As atividades são realizadas no Complexo Aquático Cláudio Coutinho e contemplam natação, saltos ornamentais, karatê e outras modalidades; aulas começam em 20 de fevereiro
Foi divulgado o calendário da renovação de matrículas para a Escola de Esporte, que desenvolve atividades no Complexo Aquático Cláudio Coutinho. Cada categoria terá uma janela para realizar o trâmite, com datas disponíveis até 1º de março. As aulas começam em 20 de fevereiro.
O Complexo Aquático é localizado no Setor Recreativo Parque Norte (SRPN). Além das modalidades aquáticas como nado artístico, natação, saltos ornamentais e deep water, a escola oferece vagas para alongamento, ginástica acrobática, karatê e musculação.
“A nossa Escola de Esporte é referência em todo país. Esse projeto já revelou vários atletas que representaram a nossa cidade em grandes competições, inclusive em olimpíadas. Queremos dar oportunidade a toda comunidade de iniciar uma prática esportiva, não apenas visando à competitividade, mas também promovendo a manutenção da saúde e bem-estar”, declara o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.
Calendário e documentos necessários
A renovação é feita por meio do site da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL). Para realizá-la, é necessário ter a carteirinha vigente, com autorização do professor da modalidade em que o aluno estiver matriculado. Nos casos de duas modalidades, são necessárias duas autorizações, uma de cada professor. Também é preciso apresentar o RG com CPF e comprovante de residência, além da declaração da escola do ano vigente.
A renovação de matrícula do primeiro semestre de 2024 prioriza alunos da escola pública, Secretaria de Educação (SEE-DF) e idosos, e está disponível somente até esta sexta (12).
A partir do dia 17 deste mês, estará aberto o período para renovação de matrícula de alunos entre 6 e 17 anos das escolas particulares, indo até o dia 31. Para renovar, além dos documentos exigidos pela SEL, é necessário levar o comprovante de pagamento impresso (original) da taxa semestral com data do ano vigente. Já entre 1º de fevereiro e 1º de março, a renovação estará aberta para a comunidade em geral.
Alunos da rede pública, idosos, hipossuficientes, pessoas com deficiência (PcDs) e alunos da equipe SEL são isentos do pagamento de taxa de matrícula, sendo necessária a apresentação de documentação comprobatória, além do RG com CPF e comprovante de residência. No caso de pessoas acima de 69 anos, é obrigatório o atestado médico do ano vigente.
Desde a inauguração da capital, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) realiza a manutenção das espécies para manter a organização e a beleza das regiões administrativas (RAs)
Brasília é conhecida pela grande quantidade de árvores e abundância de flores que trazem cor para a capital. Desde a inauguração da capital, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) realiza a manutenção das diferentes espécies espalhadas nas regiões administrativas (RAs). Só no Plano Piloto, são 1,5 milhões de árvores plantadas, garantindo sombra para amenizar o calor do Cerrado e nas superquadras funcionam como barreira para o barulho que vem do comércio. Há um calendário de árvores que florescem durante o ano todo no Distrito Federal.
“Brasília tem flores o ano todo”, explica o diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva. “Todas as espécies produzem flores. Algumas passam despercebidas; outras, não.” Ipê, cambuí, paineira, flamboyant, jequitibá, jacarandá, quaresmeira e sapucaia são apenas algumas dessas árvores que colorem as ruas da cidade de amarelo, rosa, vermelho, branco e roxo de janeiro a dezembro. O urbanista Lúcio Costa desenvolveu o projeto da construção do Plano Piloto reforçando a harmonia entre os monumentos e espaços arquitetônicos com ambientes floridos em grandes áreas verdes. Segundo o pioneiro da arquitetura modernista no Brasil, a cidade foi concebida para ter “prédios nascendo como da clareira de uma floresta.”
