Categoria: Cidades

  • ‘Lado B’ de Brasília: Lago Paranoá vira refúgio no centro do poder, com canoa havaiana, SUP e mergulho em vila submersa

    ‘Lado B’ de Brasília: Lago Paranoá vira refúgio no centro do poder, com canoa havaiana, SUP e mergulho em vila submersa

    Destino turístico foi visitado nos últimos meses pelo presidente de Portugal e pela comitiva do governo dos EUA

    No coração de Brasília, um grande conjunto de lagos artificiais contrasta com as construções padronizadas de concreto da cidade planejada na década de 1950. Pensado para ser um alívio ao clima seco e quente da nova capital federal, o Lago Paranoá passou nos últimos anos a representar uma espécie de “lado B” da cidade. Lá, o terno e gravata obrigatórios em boa parte dos prédios públicos dão lugar a trajes esportivos e roupas de banho.

    Principalmente à noite e aos fins de semana, restaurantes, parques e clubes da orla são um dos destinos mais procurados por políticos, famílias e jovens para momentos de lazer. Além disso, costuma atrair o interesse de turistas e autoridades estrangeiras em visita à capital. Foi o que aconteceu em dezembro, quando o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, aproveitou o dia livre antes de participar da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um mergulho. Em fevereiro, foi a vez de o assessor especial do governo Joe Biden para o clima, John Kerry, também aproveitar um momento de folga durante visita oficial para um refresco à beira do lago, com direito a caipirinhas e banho de sol em um clube de windsurf.

    Foto: Divulgação

    Quem não conhece Brasília nem imagina que há um espaço de lazer com água suficiente para aplacar fogueiras de vaidades políticas.

    — Sempre está cheio, com pessoas fazendo caminhada, piquenique, encontros ou simplesmente tomando sol — conta o estudante brasiliense Matheus Schmidt, de 22 anos, que costuma passear com seu cachorro nos gramados do parque Asa Delta, que contorna o Lago Sul.

    Lago Paranoá: a “praia” dos moradores de Brasília

    O parque foi reinaugurado em 2017, após um programa do governo do Distrito Federal para desobstruir o acesso à orla do lago. Até então, as margens eram bloqueadas em vários pontos por propriedades privadas. Deques construídos por quem mora às margens, por exemplo, foram transformados em espaços públicos e hoje são usados por frequentadores para tomar sol.

    Canoa havaiana é sucesso

    Para além dos passeios, o lago também é frequentado por praticantes de esportes como caiaque, canoa, vela e stand up paddle (SUP), graças às águas calmas.

    Foto: Divulgação

    Paratleta de canoagem e caiaque, Daniel Konka, de 40 anos, conheceu o esporte no lago após indicação de seu fisioterapeuta. Amputado da perna depois de um acidente de moto em 2018, Konka encontrou no caiaque o equilíbrio que buscava no início da reabilitação.

    — Comecei a ter as primeiras aulas no lago. Quando conheci, me apaixonei — lembra Konka, que já chegou a participar de campeonatos em outros estados.

    Segundo o paratleta, contudo, é a canoa havaiana o que mais tem atraído interesse. Ele afirma que, diariamente, encontra de 30 a 40 pessoas remando nas águas do lago:

    — A grande maioria é impulsionada por quem já experimentou o esporte, na intenção de conhecer mais o lago e as belezas naturais de Brasília. As pessoas se apaixonam porque é uma atividade completa, divertida e com um visual impressionante, totalmente diferente da dos prédios do centro da cidade.

    Previsto desde os primórdios da capital, o lago artificial demorou menos de um ano para ficar cheio, em 1960. Com 38 metros de profundidade e uma área superficial de 37,5 km², sofreu com a poluição nas primeiras três décadas após a criação e precisou passar por um amplo programa de despoluição nos anos seguintes.

    O ponto turístico é forte impulsionador da economia local. Segundo o governo do DF, cerca de 16,6 mil pessoas estão empregadas nos estabelecimentos à beira do lago, como clubes, bares, hotéis e restaurantes. Outras centenas de famílias são beneficiadas pela pesca.

    — O Lago Paranoá é uma das mais belas atrações de Brasília e um dos nossos principais pontos turísticos. Temos a quarta maior frota náutica do país, com uma orla repleta de bares, restaurantes e oportunidades de práticas esportivas — afirma o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo.

