Categoria: Cidades

  • Primeiro a florescer no DF, ipê-roxo abre temporada de cores e encanta a população

    Primeiro a florescer no DF, ipê-roxo abre temporada de cores e encanta a população

    Queridinhas dos brasilienses, árvores da espécie colorem as ruas até o final do ano; a próxima espécie a surgir é o ipê-amarelo, a partir deste mês

    Começou a temporada de floração dos ipês, cartões-postais do Distrito Federal que rendem inúmeros posts nas redes sociais e encantamento diário da população pelas ruas da capital. O primeiro a aparecer é o ipê-roxo, entre junho e agosto. A cor vibrante colore as ruas e avenidas das cidades, em contraste com o céu azul, outra marca registrada da capital que rende registros da população. Os próximos ipês a aparecerem são o amarelo, de julho a setembro, e o rosa e o branco, ambos de agosto a outubro.

    Os ipês-roxos são encontrados em diversos pontos do Quadradinho, como na tesourinha da SQS 114, SQS 705, SQS 910/911, SQN 206 e ao longo da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). A espécie é o xodó dos brasilienses e existe em todos os biomas brasileiros, sendo adaptável a diferentes condições de clima e altitude, fatores que influenciam no período de floração. As árvores podem chegar a 15 metros de altura e vivem até 50 anos.

    Mais de 93,8 mil mudas de ipês foram plantadas no DF entre 2016 e 2023, de acordo com dados da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Responsável pelo plantio e a manutenção das árvores, incluindo o desenvolvimento das mudas, a companhia mantém um programa de arborização contínuo que atende todas as regiões administrativas.

    O cultivo

    O local de cultivo das mudas e das espécies selecionadas depende da demanda e da produção dos viveiros, conforme as condições e recursos disponíveis em cada ano. O plantio costuma ocorrer no período chuvoso, entre outubro e março, para facilitar o crescimento e nutrição das raízes e prepará-las para o período da estiagem. Já o cuidado inclui roçagem da área de cultivo e manejo de pragas, permitindo o crescimento saudável das plantas.

    “As espécies do Cerrado têm uma particularidade que é a acidez do solo”, explica o engenheiro florestal Leonardo Rangel da Costa, da Novacap. “O nosso solo é pobre em nutrientes, que não estão amplamente disponíveis para a planta. As espécies do Cerrado são bem-adaptadas a isso e conseguem crescer e florescer mesmo diante da seca, deixando a cidade ainda mais bonita.”

    Segundo ele, uma curiosidade deste ano é que o início da floração dos ipês-roxos praticamente coincidiu com o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. “A diversidade de espécies ajuda a sempre termos a cidade florida”, pontua. “O roxo é o primeiro dos ipês, com floração de junho a agosto, e posteriormente vem o amarelo, de julho a setembro. Depois é a vez do rosa e do branco, que começam a florir em agosto; e temos, ainda, o ipê-verde, pouco conhecido pelas pessoas e que floresce no meio de setembro”.

    Paisagem embelezada

    Lília Bezerra: “Cada cor traz a sua marca, o seu brilho, a sua forma de nos traduzir um sentimento”

    Próximo ao Templo da Boa Vontade, na SGAS 915, uma árvore alta e exuberante encantou a aposentada Lília Regina Bezerra, 61 anos. Inicialmente, ela pensou tratar-se de uma paineira, outra espécie nativa do Cerrado que pinta as paisagens brasilienses de cor-de-rosa de dezembro a abril. Olhando com atenção, descobriu que era um ipê-roxo, devido às características das flores. A florada dos ipês-roxos tem o fundo amarelado e forma um buquê nos caules, enquanto a das paineiras fica distribuída pelas árvores, com pétalas abertas.

    Mesmo com a dúvida sobre a espécie, de uma coisa Lília tinha certeza: os ipês são muito apreciados na capital. “Cada cor traz a sua marca, o seu brilho, a sua forma de nos traduzir um sentimento”, define. “Eles alegram o dia, nos lembram de coisas boas. Às vezes na rotina, naquele estresse do dia a dia, essas árvores nos tiram daquela coisa sorumbática, nos deixam mais alegre, com o olhar mais colorido. O ipê traz um sinal de vida. Brasília foi muito bem-planejada; não é à toa que estão plantadas as árvores – acho que isso foi pensado justamente para quebrar a rigidez da construção, com a sutileza, a delicadeza da natureza”.

    O charme dos ipês-roxos também compõe o dia a dia da trabalhadora doméstica Acácia dos Santos, 32, que sempre aproveita para fazer fotografias das árvores. “Tem um muito bonito aqui na SQS 207, perto do Eixo”, conta. “Eu desço de manhã cedo para levar minha filha à escola e sempre o vejo. Acho lindo esse tempo aqui em Brasília. E não tenho preferência [pela cor dos ipês], gosto de todas”.

  • Bistrô Gastronomia, o cantinho do bom gosto

    Bistrô Gastronomia, o cantinho do bom gosto

          Com a proposta de oferecer comida caseira de qualidade, o Restaurante Bistrô se destaca em Arniqueira ao aliar sugestões diárias de pratos com um cardápio à la carte variado e cuidadosamente elaborado. A ideia é romper com a monotonia dos tradicionais self-services, propondo uma experiência gastronômica mais personalizada, saborosa e acolhedora.

         Desde a primeira visita, o ambiente conquista: o amplo salão, com capacidade para mais de 100 pessoas, oferece uma atmosfera arejada, leve e sofisticada, ideal para transformar cada refeição em um momento de prazer e tranquilidade.

           Salão arejado e com detalhes suaves é um dos destaques do Bistrô (foto: Divulgação)    

             Com o sucesso gastronômico consolidado nos últimos dois anos, a trajetória do Bistrô revela muito mais do que sabores refinados e pratos elogiados: é uma história de coragem, persistência e superação. Nesta entrevista exclusiva, a empresária piauiense Maria da Conceição Ribeiro compartilha os bastidores da construção do restaurante, que há seis anos vem conquistando paladares e corações.

