Marina Itajaí Boat Show será realizado entre os dias 6 a 9 de julho na Marina Itajaí, no litoral de Santa Catarina. Um dos principais fabricantes de barcos da América do Sul, a Fibrafort, levará para o evento lanchas entre 21 a 42 pés. Destaque para a Focker 366 GTS, modelo recém lançado pela marca
Visitantes que passarem pelo Marina Itajaí Boat Show, que ocorre de 6 a 9 de julho em Itajaí (SC), poderão conhecer as novidades em embarcações do Brasil e exterior. Em estande privilegiado com vista para a baía, o estaleiro nacional Fibrafort levará uma gama de seis de seus principais modelos que combinam esportividade, luxo, tecnologia e conforto.
Entre as opções estará a Focker 366 GTS, lançado recentemente no mercado náutico que chama atenção pela qualidade dos acabamentos e design que lembra carros esportivos de luxo. A versatilidade de espaços para instalação de acessórios gourmet, a alta tecnologia por meio dos itens multimídia espalhados por todo o barco, luzes de LED e central de comando inovadora são mais diferenciais que a tornaram grande sucesso de vendas.
Focker 366 GTS – Foto: Divulgação
“Independentemente do tamanho e do estilo, todos os modelos de barcos Focker surpreendem pela qualidade e inovações em termos de espaços, design, segurança e conforto, inclusive por conta da valorização no momento da revenda. No Marina Itajaí Boat Show, cidade que também é sede do estaleiro Fibrafort, queremos mais uma vez surpreender o público com lanchas para os variados tipos de perfis, desde o consumidor que deseja comprar seu primeiro barco aos que desejam trocar para um modelo novo ou maior.”, destaca a Gerente Comercial e Marketing da Fibrafort, Bárbara Martendal.
Além da Focker 366 GTS, outros conceituados modelos da marca estarão no evento disponíveis para visitação, como: Focker 212, Focker 255, Focker 333 GT, Focker 388 GT e a F420 Gran Coupé. Os modelos expostos custam a partir de R$270.000,00. Durante o evento, o estaleiro irá oferecer condições especiais para compra.
Barcos de grande porte foram os mais procurados pelos consumidores brasileiros nos últimos 12 meses
O mercado náutico brasileiro apresenta um cenário positivo com relação ao número de vendas de embarcações de grande porte. O estaleiro brasileiro Armatti Yachts comemora o crescimento comercial de 40% por modelos da marca. A Armatti 390 Sport Coupé, por exemplo, lançada durante o Rio Boat Show de 2022, já soma mais de 14 barcos negociados, sendo 6 já entregues nos últimos 12 meses.
“O consumidor brasileiro tem grande apreciação pelas nossas embarcações, principalmente porque investimos em um design premium, único, diferente do que se encontra no mercado atualmente. Nossos clientes, inclusive, fazem upgrade de modelos dentro da nossa marca, a exemplo de um cliente que, em 2021, adquiriu uma Armatti 350 Gran Cabrio e, no último ano, trocou por um modelo de 39 pés”, afirma o CEO da Armatti Yachts, Fernando Assinato.
Armatti 420 Sport Fly – Foto: Divulgação/Armatti Yachts
O empresário destaca que o crescimento nas vendas ainda se justifica pelo fato de as embarcações terem um bom aproveitamento do layout interno e garantirem ainda mais conforto a bordo. “A Armatti 390 Sport Coupé é um caso, pois oferece o que é encontrado apenas em iates de maiores proporções”, afirma o empresário.
Os consumidores são, principalmente, de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina, este último onde está localizada a matriz da empresa, na região da Grande Florianópolis. Com a recente ampliação da fábrica para 9 mil metros quadrados, a fila de espera retraiu de 10 para 3 meses.
Agenda internacional de Lula atrai visitantes que podem movimentar a economia local
A posse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mais afeito a agendas internacionais, trouxe de volta a Brasília uma movimentação que há muito não se via. A vinda de autoridades internacionais, presidentes, chanceleres se multiplicou. Só o presidente da Argentina, Alberto Fernández, esteve aqui quatro vezes.
Foto: Divulgação PR
A capital também recebeu o Chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, o 1º ministro da Holanda, Mark Rutte, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, entre outros. Isso sem contar com a realização de cúpulas, como a dos países da América do Sul, que reuniu líderes de 12 países, e a do Fórum São Paulo, com previsão para 22 delegações.
Todos esses eventos agitam a economia local, movimentam hotéis e restaurantes. Mas estarão os agentes de turismo privados e públicos de Brasília aproveitando como deveriam essas oportunidades? Atrás de cada autoridade existe um séquito. Alguns desses agentes chegam antes, para preparar o solo. A entourage envolve ainda imprensa, observadores e empresários.