O ano começa com a florada amarelo-alaranjada do cambuí, em janeiro. São cerca de 350 mil árvores do tipo espalhadas pelo DF, com maior concentração às margens da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), na altura do Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), próximo à Vila Planalto, na via L4 Norte, e em frente ao Quartel General do Exército.
De fevereiro a junho, as tonalidades de cor-de-rosa, mais clara ou mais escura, recobrem as cerca de 150 mil paineiras plantadas em todas as regiões administrativas. A espécie também é chamada de barriguda, por causa das saliências da casca do seu caule.
Paineira – Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Em abril, o lilás e o roxo das quaresmeiras colorem as ruas da capital. Essas árvores se destacam principalmente em frente à SQS 114, nas adjacências do Centro de Atividades (CA) do Lago Norte e próximo à Praça das Fontes, no Parque da Cidade. Já em junho, começa a temporada dos ipês, as árvores mais conhecidas dos brasilienses. A cidade fica colorida de roxo, com flores que permanecem firmes aos pés até setembro. Mas o arco-íris começa a se formar em julho, quando entram em floração os ipês-amarelos. Depois vem o ipê-rosa – tonalidade um pouco mais clara que o roxo –, o branco e o verde. Até outubro há ipês florindo. Dependendo do clima, as espécies podem florir até duas vezes por ano.
Todo o DF tem em torno de 600 mil ipês, com maior concentração no Plano Piloto. Mas essas árvores também estão presentes na maioria das regiões administrativas. Embelezam o percurso dos motoristas que trafegam diariamente pelo Eixão Norte e Sul. Projetam sua beleza de longe, podendo ser avistadas nas quadras 404 e 216 da Asa Norte, na tesourinha da 114 Sul e na altura do Sesc da 504 Sul. As cores dos ipês obedecem a uma ordem de floração, atraindo olhares e cliques dos mais variados espectadores no Distrito Federal. Somente no Plano Piloto são aproximadamente 200 mil exemplares da espécie.
Cambuí – Foto: Arquivo/Agência Brasília
Os ipês, de uma forma geral, atingem o estágio adulto em aproximadamente dez anos e a duração das flores é de 15 dias em média, sendo que uma árvore pode florir mais de uma vez durante o período seco. Como as árvores não florescem todas ao mesmo tempo, a floração de uma mesma cor pode durar até dois meses, dependendo das condições climáticas. As mudas de ipê são plantadas nas áreas verdes em período chuvoso do ano, sendo nativas e adaptadas ao clima do cerrado. Todas as mudas de árvores e flores plantadas pela Novacap no DF são provenientes dos viveiros da Companhia.
Outra atração que compõe o cartão-postal da cidade são os flamboyants, que começam a ficar floridos com o fim da seca, em outubro. A floração vai até dezembro. São apenas 8 mil árvores dessa espécie no Plano Piloto, mas a coloração alaranjada e vermelha das flores destaca a copa na paisagem da capital. As principais espécies podem ser vistas no canteiro leste do Eixão Sul (em frente às superquadras 209, 210 e 211), em frente ao Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), no Eixo Monumental (em frente à Praça do Buriti), no canteiro central da Estrada Parque Dom Bosco e no Lago Sul, e ainda em cidades como Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Gama e Taguatinga.
Arborizar uma cidade não é uma tarefa puramente ornamental. As árvores purificam o ar, proporcionam sombra, abrigam a fauna, atenuam a luminosidade excessiva da capital, melhoram a umidade do ar, reduzem a ação dos ventos, diminuem ruídos e impactos sonoros e proporcionam conforto ambiental.
Flamboyant – Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
No período de estiagem, são utilizadas flores de espécies resistentes ao sol e calor como as camomilas, cravos, dálias, flocos, perpétuas, petúnias e sálvias. Além das zíneas, com uma grande variedade de cores. No período de chuva, mesmo tendo menos opções, Brasília segue florida. Com espécies que sobrevivem ao solo encharcado.
