Categoria: Cidades

  • GDF inicia reforma da Praça Padre Roque, no Núcleo Bandeirante

    GDF inicia reforma da Praça Padre Roque, no Núcleo Bandeirante

    Tradicional ponto de encontro da comunidade será modernizado, com acessibilidade ampliada e troca completa do revestimento, de pedra portuguesa para piso polido com sinalização tátil

    Tradicional ponto de encontro da comunidade do Núcleo Bandeirante, a Praça Padre Roque será completamente reformada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Sede da Paróquia São João Bosco e da Administração Regional, o espaço ganhará piso polido com sinalização tátil em substituição às atuais pedras portuguesas. São investidos mais de R$ 4 milhões para trazer mais segurança e acessibilidade aos pedestres e frequentadores do local.

    O administrador regional do Núcleo Bandeirante, José de Assis Silva, destaca que a praça recebe, aos finais de semana, cerca de 5 mil pessoas — entre fiéis, idosos e famílias que aproveitam a área de convivência. “Sempre temos eventos na cidade sendo realizados na praça, que conta com uma boa estrutura para diferentes atividades comunitárias”, explicou.

    Segundo o gestor, o foco da obra, realizada por empresa contratada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), é ampliar a acessibilidade. “A ideia é colocar o piso polido em toda a praça. A pedra portuguesa que atualmente reveste o local não é segura para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Agora, ela terá acessibilidade, iluminação em LED e revitalização nos moldes da Praça da Bíblia, na Candangolândia”, detalhou.

    Para a aposentada Fátima Regina, de 67 anos, o atual piso de pedras portuguesas oferece riscos aos frequentadores da praça, especialmente os idosos. “Muitos idosos caem e se machucam. A gente vem para a igreja e sempre corre esse risco — a pedra portuguesa é perigosa”, contou. “A iluminação também era um problema, aqui é escuro durante a noite, tem poucos postes”.

    A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) aponta que o Núcleo Bandeirante tem 22,5 mil moradores, sendo 19,5% de homens e mulheres com idade acima dos 60 anos – um total de aproximadamente 4,3 mil pessoas.

    Moradora da cidade há 40 anos, Margarida Viana, 78, passeia pela praça diariamente e comemora a preocupação deste GDF em ampliar a acessibilidade do local. “A gente estava precisando, eu passo por essa praça todo dia e infelizmente temos alguns buracos aqui. Ficamos mais aliviados com essa obra”, disse.

    Histórico

    A praça leva o nome do padre Roque Valiati Batista, figura central na história do Núcleo Bandeirante. Chegando à então Cidade Livre em 1956, antes mesmo da inauguração oficial de Brasília, o religioso foi o idealizador e responsável pela construção da Paróquia São João Bosco, a primeira igreja católica da região, inaugurada em 1957. Ele também foi o responsável por liderar ações sociais e educacionais, como a criação de uma escola catequética ao lado da igreja.

    Durante 37 anos, o pároco atuou como importante liderança entre os moradores da cidade. Faleceu em 15 de julho de 1994, vítima de um tumor cerebral, e foi sepultado junto à igreja que ajudou a construir. Seu velório reuniu mais de 10 mil pessoas, e o GDF decretou luto oficial de três dias em sua homenagem.

  • Cuidados em casa ajudam a proteger contra acidentes elétricos

    Cuidados em casa ajudam a proteger contra acidentes elétricos

    Situações do dia a dia têm riscos e podem ser perigosas para a família; Neoenergia Brasília alerta para ações preventivas

    A eletricidade é um produto que promove conforto e qualidade de vida para as famílias. Porém, para que os benefícios oferecidos pela energia sejam plenos e seguros, é necessário que as pessoas estejam atentas ao uso correto dos equipamentos, principalmente dentro de casa. Por causa de condutas descuidadas, as residências podem se tornar, muitas vezes, um local perigoso para pessoas de todas as idades. Aterramento inadequado, eletrodomésticos ligados em uma mesma tomada, fios desencapados e a falta de manutenção das instalações são apenas alguns dos exemplos que devem ser evitados.

    Para combater acidentes domésticos ligados à energia elétrica, a Neoenergia Brasília preparou uma série de cuidados que devem ser tomados pelos brasilienses. Confira a lista abaixo.

