidade, Joan. O triângulo amoroso se desenvolve, à medida que Shell lidera as garotas, sem perceber a armadilha projetada por Gidharee para prender sua masculinidade. Quando Dragon’s Blood, um líquido estimulante, é dado aos cães de Gidharee, uma forte ameaça é enviada a Shell, que deve enfrentar as consequências de suas ações.
    → 20h15 – Peru: A pena capital. Classificação indicativa: 14 anos
    Baseado no livro homônimo de Santiago Roncagliolo. Um homem é assassinado em Lima durante a Copa do Mundo na Argentina de 1978. Félix Chacaltana, funcionário administrativo do governo, investiga o assassinato e descobre uma trama internacional de sequestro, desaparecimento e tortura. Felix também começa a descobrir a vida secreta do país. Embora o Peru esteja aparentemente prestes a voltar à democracia, opositores peruanos e argentinos perseguidos começam a desaparecer em operações militares por toda a cidade. Félix tenta denunciá-lo, mas ninguém acredita nele. Ou talvez ninguém se importe, porque há uma Copa do Mundo. Félix não sabe, mas está prestes a perder a virgindade sexual, política e até futebolística.

     Dia 27 (terça-feira)
    → 18h30 – El Salvador: Minisérie Las Pupusas Capítulo 1. Classificação indicativa: livre
    Uma viagem ao coração da comida mais amada por milhões de salvadorenhos, um prato ancestral que fez parte da história de um pais inteiro. Feitas de milho ou de arroz, com queijo ou com torresmo, as pupusas nunca passam despercebidas. A história afirma que, se você não conhece o amor a primeira vista, é porque ainda não ficou frente a frente com uma pupusa salvadoreña.
    → 19h15 – Suriname: O Preço do açúcar. Classificação indicativa: 16 anos
    Drama histórico sobre duas mulheres jovens no Suriname do século 18. La blanca Sarith e seu escravo Mini-Mini viviam na próspera plantação de açúcar da família de Sarith. O perigo constante de ataques de escravos fugitivos trouxe a vida protegida da fazenda. Enquanto Sarith se apaixona pela mudança da vida colonial e pela busca de um marido, Mini-Mini tem sua própria oportunidade de ser feliz. Será que ela é capaz e suficientemente valente para apoderar-se dela, às custas de sua ama? Baseado no livro de Cynthia McLeod, uma romancista surinamesa conhecida por seus romances históricos e pela primeira novela que se converteu instantaneamente em uma das autoras mais destacadas do Suriname.

     Dia 28 (quarta-feira)
    → 18h30 – Canadá: A linguagem é uma história de amor. Classificação indicativa: livre
    Em uma aula como nenhuma outra, a de Madame Loiseau, que transmite francês para adultos recém-chegados, alguns deles analfabetos. Ansiosos por estudar, aprender, encontrar trabalho e criar a família com tranquilidade, as histórias de dor e esperança dos alunos convergem na sala de aula dessa professora.
    → 20h15 – Paraguai: Los buscadores. Classificação indicativa: livre
    A trama conta a história de Manu (Tomás Arredondo), um jornaleiro que mora em Chacarita e trabalha nos arredores de Assunção. Certo dia, Manu recebe um livro que fala sobre a história do Paraguai e revela a existência de um mapa escondido, que pode, ou não, revelar a localização exata de um tesouro escondido na época da Guerra da Tríplice Aliança. Juntamente com seu amigo Fito (Christian Ferreira) e Don Elio (Mario Toñanez), um homem que conhece a aventuras dos “caçadores”, que buscam la plata, ele decide seguir as pistas para encontrar o tesouro que colocaria fim aos problemas econômicos de todos eles que vivem às margens da cheia do Rio Paraguai.

     Dia 29 (quinta-feira)
    → 18h – México: O diabo entre as pernas. Classificação indicativa: 18 anos
    Sexo na terceira idade e outros perigos que atormentam os amantes do envelhecimento ganham um toque sincero, inflexível e sombriamente hilariante nesse filme.
    → 20h30 – Panamá: Algo azul. Classificação indicativa: livre
    O sonho de se casar de Ana logo se tornará realidade, mas, antes, ela terá que fugir da polícia com um vestido de casamento de uma estrela internacional, enquanto tem o seu coração abalado pelo ex.

