Categoria: Cidades

  • A queda do master e o perigo de atingir o GDF

    A queda do master e o perigo de atingir o GDF

    *Paulo César Timm – economista, professor aposentado Universidade de Brasília (UNB) servidor aposentado do Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA)

    Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal (crédito: Agência Brasília)

    Há muita confusão conceitual sobre a origem e natureza do sistema capitalista. Para mim, o capitalismo nasce nos primeiros bancos da Itália, século XV, quando o dinheiro se converte, de meio de troca em meio de vida – e enriquecimento – aos que o controlam. No começo, dadas as restrições morais da Igreja à usura, foram os judeus que, paulatinamente foram expandindo as redes bancárias mundo afora. Oportuno lembrar que tais restrições têm raízes muito antes de Cristo, como no Código de Hamurabi. Mas os tempos mudaram, a introdução do papel moeda flexibilizou as restrições à usura e os bancos se multiplicaram. Cresceram tanto que, já ao final do século passado, e sobretudo, depois da liberação à movimentação eletrônica dos capitais no mercado mundial, suas transações ultrapassaram os valores do comércio mundial e da própria produção. Hoje vivemos sob a bolha do Capitalismo Financeiro. Quer ficar rico? Entre para alguma empresa do ramo financeiro, aprenda as regras do “mercado”, mesmo como empregado aí encontrará os mais altos salários e, se for esperto, comece abrindo uma Financeira, depois uma Fintech, e depois, um Banco. Foi o que fez um latino-americano, “sem dinheiro no bolso”, mas muita ambição e poucos escrúpulos,  Daniel Vorcaro, ao criar o Banco Master.

    Moço bem apessoado, educado, frequentador de salões sociais e políticos, ligado aos evangélicos Vorcaro  correu, primeiro, atrás de clientes privados e, em seguida, percebeu que os clientes “públicos”, a saber agentes do Estado, davam muito mais resultado. Bastava, para isso, chegar-se a influentes figuras dos Poderes Federais, inclusive Judiciário, com atrativos contratos de consultoria a ex ministros – e juízes aposentados -, aí despontando o deputado Ciro Nogueira, Presidente do PP, ex Chefe da Casa Civil de Bolsonaro, amigo de governadores importantes do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Como registra o jornalista investigativo Andrei Meirelles:

    “Vamos começar puxando penas para achar as galinhas e as raposas. (….) Ciro Nogueira e o governador de Brasília Ibaneis Rocha, além de piauienses, têm, entre outras coisas em comum, a escolha de Paulo Henrique Costa, o PH, para presidir o BRB, o banco público de Brasília. (…) A versão mais corrente em Brasília é de que Flávia Arruda ( hoje Flávia Peres, casada com Augusto Ferreira Lima), procurou Ciro Nogueira ( com quem dividiu a articulação política no governo Bolsonaro e o governador Ibaneis Rocha para usarem a influência sobre PH para ajudar o Banco Master a escapar da falência. Pelo comportamento, durante e até o estouro do escândalo, essa versão tem início, meio e fim coerentes com os comportamentos de Ibaneis e Ciro Nogueira.

    Ibaneis foi à luta em defesa da mega mutreta. Conseguiu apoio da Câmara Distrital, em que tem ampla maioria, e atacou quem questionava a compra pelo BRB dos títulos podres do Banco Master, inclusive o Banco Central, de serem adversários de Brasília.”

    Semana passado tudo ruiu. O Banco Central “acordou” para o fechamento do Banco Master,  Vorcari foi preso, já prestes a fugir do país num dos seus jatinhos executivos, Brasília entrou em pânico. Só o tempo dirá sobre o tamanho do rombo, provavelmente na ordem de R$ 20 bilhões, e da responsabilização de todos os que contribuíram para o festim. Certamente apresentarão Atestados Médicos para garantir cumprimento das penas em casa e seus respectivos patrimônios já terão sido pulverizados. Aqui no D.F. , entretanto, dificilmente o Governador Ibaneis, que escapou do 8 de janeiro, prosseguirá sua meteórica carreira.

    Paulo César Timm – Economista, professor aposentado da Universidade de Brasília, servidor aposentado do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea)

  • Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por que o BRB não foi liquidado junto com o Banco Master

    Por João Carlos Bertolucci

    A crise desencadeada pela operação “Compliance Zero” – conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal – atingiu de modo profundo não apenas o Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC), mas também o Banco de Brasília (BRB), implicado na compra de carteiras de crédito de aproximadamente R$ 12,2 bilhões. Segundo as investigações, o Master teria vendido créditos inexistentes e apresentado documentos falsos para justificar as transações junto ao regulador, configurando risco sistêmico e falhas graves de governança. O BC, ao identificar tais práticas, optou pela liquidação do Master para proteger terceiros e preservar a integridade do sistema financeiro. Em contraste, o BRB, embora envolvido diretamente nos negócios questionados, não foi liquidado. Em vez disso, passou por medidas prudenciais, sob avaliação intensificada das autoridades supervisoras.

