Categoria: Cidades

  • Parada de ônibus em frente ao Pátio Brasil está liberada para uso

    Parada de ônibus em frente ao Pátio Brasil está liberada para uso

    Local estava interditado desde o início de abril para as obras em andamento na W3 Sul. Liberação ocorreu às 18h30

    Os usuários do transporte coletivo já podem pegar o ônibus de volta para casa na parada em frente ao shopping Pátio Brasil. O local estava interditado desde o início de abril para a continuidade das obras de substituição do pavimento da faixa destinada aos ônibus na W3 Sul.

    “Na medida em que os serviços avançam, vamos retomando a normalidade na região. Na semana passada, liberamos o cruzamento entre o shopping e o Setor Hoteleiro Sul e o recuo utilizados por táxis e motoristas de aplicativo. Hoje foi a vez de liberarmos a parada de ônibus”, explica o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro.

    Antes da liberação, por volta das 18h30, equipe da empresa responsável pela obra promoveram limpeza da região, desde a via S2 até o trecho em obras. Já o Detran atuou no religamento do semáforo e na reforma da faixa de pedestres.

    “Estamos falando de um dos locais com o maior fluxo de pessoas e veículos do DF. Essa ação integrada entre órgãos do GDF e contratada foi fundamental para o cidadão”, destaca Erinaldo Sales, subsecretário de acompanhamento de fiscalização de obras.

    Sobre a obra

    A reforma na W3 Sul tem o investimento total de R$ 25,6 milhões e gera cerca de 240 empregos diretos e indiretos. Os recursos são da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e foram repassados à Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal por meio de convênio.

    O pavimento rígido na faixa destinada aos ônibus ao longo do trecho entre as quadras 703 e 716 já foi entregue. No sentido contrário da via, no lado comercial, o trecho na altura das 516 e 515 Sul também estão concluídos. A concretagem segue em ordem decrescente pelas quadras até a finalização.

    Além da implementação do pavimento rígido, o projeto prevê a execução de redes de drenagem, abertura de bocas de lobo e pavimentação. Bem como a construção de calçadas, meios-fios, paisagismo e sinalização.

    Assim que for concluída a obra, cada sentido da W3 Sul terá uma faixa de rolamento com pavimento rígido (concreto), por onde passará o transporte público, e duas com pavimento flexível (asfalto), para o fluxo de carros e motocicletas.

  • Metrô-DF recolhe 6 toneladas de doações para o Rio Grande do Sul em uma semana

    Metrô-DF recolhe 6 toneladas de doações para o Rio Grande do Sul em uma semana

    Desde último dia 8, as 17 estações funcionam como postos de arrecadação

    O brasiliense aderiu em peso ao chamado da solidariedade em prol das vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul (RS). Até esta quarta-feira (15), seis toneladas de doações foram recolhidas pelo Metrô-DF, a maior parte de roupas.

    Desde o dia 8 de maio, as 17 estações estão entre os postos de coleta do movimento Brasília pelo Sul, uma campanha do Governo do Distrito Federal capitaneada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais. São elas: Central, Galeria, 102 sul, 106 sul, 108 sul, 110 sul, 112 sul, 114 sul, Guará, Arniqueiras, Águas Claras, Relógio, Furnas, Terminal Samambaia, Ceilândia Centro, Terminal Ceilândia e Shopping. O Centro Administrativo e Operacional do Metrô-DF (CAO), sede da empresa em Águas Claras, também receberá donativos.

    As doações passam por triagem no CAO e são descarregadas em local indicado pelo governo para ser transportado ao RS. Duas toneladas já estão sendo direcionadas para as regiões afetadas pelas enchentes. O restante está no centro administrativo, sendo separado em pacotes e identificado.

    Segundo Letícia Divina, gerente de Projetos Especiais do Metrô-DF, é muito importante que os objetos destinados à doação estejam limpos e em boas condições. “A triagem é um processo que pode ser facilitado se as doações, sobretudo de roupas, estiverem identificadas também. Assim, tudo chega mais rápido a quem está precisando”, observa.