    Tomadas

    – Ao ligar um eletrodoméstico na tomada, segure no plug (parte rígida isolante) e nunca no fio
    – Jamais faça improvisos como desencapar os fios e conectá-los diretamente na tomada. Sempre que ligar um eletrodoméstico, não se desligue da segurança
    – Utilize tomadas conforme o novo padrão brasileiro e as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), elas apresentam uma cavidade que evita choques elétricos
    – Para as tomadas mais baixas que ficam ao alcance das crianças, utilize o protetor de tomada que pode ser encontrado em lojas de materiais de construção

    Calçadas e jardins

    – Não faça construções em cima da rede elétrica
    – Não corte o gramado em dias chuvosos

    Chuveiro elétrico

    – Nunca troque a temperatura do chuveiro elétrico com o aparelho ligado ou quando estiver molhado. Se houver vazamento de corrente elétrica, o risco de levar um choque é grande e pode ser fatal
    – Instale o fio-terra corretamente, de acordo com a orientação do fabricante
    – A fiação deve ser adequada, bem instalada e com boas conexões. Fios derretidos, pequenos choques e cheiro de queimado indicam problemas que precisam ser corrigidos de imediato
    – Nunca diminua o tamanho de resistências, nem reaproveite resistências queimadas

    Ar-condicionado

    – Utilize o ar-condicionado em uma tomada exclusiva para o equipamento (nunca conecte outros aparelhos na mesma tomada);
    – Não utilize benjamins (“T”) nos equipamentos que ficam ligados constantemente na tomada. Essa medida evita superaquecimento e curtos-circuitos, que podem danificar a instalação elétrica da sua casa;
    – Caso perceba parte do fio do equipamento desencapado ou com isolamento inadequado, chame um técnico. O isolamento dos cabos possui como finalidade confinar campos elétricos, permitindo um sólido aterramento de cabos, que os tornam mais seguros, reduz risco de choques, curtos-circuitos e princípio de incêndio.

    Celular

    – Não utilize o celular enquanto o aparelho estiver carregando
    – Utilize, apenas, carregador e cabos originais. As diferentes configurações de voltagem e amperagem entre modelos podem oscilar em equipamentos de marca similar
    – Retire o carregador do celular e demais equipamentos eletrônicos da tomada quando não estiver carregando

    Cercas elétricas

    – Ao instalar este dispositivo de segurança domiciliar, sempre contrate uma empresa especializada e de boa reputação para realização da atividade

    Manutenção

    A cada dois anos é fundamental que o cliente faça a inspeção preventiva na residência. É necessário contratar um profissional qualificado e certificado para realização do serviço. Vale ressaltar que ao comprar os materiais necessários para reposição como fiação, tomadas, disjuntores, certifique-se de que esses produtos estão com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Produtos sem esse certificado podem oferecer riscos de choques, curtos-circuitos e alterações no consumo elétrico da casa.

    Alerta para ambientes molhados

    Algumas atitudes precisam ser seguidas em ambientes molhados ou no uso de eletrodomésticos. Entre as orientações, não utilize a geladeira com os pés descalços e não mantenha contato com qualquer tipo de eletrodoméstico quando o corpo estiver molhado. Na residência, é necessário observar se existem fios expostos ou descascados, mas isso merece atenção especial em instalações elétricas de casas de praia ou de campo, já que se costuma circular mais livremente pelas áreas. Com isso, é importante garantir que exista um DR (Disjuntor Diferencial Residual) instalado e funcionando. Em locais com quadros de energia e subestações internas, só os responsáveis pela manutenção das instalações elétricas dos prédios e condomínios podem ter acesso a essas áreas.

     

    Acidentes

    Em casos de ocorrências com energia elétrica dentro de casa, providencie socorro ligando para o Corpo de Bombeiros (193) ou para o Samu (192) e desligue o disjuntor elétrico ou a chave geral. É importante lembrar que não se deve tocar na vítima ou no fio elétrico sem saber se estão desligados.

  • Escolas podem agendar visita a exposição sobre história da construção de Brasília

    Escolas podem agendar visita a exposição sobre história da construção de Brasília

    Cerca de 300 estudantes conheceram, na última semana, a mostra ‘Memórias Avulsas’, em exibição na Novacap

    A exposição Memórias Avulsas, em cartaz na sede da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) desde janeiro, abriu a oportunidade para que escolas do Distrito Federal agendem visitações para suas turmas de ensino fundamental. A exposição é gratuita e visa ensinar sobre a história da Novacap e da capital federal pela ótica daqueles que ajudaram a construí-la, utilizando-se de fotografias e equipamentos da época.