    A justificativa para o BRB continuar em funcionamento reside em fatores operacionais e institucionais significativos. Como banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, o BRB possui receitas estáveis advindas do processamento da folha de pagamento do funcionalismo local. Esse fluxo recorrente contribui para manter liquidez e previsibilidade financeira, o que reduz a propensão de saques em massa e fortalece sua capacidade operacional. Tal característica confere ao regulador uma margem de manobra para aplicar medidas corretivas menos drásticas do que a liquidação, apostando na reestruturação administrativa e financeira da instituição.

    Governador do Distrito Federal troca comando do BRB envolvido em operação de R$ 12,2 bilhões com o banco Master (foto divulgação)

    Entretanto, a situação do BRB se agravou politicamente. Em reação à repercussão da operação, o governador do Distrito Federal já afastou o presidente do banco e parte da diretoria, assumindo compromisso público, e indicou um novo nome para a chefia da instituição. Essa mudança de liderança sinaliza não apenas uma tentativa de recompor a governança interna, mas também uma estratégia para restaurar a credibilidade junto à sociedade, aos mercados e às autoridades regulatórias. Ao trocar a diretoria, o governo busca demonstrar proatividade frente à crise, sinalizando que não tolerará práticas irregulares e que está disposto a assumir responsabilidade institucional, em sintonia com as exigências do BC e dos investigadores.

    Ainda assim, a base de servidores públicos como clientes do BRB — referenciada em sua folha de pagamento —, embora seja um pilar de segurança financeira, não elimina todos os riscos. Se for comprovado que ativos adquiridos eram fraudulentos ou de qualidade duvidosa, esse passivo pode corroer reservas e capital regulatório, exigindo provisões elevadas para perdas, o que impactaria a solvência. A substituição da diretoria é um passo importante, mas depende de ações concretas para reestruturação do balanço: o BRB precisará desfazer operações danosas, recompor capital social e reforçar controles internos.

    Banco de Brasília continua a operar mesmo após varredura da Polícia Federal no caso do banco Master (crédito: divulgação)

    Sob esse “efeito sombra” regulatório, o BC pode impor novas restrições — como limitações a dividendos, exigência de reorganização de carteiras de crédito, bloqueio de ativos e possíveis aportes. Se a situação se deteriorar, intervenção ou até liquidação podem ser consideradas, embora, até o momento, autoridades reguladoras optem por manter a operação do banco, dado seu papel social e institucional. Para os clientes (servidores e demais depositantes), não há risco imediato de perda de depósitos, mas é recomendável manter atenção às comunicações do BRB e do BC.

    Em suma, a exoneração da diretoria do BRB pelo governador do DF e a indicação de nova liderança constituem parte de uma estratégia institucional para demonstrar compromisso com a governança e a transparência. A base de clientes estável e previsível — composta em grande parte por servidores públicos — oferece um amortecedor financeiro importante, mas não substitui a necessidade de uma reestruturação profunda. O BRB, no momento, vive uma fase delicada: sob fiscalização reforçada e com risco elevado de sanções, mas ainda operando com base em seus pontos fortes. Cabe acompanhar os desdobramentos regulatórios, judiciais e financeiros para avaliar se a recomposição será bem-sucedida ou se medidas mais drásticas serão necessárias.

    Deputados da distritais querem CPI do BRB/Master

    Comissão na Câmara Legislativa do Distrito Federal pretende apurar tentativa de compra de R$ 2 bilhões, suspeitas de gestão fraudulenta, uso indevido de recursos públicos, além de irregularidades apontadas na Operação Compliance Zero. A CPI deve analisar todo o processo, desde a aprovação da compra pelo conselho do banco público até o veto do negócio pelo BC (Banco Central) e a liquidação extrajudicial do Master.

    O documento cita possíveis práticas de gestão fraudulenta e temerária, mencionadas pela PF (Polícia Federal) na Operação Compliance Zero, que levou à prisão do controlador do Master, Daniel Vorcaro, e ao afastamento judicial da diretoria do BRB.

    O texto ainda pontua que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), defendeu publicamente a operação, justificando que iria “salvar” as operações do Master e que “fortaleceria o BRB, ampliaria sua competitividade e geraria dividendos revertidos em obras e políticas”.

    Por que só o Master foi liquidado?

    Segundo os especialistas, a principal diferença reside na condição financeira. O BC concluiu que o Master não tinha mais condições seguras de operar, enquanto o BRB — que é um banco público — segue apresentando resultados positivos.

    “O Banco Central aplica soluções diferentes para cada situação. A liquidação ocorre quando o problema é considerado irrecuperável. Já medidas corretivas e sancionatórias graduais são adotadas quando ainda é possível preservar a instituição”, afirma Vanderlei Garcia Jr., doutor em Direito Civil pela USP, especialista em Direito Contratual e Societário e sócio do Ferreira & Garcia Advogados.

