Categoria: Cidades

  • Abrigos contra o frio acolhem mais de 2,2 mil pessoas em três semanas

    Abrigos contra o frio acolhem mais de 2,2 mil pessoas em três semanas

    Estruturas montadas na Asa Sul e em Ceilândia funcionam todas as noites, de domingo a domingo, das 19h às 7h

    Preparados para oferecer segurança e acolhimento à população em situação de rua, os abrigos temporários criados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) realizaram 2.261 acolhimentos até este domingo (7). A iniciativa faz parte da campanha Ação contra o Frio e seguirá enquanto durarem as baixas temperaturas no DF. Para esta semana, a previsão é que a temperatura mínima atinja 12ºC, segundo o Instituto de Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Atualmente, estão em funcionamento os espaços do Plano Piloto e de Ceilândia. O primeiro abrigo foi disponibilizado para a população em 17 de junho e fica no Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul. Em 22 dias de operação, o local recebeu 2.009 pessoas.

    A estrutura de Ceilândia abriu as portas no último dia 3, na Coordenação Regional de Ensino da cidade, na QNM 27, e já registrou 144 atendimentos. O GDF também abriu um abrigo temporário no Gama, mas que foi fechado devido à baixa demanda. O local funcionou entre 20 de junho e 2 de julho, e somou 108 acolhimentos.

    Os abrigos temporários funcionam todas as noites, de domingo a domingo, das 19h às 7h, com fechamento dos portões às 22h. O abrigo da Asa Sul dispõe de 100 vagas diárias e o de Ceilândia, 40. Nos espaços, os cidadãos têm à disposição colchão, travesseiro, cobertor e banheiros com chuveiro quente.

    Além disso, a população recebe kits de higiene e agasalhos, vindos, em parte, da Campanha do Agasalho Solidário, iniciativa da Chefia-Executiva de Políticas Sociais idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. A alimentação também é garantida, com oferta de jantar e café da manhã, balanceados e feitos sob supervisão de nutricionistas.

    A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, afirma que a Ação contra o Frio está alinhada às iniciativas do GDF em viabilizar maior inclusão e dignidade à população em situação de rua. “Essa ação funciona como um termômetro e reforça como os abrigos de pernoite permanente, que pretendemos instalar em breve, podem ser uma boa opção para oferecer dignidade e atender número maior de pessoas que vivem nas ruas”, ressalta.

    Conforme adiantou a secretária, a Sedes deve implementar abrigos de pernoite de forma permanente ainda neste ano para atender a população em situação de rua. A pasta já recebeu propostas e o projeto está em fase de seleção. O serviço prevê a oferta de um espaço para receber pessoas que vivem nas ruas durante a noite, oferecendo a elas um local seguro para dormir, fazer as refeições, higiene pessoal e guardar os pertences.

    Campanha do Agasalho Solidário

    Cobertores, casacos, meias, luvas e gorros podem ser entregues até o dia 17 de julho nas administrações regionais e nos batalhões do Corpo de Bombeiros, bem como nas 12 unidades do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), na Rodoviária Interestadual de Brasília e nos dois centros Pop, na Asa Sul e em Taguatinga Norte. A Defesa Civil, a PMDF e o Corpo de Bombeiros também receberão os materiais. A meta para este ano, de recolher 8 mil itens, já foi superada, mas as doações ainda podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

  • Nova rede de drenagem no Sol Nascente chega a 20 km de extensão

    Nova rede de drenagem no Sol Nascente chega a 20 km de extensão

    Tempo seco ajuda no andamento das obras na região. Ao todo, serão 26,5 km de tubulações na cidade, além de bacias de retenção para receber as águas da chuva

    População que sofre historicamente com alagamentos e enxurradas, os moradores do Setor Habitacional Sol Nascente têm enxergado com mais esperança os meses chuvosos. No Trecho 3 da região administrativa, a realidade vem sendo totalmente transformada pelas obras de infraestrutura executadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Dos 26,5 km de novas redes de drenagem previstas para serem instaladas, quase 19,5 mil km já foram concluídos.

    Nos últimos 65 dias, com a chegada da estiagem, o percentual de serviços executados saltou de 40% para 73%. O projeto é moderno e a rede de drenagem de águas pluviais conta com bacias de retenção e galerias feitas com aduelas de concreto de 6,76 m² de área, cada uma.

    “Se você não faz uma rede de drenagem à altura da demanda da região, todo o trabalho de urbanização, incluindo a pavimentação das ruas, se perde. Essa é, portanto, uma etapa essencial para garantir a tranquilidade dos moradores do Sol Nascente no período de chuvas”, enfatiza Valter Casimiro, secretário de Obras e Infraestrutura do DF.

    “Estamos aproveitando o tempo seco, sem chuva, para seguir avançando rapidamente na instalação dessas galerias para que a população não sofra mais com os prejuízos causados pelas chuvas”, acrescenta.

    Outro serviço que avançou consideravelmente no período sem chuvas foi a escavação das lagoas de retenção. “Estamos bem próximos de concluir a escavação. As lagoas são peça fundamental para o correto funcionamento do sistema de drenagem, uma vez que são elas que recebem toda a água das chuvas captada pelas bocas de lobo”, esclarece o engenheiro Erinaldo Sales, subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras. “A próxima etapa consiste na construção dos dispositivos de entrada e saída da água”, completa.