    Professores, diretores ou administradores de escolas que desejarem agendar visitações de turmas devem entrar em contato direto com o presidente da Comissão de Criação do Museu da Novacap, Claudimar Miranda, pelo e-mail claudimar.miranda@novacap.df.gov.br ou pelo número de telefone (61) 3403-2448 e WhatsApp (61) 998405-3528.

    Localizada na sede da Novacap (Setor de Áreas Públicas, lote B S/N SAI Sul), a exposição funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, tem classificação indicativa livre e entrada franca.

    A instituição interessada deve incluir, na mensagem, o número de estudantes e adultos que participarão da visitação, além da data e horário pretendidos. Também precisa ser informado se há a necessidade da reserva de um espaço para a realização de lanche dos alunos, para o qual a companhia oferece o espaço Macarrão. Nesse caso, o lanche a ser disponibilizado é de responsabilidade da escola.

    De acordo com Claudimar Miranda, ainda não há data confirmada para a finalização da exposição. Contudo, o presidente da comissão recomendou que instituições interessadas tentem agilizar o processo de agendamento das visitas.

    Na última semana, mais de 300 estudantes de duas escolas visitaram a mostra: alunos do 4º ano do ensino fundamental do La Salle de Águas Claras e do 3º ano da Escola das Nações.

    Para a professora do 4º ano H do La Salle Águas Claras, Kátia Costa, a exposição oferece uma oportunidade de que os alunos aprofundem o conteúdo estudado em sala de aula de uma maneira mais visual, além de possibilitar que conheçam mais detalhes sobre a história da cidade.

    “No caso deles [alunos de 4º ano], faz parte da grade curricular, e é de suma importância porque eles vão vivenciar de uma forma muito mais relevante o que a gente fala em sala de aula. Eles vão ter a oportunidade de ver de pertinho tudo que fez parte da história da construção da nossa capital. É de suma importância vivenciar essas passagens por espaços tão importantes que fizeram parte da nossa história”, destacou a docente.

    A ideia da visitação de grupos escolares surgiu por meio do contato de diretores de escolas pela página do instagram da companhia (@novacapoficial), que enviaram mensagens demonstrando interesse em levar grupos de alunos para a exposição Memórias Avulsas após uma postagem que divulgava o acervo.

    “O Instagram é um canal muito importante para a instituição, pois amplia a divulgação dos trabalhos da Novacap. E aí, alguns administradores de escolas viram essa postagem e entraram em contato conosco por email, telefone e pelo próprio instagram, querendo trazer o conhecimento da história da Novacap — que geralmente não é o foco quando se fala da construção de Brasília — para seus alunos”, contou o presidente da Comissão de Criação do Museu da Novacap, Claudimar Miranda.

    Sobre a exposição

    A mostra conta com 162 equipamentos e 90 fotografias que resgatam parte da história da construção de Brasília e está instalada no prédio da presidência da empresa (Israel Pinheiro) e nos corredores de acesso aos demais blocos.

    Os itens fazem parte do acervo da empresa pública coletados ao longo de 68 anos, com apoio do Arquivo Público, do Museu Vivo da História Candanga e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF).

    Entre os objetos expostos, destaque para um teodolito, instrumento de precisão óptica que mede ângulos verticais e horizontais; uma calculadora mecânica Facit C1-13 utilizada por trabalhadores daquela época; várias pranchetas de engenharia ainda com desenhos afixados; e uma cadeira usada pelo primeiro presidente da Novacap, Israel Pinheiro.

  • Feira do Livro de Brasília vai abordar meio ambiente e sustentabilidade

    Feira do Livro de Brasília vai abordar meio ambiente e sustentabilidade

    Edição especial do evento vai do dia 30 deste mês a 8 de junho, no Complexo Cultural da República

    Entre os dias 30 deste mês e 8 de junho, o Complexo Cultural da República se transforma em um grande território de encontros. É a Feira do Livro de Brasília – Edição Especial: Meio Ambiente e Sustentabilidade. Nesta edição, o evento une literatura, educação ambiental e mobilização cidadã em torno de um propósito comum: valorizar o Cerrado e cultivar um futuro mais justo, consciente e com muita leitura.

    Promovida pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) em parceria com a Câmara do Livro do Distrito Federal, a feira tem apoio das secretarias de Educação (SEEDF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). O evento faz parte da Semana do Meio Ambiente e propõe uma agenda qualificada de atividades culturais, formativas e sensoriais. A educação e o meio ambiente caminham juntos quando pensamos no futuro do nosso país”, reforça a vice-governadora Celina Leão.