No início do ano, a foto do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, a nadar no Lago Paranoá, numa tranquila manhã de sábado, correu o mundo. O Paranoá também atraiu o assessor especial para o clima do governo dos EUA, John Kerry, que além de visitar a Catedral foi saborear caipirinha num cube de Wind surf.
Presidente de Portugal aproveita dia de folga para nadar no Lago Paranoá – Foto: CBMDF/Divulgação
Atividades como essas, bem documentadas e divulgadas, fomentam a construção de uma imagem diferenciada da cidade, que vai além das criações de Niemeyer. “Uma foto dessas circulando pela imprensa da Europa, dos EUA, passa a mensagem de que Brasília é segura, sustentável. Uma cidade que possui uma diversidade de possibilidades de vivências”, analisa Claudia Maldonado Lopes, do Brasília Convention Bureau.
Para o ex-superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, toda exposição da capital lá fora é impactante para o nosso turismo. “Brasília pode ser a porta de entrada de um turismo internacional que deve ser aproveitada para ampliar os dias de permanência desses estrangeiros, aquecendo a ampliando a cadeia produtiva do turismo brasiliense”, explica ele.
Americanos e portugueses são maioria
Aeroporto Internacional de Brasília – Foto: Divulgação
As entradas regulares de turistas estrangeiros apresentam indicadores tímidos. Em 2022, 407.067 passageiros em voos internacionais passaram pelo aeroporto JK. Desse total, apenas 2,28% (9.281 pessoas) eram estrangeiras, e 1/3 (3.338) eram norte-americanos. Os portugueses, que possuem voos ligando Lisboa a Brasília, formam o segundo contingente (1.384 pessoas). Números muito inexpressivos para uma cidade que opera mais de 300 voos internacionais por mês.
Um turista estrangeiro gasta em média de US$ 500 a US$ 700 dólares por dia, cinco vezes mais do que um brasileiro, informa Luís Otávio Neves, presidente do SindEventos. Cada hospedagem num hotel gera três empregos formais. Assim, essas pessoas movimentam a economia. “Esse turismo, que chamamos de técnico, roda melhor a economia, pois as pessoas já vêm com suas despesas pagas e o orçamento pessoal foca lazer, cultura, compras”, comenta Claudia Lopes.
Instada a se posicionar sobre esse potencial turístico, a Secretaria de Turismo do DF demonstrou focar mais na recepção de grandes eventos, como os shows internacionais com grandes nomes da música, eventos esportivos, como a Liga das Nações, em cartaz no Ginásio Nilson Nelson, do que na agenda internacional do governo federal.
Cidade despreparada
Foto: Divulgação
“O turismo internacional exige um preparo da cidade e dos empreendedores para que se torne uma oportunidade de negócios. Se um restaurante recebe um turista estrangeiro, mas não tem a opção de um cardápio em inglês, perderá a oportunidade de um melhor consumo, por exemplo”, alerta Valdir Oliveira, para quem Brasília não está preparada para ser um polo atrativo de turistas estrangeiros.
A Setur afirma sempre divulgar Brasília para o mundo, atraindo visitantes. “Independentemente do esforço do trade turístico, que é muito ativo na busca por esse preparo, a cidade não evoluiu na estrutura necessária para receber e atender o turismo internacional. Não adianta vender o destino se ele não dispõe de um bom receptivo. É como se convidássemos para nossa casa nossos amigos, mas não tivéssemos condições de recebê-los, de sequer saber se comunicar com eles”.
Qualificação profissional – A Setur-DF informa que vai destinar R$ 10 milhões para qualificação profissional, o Qualifica Tour, para a suprir a carência de mão de obra. Outra necessidade, segundo os especialistas é mostrar uma cidade além da Esplanada dos Ministérios e das obras de Niemeyer.
“A cidade tem uma economia criativa. Nosso artesanato é peculiar. O turista pode levar não apenas uma peça de boa qualidade, mas levar uma marca da cidade, como o ipê, as tesourinhas, a caixa d’água da Ceilândia, o relógio da praça de Taguatinga.
“Historicamente, o DF não tem uma tradição de política de turismo. Faltam ações técnicas. É preciso ter uma política que fomente a demanda. Estamos num momento ímpar, uma oportunidade de Brasília se recolocar no cenário do turismo”, conclui Cláudia Maldonado.
Segundo ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, seleções serão para 20 órgãos. Vagas devem ser publicadas em edição extra do ‘Diário Oficial da União’, nesta sexta (16)
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, anunciou nesta sexta-feira (16), a autorização para a realização de novos concursos públicos no governo federal. Ao todo, serão criadas 4.436 vagas, para preencher os quadros de 20 órgãos federais (veja lista abaixo).
As vagas devem ser publicadas em edição extra do “Diário Oficial da União”, ainda nesta sexta. A expectativa é que o impacto orçamentário anual seja de R$ 735 milhões.
Em coletiva à imprensa, a ministra disse acreditar que, com uma “força-tarefa” dos ministérios, será possível nomear os aprovados nos concursos ainda este ano.
