Categoria: JC Bertolucci

  • Imperial Diesel: 30 anos de tradição

    O casal Agnaldo e Maria Celestina – fundadores da empresa Imperial Diesel, há 30 anos em Taguatinga Sul –   (Foto: Divulgação)
       Com uma história marcada por dedicação, experiência, conhecimento técnico e compromisso com a qualidade, a Imperial Diesel se consolidou como uma das principais referências em manutenção de veículos a diesel no Distrito Federal. Fundada há três décadas pelo casal Agnaldo Gonçalves de Oliveira e Maria Celestina, a empresa carrega em sua essência uma trajetória que une compromisso, inovação e valores familiares.

    A história do negócio começa ainda na década de 1980, em Goiânia, onde Agnaldo e Maria se conheceram trabalhando em uma empresa do setor diesel que, anos mais tarde, daria nome ao empreendimento próprio do casal. Após o casamento e a mudança para Brasília, decidiram empreender e, inspirados pelo local onde tudo começou, criaram a Imperial Diesel, hoje reconhecida pela excelência em serviços especializados no segmento.

    Empresário Agnaldo Gonçalves, apaixonado pela profissão (foto:arquivo pessoal)
    Com impressionantes 45 anos de experiência na área de bombas injetoras e injeção eletrônica diesel, Agnaldo lidera a parte técnica da empresa, enquanto Maria Celestina é responsável pela gestão administrativa. Moradores de Arniqueira há 26 anos, o casal construiu não apenas uma empresa sólida, mas também uma relação de confiança com clientes que atravessa gerações.

    Localizada na QSE Área Especial 15, lote 14, no Setor de Oficinas de Taguatinga Sul, a Imperial Diesel atua na manutenção e reparação de sistemas diesel, sendo uma autorizada Bosch Diesel Center, referência mundial no segmento. A empresa conta com equipamentos de alta precisão e tecnologia de ponta para diagnósticos e reparos em bombas injetoras, bicos injetores e sistemas eletrônicos, garantindo serviços rápidos, eficientes e com alto padrão de qualidade.

    Tecnologia em equipamentos de ponta, com qualificação profissional – segredo para o sucesso (fot:divulgação)
    Ao longo dos 30 anos de atuação, a empresa sempre investiu na atualização tecnológica de seus laboratórios e na capacitação contínua de sua equipe técnica. O compromisso com a excelência é refletido na missão de oferecer soluções completas e precisas, priorizando a satisfação de clientes e parceiros. O início, no entanto, não foi fácil. Como em muitos negócios, o maior desafio era conquistar clientes. Com o passar do tempo, a credibilidade foi sendo construída, principalmente por meio de indicações. Hoje, a Imperial Diesel mantém clientes desde sua fundação, que por sinal, muitos deles, transformados em amigos ao longo da jornada.

    A escolha por Taguatinga como sede do negócio foi estratégica. A região conta com um setor específico voltado para oficinas, o que contribuiu para o desenvolvimento da empresa e sua consolidação no mercado. Atenta às transformações do setor, a empresa acompanha um perfil de consumidor cada vez mais exigente, que busca qualidade, preço justo e confiança. Nesse cenário, a Imperial Diesel segue firme, mantendo uma boa demanda e reafirmando seu compromisso com o bom atendimento.

    Mais do que crescimento, o futuro da empresa está diretamente ligado à continuidade de um legado. Construída com esforço, dedicação e paixão pelo que faz, a Imperial Diesel projeta sua história para as próximas gerações da família, com o objetivo de manter vivos os valores que sempre nortearam sua trajetória: honestidade, dedicação e amor pelo trabalho.

     

  • Algo Mais: tradição e resistência no comércio de Arniqueira

    Comerciante Paulo Roberto, há 16 anos acreditando no desenvolvimento de Arniqueira (foto: JCBertolucci)

         Há mais de 16 anos, a loja de materiais de construção Algo Mais faz parte da história do Areal, em Arniqueira. À frente do empreendimento está o comerciante Paulo Roberto Messias dos Santos, de 65 anos, que encontrou na região o lugar ideal para recomeçar a vida e investir no próprio negócio após retornar dos Estados Unidos.  A empresa foi fundada em 2009, pouco tempo depois de sua volta ao Brasil. Diante da necessidade de se estabelecer financeiramente e sustentar a família — especialmente com duas filhas  pequenas estudando em escola particular —, Paulo decidiu empreender.