    Outro serviço que avançou consideravelmente no período sem chuvas foi a escavação das lagoas de retenção | Foto: Divulgação/SODF

    Ele ressalta que as redes de drenagem são a parte mais importante da obra, pois são elas que vão acabar de forma definitiva com os alagamentos presenciados na região no período chuvoso. “Somente após a instalação das galerias é possível avançar com a pavimentação. Assim, nosso plano de ataque prevê a pavimentação de todas as ruas onde a drenagem já está concluída antes do próximo período chuvoso”, pontua Sales.

    Confira como estão as obras de drenagem no Sol Nascente

    Onde a drenagem está concluída

    – Chácara 06
    – Chácara 79
    – Chácara 112
    – Chácara 113
    – Chácara 114
    – Chácara 115, rua 6
    – Chácara 115 A, condomínios A, B, C, D e E
    – Chácara 117
    – Chácara 118
    – Chácara 123
    – Chácara 124
    – Condomínio Gênesis

    Obras de drenagem em andamento

    – Chácara 02
    – Chácara 05
    – Chácara 07A
    – Chácara 33
    – Chácara 44
    – Chácara 51
    – Chácara 52
    – Chácara 53
    – Chácara 54
    – Chácara 55
    – Chácara 56
    – Chácara 57
    – Chácara 73
    – Chácara 74
    – Chácara 75
    – Chácara 76
    – Chácara 81
    – Chácara 84
    – Chácara 85
    – Chácara 86/87
    – Chácara 119
    – Chácara Boa Vista
    – QNP 29
    – Condomínio Vencedor
    – Condomínio Virgem da Vitória
    – Condomínio Acácias
    – Condomínio Pedra Verde
    – Condomínio Cachoeirinha

    Onde a drenagem ainda vai chegar

    – Chácara 45
    – Chácara 46
    – Chácara 133
    – Chácara 165

  • Monumentos enriquecem o turismo urbano em Brasília

    Monumentos enriquecem o turismo urbano em Brasília

    Capital não é apenas a sede dos Poderes, mas também um espaço amplo de arquitetura única, que permite a todos aproveitarem as férias escolares sem sair daqui

    Embora tenha um formato semelhante a um quadrado, a capital federal dispõe de uma arquitetura que foge das arestas e explora as mais diversas formas geométricas. Tal fato é um dos pontos que mais chamam a atenção de turistas como Miguel Nascimento, de 13 anos: “É um jeito diferente, não é tudo quadrado como em outros lugares. Achei muito bonito”.

    O estudante Miguel Nascimento veio a Brasília pela primeira vez: “É um jeito diferente, não é tudo quadrado como em outros lugares” |  Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Morador de São Paulo, Miguel tem raízes no Piauí. Ele aproveitou a visita a Brasília com os pais para explorar a cidade e compará-la com as que conhece. “Sempre tive vontade de conhecer Brasília” contou. A mãe, Isabel Cristina Nascimento, 48, reforça: “A gente vê [a cidade] pela televisão, e quando chega aqui é diferente, uma arquitetura incrível e atual. A cidade é ampla e aberta, e quem está acostumado com São Paulo estranha quando chega aqui”.

    O marido  de Isabel, Helio Gomes, 49, complementa: “Para 60 anos atrás, foi tudo bem-pensado e planejado, com construções muito diferentes do que a gente vê em São Paulo ou no Nordeste. Eu não tinha essa visão do turismo arquitetônico, e achei muito interessante”.

    Nem só os turistas de fora são convidados a apreciar o turismo cívico e urbanístico de Brasília, mas também os próprios brasilienses, que muitas vezes desconhecem os diferentes cantinhos atraentes da cidade. Desenhada por arquitetos renomados como Oscar Niemeyer e Lucio Costa no final da década de 1950, a cidade em formato de avião é considerada um museu a céu aberto.

    Esse “museu” foi erguido em apenas três anos e abriga palácios, monumentos e instituições que fazem parte da história da democracia no Brasil. Brasília é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade – e a única cidade a ganhar este título no mundo contemporâneo. É aqui que se concentram as principais instituições da República, com a vantagem de a maior parte das atrações ter entrada gratuita.

    “A nossa cidade foi planejada para promover essa organização cívica, permitindo aos visitantes conhecer mais profundamente a história do país”, avalia o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo. “Aqui o turista pode explorar as principais instituições governamentais, monumentos e locais históricos que marcaram a construção da cidade.”

    Em mais uma reportagem da série Explore o Quadrado, a Agência Brasília apresenta opções diversas para aproveitar as férias escolares de julho.

    Principais monumentos

    No centro da cidade, a Praça dos Três Poderes é um amplo espaço que reúne o Supremo Tribunal Federal (Judiciário),  o Palácio do Planalto (Executivo) e o Congresso Nacional (Legislativo). No subsolo, por uma entrada de escadaria, há o Espaço Lucio Costa, uma homenagem para o amigo arquiteto feita por Niemeyer, localizada ali no subterrâneo para não tirar o foco da praça.

    O Congresso Nacional é outro edifício imponente que chama atenção por sua relevância política e arquitetônica, com as cúpulas. A visita institucional percorre os Plenários das duas Casas legislativas, os salões Verde e Azul, além do Túnel do Tempo do Senado e do Salão Nobre da Câmara dos Deputados, e pode ser agendada pelo site do Congresso.

    Outro ponto de visitação é o Catetinho, que surgiu em 1956 e foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. A entrada é gratuita, e a visitação está aberta de terça a domingo (inclusive feriados), das 9h às 17h. Na segunda-feira, o espaço fecha para manutenção e serviços internos.