    Ao longo desse percurso, nem tudo foi fácil. O caminho foi árduo, pontuado por obstáculos que exigiram força, visão e resiliência. A reportagem destaca que poucos conhecem as dificuldades enfrentadas por essa determinada nordestina, especialmente nos primeiros momentos após a inauguração do Bistrô. Entre incertezas, limitações financeiras e os desafios naturais de empreender no competitivo setor da gastronomia, Maria da Conceição manteve-se firme no propósito de oferecer uma experiência única a seus clientes.

    Hoje, a solidez do restaurante é reflexo direto da paixão que ela dedica à arte de bem servir. Sua história inspira e reafirma a força do empreendedorismo feminino, sobretudo quando aliado ao amor pela cultura e à valorização das raízes regionais.

       A empresária de Altos Piauí, Maria da Conceição Ribeiro chegou na capital em 2004 (Foto: arquivo pessoal)

    R.I.: Maria, como começou sua história em Brasília?
    Maria da Conceição: Cheguei a Brasília há mais de vinte anos vindo da cidade de Altos Piauí. Como não é novidade, as coisas no meu Estado, não são fáceis. Então, resolvi vir para Brasília com o sonho de crescer, pois, na minha cidade, não vislumbrava um futuro promissor. Escolhi Brasília porque minha família tinha uma conhecida aqui. Assim que cheguei, em 2004, já comecei a trabalhar em restaurantes, inclusive em um japonês. Mas também atuei em outros segmentos, como cafeteria e doceria. Praticamente passei por todas as áreas da culinária. Os anos se passaram e, em 2018, decidi empreender. No entanto, três meses depois veio a pandemia. Tive que fechar o restaurante devido ao lockdown e me mudar para um espaço bem menor.

    R.I.: Então foi um baque na primeira tentativa e um recomeço?
    Maria da Conceição: Sim. Abri no dia 07 dezembro de 2019 e, e três meses depois veio aquela loucura da pandemia. Tive que agir rápido, pois tinha um aluguel alto e funcionários para pagar. Aluguei uma lojinha pequena na mesma rua e tentei recomeçar. Como havia investido tudo na primeira unidade, fiquei sem dinheiro e precisei recorrer ao auxílio emergencial do governo. Com o primeiro pagamento, fui ao mercado e comprei insumos para reabrir o Bistrô. Comecei vendendo marmitas, utilizando a base de clientes do antigo restaurante. Enviava mensagens informando que estava oferecendo marmitas e as vendia pela grade da porta. Contava apenas com uma funcionária na cozinha. Um belo dia, um cliente perguntou se eu fazia marmitas fitness e, sem hesitar, disse que sim. Como já tinha experiência, pesquisei e desenvolvi um cardápio especial. Aos poucos, os clientes foram voltando e o movimento cresceu. Com o tempo, percebi que precisava de um espaço maior, pois muitos clientes tinham apenas uma hora para almoçar e precisavam esperar por mesas. Mas eu sabia que deveria permanecer na mesma região para não perder a clientela.

    R.I.: E como surgiu este espaço ideal para você, tão próximo ao anterior?
    Maria da Conceição: Eu tinha uma amiga que conhecia a dona deste imóvel. Antes, aqui funcionava uma oficina mecânica. Mas o aluguel de duas lojas é um custo pesado. O novo espaço tem 300 metros quadrados, enquanto o anterior tinha apenas 75. Ainda em fase de recuperação, fui conversar com a proprietária do imóvel, que foi muito compreensiva e me ajudou bastante. Mesmo assim, precisei recorrer a empréstimos, cartões de crédito e todo tipo de recurso para conseguir montar o novo restaurante. Foi um recomeço do zero, feito com muita coragem e determinação.

    R.I.: O restaurante tem capacidade para quantas pessoas? E está atendendo suas expectativas, especialmente diante do aumento dos preços dos alimentos?
    Maria da Conceição: O Bistrô tem capacidade para 100 pessoas. Mas posso aumentar. Com os reajustes dos últimos meses, principalmente na carne vermelha, no óleo de soja e no azeite, tive que adaptar o cardápio. Também busquei inovar, oferecendo novas opções aos clientes. Apesar disso, precisei fazer pequenos reajustes nos preços. Para 2025, teremos muitas novidades para o público.

    R.I.: E com relação ao aumento expressivo da clientela, o que tem sido feito para melhorar ainda mais o atendimento? Esse é um gargalo em muitos estabelecimentos.
    Maria da Conceição: Tenho trabalhado bastante nesse aspecto. Sei que, com o crescimento do público, ainda não atingimos o nível de atendimento que desejo, mas já evoluímos bastante. Contratamos mais profissionais para a cozinha, o bar e o salão, e seguimos ajustando a equipe para oferecer um serviço cada vez melhor.

     Aumento da clientela foi determinante na contratação de mais funcionários (Foto: Divulgação)

    R.I.: Há outros restaurantes por perto, pelo menos quatro nas proximidades. Como você tem lidado com essa concorrência?
    Maria da Conceição: Temos pratos variados para todos os perfis: empresários, trabalhadores com vale-refeição, clientes com maior poder aquisitivo e também os que buscam refeições que não sejam no estilo self-service, mas acessíveis. Essa política talvez, faça a diferença. Fico feliz em ver clientes retornando frequentemente. O ano de 2024 foi essencial para organizar tudo e alinhar os processos para 2025, quando pretendo implementar novos projetos. Mas, como sempre digo, é preciso ter os pés no chão. Se expandirmos sem estrutura adequada, o prejuízo é certo.

