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Fumaça encobre parte da Asa Norte, após ‘queima controlada’ no Parque Nacional

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Fumaça encobre parte da Asa Norte, em Brasília, após 'queima controlada' no Parque Nacional — Foto: Reprodução TV

Neblina impediu que fumaça se dissipasse no céu, na manhã desta segunda-feira (29), segundo ICMBio. Ação planejada é parte das medidas de combate a incêndio florestal

A fumaça branca que encobriu parte da Asa Norte na manhã desta segunda-feira (29), no Distrito Federal, é resultado de uma “queima controlada” no Parque Nacional de Brasília – conhecido como Água Mineral. A informação foi confirmada à reportagem pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O fogo na vegetação é parte das ações de manejo do instituto para fazer o controle do fogo no período de seca. Desde fevereiro, o DF está em estado de emergência ambiental devido à baixa umidade e risco de incêndios (veja detalhes abaixo). A medida vale até novembro.

Segundo o ICMBio, a queimada começou ainda no sábado (27) e durou, de modo monitorado, até domingo (28), na área de reserva que fica entre o parque e a Granja do Torto. “Como [a região] é um vale, a fumaça ficou alojada”, explicou um dos membros da equipe.

Além disso, ainda de acordo com o ICMBio, fatores climatológicos contribuíram para permanência da fumaça sobre a Asa Norte. Nesta segunda-feira, a temperatura mínima chegou a 15ºC e, com a formação de neblina, a fumaça da queimada teve dificuldades para se dissipar.

Até as 9h30, a fumaça branca podia ser vista em diversas quadras da Asa Norte e em parte do Lago Norte. Não houve registro de incidentes ligados ao caso. O ICMBio também informou que o fogo no Parque Nacional está em fase final de rescaldo.

Estado de emergência ambiental

No dia 10 de fevereiro, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou “estado de emergência ambiental” entre os meses de março a novembro deste ano no DF. O período é marcado pela estiagem.

Com o decreto, os órgãos que integram o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, entre eles o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) “deverão adotar as medidas necessárias para prevenir e minimizar ocorrências e efeitos das queimadas” no Cerrado.

O decreto autoriza que essas instituições façam contratos emergenciais, ou seja, sem licitação. Os órgãos também têm autorização para reforçar o quadro de servidores e aumentar a jornada de trabalho, com pagamento de horas extras.

No ano passado, o DF registrou a maior área consumida pelas chamas nos últimos oito anos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo destruiu 27.666,71 hectares de cerrado, entre janeiro e novembro do ano passado.

Fonte: G1

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