Categoria: Cidades

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    Jovem é resgatada após ser mantida em cárcere privado por namorada

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    ‘Macaco’, ‘volta pra senzala’: família de aluno denuncia racismo em colégio particular

  • Túnel Rei Pelé terá interdição de faixas para limpeza das paredes

    Túnel Rei Pelé terá interdição de faixas para limpeza das paredes

    Serviços serão executados, a partir desta terça (28), fora dos horários de pico para garantir a fluidez do trânsito

    A partir desta terça-feira (28), as faixas de rolamento situadas mais à esquerda e mais à direita do Túnel Rei Pelé serão parcialmente interditadas para a limpeza das paredes da estrutura. Os serviços serão executados das 9h às 12h e das 14h às 17h, sempre evitando os horários de pico.

    “A limpeza será feita com caminhões-pipa e jatos de alta pressão. Apenas o trecho da via que estiver passando pela limpeza ficará interditado”, explica Erinaldo Sales, subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras. “É importante destacar que, nos horários de pico, todas as três faixas de rolamento estarão liberadas para o trânsito”, acrescenta.

    A previsão é de que a limpeza dos túneis Sul e Norte esteja concluída em 10 dias. “Constantemente, estamos realizando manutenções preventivas da estrutura, que incluem garantir o correto funcionamento dos jatos ventiladores e dos sistemas de iluminação, segurança e incêndio”, conclui Sales.

  • Prazo para regularização de terrenos de Vicente Pires termina em 12 de junho

    Prazo para regularização de terrenos de Vicente Pires termina em 12 de junho

    Dos 287 imóveis disponíveis, a maior parte se localiza no Trecho 3, na antiga Colônia Agrícola Samambaia

    Vai até 12 de junho o prazo para os moradores de Vicente Pires contemplados nos dois editais de venda direta lançados pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) apresentarem a proposta de compra ou concessão do terreno para fins de regularização fundiária. Dos 287 imóveis disponíveis, 276 lotes ficam no Trecho 3 (antiga Colônia Agrícola Samambaia), enquanto 11 estão no Trecho 1 (Jóquei).

    Os valores dos terrenos começam em R$ 181.417,39 (398 m²) e já preveem a dedução da infraestrutura feita pelos ocupantes, bem como a valorização decorrente desta implantação. É a segunda vez que os imóveis são contemplados em um edital de venda direta. Segundo resolução da Terracap, o mesmo imóvel pode ser incluído em até três editais, porém, com redução gradual dos descontos e benefícios previstos.

    Veja, abaixo, como funciona.

    ⇔  1º edital: Na primeira oportunidade, o morador tem 25% de desconto à vista no valor de venda do imóvel, além de descontos de infraestrutura e valorização. Algumas instituições financeiras oferecem linhas de crédito específicas para imóveis oriundos da regularização fundiária. Assim, quem optar por tomar o recurso em uma dessas instituições pagará a prazo para o banco, mas integralmente e com abatimento à Terracap.

    ⇔ 2º edital: Caso o morador perca o prazo do primeiro chamamento, há ainda outras duas oportunidades. Os imóveis que forem adquiridos por ocasião do segundo edital de chamamento (caso dos editais 05/2024 e 06/2024) farão jus, apenas, aos descontos de infraestrutura e valorização, além de ter a avaliação de mercado atualizada.

    ⇔ 3º edital: Já aqueles contemplados em terceiro edital serão disponibilizados com o valor de mercado atualizado.

    Uma vez incluído em três editais e sem adesão do ocupante, o imóvel volta para o estoque da Terracap, podendo, a qualquer momento, ir a licitação pública. Nesse caso, será licitado o valor da terra nua, pois não há indicativo legal de indenização nem cobrança pela edificação.

    Como entregar a proposta

    A proposta de compra e a documentação exigida em edital podem ser apresentadas à Terracap de duas maneiras. Quem quiser entregar o documento presencialmente deve se dirigir ao edifício-sede da Terracap – Setor de Áreas Municipais (SAM), Bloco F, Setor, atrás do anexo do Palácio do Buriti, das 7h às 19h.

    Já as pessoas que preferirem enviar o documento de forma remota podem fazê-lo pelo site da Terracap ou pelo aplicativo para dispositivos móveis, disponível nas plataformas Android e iOS.  Veja o passo a passo:

    → Acessar o menu “Serviços”;
    → Clicar em “Regularização – Venda Direta”;
    → Abrir “Terracap – Serviços online”;
    → Acessar a plataforma com os dados de login e clicar em “Regularize Venda Direta”;
    → Selecionar “Regularize Venda Direta” e escolher “Passo 1 – Criar Cadastro”;
    → Após o cadastro criado, aparece: “Passo 2 – Criar proposta”. Nesse momento, será feita a confirmação das informações inseridas e o upload dos documentos. Encaminhe-os. O processo de envio estará concluído.