    Vila submersa

    Entre as atrações turísticas mais procuradas está o mergulho. A cerca de 10 metros abaixo da água, é possível revisitar carros, objetos do passado e lembranças do que um dia foi a cidade. São os destroços da Vila Amaury, antiga comunidade de operários que ajudaram a erguer a capital federal, submersa para dar vida ao lago. Por ironia, hoje é uma relíquia buscada por mergulhadores.

    Foto: Divulgação

    A Vila Amaury foi uma construção provisória, inicialmente criada como acampamento pelo engenheiro e funcionário da Novacap Amaury Almeida, responsável pelas obras de Brasília. No final de 1957, a vila passou a ser ocupada por operários de todas as regiões, que dormiam em arranjos feitos com barracos de tábua e sacos de cimento.

    Em pelo menos três anos de existência, a vila abrigou até 16 mil operários, conforme o Arquivo Público do Distrito Federal. Tinha bares, restaurantes, lojas, mercado e até um pequeno parque de diversões quando começou a ser lentamente inundada em 1959 por águas represadas do Rio Paranoá para que então nascesse o lago.

    Os utensílios deixados para trás pela comunidade obrigada a deixar a região fazem da barragem do Lago Paranoá um dos pontos preferidos de aventureiros, com vocação para “arqueólogos”, e de pesquisadores que se debruçam sobre o passado. O mergulhador e pesquisador Frank Bastos participa, desde 2017, de um projeto de mapeamento com objetivo de colher artefatos históricos que resistiram embaixo d’água com o passar das décadas.

    — Nós encontramos uma placa de um cordel datada de 1970, réplica de armas antigas, lápides de provavelmente um pequeno cemitério e vestígios de uma igreja — enumera ele.

    A área de mergulho do lago é sinalizada para evitar acidentes, e o esporte é feito sempre em dupla.

  • Casal é assaltado enquanto namorava dentro do carro em Samambaia

    Casal é assaltado enquanto namorava dentro do carro em Samambaia

    Vítimas foram abordadas por dupla de assaltantes, no sábado (10). Suspeita de cometer crime foi presa e homem continua foragido; celular e chave do carro roubados foram recuperados

    Um casal foi assaltado na manhã do último sábado (10), enquanto namorava dentro do carro, estacionado em Samambaia, no Distrito Federal.

    O casal foi surpreendido pela dupla de assaltantes, um homem segurando uma pedra e uma mulher portando uma faca, que exigiu que as vítimas entregassem celular e a chave do carro.

    A Polícia Militar foi acionada e localizou uma das suspeitas de cometer o assalto. A mulher foi conduzida a delegacia e presa em flagrante. Ela já tinha outras passagens pela polícia.

    O homem ainda não foi localizado até a manhã desta segunda-feira (12). O casal vítima do assalto não sofreu nenhum tipo de agressão e os pertences foram recuperados pela polícia.

    Fonte: G1

  • Após quarentena, lêmures podem ser visitados pelo público

    Após quarentena, lêmures podem ser visitados pelo público

    Julien e Pandora passaram por exames no Zoológico de Brasília, aonde chegaram no dia 24 de abril; espécie inspirou personagens da animação Madagascar e é considerada ameaçada de extinção

    Após passarem 49 dias em isolamento no Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília, o casal de lêmures finalmente está pronto para ser visitado. Os animais foram para o recinto definitivo na manhã desta segunda-feira (12).

    O Julien e a Pandora são da espécie lêmure-de-cauda-anelada, que inspirou personagens da animação Madagascar. Os animais são considerados ameaçados de extinção e dependem de esforços em cativeiro para não desaparecerem da natureza. Os dois vieram do Zoológico de Itatiba, em São Paulo, e chegaram em Brasília em 24 de abril.

    Durante o esquema de quarentena de primatas, os lêmures passaram por exames de forma cuidadosa para que não ficassem estressados. Além disso, as equipes de comportamento e bem-estar do Zoo acompanharam os animais para ajudá-los na adaptação.

    Os lêmures foram transferidos para um recinto, no gatário. Além de vegetação, o espaço conta com troncos, galhos e cordas. Os animais são predominantemente herbívoros e, no Zoológico de Brasília, receberão como alimento frutos, folhas, legumes e insetos.

  • Casos de acidentes com escorpiões aumentam 45% no Distrito Federal

    Casos de acidentes com escorpiões aumentam 45% no Distrito Federal

    Entre janeiro e maio, foram registrados 1.134 episódios; no mesmo período do ano passado, houve 780 ocorrências envolvendo o animal

    Em janeiro deste ano, o pequeno Thomas, de 2 anos, ficou cem dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após ter sido picado por um escorpião na noite de ano-novo. Dados epidemiológicos da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha) da Secretaria de Saúde (SES) apontam que casos como esse aumentaram em 45% neste ano. Entre janeiro e maio, houve 1.134 ocorrências. 