Enquanto Esther fazia o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para “cobrar” por mais cargos nas áreas de meio ambiente e assistência social, que devem ser transversais — quando o concurso vai preencher vagas em mais de um ministério.
“Eu expliquei pra ele que no caso do Meio Ambiente tanto ICMBio e Ibama têm concurso em vigor. E no caso das áreas sociais é o próximo que vai sair, com um quantitativo maior até do que o quantitativa das demais carreiras transversais. Falei pra ele que a gente vai soltar, provavelmente, na semana que vem”, disse.
Veja os ministérios e órgãos contemplados:
Ministério da Agricultura: 440
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet): 80
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra): 742
Ministério da Educação: 220
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): 50
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): 50
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): 100
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio): 160
Ministério das Relações Exteriores: 100
Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): 120
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro): 100
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT): 100
Agência Nacional de Mineração (ANM): 24
Ministério de Minas e Energia: 30
Analista de infraestrutura: 300
Analista em Tecnologia da Informação: 300
Auditor-Fiscal do Trabalho: 900
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq): 50
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam): 50
Ministério da Saúde: 220
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): 300
Para a decisão de abertura de novas vagas, o governo afirma que levou em consideração alguns critérios:
Tempo desde o último edital de concurso público
Proporção entre o número de vagas e o número de cargos aprovados no órgão
Proporção de aposentadorias, nos próximos 5 anos, em relação ao total de vagas ocupadas
Perdas identificadas com base na ocupação máxima
Análise da estrutura do órgão, se houve mudança relevante, ou ampliação de atribuições
Nível de impacto imediato dos serviços para a população
Importância do órgão para as políticas prioritárias do governo, com a visão de futuro
Desde o início da gestão, alguns órgãos federais já haviam sido autorizados a realizar concursos públicos.
Entre eles, estão: IBGE, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Relações Exteriores e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Ministério de Minas e Energia.
Vagas permanentes autorizadas desde 2020
2023 – 5.880
2022 – 1.699
2021 – 1.188
2020 – 3.000
Vagas temporárias criadas desde 2020
2023 – 8.141
2022 – 0
2021 – 421.488 (414.352 apenas para realização do Censo)
Dá para esvaziar o barco elétrico para colocá-lo numa bolsa grande ou porta-mala de um sedã, por exemplo; saiba mais
O GoBoat combina conceitos de caiaque, prancha de remo e barco elétrico e leva o apelido de “o barco mais portátil do mundo”. Alimentado por um motor totalmente elétrico, o barco esvazia, o que permite carregá-lo numa mochila grande ou mala.
Para quem tem pressa:
O GoBoat é um barco elétrico com apelido de “o barco mais portátil do mundo”;
Além de funcionar com um motor totalmente elétrico, dá para esvaziar o barco para colocá-lo numa bolsa grande, porta-malas de um sedã ou até mochila;
A empresa oferece três modelos, pensados para crianças, adultos e pescaria;
Os preços vão de US$ 683 (R$ 3,4 mil) a US$ 1 mil (R$ 5 mil).
A empresa revelou sua nova linha GoBoat 2.0 recentemente. Ela oferece mais desempenho, estabilidade e tamanho compacto do que a primeira geração. E sai por um preço acessível.
Barco elétrico portátil
Feito com o material da AirCore, dona da GoBoat, o barco pode esvaziar para caber numa bolsa grande, porta-malas de um sedã ou até mochila (que aguente armazenar meio quilo de peso), de acordo com a empresa.
Quando inflado (ele tem três câmaras de inflação), o barco elétrico apresenta um design redondo, que aprimora a navegação, segundo a GoBoat.
O motor de pesca de 12 V incluído, projetado pela GoBoat, tem aproximadamente 16 quilos de empuxo com um eixo de 60 centímetros numa configuração de montagem de proa. É o “motor de empuxo de 16 quilos mais leve e compacto do mercado”, segundo a empresa. E ele conta com cinco velocidades de avanço e duas de ré.
Dá para levar o GoBoat em água doce ou salgada, porque o barco elétrico vem com um sistema anticorrosivo que o protege no mar. Além disso, o formato “hélice de facão” nas duas pás do barco elétrico impede que ervas daninhas diminuam a velocidade do barco, de acordo com a fabricante.
Disponibilidade
Foto: Divulgação/GoBoat
A GoBoat oferece atualmente três versões do barco elétrico. O mini, pensado para crianças e “pequenos adultos”, tem um diâmetro de 1,4 metro, enquanto o modelo adulto se estende até um diâmetro de 1,8 metro. Um terceiro modelo é projetado para pesca, com armazenamento extra e acessórios.
A versão mini começa em torno de US$ 683 (aproximadamente R$ 3,4 mil em conversão direta, na cotação atual). Já o modelo adulto começa em aproximadamente US$ 1 mil (R$ 5 mil) no site da empresa.