    Os editais 05/2024 e 06/2024, com endereços, metragens e preços, estão disponíveis para download no portal da agência.

  • Caminhada no Eixão do Lazer incentiva a doação de leite materno

    Caminhada no Eixão do Lazer incentiva a doação de leite materno

    A ação visa motivar as lactantes a ajudar a abastecer o estoque dos 14 bancos do Distrito Federal que garantem o alimento a bebês internados nas unidades de saúde

    Sob a entoação da frase “amor em cada gota doada, vida em cada gota recebida”, profissionais da saúde, doadoras de leite humano, bombeiros e apoiadores da causa tomaram as faixas do Eixão do Lazer, na altura da 108 Norte, em participação à Caminhada pela Doação de Leite Materno, realizada na manhã deste domingo (26).

    A iniciativa faz parte das atividades em alusão ao Dia Mundial de Doação de Leite Materno – data lembrada todo 19 de maio –, que ocorrem anualmente no Distrito Federal. “O objetivo da caminhada é intensificar a conscientização e o número de doações de leite materno, para que possamos continuar atendendo todos os nossos bebês”, explicou a coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Mariane Curado Borges.

    Daniella Magalhães Soares é mãe de gêmeos e tem boas lembranças de quando doou leite materno: “Sempre foi uma sensação muito boa poder saber que estava contribuindo com outras crianças” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília

    Antiga doadora, a enfermeira Daniella Magalhães Soares, 39 anos, fez questão de comparecer ao evento para estimular mais mulheres. Nos primeiros seis meses dos gêmeos Erick e Theo, 7 anos, ela fazia a coleta do leite materno e doava para os bancos do DF. “Foi difícil o processo de adaptação, mas como tive ajuda do banco de leite foi mais tranquilo. Sempre foi uma sensação muito boa poder saber que estava contribuindo com outras crianças que precisavam”, disse.

    Para Daniella, dividir o leite dos filhos com outros bebês é uma demonstração de amor. Por isso, ela incentiva outras lactantes a participarem do ato de doação: “Saber que você está sendo importante na vida de alguém e que vai fazer um bebê crescer mais saudável é algo muito humano e de muito amor. Tem que fazer”.

    Antes de ser doadora, a enfermeira Árthemis Machado conhecia a realidade de uma UTI neonatal: “Cada gotinha que chegava era ouro, era muito precioso”

    Mãe da pequena Diana, 3 anos, a enfermeira Árthemis Machado foi doadora do banco de leite de São Sebastião por um ano. Ela lembra que chegou a doar três litros de uma vez só. “Tive muito leite. Então eu doava e foi muito gratificante para mim. Era muito emocionante saber que outros nenéns poderiam ter a oportunidade que a minha filha tem. A Diana mama até hoje e é uma criança extremamente saudável e inteligente. É um presente que podemos dar”, apontou.

    A experiência dentro de um centro obstétrico foi o que tornou Árthemis doadora de leite materno. “Tive contato com a real necessidade que os nenenzinhos, principalmente os prematuros, tinham. Cada gotinha que chegava era ouro, era muito precioso. Então vivendo essa realidade, quando eu fui mãe eu quis participar”, recordou.

    Sandro Gomes comemora a parceira do Corpo de Bombeiros com a Secretaria de Saúde na coleta do leite materno a ser doado

    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) é o principal parceiro da Secretaria de Saúde (SES-DF) na coleta das doações de leite humano. Por isso, a corporação também esteve presente na ação. O comandante-geral, coronel Sandro Gomes, destacou o papel dos militares na campanha. “Essa parceria é essencial. Temos 12 duplas que estão diariamente fazendo essa coleta do leite materno, ou seja 24 pessoas por dia. Chegamos a todos os lugares para trazer esse leite e levar para as crianças que mais precisam. É uma parceria que vem de longo tempo e a cada vez mais queremos aumentar”, defende.

    Nos próximos dias, a corporação deve apoiar os bancos de leite do DF em uma campanha em prol do Rio Grande do Sul. A capital federal deve ser a primeira unidade da Federação a encaminhar o alimento para abastecer os hospitais do estado impactados pelas enchentes e fortes chuvas.

