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Motoclube do DF distribui alimentos e cobertores a moradores de rua

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Motociclista servindo suco para pessoa em situação de rua - Foto: Vanderberg da Cruz/Moto Club Abutres

Brasília registrará menos de 14°C nos próximos meses. Capital tem cerca de 3 mil moradores em situação de rua

O início do inverno, nesta semana, traz com ele o período mais difícil para quem vive nas ruas – a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a temperatura mínima da estação em Brasília fique em torno de 13,7°C.

Nesse cenário, a iniciativa de um grupo de 15 amigos que se reúne para distribuir sopa para os moradores de rua ajuda a minimizar os problemas na vida de quem precisa de apoio – a capital, há cerca de 3 mil moradores em situação de rua, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedest).

No Setor Comercial Sul, na área central de Brasília, os grupos Moto Club Abutres e Sopão Solidário distribuem 150 tigelas de sopa para os moradores em situação de rua todas as quinta-feiras. Eles também entregam alimentos não-perecíveis, cobertores e agasalhos.

Os amigos tentam evitar a piora da situação de vulnerabilidade nesse período, que faz com que o consumo de drogas e álcool aumente. “Quando eu morava na rua, nos tempos de frio eu bebia 1 litro de cachaça todos os dias, para aquecer o corpo”, conta o educador social Rogério Soares, que morou na rua por 30 anos, conhecido como Barba pelos ex-companheiros de rua.

Além da comida, a prioridade do grupo tem sido de doação de cobertores. Quando eles não conseguem doações suficientes, compram cobertores populares para poder distribui-los. A razão: eles servem para todos – ao contrário das roupas.

“Muitos deles são muito magros. As nossas roupas não servem. Por isso, é essencial que a população nos ajude”, diz um dos voluntários, Bruno Chaves, que está no projeto desde o início, há seis meses.

Para o diretor do Moto Club, Vanderberg da Cruz, a doação não é só de bens materiais – ela também tem importância psicológica. “Assim, a gente olha para as pessoas que são deixadas de lado pela sociedade e pelo governo.”

A distribuição é feita à noite. Mesmo assim, muitas vezes, os moradores de rua agradecem aos voluntários dizendo que esta é a primeira refeição do dia – quando eles não recebem marmitas doadas por restaurantes, esperam o estabelecimento fechar e jogar os restos no lixo, de onde eles tiram para comer.

Os centros urbanos de Taguatinga e do Plano Piloto são os locais de maior concentração de moradores de rua, devido à grande movimentação comercial – e, consequentemente, maior doação de alimentos.

Nos dois lugares, o Governo do Distrito Federal mantém um Centro de Referência Especializado a Pessoas em Situação de Rua, uma casa de acolhimento onde as pessoas podem se alimentar, dormir, lavar roupas e tirar documentos. A Sedest informou que há, ainda, 180 funcionários atendendo a população de rua e encaminhando cada um deles para o atendimento sócio assistencial específico da necessidade.

Desde 2015, o Distrito Federal registrou um aumento de cerca de 20% de moradores em situação de rua, segundo a Sedest – neste período, mais 500 pessoas entraram nesta situação, devido à falta de emprego e à impossibilidade de manter os custos de uma moradia.

Fonte: G1

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