    O que doar

    Neste momento, são bem-vindas roupas apropriadas para o inverno, inclusive acessórios como cachecóis, luvas e toucas. Colchões, água, roupas de cama, toalhas de banho, cobertores, material de higiene, material de limpeza, leite em pó, ações para animais, cestas básicas, absorventes, roupas íntimas, mamadeiras e bicos, fraldas infantis e geriátricas são outros itens necessários

    Cuidados ao doar

    → Não doe roupas rasgadas, sujas, manchadas ou sem condições de uso
    → Roupas e sapatos devem ser lavados antes da doação
    → Acondicione os itens em sacolas plásticas identificadas por sexo e tamanho

  • Parque Urbano do Setor O, em Ceilândia, é oficialmente criado

    Parque Urbano do Setor O, em Ceilândia, é oficialmente criado

    Decreto publicado nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial do Distrito Federal também aprova o Plano de Uso e Ocupação do local

    Depois de 29 anos de espera, uma boa notícia para os moradores de Ceilândia. O governador Ibaneis Rocha assinou o Decreto n° 45.796, que cria oficialmente o Parque Urbano do Setor O, aprova o Plano de Uso e Ocupação do local e autoriza o cancelamento do registro do parcelamento dos lotes que interferem em sua poligonal. A norma foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (15).

    Na prática, o decreto estabelece o perímetro da poligonal e os usos permitidos. Dessa forma, é possível regularizar o espaço público onde o parque está inserido, para que seja melhor utilizado pela população. Com a medida, é possível garantir mais qualidade de vida aos frequentadores, que terão um ambiente mais estruturado e com melhor aproveitamento.

    “Esse espaço aprovado no Plano de Uso e Ocupação é o que a população reconhece como o Parque Urbano do Setor O. Depois do decreto aprovado, será possível desenvolver os projetos de paisagismo para implantação do parque”, explica a subsecretária interina de Desenvolvimento das Cidades da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), Letícia Luzardo.

    Elaborado pela Administração Regional de Ceilândia, o plano pretende agregar valor ao local com uma utilização mais diversificada e abrangente, admitindo atividades institucionais, comerciais, de serviços e coletivas (cultura, esporte e lazer). De acordo com a Administração, os próximos passos serão as manutenções emergenciais, como a recuperação do alambrado que cerca o local e dos equipamentos já existentes.

    “A expectativa é muito grande quanto aos próximos passos para que o Parque Urbano do Setor O saia do papel. Assinado o decreto de criação, iniciará a fase de elaboração dos projetos arquitetônicos das edificações que serão feitas”, informou o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende. “Paralelamente, pode-se começar o cercamento e a implementação de equipamentos que já possuem projeto, como, por exemplo, o campo de grama sintética e os pontos de encontro comunitário (PECs)”, ressaltou.

    Arte: Administração Regional de Ceilândia

    Setorização

    O Plano de Uso e Ocupação estabelece uma área total de 103.252,072 m² para o parque, dividindo o local em três zonas diferentes. Na Zona A são previstos novos equipamentos públicos e mobiliários voltados ao esporte e lazer, como academia de ginástica, pista de skate, playground, quadra poliesportiva coberta, campo de futebol, banheiros, vestiários, duchas, bebedouros, parcão, mesas, bancos, lixeiras, estacionamento, quiosque, guarita e pergolados (estruturas para fazer sombra).

    A Zona B é uma área de ligação entre a Zona A e a Zona C, que terá melhorias no calçamento com mais acessibilidade, rotas de ciclovias complementares e circuitos. Já a Zona C receberá a sede da Administração do Parque, um ponto de apoio da Polícia Militar, anfiteatro, quadra de areia, paraciclos, depósito, mais banheiros e vestiários, entre outros.

    Também estão previstas adequações nas linhas de ônibus, na drenagem e na sinalização de trânsito, além do plantio de 34 espécies de árvores nativas do cerrado, como ipês e jatobás, para promover a diversidade ambiental e garantir o sombreamento das pistas de cooper e ciclovias já existentes. O parque ainda terá um horário de funcionamento e serviços de segurança, manutenção e conservação.

    O plano foi aprovado de forma unânime pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan), em votação realizada em abril.