Os compradores podem optar por comprar sua própria bateria ou comprar da GoBoat. A empresa sugere o uso de uma bateria de lítio devido ao seu peso, capacidade de carregamento e vida útil. A GoBoat oferece sua bateria de lítio RoyPow 12V 30AH por US$ 170 (R$ 850).
Folga depende da lei em cada município. Serviço público federal tem ponto facultativo
O dia de Corpus Christi, que neste ano é comemorado na próxima quinta-feira, 8 de junho, não é um feriado nacional. Mas em grande parte das cidades brasileiras, como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), a data é feriado por lei municipal.
Já no Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, não há feriado previsto em lei. Cada prefeitura costuma publicar em seu diário oficial, no começo do ano, a lista de feriados municipais previstos.
Bancos
Será feriado bancário em todo o país, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Portanto, não haverá atendimento presencial em agências e pagamentos com vencimento em 8/6 serão aceitos no dia 9/6, sexta-feira, quando os bancos voltam a funcionar em horário normal.
Funcionalismo público
No serviço público federal, será adotado o ponto facultativo nos dias 8 e 9 de junho, quinta e sexta-feira, em 2023. Assim, funcionários públicos federais poderão ter os quatro dias do feriadão de folga.
Governos estaduais e municipais, em maioria, também costumam adotar o ponto facultativo. O atendimento em repartições públicas deve ser afetado, exceto em serviços essenciais como saúde e segurança.
Empresas privadas
Em cidades onde o Corpus Christi não é feriado, trabalhadores e empresas podem negociar se a quinta e a sexta-feira serão ou não dias de folga. É importante verificar previamente, nesses casos, se o empregador vai exigir a compensação dos eventuais dias não trabalhados ou se vai descontá-los de um banco de horas.
Se a cidade adota o feriado de Corpus Christi em lei, a norma é que todos os trabalhadores sejam dispensados. Caso os funcionários sejam convocados, deverão receber o dobro do normal pelo feriado de trabalho.
A exceção é para categorias ou situações onde há acordos ou convenções coletivas, como médicos ou trabalhadores do comércio. Na maioria das capitais, o varejo funciona em horário reduzido.
Festividades
O dia de Corpus Christi é uma tradição da Igreja Católica que celebra a Eucaristia ou comunhão, quando a hóstia recebida durante a missa simboliza o corpo de Jesus Cristo.
Em várias cidades brasileiras, fieis seguem uma tradição portuguesa de confecção de grandes tapetes em espaços públicos. Os painéis são feitos de serragem, sal ou outros materiais coloridos que formam desenhos com referências bíblicas. Os encontros costumam começar na noite anterior e terminam no dia de Corpus Christi com a celebração da comunhão em grandes missas.
Na última sexta-feira (19), Ministério de Gestão e Inovação anunciou que documento não terá campo ‘sexo’ nem distinção entre ‘nome’ e ‘nome social’. Estados têm até novembro para emitir CIN
A nova Carteira Nacional de Identidade (CIN), que vai substituir gradualmente o RG e que começou a ser implementada em 2022, já pode ser emitida em 12 estados brasileiros. As demais unidades da federação têm até 6 novembro para começar a emissão do documento.
O objetivo da nova identidade é unificar o número do documento em todas as unidades da federação por meio do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), para “simplificar a vida do cidadão”, além de “coibir fraudes”.
Carteira Nacional de Identidade em modelo novo, a ser adotado em 2023 — Foto: Ministério de Gestão e Inovação/Reprodução
Na sexta-feira (19), o Ministério de Gestão e Inovação anunciou que a nova carteira de identidade passará a ser emitida com duas mudanças em relação às normas definidas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento não terá campo “sexo” nem distinção entre “nome” e “nome social”.
Veja perguntas e respostas sobre o novo documento
O que muda com a nova identidade?
A Carteira de Identidade Nacional segue o disposto na Lei nº 14.534/2023, sancionada pelo presidente Lula, que determina o CPF como número único e suficiente para identificação do cidadão nos bancos de dados de serviços públicos.
Hoje, cada cidadão pode ter até 27 RGs diferentes, um por unidade da federação. Com a implementação da nova identidade, o brasileiro passa a adotar apenas o CPF como número identificador.
Qual motivo da unificação entre RG e CPF?
Com a nova identidade, a probabilidade de fraudes é menor, visto que antes era possível que a mesma pessoa tivesse um número de RG por estado, além do CPF. Com a CIN, o cidadão passa a ter um número de identificação apenas.
A nova carteira apresenta ainda um QR Code, que permite verificar sua autenticidade do documento, bem como saber se foi furtado ou extraviado, por meio de qualquer smartphone. Conta ainda com um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo utilizado em passaportes, o que o torna ainda um documento de viagem.
O que deve acontecer com o RG?
O RG, segundo o governo, deve cair gradualmente em desuso nos cadastros.
A nova carteira de identidade já é emitida em todo o Brasil?