    Antes de abrir o negócio, buscou orientação no Sebrae, onde recebeu a recomendação de investir em Brasília. Determinado a não ficar parado, iniciou rapidamente o projeto. Com algum capital disponível e disposição para trabalhar – virtude que nunca lhe faltou, Paulo apostou na abertura da loja.

    Conforme o comerciante, o início foi promissor. “Janeiro, fevereiro e março foram bons demais, vendemos muito”, relembra.  Inicialmente, a ideia dele era abrir o comércio em outra região, como Ceilândia. No entanto, uma indicação acabou mudando os planos. Ao conhecer o ponto comercial no Areal, decidiu investir ali mesmo. Morando nas proximidades do Taguaparque, viu na região uma oportunidade estratégica e deu início à trajetória da Algo Mais.  O nome da empresa nasceu em família. Em uma reunião com a esposa e as filhas, diversas sugestões foram colocadas em pauta até que “Algo Mais” fosse escolhido — uma proposta que representava o compromisso de oferecer sempre um diferencial aos clientes.

    Instalada na QS 11, Conjunto G, Lote 11, Loja 01, a loja conta atualmente com cerca de 12 mil itens, oferecendo ampla variedade de produtos para construção e reformas.  Nos primeiros anos de funcionamento, o cenário era bastante diferente do atual. Havia apenas duas lojas do segmento na região, o que favorecia o crescimento do negócio. “Era excelente. Ficamos por anos praticamente só nós e mais uma loja”, conta o comerciante. Com o passar do tempo, o comércio local se expandiu. Hoje, cerca de 35 estabelecimentos atuam no mesmo segmento nas proximidades. Apesar da concorrência, Paulo vê a situação com naturalidade e destaca o comportamento do consumidor. “O cliente pesquisa, compara preços e escolhe onde comprar. Muitas vezes, o atendimento faz a diferença, mesmo quando o preço não é o menor”, avalia.

    Mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo país, ele afirma que o negócio segue firme, sustentado por princípios que considera fundamentais. “O comércio não está fácil para ninguém, mas, com dignidade, honestidade e fé, seguimos trabalhando e superando as dificuldades”, conclui o lojista veterano de Arniqueira.

  • Ótica Alcance… de todos

    Ótica aposta na proximidade e na comodidade para conquistar moradores de Arniqueira

    Ótica inaugurada em 2025 – Casal aposta no tratamento mais humanizado para os clientes – foto: divulgação
       
    Inaugurada em 2 de setembro de 2025, a Ótica Alcance nasce com uma proposta simples e objetiva: oferecer praticidade aos moradores do Areal e de toda Arniqueira, evitando deslocamentos para outras regiões na hora de adquirir óculos de qualidade. Localizada na QS 11, a loja já começa a se consolidar como uma alternativa acessível e eficiente no comércio local.
    Uma dezena de produtos diversificam o mostruário, para o cliente mais exigente – crédito: divulgação
              À frente do empreendimento estão os sócios Ocivon da Silva Santos, de 57 anos, e Rivanete Nelson da Silva Santos, de 51 – detalhe casados e moradores da cidade; O casal decidiu investir no próprio negócio após anos de experiência no mercado de trabalho formal. Rivanete deixou o regime CLT após 15 anos, enquanto Ocivon acumulava 35 anos de atuação no ramo óptico — bagagem que contribuiu diretamente para a criação da empresa.
           
               A ideia de abrir a ótica surgiu da observação do dia a dia dos moradores. Segundo os empresários, havia uma demanda clara por serviços ópticos na região, obrigando muitos a buscarem atendimento em outras localidades. A proposta, então, foi justamente preencher essa lacuna com qualidade e comodidade.
             A Ótica Alcance trabalha com uma ampla variedade de produtos, incluindo armações masculinas, femininas e infantis, além de óculos solares esportivos e convencionais. As lentes oferecidas contam com proteção UVA e UVB, opções polarizadas e modelos com grau, incluindo lentes digitais de alta definição e tratamentos específicos, que garantem mais conforto visual ao cliente.
         