Para manter nossa cidade bonita e segura, quando temos fortes chuvas e ventos, a Novacap faz as podas preventivas. Nelas são avaliados se a árvore está saudável, ou sofrendo alguma patologia. Se estiver doente, ou se os galhos estiverem apresentando algum risco para pedestres e motoristas, realiza-se a poda. Mas se ela estiver em fase de declive, será suprimida. Ao longo dos anos da cidade, muitas das árvores já cumpriram seu papel e foram vencidas pelo tempo ou pela própria ação da mãe natureza e, por isso, precisaram ser retiradas.
Os moradores do Distrito Federal que encontrarem árvores em situações que possam gerar transtornos devem entrar em contato com a Novacap pelo número 3403-2626. Em poucos dias, engenheiros florestais da companhia irão ao local para avaliar as condições e tomar as providências necessárias. Já no caso de o cidadão considerar que a árvore pode cair subitamente, deve entrar em contato com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal pelo telefone 193.
Destruir, danificar, lesar ou maltratar plantas em endereços públicos ou privados é crime previsto em lei. É o que prevê o artigo 49 da lei nº 9.605/1998, que dispõe sobre as condutas lesivas ao Meio Ambiente. A pena é de detenção, de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Para denunciar atos de vandalismo ou furtos, basta ligar para a Ouvidoria da Novacap, no telefone 3403-2626, ou na Polícia Civil, pelo número 197.
Ao todo serão 10 mil vagas para a prova, marcada para o dia 27 de janeiro
A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) abrirá, nesta quarta-feira (10), às 10h, novo lote de inscrições para a 51ª Corrida de Reis. Nesta etapa serão três mil vagas e os corredores poderão realizar a inscrição por meio da plataforma Sympla. O link também estará disponível no site da SEL. A prova acontece no próximo dia 27 de janeiro, com largada às 17h em frente ao Palácio do Buriti, com percursos de 6 km e 10 km.
A 51ª Corrida de Reis contempla as categorias Geral e Pessoas com Deficiência (PcDs) – cadeirantes e andantes. Os andantes estão classificados entre deficientes visuais, deficientes intelectuais, mobilidade superior reduzida, mobilidade inferior reduzida. O atleta guia também deverá estar devidamente inscrito na prova utilizando-se do mesmo procedimento de inscrição dos atletas PcDs. A idade mínima para participação no evento é de 14 anos completos para a prova de 6 km e de 16 anos para a prova de 10 km.
“A população estava ansiosa para a retomada dessa corrida. Tanto que no primeiro dia de inscrições a plataforma recebeu mais de 200 mil acessos em apenas quatro horas,” comenta o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “Nós decidimos escalonar as inscrições para justamente democratizar e dar oportunidade à quem deseja participar da corrida”, explica.
A largada acontecerá pontualmente às 17h para a categoria Pessoas com Deficiência, às 17h05 para atletas profissionais, às 17h10 para os corredores inscritos na prova de 10 km e às 17h15 para os corredores inscritos na prova de 6 km.
Premiação
Nesta edição serão premiados os 10 primeiros colocados da categoria geral na prova dos 10 km no masculino e feminino, os três primeiros colocados da categoria cadeirante na prova dos 10 km no masculino e feminino e os três primeiros colocados da categoria andante na prova dos 10 km no masculino e feminino. Os prêmios variam de R$ 400 a R$ 10 mil. Os três primeiros colocados nas categorias cadeirante e andante também receberão premiação em dinheiro. Os valores variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil. No total, o prêmio para a categoria adulta soma R$ 83 mil e recebe o patrocínio do BRB.
Percursos
A largada da prova será em frente ao Palácio do Buriti. Todos os inscritos farão o retorno que antecede a Catedral Rainha da Paz, seguem pelo Eixo Monumental, retornando na via de ligação do Ministério Público e Buriti. Os participantes que optarem pelo percurso de 6 km seguem na Via N1, retornando na altura da Torre de TV e seguem até o ponto de chegada, marcado em frente à Arena BRB Nilson Nelson. Os participantes que optarem pelo percurso de 10 km seguem pela Via N1, retornando na altura da Catedral de Brasília, finalizando a corrida no ponto de chegada.