    No mesmo período de 2022, foram registrados 780 acidentes desse tipo. De acordo com a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da SES, foram feitos 899 chamados para captura de escorpião entre janeiro e maio de 2022, enquanto no mesmo período deste ano o número já chegou a 1.222, um aumento de 35%.

    “De modo geral, tem crescido bastante o número de casos nos últimos anos não só no DF, mas no país inteiro”, atenta o biólogo Israel Moura, da Dival. “Saímos de 400 ou 500 casos para mais de 2 mil”. Pontos como a ocupação irregular do solo e mudanças climáticas contribuem para o surgimento de escorpiões e, consequentemente, para o aumento no número de acidentes.

    Como prevenir

    Segundo a Diretoria de Vigilância Ambiental, mudanças climáticas estão entre os fatores que facilitam o surgimento de escorpiões – Foto: Tony Winston/Agência Saúde

    Escorpiões costumam se esconder em ambientes escuros e úmidos durante o dia. À noite, saem em busca de alimentos, principalmente baratas. Por isso, é importante prestar atenção aos espaços onde o animal se esconde – como entulhos, ralos, caixas de esgoto – e providenciar barreiras. Isso significa fechar ralos de banheiros, tanques e pias, vedar frestas em paredes, muros, rodapés, janelas e portas, além de utilizar borracha de vedação ou rolos de areias nas portas.

    Um ponto essencial é manter a moradia e os quintais sempre limpos e sem entulho, além de combater a proliferação de baratas e fazer faxinas frequentes atrás de móveis e eletrodomésticos, dando atenção especial a sofás, camas, roupas e sapatos.

    Caso um escorpião seja encontrado na residência, é necessário comunicar à Vigilância Ambiental por meio dos números 160 e (61) 2017-1344 ou ainda pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com. Uma equipe será enviada para capturar o animal.

    “Nos locais onde há pessoas mais vulneráveis, como escolas, asilos, unidades de saúde, fazemos visitas rotineiras; já nas residências, somos acionados pelo morador e uma equipe vai até o local na tentativa de coletar o escorpião ou explicar como as pessoas podem proceder”, explica Israel Moura.

    O biólogo lembra que o uso de inseticida não é recomendado, uma vez que não há comprovações de que o produto funcione contra escorpiões em ambientes urbanos. “Seu uso pode, inclusive, facilitar o acidente, pois, em vez de matar, apenas expulsa o animal de seu esconderijo”, alerta.

    Como proceder

    No DF, a SES disponibiliza os serviços do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), por meio dos números 0800 644 6774 ou 0800 722 6001. As equipes auxiliam com informações sobre os primeiros cuidados.

    Recomenda-se lavar o local da picada com água e sabão e procurar um pronto-socorro para realizar avaliação médica. Se possível, capturar o animal ou tirar fotos para identificação. O profissional da saúde vai observar se é um caso leve ou se há a necessidade de utilizar um soro antiescorpiônico.

    Confira aqui as unidades de saúde que disponibilizam o soro antiveneno.

  • Importunação sexual: saiba o que fazer se você for vítima

    Importunação sexual: saiba o que fazer se você for vítima

    A principal recomendação é acionar as forças de segurança pública e tentar constituir provas para facilitar a identificação do agressor

    Todos os dias, casos de importunação sexual são registrados no Distrito Federal. De janeiro a abril deste ano, foram 236 ocorrências do crime contra 178 casos para o mesmo período de 2022. A média é de um caso por dia, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em 2022, foram 660 registros.

    Os números apontam, ainda, que a maioria das vítimas nos últimos quatros meses era mulher. Elas representam 92,1% das denúncias apresentadas entre janeiro e abril de 2023.

    A chefe da Delegacia de Atendimento à Mulher II, Letízia Lourenço, afirma que o aumento no número de casos se deve principalmente ao fato de as vítimas passarem a registrar os crimes de importunação e assédio sexual sofridos. “A tipificação [inclusão da prática no Código Penal Brasileiro] do crime de importunação sexual é recente, de 2018; e, quando você coloca uma pena alta, ele passa a ser mais divulgado. Quando a vítima recebe a informação de que aquilo que sofreu é crime, ela se conscientiza que foi vítima e quer denunciar”, acredita a delegada.