    Serviço
    6ª Mostra Latino-Americana e Caribenha
    → De 22 a 29 deste mês
    → Ingressos: Entrada franca, até atingir a capacidade (619 assentos)
    → Cine Brasília – SHCS EQS 106/107, s/nº Asa Sul. Mais informações: (61) 99878-2198 e Instagram.

  • Carnaval fora de época: escolas de samba desfilam no próximo fim de semana, no DF

    Carnaval fora de época: escolas de samba desfilam no próximo fim de semana, no DF

    Evento será entre sexta-feira (23) e domingo (25), no Eixo Cultural Ibero-americano, antiga Funarte. Além do desfile, haverá apresentações musicais e blocos carnavalescos

    É tempo de São João, mas o Distrito Federal vai abrir alas para um carnaval fora de época, com o desfile das escolas de samba de Brasília. O evento ocorre entre sexta-feira (23) e domingo (25), em uma passarela no Eixo Cultural Ibero-americano, na antiga Funarte, no Eixo Monumental.

    Além das escolas de samba, haverá apresentações musicais e blocos carnavalescos. No primeiro dia, o evento começa às 15h30 (veja programação completa abaixo).

    Ao todo, 13 escolas de samba se apresentam — seis do grupo especial e sete do grupo de acesso — e devem seguir algumas regras:

    • Grupo de acesso: deve ter, no mínimo, um carro alegórico e um carro menor; o desfile deve ter 200 pessoas.
    • Grupo especial: deve ter, no mínimo, dois carros alegóricos e um carro menor; no mínimo, 400 componentes devem desfilar.

    Programe-se

    Desfile das Escolas de Samba

    • Quando: de sexta (23) a domingo (25)
    • Onde: Eixo Cultural Ibero-americano, na antiga Funarte, no Eixo Monumental

    Programação

    Sexta-feira (23): a partir das 15h30 até a madrugada

    • Samba das Pretas
    • Dudu Nobre
    • Vou Pro Sereno

    Sábado (24): a partir das 14h até a madrugada

    • Matuskela
    • Bloco dos Raparigueiros
    • Os Criollos
    • Cacique de Ramos

    Domingo (25): a partir das 12h até às 21h

    • Alexandre do Samba
    • Kris Maciel
    • Roda de Samba Sagaz
    • Milsinho
    • Délcio Luiz

    Fonte: G1

  • Confira a programação cultural para este fim de semana no DF

    Confira a programação cultural para este fim de semana no DF

    Atrações de sexta (16) a segunda-feira (19) incluem festas juninas, teatro e exibições de filmes

    Neste fim de semana, a capital estará repleta de eventos para toda a família, com destaque nas programações juninas para se aquecer do frio que o mês de junho geralmente traz, além de filmes e peças de teatro gratuitas em espaços públicos.

    Confira abaixo o que há no setor cultural, que conta com eventos apoiados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

    Festas juninas

    O XXIII Circuito de Quadrilhas Juninas começa nesta sexta-feira, no estacionamento do Estádio Serejão, em Taguatinga – Foto: Marcello Cândido/Divulgação BNB

    A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) promoverá um arraial com barraquinhas de comidas juninas e danças de quadrilha nesta sexta (16), a partir das 17h, na Praça da Língua Portuguesa.

    Ainda no clima de São João, o XXIII Circuito de Quadrilhas Juninas traz uma estrutura inédita e elegerá a campeã que representará o DF no Campeonato Nacional. O evento é promovido pela Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (Linq-DFE) e pelo Grêmio Recreativo Arraiá Formiga da Roça.

    O circuito terá duração de três finais de semana e passará por três cidades, com início nesta sexta e durante este fim de semana em Taguatinga, no estacionamento do Estádio Serejão, a partir das 19h. Além das apresentações, haverá shows de grupos populares e praça de alimentação com comidas típicas. A entrada é gratuita.

    Teatro contemporâneo

    A Cia Lumiato completa 15 anos e se apresentará no Espaço Cultural Renato Russo, que fica na 508 Sul. A performance Ocupação Sombra Expandida conta com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e produz espetáculos de teatro de sombras contemporâneo.

    Os ingressos podem ser retirados pelo Sympla, por meio deste link.