    Pratos variados e saborosos
    Opções variadas à la carte são destaques
    Além do cardápio com opções variadas. O Bistrô oferece a opção do prato do dia

    • Serviço
    • Bistrô Gastronomia
    • Horário de funcionamento: 11h às 15h
    • Segunda à sábado
    • Endereço: ADE Conjunto 9 lotes 19/20
    • Arniqueira – DF
    • Contato: (61) 99209-3881
    • Siga nossas redes sociais: Intagram bistrô_gastronomia
  • LS2 e Capital Moto Week lançam edição limitada de capacete personalizado

    LS2 e Capital Moto Week lançam edição limitada de capacete personalizado

                                                         Capacetes edição limitada no Capital Moto Week (Foto: Divulgação CMW)

    Em ação inédita, a LS2 e o Capital Moto Week se uniram para lançar o Capacete Oficial e exclusivo CMW, com o design personalizado e irreverente do maior festival de moto e rock da América Latina. Desenvolvido para todos os tipos de pilotagem e climas, o produto premium é versátil e exibe grafismos marcantes do Capital Moto Week, com a silhueta da asa e o motor presentes no logotipo. O modelo LS2 Advant CMW, que é limitado, está disponível em pré-venda até 18 de julho exclusivamente no site www.ls2.com.br/moto-week/p, com valor promocional de R$ 2.499,90 para clientes que optarem pela retirada do produto no stand da LS2 durante o CMW 2025, de 24 de julho a 2 de agosto. Para ativar o valor promocional, basta inserir o CEP 70297-400 e selecionar a opção de ‘retirada’.

    Essa parceria estratégica combina o nosso lifestyle e paixão pela liberdade com a qualidade e segurança da LS2, resultando em produto inovador e arrojado. Com esse capacete, o motociclista vai sentir que leva, para onde for, a identidade, a atitude e a atmosfera única do Capital Moto Week”, destaca Pedro Franco, CEO do festival. Ele comenta o processo criativo e a aposta no licenciamento da marca: “A colaboração e sinergia com a LS2 foi intensa em todas as etapas, do conceito visual ao produto final, o que reforça a solidez do Capital Moto Week”.

    Essa parceria combina o nosso lifestyle e paixão pela liberdade com a qualidade e segurança da LS2 , Pedro Affonso Franco CEO, CMW

    O LS2 Advant CMW é um capacete articulado e versátil, com queixeira giratória 180 graus para proteção, conforto e comodidade. Com entradas de ar posicionadas para otimizar a ventilação, possui sistema rápido e eficiente de troca de viseira, que é resistente a riscos e com proteção UV. O capacete premium foi desenvolvido na cor matte black e vem acompanhado de mochila, também personalizada com a marca Capital Moto Week. O modelo chega ao mercado na grade completa, com tamanhos que vão do 56 ao 62, pronto para conquistar os amantes do rock e das duas rodas.

    Bruno Cavalcante, gerente de Marketing da LS2, revela que a collab está alinhada à estratégia de reforçar o posicionamento da marca, que desde 2024 assina como capacete oficial do CMW. “O Capital Moto Week tem superado nossas expectativas em todos os aspectos: branding, experiência e vendas. Acreditamos na força desta parceria”, celebra o executivo. Nesta edição do festival, a operação da LS2 terá dois andares, com portfólio completo em termos de cascos e grafismos, além de outras ativações inéditas.

    Licenciamento como alavanca de negócio
              O co-branding se consolida cada vez mais como alavanca de negócios. “Apostamos em parcerias que agregam valor e se conectam genuinamente com o nosso público e identidade”, projeta Pedro Franco. Uma coleção que atende a essência Moto Week e que se tornou tradição são os produtos oficiais do CMW, lançados em várias peças, cores e estampas exclusivas, em parceria com a Magic Brazil.

    São adesivos, bandanas, bonés, boinas, corta-vento, camisetas, camisas, casacos, chemises, chaveiros, pins, patches, mochilas térmicas e pochetes, essenciais para usar em festivais. “Com roupas, acessórios e elementos que refletem a liberdade, desenvolvemos novos modelos e produtos para vestir o público apaixonado pelo CMW”, acrescenta Franco. Os itens ficam disponíveis na Loja Oficial CMW.

    Com taxa de renovação de patrocínios acima de 80% e expectativa de investimento 20% superior ao ano passado, o CMW é uma vitrine disputada por grandes marcas nacionais e internacionais. “Muito além de um festival, o Capital Moto Week é um movimento que une paixão, liberdade e propósito. Somos uma plataforma viva que conecta pessoas, negócios, experiências e as marcas enxergam muito potencial de engajamento com a nossa comunidade”, finaliza o CEO do CMW.

    Sobre o Capital Moto Week 2025
              De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos 100 shows previstos para 2025, a programação do festival inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, para agradar todos os gostos musicais do rock.

    Os headliners já confirmados nesta edição são: Os Paralamas do Sucesso (25), Capital Inicial (26), Samuel Rosa (27), Angra e Lobão (31), a  bandacanadense Magic! e Cidade Negra (01.8). As demais atrações principais serão anunciadas nas próximas semanas. Os shows do palco principal do CMW serão transmitidos pela TV Globo e, no dia 3 de agosto, o Especial Capital Moto Week com os melhores momentos do festival será exibido em rede nacional. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia do entretenimento.

    Sobre a LS2
              Marca global de equipamentos para motociclistas, reconhecida por sua qualidade, segurança e inovação. Fundada em 1990 na China, a LS2 iniciou sua trajetória atendendo ao mercado local e, desde 2008, expandiu sua presença para a Europa e outras regiões, incluindo o Brasil. É referência em capacetes, com modelos urbanos e esportivos até opções off-road, sempre com foco em qualidade e conforto. Comprometida com a segurança, a LS2 desenvolve seus produtos com materiais de alta tecnologia e realiza testes rigorosos para atender às normas internacionais, incluindo a certificação ECE 22.06. Além disso, é uma das principais marcas apoiadoras e patrocinadoras de pilotos renomados, como John McPhee (Moto3), Loris Baz (WSBK) e Fermín Aldeguer (MotoGP), reforçando ainda mais seu compromisso com a excelência em seus produtos.