    No Eixo Monumental, o Memorial JK é uma homenagem a Juscelino Kubistchek, o presidente que inaugurou a nova capital federal em 1960 | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Inaugurado em 1981, o Memorial JK chama a atenção de quem passa pelo Eixo Monumental. É uma homenagem ao fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek, imortalizado na estátua acenando do alto de uma coluna de 28 m de dentro de um semicírculo – imagem que se tornou um dos cartões-postais de Brasília. As visitas ao memorial ocorrem de terça a domingo, das 9h às 18h, e o ingresso custa R$ 10 a inteira.

    Ali perto, no Setor Militar Urbano (SMU),  está localizado o Quartel-General do Exército, sede do Comando do Exército Brasileiro. À frente do quartel está a praça Duque de Caxias, onde se encontra a concha acústica (palanque monumental) e o obelisco – ambos fazendo alusão à espada de Duque de Caxias.

    Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano, foi projetada por Burle Marx | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Do outro lado da rua está a Praça Cívica do Quartel General do Exército, popularmente conhecida como Praça dos Cristais. Foi projetada pelo paisagista Roberto Burle Marx e representa as riquezas minerais do Planalto Central, por meio do lago artificial no centro e vários espelhos-d’água com esculturas em pedras, representando os cristais.

    Brasília também é famosa por seus palácios. Destacam-se o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores (MRE); o Palácio da Justiça, com nove arcos assimétricos interceptados por seis cascatas em diferentes níveis e um jardim aquático nos arredores do prédio; e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República e conhecido pelas colunas de mármore branco que se tornaram o símbolo de Brasília.

    Quadra modelo

    A Igrejinha da 308 Sul é um dos pontos turísticos mais visitados do Plano Piloto | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    A Superquadra 308 Sul é considerada a quadra modelo de Brasília, sendo tombada pelo Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural desde 2009. Fundada em 1962, foi construída para servir de referência para outras superquadras do Plano Piloto. Reúne trabalhos paisagísticos de Burle Marx, azulejos de Athos Bulcão, a famosa Igrejinha da 308 Sul e a Escola Parque, de Oscar Niemeyer.

    O projeto urbanístico de Lucio Costa tem prédios com cobogós e janelas coloridas e grandes, apelidadas de “televisão dos candangos” –, sem contar que é a primeira quadra com garagem subterrânea. Há também o popular laguinho com carpas, onde é possível alimentar os peixes com a ração disponibilizada no local.

    A guia de turismo Samara Augusto lembra que, devido ao tempo seco de Brasília, os vários espelhos-d’água espalhados têm duas funções: a estética e a de sobrevivência do brasiliense, pois trazem a sensação de umidade. Ela também retoma a ideia inicial do arquiteto Lucio Costa – a de que todos os moradores tivessem tudo bem perto de casa, desde jardins até postos de saúde, bibliotecas e colégios.

    “A cada quatro quadras forma-se um quadrado maior, compondo uma unidade de vizinhança – não foi bem assim que se desenvolveu com as entrequadras e comerciais, mas a cidade é um organismo vivo, ela não é estática”, explica Samara. “Você consegue ver o céu em Brasília sem virar a cabeça, de onde você estiver. Essa quadra é um exemplo clássico disso; o vento passa entre os prédios, que são suspensos em colunas que a gente chama de pilotis. É uma sensação de cidade do interior ao mesmo de uma capital bem-arborizada. E você ainda pode pegar frutas no meio das ruas de Brasília sem pagar nada.”

    Praça dos Cogumelos

    Ainda na superquadra modelo, existem espaços pouco conhecidos, como a Praça dos Cogumelos. A professora de yoga Andrea Amorim Hughes, 42, costuma utilizar a praça para atividades do projeto Yoga em Brasília, que reúne pessoas em lugares turísticos da cidade. Ela já passou pela Praça dos Três Poderes, Torre de TV e Ermida Dom Bosco. “Geralmente, o pessoal vem na 308 Sul para conhecer a Igrejinha ou as carpas”, conta. “Muita gente que mora em Brasília não conhece essa praça, e quando elas veem, acham o máximo”.

    A professora Dais Rocha (quinta a partir da esquerda, na fila de trás) faz yoga perto de casa: “É muito legal resgatar o princípio inicial do projeto de Brasília, essa questão da quadra modelo ser uma cidade saudável e um ambiente que favorece o convívio” | Foto: Matheus H. Souza /Agência Brasília

    Morando da SQS 308 há cinco anos e em Brasília há 14, a servidora pública Raquel de Fátima Martins, 49, revela ter se dado conta da existência da Praça dos Cogumelos pela primeira vez. “É como se você redescobrisse a sua quadra sob uma outra perspectiva, aproveitando o espaço, as árvores circulares, o som dos passarinhos”, diz. “Muitas vezes, a gente vê os turistas visitando a quadra modelo e tentando entender um pouco o que significa esse espaço, os prédios iguais e essa quietude”.

    A professora de saúde coletiva Dais Rocha, 56, também participa da prática de yoga na praça e reforça: “É uma oportunidade de se reconectar com a gente mesma. É muito legal resgatar o princípio inicial do projeto de Brasília, essa questão da quadra modelo ser uma cidade saudável e um ambiente que favorece o convívio. Isso dá um senso de pertencimento, que é um dos atributos de qualidade de vida. Muitas vezes predomina que Brasília é a cidade do trabalho, mas é importante conceber essa identidade da cidade”.