Kits
Os kits da corrida serão entregues nos dias 22, 23 e 24 deste mês, das 10h às 19h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Cada um desses kits será composto por ecobag, camisa oficial do evento, número de peito e viseira. Durante a retirada, o corredor poderá doar, de forma voluntária, 2 kg de alimento não perecível. A arrecadação será realizada pela Defesa Civil do Distrito Federal em parceria com a Chefia Executiva de Políticas Social, por meio da ação Solidariedade Salva.
Para garantir a segurança dos corredores, o evento receberá apoio dos órgãos competentes e disponibilização de monitores para orientar os participantes. Serão colocados à disposição dos atletas regularmente inscritos sanitários e guarda-volumes nas áreas de largada e de chegada da prova. Haverá também três pontos de hidratação durante o percurso da prova.
Data também é válida para inscritos na Educação de Jovens e Adultos (EJA); efetivação deve ser presencial e é importante para garantir a vaga do aluno
O prazo para efetivação das matrículas na rede pública de ensino do DF termina nesta quarta-feira (10). Os alunos ou responsáveis devem comparecer presencialmente à escola onde o estudante foi contemplado portando a documentação necessária – modelos originais e cópias. O prazo também é válido para inscritos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). As aulas na rede pública de ensino do Distrito Federal estão previstas para começar em 19 de fevereiro.
Veja aqui os documentos exigidos para a matrícula.
A efetivação da matrícula deve ser feita pelos novos alunos inscritos na rede para o ano letivo de 2024. A renovação das matrículas dos demais é automática. O estudante contemplado em escola sequencial e no remanejamento escolar também deve realizar a matrícula.
Todos os 25.466 novos alunos inscritos na educação regular têm vaga garantida na rede pública de ensino do DF, assegura a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Ela reforça a importância de os pais ou os responsáveis comparecerem à unidade escolar na qual o estudante foi contemplado para efetivar a matrícula. “Isso é muito importante para que o aluno não perca a vaga naquela determinada escola”, explica a gestora.
Quem não confirmar a matrícula, perde a vaga na escola indicada e só terá nova oportunidade quando foram abertas as vagas remanescentes – aquelas que sobrarem depois do período regular da matrícula. As inscrições podem ser feitas no período de 17 a 21 de janeiro, sendo a efetivação realizada no período de 31 de janeiro a 2 de fevereiro.
Pelo menos 352 crianças e jovens de até 18 anos receberão amparo do benefício, no valor de um salário mínimo; famílias devem entrar em contato com a Secretaria da Mulher
A Secretaria da Mulher (SMDF) realiza a busca ativa das famílias a serem atendidas pelo programa Acolher Eles e Elas para receberem o auxílio de um salário mínimo para cada órfão de mães vítimas de feminicídio. A Lei nº 7.314, que trata do auxílio financeiro, é mais uma política pública de assistência às vítimas realizada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para amenizar os impactos psicológicos das crianças e jovens.
Durante o primeiro contato, feito pelos telefones (61) 3330-3118 e (61) 3330-3105, a equipe da SMDF explica quais documentos devem ser apresentados e agenda o atendimento individual na sede da SMDF, no anexo do Palácio do Buriti. Após a confirmação do benefício, os órfãos receberão, no endereço indicado, o cartão-benefício a ser disponibilizado pelo Banco de Brasília (BRB), no prazo de até 30 dias.
Pelo menos 352 crianças e jovens de até 18 anos terão direito ao amparo do benefício. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, é muito importante que as famílias atendam as ligações ou liguem para os números indicados para solicitarem o benefício. “O programa Acolher Eles e Elas é por criança, acumulativo e autônomo, ou seja, ele não depende de nenhum outro benefício. Para aquelas famílias que já recebem algum crédito, este não será cortado por conta do novo benefício”, completa.