    A ação será coordenada pela Rede Brasileira de Banco de Leite, da Fiocruz, e vai envolver alguns estados. “Os bancos de leite de lá não estão conseguindo fazer as coletas por conta das ruas alagadas e das doadoras que perderam tudo, mas os bebês continuam precisando. Estamos estudando como vamos auxiliar essas crianças no Rio Grande do Sul. Estamos fazendo testes e organizando a logística”, adiantou a representante da Rede Brasileira de Banco de Leite, a médica Miriam Santos.

    Como doar para os bancos de leite

    Para se tornar uma doadora, a mulher deve se cadastrar pelo Disque Saúde 160, opção 4, ou pelo site Amamenta Brasília. Após a solicitação, o banco de leite entra em contato com a pessoa para orientá-la sobre a coleta. Semanalmente, os militares do Corpo de Bombeiros do DF fazem o recolhimento do leite, além de entregarem novos frascos para a continuidade da doação.

    O leite para doação deve ser armazenado em um frasco de vidro com tampa plástica. Caso a doadora não tenha o item, pode solicitar ao banco de leite. Antes da inclusão do líquido, o pote precisa ser fervido em água por 15 minutos. Durante o processo de coleta, as mulheres devem utilizar touca e máscara. Mãos e braços devem ser higienizados com água e sabão, enquanto a mama, apenas com água.

    A partir da primeira ordenha, a doadora deve identificar o frasco com a data da primeira coleta. O pote pode ser preenchido aos poucos, mas sempre deve retornar ao congelador ou freezer para acondicionamento, até ser recolhido pelos bombeiros.

    Atualmente, o DF conta com 14 bancos de leite humano – dez da SES-DF, um federal (Hospital Universitário de Brasília/HUB) e três privados – e sete postos de coleta, sendo três da rede pública e quatro da privada. Nos quatro primeiros meses de 2024, foram coletados 6,6 mil litros, atendendo a demanda de 5.269 bebês.

  • GDF investe em ações conjuntas para evitar incêndios na época da seca

    GDF investe em ações conjuntas para evitar incêndios na época da seca

    Em 2023, a área destruída pelo fogo no DF diminuiu 70% em comparação com o ano anterior, um reflexo da eficácia das ações implantadas pelos órgãos ambientais e forças de segurança

    A temporada de seca no Distrito Federal está batendo à porta e, durante o período, também começam os alertas para incêndios, risco constante nesta época do ano. Com objetivo de proteger a biodiversidade e evitar os danos causados pelas queimadas, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem implementado uma série de medidas preventivas e de conscientização.

    Desde o início do ano, a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Ambiental (Sema-DF) investe em prevenção, com a contratação de 150 brigadistas; em educação ambiental, com ações junto à comunidade; e em capacitação para os servidores que atuam no setor.

    De acordo com a pasta, em 2023, a área destruída pelo fogo no DF diminuiu 70% em comparação com o ano anterior. O secretário Gutemberg Gomes destaca as ações do governo e o papel da população nas ações de combate às queimadas como medidas que contribuíram com a redução do índice.

    “As blitze educativas são fundamentais para aumentar a conscientização ambiental e promover um impacto positivo duradouro na prevenção dos incêndios florestais. É uma oportunidade para ensinar e aprender, fortalecendo a nossa comunidade na luta contra essas queimadas desastrosas”, afirma Gomes.

    De acordo com o Instituto Brasília Ambiental, no ano passado, 54 das 86 unidades de conservação e parques administrados pelo instituto tiveram registros de incêndio. No entanto, somente 4,5% da área total desses locais foram queimados, um reflexo da agilidade e eficiência das ações da brigada ambiental do órgão.

    Em 2024, 38 ocorrências de incêndios foram registradas até este mês de maio. Ao todo, 124 hectares foram destruídos. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, defende que um serviço adequado de combate à devastação causada pelo fogo também passa pela valorização dos profissionais na linha de frente.

    “Os brigadistas florestais são essenciais para nos prepararmos para esse momento crítico. Eles contribuem por meio das práticas de aceiros, coroamento, roçagem, reforço nas práticas de educação ambiental, entre outras atividades. Ano passado conseguimos diminuir em 70% as queimadas devido ao nosso esforço de contratação antecipada. Acredito que neste ano teremos ainda mais sucesso”, destaca Nemer.