    SERVIÇO
    Capital Moto Week 2025
    Data: 24 de julho a 02 de agosto de 2025
    Local: Parque Granja do Torto | Brasília | DF
    Instagram | Facebook | TikTok | @capitalmotoweek
    Imprensa: (61) 99987-9915 | (61) 8112-2757 | (61) 8427-2785
    Site oficial: www.capitalmotoweek.com.br
    Banco de Imagens: Drive CMW | E-mail: imprensa@capitalmotoweek.com.br
    Sala de Imprensa: https://www.capitalmotoweek.com.br/news

  • Capital Moto Week terá shows de peso em 2025

    Capital Moto Week terá shows de peso em 2025

                    O line-up do Capital Moto Week 2025 está completo e os motores já roncam alto! Com três novas atrações confirmadas, o maior festival de motos e rock da América Latina acelera rumo a mais uma edição histórica. Biquini, Detonautas, Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. são os novos nomes que se unem aos headliners que vão comandar o palco principal de 24 de julho a 2 de agosto, em Brasília.

    Biquini, Detonautas, Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr completam os headliners do festival  (Imagem: CMW)    

             Quem gira a chave e acelera no palco principal, no dia 24 de julho, é a lendária banda Biquini. Em sua terceira passagem nos palcos do CMW, o grupo agora apresenta show renovado em repertório e visual: a turnê ‘A Vida começa aos 40’ celebra quatro décadas de carreira. Comandados por Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelho (guitarra), Miguel Flores da Cunha (teclados) e Álvaro Birita (bateria) prometem embalar o público com sucessos como ‘Vento Ventania’, ‘Zé Ninguém’, ‘Tédio’, ‘Janaína’ e ‘Dani’.

             “Adoramos participar de grandes festivais e, quando envolve apaixonados por motos, mais ainda! O Capital Moto Week é a Meca, é impressionante ver a peregrinação de fãs de todo o Brasil para o festival. Já estivemos presentes em outras oportunidades, mas celebrar os 40 anos de nossa carreira neste palco vai ser incrível. Os clássicos estarão todos presentes, mal podemos esperar para a gente se ver!”, celebra o vocalista Bruno Gouveia.

             

             Evento aguarda recorde de público, de motos e de Motoclubes (imagem divulgação)

             Já a última noite do festival, 02 de agosto, vai arrepiar até o escapamento. Dois gigantes do rock brasileiro vão estrelar uma noite apoteótica. Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr (feat. Detonautas) e Detonautas (feat. Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr) vão dividir o palco em experiência única e verdadeira celebração do rock nacional: cada banda terá seu próprio show e ambas participarão do set da outra.

              De um lado, Marcão Britto e Thiago Castanho, fundadores do Charlie Brown Jr., carregam nos ombros o peso das guitarras e o legado de mais de 30 anos da banda santista. Pela terceira vez, eles vão invadir a Cidade da Moto com os clássicos de suas autorias, como ‘Proibida Pra Mim’, ‘Zóio de Lula’ e ‘Só os Loucos Sabem’.

             Já os Detonautas também retornam ao CMW com toda a energia de hits como ‘Olhos Certos’, ‘Você Me Faz Tão Bem’, ‘Quando o Sol Se For’ e ‘Vamos Viver’, que está sendo tocada por todo Brasil em uma nova versão acústica. “Cada show é diferente e isso nos permite explorar uma performance mais livre e intensa”, afirma o vocalista, Tico Santa Cruz, que tem conexão com a cultura motociclística. Em sua última passagem pelo CMW, revelou que já foi sócio de motoclube e compôs ‘Um cara de Sorte’ inspirado nesse universo.

    Escultura em madeira Capital Moto Week 2024 (Foto: João Carlos Bertolucci)

            Com 107 shows em 10 dias, o Capital Moto Week 2025 reforça seu DNA como festival de rock de verdade! Além dos nomes já citados, o CMW traz ainda Lobão, Angra, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Samuel Rosa, Cidade Negra e a banda canadense MAGIC!, conhecida pelos hits ‘Rude’, ‘No Way No’ e ‘Lay You Down Easy’. “A história do rock nacional passa pelos palcos do Capital Moto Week. Biquini, Detonautas e Charlie Brown Jr são ícones da nossa música e vão trazer ainda mais peso para essa edição”, afirma o CEO do festival, Pedro Franco. “Esses 10 headliners vão fazer de 2025 mais um ano inesquecível na nossa história”, projeta o executivo.

      Cidade das motos e do rock promete balançar o público na edição 2025 (foto: RI/João Carlos Bertolucci

    Confira os headliners do Capital Moto Week 2025: 
    24.07 | Biquini
    25.07 | Os Paralamas do Sucesso
    26.07 | Capital Inicial
    27.07 | Samuel Rosa
    31.07 | Lobão | Angra
    01.08 | Cidade Negra | Magic!
    02.08 | Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr (feat. Detonautas) | Detonautas (feat. Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr)

    Ingressos CMW 2025| www.bilheteriadigital.com/capitalmotoweek
    Motociclistas sem garupa e pilotando não pagam | Motos com garupa entram grátis de segunda a sexta-feira até as 18h e, aos sábados e domingos, até às 15h | Crianças de até 12 anos não pagam, desde que acompanhadas de seu responsável | Menores de 16 anos somente acompanhados de um responsável legal | Ingresso solidário, que garante desconto especial no valor da inteira, é concedido para quem levar lixo eletrônico ou 1kg de alimento não perecível | PCD tem acesso grátis e, se necessitar de acompanhante, este tem direito à meia-entrada | Pessoas com 60 anos ou mais têm direito à meia-entrada | Obrigatória apresentação de documento de comprovação válido de meia-entrada no momento do acesso.

    Sobre o Capital Moto Week 2025
    De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m². Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock. O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

    SERVIÇO
    Capital Moto Week 2025
    Data: 24 de julho a 02 de agosto de 2025 

     

  • Quadra 2 da Estrutural recebe pavimentação e alargamento de via

    Quadra 2 da Estrutural recebe pavimentação e alargamento de via

    Sete das oito ruas já foram pavimentadas; nova infraestrutura vai facilitar acesso de veículos do transporte público e ônibus escolares

    Consegue imaginar morar por 27 anos sem água tratada, esgoto, rede pluvial, calçamento ou iluminação pública? Essa foi a realidade enfrentada pelos moradores da Quadra 2, antiga Quadra 12, da Estrutural. Hoje, a infraestrutura básica já faz parte do cenário local, e as obras estão em fase de finalização: sete das oito ruas foram pavimentadas com bloquetes, e a última segue em execução. O avanço representa uma melhoria concreta na mobilidade e qualidade de vida local, além de reforçar o compromisso deste Governo do Distrito Federal (GDF) com a comunidade.

