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Grupo protesta no DF contra espancamento de homem negro no Carrefour de Porto Alegre

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Manifestantes do DF protestam pedindo justiça por Beto, homem negro que morreu agredido em unidade do Cerrefour em Porto Alegre — Foto: Reprodução / G1 DF

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi morto na noite de quinta-feira (19) por seguranças brancos. Manifestantes pediram boicote à rede de supermercados; Carrefour disse que morte de cliente foi ‘ato criminoso’ e anunciou rompimento do contrato com empresa de segurança

Um grupo de moradores do Distrito Federal realizou um ato, nesta sexta-feira (20) – Dia da Consciência Negra – em protesto pela morte de um homem negro, espancado por seguranças brancos, em um supermercado de Porto Alegre (RS), na noite de quinta-feira (19). A manifestação foi pouco depois do meio-dia, em uma loja do Carrefour da Asa Sul.

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi morto em uma loja da mesma rede, na capital gaúcha. Em nota, o Carrefour chamou a morte do cliente de “ato de criminoso”, e anunciou rompimento do contrato com a empresa de segurança (leia íntegra da nota mais abaixo).

Na capital federal, com cruzes nas mãos, o grupo pediu que os clientes não fizessem compras no supermercado. Além disso, levantavam cartazes com frases como “vidas negras importam”.

Os manifestantes entraram no supermercado por volta das 12h30. Eles gritaram frases como “eu não consigo respirar” – dita por George Floyd, homem negro morto durante uma abordagem policial, em maio, nos Estados Unidos.

Pela manhã, o mesmo grupo realizou um ato em frente da Fundação Cultural Palmares, no Setor Comercial Sul. De lá, os manifestantes seguiram para o supermercado da quadra 402 Sul.

Os protestos foram organizados por 25 entidades que envolvem frentes parlamentares, grupos religiosos de matriz africana, movimentos negros e sindicato dos professores do DF.

Dérson Maia, presidente nacional da Frente Favela Brasil, afirmou que a manifestação é para cobrar Justiça. “Nós estamos cansados dessa forma como não só o Estado, mas como as empresas e as instituições de Estado nos tratam. Nós somos a carne barata do mercado”, afirmou.

“Quando aquele senhor [João Alberto Silveira Freitas] morreu, é um pouco de cada um de nós que morreu junto com ele”, disse Maia.

Joseanes Santos, da Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno, destaca que o espancamento de João Alberto ocorreu na véspera do Dia da Consciência Negra. “O 20 de novembro, para nós, é sempre um dia de protesto, de lembrar o quanto a desigualdade racial é perversa com a população negra. A morte do ‘Beto’ aconteceu em um momento para chamar mais atenção de como a cor da pele ainda nos leva à morte”, disse.

Entidades e frentes parlamentares fazem protesto dentro do Carrefour, na Asa Sul, por justiça pela morte de homem negro no supermercado do grupo no Rio Grande do Sul — Foto: Reprodução / G1

Veja a íntegra da nota do Carrefour

“O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.”

Fonte: G1

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