    Papel de todos

    A população também tem um papel fundamental a partir de cuidados simples, porém decisivos, quando se trata de incêndios florestais. Em meio às condições climáticas desfavoráveis, é importante que cada morador esteja atento aos impactos negativos das queimadas.

    Arte: Agência Brasília

    Outra frente de esforços do governo em prol de um objetivo comum, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realiza, desde o último mês de abril, rondas em áreas de preservação e ações de capacitação para comunidades rurais, para que os próprios moradores contribuam com o combate a pequenos focos de incêndio.

    Ao todo, a capacitação atingiu 150 pessoas de diversas propriedades no Distrito Federal, em regiões como Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Gama e Jardim Botânico. Nos próximos meses, em junho e julho, 50 novos combatentes florestais passarão por um curso de especialização para atuar nas próximas temporadas.

    “Existe a possibilidade de aumento do número de queimadas neste ano e assim, consequentemente, o aumento também do número de chamadas ao Corpo de Bombeiros. É de suma importância que a população nos apoie tendo a consciência de não realizar queimadas sem o devido apoio do CBMDF, não colocando em risco nossa fauna e flora, nossas vidas e nossos bens patrimoniais”, reforça o coronel Sandro Gomes, Comandante-Geral do CBMDF.

  • DF amplia malha cicloviária e chega a 687 quilômetros de pistas

    DF amplia malha cicloviária e chega a 687 quilômetros de pistas

    ‌Desde 2019, foram construídos 220,52 km; capital tem o segundo maior conjunto de vias para ciclistas no país. GDF trabalha para interligar trechos e aumentar a mobilidade da população

    A malha cicloviária do Distrito Federal tem aumentado nos últimos anos. Atualmente, ela tem uma extensão de 687,12 km, distribuída em 30 regiões administrativas.

    Em dezembro de 2018, eram 466,6 km de ciclovias e ciclofaixas. A cidade brasileira com a maior quantidade de ciclovias é São Paulo, com 731,2 km de malha cicloviária.

    Responsável por cuidar da política cicloviária no DF, a Secretaria de Transporte e Mobilidade prepara, para o segundo semestre, uma licitação que 26 km de novos trechos de ciclovia. “São 11 km em Samambaia Norte, 3,3 km em Planaltina, 550 metros em um trecho próximo ao UniCeub, na Asa Norte, mais 2 km nos arredores do Autódromo de Brasília, além de um trecho de quase 2 km na Octogonal e mais 5,8 km num trecho entre Samambaia”, detalha o secretário da pasta, Zeno Gonçalves.

    Desde 2019, o GDF construiu 220,52 km de ciclovias e investiu R$ 27 milhões. Uma das missões é interligar as pistas já executadas. Aumentar a extensão também é um desafio. Para dar maior funcionalidade à malha, a Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF (SODF) assumiu essa missão de interligar os trajetos, em parceria com a Semob.

    Entre as missões na construção de novos 26 km de ciclovias no segundo semestre está interligar as pistas já executadas

    “A Secretaria de Obras nos pediu todos os traçados e projeções para a construção de novas ciclovias, totalizando 289 km de trechos que serão construídos. Queremos lançar um grande programa cicloviário. Nesses 289 km estão previstas as interligações, dando maior efetividade no percurso dos ciclistas. Assim, conseguimos interligar essa malha, dando muito mais mobilidade e tornando atrativa a travessia por ciclovias”, acrescenta Zeno Gonçalves.

    Atualmente, a legislação estabelece que todos os projetos de construção, ampliação ou adequação de vias públicas, trechos urbanos das rodovias e estradas em fase de construção executadas pelo governo devem incluir ciclovias, ciclofaixas e infraestrutura cicloviária. No Corredor Eixo Oeste, por exemplo, o projeto prevê a implantação de ciclovias em todo o trajeto do Sol Nascente ao Eixo Monumental e ao Terminal Asa Sul.

    Comunidade enaltece ciclovias

    O aposentado Anilson Dalapícola, 70 anos, aproveita a ciclovia recentemente inaugurada no Núcleo Bandeirante para deixar o carro na garagem e se exercitar de bike. “Sempre que preciso comprar alguma coisa no comércio venho de bicicleta, até para praticar um exercício a mais no dia. A construção desta ciclovia foi muito boa, depois que colocaram o asfalto ficou excelente”, avaliou.

    O microempreendedor e morador da Candangolândia Edmilson de Jesus, 39, também usa a ciclovia. Para ele, andar de bicicleta é um hobby nos dias em que está de folga. “É uma alternativa de lazer que estava precisando por aqui. Uso sempre aos fins de semana e também hoje, que não estou trabalhando. Costumo fazer o percurso do Núcleo Bandeirante até o Park Way umas três ou quatro vezes por semana”, compartilhou.