    A Ocupação Sombra Expandida conta com o patrocínio do FAC

    Espetáculos no fim de semana

    Iara – O encanto das águas
    →Sexta (16), às 14h (fechada para escolas públicas)
    →Sábado (17), às 17h (com intérprete de Libras)
    Classificação indicativa livre
    Local: Sala Multiúso – 508 Sul

    Projeções Ciclos da Vida e Alice através das sombras
    →Sábado (17), às 10h
    Classificação indicativa livre
    Local: Sala Marco Antônio – 508 Sul

    Cinema

    Cine Brasília também oferece opções de filmes para o fim de semana. Você pode retirar os ingressos por meio deste link para evitar filas. Confira abaixo os filmes em cartaz.

    ⇒ Sexta-feira (16)
    10h – Super Mario Bros – O Filme
    14h – Sideral (curta) + Bem-vindos de Novo
    16h30 – Corpolítica
    18h40 – Urubus
    21h – EO

    ⇒ Sábado (17)
    10h – Super Mario Bros – o Filme
    14h – Sideral (curta) + Bem-vindos de Novo
    16h30 – Corpolítica
    18h40 – Urubus
    21h – EO

    ⇒ Domingo (18)
    10h – Super Mario Bros – o Filme
    14h – Sideral (curta) + Bem-vindos de Novo
    16h30 – Corpolítica
    18h40 – Urubus
    21h – EO

    Estreia

    A peça ‘Anáguas’ estreia no Complexo Cultural de Samambaia na próxima segunda (19) | Foto: Humberto Araújo/Divulgação

    Na segunda-feira (1), às 10h, a peça Anáguas estreia no Complexo Cultural de Samambaia.

    A narrativa fala sobre conflitos familiares por meio de três personagens femininas que questionam o cerne da sociedade patriarcal pelo viés do posicionamento de mulheres do início da década de 1920.

  • Museu Vivo da Memória Candanga celebra aniversário com programação cultural

    Museu Vivo da Memória Candanga celebra aniversário com programação cultural

    O evento será nesta quinta-feira (15), a partir das 15h, com a presença de autoridades, abertura de exposições e apresentação musical

    Um dos espaços culturais mais antigos de Brasília está em festa. O Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) completou 33 anos de existência, e a celebração será nesta quinta-feira (15), a partir das 15h, em um evento com presença de autoridades, abertura de exposições e apresentação musical.

    “Preparamos algo que tivesse a ver com a vocação do museu de ser bem popular”, explica o subsecretário interino do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Felipe Ramón Rodríguez.

    Arte: MVMC

    A programação comemorativa começa com um coquetel no Salão Multiúso. Em seguida, haverá o lançamento das mostras que ficarão em cartaz no museu junto ao acervo oficial. Estarão em exposição gravuras e artesanatos elaborados pelos alunos das oficinas do MVMC, além da mostra Experimentações Impressas, do grupo Gravura em Foco, que ficará na Casa Branca. A visitação será de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h.

    “O aniversário do museu foi em 26 de abril, mas, todo ano, não deixamos passar em branco, até porque somos um patrimônio cultural do Distrito Federal. Foi onde tudo começou”, afirma a gerente do MVMC, Eliane Rodrigues Falcão.

    Preservação da memória

    O MVMC abrigou a primeira unidade de saúde brasiliense, o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), criado para atender todos que ajudavam a erguer a capital federal. O complexo seguiu em funcionamento até 1974, quando foi fechado. Em 1990, o Governo do Distrito Federal (GDF) instituiu o tombamento do conjunto de casas, permitindo o processo de restauração do espaço. Em 26 de abril de 1990, o local foi reaberto e inaugurado como um símbolo histórico.

    Criado inicialmente para abrigar o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO) durante a construção de Brasília, o espaço onde hoje funciona o Museu Vivo da Memória Candanga conta com acervo permanente que retrata a trajetória da capital da República – Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

    Até hoje, o Museu Vivo da Memória Candanga preserva as construções do período do surgimento de Brasília e a história da cidade pelo ponto de vista dos pioneiros e candangos. O acervo permanente retrata essa trajetória nas exposições Poeira, Lona e ConcretoCandangos PioneirosCerrado de Pau de Pedro e A Importância da Mulher na Construção da Nova Capital e de fotos de Jankiel Gonczarowska.

    “É um espaço bastante agradável para a família e que também recebe muitas escolas. É um local de memória, que conta a versão não oficial de Brasília. É a fala de quem colocou a mão na massa, por isso tem essa vocação de ser acessível”, avalia o subsecretário interino de Patrimônio Cultural.