    Transporte

    No site ou aplicativo DF no Ponto, é possível ver quais as linhas o transporte público passam próximo aos monumentos para ir direto ou fazendo integração entre ônibus e metrô e entre ônibus.

    Já para quem curte um passeio de bike, há ciclovias nas imediações dos pontos turísticos – a malha cicloviária do DF é a segunda maior do país. Por meio deste guia, é possível checar as rotas existentes.

  • São Sebastião e Samambaia ganham novas placas de endereçamento

    São Sebastião e Samambaia ganham novas placas de endereçamento

    Foram investidos R$ 365 mil em 362 peças para recompor as estruturas danificadas e instalar novas nas duas cidades

    Utilizadas para guiar a população pelas ruas, as placas de endereçamento têm um forte apelo na mobilidade e demandam um serviço constante de manutenção e instalação nas cidades. É o que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem feito, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a exemplo do trabalho em andamento em São Sebastião e Samambaia.

    A ação vai desde a troca do adesivo a colocação no prumo, passando por aplicação de novas camadas de pintura e instalação de novas sinalizações.

    Em São Sebastião, o trabalho está na segunda etapa, com a instalação de 100 peças no bairro São José. Na primeira, foram 200 placas de endereçamento colocadas no Bairro Tradicional. O serviço foi possível graças ao investimento de R$ 300 mil oriundo de emenda parlamentar do deputado distrital Rogério Morro da Cruz.

  • Cine Brasília amplia número de sessões acessíveis; próxima será no dia 13

    Cine Brasília amplia número de sessões acessíveis; próxima será no dia 13

    Exibições com recursos de acessibilidade projetados na tela, sala à meia-luz e som mais baixo reúnem cerca de 50 pessoas no segundo e no último sábado de cada mês

    Desde que o Cine Brasília reabriu as portas ao público, o icônico cinema de rua brasiliense tem trabalhado para ampliar a oferta de sessões acessíveis. As mostras, que são gratuitas, contam com recursos de acessibilidade projetados na tela, sala à meia luz e som mais baixo para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

    A partir deste ano, o espaço amplia o número de sessões acessíveis para duas exibições mensais. O aumento na oferta surgiu após a renovação da parceria, por mais três anos, entre o Cine Brasília, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) e a organização da sociedade civil (OSC) Box Cultural.

    A próxima mostra acessível será no dia 13, com a exibição do clássico A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral, em sua versão remasterizada.

    Atualmente, uma média de 50 pessoas comparecem às sessões acessíveis do espaço cultural, no segundo e no último sábado de cada mês, sempre às 14h. Segundo a diretora do Cine Brasília, Sara Rocha, a ideia é que, nos próximos três anos, o local ofereça 73 mostras com recursos de acessibilidade.

    “As sessões acessíveis acontecem às 14h por ser um horário que mapeamos como sendo preferencial; a exibição acaba no meio da tarde e é possível ter um deslocamento mais confortável. Essa sessão toda é aberta ao público e gratuita, acontece à meia luz para acomodar pessoas autistas, e com a banda de audiodescrição sincronizada no som principal da sala, legendas descritivas e janelas de Libras coladas na tela”, explica.

    Além da sessão com recursos de acessibilidade, até a próxima quarta-feira (10), o espaço ainda exibirá três títulos com Libras, legendas e audiodescrição: Kung Fu Panda 4La Chimera e A Flor do Buriti. Confira a programação completa, com datas e horário das sessões, no site do Cine Brasília.

    A estudante Millena Costa, de 24 anos, é autista e celebra iniciativas como a do Cine Brasília. Ela explica que frequentar cinemas sempre foi uma dificuldade em razão da poluição sonora e visual.

    “Quando a gente pensa em cultura e cinema, a gente pensa naquele brilho intenso, som estourando. Para muitas pessoas isso não é acessível culturalmente, porque, às vezes, não dá para tolerar ambientes assim”, detalha.

  • Recesso escolar requer atenção redobrada com acidentes envolvendo crianças

    Recesso escolar requer atenção redobrada com acidentes envolvendo crianças

    Durante as férias, aumentam os riscos; de engasgos a queimaduras, a recomendação é manter a supervisão de adultos dentro e fora de casa

    Férias escolares são sinônimo de brincadeiras, de dormir até mais tarde e de passar mais tempo com a família. A distância das salas de aula também reflete no aumento dos riscos de acidentes tanto dentro quanto fora de casa. É essa a hora em que os cuidados com os pequenos devem ser redobrados.

    A recomendação do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) é que as crianças não fiquem sem supervisão de adultos e, em caso de acidentes, a corporação ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) sejam acionados pelos telefones 193 ou 192, respectivamente.

    “Ao passar mais tempo em casa, aumentam os riscos de algum acidente doméstico com as crianças. Então, são maiores as probabilidades de um princípio de afogamento em piscinas e cursos d’água, engasgos, lesões e cortes com brinquedos, queimaduras ou quedas. O responsável precisa aumentar o tempo de supervisão também para poder viver esse momento de descontração com a criança durante as férias escolares”, detalhou o major Walmir Oliveira, do CBMDF.

