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Reservatório de Santa Maria chega a 100% da capacidade

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Reservatório de Santa Maria, no Distrito Federal, com capacidade cheia, no fim da temporada de chuvas de 2016 — Foto: Toninho Tavares/GDF/Divulgação

Bacia não alcançava volume máximo de armazenamento de água desde 2015. Descoberto permanece há 99 dias com índice de 100%

O reservatório de Santa Maria atingiu sua capacidade máxima de armazenamento de água neste domingo (19), segundo levantamento da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa).

A segunda bacia mais importante da capital não alcançava 100% do volume desde 27 de junho de 2015. Passaram-se 1.422 dias desde então.

O reservatório é responsável pelo abastecimento da maior parte do Plano Piloto, Lago Sul, Lago Norte e a região do Colorado.

Há exatamente um ano, o Santa Maria exibia o índice de 58,4%. Já em 5 de novembro de 2017, a bacia chegou ao volume mínimo de 21,8% – período em que os brasilienses enfrentaram o racionamento de água.

Em comparação com o Descoberto, o Santa Maria recuperou-se mais lentamente após o período de escassez de água. De acordo com a Adasa, isso se deu porque a bacia é abastecida apenas por pequenos riachos.

Em nota, a agência informou que, apesar dos bons resultados, “é importante a manutenção das boas práticas de consumo de água”.

A Caesb explicou que com as inaugurações do Subsistema Produtor de Água Bananal e de um “booster”, que permitiu bombear água da estação emergencial do Lago Paranoá até a estação de tratamento do Plano Piloto, o Santa Maria passou a ser poupado.

A bacia já chegou a mandar água para o Guará, Cruzeiro, até Taguatinga. No entanto, atualmente, a Caesb usa uma parcela muito pequena do reservatório – cerca de 100 litros por segundo, o que equivale a cerca de 5% do volume que poderia ser retirado do Santa Maria.

“Essa foi uma estratégia que a Caesb adotou para transformar o Santa Maria num reservatório para o período de estiagem. Durante o ano todo, a gente usa outras captações e mantém o Santa Maria enchendo. No auge da seca, quando precisarmos usar mais o Santa Maria, ele estará cheio”, explicou o diretor de Operação e Manutenção, Carlos Eduardo Borges Pereira.

Segundo a companhia, o grande volume de chuvas deste ano aliado à decisão de baixa retirada de água possibilitaram o Santa Maria atingir a capacidade máxima.

Fonte: G1

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