    Museu Vivo da Memória Candanga
    → Lote D, Setor Juscelino Kubitschek, Núcleo Bandeirante
    → Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Telefone: (61) 3301-3590.

  • Veja como visitar a cúpula do Planetário de Brasília

    Veja como visitar a cúpula do Planetário de Brasília

    Espaço oferece exibições de filmes e projeções sobre astronomia, além da visão do céu noturno

    Já pensou em conhecer mais sobre o sistema solar? E se perguntou se existe vida em outros planetas? O Planetário de Brasília, no Eixo Monumental, ajuda a responder essas e outras questões.

    Visitação é fonte de entretenimento e informação para públicos de todas as idades – Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    ‌Na cúpula do equipamento público, interessados podem assistir a filmes sobre os astros, acompanhar exposições sobre o sistema solar – como Universo Surpreendente – e conhecer um espaço destinado à Agência Espacial Brasileira. A visitação é gratuita e ocorre de terça-feira a domingo, das 7h30 às 19h.

    ‌“O Planetário é um dos espaços de ciência e tecnologia mais importantes do Distrito Federal e exerce um papel crucial no processo de despertar o interesse de crianças e jovens pela ciência”, avalia o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gustavo Amaral. 

    Sessões especiais

    ‌A cúpula foi reaberta em maio, após manutenções no projetor analógico Spacemaster. O equipamento é considerado um dos mais tecnológicos quando o assunto é visão noturna do céu, devido à projeção realista dos astros.

    ‌As sessões incluem uma experiência pelo espaço sem tirar os pés do chão, de cerca de 8 minutos, com explicações educativas sobre os movimentos do céu. Em seguida, há a transmissão de um vídeo sobre astronomia, que dialoga com a visão do céu noturno abordando os impactos da astronáutica e as visitas a outros planetas.

    ‌Já as exposições são interativas e podem render vários cliques. Além disso, há diversos QR codes que, ao serem acessados, oferecem uma série de informações complementares sobre as obras. Para ter acesso às sessões na cúpula, é necessário agendar a visita.

    ‌Serviço – Planetário de Brasília
    → Setor de Divulgação Cultural/Eixo Monumental
    → Visitação gratuita, aberta de terça-feira a domingo, das 7h30 às 19h
    → Para a visita de grupos, é necessário fazer agendamento prévio pelo telefone (61) 98199-2692

  • Orquestra Sanfônica de Brasília estreia em Ceilândia

    Orquestra Sanfônica de Brasília estreia em Ceilândia

    O grupo é formado por 13 acordeonistas, liderados pelo Mestre Sivuquinha 

    O fole vai roncar na Casa do Cantador. Neste final de semana, o espaço ceilandense será o palco de estreia da Orquestra Sanfônica de Brasília. O grupo comandado pelo Mestre Sivuquinha de Brasília fará duas apresentações, no sábado (10) e no domingo (11). O repertório do show trará composições do multi-instrumentista, além de clássicos do cancioneiro popular brasileiro e do forró. A entrada é gratuita, com classificação indicativa livre.

    ‌A Orquestra Sanfônica é composta por 13 instrumentistas com diferentes níveis de experiência. O grupo foi formado a partir de um chamamento público que selecionou interessados em participar do Curso Livre de Sanfona, em 2022. 

    O projeto recebeu R$ 60 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), recursos utilizados para oferecer o curso gratuitamente. Durante oito meses, homens e mulheres de idades variadas receberam aulas semanais gratuitas ministradas por Sivuquinha, com a ajuda do instrumentista Daniel Pitanga.

    ‌“Alguns já tocavam há tempos; outros tiveram o primeiro contato com o instrumento durante o curso”, conta Daniel. “Começamos com 20 alunos e terminamos a capacitação com 11. A sanfona exige muita dedicação, e alguns não conseguiram manter uma rotina de estudo.”

    ‌As apresentações de estreia da Orquestra Sanfônica de Brasília serão abertas pelas orquestras Roda de Viola e Rabecas do Cerrado. 

    Quem é Sivuquinha?

    ‌Sanfoneiro, pianista, compositor, banjoísta… O multitalentoso Gonçalo Aquino Cardoso, conhecido como Sivuquinha de Brasília, tem mais de 50 anos de carreira artística. Nascido em uma tradicional família de músicos, o piauiense se tornou profissional aos 15 anos, quando tocava banjo e sanfona no Maranhão.