    De acordo com o militar, é recomendado atenção redobrada com relação aos produtos de limpeza, que devem ficar fora do alcance das crianças. Já na cozinha, sugere-se a retirada de objetos cortantes, produtos inflamáveis, químicos e medicamentos. Limitar o acesso aos banheiros também pode prevenir afogamentos e acidentes com os boxes de blindex.

    O recomendado é que cabos de panelas que estão no fogo fiquem voltados para o lado de dentro do fogão | Foto: Breno Esaki/ Arquivo Agência Saúde

    Na hora de cozinhar, é essencial manter panelas e frigideiras com o cabo voltado para dentro do fogão, de preferência utilizando as bocas de trás. Além disso, é preciso ter cuidado ao manusear recipientes quentes no forno e, principalmente, no micro-ondas – que pode trazer uma falsa sensação de segurança.

    Em apartamentos, é importante não deixar móveis próximos às janelas, para evitar que os pequenos tentem fazer “escaladas”. Também é recomendável usar redes de proteção instaladas por empresas credenciadas.

    Queimaduras também podem ser prevenidas mantendo ferro de passar e equipamentos de alisamento de cabelo guardados e longe do alcance das crianças. É importante evitar a exposição prolongada aos raios solares, utilizando o protetor de hora em hora e evitando horários de pico (entre 10h e 15h).

    Caso os familiares viajem durante o recesso escolar, os pais ou responsáveis devem inspecionar os locais por onde passarem. “Se for de carro, é importante tomar os devidos cuidados e fazer todo o percurso na cadeirinha para crianças. Onde for se hospedar, é preciso se atentar aos cursos d’água, respeitar as orientações do guarda-vida e não perder o pequeno de vista. Outra estratégia é combinar pontos de encontro”, detalhou o bombeiro.

    Para quem gosta de brincadeiras na rua: cuidado com as pipas. A prática pode oferecer riscos de acidente se for em local inadequado, principalmente próximo às redes elétricas. No primeiro semestre do ano, a Neoenergia Brasília registrou 190 ocorrências relacionadas à brincadeira, um número 35% maior em comparação ao mesmo período de 2023, com 141 registros.

    O perigo de empinar pipa em lugares indevidos se dá quando a linha enrosca em postes, transformadores e nos cabos elétricos, podendo provocar curtos-circuitos e causar a interrupção do fornecimento de energia. Caso a pipa fique presa em postes ou na fiação, as pessoas jamais devem tentar retirá-las. A empresa também destaca que é terminantemente proibido entrar em subestações de energia. O acesso a esses locais é restrito a pessoas autorizadas e extremamente perigoso.

    Empinar pipa é uma atividade que requer atenção especial das crianças e dos responsáveis | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

    “Jamais tente retirar uma pipa presa na rede elétrica. E nunca devem ser utilizadas as linhas chilenas ou com cerol, que podem danificar os fios, além de oferecer riscos à população, principalmente aos motociclistas”, defendeu a gerente de Saúde e Segurança da Neoenergia Brasília, Rosy Menezes.

    Cuidados com energia elétrica

    Não são apenas as pipas que merecem atenção redobrada durante as férias escolares. O ambiente doméstico também oferece riscos no uso da energia elétrica. Equipamentos eletroeletrônicos, como videogames e computadores, devem ser ligados ou desligados da tomada por um adulto, sempre utilizando o plugue e jamais puxando diretamente o fio.

    A fiação, inclusive, deve estar em perfeitas condições. Se o cabo apresentar algum desgaste no isolamento, o aparelho não deve ser conectado à tomada, caso contrário, pode provocar choque elétrico. O cuidado com o uso de tablets e smartphones deve ser maior, especialmente quando as baterias estiverem sendo carregadas via tomadas. Não é recomendado que as crianças utilizem esses aparelhos durante o carregamento.

    Os pequenos devem ficar longe de tomadas, fios e aparelhos elétricos. No caso de tomadas, o ideal é utilizar protetores para que não sejam introduzidos objetos metálicos, um risco potencializado pela curiosidade natural das crianças. Em ambientes internos e áreas livres de condomínios, as pessoas devem ficar distantes de quadros de energia e subestações internas.

    Socorro

    O que fazer caso haja algum acidente? “O primeiro passo é o adulto identificar os sinais de gravidade, ou seja, verificar se a criança está consciente, respirando normalmente, se está com a cor normal ou pálida. Caso apresente algum desses quadros, o ideal é pedir socorro. No caso do Samu, pelo 192, enquanto a viatura está em deslocamento, um médico regulador fica em linha com o solicitante fornecendo eventuais orientações até que a equipe chegue ao local”, explicou a chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu-DF, Carolina Cunha de Azevedo.

    Em caso de acidentes envolvendo energia elétrica dentro de casa, a recomendação é desligar o disjuntor elétrico ou a chave geral e pedir socorro ao CBMDF ou ao Samu. Já as ocorrências com a rede de distribuição de energia devem ser comunicadas imediatamente à Neoenergia por meio do telefone 116.

  • Inscrições para a colônia de férias do Planetário serão abertas na segunda (8)

    Inscrições para a colônia de férias do Planetário serão abertas na segunda (8)

    Interessados devem procurar a bilheteria do espaço; podem participar crianças e adolescentes de 6 a 12 anos

    Na próxima segunda-feira (8), o Planetário de Brasília abrirá as inscrições para a colônia de férias. Os interessados devem procurar a bilheteria do espaço com um documento da pessoa responsável pela criança ou adolescente e doar um agasalho ou alimento não perecível. O horário de atendimento é das 8h às 18h. As inscrições são gratuitas.

