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‘Não vai ter lockdown’, diz Bolsonaro após Brasil registrar 4,2 mil mortes em um dia

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Jair Bolsonaro chega à cidade de Chapecó (SC) — Foto: Fernanda Moro/NSC TV

Em visita a Chapecó (SC), o presidente da República criticou a adoção de medidas para restringir a circulação de pessoas, que são defendidas por autoridades sanitárias para frear o avanço da doença no país

Um dia após o Brasil registrar 4,2 mil mortes nas últimas 24 horas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta quarta-feira (7) a adoção de medidas restritivas para tentar frear o avanço da Covid-19 no Brasil e afirmou que não haverá um lockdown nacional. A declaração foi dada durante uma visita a Chapecó, no Oeste catarinense.

As ações para restringir a circulação de pessoas têm sido defendidas por autoridades sanitárias para enfrentar a pandemia no país, que vive seu maior pico e responde hoje por um em cada três mortos pelo novo coronavírus no mundo.

“Vamos buscar alternativas, não vamos aceitar a política do fique em casa, feche tudo, lockdown. O vírus não vai embora. Esse vírus, como outros, vieram pra ficar, e vão ficar a vida toda. É praticamente impossível erradicá-lo”, disse Bolsonaro.

Durante o evento, que ocorreu no Centro de Eventos da cidade, todos utilizavam máscara de proteção. Em seu discurso, Bolsonaro voltou a defender o chamado “tratamento precoce”, com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença e que, segundo a Associação Médica Brasileira, deveriam ter seu uso contra a Covid banido.

“Eu não sei como salvar vidas, eu não sou médico, não sou enfermeiro, mas eu não posso escolher a liberdade do médico ou até mesmo do enfermeiro. Ele tem que buscar uma alternativa para isso”, afirmou.

Em diversos momentos do seu discurso, o presidente defendeu que os médicos tenham autonomia e liberdade para escolher o tratamento a ser aplicado, inclusive com medicamentos sem comprovação para a doença.

“Não podemos admitir impor limites ao médico. Se o médico que quiser receitar aquele medicamento, que não receite. Se outro cidadão qualquer acha que aquele medicamento não está errado, não está certo porque não tem comprovação científica que não use, é liberdade dele. O off-label, fora da bula, é o remédio ‘pro’ paciente. Hoje, têm aparecido medicamentos que ainda não estão comprovados, que estão sendo testados, e o médico tem essa liberdade. Tem que ter. É um crime querer tolher a liberdade de um profissional de saúde”, disse.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também fez um discurso alinhado ao do presidente. Ele relacionou a autonomia dos médicos com a recuperação dos pacientes e elogiou o sistema aplicado em Chapecó:

“O presidente me deu autonomia para, no Ministério, construir uma equipe técnica com o objetivo de implementar políticas públicas e, conforme a Constituição Federal, é um direito de todos e um dever do Estado. Essas políticas públicas têm que atender a todos, independente de orientação política, e elas têm que chegar a cada um dos 220 milhões de habitantes”, explicou o ministro.

Além disso, ele também falou sobre a implementação da campanha de vacinação contra a Covid-19 e os trabalhos para constituir um complexo industrial para ter autonomia na produção de insumos. “Hoje o Brasil já tem acertado mais de 500 milhões de doses de vacinas e nas mais de 37 mil salas de vacinação espalhadas em todo o Brasil nós já vacinamos todos os dias 1 milhão de brasileiros”, disse.

Fonte: G1

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