  • Mais de dois mil novos beneficiários do DF Social têm até o dia 26 para abrir conta

    Mais de dois mil novos beneficiários do DF Social têm até o dia 26 para abrir conta

    Caso contrário, a família perde o benefício; para saber se foi contemplado, o cidadão deve fazer a consulta no site GDF Social e abrir conta social pelo aplicativo BRB Mobile

    A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) convoca 2.123 novas famílias beneficiárias do DF Social para abrirem a conta social pelo aplicativo do Banco de Brasília (BRB) e terem acesso ao benefício. São novos beneficiários que passam a receber mensalmente um auxílio de R$ 150.

    Essa conta bancária tem que ser aberta até as 18h do dia 26 de maio, somente pela internet, via aplicativo BRB Mobile. Caso contrário, a família perde o benefício e terá que aguardar para ser novamente contemplada.

  • Escavação das trincheiras do Viaduto do Riacho Fundo entra na fase final

    Escavação das trincheiras do Viaduto do Riacho Fundo entra na fase final

    Etapa de encabeçamento foi concluída e o trajeto original para veículos foi retomado após fim dos desvios na região. Investimento de R$ 22,3 milhões vai beneficiar 100 mil motoristas que circulam por lá diariamente

    O período de estiagem já chegou ao Distrito Federal e a expectativa é que as obras em andamento sejam aceleradas. No Viaduto do Riacho Fundo, as escavações das trincheiras das estruturas entraram no estágio final. No sentido Samambaia, os operários já escavaram 300 metros horizontalmente a uma profundidade de cerca de cinco metros.

    Com investimento de R$ 22,3 milhões, os trabalhos no Viaduto do Riacho Fundo, estão sendo acelerados no período de estiagem. Na semana passada, o último desvio construído para as obras da estrutura viária foi desfeito e o fluxo de veículos, normalizado | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    “As escavações no viaduto sentido Samambaia estão mais avançadas; as equipes estão realizando o mesmo serviço no sentido Plano Piloto. Esta fase de estiagem é muito boa porque a obra avança. Nossa intenção é dar mais celeridade aos trabalhos”, explicou a engenheira do DER-DF Sandra Martins, responsável pela execução da obra viária.

    Sandra Martins, engenheira do DER-DF: “Esta fase de estiagem é muito boa porque a obra avança. Nossa intenção é dar mais celeridade aos trabalhos”

    Na semana passada, o último desvio construído para as obras da estrutura viária foi desfeito e o fluxo de veículos, normalizado. A liberação marca o fim da fase de encabeçamento – um serviço de aterro nas cabeceiras do viaduto para nivelar as alças. As quatro lajes foram concluídas e, nesta fase da obra, as equipes se concentram em finalizar a escavação das trincheiras.

    A comerciante Elza de Paula acompanha de perto o andamento das obras: “Dá para ver que o pessoal está trabalhando e agora mais ainda, porque tem muito carro. Agora consigo ver de perto tudo que eles fazem”

    A comerciante Elza de Paula, 65 anos, trabalha em um quiosque em frente às obras. Para ela, os operários estão atuando em ritmo acelerado. “Eu fico aqui todos os dias observando eles trabalharem. Dá para ver que o pessoal está trabalhando e agora mais ainda, porque tem muito carro. Agora consigo ver de perto tudo que eles fazem”, revelou.

    O aposentado Miguel Regis elogia a rapidez nos trabalhos durante o período de seca e avalia: “Antes, eu precisava trazer minha filha para estudar aqui ao lado e eu levava 14 minutos para conseguir fazer uma ultrapassagem segura. Com o novo viaduto, vai trazer mais segurança para os motoristas e pedestres também”

    Já o aposentado Miguel Regis, 61, mora há dez anos na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE). Ele elogia a rapidez nos trabalhos durante o período de seca: “O andamento está muito acelerado. Dá para ver que eles já estão querendo terminar essa obra”, disse. “Antes, eu precisava trazer minha filha para estudar aqui ao lado e eu levava 14 minutos para conseguir fazer uma ultrapassagem segura. Com o novo viaduto, vai trazer mais segurança para os motoristas e pedestres também”, concluiu.

    Como vai ficar

    Com a conclusão da obra, o balão próximo ao 21º Grupamento de Bombeiro Militar será eliminado. A rotatória, atualmente é usada pelos motoristas para acessar a região administrativa e a Área de Desenvolvimento Econômico (ADE), em Águas Claras, e costuma ficar engarrafada nos horários de pico.

    As pistas terão 200 metros de comprimento cada uma e facilitarão o acesso tanto para o Riacho Fundo quanto para a ADE de Águas Claras.