    As atividades da colônia de férias serão realizadas entre os dias 16 e 19 deste mês, das 8h às 12h. Nos dois primeiros dias, serão voltadas à faixa etária de 6 a 8 anos. Já nos dois últimos, será a vez do público de 9 a 12 anos. Ao todo, serão oferecidas 25 vagas para cada dia de atividade. Além de conhecer as exposições permanentes e acompanhar as exibições da cúpula, os participantes terão a oportunidade de aprender astronomia por meio de oficinas pedagógicas.

    Durante todo o mês de julho, as sessões da cúpula serão realizadas nos seguintes horários: 11h, 14h30, 16h, 17h, 18h. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria 30 minutos antes das sessões.

    Colônia de Férias do Planetário de Brasília
    Quando: dias 16 e 17 (crianças de 6 a 8 anos)
    18 e 19 (crianças de 9 a 12 anos)
    Horário: das 8h às 12h
    Inscrições: bilheteria do Planetário – das 8h às 18h
    Endereço: Eixo Monumental (ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães).

  • Cafeicultoras se unem para fortalecer cadeia produtiva do grão no DF

    Cafeicultoras se unem para fortalecer cadeia produtiva do grão no DF

    Com apoio técnico do GDF, associação reúne produtores rurais de todo o Centro-Oeste e tem apenas mulheres nos cargos de liderança

    Seja para iniciar o dia com o pé direito, seja para acompanhar um lanche da tarde, o café está presente na mesa de milhares de brasileiros diariamente. No Distrito Federal, o grão é desenvolvido por mais de 100 agricultores especializados em uma área de aproximadamente 400 hectares. Com o objetivo de expandir o alcance do produto local e, assim, conquistar o mercado nacional e internacional, foi criada a primeira organização brasiliense de produtores do ramo – a Associação de Empreendedores de Café do Lago Oeste (Elo Rural).

    Fundada em janeiro deste ano, a associação já conta com 26 membros e recebe acompanhamento técnico do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), que oferece apoio integral aos agricultores do plantio à colheita. Todos os cargos de liderança da associação são ocupados por mulheres, e há associados de todo o Centro-Oeste.

    Produção local

    “O pequeno produtor só cresce quando está junto”, ressalta a presidente da Elo Rural, a cafeicultora Lívia Tèobalddo. “Não temos como galgar mercado se não for por meio da união. Nós nascemos de um atrevimento. Duas pequenas produtoras começaram um grupo de WhatsApp para reunir outros produtores e distribuir melhor o conhecimento sobre a cadeia produtiva de café. Um foi chamando o outro até que apareceram mais produtores e especialistas no ramo, surgindo a necessidade de institucionalizar esse movimento. Queremos colocar o Distrito Federal no mapa mundial de cafés especiais.”

    No final de junho, houve uma reunião entre a Elo Rural e a Emater sobre medidas e projetos para expansão do ramo cafeicultor. As produtoras apresentaram amostras dos cafés produzidos por associados, promoveram rodadas de degustação e entregaram um documento com demandas do setor à diretoria da empresa pública.

    Incentivo

    Na lista há a criação de um programa de incentivo à produção de café, o restabelecimento do programa Brasília Qualidade no Campo, a promoção de cursos de capacitação para produtores e colaboradores, apoio com crédito rural e mais. Os cafés desenvolvidos pela associação estão expostos para venda na Florada Café, na 216 Norte.

    Lívia entrou para o ramo cafeicultor em 2023, quando o pai precisou se afastar da gestão da chácara da família por problemas de saúde. “Eu não tinha experiência nenhuma, era da área jurídica, mas assumi o desafio e, pesquisando, percebi que o melhor seria o plantio agroflorestal” , lembra. “Descobri a Rota da Fruticultura e escolhi começar com o açaí. Depois, pensei em plantar o café entre as fileiras e iniciei o preparo da terra”. O plantio do grão deve começar em dezembro, com 4 mil mudas dos tipos arara e catuaí-amarelo. O açaí já foi plantado e, assim como o café, deve ser colhido daqui a três anos.

    O café plantado no DF é o arábica, que possui menos cafeína e, segundo apreciadores, é mais doce do que outros tipos. “Esse tipo de café tem um gosto mais suave e se desenvolve muito bem em altitudes elevadas, acima de 800 metros, que é o caso de praticamente todo o DF”, explica, explica o técnico da Emater Bruno Caetano. “Também prefere temperaturas mais amenas, em que consegue ter uma maturação melhor e de mais qualidade”.

    Os cuidados com o grão implementados desde a nutrição do solo ao armazenamento dos produtos resultam em cafés especiais com maior valor agregado, ensina Bruno: “A qualidade do café local se deve à aplicação de pesquisas e tecnologias na produção, como estudo do solo e do clima, seleção de variedades produzidas e seleção de grãos, que garantem, também, uma produção rentável, se aplicados corretamente”.

    Ainda segundo o técnico, a Emater oferece desde orientações individuais, com técnicas sobre adubação e irrigação, palestras e imersões e a emissão do Certificado de Agricultor Familiar (CAF). “Também levamos os produtores mais novos para conhecerem o trabalho dos mais antigos daqui do Lago Oeste para que pudessem ver quais são os desafios e as dificuldades do plantio e da mão de obra, além das vantagens do café”, relata.