    Também está em andamento o alargamento da via em frente à quadra, ao lado do campo sintético, que ligará o trecho entre o Centro Olímpico e a Quadra 2, com duas faixas pavimentadas. “Aqui vai passar a linha de ônibus escolar e transporte público, que antes não entrava. E além disso, vai reduzir poeira e lama”, explica o administrador regional, Alceu de Mattos.

    Segundo ele, já foram instaladas na quadra as redes de água e esgoto, além do calçamento e da iluminação pública. “Estamos finalizando essa rua e tem mais uma que também será asfaltada. Vamos colocar bocas de lobo para a drenagem da água da chuva”, relata. Ele ressalta que, com a finalização do asfalto e da segunda rua, a situação estará resolvida.

    Em relação ao saneamento básico, ele destaca a atuação do programa Água Legal, da Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb): “A instalação da rede de água e esgoto foi feita com base nesse programa. Tivemos vários parceiros, como a Caesb, que foi essencial, a Novacap, que fez a topografia para direcionamento das águas, e a Neoenergia, que ainda precisa colocar alguns braços nos postes, mas já está instalando relógios individuais de luz e água”.

    “A gente esperou por muito tempo, foram muitos anos vivendo na poeira, na lama. Quando chovia, era difícil até para levar as crianças para a escola. Meus filhos iam todos cheios de lama. Então, com a chegada dessas melhorias, é uma vitória para a gente”, conta a dona de casa Camila de Oliveira, 29. Mãe de quatro filhos, todos em idade escolar, ela comemora: “O ponto de ônibus era longe. Agora, com o coletivo passando aqui na porta, vai ser muito bom para a gente, principalmente para quem é mãe”.

    Outra melhoria importante foi a chegada da água potável. Camila é uma das beneficiadas. “Ficamos muito tempo sem água tratada. Era tudo gambiarra, umas ligações improvisadas. A água era bem fraquinha, não subia para o chuveiro, nem para a torneira. Tinha que usar uma torneirinha bem baixa e encher balde pra poder usar”. Segundo ela, já faz cerca de seis a oito meses que a nova rede está em funcionamento, e os moradores já começaram a pagar pelo serviço.

    Ela lembra que a chegada da água tratada e, mais recentemente, a pavimentação da rua foram vitórias importantes: “Essa pista era um desejo antigo. Antes, para pegar o ônibus, a gente tinha que ir lá na entrada da Estrutural. Agora a parada está perto do antigo lixão. Para quem tem filho na escola, isso faz muita diferença”.

    Viver na informalidade traz consequências graves. Assim relata a dona de casa Tânia Medeiros, 47: “Foi muito complicado esse tempo. A gente vivia no ‘gato’, na lama, enfrentando doenças. Eu mesma já tive dengue seis vezes, porque precisávamos armazenar água em tambores. A água não subia pro chuveiro, a torneira tinha que ser bem baixinha, e às vezes a gente passava até oito dias sem água”.

    Com a chegada do programa Água Legal, a realidade de Tânia começou a mudar. “Hoje esse problema foi resolvido. A minha rua foi a primeira a receber água, e já tem mais de um ano. Agora a gente paga, sim, mas tem água sempre que precisa. Prefiro assim, dentro da legalidade, com segurança”, elogia.

    Ela comemora também a transformação na mobilidade: “Essa rua de mão dupla vai ser uma maravilha, tanto pros ônibus escolares quanto para os ônibus convencionais que devem começar a circular aqui. A gente é de uma das quadras que mais sofre preconceito. Então, ver essas melhorias é como vencer uma luta, é muito gratificante.”

    Bairro Santa Luzia

    O programa Água Legal constrói redes de abastecimento em comunidades carentes. A Caesb está à frente também do projeto de saneamento integrado do bairro Santa Luzia, na Estrutural, que terá infraestrutura de rede de água, esgoto e energia elétrica e sistemas de drenagem e de coleta de lixo. Serão investidos R$ 85 milhões, com a aprovação no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Seleção), para beneficiar cerca de 20 mil pessoas.

    Além disso, este GDF vai investir R$ 274 milhões para levar saneamento ao bairro Santa Luzia e ampliar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Recanto das Emas. Somente em Santa Luzia, serão aplicados R$ 80 milhões.

    Adesão ao programa

    Para aderir ao programa, os moradores devem apresentar documentos pessoais (RG e CPF) e preencher o Termo de Solicitação de Serviços (TSS), que funciona como contrato com a Caesb. O morador pode financiar a taxa de primeira de ligação em oito parcelas sem juros, na conta de água.

    Quem participa do programa paga pela água que consome, mas a tarifa é reduzida para os que estão inscritos nos programas sociais do GDF.

  • Prática de pesca no Lago Paranoá requer registro geral da atividade; saiba como funciona

    Prática de pesca no Lago Paranoá requer registro geral da atividade; saiba como funciona

    Importante para a regularização de quem utiliza o espaço como opção de esporte e lazer, documentação pode ser preenchida online

    No vai e vem das águas, o embate entre peixe e pescador vai além do consumo próprio para subsistência. A pesca é uma atividade que também engloba as modalidades amadora, esportiva, subaquática, artesanal/profissional e científica. No Distrito Federal, muitos brasilienses pescam no Lago Paranoá, atividade para a qual é preciso obter o Registro Geral de Pesca (RGP), para que a prática seja praticada dentro da legalidade. O documento é emitido pelo Ministério de Pesca e Aquicultura (MPA); e, em Brasília, já são 408 pessoas registradas.