Documentos a serem apresentados:
→ Boletim de ocorrência; → Comprovante de residência; → Comprovante do vínculo com o órfão; → Documentos pessoais do órfão e do responsável; → Formulário de vulnerabilidade entregue pela Secretaria da Mulher.
Documento criado pela Secretaria de Educação sensibiliza profissionais e chama a atenção para temas como bullying e automutilação
A Secretaria de Educação (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), elaborou o Guia de Valorização da Vida, documento que promove reflexões e ações preventivas relacionadas à saúde mental no ambiente escolar. Disponível para download no site da Secretaria, o guia aborda questões críticas como bullying, automutilação e suicídio nas escolas, reconhecendo a importância de discutir os temas de forma aberta e proativa.
O Guia de Valorização da Vida também terá versão impressa, a ser distribuída nas escolas do Distrito Federal, buscando sensibilizar e formar todos os profissionais da Educação para lidar com as temáticas de maneira profissional e acolhedora. A iniciativa representa um passo significativo no cuidado com a saúde mental dos estudantes, famílias e equipes escolares e contribui para a construção de ambientes educacionais mais seguros e acolhedores.
O documento destaca a escola como um “espaço privilegiado da diversidade da constituição humana” e reconhece a necessidade de novas reflexões sobre o papel dos profissionais da Educação diante das dinâmicas sociais contemporâneas. O guia ressalta, também, a importância de envolver toda a comunidade escolar — a equipe gestora, equipe pedagógica, professores, pedagogos, psicólogos, orientadores educacionais, secretários escolares, porteiros e merendeiros –, além das famílias dos alunos. A publicação enfatiza, ainda, a necessidade do trabalho articulado com a rede de apoio externo à escola, junto a órgãos de saúde, assistência social, segurança pública, entre outros.
O guia tem como objetivo principal promover um debate que vá além de uma abordagem punitiva. A diretora de Serviços de Apoio à Aprendizagem, Direitos Humanos e Diversidade da SEEDF, Patrícia Souza Melo, destaca a importância de refletir sobre as formas de trabalhar preventivamente no cotidiano escolar, alinhando ações que contribuam para a formação e o desenvolvimento integral dos estudantes, famílias e profissionais da educação.
“É nas relações sociais entre todos do contexto escolar, no exercício do nosso cotidiano, que podemos promover mudanças e processos de conscientização. Considerando como a complexidade da vida, a forma como nos relacionamos, sentimos, reagimos e pensamos é pautada em nossas práticas sociais”, enfatiza.
Temáticas abordadas
O documento aborda o bullying, suicídio e automutilação a partir de uma análise histórica e cultural, considerando esses fenômenos como construtos não estáticos da sociedade. O intuito é oferecer uma visão ampla desses desafios e discutir como preveni-los por meio de mediações pedagógicas.
O Guia de Valorização da Vida se junta a outras publicações da Secretaria de Educação do DF, como o Caderno Orientador Convivência Escolar e Cultura de Paz e o Guia de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres, com o intuito de refletir sobre a importância da convivência escolar e da construção de uma cultura de paz, considerando a escola como espaço de respeito à diversidade e às práticas inclusivas, fortalecendo a escuta, o diálogo e o protagonismo estudantil.
Com os pequenos em casa por mais tempo, é preciso atenção redobrada para evitar quedas, queimaduras e outros perigos
Com as férias escolares, crianças costumam ficar em casa por mais tempo – e é essa a hora em que os cuidados devem ser redobrados, pois aumentam os riscos de acidentes domésticos quando os pequenos ficam procurando com o que se ocupar.
Olho vivo em todos os cômodos, principalmente na cozinha: crianças devem ficar longe do fogo – Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde
Para divulgar as principais dicas que contribuem com a segurança no lar, a Agência Brasília ouviu gestores do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e da Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Eles orientam para atitudes preventivas e também sobre os primeiros-socorros em casos de queimaduras.
