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Operação de combate à dengue em Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol

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O fumacê elimina as fêmeas infectadas, cortando a transmissão viral - Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Só este ano, 101.582 imóveis receberam ação do fumacê. Queda nos casos, em relação a 2020, foi de 81,6%. Em 2021, foi um óbito, contra 18 ano passado

Em mais uma ação contra a dengue, vários órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) foram até Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Planaltina para combater a proliferação do Aedes aegypti nesta sexta-feira (30). São cerca de 200 servidores da Subsecretaria de Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF), DF Legal, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), além de das administrações das cidades.

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, informa que em comparação com os quatro primeiros meses do ano passado, os casos de dengue tiveram uma redução de 81,6%. “Ainda não é suficiente. Temos sempre que buscar novas metas. Os procedimentos de hoje têm o objetivo de diminuir a população de mosquitos e, consequentemente, o risco de transmissibilidade”, destacou.

“Essas operações são rotineiras. Fazemos o monitoramento o ano inteiro e identificamos as áreas de risco para realizarmos os trabalhos de orientação, educação e correção”, comentou o subsecretário de Vigilância à Saúde. “Também precisamos do apoio da população para conseguirmos vencer essa situação”, alertou Divino Valero.

O administrador de Ceilândia, Marcelo Piauí, reforçou a importância da contribuição da comunidade no combate à dengue. “O governo está cuidando da saúde das pessoas ao manter a região limpa. Além disso, áreas de descarte irregular de lixo podem causar muitos transtornos à população, ocasionando doenças, além de favorecer a criação do mosquito”, ressaltou Marcelo Piauí.

Fumacê

Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

O fumacê foi uma das ações da força-tarefa. Só este ano, já 101.582 imóveis já foram tratados pelo produto. Nesta sexta, foi a vez da casa do Ariolino Oliveira, 62 anos. “Eles passam aqui frequentemente para fazer visitas e fiscalizar se não estamos deixando água parada, entulhos”, lembrou. “Quando o governo faz esse tipo de coisa, me sinto muito mais seguro com relação à dengue”, comentou.

Rosa Gomes, 42 anos, também recebeu o fumacê em sua residência. A vendedora garantiu que faz sua parte quando o assunto é o combate ao Aedes aegypti. “Nada de água parada, lixo ou entulho. Também temos que fazer a nossa parte para evitar a proliferação desse mosquito”, afirmou a moradora.

Reginaldo Braga, um dos responsáveis pela Gerência de Vetores de Animais Peçonhentos e Ações de Campo da Vigilância Sanitária, explica que o produto elimina as fêmeas infectadas cortando a transmissão viral. “Aproveitamos o momento que ela vai buscar o sangue para fazer a maturação dos seus ovos, que é na mudança de clima frio para o quente (das 5h até às 9h) ou do quente para o frio (17h até as 22h)”, comentou.

“Ao ouvir o barulho da máquina, o morador precisa abrir portas e janelas para o produto – que não faz mal para o ser humano – adentrar o ambiente e eliminar os mosquitos que ainda estão lá dentro. Aplicamos o fumacê onde há casos comprovados ou onde há alta densidade do mosquito”, explicou Reginaldo Braga.

Carcaças 

Outra operação de combate contra a dengue realizada nesta sexta foi a DF Livre de Carcaças, além da aplicação de larvicidas e armadilhas e inspeções de imóveis. No primeiro trimestre de 2020 e o de 2021 foram retirados 320 veículos abandonados das ruas de várias regiões administrativas.

“Esses locais servem como depósito para o mosquito. Ao retirar a carcaça, diminuímos a população desses animais. A ação é uma parceria com a administração de cada cidade e outros órgãos do GDF em prol da saúde pública”, salienta o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

Confira as principais ações do GDF para combater à dengue em 2021: 

– Aplicação de fumacê;
– Visitas domiciliares;
– Retirada de lixo e entulho;
– Recolhimento de carcaças;
– Sanitização e limpeza das paradas de ônibus, estações de metrô e áreas de grande circulação de pessoas;
– Sanitização de equipamentos públicos, como escolas, conselhos tutelares, feiras permanentes, unidades de saúde e delegacias, e
– Implantação do Projeto Pedagógico no currículo das escolas públicas.

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