Home BRASIL Cinema brasileiro comemora #ResistênciaSempre

Cinema brasileiro comemora #ResistênciaSempre

228
0
Compartilhar
Foto: Divulgação

Por Fernando Kerr – Especial para o RI

Numa das palestras do primeiro dia da edição 2018 do Rio Market, adiada por problemas com patrocinadores, a palavra do momento esteve em alta. Não há ligação com o sentido a que partidários do presidente eleito vêm tentando restringir o termo, ao relacioná-lo com a resistência francesa aos nazistas, para impedir uma oposição que é, em última análise, autêntica. Ao contrário, o que se pretende comunicar é um dos 24 outros significados diretos que o dicionário apresenta, entre os quais: “oposição, reação; luta que se mantém como ação de defender-se; defesa contra um ataque; e qualidade de quem demonstra firmeza, persistência”. Ainda, segundo um viés mais tecnicista, da própria Física, “força em sentido oposto à do movimento de um corpo”. Atitudes louváveis, descartado qualquer juízo de valor.

Pois é essa força na luta pela própria defesa que a indústria do audiovisual apresenta. Afinal, foi neste ano 2018 que a evolução do número de salas de exibição atingiu nova marca histórica.

Desde a década de 1970, quando o número total chegou a 3.276 salas de cinema, o mercado exibidor experimentou quase vinte anos de queda, chegando a 1.033 salas. A partir de então, o parque exibidor começou a experimentar forte crescimento, renovado com a digitalização de cópias, atingindo, agora em 2018, 3.279 salas. Juntamente com essa recuperação em número de salas, há outros motivos para comemorar. Mesmo sofrendo com fatores conjunturais macroeconômicos que tenderam a diminuir a frequência do público no escurinho do cinema. A greve dos caminhoneiros, a Copa do Mundo e as eleições foram condições externas que diminuíram a taxa de ocupação das salas.

O cinema estrangeiro sofreu mais essa queda, o que causou um resultado geral negativo comparado de setembro de 2017 a setembro de 2018. Mas os filmes brasileiros apresentaram melhora no número de sessões de 273 mil para 296 mil sessões.

Esse aumento também se registrou na distribuição, no número de sessões por filme. Em 2017, os filmes brasileiros foram exibidos, na média, em 32 sessões. Em 2018, essa mediana chegou a 92 sessões no ano. A média de permanência do filme brasileiro em cartaz também subiu de 12 semanas em 2017 para 17 semanas em 2018. A queda de renda e de público só apresenta queda no levantamento apresentado por Luana Rufino, da ANCINE, quando se incluem os filmes estrangeiros. Ponto para o Cinema Nacional que teve três filmes que podem ser considerados blockbusters: Nada a Perder, de Alexandre Avancini, Os Farofeiros, de Roberto Santucci e Fala Sério, Mãe, de Pedro Vasconcelos. Esses três títulos levaram mais de 17 milhões de brasileiros ao cinema até setembro de 2018, auferindo renda de bilheteria superior a R$ 187 milhões. Há que se destacar também que 11 filmes brasileiros tiveram público superior a 250 mil espectadores.

Resistência é estratégia para se opor a uma tendência indesejada.

O Rio Market começou ontem e vai até dia 10 de novembro na Casa Firjan.

As três maiores bilheterias em 2018.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here