Prevenção é a chave
A prevenção é a melhor forma de garantir a segurança das crianças durante as férias. A primeira e mais importante medida é manter uma supervisão constante de crianças por adultos, não por outra criança.
“Primeiro deve-se lembrar aos pais que, como é uma época previsível, é importante ter uma programação – colônia de férias e coisas assim – para que criança gaste a energia acumulada e não tente coisas perigosas”, exemplifica o major Bohle, do CBMDF.
Entre as dicas do bombeiro para evitar acidentes em casa, está a restrição de acesso a ambientes perigosos, como cozinha, churrasqueiras, área de serviço com eletrodomésticos e piscinas. Se possível, indica ele, a piscina deve ter grades para que evite afogamentos.
Cozinha e sala
Na cozinha é preciso um cuidado especial, retirando do local objetos cortantes, produtos inflamáveis, químicos e medicamentos. Limitar o acesso aos banheiros também pode prevenir afogamentos e acidentes com os boxes de blindex.
Na hora de cozinhar, é essencial manter panelas e frigideiras com o cabo voltado para dentro do fogão, de preferência utilizando as bocas de trás. Além disso, é preciso ter cuidado ao manusear recipientes quentes no forno e, principalmente, no micro-ondas – que pode aparentar uma falsa sensação de segurança.
Em apartamentos, é importante não deixar móveis próximos às janelas, para evitar que os pequenos tentem fazer “escaladas”. Também é recomendável usar redes de proteção instaladas por empresas credenciadas.
Quem tem crianças menores deve utilizar protetores de tomada e de quina. Dos três aos 18 meses de vida, os bebês estão na chamada fase oral, o que significa que reconhecem o mundo pela boca. Por isso é importante mantê-los longe de equipamentos eletrônicos nesse período de descoberta.
Queimaduras também podem ser prevenidas mantendo ferro de passar e equipamentos de alisamento de cabelo guardados e longe do alcance das crianças. É ainda importante evitar a exposição prolongada aos raios solares, utilizando o protetor de hora em hora e evitando horários de pico (depois das 10h e antes das 15h).
Primeiros-socorros
Em caso de queimaduras, o primeiro passo é interromper o processo de queimação, aliviando e resfriando a região. Para isso, deve-se lavar a ferida apenas em água corrente, por cerca de 20 minutos. O chefe da Unidade de Queimados do Hran, Ricardo de Lauro Machado Homem, adverte: “Apenas água! Nada de manteiga, pasta de dente, aloe vera ou essas coisas que as pessoas inventam de colocar. Dependendo da queimadura, o contato com outras substâncias pode piorar o ferimento e dificultar a cura”.
Ele ressalta que as queimaduras por produtos químicos podem ter uma reação ainda pior em contato com outras substâncias. Em caso de bolhas, após o resfriamento, a área queimada deve ser protegida com um pano limpo e levemente umedecido com água.
Também é importante beber muito líquido, pois as queimaduras podem liberar secreções e causar desidratação. Crianças e idosos costumam apresentar mais repercussão nas feridas, pela fragilidade da pele.
Primeiras providências
No caso de se atear acidentalmente fogo nas roupas, uma atitude imediata a tomar é rolar no chão, se não houver água por perto. O ideal é não sair correndo, porque o oxigênio pode alimentar as chamas.
Em caso de cortes, o procedimento também é lavar com água corrente e utilizar um pano limpo para envolver a região. Dependendo da lesão, o pano pode ser umedecido com água. No atendimento hospitalar, a ferida é limpa e um curativo adequado é feito, bem como o controle da dor do paciente e a checagem de vacinas.
Já para choques elétricos, a primeira coisa a fazer é desligar a chave-geral de energia. Uma haste de madeira seca (não pode ser úmida, caso contrário passa a funcionar como um condutor) pode ser utilizada para desvincular a vítima da fonte de eletricidade.