    Qualidade e sabor diferenciados

    Alguns dos cafés desenvolvidos por associados foram analisados por K.J. Yeung, avaliador sensorial de café reconhecido internacionalmente. As pontuações recebidas foram de 82 a 86,6, em uma escala padronizada de 1 a 100. A vice-presidente da Elo Rural, Flávia Penido, obteve a pontuação mais alta.

    Maria José Rodrigues Ferreira começou a plantar café há dez anos: “Para mim, era a extensão do meu jardim; agora é minha lavoura”

    A relação de Flávia com o cultivo de café – o catuaí-vermelho – começou em 2022, quando ela assumiu o manejo das plantações de uma chácara adquirida pela irmã no Lago Oeste. A propriedade conta com meio hectare de agrofloresta, composta por cafeeiros, abacateiros e amoreiras, entre outras plantas.

    “É minha primeira experiência com o manejo do café”, conta. “Estou aqui desde 2022 e em janeiro de 2023 fiquei desempregada, me dando a possibilidade de entrar de cabeça na produção.” Na mesma época, ela passou a ser atendida pela Emater.

    Além do grão torrado e moído, a vice-presidente da Elo Rural comercializa a casca do café, que é desidratada com mucilagem e polpa após o grão ser retirado. “Nós utilizávamos a casca como adubo, até que, no ano passado, descobri a possibilidade do chá”, afirma. “A casca tem menos cafeína do que o café, mas tem propriedades medicinais que ajudam na redução de diabetes, colesterol e alguns tipos de câncer, além de ser boa para a pele”, conta ela, que participa de uma pesquisa junto à Universidade de Brasília sobre subprodutos do café.

    Já a diretora financeira da Elo Rural, a produtora rural Maria José Rodrigues Ferreira, decidiu plantar café há cerca de uma década. Atualmente, ela cultiva o arábica do tipo catuaí-vermelho. “Meu marido é mineiro, e eu brincava dizendo que nós tínhamos que ter café plantado por causa disso”, lembra . “Um dia, passei em um lugar e comprei dois pés de café. Plantei e cuidei como se fossem meus filhos. Eles cresceram bem, produziram muitos grãos. Então, decidi plantar mais e mais, até que comecei a comercializar também. Hoje tenho 1.500 pés”.

    Maria José afirma que a união dos produtores e a criação da Elo Rural mudaram a forma de lidar com o cultivo do grão. “Para mim, era a extensão do meu jardim; agora é minha lavoura”, resume. “Vejo que pode me render muitas coisas, e estou estudando para entender cada vez mais desse mundo”. Os grãos são comercializados na própria chácara, no Lago Oeste, por cerca de R$ 100 o quilo.

  • Ampliação da malha cicloviária do DF tem foco na segurança dos usuários

    Ampliação da malha cicloviária do DF tem foco na segurança dos usuários

    Para aproveitar, sobre duas rodas, os quase 700 quilômetros de vias para as bicicletas, ciclistas têm de estar atentos aos equipamentos de segurança, aos seus direitos e deveres, e desviar dos mitos que aparecem pelo caminho

    O Distrito Federal caminha para ter a maior malha cicloviária do país. Atualmente, o DF possui 675 quilômetros de extensão de ciclovias e ciclofaixas. Em números totais, a capital fica apenas atrás de São Paulo, que tem população quatro vezes maior e 722 quilômetros do modal. A malha cicloviária do DF passa por 30 regiões administrativas e o Governo do Distrito Federal (GDF) está trabalhando para ampliá-la, com obras em execução contemplando mais 40 quilômetros no Corredor Eixo Oeste e quatro quilômetros no Núcleo Bandeirante.

    Apenas no ano passado, o GDF construiu 31 quilômetros de malhas viárias para ciclistas. “Já estão em estudos a construção de mais 105 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. Sendo ciclovias construídas apartadas da via de rolagem e as ciclofaixas junto às vias. Todas com pintura diferenciada vermelha e sinalizada. As prioridades serão as regiões administrativas onde ainda não tem as vias, e também vias de ligação entre as ciclovias. Em breve, teremos a maior malha para ciclistas do país. Todas as nossas obras preveem ciclovias e ciclofaixas. Seja na zona rural, seja na BR-440. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida da população”, explicou o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Cristiano Cavalcante.

    Mecânicos realizam a manutenção das bicicletas gratuitamente como parte da inscrição em evento pelo Detran-DF

    O jornalista Weverson Ferreira, 29 anos, mora no Paranoá e trabalha no Plano Piloto. Há oito anos, ele vai ao trabalho frequentemente de bicicleta. Como meio de transporte, o jornalista utiliza a magrela por 40 quilômetros diariamente. Mas, o pedal para ele também é saúde física e mental. “Também treino em alta performance com a bicicleta. Nos meus treinos, percorro uns 55 quilômetros, principalmente nas ciclofaixas no Lago Sul. Nos últimos anos, as ciclovias melhoraram bastante, mas o que noto de dificuldades são as interligações com outros modais, as interligações entre as próprias ciclovias e locais com segurança para deixar a bicicleta”, avalia.

    Segurança

    Quanto maiores as possibilidades de trafegar no relevo plano de Brasília sobre duas rodas, mais responsabilidade. Tendo a segurança no trânsito como prioridade, o GDF, por meio do Departamento de Trânsito (Detran-DF) desenvolve uma série de campanhas de conscientização. Um desses programas é o Projeto Bike em Dia, que leva orientações para os ciclistas, como comportamento na via, responsabilidades, deveres e direitos do ciclista.