  • Clima de festa junina: Confira dicas para aproveitar sem risco de acidentes

    Clima de festa junina: Confira dicas para aproveitar sem risco de acidentes

    Temporada amada pelos brasilienses demanda cuidados com fogueiras, fogos de artifício, alimentos quentes e aglomerações

    Junho ainda não chegou, mas o brasiliense está ansioso por uma das temporadas festivas mais amadas do ano. Com o clima de festa junina, vem a necessidade de atenção às medidas de segurança diante dos fogos de artifício, fogueiras, alimentos quentes e outras atividades típicas da época.

    Segundo o médico Ricardo de Lauro, chefe da unidade de queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), esta época reúne uma combinação “altamente inflamável” com a reunião de pessoas, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas e situações ambientais que favorecem o surgimento de acidentes.

    “Apesar de esta não ser a época de maior número de registros de queimaduras aqui no Hran, a quantidade de pacientes queimados em termos absolutos tem aumentado ao longo dos anos, principalmente queimaduras provocadas por líquidos inflamáveis. Essas queimaduras, independente de serem em época de festas juninas, geralmente são mais intensas e mais profundas, portanto mais graves”, alerta o profissional.

    O Hran é referência nacional no atendimento a casos de queimaduras. De acordo com De Lauro, é fundamental que as pessoas redobrem os cuidados. “Pular a fogueira, de jeito nenhum. Os fogos de artifício também provocam queimaduras, pessoas cozinhando em ambientes improvisados na festa junina, preparando gorduras e líquidos quentes, e pessoas correndo soltas. Isso tudo é uma receita propícia ao surgimento de queimaduras”, detalha.

    Proibido brincar com fogo

    O segundo-tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), J. Nascimento, reforça o alerta e frisa que os perigos da época atingem especialmente idosos, crianças e pessoas com deficiência.

    “Pais, tenham atenção especial às crianças. No caso dos fogos de artifício, eles devem ser manuseado apenas por adultos, e distante de áreas de vegetação, de residências e de animais. O bicho, por exemplo, pode se assustar e morder as pessoas que estão próximas. As crianças também podem sair correndo e idosos podem cair. Qualquer emergência, ligue 193”, destaca o bombeiro.

    Além disso, lembre-se de seguir as instruções do fabricante. No caso de fogueiras, atente-se aos detalhes:

    ⇒ Procure um terreno plano, com uma superfície rígida e sólida. Por exemplo, terra batida ou concreto;

    ⇒ Acenda a fogueira em um local, no mínimo, 30 metros distante de vegetação, construções e residências de alvenaria ou, principalmente, de barracas;

    ⇒ Ao acender o fogo, não utilize material ou combustíveis inflamáveis, como gasolina, álcool 70 ou similares. Opte por pastilhas sólidas ou álcool gel;

    ⇒ Crianças e pessoas consumindo bebidas alcoólicas não devem se aproximar da área da fogueira;

    ⇒ Após o fim do evento, apague a fogueira mesmo que pareça apenas uma “brasinha”. Jogue água porque no outro dia pela manhã, alguém distraído ou uma criança pode pisar no local e se ferir;

    ⇒ Fogo não combina com brincadeiras. Nada de “pular a fogueira” ou atividades do tipo, porque você pode cair;

    ⇒ A fogueira não deve ser muito alta, nem ficar perto de áreas eletrificadas – como postes e fiações.

    Decoração

    A mesma regra vale para a decoração. Enfeites não devem ser pendurados em postes de energia. Para colorir o local da festa, opte sempre por construir estruturas com hastes, bambus ou ripas que servirão de apoio para bandeirinhas e outros adornos.

    É sempre importante lembrar: soltar “balões juninos” é proibido em todo o território nacional. Desde 1998, a fabricação, venda e soltura desses dispositivos são crimes ambientais. “Eles (os balões) podem cair em uma área de vegetação, ou em uma residência e causar incêndios. É proibido porque pode trazer danos materiais e humanos”, explica Nascimento.

    Cuidado com a alimentação

    As festas juninas são uma tradição adorada pelo brasiliense | Foto: Bento Viana/ Agência Brasil

    Uma das características mais marcantes das festividades juninas, o preparo e consumo de comidas também precisa de cuidados porque os alimentos são, em maioria, consumidos quentes. No caso das cozinhas, é importante verificar se o botijão de gás está devidamente tampado e a mangueira posicionada corretamente.