    Empresa aposta em produtos de qualidade e atendimento diferenciado – crédito: divulgação 
             Outro diferencial é a política de preços e promoções. Atualmente, a loja oferece uma condição atrativa: na compra das lentes de grau, a armação sai gratuitamente. Além disso, o estabelecimento realiza pequenos consertos, como troca de parafusos, plaquetas e hastes, ampliando o atendimento e a fidelização do público.
              Apesar dos desafios iniciais — especialmente financeiros e relacionados à localização — os empresários mantêm uma visão otimista. A escolha por Arniqueira foi estratégica: além de residirem na região, acreditam no potencial de crescimento da RA 33.
             Com o comércio local em expansão e cada vez mais diversificado, a expectativa é de um futuro promissor. “Nosso movimento já é muito bom, e acreditamos que Arniqueira tem tudo para continuar crescendo de forma dinâmica”, destacam os sócios.
             A Ótica Alcance chega, assim, não apenas como um novo ponto comercial, mas como parte do desenvolvimento econômico e da valorização dos serviços locais na região.
  • Acidente no Rio Grande expõe perigo oculto nas águas do Paranoá e Corumbá IV: ASBRANAUT alerta autoridades

    Acidente no Rio Grande expõe perigo oculto nas águas do Paranoá e Corumbá IV: ASBRANAUT alerta autoridades

    Trapiches abandonados às margens do lago Paranoá ligam alerta, após acidente no Rio Grande (MG) com seis vítimas fatais – Foto- Bertolucci

    Uma tragédia que marcou o último fim de semana acendeu um sinal de alerta vermelho para a segurança da navegação em águas interiores brasileiras. Na noite de sábado, 21 de fevereiro, uma lancha que navegava no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, nas imediações de Sacramento, colidiu contra um piér sem qualquer iluminação. O impacto foi devastador: seis pessoas morreram, incluindo a mãe e uma criança de apenas quatro anos de idade. Entre as vítimas estava o próprio piloto, que não possuía habilitação náutica (Arrais-Amador), conforme apurado pelas autoridades. O acidente ainda deixou vários passageiros feridos e chocou familiares e comunidades ribeirinhas que frequentam o rio nas horas de lazer.

    O episódio, além de uma dolorosa perda de vidas, evidencia um problema recorrente que não é exclusivo da região sul de Minas: a presença de obstáculos não sinalizados em vias navegáveis interiores e o uso imprudente de embarcações durante a noite. “A falta de iluminação e de autorização da Marinha para estruturas como pieres e trapiches expõe quem navega, seja para lazer ou trabalho, a perigos evitáveis e potencialmente fatais”, afirma o presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília (Asbranaut), João Carlos Bertolucci, que vem alertando as autoridades marítimas sobre esses riscos.

    O passado sombrio de Brasília: quando o Lago Paranoá virou cena de um naufrágio

    O alerta traz à memória um dos episódios mais dramáticos da história recente de Brasília. No dia 22 de maio de 2011, uma embarcação de turismo denominada Imagination, com capacidade autorizada para transportar até 93 pessoas, navegava no Lago Paranoá durante a noite quando afundou e deixou pelo menos nove mortos, incluindo um bebê de seis meses. A embarcação virou a cerca de 1 km da margem, e dezenas de pessoas tiveram que ser resgatadas das águas escuras do lago. Os relatos da tragédia apontaram para a possibilidade de superlotação e para a falta de condições adequadas de operação e segurança, apesar de o lago ser um dos principais pontos de recreação aquática da capital federal.

    O alerta foi  feito pelo presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília – Asbranaut -, João Carlos Bertolucci – foto – Divulgação.

    Esse episódio marcante, ocorrido a menos de uma década e meia, mostra que o perigo de acidentes graves em represas e lagos interiores não é mera hipótese. A tragédia de 2011 deixou claro que embarcações comerciais ou recreativas, mesmo quando aparentemente seguras, podem se tornar letais em condições inadequadas de navegação noturna, superlotação e falta de sinalização adequada no entorno dos obstáculos aquáticos.

    Perigo oculto no Lago Paranoá: estruturas abandonadas e pieres sem sinalização

    A realidade vivida em Brasília hoje pode estar caminhando para uma versão diferente, mas igualmente perigosa, do mesmo problema. Nos últimos anos, com a desobstrução da orla do Lago Paranoá e o recuo compulsório das construções às margens para garantir acesso público, muitos proprietários de trapiches retiraram apenas as tábuas de piso dos pieres, deixando as estruturas verticais submersas ou semi-submersas sem qualquer iluminação ou sinalização náutica. Essas estruturas abandonadas, agora se tornaram verdadeiras armadilhas para embarcações que navegam à noite nas proximidades das margens.