O novo documento por enquanto é emitido apenas em 12 estados:
Os demais estados têm até 6 de novembro para começar a emitir o novo documento.
Quantos documentos do novo modelo foram emitidos até agora?
Segundo o Ministério de Gestão, até abril, os estados tinham emitido mais de 460 mil Carteiras de Identidade Nacional físicas e outras 330 mil tinham sido baixadas em formato digital no aplicativo “gov.br”.
Onde o novo documento é emitido?
Para a emissão, a população deve procurar a Secretaria de Segurança Pública do estado onde deseja ser atendido.
Quais documentos são exigidos para a expedição do novo RG?
Para obter a nova identidade, o requerente deverá apresentar a certidão de nascimento ou de casamento em formato físico ou digital. O documento será expedido em papel de segurança ou em cartão de policarbonato (plástico), além do formato digital.
Quanto custa a nova identidade?
A primeira via da CIN e as renovações, em papel e em formato digital pelo aplicativo GOV.BR, são gratuitas, de acordo com a Lei 7.116/83. A segunda via, porém, é paga e a taxa varia de estado para estado.
Além disso, se o cidadão desejar a opção em policarbonato (plástico) haverá cobrança por parte do estado emissor.
A nova CNI é obrigatória?
Sim. A antiga carteira de identidade não perdeu a validade, mas os documentos nos modelos antigos são válidos até 28 de fevereiro de 2032.
Quais alterações foram anunciadas pelo governo federal no novo documento?
O Ministério de Gestão e Inovação anunciou nesta sexta-feira (19) que a nova carteira de identidade, que começou a ser implementada em 2022, passará a ser emitida com duas mudanças em relação às normas definidas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro:
a unificação do campo “nome”, sem distinção entre o nome social e o nome de registro civil;
a extinção do campo “sexo”.
Os dois campos não existiam no modelo antigo de identidade, emitido nas últimas décadas em todo o país, mas foram estabelecidos após mudanças feitas na gestão anterior do governo federal.
A volta da ausência dos dois campos na identidade atende a um pedido do Ministério dos Direitos Humanos e busca tornar o documento mais inclusivo.
Pessoas LGBTQIA+ que já têm a nova Carteira de Identidade e querem realizar a troca para edição anunciada nesta sexta-feira, poderão solicitar uma nova via?
Pessoas LGBTQIA+ que já emitiram a CIN poderão solicitar a segunda via do documento nos estados que já estão aptos a emitir (confira lista acima).
Tá chegando o DGR 2023! A próxima edição do Distinguished Gentleman’s Ride, que nada mais é do que o passeio motociclístico mais estiloso do mundo, acontece neste domingo (21).
O encontro, realizado em várias cidades do planeta, consiste em um grande e divertido passeio de motos clássicas – ou não tão clássicas assim, afinal, o que vale é participar do evento – no qual motociclistas e garupas vestem-se elegantemente com trajes sociais enquanto cruzam suas cidades a bordo de suas motos.
Mark Hawwa, idealizador do primeiro DGR em 2012, inspirou-se no tema “vestir-se elegantemente” ao ver uma foto de Don Draper, da série Mad Men, sentado em uma motocicleta clássica enquanto vestia um elegante terno.
Don Draper esbanjando elegância em uma moto clássica – Foto: Arquivo
Além disso, o criador queria acabar com o estigma de que motociclistas são “maus”. Para isso, Hawwa pensou neste diferenciado passeio e em um bom propósito: arrecadar fundos que serão destinados a financiar estudos relacionados a saúde masculina.
No Brasil, serão realizados passeios em São Paulo (SP), Santos (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), São José dos Campos (SP), São José do Rio Preto (SP), Sorocaba (SP), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Londrina (PR), Vitória (ES), Várzea Grande (MT), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Natal (RN), Manaus (AM) e Itajaí (SC).
Vale ir de moto clássica? Sim! Mas também vale ir de moto normal e até de scooter – olha um participante ali ao fundo com um Yamaha Neo… O que vale é curtir o evento! – Foto: Divulgação/Triumph
Todas essas cidades possuem concessionárias Triumph, que será apoiadora do DGR pela 10ª edição consecutiva. Ao longo dessa parceria, o evento atingiu mais de 90 mil motociclilstas em mais de 800 cidades do mundo, arrecadando mais de US$ 37 milhões para pesquisas de câncer de próstata e saúde mental masculina. Para se inscrever no passeio e colaborar com a causa é só acessar o site do DGR clicando aqui.
Uma Triumph especial para o DGR
Para marcar esta década histórica de parceria bem-sucedida entre a Triumph e o DGR, a fabricante inglesa criou a Bonneville T120 Black Distinguished Gentleman’s Ride Limited Edition, edição especial com tiragem limitada em 250 unidades.