    Segundo a chefe da Delegacia de Atendimento à Mulher II, Letízia Lourenço, o aumento no número de casos se deve principalmente ao fato das vítimas passarem a registrar os crimes de importunação e assédio sexual sofridos – Foto: Vinicius de Melo/Agência Brasília

    Conforme o CPB, o crime de importunação sexual consiste em “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro” e prevê uma pena de “reclusão, de um a cinco anos, se o ato não constituir crime mais grave”.

    O que fazer caso seja vítima

    A busca por ajuda pode ser feita por quem for vítima do crime ou, ainda, por pessoas que presenciam o ato em ambiente público. “Os crimes muitas vezes têm autores recorrentes, em ônibus, dentro de padaria, nos comércios, em vias públicas e grande maioria por autores desconhecidos”, explica a delegada da Deam II.

    A principal recomendação para as pessoas que sofreram ou presenciaram o crime é tentar constituir provas da prática no momento que percebe a agressão. “O celular hoje é nossa maior arma para fazer as denúncias e a principal ferramenta para a coleta de provas. Fazer uma filmagem, uma gravação de áudio, mensagens de aplicativo, entre outras, e de uma forma que identifique claramente o autor é essencial para o processo criminal… facilita o trabalho da polícia e uma maior garantia de punição”, recomenda.

    A orientação geral é para que a vítima acione de imediato a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) através do 190, faça o registro de ocorrência, de preferência em uma delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deams). Outro ponto importante é verificar se outras pessoas presenciaram o que ocorreu. Se for o caso, o ideal é pedir seus nomes completos e contatos.

    Campanhas para coibir os crimes

    Vagão exclusivo para mulheres no Metrô – Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    De acordo com os dados registrados pela SSP, a maior incidência do crime de importunação sexual é no transporte público do DF, com 35,6% dos casos. Entre eles, 66% são no interior dos ônibus e 16%, no metrô. Para coibir as ações libidinosas, as pastas realizam campanhas informativas periodicamente como forma de alertar a população para o crime e contribuir para a redução dos delitos.

    A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), por exemplo, faz campanhas de combate à importunação sexual dentro dos ônibus. Os materiais são veiculados nas redes sociais, nos televisores instalados nas conduções e nos totens da Rodoviária do Plano Piloto. Além dessa ação, motoristas e cobradores são orientados em relação aos procedimentos que devem ser tomados quando houver a prática de crimes dentro dos veículos.

    “É importante que as vítimas de importunação sexual denunciem o crime, e, por isso, a Semob tem feito campanhas com objetivo de esclarecer o público e contribuir para a redução dos casos no transporte público coletivo”, diz o secretário Flávio Murilo Prates. “As vítimas de importunação sexual podem relatar o ocorrido aos cobradores e motoristas, que são orientados a chamar a polícia ou até mesmo conduzir o ônibus até a delegacia mais próxima.”

    Já a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) afirma que desde 2020 procura incentivar as mulheres, vítimas ou testemunhas a denunciarem casos de assédio e abuso, por meio das campanhas de prevenção ao abuso sexual e à violência no transporte coletivo público.

    Segundo o Metrô, quando casos ocorrem nas instalações metroviárias, a vítima é orientada a procurar de imediato os empregados das estações para acolhimento e instrução sobre a importância do registro de ocorrência junto à delegacia competente, sendo possível, inclusive, o encaminhamento por parte das equipes do Corpo de Segurança Operacional (CSO).

  • Atendimento itinerante para questões de energia elétrica

    Atendimento itinerante para questões de energia elétrica

    Agência móvel da distribuidora estará no Sol Nascente/Pôr do Sol durante esta semana

    Moradores da região de Sol Nascente/Pôr do Sol poderão contar, nesta semana, com a agência móvel da Neoenergia, que estará no local desta segunda (12) a sexta-feira (16) para atender a população.

    Assim como nos pontos distribuídos nas administrações regionais – Paranoá, Planaltina, São Sebastião, Taguatinga, Samambaia e Lago Sul – e em sete postos do Na Hora, o atendimento na agência móvel oferece os serviços técnicos e comerciais da distribuidora, como parcelamento de débitos, solicitação de reparo por danos elétricos, troca de titularidade e ligação nova, entre outros. 

    Confira, abaixo, os locais de atendimento itinerante da Neoenergia durante esta semana. 