É sempre importante colocar a vítima em uma posição segura até a chegada do socorro. Depois do choque, a pessoa deve ficar em posição lateral, para não obstruir as vias aéreas.
Para evitar engasgos, a recomendação é não deixar a criança levar à boca pedaços grandes de comida. Caso não haja o conhecimento do que fazer nessa situação, o socorrista – por meio do telefone 193 – passará orientações de primeiros-socorros até a ajuda chegar. Em qualquer caso de emergência, não hesite em acionar o Corpo de Bombeiros por esse número.
Queimaduras
Em 2021, foram registrados quase 3 mil atendimentos de pacientes queimados no pronto-socorro do Hospital Regional de Asa Norte (Hran). Das 313 internações na Unidade de Queimados, 22% eram de crianças, considerando crianças a parcela da população com 13 anos ou menos. Desse total, cerca de 14% foram vítimas de queimaduras por álcool – tipo de acidente que vem se repetindo.
De acordo com o chefe da Unidade de Queimados do Hran, Ricardo Machado, o aumento pode estar relacionado a uma maior disponibilidade de álcool nas residências, sem a correspondente supervisão de adultos responsáveis.
“Um fator que contribui para o aumento do número de acidentes com álcool é que ele tem sido usado de forma improvisada para cozinhar, uma vez que o gás de cozinha tem estado num preço proibitivo para uma parcela considerável da população”, avalia o médico.
Unidades voltam a atender a população de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h; serviços também estão disponíveis no Na Hora
Os postos de identificação biométrica (PIBs) retomam o horário normal de funcionamento a partir desta segunda-feira (8). Com isso, as unidades voltam a atender a população de segunda a sexta, das 7h às 19h, sem a necessidade de agendamento prévio.
Nos PIBs, o cidadão pode emitir a primeira via da Carteira de Identidade Nacional (CIN). O serviço é ofertado no Distrito Federal desde 21 de novembro do ano passado.
A CIN chega para substituir as identidades estaduais e oferece a unificação dos dados de todos os brasileiros, utilizando o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número exclusivo de identificação em todo o território nacional. A carteira também conta com um QR Code para facilitar a verificação rápida e eficiente da regularidade da documentação pelas autoridades de segurança pública.
A emissão pode ser solicitada em um dos nove PIBs distribuídos pelas regiões administrativas do DF, mas o novo modelo de identificação nacional só será exigido como documento oficial obrigatório a partir de 2032 – Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
“Essas mudanças ajudam a diminuir muito a possibilidade de fraudes documentais. Antigamente, antes da CIN, uma pessoa poderia ter 27 identidades diferentes, uma para cada unidade da Federação; agora, passa a ser uma única identidade para todo o país”, explica a diretora adjunta do Instituto de Identificação da Polícia Civil (IIPCDF), Vanessa Gozzer Viegas Spagnolo.
Como emitir a CIN
Para obter a carteira, é necessário estar com o CPF regularizado junto à Receita Federal e apresentar, além do documento, uma certidão de nascimento ou casamento atualizada, em via original, versão física ou meio digital, ou cópia autenticada em cartório. Todos os dados da certidão precisam estar em conformidade com os registros da Receita Federal.
A emissão pode ser solicitada em um dos nove PIBs distribuídos pelas seguintes regiões administrativas do DF: Asa Sul (1ª DP), Cruzeiro (3ª DP), Guará (4ª DP), Planaltina (16ª DP), Samambaia (32ª DP), Santa Maria (33ª DP), Paranoá (6ª DP), São Sebastião (30ª DP) e no Recanto das Emas (27ª DP).
A PCDF lembra que quem está com a documentação em dia não precisa ter pressa para emitir a CIN. O novo modelo de identificação nacional só será exigido como documento oficial obrigatório a partir de 2032.