     

  • Dia Sem Lixo incentiva o descarte correto de resíduos

    Dia Sem Lixo incentiva o descarte correto de resíduos

    ‌Data ocorre junto com o Dia do Gari, quando os profissionais de limpeza urbana do DF estarão de ponto facultativo e serão homenageados em um evento comemorativo

    O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) promove, na próxima quinta-feira (16), o Dia Sem Lixo – em que não haverá coleta e transporte de resíduos sólidos nem varrição de áreas públicas. É que os profissionais responsáveis pela limpeza urbana das cidades estarão de folga, por causa do Dia do Gari, celebrado na mesma data.

    O diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira, afirma que, na ocasião, as pessoas não devem sujar a cidade nem depositar o lixo fora de casa. “A ideia é chamar a atenção para a questão da limpeza urbana e para a valorização dos garis, que nunca param para manter o DF limpo e promover saúde para toda a população”, pontua. Os serviços serão retomados normalmente na sexta-feira (17), conforme o planejamento de cada empresa.

    O Dia do Gari foi instituído como ponto facultativo pelo governador Ibaneis Rocha em 2022, exclusivamente para os trabalhadores da limpeza urbana. A profissão foi reconhecida nacionalmente em 16 de maio de 1976 e, desde então, a categoria luta por reconhecimento e valorização.

    “É um momento para refletirmos sobre o impacto do trabalho de limpeza urbana e também para valorizarmos os nossos garis, que são profissionais tão importantes na nossa sociedade. Portanto, no dia 16 de maio, vamos mostrar nosso apoio e respeito por eles, organizando nosso lixo com antecedência e evitando deixar sacos de lixo na rua nesta data. É um pequeno gesto que faz uma grande diferença”, enfatiza o titular do SLU.

    Conforme Instrução Normativa do SLU, as atividades dos contratos de coleta seletiva e de triagem realizados por cooperativas também não serão prestadas no dia 16 de maio. O objetivo é impedir o acúmulo de resíduos nas Instalações de Recuperação de Recicláveis, que funcionarão no sábado anterior ao Dia do Gari para manter a normalidade do recebimento e da triagem de resíduos.

    No entanto, o ponto facultativo não se aplica aos servidores da autarquia e não afeta o funcionamento das Usinas de Tratamento Mecânico Biológico, da Unidade de Recebimento de Entulhos (URE), do Aterro Sanitário de Brasília (ASB), e dos Pontos de Entrega Voluntária, conhecidos como papa-entulhos.

    Festa

    A comemoração do Dia do Gari já está garantida. Será no Pavilhão do Parque da Cidade, das 8h às 14h. A programação terá lanche especial, música ao vivo, sorteio de prêmios, show de talentos dos garis com premiação, serviços de saúde, entre outras atrações.

  • Mais de 1,3 mil propriedades do DF são assistidas pelo Guardião Rural

    Mais de 1,3 mil propriedades do DF são assistidas pelo Guardião Rural

    Policiamento comunitário está presente em 21 regiões administrativas e abrange mais de 98% das fronteiras do DF

    O programa Guardião Rural, do Batalhão de Policiamento Rural (BP Rural) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), alcançou a marca de 1.310 propriedades assistidas em 21 regiões administrativas. A iniciativa visa garantir o acesso dos moradores e produtores rurais ao policiamento, por meio de comunicação direta com as equipes e do georreferenciamento das propriedades, para facilitar e agilizar o atendimento de ocorrências.

    Em palestra de sensibilização, os militares explicam a moradores de áreas rurais os detalhes do trabalho e organizam visitas às propriedades interessadas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Criado em 2018, o Guardião Rural é dividido em três companhias – Leste, Oeste e Sul – e coordena mais de 98% das fronteiras do DF com outras unidades da Federação. “Patrulhamos tanto estradas vicinais, que são aquelas não pavimentadas, e as rodovias interestaduais”, explica o terceiro-sargento Elan Nunes. Em relação ao território do DF, o programa assiste 67,5% dos 5.760 km² mapeados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Para participar, o cidadão deve procurar a associação de moradores ou o conselho comunitário de segurança da região. Um representante precisa entrar em contato com o programa e agendar a palestra de sensibilização, momento em que os militares explicam os detalhes do trabalho e organizam visitas às propriedades interessadas.