    Arte: Divulgação/Neoenergia
  • Carro derruba poste em colisão na Asa Norte

    Carro derruba poste em colisão na Asa Norte

    Acidente aconteceu na tarde deste domingo (11), próximo ao Iate Clube. Ninguém se feriu

    Um carro bateu e acabou derrubando um poste de iluminação pública, na Asa Norte, em Brasília, na tarde deste domingo (11). O acidente aconteceu na via de acesso à L4 Norte vindo da L2 Norte próximo ao Iate Clube, sentido Universidade de Brasília (UnB).

    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atendeu a ocorrência. No entanto, o motorista do carro não se feriu, e não houve nenhuma vítima do acidente.

    O trânsito da via ficou obstruído pelo poste. A Neoenergia e a Polícia Militar foram acionadas.

    Fonte: G1

  • Mulher cai de altura de 18m ao fazer rapel em cachoeira no DF e bombeiros usam tirolesa para resgate

    Mulher cai de altura de 18m ao fazer rapel em cachoeira no DF e bombeiros usam tirolesa para resgate

    Grupo praticava esporte na cachoeira do Tororó. Trabalho dos bombeiros durou 6h

    Uma mulher de 26 anos foi resgatada pelos bombeiros do Distrito Federal após cair de uma altura de 18 metros quando fazia rapel na cachoeira do Tororó, na região de Santa Maria. Por causa do difícil acesso e das condições irregulares do terreno, o trabalho dos militares durou 6 horas e foi preciso usar uma tirolesa para retirar a vítima do local.

    O acidente foi durante a tarde deste sábado (10). A mulher estava com um grupo que praticava esportes na queda d’água.

    Os bombeiros foram chamados pouco depois das 15h. Segundo a corporação, a mulher estava na base (“pé”) da cachoeira, com uma fratura exposta no tornozelo direito, um corte profundo no cotovelo e sangrando muito.

    Ela foi imobilizada e aquecida com duas mantas térmicas, já que as roupas estavam molhadas. Como era preciso subir até o alto da cachoeira para retirar a vítima do local, ela foi colocada em uma “maca tipo cesto” que foi içada pelos bombeiro.

    Quando conseguiram chegar com “o cesto” no alto da cachoeira, foi preciso ainda caminhar por cerca de três horas, carregando a mulher ferida, até chegar ao local onde a ambulância do SAMU esperava.

    A mulher foi levada para o hospital e não corre risco de vida.

    Bombeiros usam uma maca “tipo cesto” para resgatar mulher que caiu de cachoeira de 18m no Distrito Federal — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

    A cachoeira do Tororó

    A cachoeira do Tororó fica a 35 km de distância do centro de Brasília. A queda d’água tem 18 metros de altura e é muito procurada para a prática de esportes como o rapel e também para lazer.

    Por ser a cachoeira mais próxima, o local é bem movimentado. O nome Tororó vem do tupi-guarani e significa enxurrada.

  • Parque da Cidade promove celebração ao Dia dos Namorados

    Parque da Cidade promove celebração ao Dia dos Namorados

    Ponte dos Cadeados estará decorada para receber casais que poderão deixar seus nomes para comemorar a data

    Em celebração à data mais romântica de junho, a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), em parceria com a administração do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, promove, neste domingo (11), um evento alusivo ao Dia dos Namorados.

    Casais poderão instalar na ponte os cadeados com seus nomes gravados, uma tradição romântica – Foto: Divulgação/SEL

    A comemoração será na Ponte dos Cadeados, que, localizada nas proximidades do Estacionamento 10, estará especialmente decorada para a ocasião. É ali que os casais apaixonados poderão apreciar a paisagem e celebrar o amor, levando seus próprios cadeados com os nomes gravados e fixando-os nas grades da ponte. Essa tradição se tornou muito popular, e cada cadeado representa o vínculo especial entre duas pessoas apaixonadas.

    Laços fortalecidos

    O secretário de Esporte e Lazer, Julio Cesar Ribeiro, lembra que o Parque da Cidade é um local propício para celebrar e registrar momentos românticos. “O nosso parque é cenário de ensaios fotográficos de casamentos, e esse evento será uma ocasião inesquecível para fortalecer os laços do relacionamento e criar memórias que vão durar para sempre”, afirma.

    A administração do Parque da Cidade preparou uma programação especial para os que visitarem a Ponte dos Cadeados no Dia dos Namorados. A partir das 16h haverá atrações dedicadas aos casais. 