    A lei nº 7.399 de 15/1/2024, criada pelo deputado distrital Daniel de Castro, autoriza o exercício da pesca no Lago Paranoá, onde estima-se que mais de 40 mil pessoas a praticam em diversas modalidades. No âmbito do DF, a prática é regulamentada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) por meio da Subsecretaria de Pesca e Aquicultura.

    O representante da pasta, Edson Buscacio, relata que um grupo de trabalho (GT) foi criado para a regulamentação da pesca, envolvendo parceiros e entes do Estado, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e o próprio Ministério da Pesca e Aquicultura.

    Regulamentação

    “O RGP é determinado por lei, e todo pescador no território nacional tem que ter”, enfatiza o subsecretário. “É importante para que eles possam se sentir tranquilos em relação ao cumprimento das leis e ter o acesso aos direitos como pescador, no caso de profissionais e artesanais. Hoje você tem que ter uma pesca consciente e sustentável, e isso só se dá por meio do plano de ação do governo.”

    O açougueiro Victor Veiga, 33 anos, pesca desde os 12. Testando a sorte no Lago Paranoá, na parte do Deck Sul, que frequenta cerca de duas vezes por semana, ele conseguiu algumas espécies bonitas na modalidade esportiva, devolvendo ao lago os exemplares que conquistou na linha. Para ele, a pescaria é uma terapia. “Me relaxa do estresse do serviço, chego mais aliviado em casa e tenho mais paciência com as crianças – é um momento de desestresse”, conta. “Além da emoção da surpresa na pescaria, porque a gente sempre espera o peixe grande. É sempre uma adrenalina e um lazer do dia a dia”.

    Victor pontua que o Lago Paranoá tem uma variedade de peixes, como o tucunaré e a traíra, que são mais fáceis de pegar. Ele ressalta a necessidade de ter os registros regularizados. “Muitas pessoas pescam no ilegal, na pesca predatória”, aponta. “É importante estar em dia com o governo. Um registro dá maior segurança de vir a um local e não ser abordado por um policial e perder seu material, além de proteger a diversidade aquática”.

    Lago Paranoá

    Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Descrito como uma vitrine da cidade, o Lago Paranoá é considerado o espelho-d’água do Distrito Federal, com 48 km² e, na parte mais funda, 38 metros de profundidade. O lago artificial melhora o microclima da região e promove diversidade de uso em cerca de 80% de sua superfície, conforme mapeado pela Sema-DF, desde pedalinhos até grupos de remo e mergulho. A pescaria também não passa despercebida como uma modalidade procurada no local.

    “A extração controlada é importante para a oxigenação e para manutenção do controle da água, que desde 2002 tem uma qualidade excepcional por meio do trabalho realizado pela Caesb [Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal]”, enfatiza o subsecretário de Pesca e Aquicultura. “Hoje nós temos uma explosão do camarão, uma espécie que só sobrevive em água de qualidade. Para essa manutenção, nós precisamos ter toda essa estrutura desenhada num plano de ação do Estado, algo fortalecido por meio da regulamentação da pesca.”

    O policial militar aposentado Wagner Costa do Nascimento, 55, aproveitou a manhã de baixa temperatura para pescar no Deck Norte do Lago Paranoá. Ele apontou um crescimento na modalidade após o investimento deste GDF em infraestrutura nas áreas do lago: “Agora a pescaria está se desenvolvendo mais. Nesses últimos anos, fizeram a orla, deram infraestrutura e melhorou essa região. Até a qualidade da água está melhor; além do camarão, ainda tem aqueles carazinhos da época do Juscelino Kubitschek, peixes pequenos conhecidos como JKs”.

    Como obter o RGP

    A pesca esportiva e amadora no Lago Paranoá requer inscrição no RGP na categoria Pescador Amador ou Esportivo, conforme norma específica. A pesca artesanal, por sua vez, é regulamentada com foco na proteção dos recursos naturais e na garantia da atividade pesqueira. A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) também está envolvida na gestão do Seguro Defeso, que beneficia pescadores artesanais durante o período de interdição da pesca.

    Licença para Pesca Amadora ou Esportiva  é emitida digitalmente pela Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MPA) e tem validade de um ano em todo território nacional. Uma vez licenciada, a pessoa poderá pescar em qualquer região do país, salvo locais protegidos por norma federal, estadual ou municipal. Alguns estados podem exigir uma licença de pesca complementar. A categoria desembarcada possui uma taxa anual de R$ 20, e a embarcada custa R$ 60, com opções de pagamento por Pix, cartão de crédito e boleto.

  • Nova rota acessível beneficia moradores e turistas que passam pela Esplanada dos Ministérios

    Nova rota acessível beneficia moradores e turistas que passam pela Esplanada dos Ministérios

    Pedras portuguesas também foram recolocadas na Praça dos Três Poderes; investimento foi de R$ 12,1 milhões

    Centro das decisões políticas do país, a Esplanada dos Ministérios recebeu uma série de trabalhos para torná-la ainda melhor para brasilienses e turistas. Há quatro meses, foram concluídos os projetos de criação de uma rota acessível e de recolocação das pedras portuguesas na Praça dos Três Poderes. Os serviços contaram com investimento de R$ 12,1 milhões por parte do Governo do Distrito Federal (GDF). E a população já sente os resultados.

    “Eu achei tudo muito lindo, amei. E tem muita importância, porque a população depende das coisas bem cuidadas. Para o turista, é bom chegar e ver tudo arrumadinho também, é maravilhoso, a gente coloca nas fotos para levar para a família ver e contemplar as belezas”, observou a aposentada Francisca Luciano Urbano, 70 anos, moradora de Belo Horizonte (MG).

    Já o pequeno Davi Martins, 10, vive no DF mesmo, no Guará, mas não perde a oportunidade de passear pela Esplanada, na companhia dos pais, Leandro e Mônica. “A Praça dos Três Poderes é muito linda e está bem organizada. Eu vou voltar, porque quero tirar mais fotos”, contou o garoto.