Secretaria de Saúde reforça alerta de prevenção em meio à época chuvosa
As altas temperaturas e o início da época chuvosa criam condições propícias à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como a dengue. Enquanto buscamos relaxar e aproveitar momentos de lazer nas férias, a prevenção se torna ainda mais importante. Para garantir uma viagem tranquila e livre de preocupações, é essencial adotar medidas preventivas eficazes que mantenham a casa protegida.
Equipes de agentes de saúde realizam vistorias nas residências, orientam os moradores sobre as medidas preventivas, identificam e eliminam possíveis focos de reprodução do mosquito – Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF
“Todo pequeno recipiente pode virar um criadouro de larvas de mosquito. Esse período em que há chuva e sol é o momento mais propício para as fêmeas depositarem seus ovos. Em até sete dias, ou até um pouco antes, já temos mosquitos adultos”, alerta a chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias da Secretaria de Saúde (SES-DF), Cristina Soares Campelo.
Antes de sair de casa, é fundamental verificar cuidadosamente todos os possíveis focos de reprodução do mosquito, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água (vasos de plantas, pneus, garrafas e caixas d’água mal vedadas). Outra medida preventiva é esvaziar e lavar os bebedouros de animais de estimação, evitando o acúmulo de água parada, além de certificar-se de que as calhas estejam limpas e desobstruídas, permitindo o escoamento adequado da água da chuva.
Mesmo em ausências curtas, Campelo ressalta que os cuidados não podem ser negligenciados. “Você pensa: ‘ah, em uma semana eu volto’. Esse período pode significar o desenvolvimento de uma população completa de mosquitos adultos. Cada um deles tem a capacidade de voar entre 500 metros e um quilômetro por dia. Isso significa que, se uma casa se torna um foco gerador do Aedes aegypti, ela passa a ter o potencial de transmitir dengue para toda a rua”, explica.
Piscinas e reservatórios maiores não podem ficar de fora da lista de checagem. Caso não seja possível esvaziá-los, recomenda-se o uso de produtos larvicidas e entrar em contato com o profissional responsável pela manutenção da piscina, solicitando atenção redobrada e reforço no uso de cloro. É recomendado ainda cobrir a piscina com lona e verificar se há elevações ou afundamentos que possam acumular água, já que qualquer espaço desses também serve de criadouro.
Prevenção coletiva
A SES-DF tem desenvolvido iniciativas para combater a doença. A pasta busca informar a população sobre os riscos do mosquito e a importância da prevenção. Para tanto, equipes de agentes de saúde realizam vistorias nas residências, orientam os moradores sobre as medidas preventivas, identificam e eliminam possíveis focos de reprodução do mosquito.
A SES-DF também faz a aplicação do inseticida de ultrabaixo volume (UBV), conhecido popularmente como “fumacê”. A prática ocorre em horários específicos, das 5h às 7h e das 16h às 19h, acompanhando os hábitos do mosquito que, pela manhã, ao nascer do Sol, sai para se aquecer e depois volta à casa dos moradores. À tarde, sai para reproduzir.
Segundo Corpo de Bombeiros, piloto e passageiros foram resgatados. Acidente foi na tarde de sábado (6), próximo ao Cota Mil Iate Clube
Uma lancha com nove pessoas afundou no Lago Paranoá, em Brasília, na tarde de sábado (6). Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto e os oito passageiros — três homens e seis mulheres — foram resgatados.
O acidente foi próximo ao píer do Cota Mil Iate Clube, no Setor de Clubes Sul, por volta das 18h. Os militares informaram que no momento do naufrágio outras duas embarcações se aproximaram para ajudar no resgate do grupo.
Lancha afunda no Lago Paranoá, em Brasília, e bombeiros resgatam nove pessoas — Foto: Divulgação/CBMDF
Os bombeiros avaliaram as nove pessoas que estavam na lancha, duas delas tiveram ferimentos leves, mas ninguém precisou ser levado ao hospital. A Marinha do Brasil foi acionada para investigar as causas do acidente.