    Condições precárias dos pieres no ponto turístico Concha Acústica – foto: JCBertolucci 

           Segundo o presidente da Asbranaut, João Carlos Bertolucci, “a ausência de sinalização e iluminação em estruturas obsoletas ao longo do Paranoá representa um risco iminente de acidentes graves ou fatais, especialmente quando associada à navegação recreativa após o pôr do sol”. A entidade já oficializou alertas à Capitania Fluvial de Brasília,  instando por inspeções, remoção ou regularização dessas estruturas e pela implementação de um sistema de iluminação e marcação náutica que possa prevenir colisões, acidentes e perdas de vidas.

    Além disso, o Lago Paranoá concentra centenas de pieres pertencentes a clubes, hotéis e residências que devem ser fiscalizados pela autoridade marítima competente. Em muitos casos, alguns deles, sequer dispõem de iluminação de navegação, tornando quase invisíveis obstáculos potencialmente fatais quando acima do espelho d´água ou semi-submersos após o anoitecer.

    Risco similar em Corumbá IV: águas goianas também carecem de regulação

    Não é apenas Brasília que enfrenta esse cenário de riscos ocultos. No Lago de Corumbá IV, em Goiás, região que também recebe intensa navegação recreativa durante fins de semana e feriados, em decorrência das centenas de condomínios. A maioria deles construíram trapiches e pieres às margem da represa sem apresentar projetos à Capitania Fluvial do estado e sem garantir sinalização adequada para navegação noturna. Essas estruturas improvisadas multiplicaram potenciais pontos de impacto para embarcações que trafegam em velocidade ou com pouca visibilidade.

    A falta de regulamentação, fiscalização e iluminação dessas estruturas, combinada com a crescente ocupação náutica dos lagos interiores, cria um cenário propício para acidentes graves, alguns possivelmente com consequências tão trágicas quanto o ocorrido no Rio Grande ou até mesmo como os episódios históricos em Brasília”, ressalta Bertolucci. Ele reforça que, sem medidas urgentes de ordenamento e fiscalização, não apenas a segurança de lazer será comprometida, mas vidas poderão ser ceifadas em águas que deveriam ser de convivência e recreação.

    Ação e responsabilidade: um chamado à autoridade marítima

    Diante dos fatos, a Asbranaut tem intensificado seus esforços de comunicação com as Marinhas de Brasília e Goiás, exigindo que sejam tomadas providências como:

    • inspeção sistemática de todas as estruturas de apoio à navegação (pieres, trapiches e atracadouros);
    • obrigatoriedade de projetos aprovados e certificados pela autoridade marítima;
    • instalação de sistemas de iluminação e sinalização náutica conforme normas;
    • campanhas educativas para usuários de embarcações de recreio;
    • fiscalização intensificada da habilitação de condutores de embarcações recreativas.

    A tragédia no Rio Grande, a memória dolorosa do naufrágio de 2011 no Lago Paranoá, e o cenário hoje presente nos lagos do Centro-Oeste servem como um alerta urgente: sem medidas concretas de segurança, fiscalização e regulação rigorosa, a próxima grande tragédia pode estar apenas a uma noite de distância – entre o brilho de uma festa e as águas escuras que escondem perigos invisíveis, muitas vezes, improvisados.

  • O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    O Lago Paranoá e o desenvolvimento econômico no DF

    Pôr do Sol, lago Paranoá de Brasília –  crédito – João Carlos Bertolucci

    Das 27 Unidades da Federação, o Rio de Janeiro é pioneiro na criação de uma estrutura governamental especificamente voltada para a “Economia do Mar”. O estado tem estrutura consolidada e explicitamente dedicada ao tema, por meio da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (SEENEMAR) e da Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), que funciona como um órgão consultivo ligado à secretaria e da qual participo no Grupo de Trabalho de Cultura e Turismo. Outros estados possuem órgãos com nomes e configurações diferentes que também se dedicam a setores-chave da Economia Azul. São Paulo tem o Fórum da Economia Azul Sustentável, que articula ações e debate políticas públicas para o setor. Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Santa Catarina, de forma mais tímida, normalmente por meio de secretarias de Pesca, de Desenvolvimento Econômico ou de instituições acadêmicas, começam a formular diretrizes para regular a economia azul, que inclui setores importantes como o de Petróleo e Gás, o de Transporte Marítimo, o de Pesca e Aquicultura, o de Turismo e o de Energias Renováveis. Todos eles impactam a vida das pessoas com grande peso econômico, afetando a geração de emprego e renda, pela produção de energia e alimentos de forma sustentável ou pela atração de turismo, essa indústria global maciça.

