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O Câncer, o fim e o FASCAL

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Foto: CLDF / Divulgação

Por: João Carlos Bertolucci

Fui servidor de Livre Provimento na Câmara Legislativa durante 03 (três) anos, no período de 2018 a maio de 2020.

Infelizmente, em fevereiro de 2019, fui diagnosticado com uma neoplasia do sistema nervoso central. Conforme o médico neurocirurgião, Dr. Carlos Eduardo, foi retirada uma massa tumoral do tamanho de um limão, da minha cabeça.

Logo em seguida comecei o tratamento radioterápico em conjunto com a quimioterapia, que durou até junho de 2019.

Atualmente, estou na fase adjuvante do tratamento. A cada mês, durante cinco dias consecutivos, faço uso de quimioterápicos. Hoje, 30/07, acabei de terminar o meu 11º ciclo de um total de 12. Para ser submetido a uma ressonância de crânio e avaliar a eficácia do tratamento.

Rodrigo Delmasso, Deputado distrital e vice-presidente da Câmara Legislativa, responsável pelo Fundo de Assistência a Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa (FASCAL) é o maior entusiasta da privatização do fundo de saúde da Casa – Foto: Reprodução

Desde o início do meu tratamento tenho sido assistido pelo Fundo de Assistência a Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa (FASCAL). No entanto, em maio de 2020, em pleno trabalho “home office” determinado por Ato Legislativo pelo presidente da CLDF, deputado distrital Rafael Prudente, em função da Pandemia causada pela COVID-19, fui surpreendido com a minha exoneração, justamente no dia em que eu começaria o meu 9º ciclo quimioterápico e em isolamento social por fazer parte do quadro de risco.

Sempre os servidores lotados no FASCAL se mostram, além de profissionais, seres humanos com virtudes que reverberam nos corações de todos nós “doentes” e que precisamos, mais do que nunca, do apoio do nosso plano de saúde.

Esses profissionais do FASCAL, não estão somente sentados à frente dos associados que buscam o legítimo direito de ser atendido pelo Plano de Saúde. Eles acabam se sentando ao nosso lado e, involuntariamente, nos dando os ombros para mergulharmos em um minuto de conforto, já que o nosso sofrimento, não atinge somente o físico, mas, também, o emocional.
Há cerca de alguns meses, é dito que o FUNDO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA CLDF será privatizado. Inclusive, já está em andamento o processo para agilizar essa decisão do vice-presidente da Câmara Legislativa, Rodrigo Delmasso, amparado pela presidência da Casa.

Vale ressaltar que o FASCAL tem tido superávit nos últimos meses e, portanto, é um fundo que pode continuar sendo administrado pela própria CLDF.

Rafael Prudente, Presidente da Câmara, tem estado de mãos dadas com o deputado Delmasso sobre a privatização do FASCAL – Foto: Divulgação

Qual o verdadeiro objetivo dessa “privatização”?
Os atuais servidores da Câmara Legislativa lotados no FASCAL são profissionais de excelência e comprometidos com a mais fundamental virtude como servidores públicos: ética e reponsabilidade.
Fico receoso e assustado com a decisão de privatizar o FASCAL. Principalmente por saber que os atuais planos de saúde existentes no mercado não estão preocupados com os seus associados.

O que esperarmos do FUNDO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA CLDF, caso seja privatizado como querem os deputados distritais RODRIGO DELMASSO e RAFAEL PRUDENTE?

Uma coisa eu tenho certeza. Perderemos o atendimento quase familiar desses profissionais do FASCAL. Uma pena!

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