    “A Feira do Livro de Brasília, nesta edição especial, é uma celebração do conhecimento, da natureza e da cidadania”, comemora o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes. “Levar a literatura para o coração do Cerrado, conectada à educação ambiental, é uma forma poderosa de inspirar novas gerações a cuidar do meio ambiente com consciência e responsabilidade.”

    Cidade da Leitura

    O evento é gratuito e tem a expectativa de reunir mais de 40 mil visitantes, com ações voltadas a estudantes, professores, famílias, mediadores de leitura, educadores ambientais, autores e artistas. Entre os destaques, está a criação da Cidade da Leitura e da Sustentabilidade Ambiental, um espaço cenográfico e educativo voltado à convivência intergeracional, à educação ambiental e à fruição artística e literária. Será um dos espaços centrais da feira, reunindo uma intensa programação de oficinas ambientais, contação de histórias e atividades educativas voltadas à valorização do Cerrado e à consciência ecológica.

    O programa de visitação escolar beneficiará mais de 6 mil estudantes da rede pública de ensino, com transporte gratuito, kits lanche e mediação de atividades. Ao todo, mais de 172 ônibus escolares serão mobilizados durante os dez dias de evento — uma ação inédita que fortalece o direito à leitura e amplia o acesso à cultura como instrumento de cidadania ambiental.Com estrutura acessível, segura e sustentável, a feira também dará protagonismo à produção local, gerando renda e visibilidade para mais de 30 expositores, editores e autores independentes. A comunicação será multiplataforma, com presença nas redes sociais, conteúdos audiovisuais autorais e mobilização por meio de influenciadores dos universos da literatura, da educação e da sustentabilidade.

    Feira do Livro de Brasília – Edição Especial: Meio Ambiente e Sustentabilidade

    → Do dia 30 deste mês a 8 de junho, no Complexo Cultural da República (Esplanada dos Ministérios). Entrada gratuita.

  • Tem ambulância no trânsito? Seja cidadão e ajude a salvar vidas

    Tem ambulância no trânsito? Seja cidadão e ajude a salvar vidas

    Condutores do Samu 192 contam com apoio da população para reduzir tempo de atendimento aos pacientes; saiba como agir sem levar multas

    Um ou dois minutos podem não fazer tanta diferença no dia a dia, mas para quem está em situação grave, podem significar a chance de sobrevivência ou de redução de sequelas. O atendimento rápido é prioritário nessas ocasiões. É por esse motivo que os condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) contam com o apoio de todos os motoristas para cumprirem uma missão nobre: salvar vidas.

    “Indiretamente, os motoristas que dão passagem aos veículos de urgência estão ajudando a salvar muitas vidas”, reforça o condutor Rodrigo Amaral, que atua no Samu em Ceilândia. “É ter atenção e compaixão com a pessoa que está em atendimento. Esse mérito também é do motorista que abre caminho.” Segundo ele, a dica é se manter atento ao trânsito e, assim que visualizar um veículo de emergência, já abrir espaço para a passagem.

    Mantenha a atenção

    Diariamente, porém, os motoristas do Samu encontram uma realidade diferente. “Nós vemos muitos condutores desatentos com os celulares, sem prestar atenção ao que está ocorrendo em volta”, afirma o condutor Caetano Mateus de Moura.

    Há quem não perceba a aproximação da ambulância, quem simplesmente não dê passagem e até os que até mudam para a faixa da direita, mas aceleram e impedem que outros motoristas também possam sair da via. “As pessoas têm que ter um pouco mais de atenção e olhar ao redor”, ressalta Rodrigo Amaral.

    Da base localizada em Ceilândia Norte, eles conseguem chegar a qualquer local na região administrativa (RA) em dez a 11 minutos. Se o deslocamento for maior, como, até o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o tempo normalmente é de 23 minutos, em horário de pico. “Cada segundo conta; o paciente que está em parada cardiorrespiratória, por exemplo, a cada minuto ele perde chance de ter uma sobrevida melhor”, detalha Caetano Mateus.

    Com cursos específicos para conduzir ambulâncias, os motoristas avaliam o momento de ultrapassar o semáforo vermelho, utilizar a contramão ou até passar sobre obstáculos. “A todo tempo nós trabalhamos com segurança, pensando não só na nossa equipe, mas também no paciente e em todos os veículos”, explica.

    Vou levar uma multa?

    O gerente da Escola Pública de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, lembra que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dá prioridade para veículos em serviço de urgência. “Deixar de dar passagem a ambulância – quando em serviço de urgência e emergência e devidamente identificada – é uma infração gravíssima, sujeita a multa e pontos na carteira de motorista, conforme artigo 189 do CTB”, adverte.