    Segundo ele, o BC já havia identificado no Master uma grave crise de liquidez, forte deterioração econômico-financeira e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O BRB, contudo, não apresenta quadro equivalente de insolvência ou risco sistêmico — “ao menos com as informações públicas disponíveis até agora”.

  • Banco Master: Diretor da PF diz que fraudes financeiras podem chegar a R$ 12 bilhões

    Banco Master: Diretor da PF diz que fraudes financeiras podem chegar a R$ 12 bilhões

    O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

    O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (18) que o esquema de fraudes financeiras que resultou na prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de quatro diretores da instituição, pode chegar a R$ 12 bilhões. A declaração foi dada durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga organizações criminosas.

    “Estamos fazendo uma operação importante, com o Banco Central e Coaf atuando em conjunto, em um crime contra o sistema financeiro. Fala-se em R$ 12 bilhões envolvendo esse crime em investigação, com várias prisões. Nessa operação desta terça, a fraude é de R$ 12 bilhões”, afirmou

    Vorcaro e os diretores foram alvo de uma operação que mira a venda de títulos de crédito falsos. Há indícios de que o esquema teria a participação de dirigentes do Banco de Brasília (BRB) – que é um banco público do DF. Em março, o BRB chegou a fechar um acordo para comprar o Banco Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.

    O que dizem as investigações, segundo um documento do Ministério Público Federal, obtido pela TV Globo:

    • O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs, um tipo de título financeiro) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.
    • Nesse tipo de aplicação financeira, o cliente que compra os títulos empresta o dinheiro ao banco, que vai decidir em que vai investir, e recebe juros em troca.
    • Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte desses R$ 50 bilhões em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.
    • O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB – que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para “socorrer” o caixa do Banco Master.
    • Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master – e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.
    • Há indícios de que “o BRB buscou amparar o Banco Master em sua crise de liquidez”. Segundo o documento, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025. Desses, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude.

    Agente da PF conta dinheiro encontrado na casa de um dos dirigentes do Banco Master — Foto: Divulgação/PF

    Prisão de presidente do Banco Master

    Na noite desta segunda-feira (17), a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no aeroporto de Guarulhos (SP), durante a Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, ele estava em um jatinho com destino a Malta, tentando deixar o Brasil.

    Sete mandados de prisão foram cumpridos, incluindo o de Vorcaro, além de 25 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

    Após a prisão, Daniel Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo. A defesa de Vorcaro nega que ele estivesse fugindo do país.

    A prisão de Vorcaro aconteceu horas após o consórcio liderado pelo grupo de investimento Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master — e cerca de dois meses após o Banco Central ter rejeitado a aquisição pelo BRB.

     

    No entanto, ainda nesta terça, o BC determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Na prática, a instituição avaliou que o banco não tem mais condições de funcionar e que as suas operações sejam encerradas. Isso também significa que a compra em curso é automaticamente interrompida.

    O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. Mas os negócios acabaram envolvidos em questionamentos, pressões políticas e falta de transparência.São investigados crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

    • Liquidação do Banco Master: como ficam correntistas e investidores?

    Agentes da PF encontram joias durante operação sobre fraudes do Banco Master — Foto: Divulgação/PF

    Presidente do BRB afastado

     

    Também nesta terça, Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília (BRB), foi afastado do cargo por decisão judicial no âmbito da operação. O afastamento é pelo prazo de 60 dias, segundo o banco.

    Paulo Henrique Costa está nos Estados Unidos, segundo informou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

    Além de Paulo Henrique Costa, o diretor-executivo de finanças e controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Junior, também foi afastado do cargo.

    Em nota, o BRB informou que “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando regularmente informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central do Brasil sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master”.

     

     

     

     

     

     

  • GDF Construíra a Quarta Ponte no Lago Paranoá

    GDF Construíra a Quarta Ponte no Lago Paranoá

    A obra contemplará um tráfego estimado em aproximadamente 60 mil veículos

    O Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo crucial para melhorar a mobilidade na capital. O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) publicou o Edital de Concorrência Eletrônica nº 90028/2025, dando início ao processo de licitação para a contratação de uma empresa especializada na implantação da nova ponte da Barragem do Paranoá e do sistema viário associado sobre a Estrada Parque Contorno (DF-001).

    Detalhes da grande obra

    Com um investimento programado de R$ 709 milhões, a obra é financiada com recursos da Fonte 135 e está prevista para contemplar um tráfego diário estimado em aproximadamente 60 mil veículos, aliviando um gargalo histórico na região.

    O projeto é ambicioso e engloba uma série de melhorias estruturais:

    • Ponte Principal: Será construída com o método de balanços sucessivos, garantindo uma execução por partes que se equilibram.
    • Dimensões: A ponte terá 855 metros de extensão e 35 metros de largura.
    • Mobilidade: Incluirá passagem para pedestres e ciclovia, além das vias de tráfego veicular.
    • Obras Complementares: O sistema viário associado prevê a construção de três viadutos, obras de drenagem, sinalização, ações ambientais e dispositivos de mobilidade e acessibilidade.