Projetadas com um elegante detalhe do DGR preto e branco metálico, com a marca oficial DGR em um logotipo personalizado no tanque e nos painéis laterais, detalhes dourados e assento marrom distinto, cada uma vem com um certificado numerado, assinado pelo fundador do DGR, Mark Hawwa, e pelo CEO da Triumph Nick Bloor — com a edição 001 sendo presenteada à mais alta arrecadação de fundos para a edição de 2023.
A Bonneville T120 Black Distinguished Gentleman’s Ride Limited Edition e Mark Hawwa, idealizador do DGR -Foto: Arquivo
A Triumph pretende fortalecer ainda mais seu relacionamento com o evento, virando também o fornecedor oficial de vestimentas do DGR, com uma nova linha de edição limitada de roupas para celebrar o encontro.
Esta linha também foi criada para arrecadar fundos adicionais para a saúde masculina. Toda a comunidade da Triumph está comprometida em continuar a aumentar o alcance e o impacto do DGR em apoio a essa incrível causa para o bem.
Portanto, preparem seus melhores trajes, revisem a moto e vamos pegar a estrada por uma causa muito nobre! A gente se vê no DGR 2023!
Brasileiro Joel Correia, com MBA nos Estados Unidos e membro de várias entidades especializadas em tecnologia nas américas, faz uma análise sobre a importância da segurança das informações no mundo da era tecnológica
A era cibernética, nas últimas décadas, tem dominado o mundo de forma, quase generalizada. Quando se fala nesse estrondoso domínio, não se deve compreender, nesse universo de afirmações, somente os setores industriais, de serviços e produtos, mas também, inserir nesse bojo, a cotidiana vida do ser humano. Seja na mais singular ação, desde o âmbito doméstico e do trabalho, como do lazer e do entretenimento.
Joel Correia, engenheiro elétrico com MBA nos Estados Unidos e especialização em TI – Foto: Divulgação
Afinal de contas, estamos cercados em “metros cúbitos” pela tecnologia da era cibernética. E a tendência é que as coisas evoluam ainda mais para um mundo cada vez mais imerso na inteligência artificial. E com informações confinadas nas nuvens.
Diante a tantos avanços e desafios, com inúmeras vertentes sobre um mundo mais dependente dos robôs e de informações secretas, vem sempre os questionamentos, se horizonte com tantos avanços tecnológicos, não pode nos levar ao abismo da insegurança?
Em se tratando de segurança cibernética e outros elementos necessários para nos manter mais seguros frente a tantos emaranhados tecnológicos, nesse caminho cibernético, vamos bater um papo com o engenheiro elétrico e especialista em TI, Joel Correia Leite (35), paulista da capital, formado pela Universidade Nove de Julho e com MBA pela Rutgers Business School of New Jersey Engineering & technology Management nos USA.
“É importante adotar uma abordagem por camada, para melhorar a segurança de dados” – Foto: Divulgação
RI: Qual a dinâmica necessária para entendermos melhor o mundo cibernético? E quais as ferramentas necessárias para manter os dados empresariais seguros, principalmente em nuvem?
Joel: Para entender melhor o mundo cibernético, é necessário adotar uma abordagem dinâmica que envolva várias frentes e necessidades. Entre elas estão: educação e conscientização, criptografia, controle de acesso, monitoramento constante, backup e recuperação de dados, atualização de segurança, entre outros. Lembrando que a segurança cibernética é um campo complexo e em constante evolução, portanto, é recomendável buscar orientação especializada e atualizações regulares sobre as melhores práticas de segurança.
RI.: Como o senhor vê a relação entre esses dois conceitos cloud e cybersecurity?
Joel: A relação entre cloud e cybersecurity é extremamente relevante nos dias de hoje. A computação em nuvem oferece muitos benefícios, como escalabilidade e flexibilidade, mas também apresenta desafios em termos de segurança cibernética.
“A relação entre Cloud e Cybersecurity é extremamente relevante nos dias de hoje”
Joel Correia
RI: A segurança nesse mundo tecnológico é uma preocupação muito importante. Quais seriam os principais desafios de segurança que as empresas enfrentam ao adotar soluções em nuvem?
Joel: Existem vários desafios. Um deles é a proteção dos dados. Com o armazenamento e processamento de informações na nuvem, é fundamental garantir que os dados estejam adequadamente protegidos contra acesso não autorizado. Até porque a empresa estabelece um ele de confiança nos provedores de serviços em nuvem, já que as elas estão confiando a eles a responsabilidade de proteger seus dados.
RI: E como as empresas podem garantir a segurança de seus dados ao usar serviços em nuvem?
Joel: É importante adotar uma abordagem em camadas. Isso envolve não apenas confiar nos recursos de segurança fornecidos pelos provedores de serviços em nuvem, mas também implementar medidas adicionais. Isso inclui autenticação multifatorial, criptografia de dados, monitoramento contínuo de atividades suspeitas e treinamento dos funcionários em boas práticas de segurança cibernética.