    De acordo com o órgão de trânsito, a orientação para os motoristas é deslocar o veículo para a direita da via, mesmo que para isso seja preciso ultrapassar a faixa contínua ou o acostamento. É importante que essa manobra não comprometa a segurança de outros usuários da pista. Também é indicado reduzir a velocidade do veículo para facilitar a manobra da ambulância e, se necessário, parar o veículo em segurança, aguardando a passagem completa do transporte do Samu.

    Marcelo Granja pontua que, em caso de passar um sinal vermelho ou avançar sobre faixa de pedestres para dar passagem à ambulância, a multa não será aplicada, caso se configure como a única maneira segura e imediata de liberar a via.

    “Em caso de autuação, é fundamental que você recorra da multa, explicando a situação e, se possível, fornecendo evidências – como testemunhas ou imagens, caso as tenha”, orienta. “A justificativa de estar facilitando a passagem de uma ambulância em emergência deve ser considerada pelas autoridades de trânsito.”

    Quando chamar o Samu?

    O Samu do Distrito Federal conta, atualmente, com 23 bases descentralizadas, 31 ambulâncias de suporte básico, oito de suporte avançado e dez duplas de motolâncias, além do serviço aeromédico. A equipe padrão para os atendimentos é composta por um condutor e dois técnicos de enfermagem, e as unidades avançadas levam ainda um médico e um enfermeiro. Os condutores também participam dos atendimentos, sendo capacitados, entre outras ações, para fazer reanimação cardiopulmonar.

     O serviço funciona 24h e presta atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar, como residências, locais de trabalho e vias públicas, podendo ser acionado por meio do telefone 192. Uma equipe é responsável por receber as chamadas e classificar conforme a necessidade de ordem de urgência.

    É indicado chamar o Samu para situações em que há necessidade de atuação especializada de profissionais de saúde, como problemas cardiorrespiratórios, intoxicações ou queimaduras graves, maus-tratos, trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto, tentativas de suicídio, crises hipertensivas, acidentes/trauma com vítimas, afogamentos, choque elétrico e acidentes com produtos perigosos. O Samu também deve ser acionado para transferências entre unidades hospitalares de pacientes com risco de morte.

  • Maio Amarelo: Park Way recebe passeio ciclístico gratuito no dia 25

    Maio Amarelo: Park Way recebe passeio ciclístico gratuito no dia 25

    Inscrições são gratuitas, a partir desta segunda-feira; evento do Detran-DF, em parceria com a administração da cidade, integra a programação do Maio Amarelo 2025

    O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) vai realizar, na manhã do próximo domingo (25), uma edição especial do Circuito de Passeio de Bike nas RAs em homenagem ao movimento Maio Amarelo. O evento é organizado em parceria com a Administração Regional do Park Way e as inscrições são gratuitas.

    A 18ª etapa do evento terá concentração dos atletas às 7h30 e saída às 9h, em frente à Administração Regional do Park Way. Os kits contendo sacochila e material educativo serão entregues aos ciclistas inscritos no dia do evento, no local da concentração.

    Os interessados podem se inscrever a partir desta segunda-feira (19), neste link. Menores de 18 anos só poderão participar do evento acompanhados e com autorização por escrito do pai ou responsável, além da cópia de um documento de identificação com foto, que será retida pela organização no ato da retirada do kit.

    Qualidade de vida

    O Passeio de Bike do Detran-DF nas RAs visa a estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte sustentável, promover a qualidade de vida por meio da atividade física, conscientizar a população sobre os benefícios do uso da bike e destacar o papel ativo do ciclista na construção de um trânsito mais seguro. Por isso, a equipe de educadores do Detran-DF realizará palestras educativas e haverá manutenção básica de bicicletas no local de concentração, largada e chegada dos atletas. O tema do Maio Amarelo deste ano é “Desacelere. Seu bem maior é a vida”.

  • Projeto propõe uma jornada pelos espaços de patrimônio do DF

    Projeto propõe uma jornada pelos espaços de patrimônio do DF

    Com foco no direito à memória, a iniciativa promove visitas técnicas, educação patrimonial e reflexões sobre aspectos culturais de Brasília

    No Dia Internacional dos Museus, comemorado neste 18 de maio, um projeto desenvolvido por professores e estudantes da Universidade Católica de Brasília (UCB) ganha destaque ao lançar luz sobre histórias pouco conhecidas e ampliar o acesso aos espaços de herança cultural do Distrito Federal. Intitulado Museus, Patrimônio e Direito à Memória, o trabalho é coordenado pelo professor Gustavo Menon e financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital de Demanda Espontânea 2022, com o fomento de R$ 177 mil.