    📅 Cronograma da Licitação

    A sessão de disputa de preços está marcada para o dia 9 de março de 2026, às 10h.

    Após a disputa, o processo seguirá as seguintes fases:

    1. Divulgação das empresas habilitadas.
    2. Declaração da empresa vencedora do certame.
    3. Assinatura do contrato.
    4. Assinatura da ordem de serviço, que autoriza o início imediato dos trabalhos.

    A estimativa é que todo o trâmite licitatório, do início da sessão de disputa até a ordem de serviço, leve aproximadamente 60 dias. Após o começo efetivo, a empresa contratada terá 48 meses consecutivos para a execução integral do serviço.

    Fim de um “problema provisório”

    O presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior, celebrou a iniciativa, destacando a importância histórica da obra.

    “Desde a inauguração de Brasília e, consequentemente, do lago e da Barragem do Paranoá, o trecho da rodovia DF-001 atravessa sobre a barragem. Inicialmente, isso deveria acontecer de forma provisória até que fosse construída uma ponte definitiva, e esse problema está chegando ao fim. [A ponte] trará muito mais segurança para a barragem, além de se tornar um novo ponto turístico para nossa capital federal.”

    A nova ponte visa beneficiar milhares de moradores do Distrito Federal, trazendo mais segurança viária e funcional para a infraestrutura da capital, além de potencial para se tornar um novo cartão-postal.

  • Construção de galeria pluvial na descida do Mirante

    Construção de galeria pluvial na descida do Mirante

    A construção da galeria de águas pluviais na descida do Mirante, no Setor Habitacional Arniqueira (SHA), Conjunto 5, próximo à Chácara 134, atingiu 60% de execução nesta quinta-feira (25). Com 600 metros de extensão, a obra foi iniciada em agosto e vai direcionar as águas das chuvas para um córrego próximo, garantindo escoamento contínuo e seguro. A entrega está prevista para o fim de outubro, com investimento de R$ 2,5 milhões. A execução é da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).O Mirante, por estar em uma das áreas mais altas de Arniqueira, sofre historicamente com graves problemas durante o período chuvoso. Em 2024, fortes tempestades arrancaram o asfalto, abriram crateras nas ruas e invadiram condomínios, causando pânico, prejuízos materiais e transtornos à mobilidade.

    Rede de águas pluviais – descida do Mirante com 60% concluída (Foto: Repórter Independente)

    Na ocasião, a vice-governadora Celina Leão, que estava como governadora em exercício, visitou a região acompanhada da administradora regional, Telma Rufino. Além de prestar solidariedade aos moradores, assinou no dia seguinte um decreto emergencial que mobilizou diversos órgãos do GDF em uma força-tarefa para recuperar a área e anunciou investimentos em drenagem pluvial.

    Projeto com os pontos emergenciais – circulo em rosa (Imagem – Coex)

    Levantamento e prioridades

    Após meses de estudos, a Novacap, em parceria com a Secretaria de Obras, identificou oito pontos críticos no SHA que necessitam de intervenções emergenciais até a implantação do macroprojeto de drenagem. A descida do Mirante foi priorizada por seu maior impacto. O investimento inicial estimado para os oito pontos é de R$ 34 milhões.

    Operários trabalham na construção da galeria pluvial (Foto:Repórter Independente )

    A administradora regional Telma Rufino acompanha a execução desde o início e destacou a relevância da intervenção:
    “Tenho lutado diuturnamente por essa obra. Talvez seja uma das mais importantes entre tantas outras conquistas. Ter uma rede de captação de águas pluviais não é apenas uma questão de infraestrutura básica, mas também de respeito pelos moradores. Quando as ruas ficam alagadas e as casas são invadidas pelas águas, milhares de pessoas são prejudicadas.”

    O secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Valter Casimiro, também ressaltou a importância:
    “Arniqueira sofre historicamente com alagamentos pela ausência de galerias pluviais. Essa é uma demanda antiga da comunidade e prioridade do GDF. Nosso objetivo é garantir mais segurança, tranquilidade e qualidade de vida para os moradores, resolvendo de forma definitiva um problema que se arrasta há muitos anos.”

    O presidente da Novacap, Fernando Leite, classificou a obra como uma das maiores entregas em infraestrutura da região:
    “Intensificamos o trabalho para concluir a primeira etapa até o fim do período da seca. Certamente, trará muito conforto e segurança para a população.”

    Investimentos e retorno à comunidade

    Para Telma Rufino, a obra no Mirante representa um retorno direto aos moradores que vêm investindo na regularização de seus lotes junto à Terracap:
    “Essa intervenção é uma conquista coletiva. Estamos devolvendo aos moradores, na forma de infraestrutura e equipamentos públicos, os recursos que eles têm investido na regularização. É um marco na história de Arniqueira.”

    Voz da comunidade

    Moradores que convivem há décadas com os impactos da falta de drenagem celebram o avanço da obra.