    “Para quem está em busca de um programa especial para celebrar essa data significativa, convidamos os casais a trazerem seus próprios cadeados e selarem seu compromisso, fortalecendo os laços de amor e união”, incentiva o administrador do parque, Todi Moreno.

  • Sobradinho: Um ano e meio depois, como está o Bosque dos Ipês

    Sobradinho: Um ano e meio depois, como está o Bosque dos Ipês

    Espaço, que era ocupado por toneladas de entulhos em Sobradinho, deu lugar ao verde e conta com a fiscalização e o apoio da comunidade

    O indesejado lixão do Polo de Cinema, em Sobradinho, é coisa do passado. Área de descarte irregular conhecida e também combatida por muitos moradores, o espaço abriga há um ano e meio o Bosque dos Ipês, que gera curiosidade por quem ali passa. Árvores típicas do cerrado, como os belos ipês (de todas as cores), jacarandá-mimoso, cambuí e outras espécies vão crescendo ali e dão forma a um grande jardim para a região.

    Localizado na confluência entre as rodovias DF-326 e DF-215, a 300 metros do Polo de Cinema Grande Otelo, o bosque ocupa uma área aberta de 15 mil metros quadrados. Ali, foram plantadas em torno de 800 mudas de árvores típicas do cerrado, e o perímetro foi isolado para evitar o acesso de veículos. Alguns exemplares de ipês já atingem cerca de dois metros de altura. Mas, a expectativa é que no aniversário de três anos o espaço verde se consolide.

    O Bosque dos Ipês ocupa uma área aberta de 15 mil m² na confluência entre as rodovias DF-326 e DF-215, a 300 m do polo de cinema de Sobradinho – Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    “Aos três anos, já poderemos ver um pequeno bosque com espécies e floradas de cores diferentes no local”, prevê o diretor do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, Raimundo Silva. “A Novacap faz o acompanhamento da área com o combate de pragas – como formiga e lagarta – e a roçagem periódica para acompanhar o desenvolvimento.”

    Uma planta invasora, chamada popularmente de margaridão, também se espalhou no terreno – prova de que o solo está em dia. Morador de um assentamento próximo, o agricultor Raimundo Caldeira, 60, conta que o local ‘era horrível’: “Era lixo por todo o terreno, até na beira do asfalto. Eu entendo um pouco de reflorestamento, e esses entulhos estavam acabando com o solo e pode contaminar o lençol freático”, pontua. “Todos nós temos por obrigação sermos vigias desse lugar. Se encostar caminhão com entulho, a gente já grita ‘fiscalização’!”, diz, satisfeito.

    O diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, diz: “Todos nós temos por obrigação sermos vigias desse lugar. Se encostar caminhão com entulho, a gente já grita ‘fiscalização’!”

    A transformação em jardim

    Em janeiro de 2022, uma força-tarefa do programa GDF Presente em parceria com a Novacap e a Administração Regional de Sobradinho atuou na limpeza do local. O apurado, na ocasião, foram 3,5 mil toneladas de lixo retiradas. Os outros serviços executados foram o cercamento, a preparação do solo e plantio das mudas.

    Coordenador do Polo Norte do programa, Ronaldo Alves acompanhou cada detalhe da operação e é um entusiasta do Bosque dos Ipês. “Avalio que foi a maior ação que o GDF Presente fez em relação à questão ambiental, ao recolhimento de resíduos, que é uma tarefa nossa”, frisa.

    “Era muito necessário que o lixão do Polo de Cinema sumisse do mapa, assim como, no passado, foi fechado o Lixão do Estrutural”, diz. Com ajuda da administração, os operários do GDF Presente são outros a monitorarem o local. Olhos atentos quanto ao descarte irregular dentro e no perímetro do bosque, conforme o coordenador.

    O administrador de Sobradinho, Gutemberg Tosatte, destaca: “Temos dois papa-entulhos do SLU em Sobradinho, um em Sobradinho II, além de vários papa-lixos. Tudo de uso gratuito. Não há porquê despejar lixo em área pública”

    Em visita recente ao jardim, o administrador de Sobradinho, Gutemberg Tosatte, elogia o local e lembra que a Mãe Natureza é ‘generosa’. “Só de pensar que depois de toneladas de entulhos, animais mortos retirados, ainda temos um solo que resistiu e veremos árvores florirem”, recorda. Tosatte reforça o convite à população para se conscientizar: “Temos dois papa-entulhos do SLU em Sobradinho, um em Sobradinho II, além de vários papa-lixos. Tudo de uso gratuito. Não há porquê despejar lixo em área pública”.