    “O quentão, a canjica, o caldo e todas as demais comidas quentes precisam ser consumidas com cuidado para que não haja queimaduras ou o derramamento no corpo, o que pode causar uma lesão. No caso dos pais, é importante ter uma atenção especial: quando for entregar um pastel para a criança, faça uma abertura para retirar o vapor quente. Essas ações são importantes para evitar queimaduras na festa, e você não passar nenhum dissabor”, frisa o J. Nascimento.

    Crianças também não devem circular livremente pelas cozinhas, por conta do óleo e de outros insumos aquecidos. E esteja de olho o tempo inteiro no seu pequeno: em época de festa, muitos deles se perdem dos responsáveis.

  • Corrida Flower Run interdita marginal da Via JK neste domingo

    Corrida Flower Run interdita marginal da Via JK neste domingo

    Evento impactará o trânsito nas imediações do SCES Trecho 2, a partir das 6h30

    Na manhã deste domingo (26), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) vai interditar a marginal da Via JK, das 6h30 às 9h, em razão da Corrida Flower Run, que será realizada na Orla da Ponte JK, com largada prevista para as 7h, em frente ao Bar Mormaii.

    Os atletas percorrerão 5 km, seguindo pela Orla da Ponte JK, na contramão da marginal da via JK, via do SCES trecho 2 e Ciclovia do SCES trecho 2. As vias de acesso à corrida serão totalmente fechadas a partir das 6h30, permitindo o acesso somente aos atletas e organizadores do evento.

    O Detran-DF implantará dois pontos de controle de trânsito (PCTran) no SCES Trecho 2: um na altura da alça de acesso à via JK e outro na altura do Clube de Golf. Além da sinalização dos trechos interditados, os agentes farão o controle do tráfego e orientarão os condutores a fim de dar fluidez ao trânsito sem comprometer a segurança viária.

  • Estudantes participam de blitz educativa para prevenção de incêndios florestais

    Estudantes participam de blitz educativa para prevenção de incêndios florestais

    Objetivo do evento era aumentar a conscientização sobre os riscos e proibições das queimadas

    A entrada da Vila Basevi, em Sobradinho, na DF-001, foi palco da 2ª Blitz Educativa de Prevenção dos Incêndios Florestais, realizada na manhã desta sexta-feira (24). O evento, que aconteceu das 8h às 12h, contou com a presença de vários órgãos ambientais e autoridades locais, além de 30 estudantes da Escola Professor Carlos Mota.

    O secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes, enfatizou a relevância da ação. “A realização dessas blitzes educativas é crucial para sensibilizar a comunidade sobre a prevenção de incêndios florestais. Este evento não só informa, mas também mobiliza a sociedade em prol da preservação ambiental. É uma ação educativa que promove a responsabilidade e o cuidado com o meio ambiente”, afirmou.

    Os veículos que passaram pelo local foram abordados pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER-DF), e equipes alertaram motoristas e passageiros sobre os perigos e a proibição da queima de lixo e restos de poda, principais causas de incêndios florestais na região. No total, foram realizadas 400 abordagens durante a blitz.

    Antônio de Carvalho, um dos motoristas abordados, elogiou a iniciativa: “É importante que todos entendam os riscos das queimadas e como podemos prevenir. A presença dos estudantes nos sensibiliza e faz com que a mensagem seja ainda mais clara. Ver a juventude engajada em questões ambientais me dá esperança de que estamos caminhando para um futuro mais consciente e responsável. Além disso, as informações que recebemos aqui são muito valiosas e necessárias para a segurança de todos”, elogiou.

    A participação infantil ajuda na conscientização de adultos

    Essa ação conjunta tem como objetivo educar a população sobre as responsabilidades ambientais e reduzir significativamente os focos de incêndio, especialmente nas proximidades do Parque Nacional de Brasília. A participação dos alunos foi essencial, pois, além de aumentar a receptividade do público, promoveu a conscientização dos jovens, que são incentivados a disseminar o conhecimento adquirido nas famílias e comunidades.

    “Estamos na segunda blitz do ano, sempre envolvendo os estudantes nas abordagens aos motoristas. Além da participação dos agentes ambientais que lidam diretamente com o combate ao fogo”, destacou Carolina Schubart, coordenadora técnica do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF).

    A blitz faz parte de uma série de ações planejadas para os próximos meses, com eventos semelhantes programados para ocorrer até julho.