    Wilza Maria de Brito e Silva: “A gente vê o governo cuidando e sente que tem alguém lembrando da gente”

    Moradora de Arniqueira há 21 anos, a professora aposentada Wilza Maria de Brito e Silva lembra que o local era tomado pelo barro e por lixo acumulado antes das intervenções. “Aqui virava um rio quando chovia. A água descia com força, era assustador. Agora a gente vê o governo cuidando e sente que tem alguém lembrando da gente”, conta.

    O motorista Valdinar Gama da Silva passa diariamente pela via. “Quando chovia, moto não passava, carro perdia placa, o asfalto era arrancado. Essa obra era esperada há muito tempo. Agora vai dar pra passar ônibus, moto e carro de aplicativo sem medo”, relata.

    Sebastião Ribeiro dos Santos, residente há mais de 20 anos no SHA 05, afirmou:
    “Estou pagando à Terracap pelo lote onde construí minha casa, e essa obra mostra que o governo está reinvestindo o nosso dinheiro em melhorias para nós. É uma conquista enorme.”

    Outro morador, Bruno Ribeiro, também comemorou:
    “Já perdi pneus e quebrei a suspensão do carro por causa dos buracos provocados pelas chuvas. Agora é esperar que esse trabalho chegue a todos os conjuntos do SHA.”

    📌 Nota de Serviço – Pontos emergenciais de drenagem em Arniqueira

    De acordo com levantamento da Novacap e da Secretaria de Obras, oito locais no Setor Habitacional Arniqueira (SHA) foram identificados como prioritários para receber obras emergenciais de drenagem pluvial:

    1. Chácara 35 – Conjunto 5
    2. Descida do Mirante – SHA 05 (próximo à Chácara 134)
    3. Mansão Imperial – SHA 5/6
    4. Chácara 3 – Conjunto 6
    5. Avenida Vereda da Cruz
    6. Chácara 37/38 – Caliandra (descida do Snoop)
    7. Chácara 43
    8. Chácara 41 – Conjunto 3

    🔹 Todas as intervenções fazem parte do plano emergencial do GDF, com investimento estimado em R$ 34 milhões, até a implantação do macroprojeto de drenagem pluvial da região.

     

  • Neoenergia leva o projeto Energia com Cidadania a Arniqueira

    Neoenergia leva o projeto Energia com Cidadania a Arniqueira

    Ação oferece troca de lâmpadas e orientações sobre uso eficiente da energia

    Atenção, moradores de Arniqueira! A Neoenergia está na cidade com o projeto Energia com Cidadania, uma iniciativa de responsabilidade social que tem como objetivo regularizar o fornecimento de energia elétrica, promover a eficiência energética e oferecer benefícios à população de baixa renda.
    Até a próxima sexta-feira (24 de outubro), um veículo tipo van da Neoenergia percorrerá a Região Administrativa de Arniqueira realizando a troca gratuita de lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por lâmpadas de LED, mais econômicas e duráveis.

    Veículo da Neoenergia estará nos condomínios do SHA e nas ruas do Areal  e da Área de Desnvolvimento Econômico (ADE).

    Para participar, o morador deve apresentar:

    • Uma conta de luz emitida pela Neoenergia, em seu nome;
    • Até cinco lâmpadas incandescentes ou fluorescentes para serem trocadas por lâmpadas de LED.
      O veículo do projeto visitará condomínios do Setor Habitacional Arniqueira (SHA) e circulará também pelas ruas do Areal e da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) até o dia 24 de outubro (sexta-feira).

    Economia e eficiência energética
    Além da substituição das lâmpadas, a ação também promove orientações sobre o uso seguro e eficiente da energia elétrica. O projeto é viabilizado com recursos do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Participe dessa campanha e contribua para o consumo consciente de energia em Arniqueira.

     

    Pequenas atitudes fazem grande diferença para o meio ambiente e para o bolso de todos os consumidores.

  • Lojão das Ferramentas: 14 anos de tradição e força no comércio de Arniqueira

    Lojão das Ferramentas: 14 anos de tradição e força no comércio de Arniqueira

    Carlos André da Silva, empresário que adotou Arniqueira como sua base de operações do Lojão das Ferramentas  (Crédito: Repórter Independente).

    Com 14 anos de atuação no mercado, o Lojão das Ferramentas consolidou-se como uma das principais referências no setor de máquinas e equipamentos do Distrito Federal. Localizada em Arniqueira, a loja é reconhecida pela ampla variedade de produtos e pela qualidade no atendimento, fatores que a transformaram em um ponto de referência para profissionais da construção civil, manutenção, limpeza e jardinagem.

    (crédito: Repórter Independente)

    Sob o comando de Carlos André da Silva, empresário carioca que adotou Arniqueira como sua base de operações, o Lojão das Ferramentas oferece hoje mais de 6 mil itens em estoque, atendendo desde o pequeno consumidor até grandes empresas. O destaque vai para o mix de máquinas e ferramentas em geral, além de equipamentos de movimentação, limpeza e construção, que figuram entre os carros-chefes de vendas da loja.