    A iniciativa integra ensino, pesquisa e extensão, reunindo estudantes de diferentes cursos da UCB em visitas técnicas a museus e instituições culturais da capital. O objetivo é refletir criticamente sobre o papel dos acervos museológicos e sua relação com o direito à cidade, à cidadania e à memória coletiva.

    “Muitos dos nossos alunos, sobretudo os que moram em regiões como Ceilândia e Taguatinga, nunca haviam entrado no Congresso Nacional ou em museus centrais de Brasília”, afirma Menon. “O projeto rompe essas barreiras geográficas e simbólicas, tornando o acesso à cultura um direito real.”

    Patrimônio acessível e memória plural

    Os participantes visitaram espaços como o Museu Nacional da República, o Memorial dos Povos Indígenas, o Museu do Voto (TSE), o Palácio Itamaraty e  o Memorial JK. Durante os percursos, acompanhados pelas equipes educativas, os estudantes participaram de dinâmicas de leitura crítica dos acervos e debateram temas como diversidade, democracia, relações étnico-raciais e direitos humanos.

    A análise documental envolveu fichas de exposição e questionários aplicados durante as visitas. A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação, com os próprios pesquisadores atuando de forma participativa e reflexiva nos encontros.

    “Este projeto está profundamente alinhado à missão da FAPDF de promover a ciência como instrumento de transformação social. Ao incentivar a reflexão crítica sobre a memória e o patrimônio cultural, contribuímos para uma sociedade mais consciente, plural e democrática — em que o conhecimento gerado nas universidades chega efetivamente às pessoas e aos territórios”, enfatiza o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior.

    Olhar para além do Plano Piloto

    Na segunda fase do projeto, os organizadores pretendem expandir o roteiro formativo para regiões fora do Plano Piloto, incluindo locais simbólicos como o Catetinho — primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek — e o Museu Vivo da Memória Candanga, que homenageia os trabalhadores que ergueram Brasília.

    Além disso, há planos para ampliar as parcerias com universidades como a UnB, a UnDF, e órgãos como o Iphan e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secom-DF), com foco na formulação de políticas públicas que valorizem o patrimônio cultural e promovam a inclusão.

    Contra o silêncio e a exclusão

    O projeto também assume uma postura crítica frente aos processos de patrimonialização que, historicamente, excluíram memórias de povos indígenas, comunidades negras, quilombolas e trabalhadores migrantes — como os candangos. “É preciso questionar a história oficial e abrir espaço para outras narrativas, muitas vezes silenciadas pelos discursos dominantes”, pontua Gustavo Menon.

    A proposta está em sintonia com os princípios da nova museologia, que propõe práticas mais participativas, plurais e engajadas socialmente. “O museu não é apenas um lugar de conservação de objetos, mas um espaço vivo de debate, pertencimento e transformação social”, acrescenta Menon.

    Resultados e legado

    O projeto já resultou em um repositório digital, onde estão disponíveis os registros das visitas, reflexões e materiais didáticos produzidos. O site funciona como um espaço de memória coletiva e também como instrumento de ensino para futuras turmas.  Acesse o projeto.

  • GDF inicia recuperação do pavimento em vias rurais do Gama

    GDF inicia recuperação do pavimento em vias rurais do Gama

    Obras abrangem 10 km de extensão das vicinais 379 e 383, por onde circulam ônibus escolares e carros de passeio

    O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou a recuperação do pavimento das vias de ligação com as regiões rurais do Gama, por onde circulam os ônibus escolares que atendem centenas de estudantes da rede pública de ensino. Ao todo, as obras abrangem 10 km das vicinais 379 e 383.

    Os serviços são executados pela Administração Regional do Gama, com apoio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF).

    Para revestir as vias rurais, as equipes estão utilizando resíduos de construção civil, material conhecido como RCC. Até o momento,  já foram feitas cerca de 280 viagens de caminhões com insumos. O DER-DF também atua no patrolamento das vias.

    Em paralelo, o governo trabalha na desobstrução de oito bacias de contenção de águas pluviais, contenção de erosões e na abertura de novos bolsões ao longo das vicinais. O objetivo é garantir o escoamento adequado da água das chuvas e evitar a formação de poças, que podem atrapalhar o deslocamento dos veículos.