    A nova Rota Acessível na Esplanada – que margeia os prédios dos ministérios – foi feita pela empresa Construtec Construções e Serviços LTDA, sob fiscalização da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), com aporte de R$ 11,3 milhões por parte do GDF. São 40 mil m² de calçadas em concreto polido, 5 mil m² de travessias elevadas, 10 mil m² de placas de concreto e 25 mil m² de grama. Além disso, a rota foi equipada com pisos táteis e direcionais, lixeiras, espaços para bicicletas e bancos para mais conforto e acessibilidade à população.

    “A implantação dessas rotas acessíveis é uma forma de democratizar a mobilidade urbana. Eu costumo chamar de engenharia social, ou seja, é tudo aquilo que tem o cidadão como foco principal. Essa região tem um fluxo intenso de pessoas; dessa forma, melhorar a mobilidade de forma universal é de suma importância”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite.

    A intervenção realizada na Praça dos Três Poderes incluiu o reencaixe e a substituição de aproximadamente 6 mil m² de pedras, um investimento de R$ 900 mil | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Já na Praça dos Três Poderes, a restauração das pedras portuguesas também foi finalizada. Coordenada pela Novacap em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a intervenção incluiu o reencaixe e a substituição de aproximadamente 6 mil m² de pedras, com um investimento de R$ 900 mil.

    Mudanças que beneficiam não apenas os visitantes, mas também os trabalhadores. Patrícia Duarte, 42, vende artesanato na Praça dos Três Poderes há 20 anos e avalia que haverá impacto em suas vendas: “Ajuda, porque as pessoas veem a qualidade, porque aqui é o centro do Brasil. Quando as coisas estão ruins, as pessoas não querem vir. A acessibilidade, por exemplo, não estava boa. Agora, as pessoas querem conhecer ou vir novamente para ver o que foi melhorado”.

  • Espaços esportivos da QE 38 do Guará são reformados pelo RenovaDF

    Espaços esportivos da QE 38 do Guará são reformados pelo RenovaDF

    Cerca de 100 alunos atuam na manutenção da quadra poliesportiva, do skatepark, da calistenia e da praça. Ação ocorre desde maio deste ano para levar mais lazer e desporto para a população

    Cerca de 100 alunos do RenovaDF estão reformando os espaços esportivos da QE 38 do Guará. A ação começou em maio e contempla o skatepark, a quadra poliesportiva, o parquinho infantil, os equipamentos de calistenia e a praça da região, utilizados diariamente pelos moradores para convivência e desporto.

    Os serviços são executados durante as aulas práticas, incluindo substituição, pintura e reparo dos alambrados, retirada da grama do parquinho – que no momento está sem brinquedos – para colocação de areia, pintura das peças de calistenia e dos demais espaços, reparo no piso e na estrutura do skatepark, e mais. Os participantes são divididos em quatro turmas, sendo duas por período – matutino e vespertino.

    O administrador regional do Guará, Artur Nogueira, afirma que a reforma vai beneficiar centenas de pessoas que moram nas proximidades. “Esse centro esportivo é usado por toda a comunidade, não só da QE 38, mas também da QE 40, da QE 48, das novas quadras, e isso era esperado há mais de 15 anos. Aqui tem todo esporte que imaginar e a criançada também vem para brincar na quadra”, elucida.

    Criado em 2021 pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o RenovaDF é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) para oferecer formação profissional gratuita ao mesmo tempo em que equipamentos públicos passam por manutenção. A iniciativa oferece auxílio financeiro, vale-transporte e seguro contra acidentes pessoais, e aborda técnicas de alvenaria, carpintaria, elétrica, hidráulica, entre outros.

    “O RenovaDF nos enche de orgulho. É mais do que um curso técnico: é uma verdadeira política pública de transformação social”, defende o titular da pasta, Thales Mendes. “De um lado, temos milhares de alunos em situação de vulnerabilidade que recebem formação gratuita, bolsa no valor de um salário mínimo, transporte e uma nova chance de inserção no mercado de trabalho. Do outro, temos uma população que se beneficia com a recuperação de espaços públicos — praças, campos, quadras — que voltam a servir a comunidade. É uma política pública que forma profissionais e entrega resultados visíveis para toda a cidade.”

    A aluna Suzane Corrêa, 47, aproveita a oportunidade para desenvolver novas habilidades que poderão ser exercidas em casa, em benefício próprio, ou para iniciar uma nova ocupação profissional. “Esse conhecimento vai me agregar muito, mesmo eu sendo cozinheira. Hoje já consigo olhar para uma tela e diferenciar um material de outro. Quando tiver uma reforma em casa, eu mesma poderei fazer alguns serviços e também me especializar em alguma área futuramente”, conta.

    Já o aluno Rosenildo Rufino de Souza, 40, conta que sempre via pessoas vestidas com a camisa do RenovaDF e tinha curiosidade sobre o que estavam fazendo, até que soube da abertura de um novo ciclo no Centro Pop da Asa Sul. “Uma vez perguntei e me disseram que era sobre engenharia civil, e aquilo despertou em mim o interesse de conhecer mais de perto. Me inscrevi e hoje estou aqui, aprendendo muito sobre pintura, serralharia”, conta. “É gratificante saber que também estamos contribuindo com a população, que terá um lazer num ambiente mais adequado, mais limpo, mais organizado.”

     

    O RenovaDF também promoveu a reforma do campo sintético da QE 38, localizado ao lado dos equipamentos com serviços em andamento. Cerca de 340 participantes atuaram no espaço, entregue de cara nova em abril deste ano. A atuação das turmas foi completa, com duração de três ciclos do programa, e atingiu cada detalhe da arena, com implantação de tapete de grama sintética, pintura dos alambrados e traves, além de manutenção da arquibancada.

  • Escorpiões: Atenção redobrada ajuda a evitar acidentes em casa

    Escorpiões: Atenção redobrada ajuda a evitar acidentes em casa

    Com presença cada vez mais frequente nos centros urbanos, escorpiões exigem medidas simples, mas eficazes, de prevenção; rede pública de saúde do DF conta com atendimento de urgência e canais abertos para informações

    Com as mudanças no clima, a presença de escorpiões em áreas urbanas tem se tornado cada vez mais comum. Somente entre janeiro e março deste ano, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou 927 acidentes com esses animais. Em 2024, foram 3.733 casos notificados. Para reduzir o risco de acidentes, é fundamental adotar medidas simples de prevenção, que ajudam a manter os escorpiões longe de casa.