    Vista interna do Lojão das Ferramentas, que possui um dos maiores estoques de ferramentas de alta qualidade do Distrito Federal — (Crédito: Repórter Independente).

    Com uma equipe de 38 funcionários, a empresa mantém uma estrutura sólida e voltada para a eficiência. “Nosso objetivo é crescer com responsabilidade, oferecendo sempre o melhor em produtos e serviços”, afirma André, que também é proprietário da Baifer Distribuidora, empresa voltada à comercialização de ferramentas no atacado. “Quero transformar a Baifer na maior distribuidora de ferramentas do Distrito Federal”, completa.

    Empresa oferece mais de 6 mil itens em estoque (crédito: Repórter Independente)

    Para o empresário, o futuro de Arniqueira como Região Administrativa depende de políticas públicas voltadas ao fortalecimento econômico local. “A cidade tem um enorme potencial de crescimento, mas precisa de mais investimentos em infraestrutura e de menos burocracia para atrair novas empresas”, observa.
    Ele reconhece, entretanto, que o cenário já começa a mudar com o empenho da atual administração. “A administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, não tem medido esforços para trazer melhorias para a cidade, principalmente com a renovação da malha viária nas principais avenidas, como a Avenida Principal, Avenida Brasília, Avenida Águas Claras e, sobretudo, a Avenida JK, que corta toda a Área de Desenvolvimento Econômico — uma via essencial de acesso ao setor industrial e comercial de Arniqueira”, destaca André.

    Com visão empreendedora e espírito de liderança, Carlos André da Silva representa uma geração de empresários que acreditam no desenvolvimento regional e contribuem para o fortalecimento da economia de Arniqueira.

  • Avenida Águas Claras passa por revitalização completa

    Avenida Águas Claras passa por revitalização completa

    A  Avenida Águas Claras, que percorre toda a extensão do Areal no sentido noroeste/sudeste, com aproximadamente 2,7 quilômetros, começou a ser completamente revitalizada na terça-feira, 15 de outubro. A obra, executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), tem como objetivo remover integralmente o asfalto antigo por meio do processo de fresagem – técnica que realiza a retirada mecânica da camada deteriorada do pavimento — para, em seguida, aplicar uma nova capa asfáltica com cerca de 8 centímetros de espessura.


    Maquinário retira o asfalto antigo para aplicação de uma nova camada de asfalto (crédito:Repórter Independente)

    A previsão é de que os dois sentidos da via estejam totalmente recuperados até o início de dezembro, totalizando 5,4 quilômetros de pista recuperada. Esta é a quarta grande avenida da Região Administrativa de Arniqueira a passar por recuperação completa.


    ​Recuperação da avenida Brasília na QS 11 (Foto: Divulgação)

    A primeira a receber o novo pavimento foi a Avenida Principal, que corta a cidade no sentido Areal/Park Way (DF-079), com cerca de 4 quilômetros. Na sequência, a Avenida Juscelino Kubitschek, na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE), recebeu 4,5 quilômetros de novo asfalto. Por fim, a Avenida Brasília também foi totalmente revitalizada, somando outros 2 quilômetros.
    O investimento total nas quatro intervenções ultrapassa R$ 15 milhões, contemplando as principais vias de circulação da cidade.


    Administradora Regional, Telma Rufino (blusa verde) acompanha a execução do recapeamento asfaltico (crédito:Repórter Independente)

    A administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, destacou a importância do investimento do Governo do Distrito Federal na requalificação das vias estruturais.
    “O GDF tem feito muito para melhorar o pavimento em Arniqueira. Já são mais de 20 quilômetros de vias revitalizadas por meio do sistema de fresagem, em que o asfalto antigo é removido e substituído por um novo. Essa ação melhora a trafegabilidade e aumenta a segurança viária”, afirmou Telma.
    Segundo ela, as avenidas sofrem grande desgaste com o tráfego intenso de ônibus e caminhões pesados, especialmente na ADE.

  • Academia Evolve inaugura a sua 28ª unidade em Arniqueira

    Academia Evolve inaugura a sua 28ª unidade em Arniqueira

    Equipe evolve na inauguração da nova unidade em Arniqueira (Crédito: Evolve)

    A Academia Evolve inaugurou, no último dia 27 de outubro, sua 28ª unidade, agora em Arniqueira. Com proposta de democratizar o acesso à atividade física, a rede combina estrutura de academia premium com política de custos acessíveis – modelo que tem ampliado rapidamente sua presença no Distrito Federal, em Goiás e na Bahia.

    Uma das mais modernas academias do Distrito Federal (Crédito: Repórter Independente)

    A academia se apresenta como um ambiente inclusivo, estimulante e seguro, voltado para pessoas de todas as idades e perfis. O conceito reúne musculação, ergometria, box de crosstraining, circuito funcional e diversas aulas coletivas, integrando tecnologia, estrutura e acompanhamento profissional contínuo.

    A nova unidade chega para atender uma cidade que cresce acima da média e que, segundo a Evolve, precisava de uma academia de grande porte com atendimento de alto padrão.