    Brasília não tem mar. Nem por isso pode esquecer do Lago Paranoá, corpo d’água artificial, como fonte de lazer náutico, esportivo e de turismo. É de fundamental importância que o poder público providencie o bom cuidado do lago. Sinalização adequada favorece a utilização das águas do Paranoá, inclusive como modal de transporte público. Outras intervenções incluem a construção de um atracadouro público flutuante com um Centro de Atendimento ao Turista na cabeceira norte da Ponte JK (lado dos restaurantes) e a retirada dos restos das estruturas de píeres deixadas pelos moradores no recuo das cercas com a desocupação da Orla – perigo iminente de acidentes com embarcações. Outras iniciativas benvindas serão a construção de uma marina pública –a primeira do Centro-Oeste e a realização de jornadas náuticas educativas atendendo alunos das redes pública e privada para fomentar o espírito de conservação ambiental e de utilização racional desse recurso hídrico que é símbolo da Capital Federal. Já passou da hora de se dar atenção à importância do Lago Paranoá como vetor de desenvolvimento econômico sustentável em Brasília.

     

     

  • Fast Escova, no coração de Arniqueira

    Fast Escova, no coração de Arniqueira

    Cláudia de Souza Medeiros, empresária da franquia Fast Escova, com unidade moderna em Arniqueira (foto: divulgação)
    Instalada há quase um ano em Arniqueira, a Fast Escova Arniqueira já conquistou seu espaço no cenário local ao unir agilidade, qualidade e acolhimento no atendimento à beleza feminina. À frente do empreendimento está a empresária Cláudia de Souza Medeiros (51),  que transformou um sonho antigo em realidade e hoje colhe os frutos de uma trajetória marcada por dedicação e propósito.
    Empresária e funcionária pública, Cláudia chegou a Arniqueira para ajudar a cidade no seu desenvolvimento e, encontrou um ambiente ideal para empreender. A unidade foi inaugurada em maio de 2025, trazendo para a região um salão especializado em escovas, tratamentos capilares, manicure, maquiagem e penteados, com foco na mulher moderna, que busca praticidade sem abrir mão da qualidade e do bem-estar.
    Localizada na SHA Conjunto 4, Chácara 60, Lote 1, lj 6, a Fast Escova oferece atendimento presencial e mantém um relacionamento próximo com as clientes por meio das redes sociais e do whatsapp, divulgando serviços, promoções e novidades. Mais do que um salão de beleza, o espaço se propõe a ser um ambiente de cuidado, escuta e valorização da autoestima.
    A ideia de abrir o negócio nasceu ainda em Goiânia, quando Cláudia frequentava e admirava a franquia, sem imaginar que aquele encantamento se transformaria em um projeto de vida. A mudança para Brasília foi o impulso necessário para tirar o sonho do papel. “Arniqueira nos mostrou muito mais do que um ponto comercial. Vimos aqui a oportunidade de acolher pessoas e transformar autoestima”, relata.
    Segundo a empresária, empreender na cidade foi uma escolha estratégica. “Arniqueira está em constante crescimento e possui um público exigente, mas extremamente fiel quando bem atendido. Acreditamos no potencial da região e na força do comércio local”, afirma.
    Com trabalho sério, equipe alinhada e atendimento humanizado, a Fast Escova Arniqueira se consolida como exemplo de empreendedorismo feminino e de como sonhos, quando cultivados com dedicação, podem gerar impacto positivo na comunidade.
  • Silas Malafaia: o pregador que perdeu o púlpito para o próprio eco

    Silas Malafaia: o pregador que perdeu o púlpito para o próprio eco

    Malafaia: Aparições públicas não é indignação política legítima, mas um espetáculo constrangedor de destempero emocional

    Uma das figuras mais barulhentas no processo eleitoral que levou Jair Bolsonaro ao Planalto foi o pastor Silas Malafaia. À época, vestiu-se de paladino da moral, dos bons costumes e da fé cristã. Curiosamente, trata-se do mesmo personagem que, em outros momentos da história recente, não teve qualquer constrangimento em apoiar Lula e o PT. Convicção ideológica nunca foi seu forte. Malafaia sempre se guiou pelo vento — e ele muda conforme a conveniência.

    Com a derrota de Bolsonaro para aquele que já foi seu aliado político, Malafaia parece não ter assimilado o veredicto das urnas. Desde então, mergulhou num estado permanente de exaltação, protagonizando uma sequência de falas agressivas, desconexas e histriônicas. Ataca tudo e todos, como quem dispara palavras sem alvo, numa metralhadora giratória de ressentimento e vaidade ferida.