    No encontro, os policiais fazem o georreferenciamento da propriedade para definição de rotas para chegar ao local, e coletam a documentação dos moradores, funcionários e propriedade. Também recolhem dados e fazem fotografias dos bens da propriedade, como animais de criação, automóveis, maquinários, bombas-d’água e insumos, entre outros itens. Todas as informações são inseridas no sistema.

    O subtenente Márcio Monteiro explica que a visita serve para criação de vínculo com os moradores e orientação sobre cuidados com a segurança da residência. “Nós conversamos com as pessoas e explicamos como o programa funciona, para que saibam que, se precisarem, podem contar conosco e buscar nossa ajuda. Estamos de prontidão e sempre estamos de olho nos grupos”, afirma.

    Os policiais fazem o georreferenciamento da propriedade para definição de rotas para chegar ao local

    O mapeamento das propriedades permite que, caso seja necessária alguma intervenção policial, a equipe de plantão consiga encontrar o endereço o mais rápido possível. “A área rural em Brasília é muito extensa, então há localidades em que o acesso é muito difícil e que podem não ser encontradas por quem não conhece a região. As informações servem para que, caso aquela família precise de alguma coisa, o policial acionado consiga encontrar a residência”, afirma Monteiro.

    Policiamento comunitário

    Para fazer parte do programa, a propriedade não pode estar vazia, deve ser produtiva, ter uma destinação rural e possuir, no mínimo, dois hectares, além da documentação do terreno. Caso os critérios sejam alcançados, o local ganha uma placa de identificação, com números de emergência e um QR Code. Ao ser lido pelos policiais, o código oferece informações sobre a residência, como o cadastro do morador e os bens do local.

    Os moradores e funcionários de propriedades cadastradas no programa são adicionados no grupo de emergência da região no WhatsApp, que funciona 24 horas por dia para qualquer sinal de alerta. “Me sinto mais segura”, diz a dona de casa Leonice da Silva

    Além disso, os moradores e funcionários são adicionados no grupo de emergência da região no WhatsApp, que funciona 24 horas por dia para qualquer sinal de alerta. “Essa é a prioridade do programa: agilizar e otimizar o atendimento da região rural, para que tenham acesso ao nosso trabalho e se sintam seguros”, observa Monteiro. Se o local não estiver de acordo com o que é estipulado, o morador não recebe a placa, mas ainda assim entra para o grupo de emergência.

    Atualmente, mais de cinco mil pessoas participam dos grupos, divididos por núcleo e região rural. Monteiro explica que os moradores informam quaisquer sinais suspeitos de criminalidade e estão sempre em contato com as equipes. “Notamos uma participação muito ativa das pessoas e, principalmente, uma redução no número de ocorrências. As mais comuns são perturbação do sossego alheio, violência contra a mulher, furto e roubo”, pontua.

    “Por ser zona rural, às vezes o acesso à segurança é mais restrito. E eles vieram aqui e mapearam tudo; então, se algum dia eu precisar – e espero que esse dia nunca chegue -, serei atendido de forma rápida”, diz o avicultor Silas Martins

    A dona de casa Leonice da Silva, 44 anos, recebeu a visita técnica dos policiais recentemente e já foi incluída no grupo. Ela, o esposo e os quatro filhos moram na área rural de Água Quente há quase 20 anos e, em breve, receberão a placa do Guardião Rural. “Como passo o dia sozinha, é ótimo saber que posso contar com eles, que se eu precisar conseguirão vir até mim. Me sinto mais segura”, celebra.

    Próximo à casa de Leonice, o avicultor Silas Martins Rodrigues, 44, também receberá a placa com informações do programa. “Por ser zona rural, às vezes o acesso à segurança é mais restrito. E eles vieram aqui e mapearam tudo; então, se algum dia eu precisar – e espero que esse dia nunca chegue -, serei atendido de forma rápida, sem risco de eles se perderem em alguma estrada”, afirma ele, que reside no local há três anos. “A sensação de segurança é muito maior agora”.

