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Ibaneis nomeia médico denunciado por fraude para assumir direção do HRT

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Foto: Agência Brasília / Reprodução

Exoneração do atual diretor e nomeação de Valdir Soares da Costa foram publicadas no Diário Oficial nesta sexta. Valdir é ex-prefeito de município no Piauí e alvo de investigação do Ministério Público do estado

O governador Ibaneis Rocha (MDB) trocou a direção do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Distrito Federal, na manhã desta sexta-feira (14). Em decreto publicado no Diário Oficial do DF, Sávio Ananias Agresta foi exonerado do cargo de diretor.

No lugar dele, quem assume é o ginecologista e obstetra Valdir Soares da Costa, que foi prefeito de Uruçaí, no Piauí, entre 2009 e 2012. Em janeiro de 2011 ele chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal que investigava o desvio de recursos da União destinados à saúde e à educação de 12 municípios do estado.

Segundo a PF, os prefeitos e responsáveis acusados usavam notas fiscais frias para justificar os gastos. O total desviado somente em Uruçuí foi estimado em R$ 3,5 milhões. Valdir da Costa foi liberado menos de uma semana depois.

O médico disse que a prisão “foi um absurdo jurídico (considerado pelos maiores juristas na época)”. “Não fui chamado antes para depor e nem conduzido coercitivamente. Por isso [fui] libertado e nada [foi] provado.”

Em agosto do ano passado, o caso voltou à tona com uma denúncia do Ministério Público do Piauí sobre fraudes em repasses de recursos em Uruçuí.

De acordo com o MP, um grupo formado por Valdir da Costa – dois ex-secretários municipais de saúde, servidores da prefeitura e ex-membros do conselho municipal – falsificou pareceres de verificação contábil do Fundo Municipal de Saúde.

A denúncia aponta que, entre 2010 e 2012, os suspeitos falsificaram documentos públicos e “inseriram ou fizeram inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”.

Em Brasília, Valdir da Costa já havia passado pelo Hospital Regional de Taguatinga. Em 2015, o médico esteve envolvido em um caso de falsificação de atestados dentro da unidade.

Ele e outros oito funcionários foram acusados de participar de um esquema de tráfico de influência. Na época, Valdir foi indiciado por corrupção passiva e chegou a ser condenado a 3 anos e 3 meses de prisão por recebimento de vantagem indevida no exercício da função.

A sentença foi definida pela 1ª Vara de Taguatinga em maio de 2018, mas o médico recorreu. O caso chegou até a segunda instância do Tribunal de Justiça do DF, onde Valdir da Costa acabou absolvido por “insuficiência de provas”.

Fonte: G1

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