    O ministro do STF Alexandre de Moraes tornou-se seu inimigo obsessivo, quase um antagonista de ficção. Mas o surto retórico não se limita ao Judiciário. Em dias alternados, sobram ataques aos filhos de Bolsonaro — ora o “01”, ora o “02” — e até à ex-primeira-dama Michelle, numa escalada que mistura rancor, oportunismo e evidente perda de rumo. Coerência, há tempos, deixou de frequentar seus discursos.

    O que se vê em suas aparições públicas não é indignação política legítima, mas um espetáculo constrangedor de destempero emocional. O púlpito virou palanque, o sermão virou chilique e a fé foi empurrada para o rodapé. A figura do líder espiritual deu lugar à caricatura de um homem que fala alto, grita muito e convence cada vez menos.

    Não surpreende que parte do rebanho esteja se afastando. Fiéis que buscavam orientação espiritual agora assistem a ataques raivosos e teorias conspiratórias. Quando a fé cansa, o templo esvazia. E quando o templo esvazia, o poder simbólico desmorona.

    A ironia final é cruel: Silas Malafaia, que se vendeu como voz de milhões, hoje parece falar apenas para o próprio eco. Diante dos mesmos fiéis que um dia o enxergaram como guia espiritual, o que se projeta agora é a imagem de um líder derrotado — não apenas nas urnas, mas no altar da própria credibilidade.

  • O “imbróglio” politico de Arruda

    O “imbróglio” politico de Arruda

    José Roberto Arruda permanece inelegível, mas está nas ruas pavimentando uma possível candidatura, que dependerá de uma reviravolta política (Crédito: João Carlos Bertolucci)

    O ex-governador José Roberto Arruda, cassado em 2009 na esteira da Operação Caixa de Pandora, filiou-se nessa segunda feira (15), ao PSD e anunciou intenção de disputar novamente o Governo do Distrito Federal. A operação Pandora mostrou esquema de corrupção que levou à sua queda e a condenações por improbidade administrativa em processos conexos. Apesar da filiação com a presença de mais de 5 mil pessoas e do apoio público a seu nome, Arruda continua formalmente com restrições judiciais: o Superior Tribunal de Justiça manteve entendimento que o torna, por ora, inelegível em razão de condenações ligadas à Caixa de Pandora. Isso significa que sua efetiva candidatura dependerá de reviravoltas jurídicas ou de decisões que revertam ou atenuem essas sentenças. A filiação ao PSD foi marcada por manifestações de lideranças nacionais da sigla, e o movimento reacendeu articulações políticas locais, inclusive com menções ao empresário Paulo Octávio (presidente regional) e à aliança histórica entre ambos. No entanto, há sinais de cautela e dissenso interno sobre apoiar a postulação de Arruda neste momento.

    Em outubro de 2025, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou recurso da defesa e, por unanimidade, manteve a condenação por improbidade administrativa no caso Caixa de Pandora, rejeitando os argumentos que buscavam anular parte das provas, como a gravação ambiental utilizada no processo.

    Que recursos foram cabíveis?
    A defesa tentou reverter a condenação no STJ sustentando haver um “fato superveniente” (anulação de uma escuta pela Justiça Eleitoral) que poderia comprometer a sentença. O STJ entendeu, porém, que a condenação se apoiou também em provas documentais e testemunhais e, assim, rejeitou o recurso.

    Status atual da elegibilidade
    Oficialmente, Arruda permanece inelegível por causa da condenação por improbidade administrativa mantida pelo STJ, que acarreta suspensão dos direitos políticos e o torna impedido de disputar eleições – pelo menos em termos legais diretos.

    Possibilidades jurídicas para ele concorrer
    Embora a condenação esteja mantida, há debate jurídico em torno de mudanças recentes nas regras de inelegibilidade, que podem estabelecer prazos (como 8 a 12 anos) contados da condenação por órgão colegiado — e cuja aplicação a casos antigos ainda será interpretada pelas instâncias eleitorais. Alguns advogados defendem que, sob essa perspectiva, Arruda poderia ser elegível em 2026, dependendo de como a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF) interpretarem as normas e eventuais efeitos retroativos.