    Telefones do Batalhão de Policiamento Rural – PMDF
    → Telefone geral: 61 99985.6080

    Companhia de Policiamento Rural Leste
    → Atendimento: Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Sobradinho II – incluindo Lago Oeste e PAD-DF, Itapoã e Fercal.
    → Contato: (61) 99503.4781 (WhatsApp) e 3190.7100

    Companhia de Policiamento Rural Oeste
    → Atendimento: áreas rurais de Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente/Pôr do Sol.
    → Contato: (61) 99173.6965 (WhatsApp) e 99131.7294

    Companhia de Policiamento Rural Sul
    → Atendimento: áreas rurais de Gama, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Park Way e Jardim Botânico
    → Contato: (61) 99985.6080 (WhatsApp).

  • Mulheres do volante: exemplo de mães que cuidam dos filhos de outras mães

    Mulheres do volante: exemplo de mães que cuidam dos filhos de outras mães

    Profissionais do transporte escolar levam alegria e segurança às crianças

    O Dia das Mães será celebrado é uma ocasião especial para honrar e reconhecer o papel fundamental que elas desempenham na vida de todos. Aproveitando essa data significativa, a Secretaria de Educação presta homenagem às suas colaboradoras mães e, este ano, destaca um grupo especial de mulheres que desafiam estereótipos e demonstram incrível força e determinação: as motoristas e monitoras de transporte escolar.

    Em um passado não muito distante, o volante de um ônibus escolar era considerado território exclusivo dos homens. No entanto, à medida que os tempos mudam, também mudam as percepções sobre quem pode assumir esses papéis. Atualmente, mulheres destemidas e habilidosas ocupam essas posições, desafiando expectativas e inspirando outros com seu exemplo.

    Uma dessas mulheres é a Rosana Rodrigues, mãe e monitora de transporte escolar. “Temos uma responsabilidade muito grande com os pais por levarmos os filhos deles. Mas, sinto como se fossem meus filhos também”, compartilha.

    Monitora Rosana Rodrigues entregando uma criança para sua mãe

    Para muitas mães cujos filhos dependem do transporte escolar, a presença de mulheres como Rosana traz um sentimento de segurança. “Eu fico muito tranquila em saber que meu filho está sendo cuidado por mulheres que também são mães e possuem um instinto de acolhimento, de cuidado com ele”, diz Vanusa de Oliveira, mãe de Pedro de Oliveira, um dos alunos usuários do transporte escolar.

    Além de garantir a segurança dos alunos, as mulheres que trabalham como motoristas e monitoras de transporte escolar desempenham um papel importante como modelos de empoderamento feminino. Elas desafiam as normas de gênero e mostram às futuras gerações que não existem limites para o que uma mulher pode alcançar.

    “Ser uma motorista de ônibus escolar me dá um senso de realização todos os dias. É uma realização de um sonho, nunca imaginei que conseguiria chegar até aqui. A gente se sente importante para nós mesmas”, diz Regilane Souza, mãe e motorista há cinco anos. “É uma sensação incrível saber que estou fazendo a diferença na vida dessas crianças e que estou quebrando barreiras ao mesmo tempo.”

    Neste Dia das Mães, é importante celebrar e honrar não apenas as mães que desempenham papéis tradicionais, mas também aquelas que estão na linha de frente, dirigindo ônibus escolares, cuidando das crianças e inspirando outras mulheres com sua força e determinação. Elas são verdadeiras heroínas e suas contribuições merecem todo o reconhecimento e gratidão.

  • BPCães expande curso especializado em detecção de substâncias para outros estados

    BPCães expande curso especializado em detecção de substâncias para outros estados

    Entre aulas teóricas e práticas, a 6ª edição do curso de seis semanas capacita os integrantes da Polícia Militar a aplicarem métodos como o Arcón, baseados na autonomia dos cães policiais

    Com um faro aguçado e movimentos ágeis, em questão de segundos o perigo é detectado pelo cão policial – que, após fazer seu trabalho, já pode receber uma recompensa em estímulos positivos: carinho e brinquedos. Essa é a base do VI Curso de Detecção de Substâncias, promovido pelo Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães), uma referência nacional no treinamento canino.

    Cães são treinados para detecção de explosivos e narcóticos, durante curso que conta com policiais do DF, Rio Grande do Sul, Paraná, Maranhão e Rio de Janeiro | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A sexta edição do curso de seis semanas já começou e vai até o dia 24 deste mês, contribuindo para formação e especialização de 30 militares que trabalham como operadores de cães policiais. Desses, 25 são do Distrito Federal e os outros cinco dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Maranhão e Rio de Janeiro.