    ‌Em Brasília desde 1974, Sivuquinha integrou o trio Estrela do Norte, junto aos seus irmãos Gregório e Joaquim. O instrumentista também já deu aulas na Escola de Música de Brasília e na Escola de Choro Raphael Rabello.

    ‌Programação

    → Sábado (10)
    16h – Orquestra Roda de Viola
    16h30 – Orquestra Sanfônica de Brasília

    → Domingo (11)
    16h – Orquestra de Rabecas do Cerrado
    16h30 – Orquestra Sanfônica de Brasília

    Na Casa do Cantador – QNN 32, Área Especial G, Ceilândia
    Entrada franca
    Classificação livre

  • Segunda edição do FAC Multicultural tem R$ 30 milhões em recursos

    Segunda edição do FAC Multicultural tem R$ 30 milhões em recursos

    Lançado ‌em meio a apresentações musicais, segundo bloco de editais do fundo tem duas categorias de projetos; inscrições já estão abertas

    O segundo bloco de editais do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), já está recebendo inscrições. O FAC Brasília Multicultural II de 2023 prevê investimento de R$ 30 milhões em até 228 projetos de 23 linguagens artísticas e culturais em duas categorias. Confira o edital

    O grupo Start Family Crew, também beneficiado pelo FAC, abriu a festa de lançamento do edital – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    ‌O aporte somado das duas edições do FAC Brasília Multicultural chega a R$ 60 milhões. “É o maior investimento em cultura do Brasil neste ano; o DF está na vanguarda”, avalia o  secretário adjunto de Cultura, Carlos Alberto Jr.

    “A ideia é trazer uma categoria voltada para os territórios, que é o Cultura em Todo Canto, em que as pessoas têm que ser das regiões em que vão executar os projetos, com o objetivo de descentralizar o recurso”, explica o subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural da Secec, João Moro.

    “A outra categoria é a Cultura de Todo Jeito, voltada para os produtos, em que não importa a linguagem ou o território, mas o produto, como uma pesquisa, manutenção de grupo cultural, publicação”, complementa o gestor. “A dinâmica é tentar abraçar todos os tipos possíveis de fazer cultura.”

    Comemoração 

    Na tarde desta quarta-feira (7), dezenas de pessoas se reuniram na Praça da República para prestigiar o lançamento do FAC Brasília Multicultural II de 2023. O evento teve apresentações musicais, teatrais e de dança urbana.

    Quem abriu a festa foi o grupo de break Start Family Crew. “O FAC é tudo que sempre sonhamos, dá qualidade de trabalho para os dançarinos, rappers, qualquer tipo de artista”, comentou o dançarino Chede Ziad, 36, que, desde 2016, é beneficiário do programa da Secec.  “Recentemente fizemos um curso de formação para que novos integrantes façam o Ceac [Cadastro de Entes e Agentes Culturais], para que mais gente leve projetos para as ‘quebradas’”.

    ‌Também se apresentou no evento a banda Surdodum, grupo musical com mais de 30 anos de história. Oito dos 13 integrantes da equipe são deficientes auditivos. A coordenadora, Ana Lúcia Soares, também destacou a importância do fomento cultural para a manutenção da banda.

    “No decorrer de todos esses anos, muito da nossa perenidade foi por causa do FAC”, afirmou. “Com ele, conseguimos pagar os músicos, aluguéis, equipamentos…. Já estamos com três projetos em andamento e vamos nos inscrever neste edital também.”

    ‌O grupo teatral Celeiro das Antas, o músico Salomão Di Pádua e a quadrilha junina Si Bobiá a Gente Pimba também animaram o evento.

    Incentivo cultural

    Criado em 1991 e alterado pela Lei Complementar nº 267 de 1997, o FAC é o principal instrumento de fomento às atividades artísticas e culturais da Secec, oferecendo apoio financeiro a fundo perdido para projetos selecionados por editais públicos. 

    Por meio desse instrumento, são produzidos filmes, peças de teatro, mídias digitais, livros, exposições, oficinas e inúmeras circulações artísticas em todo o DF. A principal fonte de recursos do FAC consiste em 0,3% da receita corrente líquida do Governo Distrito Federal.