  • Capital Moto Week 2025 encerra edição histórica

    Capital Moto Week 2025 encerra edição histórica

     Detonautas, com 27 anos de estrada, entregaram ao público um show carregado de memória, peso e emoção. A turnê “Elétrico” – crédito: divulgação CMW)

    O Capital Moto Week 2025 (CMW), o maior festival de motos e rock da América Latina, chegou ao fim em Brasília deixando marcas positivas e um legado de experiências inesquecíveis para motociclistas, visitantes e amantes da cultura sobre duas rodas. Durante os 10 dias de evento, realizados entre 24 de julho e 2 de agosto no Parque de Exposições da Granja do Torto, a chamada Cidade da Moto pulsou com mais de 800 mil visitantes, 300 mil motocicletas e quase 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo – números que reforçam a dimensão do encontro e consolidam o festival como um dos mais importantes do calendário cultural e turístico nacional. A atmosfera que se viu nos quatro dias em que nossa equipe de reportagem esteve presente foi de intensa vitalidade: milhares de motociclistas circulando entre lojas de produtos temáticos, espaços gastronômicos, ativações de marcas nacionais e internacionais, além de atrações radicais como roda gigante, tirolesa, booste e cinema ao ar livre – aspectos que reforçam a diversidade de experiências pensadas para o público do festival.

    Os números falam por si: 856 mil pessoas, 300 mil motos e 1,8 mil motoclubes cruzaram a Cidade da Moto edição 2025 (crédito: CMW)

    No centro da programação, mais de 100 shows completaram a ambientação musical, com grandes nomes do rock nacional e internacional, provas de que o CMW não é apenas um encontro de motos, mas um verdadeiro festival cultural. Bandas consagradas como Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Samuel Rosa, Angra, Cidade Negra, Magic!, além de performances marcantes de artistas como Detonautas e Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr., embalaram noites de emoção e celebração, unindo diferentes gerações de fãs.

    Além do entretenimento, o evento consolidou-se como um importante vetor econômico para a capital federal. Segundo a Secretaria de Turismo do Distrito Federal, o CMW injetou cerca de R$ 60 milhões na economia local, gerou milhares de postos de trabalho diretos e indiretos, além de atrair turistas de diversos estados e países e impulsionar a hotelaria, o comércio e o setor de serviços da região.

    Entretanto, a magnitude e a grandiosidade do festival também trouxeram à tona algumas questões operacionais que podem ser aperfeiçoadas já na próxima edição, agendada para 23 de julho a 1º de agosto de 2026. Um dos principais pontos refere-se à mobilidade dos pedestres no interior do evento. Com milhares de visitantes e, principalmente motos, é claro! transitando pela Cidade da Moto, ficou evidente a necessidade de corredores amplos, sinalizados e seguros para caminhada, especialmente para pessoas com dificuldade de locomoção (PDF), idosos e famílias com carrinhos de bebê. Essas adequações podem garantir maior conforto e fluidez nos deslocamentos entre os palcos, áreas comerciais, praças de alimentação e estacionamentos, promovendo assim uma experiência ainda mais acolhedora e inclusiva para todos os públicos.

    Outro aspecto que merece atenção diz respeito à estrutura da sala de imprensa. Jornalistas e equipes de cobertura que passam horas caminhando pelo vasto complexo enfrentaram limitações estruturais, como a falta de computadores disponíveis para redação de reportagens in loco, exigindo que repórteres carregassem notebooks em mochilas enquanto faziam a cobertura. A oferta de pelo menos uma estação de trabalho com computador, bem como vouchers de alimentação para a imprensa credenciada, representaria um avanço significativo no apoio aos profissionais que contribuem para ampliar a visibilidade do evento – um investimento que certamente retornaria em maior qualidade e agilidade nas mídias produzidas.

    Em meio às sugestões e desafios, o balanço geral do CMW 2025 é marcadamente positivo: trata-se de uma edição que reafirmou a força cultural do motociclismo, promoveu encontros memoráveis, impulsionou a economia local e consolidou Brasília como referência internacional em eventos de life style e música, reforçando o papel do Capital Moto Week como um dos grandes festivais do Brasil e do mundo.

  • GDF autoriza a construção de uma UBS em Arniqueira ao custo de R$ 12 milhões

    GDF autoriza a construção de uma UBS em Arniqueira ao custo de R$ 12 milhões

    A comunidade de Arniqueira está prestes a receber um dos equipamentos públicos mais esperados desde a criação da 33ª Região Administrativa: a sua primeira Unidade Básica de Saúde (UBS). O Governo do Distrito Federal anunciou oficialmente a construção da UBS Tipo II, um modelo mais completo e estruturado, capaz de ampliar o atendimento à população e fortalecer a atenção primária em saúde.