    Equipamentos americanos da marca Nautilus são uns dos diferenciais da Evolve (crédito: Repórter Independente)

    ENTREVISTA – PAULO TIAGO BALTAZAR DO AMARAL – Supervisor da Unidade Evolve Arniqueira


    Paulo Tiago, supervisor Evolve unidade de Arniqueira (Crédito: Repórter Independente)

    R.I.: Por que escolher Arniqueira para instalar a nova unidade?

    P.T: Vimos em Arniqueira uma cidade em pleno desenvolvimento e que precisava de uma academia com cuidado mais próximo e profissional. Nosso objetivo é transformar vidas por meio da atividade física, oferecendo estrutura de academia premium com atendimento diferenciado, mas mantendo o modelo low cost para facilitar o acesso.

    R.I.:Quantas unidades a Evolve possui hoje?

    P.T.: Com Arniqueira, chegamos a 28 unidades distribuídas pelo Distrito Federal, Goiás e Bahia. Nossa rede atende aproximadamente 75 mil alunos.

    R.I.: Quantos profissionais atuam na nova unidade?

    P.T.: Hoje, são 34 profissionais, entre recepção, equipe de apoio, professores e estagiários.

    R.I.:Como é a estrutura da Evolve em Arniqueira?

    P.T.: A unidade opera em prédio totalmente adaptado para o padrão Evolve. Conta com estacionamento para cerca de 150 veículos. A capacidade de atendimento é de aproximadamente 4.500 alunos.

    R.I.:Quais equipamentos foram instalados?

    P. T.:Utilizamos máquinas da Nautilus, marca norte-americana pioneira em musculação e referência mundial. No total, são cerca de 80 equipamentos, entre musculação, cardio e área funcional.

    R.I.: Qual o momento de maior fluxo? Quantas pessoas a academia comporta simultaneamente?

    P. T.: Como a unidade é recente, ainda estamos formando esse mapa de fluxo, mas a média das nossas unidades gira em torno de 150 alunos simultâneos com conforto e sem filas.

    R. I.: O que significa o atendimento “premium” da Evolve?

    P. T.: Apesar do modelo low cost, oferecemos acompanhamento completo:
    – montagem de treino individualizado;
    – uma hora de sessão inicial com professor;
    – presença constante dos profissionais no salão;
    – suporte permanente a cada aluno.

    Não deixamos ninguém “solto”. O cuidado é contínuo.

    R. I.: Como é o atendimento ao público idoso?

    P. T.:Realizamos anamnese detalhada, avaliando limitações, condições de saúde e, quando necessário, solicitando laudos médicos. O objetivo é garantir treinos que melhorem força, mobilidade e independência funcional, sempre com suporte técnico qualificado.

    R. I.: A Evolve tem projetos específicos para o público 60+?

    P. T.:Ainda não há um programa exclusivo estruturado, mas a diretoria avalia iniciativas desse tipo.

    R. I.: Qual a faixa de horários da unidade?

    P. T.: Pensando na rotina corrida da população, funcionamos de 5h à meia-noite, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, domingos e feriados, abrimos das 8h às 18h.

    R. I.: Qual a mensagem da Evolve para os moradores de Arniqueira?

    P.T.: Convidamos todos a conhecer a estrutura. Mesmo quem tem espaço de lazer em casa pode encontrar aqui um ambiente de convivência, saúde e interação social. A Evolve oferece equipamentos modernos, equipe qualificada e um espaço acolhedor para treinar, encontrar amigos e cuidar da saúde física e emocional.

    Alunos e moradores da cidade se manifestam sobre a unidade de Arniqueira

    (Foto crédito: Repórter Independente)

    A moradora Raquel Araújo, residente no SHA Conjunto 4, disse à reportagem que esta é a primeira vez que treina na Evolve. Antes, frequentava outra academia, mas afirma que a experiência na nova unidade tem sido maravilhosa. Segundo ela, os equipamentos são de última geração, os professores são atenciosos e o ambiente é extremamente agradável, com uma estrutura de excelente qualidade.

    (Foto crédito: Repórter Independente)

    João Vitor Alves, morador do Residencial Belo Horizonte — localizado a poucos metros da unidade Evolve — afirmou ter gostado muito da academia, especialmente por contar com equipamentos da marca Nautilus, considerada uma das melhores do mundo. Ele destacou ainda a estrutura bem planejada, o ar-condicionado, que facilita a realização dos treinos de cardio, e as máquinas articuladas disponíveis no local.

    (Foto crédito: Repórter Independente)

    O morador David Barros começou a treinar no dia seguinte à inauguração da academia em Arniqueira. Ele destaca o espaço amplo, o estacionamento — que faz diferença no dia a dia — e a variedade de aparelhos, todos de excelente qualidade.