RI: Como os provedores de serviços em nuvem têm respondido a essas preocupações de segurança?
Joel: Os provedores de serviços em nuvem estão cientes sobre o tema segurança, e têm investido significativamente em medidas de proteção. Eles implementam firewalls avançados, sistemas de detecção de intrusões e prevenção de ataques DDoS (ou negação de serviço distribuída), além de realizar auditorias de segurança regulares. Somado a isso, eles trabalham continuamente em parceria com especialistas em segurança cibernética para desenvolver soluções cada vez mais robustas.
“É importante lembrar que a segurança cibernética é um esforço contínuo e que a colaboração entre empresas e provedores de serviços”
RI: Qual conselho o senhor daria às empresas que estão considerando adotar a nuvem em relação à segurança cibernética?
Joel: Meu conselho seria que as empresas realizem uma avaliação completa de riscos e adotem uma abordagem proativa para a segurança cibernética. Isso envolve entender suas necessidades de segurança, selecionar provedores de serviços em nuvem confiáveis e implementar medidas adicionais de proteção. É importante lembrar que a segurança cibernética é um esforço contínuo e que a colaboração entre empresas e provedores de serviços em nuvem é fundamental para manter os dados protegidos.
RI: Muito obrigado por compartilhar seus insights valiosos sobre cloud e cybersecurity.
Joel: Foi um prazer participar da entrevista e discutir esse tema tão importante.
*Joel Correia é membro: ABENGE-Associação Brasileira de Educação em Engenharia, do IEEE-Institute of Electrical and Electronics Engineers (USA), AEE-Association of Energy Engineers (USA), ITS-International Telecommunications Society (USA) e CREA-Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Brasil).
Uma das maiores cantoras e compositoras da história do Brasil, ela morreu nesta segunda (8). Rita foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2021 e vinha fazendo tratamentos contra doença
Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras da história da música brasileira, morreu nesta segunda-feira (8), aos 75 anos. Ela foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2021 e vinha fazendo tratamentos contra a doença.
A família da cantora divulgou um comunicado nas redes sociais dela: “Comunicamos o falecimento de Rita Lee, em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”. O velório será aberto ao público, no Planetário do Parque Ibirapuera, na quarta-feira (10), das 10h às 17h.
Rita, a padroeira da liberdade
Rita ajudou a incorporar a revolução do rock à explosão criativa do tropicalismo, formou a banda brasileira de rock mais cultuada no mundo, os Mutantes, e criou canções na carreira solo com enorme apelo popular sem perder a liberdade e a irreverência.
Sempre moderna, Rita foi referência de criatividade e independência feminina durante os quase 60 anos de carreira. O título de “rainha do rock brasileiro” veio quase naturalmente, mas ela achava “cafona” – preferia “padroeira da liberdade”.
Rita Lee em foto de março de 1969 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Rita Lee Jones nasceu em São Paulo, em 31 de dezembro de 1947. O pai, Charles Jones, era dentista e filho de imigrantes dos EUA. A mãe, a italiana Romilda Padula, era pianista, e incentivou a filha a estudar o instrumento e a cantar com as irmãs.
Aos 16 anos, Rita integrou um trio vocal feminino, as Teenage Singers, e fez apresentações amadoras em festas de escolas. O cantor e produtor Tony Campello descobriu as cantoras e as chamou para participar de gravações como backing vocals.
Os Mutantes
Os Mutantes, grupo formado por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sergio Dias, com Gilberto Gil em foto de março de 1972 — Foto: Acervo Estadão Conteúdo
Em 1964 ela entrou em um grupo de rock chamado Six Sided Rockers que, depois de algumas mudanças de formações e de nomes, deu origem aos Mutantes em 1966. O grupo foi formado inicialmente por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.
Eles foram fundamentais no tropicalismo, ao unir a psicodelia aos ritmos locais, e se tornaram o grupo brasileiro com maior reconhecimento entre músicos de rock do mundo, idolatrados por Kurt Cobain, David Byrne, Jack White, Beck e outros.
O trio acompanhou Gilberto Gil em “Domingo no parque” no 3º Festival de Música Popular Brasileira da Record, em 1967, e Caetano Veloso em “É proibido proibir” no 3º Festival Internacional da Canção, da Globo em 1968, dois marcos da tropicália.
Os Mutantes também participaram do álbum “Tropicália ou Panis et Circensis”, de 1968, a gravação fundamental do movimento.
Ela fez parte dos Mutantes no período mais relevante e criativo da banda, de 1966 a 1972. Gravou “Os Mutantes” (68), “Mutantes” (69), “A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado” (70), “Jardim Elétrico” (71) e “Mutantes e Seus Cometas no País dos Bauretz” (72).
O fim do relacionamento com Arnaldo Baptista coincidiu com a saída dela dos Mutantes. O primeiro álbum solo foi “Build up”, ainda antes de deixar a banda, em 1970. Ela também lançou “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”, em 1972, ainda gravado com o grupo.