    UBS de Arniqueira terá recursos da Terracap para sua construção (foto:Ilustrativa)

    A obra será executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com investimento de aproximadamente R$ 12 milhões, valor disponibilizado por meio de recursos da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). O convênio que autoriza o início das etapas de contratação foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nesta segunda-feira (1º de dezembro), selando o compromisso do GDF com a expansão dos serviços públicos em Arniqueira.
    A UBS terá 1,4 mil m² de área construída e será implantada em um terreno de 5,8 mil m², localizado na área da Administração Regional de Arniqueira.

    Telma Rufino, administradora regional da cidade, destacou que a construção da UBS representa uma das maiores conquistas de sua gestão. “O Papai Noel chegou mais cedo este ano e trouxe um presente gigantesco para toda a nossa comunidade. Esta unidade básica de saúde vai atender a todos, sem distinção, e melhorar profundamente a vida das famílias de Arniqueira. Investir em saúde é investir no dia a dia do cidadão. Iniciamos o mês natalino com um presente de grandeza ímpar. Agradeço imensamente ao governador Ibaneis Rocha por tornar esse sonho possível”, ressaltou Telma.

    UBS Tipo II: mais estrutura, mais profissionais, mais serviços

    A futura UBS de Arniqueira será do tipo II, considerada uma categoria intermediária e adequada a regiões com grande densidade populacional. Essa tipologia oferece estrutura mais ampla, permitindo abrigar duas ou mais equipes de Saúde da Família, além de equipes multiprofissionais com atuação nas áreas de enfermagem, assistência social, odontologia, nutrição, psicologia, farmácia e outras especialidades ligadas à atenção primária.
    Veja no link alguns serviços oferecidos pelas UBS no Distrito Federal : link

    O presidente da Novacap, Fernando Leite, destacou a importância da nova unidade de saúde para Arniqueira e o valor histórico dessa entrega para a cidade.
    “A implantação da UBS Tipo II em Arniqueira representa um avanço significativo para a região e conta com a participação da Novacap, em convênio com a Terracap e a Secretaria de Saúde. Por ser uma unidade de porte Tipo II, poderá operar com duas equipes de Atenção Básica, ampliando a capacidade de atendimento à população. Ficamos muito felizes em contribuir com esse projeto, que aproxima os serviços de saúde da comunidade e fortalece uma rede mais eficiente e humanizada no Distrito Federal “ ressalta Fernando Leite.

    A nova unidade contará com dezenas de consultórios, salas de procedimentos, sala de observação, farmácia, espaços administrativos, área de acolhimento e salas destinadas ao atendimento continuado. Trata-se de uma estrutura pensada para atender de maneira integral as necessidades dos moradores, garantindo qualidade, resolutividade e prevenção.

    Localização e início das obras

    A UBS terá cerca 1,4 mil m² de área coberta e ficará instalada em parte do terreno onde funcionava a antiga sede da Administração Regional de Arniqueira com área total de 5,8 mil m2. A escolha do local se deu pela sua acessibilidade e pela capacidade de atender, com eficiência, a população distribuída entre o Areal, ADE, SHA e condomínios adjacentes.
    A Novacap é a empresa do GDF responsável por conduzir a licitação para a construção da UBS de Arniqueira (Projeto Novacap)

    O próximo passo será a abertura do processo licitatório conduzido pela Novacap, que definirá a empresa responsável pela construção. A previsão é que as obras tenham início já no primeiro semestre de 2026. O prazo estimado para conclusão é de 24 meses, permitindo que a unidade seja inaugurada no início de 2028, caso não haja imprevistos.

    Um avanço histórico para a região

    A construção da UBS representa um marco histórico para Arniqueira, que há anos demanda uma estrutura pública de saúde adequada ao seu crescimento populacional. Atualmente, grande parte dos moradores precisa se deslocar para outras regiões administrativas para receber atendimento básico, o que sobrecarrega outras unidades e aumenta o tempo de espera por serviços essenciais.

    Com a chegada da UBS Tipo II, Arniqueira passará a contar com um equipamento moderno, confortável e acessível – oferecendo condições dignas para atendimento de crianças, adultos, idosos e famílias que dependem diretamente da rede pública. A nova unidade também será fundamental para ações preventivas, vacinação, acompanhamento de gestantes e vários tipos de programas, além de cuidados continuados e atividades de promoção da saúde.

    A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o fortalecimento da atenção primária e com a melhoria contínua da infraestrutura pública, garantindo que Arniqueira avance em qualidade de vida com saúde, proteção social e mais dignidade e conforte para seus moradores.