    Passando por partes teóricas e práticas, os PMs têm contato com os animais e aperfeiçoam as técnicas de manutenção e aplicação de um cão-detecção, com um treinamento que se divide nas classes de narcóticos, explosivos e odor específico (para encontrar pessoas). O curso aborda desde o processo formativo e socialização do filhote (cães a partir de 45 dias) até a habilitação final do cão no emprego policial, respeitando todas as fases do animal.

    Do DF para o Brasil

    Atualmente, o BPCães conta com aproximadamente 30 cachorros de raças como pastor-belga-malinois, pastor-alemão e labrador

    Entre os alunos que preencheram as cinco vagas disponibilizadas para outros estados, está o capitão da Polícia Militar do Maranhão Samarino Santana, que também é o comandante do canil com os cães policiais do estado. Ele afirma que o BPCães é uma polícia de referência no Brasil.

    “A gente busca fazer esse tipo de curso mais especializado e focado na otimização dos recursos, que é a utilização do K9 [o cão policial] para detectar substâncias de forma mais rápida, usando um menor efetivo humano. O cão tem esse potencial de trazer à sociedade uma resposta otimizada, em menor tempo e com maior precisão”, pontua.

    O policial ressalta que no Maranhão há 12 cães voltados para a detecção de substâncias: três para a detecção de explosivos, três para busca-captura e seis para encontrar armas e drogas. “É uma demanda que vem só crescendo no país, no meu estado não é diferente. Até então, a gente estava treinando apenas focado na detecção de entorpecentes e armas, mas, com as novas demandas e eventos internacionais, se faz necessário esse aprofundamento e o treinamento continuado de seus operadores”.

    “O cão tem esse potencial de trazer à sociedade uma resposta otimizada, em menor tempo e com maior precisão”, diz o capitão da PM maranhense Samarino Santana, que participa do curso em Brasília

    O segundo-tenente Fernando Henrique Dubinevics Filgueiras, comandante do 4º Pelotão da BPCães, também participa do curso e reforça a importância das forças de segurança estarem preparadas para as diversas situações que o batalhão pode vir a enfrentar, como os cenários de apreensão de drogas.

    “O olho humano às vezes deixa passar muita coisa, desde explosivos até atentados terroristas. Pela segurança da população, é fundamental que a gente esteja preparado para dar uma resposta satisfatória, porque a população conta muitas vezes com esses cães. Então, eles estando bem-treinados, podemos ter a segurança de que a gente não está correndo algum risco maior”, observa.

    O policial do DF recorda que o BPCães tem o curso de cinotecnia, uma inicialização no batalhão relacionado à criação, manejo e treinamento de cães para a atividade policial. A partir daí, para que o PM se torne um guia canino, é preciso buscar especialização nas áreas dentro do batalhão – tanto na busca e captura de suspeitos e pessoas desaparecidas quanto na parte de detecção, que é dividida em explosivos e substâncias narcóticas.

    O primeiro-sargento da PMDF Israel Elias da Cunha é o monitor do curso

    “O BP Cães realmente é uma referência em nível nacional, e a gente sente muito orgulho, porque nós temos instrutores que foram buscar conhecimento internacional em países como Canadá, Colômbia e Equador, montando uma doutrina específica que se difere e vem chamando a atenção de outros estados para vir aprender essa técnica aqui”, acrescenta Dubinevics.

    Método Arcón

    De acordo com o monitor chefe do curso, o primeiro-sargento da PMDF Israel Elias da Cunha, os policiais trabalham com o método Arcón, um sistema de treinamento para cães que prioriza autonomia e concentração dos animais no salvamento de pessoas soterradas.

    A metodologia abrange sete técnicas condutuais, onde o cão trabalha sozinho, conseguindo desenvolver a própria estratégia de busca. São otimizados os níveis de motivação, concentração e autonomia. O sistema foi desenvolvido em 1994, após 12 anos de estudo, pelo bombeiro espanhol Jaime Parejo, tendo sido batizado com o nome do cão que o acompanhava nos resgates.