A carreira solo
Rita Lee durante gravação do especial ‘Mulher 80’, exibido na Globo em 1979 — Foto: Nelson Di Rago/TV Globo/Arquivo
A carreira pós-Mutantes tomou forma com o grupo Tutti Frutti, no qual ela gravou cinco álbuns, com destaque para “Fruto proibido”, de 1975, que tinha a música “Agora só falta você”.
A partir de 1979, ela começou a trabalhar em parceria com o marido Roberto de Carvalho, e se firmou de vez na carreira solo. Ela escreveu e gravou canções de pop-rock com grande sucesso.
Um dos álbuns mais bem sucedidos foi “Rita Lee”, de 1979, com “Mania de Você”, “Chega mais” e “Doce Vampiro”. No disco de mesmo título do ano seguinte, ela segue na direção mais pop e faz ainda mais sucesso com “Lança perfume” e “Baila comigo”.
Ela era uma roqueira popular antes e depois de o gênero se tornar um fenômeno comercial no Brasil em meados dos anos 80. Entre os álbuns de destaque estiveram “Saúde” (1981) e “Rita e Roberto” (1985), com o qual os dois subiram ao palco do primeiro Rock in Rio.
Por volta de 1991, ela começou um período de quatro anos separada de Roberto de Carvalho. O retorno foi em 1995, na turnê do álbum “A marca da Zorra”, quando ela também abriu os shows dos Rolling Stones no Brasil. No ano seguinte, eles se casaram no civil após 20 anos juntos.
Em 1996, ela caiu da varanda do seu sítio, sob efeito de remédios, e quebrou o recôndito maxilar. Rita começou a tentar largar o álcool e as drogas, mas disse ao “Fantástico” que só conseguiu fazer isso em janeiro de 2006.
Em 2001, RIta Lee ganhou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa com “3001”. Ela ainda teria mais cinco indicações ao prêmio, e receberia em 2022 o prêmio de Excelência Musical pelo conjunto da obra.
Em 2012, ela anunciou que deixaria de fazer shows por causa da fragilidade física. “Me aposento dos shows, mas da música nunca”, ela escreveu no Twitter.
Em 28 de janeiro daquele ano, no Festival de Verão de Sergipe, ela fez o show anunciado como último da carreira, quando ela discutiu com um policial. Ela foi acusada de desacato à autoridade, levada à delegacia e liberada em seguida.
Rita Lee realmente nunca mais fez uma turnê. Mas ainda fez um show no Distrito Federal no fim de 2012, em que abaixou a calça para o público, e cantou no aniversário de São Paulo em 2013, ovacionada pelo público de sua cidade.
Seu último álbum de canções inéditas em estúdio saiu em abril de 2012. “Reza” era, então, seu primeiro trabalho de inéditas em nove anos. A faixa-título foi a música de trabalho, definida por ela como “reza de proteção de invejas, raivas e pragas”.
Ao todo foram 40 álbuns, sendo 6 dos Mutantes, 34 na carreira solo.
As autobiografias
A cantora e compositora Rita Lee posa na noite de lançamento de sua autobiografia na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, região central de São Paulo — Foto: Ale Frata/Código19/Estadão Conteúdo
Em 2016, ela lançou “Rita Lee: uma autobiografia”. Uma das revelações do livro foi que ela foi abusada sexualmente aos seis anos de idade por um técnico que foi consertar uma máquina de costura de sua mãe em casa.
No livro, um sucesso de vendas, ela também falou com sinceridade sobre episódios da carreira, como quando foi expulsa dos Mutantes em 1972, e da vida pessoal, como a luta contra o alcoolismo.
Além da autobiografia, Rita Lee tem uma longa trajetória como escritora. A série “Dr. Alex” é de 1983, mas foi relançada em 2019 e 2020 e tem foco na luta pela causa animal e ambiental da cantora. Em março de 2023, ela anunciou “Outra Autobiografia”, que está em pré-venda.
Ela também escreveu “Amiga Ursa: Uma história triste, mas com final feliz” na literatura infantil. “FavoRita”, “Dropz”, “Storynhas” e “Rita Lírica” são outros livros escritos pela cantora.
Na TV, Rita participou das novelas “Top Model”, “Malu Mulher”, “Vamp” e “Celebridade” em participações especiais.
Diagnóstico de câncer
Em maio de 2021, Rita Lee foi diagnosticada com câncer de pulmão. Ela seguiu tratamentos de imunoterapia e radioterapia.
Quatro meses depois, ela lançou o último single da carreira, “Changes”, em parceria com o marido Roberto de Carvalho e o produtor Gui Boratto.
Em abril de 2022, seu filho Beto Lee escreveu que ela estava curada do câncer.
Nos últimos anos, ela viveu em um sítio no interior de São Paulo com a família. Ela deixa três filhos: Roberto, João e Antônio.