    O Detran-DF desenvolve uma série de campanhas de conscientização. Um desses programas é o Projeto Bike em Dia, que leva orientações para os ciclistas, como comportamento na via, responsabilidades, deveres e direitos do ciclista

    Outra campanha promovida pelo Detran-DF é o Circuito de Bike Detran nas RAs. Esse passeio ciclístico ocorre de dois em dois meses e atrai um público que varia entre 500 e 1.500 ciclistas. O objetivo é levar orientações aos pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas sobre modais e veículos. Lembrando que bicicleta é um veículo.

    A inscrição para o evento é gratuita e uma equipe de mecânicos realiza a manutenção das bicicletas gratuitamente. Na oportunidade, são entregues kits que contemplam: camisa ‘motorista, respeite o ciclista’ e ‘ciclista, siga as regras de trânsito’; guia da bike, mochila retrorrefletiva, adesivo de ‘respeite o ciclista´, pulseira retrorrefletiva, chaveiro do ciclista para colocar apito e placa retrorrefletiva com a mensagem de respeito ao ciclista também.

    Segundo Miguel Videl, chefe de Ações Educativas do Detran-DF, as principais orientações passadas nesses eventos são sobre os equipamentos de segurança que os ciclistas devem usar. “Pela legislação, os equipamentos obrigatórios são retrovisor do lado esquerdo, iluminação branca na frente e vermelha atrás e buzina, mas, como especialista e ciclista, para mim, o capacete também tem que ser obrigatório. Eu recomendo também roupas chamativas e calçado fixo ao pé, luvas e óculos de proteção”, defendeu.

    Uma dúvida comum entre ciclistas, motoristas e pedestres é onde a bicicleta deve trafegar

    Outra dúvida comum entre ciclistas, motoristas e pedestres é onde a bicicleta deve trafegar. “Existem três vias que o ciclista pode trafegar: ciclovia, ciclofaixa ou acostamento. Na impossibilidade de utilizar essa malha, o ciclista deve usar as vias de rolamento como um veículo de propulsão humana que é. Calçada é para pedestres. Por vezes o pedestre anda pelas ciclovias ou essas vias não estão bem conservadas. Para proteger o pedestre nesses casos, o ciclista deve andar nas vias com os outros veículos”.

    Outro mito que existe é que os ciclistas não podem ser responsabilizados pela condução. “Pode, sim. O ciclista é responsável pelos pedestres, assim como os motociclistas são responsáveis por ciclistas e pedestres e os motoristas por motociclistas, ciclistas e pedestres. O maior protege o menor. O ciclista que trafega na contramão, por exemplo, já está cometendo uma infração. Se ele quebra um retrovisor de um carro andando na contramão, por exemplo, será responsabilizado”.

    Esse tema de em qual sentido os ciclistas devem trafegar é sempre uma dúvida dos cidadãos. “O ciclista tem que andar no sentido da via, não pode ir na contramão da direção. Ele perde o direito dele como ciclista ao andar na contramão. Quase 90% dos ciclistas que se envolvem em sinistros em rotatórias e retornos estavam em sentido contrário”.

    O especialista também esclarece se ciclistas devem trafegar perto do meio fio. “A recomendação é trafegar mais ao bordo direito, não necessariamente perto do meio fio, a bicicleta pode ocupar uma faixa dependendo da velocidade, é um veículo também. Porém, a faixa da esquerda é de ultrapassagem”.

    Miguel Videl encerra esse bate-papo com a Agência Brasília com algumas dicas importantes: “Os ciclistas são equiparados aos pedestres, quando estiverem nas faixas de pedestres, têm de descer e empurrar a bicicleta. Os carros, quando ultrapassarem os ciclistas, têm de observar a distância de 1,5 metro e, se possível, mudar de faixa. Os motoristas têm que proteger os ciclistas e nunca ameaçá-los”, finalizou.

  • Zoológico de Brasília abre todos os dias em julho

    Zoológico de Brasília abre todos os dias em julho

    Público poderá visitar os animais durante toda a semana, nos mesmos horários; bilheteria segue funcionando só até as 16h

    Durante este mês, o Zoológico de Brasília estará aberto todos os dias da semana, oferecendo aos visitantes a chance de explorar a diversidade da vida animal e participar de atividades especiais durante as férias. O expediente será das 8h às 17h, e a bilheteria funciona até as 16h.

    Normalmente fechado às segundas-feiras para manutenção e cuidado com os animais, o zoo decidiu ampliar seus dias de funcionamento para proporcionar uma experiência ainda mais acessível aos visitantes.

    “Esta decisão vem em resposta à demanda crescente durante o período de férias escolares, quando famílias buscam atividades educativas e divertidas para desfrutar juntas”, explica o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto.

    É uma boa oportunidade, acentua o gestor, para apreciar a beleza da vida selvagem, promovendo a conscientização ambiental e incentivando a conservação das espécies ameaçadas. A equipe do zoológico está empenhada em proporcionar uma experiência enriquecedora para visitantes de todas as idades.

    Os ingressos para o Zoológico de Brasília podem ser adquiridos na bilheteria local. De segunda a quinta-feira, custam R$ 5 para todos. Às sextas, sábados, domingos e feriados, o preço é R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada, para crianças de até 12 anos, idosos acima de 60 anos, estudantes, beneficiários de programas sociais do governo e professores).