    Segurança e conforto

    Segundo a administradora regional do Gama, Joseane Feitosa, o foco é garantir mais segurança e conforto à população, especialmente aos estudantes. “A administração, em parceria com a Novacap e o DER, realiza diariamente manutenções nas vias rurais”, pontua. “É de grande importância para nossa comunidade. Muitos alunos dependem dessas estradas, e a gente trabalha constantemente para melhorar a vida do nosso cidadão”.

    Morador da Ponte Alta Sul, o bancário Gilberto Porfírio, 55 anos, relatou que a situação das vias melhorou significativamente: “Há dois anos, na época das chuvas, era uma situação calamitosa. Hoje, nossas solicitações foram atendidas. A estrada foi recuperada com RCC, instalaram guard-rails, e os ônibus escolares já conseguem passar com segurança”.

    Além das vicinais 379 e 383, a Administração Regional do Gama anuncia que outras vias paralelas à DF-180, como as do Núcleo Rural Casa Grande, Ponte Alta Sul, Engenho das Lages, Vila Roriz e Residencial Paraíso, também receberão manutenção nos próximos meses.

  • Projeto NaMoral atende mais de 23 mil estudantes de escolas públicas do DF

    Projeto NaMoral atende mais de 23 mil estudantes de escolas públicas do DF

    Em expansão desde 2019, iniciativa trabalha cidadania e integridade em 70 unidades escolares da capital federal

    Os pilares de integridade e ética têm feito diferença na vida de mais de 23 mil estudantes das escolas públicas do Distrito Federal atendidas pelo projeto NaMoral. Em constante expansão desde 2019, quando foi lançada, a parceria entre a Secretaria de Educação (SEEDF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) alcançou neste ano a marca de 70 unidades atendidas em todo o DF, com o objetivo de fortalecer a cultura de paz dentro das escolas. O número é 20% maior que o contabilizado no ano passado, quando havia 58 escolas contempladas.

    “Quando os estudantes têm acesso a debates sobre ética, cidadania, integridade, empatia e responsabilidade, o reflexo é imediato no convívio diário e na relação com a comunidade escolar”, destaca a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

    A transformação do ambiente de ensino é feito por meio de jogos, rodas de conversa e missões, um processo de gamificação na educação com práticas educativas. “A gente começa a fazer o básico: pergunta para eles o que eles consideram importante, que mundo eles querem viver e aquilo vai criando uma responsabilidade neles”, afirma Marcos Paulo Teixeira, formador da Escola de Aperfeiçoamento de Professores da Educação (Eape) de Planaltina e Sobradinho da SEEDF.

    Marcos ajuda com a ampliação do projeto para outras escolas por meio de capacitação e acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos professores das unidades de Planaltina e de Sobradinho. “Nessa expansão, muitas vezes a escola está com alguma dificuldade de começo ou não entende direito como fazer e o nosso papel como formador é pegar a experiência que nós vimos nas unidades e adaptar para a realidade de cada uma”, explica, reforçando a diversidade das unidades da Secretaria de Educação. “Temos escolas do campo, de gestão compartilhada, de unidade de internação e escolas integrais, então o projeto vai funcionar de forma diferente para cada uma”, pontua.

    Para a promotora de justiça Fernanda Molyna, diretora-executiva adjunta do NaMoral no âmbito do MPDFT,o crescimento da iniciativa é motivo de comemoração.:”A ampliação do NaMoral traz uma enorme esperança para todo o Distrito Federal no que se refere à promoção de valores e virtudes e à redução da violência, em todas as suas formas, nas escolas. Também é uma forma de estímulo ao desenvolvimento de talentos, competências e habilidades dos alunos. Ao acompanharmos a sua aplicação, vemos que o programa é tão transformador que notamos mudanças de comportamento que extrapolam o ambiente escolar e atingem toda a comunidade. O resultado final é capaz de promover mudanças não somente nos alunos, mas em toda a comunidade escolar envolvida”.

    Impacto positivo

    Primeira unidade de Planaltina a entrar desde o início do projeto, em 2019, o Centro de Ensino Fundamental 3 (CEF 3) tem impactado há dois anos a vida da aluna do 8º ano Ana Gabriella Vieira, 13. “Eu participo do NaMoral desde o sexto ano, e é muito bom saber que a gente pode atuar por muito tempo. É uma sensação de orgulho da gente mesmo e de sentir que conseguimos cumprir todas as missões”, comemora a jovem. Entre as atividades que a moradora de Planaltina já desenvolveu estão a de restauração, a de jovens talentos e a eleição de um super herói para representar a escola. “No sexto ano a gente restaurou o estacionamento, e no ano passado o banheiro”, relembra Ana.