    “Os escorpiões costumam vir de ambientes externos, como tubulações, ralos e redes de esgoto, e preferem locais escuros e úmidos. Por isso, é fundamental criar barreiras físicas e inspecionar todos os pontos que possam oferecer condições favoráveis à presença desses animais”, orienta a bióloga Vilma Ramos Feitosa, da Gerência de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo da SES-DF.

    Entre os cuidados recomendados pela especialista estão manter ralos tampados quando não estiverem em uso, eliminar entulhos, manter quintais limpos, evitar o acúmulo de roupas no chão e combater a presença de baratas – principal fonte de alimento dos escorpiões. Inspeções frequentes nos ambientes e o uso de luvas grossas, botas e calças compridas ao manusear materiais de construção, lixo ou objetos de jardim também são medidas eficazes.

    “Outras ações importantes incluem o uso de rodos de vedação nas portas, colocação de telas nos ralos e afastamento de utensílios das paredes”, acrescenta a especialista. Além das orientações à população, a SES-DF realiza o mapeamento e a intervenção em áreas com indícios de descontrole populacional. As denúncias feitas por moradores são fundamentais para que as equipes atuem de forma mais precisa.

    “Nós recebemos muitas informações dos moradores, principalmente relacionadas ao interior das residências. Com base nessas denúncias, agendamos inspeções detalhadas para identificar pontos vulneráveis. Nossos técnicos verificam as condições do ambiente que favorecem a entrada ou permanência dos escorpiões, realizam a captura e identificação das espécies encontradas, além de orientar os moradores sobre como prevenir novas ocorrências”, explica Feitosa.

    Segundo a bióloga, a espécie predominante no Distrito Federal é a Tityus serrulatus, uma das mais venenosas do Brasil. “Essa espécie não é nativa da região e, por isso, não possui predadores naturais aqui. Além disso, ela se reproduz por partenogênese, ou seja, sem necessidade de macho, o que favorece sua proliferação rápida e descontrolada”, ressalta.

    Primeiros socorros

    A gravidade da picada pode variar conforme a quantidade de veneno inoculado e a resposta do organismo da vítima, podendo causar reações leves, moderadas ou graves. Em caso de acidente, é essencial lavar o local com água e sabão, manter o membro afetado elevado para retardar a circulação do veneno e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. A aplicação de soro antiescorpiônico será avaliada por um profissional de saúde, de acordo com cada caso.

    “Se ocorrer um acidente, a pessoa deve se dirigir rapidamente a um hospital da rede pública, que são os únicos que possuem o soro específico. O médico vai avaliar a necessidade da aplicação. Na presença de um escorpião, é importante, se possível, isolar ou eliminar o animal com segurança e acionar o serviço de vigilância ambiental”, orienta o biólogo da SES-DF Israel Moreira.

    Serviço

    Confira os hospitais que disponibilizam soros antivenenos contra picadas de escorpiões no Distrito Federal:

    – Hospital Materno Infantil de Brasília (atendimento exclusivo para crianças de até 13 anos, 11 meses e 29 dias)
    – Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
    – Hospital Regional do Guará
    – Hospital Regional de Brazlândia
    – Hospital da Região Leste (Paranoá)
    – Hospital Regional de Ceilândia
    – Hospital Regional do Gama
    – Hospital Regional de Santa Maria
    – Hospital Regional de Planaltina
    – Hospital Regional de Sobradinho
    – Hospital Regional de Taguatinga

    A população também pode acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que oferece atendimento 24 horas, pelos telefones  0800 644 6774 e 0800 722 6001. Para solicitar inspeção em casos de aparecimento do animal, o contato com a Vigilância Ambiental pode ser feito pelo número 160 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com

  • Arniqueira recebe espetáculo de teatro de rua ‘Zezinho e o Livro Mágico’

    Arniqueira recebe espetáculo de teatro de rua ‘Zezinho e o Livro Mágico’

    Peça infantil terá sessões sábado e domingo; entrada é franca

    Neste sábado (7) e no domingo (8), a população de Arniqueira poderá prestigiar gratuitamente o espetáculo Zezinho e o Livro Mágico, do Grupo Caras. As apresentações serão às 17h30, na praça da QS 10, no Areal, e são voltadas para toda a família.

    A peça conta a história de Zezinho, criança que enfrenta os desafios de conciliar a infância com o trabalho para ajudar a família. De forma poética, o enredo aborda temas como superação, sonhos e a importância da imaginação.

    Com dramaturgia de Elmo Férrer e direção de Arthur Matos, o espetáculo leva à comunidade a magia do teatro de rua, promovendo acesso democrático à cultura.

    “A magia do teatro de rua está em dialogar com a população, democratizar a arte e ocupar as praças, o que é extremamente prazeroso. Assim, alcançamos pessoas diversas, algumas que estavam apenas de passagem, mas ficam curiosas e param para assistir”, explica o diretor e ator Arthur Matos.

    O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC) e conta com o apoio da Administração Regional de Arniqueira.

    A administradora da cidade, Telma Rufino, destaca a importância da iniciativa para fortalecer o vínculo da comunidade com as expressões culturais: “Estamos sempre empenhados em apoiar a cultura na nossa região. Recentemente, tivemos o cinema ao ar livre, com sessões gratuitas dos filmes O Diabo Veste Prada Lilo & Stitch, que encantaram públicos de todas as idades. Acreditamos que somente com escola, educação e cultura construiremos uma sociedade melhor”, afirma.

    Serviço
    Espetáculo: Zezinho e o Livro Mágico – Grupo Caras
    Data: Sábado (7) e domingo (8)
    Horário: 17h30
    Local: Praça da QS 10, Areal, Arniqueira
    Classificação: livre
    Entrada: gratuita.