    Atualmente o BPCães conta com cerca de 30 caninos, de filhotes a adultos, de raças que variam entre pastor-belga-malinois, pastor-alemão, labrador e também rottweiler. Elias frisa que, além de servir para salvar vidas em casos de resgate, o método também pode ser aplicado na detecção de explosivos e narcóticos, tendo em vista que explora ao máximo a capacidade olfativa e psíquica do animal.

    “É um método com base em áreas colapsadas onde o acesso é difícil, que o cão consegue acessar sem interferências, por ter um menor peso e maior agilidade. Nós trouxemos esse treinamento para o Distrito Federal e o transformamos para a nossa realidade”, explica o militar.

    Enquanto para os cães policiais tudo não passa de uma brincadeira, a recompensa para os operadores é uma sociedade mais segura. “É uma ferramenta de enfrentamento da segurança pública de forma qualificada ao crime que acomete a nossa sociedade. Só temos a agradecer pela oportunidade desse grande ensinamento e aprofundamento na área de detecção de substâncias, especializando os servidores públicos para poder servir melhor seus estados”, reforça o capitão Samarino Santana.

  • Novas calçadas garantem acessibilidade para a população do Núcleo Bandeirante

    Novas calçadas garantem acessibilidade para a população do Núcleo Bandeirante

    A região administrativa está recebendo mais de 5 mil metros de nova pavimentação dentro das normas, com piso tátil e mais largas

    Quem caminha pelo Núcleo Bandeirante já percebe as diferenças no passeio pela região administrativa. O Governo do Distrito Federal (GDF) está construindo mais de cinco mil metros de novas calçadas com acessibilidade na cidade. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, a obra já passou por toda a Avenida do Contorno e agora está concentrada na 3ª Avenida.

    A renovação dos passeios atende às normas técnicas de acessibilidade com largura mínima de dois metros, superfície regular, firme e com pisos e elevações táteis, o que garante a livre circulação de todos os pedestres pelo espaço, em especial, das pessoas com dificuldade de mobilidade. Os trechos foram construídos em concreto usinado, oferecendo maior durabilidade e resistência, além de manutenção mais em conta.

    A renovação dos passeios atende às normas técnicas de acessibilidade, com largura mínima de dois metros, superfície regular firme e com pisos e elevações táteis | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    De acordo com o administrador regional, Cláudio Márcio de Oliveira, era uma das principais demandas dos moradores da RA. “Algumas estavam danificadas, estreitas e recebíamos muitos questionamentos via Ouvidoria. Estas têm um novo formato com um concreto polido e atende o grande fluxo de pessoas que circulam diariamente nesse caminho”, destaca. O investimento da obra foi proveniente de emenda parlamentar do deputado distrital Hermeto.

    O estudante Gabriel Oliveira, de 18 anos, faz o caminho da 3ª Avenida todos os dias e destaca as vantagens da obra para os pedestres e moradores do Núcleo Bandeirante. Segundo ele, o calçamento anterior apresentava rachaduras e dificultava o acesso. “É perceptível que agora as calçadas seguem um padrão, o caminhar está mais fluido e acessível para as pessoas com qualquer dificuldade”, conta o morador.

    O administrador salientou ainda que a próxima etapa é seguir com o calçamento para a 2ª Avenida e que outros investimentos estruturais estão sendo feitos, como a reforma do Complexo Esportivo da Metropolitana. “Estamos reformando campo sintético, a quadra poliesportiva, a quadra de tênis e campo de areia. Ainda tem a recuperação da Vila Cauhy com a construção da passarela e os muros de gabiões [barreira de contenção] para conter as cheias do rio”, completa Cláudio Márcio de Oliveira.

    Investimentos

    Responsável pela construção dos novos passeios, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) desde 2019 já restaurou 650 km de calçadas em todas as 35 regiões administrativas (RAs). Só em 2023, o investimento nas obras passou de R$ 41 milhões, resultando em 261.114,34 m² de passagens recuperadas.

    Segundo a Novacap, as novas pavimentações foram construídas em diversas cidades como Taguatinga, Cruzeiro, Ceilândia, Guará, Paranoá, Riacho Fundo, Samambaia, Gama, Sobradinho, Plano Piloto, Lago Sul, Sudoeste, Recanto das Emas, Santa Maria, Brazlândia, Planaltina, Itapoã, Sol Nascente/Pôr do Sol e outras.