  • Plenária do PSD-DF reúne filiações, lançamento de pré-candidatos e cria PSD 60+

    Plenária do PSD-DF reúne filiações, lançamento de pré-candidatos e cria PSD 60+

    Brasília, 20 de setembro – Em uma plenária marcada por grande entusiasmo e participação, o PSD do Distrito Federal realizou neste sábado (20) a filiação de novos membros, anunciou pré-candidatos para as próximas eleições e lançou oficialmente o PSD 60+, segmento dedicado a valorizar e estimular a participação política de cidadãos com 60 anos ou mais. A iniciativa, idealizada pelo membro da executiva do partido, Fábio de Carvalho, e apoiada pelo presidente regional do partido, Paulo Octávio, destacou a importância de resgatar a experiência dos mais velhos no debate público e na construção de políticas inclusivas.

    Walter Bertulucci ao lado do presidente do PSD, Paulo Octávio, Fábio Carvalho à direita e João Carlos Bertolucci (primeiro à esquerda)

    Homenagem a Walter Bertulucci, pioneiro de Brasília

    O evento teve um momento de emoção especial com a filiação de honra de Walter Bertolucci, pioneiro de Brasília, de 89 anos, que chegou à cidade em julho de 1958 vindo de Uberaba, Minas Gerais. Instalado inicialmente na Cidade Livre — hoje Núcleo Bandeirante —, Walter se consolidou como empresário, dono de oficina mecânica, onde nasceram suas primeiras filhas, Marilda e Marilza Bertulucci.

    Walter Bertulucci é abraçado por Paulo Octávio (Presidente PSD – DF – Foto Divulgação)

    Em 1961, mudou-se para Taguatinga, fundou a WB Peças Usadas e expandiu sua família com mais seis filhos ao lado da esposa Maria Aparecida Cavalari Bertulucci, com quem é casado há 60 anos. Além dos oito filhos, Walter é avô de 14 netos e bisavô de três meninas. Entre seus empreendimentos, destacam-se o Prédio Bertolucci & Rios (no Pistão Sul de Taguatinga) e o legado Residencial Bertolucci, em Águas Claras, patrimônio que construiu com muito trabalho e dedicação.

    Walter Bertulucci é um apaixonado pelas conquistas do ex-presidente Juscelino Kubitschek (Foto: Divulgação)

    Acompanhando o pai no evento, João Carlos Bertolucci reforçou o legado familiar e político. Conhecido no meio político e profissional apenas como Bertolucci, ele já esteve como presidente interino do Partido Verde do Distrito Federal, foi candidato a deputado distrital em 2002 e 2006 pelo PFL, a deputado federal pelo Partido Verde e, em 2008, a vereador pelo Democratas. Vale ressaltar que Bertolucci deixou um recall político expressivo quando disputou a eleição de deputado distrital em 2006, mas reforça seu distanciamento de futuras candidaturas.

    “Fui procurado, no início do ano, para ser candidato a deputado distrital novamente, mas não tenho mais entusiasmo. Compreendi que o meu tempo passou, mesmo diante da insistência de alguns grupos. A política precisa ser construída de forma plural, com apoio popular. Ainda que seja de uma base restrita, é fundamental ter um grupo unido e engajado e isto eu ainda preservo. Mas, acho que o meu tempo se foi˜, afirmou Bertolucci.

    Bertolucci, Paulo Octávio e Walter (foto: Divulgação)

    PSD 60+ e incentivo à participação política dos idosos

    Com o PSD 60+, o partido reforça seu compromisso de ampliar a cidadania e incentivar a participação ativa dos idosos na política, reconhecendo a experiência como um patrimônio essencial para a sociedade. A criação do segmento também fortalece o diálogo intergeracional e valoriza aqueles que ajudaram a construir Brasília, como Walter Bertulucci.

    ⸻Paulo Octávio e o legado histórico do PSD de Juscelino Kubitschek

    O presidente regional do PSD-DF, Paulo Octávio, político conhecido no Distrito Federal, coordenou o evento e destacou o papel estratégico do partido no cenário nacional. O PSD, sob a presidência nacional de Gilberto Kassab, tem entre seus maiores filiados históricos o ex-político mineiro Juscelino Kubitschek, que foi pela legenda deputado federal e presidente da República, além de criador e fundador de Brasília (na época chamada de Nova Capital), reforçando a tradição do partido de valorizar a experiência e a contribuição de seus integrantes para o desenvolvimento do país.

    Juscelino Kubitschek é lembrado como o estadista do “desenvolvimentismo”. Seu lema “50 anos em 5” simbolizou a aceleração da modernização do país, com forte incentivo à industrialização, abertura para multinacionais e construção de grandes rodovias. Sua obra mais marcante foi a fundação de Brasília, transferindo a capital para o Planalto Central e promovendo a integração nacional. JK deixou um legado de otimismo e progresso, tornando-se um dos líderes mais populares e visionários da história do Brasil, mesmo enfrentando críticas pelo aumento da dívida externa e da inflação.

    Ana Cristina Kubitscheck de Oliveira, esposa de Paulo Octávio e neta do ex-presidente JK, ao lado de Walter Bertulucci (foto divulgação)