    Em seu primeiro ano no projeto, a inserção de Gustavo Henrique Santos, 14, estudante do 9º ano do CEF 3 de Planaltina, levou mais ânimo para as idas do jovem à escola. “É bom porque saímos da rotina de sala de aula e ao mesmo tempo, a gente aprende mais sobre respeito, perseverança e ajuda também a educar os alunos que estão entrando no 6º ano”, comenta o aluno, que já conseguiu levar o primo para estudar na mesma escola que ele. “É muito bom poder ser referência para alguém”, destaca o jovem, orgulhoso. Já o colega Lucas Reis, 14, também do 9º ano do CEF 3, pretende repassar os ensinamentos aprendidos para o máximo de pessoas que conseguir. “Quero ensinar o que é o respeito, como a gente deve agir e como devemos tratar corretamente os seres humanos diariamente”, anima-se.

    Ouvir palavras positivas dos alunos sobre a iniciativa é motivo de orgulho para o professor regente Victor Afonso Ribeiro, do NaMoral no CEF 3 de Planaltina. “Nós vimos que o NaMoral trouxe muitos benefícios para dentro da escola, como melhoria da infraestrutura e na questão dos alunos, mudou a vida deles. Até a família fica encantada com o projeto”, conta o educador.

    Com o lema “Esperto mesmo é ser honesto”, o projeto desenvolve nos alunos os valores de ética, cidadania, verdade, respeito e empatia. “Nós tentamos facilitar a vida desses alunos para que entendam que são uma parte fundamental dentro da sociedade e que o futuro dessa sociedade, para que ela seja promissora, parte deles”, acrescenta Victor.

  • Brasília vai sediar Congresso Jornada do Autismo

    Brasília vai sediar Congresso Jornada do Autismo

    Evento conta com apoio deste GDF e reúne especialistas de diversas áreas relacionadas, nos dias 31 deste mês e 1º de junho

    Entre os dias 31 deste mês e 1º de junho, Brasília recebe o Congresso Jornada do Autismo. Serão dois dias imersivos, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, dedicados à realização de painéis e palestras com especialistas que vão apresentar o que há de mais atual nas áreas da ciência e educação voltado para o tratamento, inclusão e acolhimento das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). O evento deve reunir até três mil pessoas, e conta com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF).

    A governadora em exercício do DF, Celina Leão, destaca a importância do congresso para difundir o conhecimento sobre o TEA e levar qualidade de vida para quem faz parte do espectro bem como para suas famílias.

    “É um evento que traz as informações mais confiáveis e atuais sobre o tema, essencial para os cuidados e o acolhimento das pessoas com TEA. No DF, nós temos atuado em diferentes frentes para proteger, promover o desenvolvimento e incluir cada vez mais quem está dentro do espectro autista”, ressalta.

    A organizadora do evento, Sarita Melo, é mãe atípica de Elisa, nível 3 de suporte no TEA. Ela é ativista na defesa das pessoas com deficiência e ressalta que a informação é o mecanismo de cuidado e inclusão mais eficaz para as pessoas com autismo.

    “No congresso, nós reuniremos os principais nomes da saúde, da educação e das áreas sociais relacionadas ao autismo. As famílias encontrarão no evento tudo o que há de mais avançado e eficaz sobre o tema. A falta de conhecimento nesse assunto causa impacto nas pessoas com autismo. Nós sabemos que hoje, de cada 30 pessoas, uma tem autismo. Então, quanto mais informações, mais qualidade de vida para quem é do espectro”, enfatiza Sarita.

    Inscrições e mais informações estão disponíveis neste site.

    Cuidado e inclusão

    Como governadora em exercício, Celina Leão sancionou a alteração à Lei nº 4.568/2011, que obriga o Poder Executivo a proporcionar tratamento especializado, educação e assistência específica aos autistas. Essa modificação na legislação assegura o desenvolvimento das pessoas com autismo com foco no mercado de trabalho.

    A mudança inclui na lei a necessidade de participação de autistas em atividades de capacitação profissional, artística, intelectual, cultural, esportiva e recreativa por meio de políticas afirmativas. Também implementa ações que identifiquem e desenvolvam a pessoa autista em seus interesses para aplicação das habilidades no ambiente de trabalho. Além disso, a lei obriga o poder público a realizar coleta de dados e informações sobre autismo nos censos demográficos, incluindo informações sobre a área profissional.